Pub SAPO pushdown

sábado, março 31, 2007
E o que também não é nada bom...

... é apanhar um taxista que diz "desculpem lá, mas desde que tive um acidente de mota que fiquei um bocado amnésico".
sábado, março 31, 2007
A sério.

Algum homem, no seu perfeito juízo, acredita que a melhor maneira de abordar um grupo de gajas é com um "alguma de vocês tem um lenço de papel?" seguido do não menos brilhante "o Xafarix é em Santos, não é?" ?
sexta-feira, março 30, 2007
E quando um dia os vossos filhos...

... vierem com ideias estúpidas de "mamã, papá, quero ser jornalista", é nessa altura que lhes enfiam um chapadão bem dado enquanto gritam "tu queres o quê???? Tu queres é ser jogador da bola" (ou, no caso de ser uma miúda, prostituta de luxo).
quinta-feira, março 29, 2007
Como eu gosto deste meu Portugal

Depois de seis anos sem Raly de Portugal por falta de condições de segurança, eis que esta manhã se dá o "shakedown" e há logo cinco pessoas atropeladas. Atenção, repito! A prova ainda não começou e já há cinco engessados. Não é bonito? Eu acho que estamos, claramente, perante mais um caso "tendas enfiadas no mar da Caparica". Então esta gente enfia-se mesmo no meio do circuito, onde passam carros desgovernados a mil à hora, e depois "ah... que maçada! Estava aqui tão descansadinho da vida a ver a prova e não é que levo com um carro em cima e agora estou com as perninhas partidas??". Lá está, chamem-me insensível, mas não tenho pena. Estavam a pedi-las!
quarta-feira, março 28, 2007
Eu sei que passo a vida a defender que se os homens fossem honestos nos poupavam muito trabalhinho e ilusões

Eu sei que sim. E se defendo isto, deveria ser a primeira a erguer a bandeira da frontalidade e honestidade e uma data de outras coisas acabadas em "ade". Mas... às vezes... não dá. Não quando um homem por quem não sentimos a menor atracção nos vem perguntar o que fazemos este fim de semana. Porque até aí eu consigo ser honesta, e dizer "não vou estar cá". É a verdade. Mas se a pergunta seguinte é "então e nos próximos fins de semana?", não consigo inventar um rol de desculpas que abranja os próximos dezoito fins-de-semana. E nessa altura, mais por falta de tempo para inventar uma desculpa razoável do que por querer ser honesta, lá se responde " sim, nos outros vou estar". E o resto do diálogo é previsível. "Podíamos fazer qualquer coisa, não sei", diz o rapaz, assim a medo. E, vá-se lá saber porque raio, da minha boca sai um "claro, queres ficar com o meu número?". E mentalmente chicoteio-me, porque sei que não lhe vou ligar, que não vou combinar nada, que o rapaz é simpático mas parece não bater bem, mas também não lhe podia dizer isso assim na cara, mais não seja porque vou ter que o voltar a ver obrigatoriamente num futuro próximo, e oh meu Deus, se fosse ao contrário eu gostava que me dissessem que não, que nem sequer valia a pena, e... "Então aponta aí o meu número e manda-me uma mensagem quando puderes"... e eu "claro, claro, depois eu digo qualquer coisa"... e lá volta o chicote mental em força, porque eu sei que não vou dizer coisíssima nenhuma, para quê estar ali a criar falsas expectativas, quando era tão mais fácil dizer "este é um amor impossível..não me procures mais... não dificultes mais as coisas.... eu vou para um convento... porque tu.... tu és meu irmão". E saía a correr, lavada em lágrimas. Ele ficava a achar que eu era louca e estava o assunto resolvido.
Não foi um comportamento bonito, que não foi. Mas não consigo ser uma cabra fria e insensível e já percebi que não é nada fácil dizer a uma pessoa, olhos nos olhos "vamo-nos deixar de merdas. Não te vou dar o meu número porque não me identifico contigo, não tenho assunto para ti, não me parece que possamos ficar amigos, e nem sequer te acho giro o suficiente para podermos dar umas voltas". Isto era num mundo ideal. No mundinho em que vivemos, limitamo-nos a fornecer o número do segundo telemóvel, aquele que raramente está ligado.
terça-feira, março 27, 2007
Já não aguento...

... ver a senhora presidenta do Parque de Campismo da Costa de Caparica a ter ataques a cada maré cheia. Basta o mar subir três centímetros e aí está ela na televisão. O discurso varia entre o “façam alguma coisa por nós que nos estamos a afundar”, o “prometeram-nos pedras e até agora nada”, o “o que faz aqui falta é uma obra de engenharia, não é areia” e o “despeçam o presidente do Instituto da Água, que é um incompetente”. Só varia a ordem, mas anda sempre à volta disto.
Ora este é um assunto que me anda a encher, a encher, a encher! E eu sou uma pessoa paciente, relativamente compreensiva, atenta às necessidades dos pobres e oprimidos. Mas quando o assunto são parques de campismo, lá se vai a minha sensibilidade. Sobretudo quando há gente que insiste em ter tendas dentro de água, ao melhor estilo bungalows nas Maldivas. E que depois tem a real lata de vir dizer “bom, isto se calhar já é água a mais, façam lá o favor de fazer recuar o mar que isto depois é um cheiro a mofo que não se aguenta”.
Se há coisinha que não me machuca o coração é que o parque de campismo da Costa fique submerso, qual Titanic. Não quero saber disso, ninguém quer, era até um favor que faziam a muito boa gente! Por isso cheguem-se para trás, mudem-se para Trás-os-Montes, peguem nas roulottes e vão vender bifanas para a porta do Estádio da Luz, mas parem com os queixumes! É que tornam-se maçadores!
No caso Mar Vs. Parque de Campismo da Costa de Caparica eu estou, claramente, pelo mar. E digo mais! Se a seguir o mar puder fazer o favor de se deslocar assim para sedes de escuteiros, de tunas, bandas filarmónicas ou claques de futebol, isso então é que era um verdadeiro serviço público.
segunda-feira, março 26, 2007
Homens deste meu país e do mundo em geral

Quando uma mulher vos propuser sexo de forma directa, inequívoca e sem rodeios, poupem-nos a toda e qualquer hesitação, tentativa de explicação ou teoria sobre o bonito e complicado mundo das relações sexuais entre adultos. A única coisa que queremos ouvir da vossa boca é um rápido "onde e quando???".
segunda-feira, março 26, 2007
Eu juro que hoje vi a luz no ginásio

Eu juro que houve ali um momento entre uma série de 20 agachamentos e outra de levantamento de pesos em que eu achei que me ia passar para o outro lado. E todo o mundo continuava, alegremente, sem se darem conta que eu me estava a ficar ali, em plena aula de localizada. Toda eu era tonturas, indisposições, suores e um calor desgraçado. Lançava olhares desesperados e suplicantes em direcção à janela, mas a cabra da professora só gritava "vamos lá, mais 50!". E eu só me lembrava do Feher e outros que tais, que colapsaram em plena actividade física, e já me via a ser homenageada no Estádio da Luz, com um minuto de silêncio antes do Benfica-Porto (sim, porque todas a gente reconheceria a grande benfiquista que eu sempre fui), o Eusébio de lágrimas nos olhos, a águia Vitória revoltada, a recusar-se a voar. Depois pensei "bem, morro aqui, mas ao menos acho que estou uns gramas mais adelgaçada... e até trouxe uma roupinha de ginástica que não envergonha ninguém". Mas depois a professora disse "vá, deitem-se", e aquilo passou.
domingo, março 25, 2007
E a teoria do fim-de-semana repleto de beijos...

... teria sido brilhante se uma pessoa não tivesse ido ao Bairro comer uma tosta de frango e não lhe espetassem com uma dose industrial de alho lá dentro. Claro que tive que dizer ao senhor funcionário que tinha acabado de arruinar uma potencial noite de beijos. Ao que me respondeu "não se preocupe, ao final da noite e com o álcool, toda a gente beija". O que a Pipoca deveria ter respondido: "ok, bebé... vamos começar já?". O que a Pipoca respondeu: "hmmmm... então traga lá aí umas batatas fritas para ver se isto passa". Definitivamente, há as que se sabem safar. E depois há as outras.
sábado, março 24, 2007
Uma pena

Olho à minha volta e o cenário é catastrófico. Desolador. Malas e sapatos pelo chão. Roupa empilhada numa cadeira, a roçar os limites do tecto. Cama por fazer. Secretária cheia de jornais, e revistas, e dvds, tudo coisas que vou adiando para o fim de semana. Vejo pó, muito pó. O meu quarto está um nojo. Não consigo trabalhar no meio da confusão. Posto isto, não posso trabalhar! Ohhhhhhhhhhh! Lamentável!

E isto é o que vos desejo para este fim-de-semana*

sexta-feira, março 23, 2007

Que beijem. Que beijem muito. Com violência, com paixão, com audácia, com amor, com ternura, com desejo, com raiva, com impulsividade, com calma. Como vos der mais jeito. Eu vou tentar fazer o mesmo, mas não prometo nada.

* e para a vida em geral

sexta-feira, março 23, 2007
E que alegria que é....

... ir ao cinema, pedir dois bilhetes e a senhora não retorquir o "QUANTOSSSSS??" do costume. Dois bilhetes já a menina percebe, não é, sua estúpida?
quinta-feira, março 22, 2007
...

Num esforço de aparentarem ser mais interessantes do que aquilo que realmente são, os homens conseguem ser tão ridículos, mas tão ridículos, mas tão, tão, tão, tão, tão ridículos, mas tão infinita e estupidamente ridículos, que eu não sei se me inspiram pena ou vontade de me atirar para o chão a rir.
quinta-feira, março 22, 2007
Com esta é que eles me lixaram

Uma mulher chega a casa estafada às dez da noite, depois de um dia de trabalho, de ginásio, de aula de espanhol e do raio que a parta. Essa mulher sonha com a sua mantinha polar, com o pijama de flanela aos quadrados (mas bastante sensual, ainda assim), com uma novela que não dê assim muito o trabalho a digerir. A mãe dessa mulher aparece de papéis na mão e dá início ao seguinte discurso: "sabes, estive-me a informar e acho que devias fazer este seguro"- esfrega-lhe os papéis no nariz. "É para o caso de vires a ter cancro. Imagina, daqui a uns tempos tens um cancro da mama, precisas de ir a um médico especializado, eles depositam logo 250€ na tua conta. E têm os melhores médicos". A mulher fica a olhar especada e pergunta "então mas e esse seguro é só para isso? Para cancros??". Mãe da mulher responde "sim, como agora há tantos casos, eles agora criaram um seguro específico. E como temos tanto historial na família...". Não fosse a verdade da última afirmação e o caso teria até muita piada. A mulher diz "está bem, deixa isso aí que eu vou pensar".
Boooooooom! Então mas isto agora é assim? Já não há seguros de saúde abrangentes, que dêm tanto para cancros como para hemorróidas?? Eu não sei, mas acho que aderir a um seguro destes é quase dizer "ok, já sei que vou ter o meu cancrozito, não é? Então venha de lá esse seguro". Está certo que os casos se multiplicam a olhos vistos, mas isto não será uma atitude um bocadinho de nada chantagista? Tipo "ai a menina não quer fazer um seguro? Ai não quer? A menina é que sabe. Habilita-se a ganhar um valente cancro da mama e depois é que eu quero ver. Depois nessa altura chora! Depois não venha cá pedir segurozinhos que nessa altura já não podemos fazer nada por si. Nessa altura já o cancro se alastrou ao fígado e ao cérebro e só vai dar é despesas".
O que é que vem a seguir? Seguro para perfurações de um pulmão? Para uma cirrose hepática? Eu não sei...o que sei é que tenho ali os papéis a olhar para mim, e estou muito tentada a assiná-los. Cabrões, levam-nos à certa com esta do cancro.
quarta-feira, março 21, 2007
Obrigadinha, sim?

Na senda de conversas matinais com o meu pai, daquelas mesmo, mesmo interessantes e profundas, esta manhã o tema foi "sabes quem se casou?? A "não sei das quantas". Ainda não te tinha dito, não fosses tu também pôr-te para aí com ideias de casar". Ora bem. A "não sei das quantas" deve ter perto dos seus quarenta anos. É gorda que nem um texugo. Catequista. Sempre viveu com os paizinhos. Nunca se lhe conheceram namorados. E toda a gente, pais incluídos, sempre deu o caso por perdido. Era uma verdadeira encalhada, haveria de morrer virgem e, com alguma sorte, ser beatificada. Mas eis que, de repente, e sem nada que o fizesse prever, a gaja se me casa. "Quer dizer, não se casou.... foi desses casamentos agora modernos, juntou-se", explicava o meu pai. Isto às oito e meia da manhã, quando eu ainda estava a tentar perceber quem era e porque razão não estava na minha cama quentinha a sonhar com o My Little Poney.
E depois fiquei a pensar nas palavras do meu pai, sobretudo no "ainda não te tinha dito, não fosses tu também pôr-te para aí com ideias de casar". Como explicar isto a um pai de sessenta anos sem lhe provocar um enfarte? Portanto, casamento é coisa que não está nos meus planos. Pelo menos a curto prazo. E, mesmo que fosse, estou mais encalhada que o Tolan, por isso não há previsões de bazar de casa nos próximos... digamos... dez a quinze anos?? Por outro lado, houve uma luz de esperança que se acendeu em mim e acabei por dizer, num tom um bocadinho mais dramático-invejoso do que seria normal, "ainda bem para ela... e se ela casou, então toda a gente vai casar. Ainda há esperança para mim". O meu pai riu-se e lá foi à sua vidinha. Mal ele sabia que o meu dia já estava estragadinho, à conta da gorducha devoradora de homens. É que antes tinha-a a ela como exemplo para ir arrastando o rabo pelos sofás lá de casa, sem sentir aquela pressão de me fazer à vidinha. Sempre que os meus pais vinham com a conversa do "então e casar?", eu saltava de dedo em riste e relembrava-os "ahhh, então e a "não sei das quantas", que tem mais dez ou quinze anos que eu, hã?? Dessa ninguém fala??". Agora perdi as referências. Estúpida do caraças. Pffffffff.

Pipoca's life OST

terça-feira, março 20, 2007

Hoje não é um dia não

Hoje é um dia não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não, e não. E ainda não.

E é assim que me sinto. Ao melhor estilo Bridget Jones deprimida a cantar o All By Myself. E só me falta mesmo começar a beber.

terça-feira, março 20, 2007
E quando pela manhã...

... a primeira coisa que o nosso pai nos diz é "caiu o paredão da Costa. A Protecção Civil está a avisar as pessoas para não irem para a praia", é nesse exacto momento que nos damos conta que não sabe muito da nossa vida. Nem sequer que temos um emprego. E que é só mesmo por isso que estamos a pé às oito e meia da manhã.
segunda-feira, março 19, 2007
Mais uma grandiosa vitória benfiquista

Nada de novo. (bocejo). Tanta vitória, tanta vitória. E eu juro que não queria voltar a falar da Nuna Gomes, para não me acusarem de ser má benfiquista ou de ter má vontade para com a rapariga, mas quer dizer, aquilo já se está a tornar dramático. Hoje então foi escandaloso. Fernando Santos, se me está a ouvir, dê-me uma oportunidade. Eu só preciso de uma oportunidade para lhe provar que consigo ser, pelo menos, tão má como o Nuno Gomes. E por metade do preço!
domingo, março 18, 2007
Vamos a factos

1- Eu gostava de ir a Nova Iorque. Mais do que gostar, acho que era assim o sonho da minha vida. E a Pipoca não tem muitos, que não tem. Mas imagino-me a fazer o circuito do Sexo e a Cidade, a tirar uma fotozinha à porta da Carrie, a gritar "O MR.BIG NÃO TE MERECE", e o meu coraçãozito bate palmas de emoção, enquanto me diz "sim, sim, vamos, vamos!".
2- A Pipoca não tem onde cair morta.
3- Mesmo não tendo onde cair morta, a Pipoca é generosa e até oferece gelados a velhinhos. Ou seja, a Pipoca é boazinha.
4- A Pipoca proporciona aos seus leitores muitos e bons momentos de leitura. É que são prosas que roçam a genialidade, prosas que dispõem bem, prosas que podem ser lidas em família, que não envergonham ninguém.
5- Segundo o Sitemeter, as visitas diárias vão para cima de mil. Cobra a Pipoca alguma espécie de taxa por isto? Não, nada! Puros momentos de prazer gratuitos. Em ocasiões espeiais a Pipoca até oferece prémios aos seus leitores. A Pipoca só quer ver os outros felizes, é uma rapariga que é uma mãos largas, um coração de ouro como já não há.
Ora juntando todos estes factos, penso que percebem o que é que a Pipoca está a querer dizer. A Pipoca quer muito ir a Nova Iorque. A Pipoca não tem dinheiro. E se cada um dos mil leitores se chegar à frente com 5 euritos que seja, a Pipoca pode pegar em si e atravessar o oceano. Eu acho justo, e sempre é melhor pedir do que roubar (ou dedicar-me à prostituição de luxo). Sim, porque se for presa, depois não há cá textinhos para ninguém, que quando o ministro vem para aí dizer que as prisões estão muito bem equipadas, que têm net e sei lá que mais, é tudo treta. E depois iam chorar, que iam. A Pipoca fala-vos de coração aberto, é um pedido desesperado!!!! E se há tanta gente que se safa por aí, que começa por trocar uma lata de salsichas e acaba por conseguir uma casa sem sequer recorrer a empréstimo, eu acho que pedindo cinco euritos a cada leitor também posso ir a Nova Iorque. Pronto, deixo à consideração. E fica o NIB também, na esperança que se entusiasmem e atendam o meu humilde e tão sincero pedido: 0035 0396 0018 4693 40005.
Sempre vossa,
Pipoca
domingo, março 18, 2007
What a great day to be alive

sábado, março 17, 2007
Pipoca e Menino do BPI- o reencontro

A 5 de Dezembro de 2006 denunciei uma situação gravíssima neste blog: a fuga deste menino de minha casa. Pedi ajuda, prometi recompensas chorudas a quem o encontrasse e mo devolvesse, e o que é que vocês fizeram? Hein?? NADA! Deixaram a Pipoca num estado de ansiedade estes meses todos, deprimida, um farrapo. Bando de inúteis. Mas só Deus (e a Maya) sabia que o nosso reencontro se iria dar, mais cedo ou mais tarde. E não é que o encontrei ontem, o infame, no Bairro Alto?? Feliz da vida, com a nossa separação completamente ultrapassada. Nem uma lágrima, um abraço apertado, um "desculpa, quero voltar para casa". Limitou-se a dizer "punhas pouco Ovomaltine no meu leite". Eu, que metia para cima de dez colheres, que estava sempre ali ao lado dele enquanto bebia o seu leitinho pela caneca do Snupe, sempre pronta a dar-lhe mais Ovomaltine, todo o que ele quisesse, ao mesmo tempo que lhe dava um ou outro tau-tau carinhoso! Eu era tão altruísta que, mais do que uma vez, sugeri barrar-lhe o corpinho com Ovomaltine! E agora vem dizer que eu era forreta nas doses. Tudo bem, uma pessoa aprende com os erros. Continua giro. Pedi-lhe que voltasse para casa, ao menos uma noite, mas estou a ver o caso muito mal parado. Pelo sim, pelo não, a dispensa já está cheia de latas de Ovomaltine.

(nota: menino do BPI, se me estás a ouvir, obrigada por não teres começado a correr quando eu comecei a guinchar "é o menino do BPI, é o menino do BPI", ao mesmo tempo que entrava em hiperventilação. Mas foi um momento demasiado emocionante para que eu o deixasse passar em branco... tu não sabes, mas assim que te vi os Beatles instalaram-se na minha cabeça a cantar "Loooooooooove, looooooooooove, loooooooooooove". Foste uma jóia de moço. Eu e tu... tu e eu. Bebé. Vamos ser felizes?... e estou agora a pensar... eu disse "Menino do BPI, 'cá beijinho". Eu disse isto. Dor..muita dor)

Bom, entretanto não sei que se passou ontem à noite que parece que deixaram saír todos os homens feios e estranhos à rua (tirando o meu menino do BPI, claro está, que foi uma excepção numa noite de horrores). O Napron, sítio onde a Pipoca gosta de dar o seu pé de dança, parecia ter sido palco das Olimpíadas da Matemática e Electrotecnia. O número de homens feios, atótózados e com ar de quem nunca tinha visto uma mulher na vida era assustador. Às tantas, demos por nós com um rapazinho especado a olhar para nós, aí a uns 30 cms, sem se mexer, e foi o amigo que teve que lhe dar uma cotovelada e dizer "eh pá, disfarça". Tivemos que pegar em nós e ir para uma zona menos congestionada, mas não surtiu efeito. O grupo da Electrotecnia persegiu-nos, alapou-se, e um deles ainda achou que era interessante e estiloso vir dizer "ah, desculpa, o meu amigo é que estava a dizer que não sei o quê blá blá blá whiskas saquetas", e eu só dizia "sim, sim, na boa", enquanto pensava "oh, criança de Deus, se disseres mais alguma coisa já estás a entrar no campo da humilhação.. vá, vai lá jogar Sudoku".
Enfim... noites de loucura. Já disse que voltei a encontrar o menino do BPI quando estava a ir para casa?? Não disse, pois não? É o destino! Estamos feitinhos um para o outro! Quererá ele mais provas que estas? Eu acho que não é preciso, mas tudo bem.

sexta-feira, março 16, 2007
Honestidade fora do prazo

O post abaixo, o do "então e que tal sermos só amigos?", leva-me a outro assunto dentro da temática "homens, alguém os entende?". Esta semana falava com uma amiga sobre algo que já aconteceu aí a 96,7% da população feminina. A cena é simples e recorrente. Ela conhece ele. Ela interessa-se, encontra afinidades. Ele, aparentemente também. Ela envolve-se. Ele, ao que tudo indica, também. Ela praticamente apaixona-se, vê nele uma relação com potencial e acredita que do outro lado se passa o mesmo. Ele, ainda que menos efusivo, vai correspondendo às expectativas. Ela planeia pormenores do casamento, já sabe onde deixar a lista de casamento e quem convidar, onde sentar a tia-avó que sofre de flatulências e para quem despachar os presentes horrorosos que vai receber. Há beijos. Há amassos. Há sexo. Há dia seguinte. Há um ou outro encontro. E há conversa fatídica. Ele abre a boca e deixa saír o discurso que sabe de cor, tantas foram as vezes que o usou: "sabes, eu não te quero magoar, saí há pouco tempo de uma relação e ainda não estou preparado para coisas sérias", ou as variantes "sabes, tenho uma unha encravada, não me sinto preparado para coisas sérias" ou ainda "sabes, hoje estão 17 graus, não me sinto preparado para coisas sérias". Qualquer coisa serve. Ela dá-lhe palmadinhas nas costas e desabafa com as amigas "olha, ao menos foi honesto".

E aqui pára tudo. Foi...HONESTO??? Honesto (vulgo com tomates no sítio) era chegar-se ao pé da menina, antes de acontecer o que quer que fosse, e anunciar "pois bem, minha cara, não estou para namoros. No entanto, isso não implica que a minha pila esteja na mesma onda anti-relacional. Nada disso, está aqui pronta para as curvas. Portanto, podemo-nos comer à vontade e sem reservas, eis o meu corpo, faz dele o que quiseres. Amanhã volta a ser cada um por si. Alinhas?". Isso sim, era honestidade à séria. E sabem porque é que não o fazem, sabem? Porque o mais certo era apanharem um estaladão ou a gaja virar-lhe as costas e dizer "está bem, filho, eu vou só ali até a Trás-os-Montes a fazer o pino só numa mão e volto já, não demoro nada, é só um instantinho". E lá se ia a possibilidade de entrarem em acção.

Honestidade quando a coisa já se deu é muito fácil. E juro que da próxima vez que me vierem com uma destas conversas de merda levarão com um "ainda bem que dizes.... eu por acaso ia falar contigo, mas ainda não tinha tido coragem... é qué és tão mau na cama que eu acho mesmo que devíamos ficar por aqui. Mas não te preocupes, que o problema não és tu, sou eu... sou alérgica a pilas tamanho XS".

Pipoca's life OST

sexta-feira, março 16, 2007

E quem nunca passou por uma situação destas que se chegue à frente, para eu ver!

"I thought i'd found the man of my dreams.
Now it seems, this is how the story ends:
He's goin' to turn me down and say,
"can't we be friends?"

I thought for once it couldn't go wrong.
Not for long! i can se the way this ends:
Cnever again! through with love,
Throught with men!
They play their game without shame, and who's to blame?

I thought i'd found a man i could trust.
What a bust! this is how the story ends:
He's goin' to turn me down and say,
"can't we be friends?" "

sexta-feira, março 16, 2007
Eu bem digo que o Sitemeter não anda bem

Agora deu-lhe para contar para trás. Já estava quase nos 180 mil e volta-me aos 173 mil e tal. Tudo bem.
quinta-feira, março 15, 2007
Vou-me sentar no sofá a ver a bola

E que seja o que Deus quiser e o que o Pauleta deixar.
quinta-feira, março 15, 2007
Eu não sei que raio tenho ...

...que as pessoas entendem que devem chegar-se a mim e proporcionar-me episódios caricatos. Estava eu hoje na Hussel das Amoreiras (também conhecida por paraíso das gomas) a babar-me para cima de tudo quanto lá havia (saí vitoriosa, não comprei NADA), quando um velhote me toca no braço e me diz "oh menina, pague-me aqui uma coisinha destas". Levei quatro minutos a perceber o que é que o senhor estava a dizer, mas lá o vi apontar para a arca dos gelados. E por trinta segundos pensei "ora então muito bem, isto agora é assim! Já não se pedem pacotes de leite, garrafas de azeite, bens de primeira necessidade... não, agora são gelados!". Mas não. Disse ao velhote para escolher o que queria e ele foi pronto na resposta: "um Magnum branco". Toma lá! Podia ter sido um daqueles maibaratos, tipo Minimilk, ou Perna de Pau, mas não, venha de lá um Magnum Branco. Lá lhe tirei o gelado da arca, paguei-o e ainda lhe dei o troco, morta de riso mas encantada com a honestidade. Se era um geladinho que lhe estava a apetecer, porque não pedi-lo, em vez de "ah, não, o que me dava mesmo jeito era uma sopinha de hortaliça"? E dizia a senhora da loja que todos os dias ele lá vai comer o seu Magnum branco. E que, quando não tem dinheiro, pede. Mai nada!
Quanto a mim, de imediato pensei em ir fazer o mesmo para a Zara. Chegar-me ao pé de alguém, puxar-lhe o casaco, fazer olhinhos de Bambi e dizer "oh, menina, compre-me aqui estes sapatinhos". Antes isso que roubar!
quinta-feira, março 15, 2007
Perguntinha

O que é que leva uma pessoa que eu nunca vi na minha vida, e a quem nem sequer dirigi palavra, a partilhar comigo a seguinte conversa numa viagem de elevador: "Estou com uma dor no pé esquerdo que não aguento. É dos calos. Devia ter vindo de ténis, mas não ía bem com estas calças, não é?". Resposta da Pipoca: "pois".
terça-feira, março 13, 2007
Ele há gente muito injusta

Muito se tem falado do caso da bebé que foi raptada de um hospital em Penafiel há um ano e que foi agora encontrada e devolvida aos pais. E eu acho bonita a parte do reencontro familiar, a sério que acho. O que eu não acho nada bonito é que os pais queiram agora mandar a raptora para trás das grades. Então quer-se dizer, a senhora tomou conta da miúda durante um ano, exactamente naquela fase em que as crianças estão insuportáveis, em que choram dia e noite sem deixar ninguém dormir, é um disparate de dinheiro em fraldas e papas, e os senhores ainda se queixam? Mais, no primeiro ano de vida as criancinhas só comem e dormem (e berram), não têm piadinha nenhuma, não fazem gracinhas. Agora sim, com um ano e tal é que começam a dar um ar da sua graça. Como se não bastasse, os senhores já tinham outros seis filhos, por isso até foi uma benesse terem alguém que lhes tomasse conta do trambolho durante mais de um ano! Deixem-se de merdas e não sejam ingratos! Deviam era pagar à senhora pelos serviços de babysitting prestados ao longo de um ano. Está certo que o ideal era a mulher só ter devolvido a criança quando ela já tivesse 32 anos e casa própria, mas não se pode ter tudo, já foi uma grande ajuda! Eu espero, muito honestamente, que a senhora não seja presa e se alguém se quiser chegar à frente com uma petiçãozinha eu sou a primeira a assinar. E também não ficava nada mal aos bombeiros de Penafiel se lhe atribuíssem uma medalha de honra, louvor e mérito, que assenta bem em qualquer casaco. Deixo à consideração.
segunda-feira, março 12, 2007
Ai o Mantorras não pode conduzir em Portugal?

Não pode passear o seu Porsche amarelo (não sei se terá um, mas é rapaz para isso) nas ruas de Lisboa? Ai a carta dele, tirada em Angola, não é válida em Portugal? Ai temos a mania que somos espertos? Então agora, toma lá! O governo angolano, numa clara atitude de retaliação, vai proibir as cartas de condução portuguesas no território deles. Pimba! E o transtorno que isto nos vai causar, senhores! Eu nem quero imaginar!
domingo, março 11, 2007
O Festival da Canção ou arranjem-me lá um buraquinho onde me possa enfiar e fingir que não sou portuguesa

Que fique já aqui bem esclarecido. Eu não vejo o Festival da Canção. Deixei de dar para esse peditório há uns bons anos, quando ainda havia uma boa Dulce Pontes, uma boa Nucha, uma boa Dina, uns bons Da Vinci, ou uma boa Dora vestida à gato das botas e a cantar "não sejas mau pra miiiiiiimm, uoooohhhooooo". Ainda sou do tempo que se fazia uma ligação em directo a todos os distritos do país para as pontuações. Era bonito, estava ao mesmo nível da Miss Portugal ou dos Jogos Sem Fronteiras, e eu vibrava à séria com aquilo. Agora é tudo uma aldrabice, com votações endrominadas e concorrentes que não lembram ao Diabo. Tudo isto para dizer que estava eu ontem a saltitar alegremente entre canais quando parei no canal 1. E não consegui mudar de imediato. O que estava a ver era mau demais para ser verdade. Uma pirosa do pior, de nome Sabrina, com um vestido cheio de folhos, em tons de bege, sandálias de atilhos (haverá pior que isto, mulheres do meu país?), mamas a quererem saltar, e atrás dela um coro composto por três gajas igualmente pirosas e vestidas de dourado, nuns vestidos muito justos a roçar a prostituição, e todas juntas cantavam assim uma espécie de salsa muito manhosa, qualquer coisa como "dança comigo esta noite", e bamboleavam-se, e aquilo soou-me imediatamente às festas de verão de Freixo de Espada à Cinta (que nunca lá estive, mas diz que são muito boas), e custou-me a acreditar que aquela merda estivesse, de facto, em competição. Recomposta do trauma, mudei de canal e fiz por eliminar aquilo da minha mente. Mas, confesso, tenho uma certa atracção pelo bizarro, e acabei por voltar ao festival da canção. Alegria das alegrias, aquilo estava mesmo a dar as últimas e iam anunciar o alegre vencedor. Muito suspense, ai quem será, ai quem não será (como se eles não soubessem já há muito), e eis que a parva da Isabel Angelino decide elucidar o povo e grita o nome de...SABRINAAAAAAAAAAA!!!! E isto, só por si, já era suficientemente mau. A pequena Sabrina, que acha que é cantora mas, na realidade, é manicure em Frielas, vai-nos representar lá fora. Sim, porque já não basta a opinião que o resto da Europa tem de nós, tem que ir agora esta saloia abanar o rabo. E dizia eu que tudo isto já era mau, mas eis senão quando anunciam o autor da música. Rufar de tambores....... Emanuel!!!!!! Clap clap clap! Qual Ary dos Santos, qual Paulo de Carvalho, qual Fernando Tordo! Este ano levamos uma bonita letra de Emanuel, o rei da música pimba.
E pergunto-me eu: não há maneira de nos impedirem de ir à Eurovisão? Não sei, criar-se assim um decretozinho-lei qualquer que diga "tendo em conta os resultados miseráveis que temos vindo a registar, Portugal está terminantemente proibído de pôr os pés na Eurovisão como forma de pôr fim à humilhação que se tem registado nos últimos anos". É que aquilo piora de ano para ano, a Espanha dá-nos um ponto por pena, para não dizermos que vimos de lá de mãozinhas a abanar, somos enxovalhados a cada edição, mas insistimos. E, cheira-me, levar a Sabrina e o Emanuel é capaz de não melhorar a coisa. Desconfio que é este ano que vão inventar pontuações negativas.

Pipoca's life OST

sábado, março 10, 2007

Esta foi, para mim, a música de sexta à noite. E como nos rimos, e como dançámos e como fizemos a festa. E como dizia o Mr. André (o vizinho ali do Achtung Baby), "olho para este grupo de amigos e parece saído de uma série de televisão". Também fiquei com essa sensação. E que grande música esta. Para ouvir com o som no máximo (sobretudo se tiverem vizinhos como os meus).

"I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!"

sábado, março 10, 2007
Ok, dou o caso por perdido

Cenário: bilheteiras do El Corte Inglés

Pipoca: um bilhete para a sala não sei quê.
(pausa para a senhora tirar o bilhete. Aparentemente, tudo normal, captou a mensagem à primeira)
Senhora da bilheteira: são onze euros e cinquenta, lugares 11 e 12.
Pipoca: EU DISSE UM BILHETE (sua p*** do cara***)
sábado, março 10, 2007
STOP

Se há coisa que eu gostava que não acontecesse sistematicamente era ser apanhada em operações stop. Gostava, pronto, é assim um desejo de criança. Depois de uma noite a dançar, desgrenhada, com vestígios de rímel um pouco por toda a cara, a roupa em desalinho e um imenso cheiro a tabaco (nojo, nojo, nojo) eu não estou, de todo, em condições de me andar a passear entre homens fardados. E os senhores polícias deviam ter isso em consideração e não sujeitar uma pessoa como a Pipoca a uma coisa destas. Metem-me no mesmo saco que esse bando de delinquentes que para aí anda, gente bêbeda e irresponsável, e obrigam-me a soprar para uma máquinazinha estúpida enquanto ouço comentários idiotas dos atrasados mentais que estão à espera da sua vez para comerem uma multa valente. E para quê, para quê insistir com a Pipoca se o resultado é sempre o mesmo? Zero-ponto-zero, toma lá! Mentalizem-se, senhores agentes da autoridade, mais depressa me apanharão a roubar numa sapataria do que a conduzir com os copos!
sexta-feira, março 09, 2007
"O coração de uma mulher é como um circo... há sempre lugar para mais um palhaço".

Simples. E, ao mesmo tempo, tão certeira

Clap clap clap.
sexta-feira, março 09, 2007
Pois...

Cheguei à conclusão que a palavra que mais uso em conversas com taxistas é um bonito e não menos distante "pois". Ontem apanhei um que decidiu pregar sobre o uso excessivo de headphones. E eu desconfio que estes senhores tenham vidas muito aborrecidas, ao ponto de se lembrarem de temas como este. E que responder a um senhor taxista que nos diz "os miúdos andam sempre com aquilo nos ouvidos, não é?, e depois vão prás discotecas e levam com aquela música aos altos berros, e depois querem ir para pilotos de aviões e não podem". "Pois...".
quinta-feira, março 08, 2007
Futebolices

Bom, como estou a ficar indisposta com a derrota do Benfica (calma, ainda só estamos a perder por 2-1, isto ainda pode piorar muito mais, sobretudo agora que o Nuno Gomes vai entrar), lá terei que me entreter a falar mal das equipas rivais. Ora então, segundo o meu querido Sportugal, que teve acesso exclusivo às folhas de vencimento dos jogadores do (blargh, cospe, blargh, cospe cospe) Sporting, diz que o Liedson (vulgo "ora-deixa-me-aqui-dar-um-pontapé-no-adversário-assim-de-surra-a-ver-se-o-árbitro-não-topa") ganha a modesta quantia de 110 mil euros mensais. E eu não sei se chore, se ria. Mentalmente, tento transformar 110 mil euros em sapatos e cheira-me que dá muito sapato. Para cima de uns 20 pares, estou em crer. E acho injusto. Ora então um gajo, feio ainda por cima, que a única coisa que sabe fazer é chutar uma bolinha prá frente e que nem sequer é assim tãaaao genial, toma lá os teus 110 mil euritos mensais e vai comprar Fiats Puntos amarelos e casas na Reboleira. Sim senhora, muito bonito. Assim de repente, eu acho que mesmo que trabalhe até aos 75, jamais conseguerei juntar 110 mil euros. E vem-me este baixote lá do Brasil, corre uma horita por semana e já está.
Bem, vou mas é voltar a concentrar-me no meu Benfica que, depois de uns joguitos mais ou menos, hoje resolveu voltar ao que sempre foi... uma nódoa. Ponham-me a mim nas minhas skinny legs, saltos de doze centímetros e pochette debaixo do braço a correr campo fora, que sempre faço melhor figura.
quinta-feira, março 08, 2007
Estou feliz

Sou a orgulhosa proprietária de umas skinny legs tamanho 36. Quase larguei aos gritos dentro do provador, "serviuuuuuuuuuuu-me, serviuuuuuuu-me". Não respiro, é certo, mas isso também não é o mais relevante.

E antes que os pirosos do costume venham perguntar "mas o que são umas skinny legs", aí fica a imagem. Não, infelizmente estas não são as minhas pernas. Lá chegaremos. Mais quatro a cinco anos no ginásio e estarei au point!



quinta-feira, março 08, 2007
Ora então diz que é dia da mulher

E tirando o período, a depilação, a celulite, os nove meses a carregar um pequeno trambolho na barriga (mais as dores para o tirar de lá), os anos de vida perdidos à conta de aturar homens, a falta de espaço para malas e sapatos ou o eterna drama "não tenho nada para vestir", eu até diria que é uma maravilha ser-se gaja.
terça-feira, março 06, 2007
E quando nada o faria prever...

... aí estou eu de volta ao ginásio, toma lá! Qual Jane Fonda sorridente (mas menos pirosa), lá me apresentei para os testes de aptidão física. Diagnóstico final: 1,71m, 55kg, 2,8kg de massa gorda para perder. "Ah, quem olha para si não diria", achou por bem proferir a simpática instrutora. Pois é, minha querida. Deve ser porque eu também não ando propriamente aí a mostrar o rabo a qualquer uma. Aí sim, veria onde está concentrada a tal massa gorda. Diz ela que com os devidos exercícios isto se transforma em massa muscular "nunstantinho". É bom que sim, minha boa amiga, é bom que sim. As boas notícias é que tenho uma aptidão cardiorespiratória acima da média, muito boa, posso correr quilómetros e quilómetros sem perder a pose e sem correr o risco de me dar uma coisinha má e ficar ali esticada. Amanhã a saga de testes continua e terei oportunidade de dizer de minha justiça. E quando me perguntarem "ora então quais são os seus objectivos?", é só sacar duma fotozinha da Cameron Díaz e dizer "tirando arranjar homem, é ser igual a ela".
terça-feira, março 06, 2007
Estou farta...

... de gente difícil, de relações difíceis, de famílias difíceis, de dias difíceis, de noites difíceis, de livros difíceis, de horários difíceis, de contas difíceis, de decisões difíceis. Irra, que hoje é assim que eu estou.
segunda-feira, março 05, 2007
Alguém me sabe explicar...

...porque é que o cabrão do SiteMeter estacou nos 174.404 visitantes vai para três dias, e não ata nem desata, e quando o tento abrir dá uma mensagem de erro qualquer? Melhor, alguém sabe como resolver isto? Dão-se alvíssaras.
segunda-feira, março 05, 2007
Dejé mi corazón aqui

Descobri esta imagem num site que gosto muito, o Post Secret, de partilha de segredos. É uma foto do bar que ficava por baixo da minha casa, em Madrid. O bar cuja música aos altos berros tantas horas de sono me tirou. Es que una parte de mi corazón también se quedó en esta calle, en esta ciudad. E só mesmo isto para me alegrar o dia.

segunda-feira, março 05, 2007
Está certo

Passamos uma vida inteira a levar com a importância de cedermos uma segunda oportunidade às pessoas que erram, há que perdoar, ser amiguinhos, bla blá blá. Sendo assim, porque é que o meu rabo não tem direito a uma segunda oportunidade? Porque é que Deus (ou a Corporación Dermoestética, tanto faz) não se chega ao pé de mim e me diz "ora aqui tens um rabo novo, sem buraquinhos de celulite, com o tamanho e consistência que sempre desejaste. Agora cabe-te a ti tratá-lo bem, sob pena de ficares com um rabo ainda pior do que aquele que já tinhas"??? Porque é que isto não acontece, hein??? Pelos vistos a lei das segundas oportunidades só funciona para um lado! Bahhh!
domingo, março 04, 2007
Cosmopolitan*

Fazes descer cada uma das sete pulseiras que levo no pulso esquerdo. Ao chocarem entre si, num barulho metálico compassado, sabemos que agora é o momento em que a noite se decide. E se te inclinares, me agarrares a cara e ficares tão próximo, eu sei que é agora. E se eu te cravar os dentes, te rasgar a pele, te quiser provocar dor, tu sabes que é agora. E se me afastares o cabelo, se eu te passar mão pela barba, se me percorreres o braço e eu descer até à tua perna, eu sei que é agora.
Não precisas dizer que amanhã não te apetece. Porque sempre foi assim. Não vai deixar de o ser. E bebo cada momento como o último golo, porque sei que amanhã o telefone não vai tocar. E não vais sentir falta. E não vais precisar dos meus dentes no teu pescoço, a rasgar-te a pele. E por isso hoje subo para um chá de menta que ninguém vai tomar.

* ou ficção barata de fim-de-semana
sábado, março 03, 2007
Eu disse que esperava um fim-de-semana calmo

Um conjugação de palavras bastante simples... "fim-de-semana" + "calmo". Não tinha nada que enganar. Mas não, a Pipoca já devia saber que qualquer expectativa que tenha, por mais pequena que seja, será sempre um tiro ao lado. A coisa começou logo ontem à tarde, com a mega manifestação da CGTP. Esta gente não se lhe pode acenar com uma oportunidade de não trabalhar que vem logo tudo prá rua, cartazes em punho, laurear a pevide. Ah, e tal, é sexta-feira, estão a tornar o trânsito caótico, e até há gente que gostava de ir às comprinhas à baixa e não pode, por estar tudo cortado, mas o que é que isso importa perante a possibilidade de virem em autocarros lá de Trás-os-Montes e poderem gritar coisas em frente à Assembleia e, com sorte, ainda aparecerem na televisão?? Nada, pois não é?
Bom, lá cheguei a casa e achei que era boa ideia voltar a saír para um café pós-jantar. Não se pode dizer que essa parte tenha sido má, que não foi, que foi com um moço que eu até aprecio, um moço que dispõe bem, no fundo. Conversinha para cá, conversinha para lá, vou deixar o rapaz em casa, "pára ali mais à frente para falarmos", os habituais temas "delicados" de final de noite, ficar ali é mau, ir embora ainda é pior, e eis que o rapaz, num assomo de consciência e a crença que era melhor cada um ir à sua vidinha, sai do carro. Tudo bem, pensei eu, pois que se calhar é mesmo assim que tem que ser. E tudo teria sido perfeitamente dramático se eu não tivesse tentado arrancar e, surpresa das surpresas, toma lá com um pneu furado que é para aprenderes a não dar boleia a gajos em vez de ires directamente para a tua casinha. Ora e o que é que uma mulher sozinha, às duas da manhã, num lugar sinistro e com um pneu furado faz? Tive que ligar ao gajo, pois que tive. Dei cabo da seriedade da situação... uma cena verdadeiramente dramática não acaba com um gajo a trocar pneus e uma gaja enfiada numa mini-saia, sentadita, a rir que nem uma perdida, pelo ridículo do caso. Patético. Foi patético. Mas fui bastante útil, há que acrescentar, se não fossem as minhas indicações ainda hoje ali estávamos (mentira, mentiras das grandes. P., se me estás a ler, um grande bem-haja pela paciência e por me teres trocado o pneu em tempo recorde -sempre pensei que um coisa destas levasse umas boas duas a quatro horas- , quando podias muito bem ter-te feito de morto e fingido que não tinhas ouvido o telemóvel. Eu sempre soube que eras um doce de criança, 'cá beijinho).
Bom, com esta brincadeira eu, que contava passar o sábado enfiada na cama a experimentar as 30 posições mais confortáveis para se dormir, lá tive que pegar em mim, e no carro, e no pneu furado e ir fazer sala para a oficina, para grande alegria dos vinte e cinco mecânicos que lá estavam. Devo ter jogado pedra na cruz. E agora vou para debaixo da minha manta polar e não conto voltar a sair de casa antes de segunda. Qualquer coisinha, não contem comigo.

Pipoca's life OST

sexta-feira, março 02, 2007

Ora aqui fica uma bonita melodia para um fim-de-semana que se quer calmo.

"You must remember this
A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh. The fundamental things apply
As time goes by..."

quinta-feira, março 01, 2007
O problema não são vocês, sou eu

Não gosto de receber mensagens publicitárias no meu telemóvel. É chato, é maçador, e os segundos de vida que perco à conta da ansiedade de “quem será, quem não será?” (para depois constatar que, afinal, é só a puta da Vodafone, ou da TMN, ou do raio que o parta) são motivo mais do que suficiente para começar aí a processar todos os espertinhos que entendem que é boa ideia enviar-me mensagens. Ontem foi a vez de uma simpática cadeia de ginásios (cujo nome começa em “H” e acaba em “olmes Place”) me infernizar o dia. Está bem que eu já lá andei (corrijo: já lá estive inscrita), mas também já lhes disse umas quantas vezes que não vou voltar. É uma relação que não tem volta possível e eles têm que se conformar com isso, em vez de agirem como ex-namorados psicopatas. A-C-A-B-O-U! E o problema não são eles, sou eu! A meio da tarde recebi uma mensagem que dizia: “Sentimos a sua falta. O seu objectivo é treinar e o nosso compromisso é oferecer-lhe duas sessões de PT e um par de ténis Asics”. Bom. Vamos por partes. Fico feliz por saber que sentem a minha falta. É fofinho e aquece-me o coração. Mas eu não sinto a vossa, e é nisso que têm que se concentrar. Aliás, se olhassem para as coisas com a devida perspectiva, veriam que nos últimos tempos a nossa relação já não tinha aquele fulgor inicial. Ao princípio ia umas três ou quatro vezes por semana. Havia felicidade, respeito, compreensão. Mas nos últimos tempos lembro-me que vocês até me ligaram a perguntar “sabe quantas vezes veio ao ginásio nos últimos seis meses? Duas!”. Já estávamos em pleno processo de declínio… o que é que vos faz agora pensar que eu quero voltar? Não, bebés… lamento. Ponto dois: o meu objectivo não é treinar. O meu objectivo é bater o número de sapatos da Imelda Marques (três mil, segundo consta). O meu objectivo é ser sempre a primeira a chegar aos saldos da Zara. O meu objectivo é dar chutos em criancinhas sem que os pais vejam. Mas o meu objectivo não é, DE TODO, treinar. Uma vez mais, acredito que vos estou a desiludir, mas eu não sou quem vocês pensam. Há diferenças inconciliáveis entre nós, sempre houve, e têm que aprender a viver com isso. Ponto 3: se querem meeeeeeeeemso, mesmo que eu volte, arranjem lá qualquer coisinha mais aliciante que duas sessões com um treinador (que, a ver pela amostra, deve ser um qualquer feioso) ou uns ténizinhos Asics. Se me disserem “o nosso compromisso é oferecer-lhe duas sessões com o Hugh Jackman –e não necessariamente de ginástica – e uns sapatinhos Manolo em prateado”, eu até poderia pensar em arrastar-me até aí, mas assim nada feito. Está bom de ver que não respondi à mensagem, para não lhes alimentar as esperanças. Deixei-me estar quieta, a ver se se deixavam de ideias, mas não. Nem uma hora passada, e já o telemóvel estava a fazer bip-bip, e eu a perder mais três segundos de vida pela excitação. Eram eles novamente. “Não recebeu a nossa mensagem? Sabe que até ao final do dia de hoje temos um par de ténis Asics para si? Ligue-nos e saiba como”. Não gostei da persistência. É gente que me dá pena. Não querem perceber que estão apenas a rebaixar-se. Deviam ter mais orgulho e deixar de andar atrás de mim. Até porque isso costuma resultar com as gajas. Se nos ignorarem é mais fácil captarem a nossa atenção. Mas não há cu para gente gosmenta e insistente ao ponto de gerar em nós irritação. Senhores da tal cadeia de ginásios começada por “H” e acabada em “olmes Place”. Se me estão a ler… eu sei que não é bonito saber das coisas assim… a nossa vida escarrapachada num blog. Mas vão ter que saber disto de alguma maneira, não é? Então mais vale que seja aqui, de forma rápida e indolor: eu não vou voltar. Nunca mais. E mais, até ando em negociações com outro ginásio da concorrência. Eu sei que custa, mas tenho a certeza que vão encontrar alguém que goste de vocês a sério e vos dê tudo o que merecem. Fomos felizes, reconheço, mas já não faz sentido.

AddThis