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O meu estômago bate palminhas #18: Sul

quinta-feira, junho 29, 2017

Aquando da nossa passagem pelo Pestana Alvor Praia tivemos a oportunidade de experimentar o Sul Southern Flavours, o restaurante gourmet do hotel que está aberto o ano todo a hóspedes e não hóspedes. O nome diz logo ao que vai: é um restaurante que respeita a gastronomia portuguesa e os ingredientes locais, da serra e do mar. Como queríamos provar um bocadinho de tudo, seguimos a recomendação que nos foi dada e optámos pelo menu de degustação, com o sugestivo nome de "Volta ao Mundo em 5 Momentos". A viagem começou com uma entrada de foie-gras corado e flor de sal da Ria Formosa. Como não sou a maior apreciadora de foie-gras (na verdade, detesto), troquei de bom grado para um aveludado de ervilhas que estava simplesmente maravilhoso.

O aveludado de ervilhas. Tentei convencer um simpático funcionário a revelar-me como se fazia aquela espuma branca, mas não foi na cantiga. Damn it.

O foie-gras com figo e laranja. Diz quem provou que estava igualmente bom. Testado e aprovado.


Daqui seguimos caminho com uma garoupa com camarão alhado, xerém de chouriço e grelos salteados. E é em momentos destes que uma pessoa lamenta, profundamente, não ter jeito para os tachos, porque tivesse eu talento e era menina para cozinhar isto todos os dias, só mesmo para mim, não era  preciso uma ocasião especial. O peixe estava óptimo, super fresquinho, e a combinação com o xerém de chouriço, apesar de me ter parecido um bocadinho suspeita, resultava lindamente. 

 E estava eu a achar que a garoupa estava muitíssimo bem posicionada na corrida ao melhor prato da noite quando me aterrou na mesa este lombo de novilho com presunto, ovo de codorniz, batata sauté e  um molho onde só não enfiei os dedos por vergonha. Se me concentrar consigo lembrar-me do sabor disto tudo.

 A Volta ao Sul terminou com a sobremesa, uma bavaroise de citrinos do Algarve com couli de framboesas e suspiros. Uma pequena obra de arte que sabia tão bem quanto o bom aspecto que tinha. Eu até nem sou muito dada a sobremesas, mas esta conquistou-me um lugar no coração e no quentinho do estômago. E como soube que o chef era um sportinguista ferrenho, decidi devolver-lhe o prato com uma mensagem especial. 



Foi uma experiência gastronómica muito, muito boa, apesar de quase ter sido preciso arrancar-me do restaurante com uma grua. Se andarem por aquelas bandas não deixem de experimentar.
 Obrigada ao Pestana Alvor Praia pelo convite.

O meu estômago bate palminhas #17

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Não é a primeira vez que falo aqui do brunch do Olivier Avenida, mas como em equipa que ganha não se mexe, aqui estou em novamente. Em primeiro lugar, porque continuo a ser a maior fã do conceito "brunch". A despreocupação de não ter horas para acordar (quando os filhos cooperam, obviamente), não ter de andar a correr, saber que podemos chegar tranquilamente às duas da tarde que não vamos ouvir um "aaaahhh, a cozinha já fechou". Depois, o brunch do Avenida continua a ser um dos meus preferidos na cidade, pela qualidade e pela variedade. Ontem fui

O meu estômago bate palmilhas #16: Bastardo

sexta-feira, setembro 30, 2016














Já vos tinha aqui dito que na noite da Vogue Fashion's Night Out jantei com as minhas amigas no Bastardo.  Para quem não conhece (shame on you!), o Bastardo é um dos restaurantes mais cool de Lisboa e, estando inserido num hotel (o Internacional Design Hotel, na Rua da Betesga), quer desmistificar um bocadinho essa ideia de que os restaurantes de hotéis são espaços ultra exclusivos onde os comuns mortais não podem pôr os pés. Nada disso. Este é um espaço super descontraído (basta ver a decoração ou os quadros que animam as paredes), com um ambiente informal, perfeito para jantares de amigos. Nós, pelo menos, divertimo-nos muito e comemos lindamente.


O chef Luís Rodrigues fez-nos chegar à mesa coisas como uma sopa fria de beterraba, um ceviche de espadarte, uma salada de salmão, um risotto de abóbora e espinafres, um 4 Pês (um prato composto por polvo, porco, puré e pimentão) ou tacos de espadarte. Optámos por dividir, por isso deu para provar um bocadinho de tudo. 


O Bastardo tem este nome porque, segundo consta, "é filho ilegítimo da cozinha portuguesa" e "nasceu a quebrar as regras e é fruto do verdadeiro amor, o proibido". =) Só por esta explicação já merece uma visita.  Há menus de almoço, jantar e lanche, por isso não vos faltam oportunidades para ir até lá. 





O meu estômago bate palminhas #15

terça-feira, agosto 02, 2016

Foi há um par de meses que abriu a loja da Magnum,  no Chiado, e eu sabia que havia um bom motivo para andar a evitá-la. A verdade é que já tinha tentado ir até lá, mas depois de contar, assim por alto, mais de 70 pessoas na fila, passaram-me logo as ideias calórico-gordinhas. Voltei para trás com alguma alegria, confesso. Mas ontem resolvi dar uma segunda oportunidade à coisa e, para mal dos meus pecados, estava tudo bastante calmo (meu querido mês de Agosto).  E confirmei que, efectivamente, passava bem sem conhecer esta loja do demónio. Ora então a coisa é mais ou menos assim: uma pessoa chega lá e escolhe o Magnum que quer: de leite, de chocolate preto ou de chocolate branco. Depois escolhe entre uma data de toppings, que só de mencionar-lhes o nome já se está a ganhar mais 250 gramas em cada coxa. Por exemplo, amêndoas com canela, crocante de amora, praliné, pérolas de chocolate, pistácio, morangos desidratados, flor de sal, côco, pétalas de rosa e sei lá mais eu o quê. Podemos escolher três (preparem-se para demorar uns três quartos de hora nessa tarefa, dá para fazer mais de duas mil combinações) e, como se não fosse suficiente, depois ainda dá para pôr uma coberturazinha, coisa pouca. Tau! O resultado é um gelado para aí com sete mil calorias, mas absolutamente divinal.  O preço? Três euros. Não é uma pechincha, mas assim uma vez, só na loucura, também não é um grande rombo. Evitem os finais de tarde, que é quando aquilo está mais ao rubro. 



O meu estômago bate palminhas #14 : SushiRibeira by Arigato

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Não é novidade que sou a maior fã de sushi, e é ainda menos novidade que um dos meus spots de eleição é o Arigato. Tem uma excelente relação qualidade/preço, sobretudo no que toca ao buffet. Há vários na cidade, mas este, para mim, continua a dar 15 a zero à concorrência. Sou frequentadora habitual do restaurante da Expo (Arigato SushiHouse) e do do Campo Pequeno (Arigato SushiArena), mas agora há um novinho, acabado de abrir. Chama-se SushiRibeira by Arigato e fica no muito turbinado Cais do Sodré (Rua da Moeda), a zona mais hype do momento. Estive por lá esta semana, para conhecer a carta e, claro, babei para cima de tudo. Ao contrário dos irmãos mais velhos, este não tem buffet (oooohhhhhh), mas tem uma carta cheia de coisas boas, o espaço é muito bonito e intimista, e os preços mantém-se bastante simpáticos. Por exemplo, os combinados de almoço vão dos 9,90€ aos 16,50€ (e variam entre 12 e 20 peças), enquanto o menu de degustação para jantar tem um preço de 23,90€ (e inclui três entradas, um combinado de sushi e sashimi de 19 peças, e um set de fusão). As propostas chegam-nos  pela mão do chef Henrique Macedo e valem meeeeeesmo a pena. Testado e aprovado!

O SushiRibeira by Arigato está aberto todos os dias das 12.00 às 24.00

Fotos: Pau Storch




O meu estômago bate palminhas #13

sexta-feira, outubro 09, 2015

Na sexta-feira passada aceitámos o convite do Tabik para lá ir jantar. Só lá tinha ido uma vez com uma amiga, em Fevereiro, e gostei muito da experiência (escrevi sobre ela aqui). Desta vez não só voltei a adorar como percebi que sou pessoa de gostos fixos (ou de fraca memória, também aceito): pedi a mesma bebida (o cocktail Basil Smash) e o mesmo prato principal (o lombo de pescada corado com espargos grelhados). De entrada fui para o salmorejo de gamba e pão com tomate e eu, que até nem sou de sobremesas, cedi e pedi uma maravilhosa tarte de framboesas, numa versão com gelado e muito desconstruída. E, sem me lembrar do que tinha escrito aqui, comentei com o meu homem que o pão era absolutamente divinal. Juro que podia ter ficado a refeição inteira a pão e água.


Tal como da primeira vez, voltei a sentir que a ementa podia ter mais umas quantas opções, sobretudo no que toca a carne. Só havia pato, leitão, cabrito, entrecosto e rabo de boi, tudo coisas das quais não sou especialmente fã. O homem escolheu o entrecosto, eu provei e gostei, mas acho que podia haver uma opção um bocadinho mais consensual. 


Reparei que à minha volta só havia clientes estrangeiros, muito possivelmente hóspedes do hotel Bessa Avenida, que fica mesmo ao lado. O que é estranho. Como é que ainda não descobrimos esta pérola? A comida é mesmo muito boa (parabéns ao chef Manuel Lino), o espaço muito giro (provavelmente um dos mais giros de Lisboa), o atendimento óptimo. Na última vez tinha-me queixado que eram demasiado incisivos na forma como perguntavam, dúzias de vezes, se estava tudo ok, talvez por o restaurante ter acabado de abrir. Desta vez não senti nada disso, achei-os apenas cordiais e atenciosos. 


Foi uma óptima experiência, uma vez mais. E ajudou muiiiiiiito terem lá uma banda fantástica. Penso que foi uma coisa pontual, para um evento que estava a decorrer, mas eram mesmo muito bons. Tenho pena de não ter ficado com o contacto.

O meu estômago bate palminhas #12

sábado, junho 13, 2015

O Olivier tem um novo restaurante em Lisboa e convidou-nos para o experimentar. Já há muito que se ouvia falar da abertura do Petit Palais - que tardou, mas aconteceu! - e eu tinha imensa curiosidade. Fomos lá há algumas semanas, com uns amigos, e adorei. Todos os espaços do Olivier são muito diferentes, mas o Petit Palais é, sem dúvida, o mais charmoso de todos. Mais não seja porque ocupa os três pisos do Palacete de Medeiros, uma casa maravilhosa e onde eu não me importava nada de morar. A decoração é imponente, que se é um palácio tem de ser tudo em grande (se lá forem têm MESMO de ir à casa-de-banho das meninas), e não dá como não começar a imaginar logo ali grandes festarolas, assim muito ao estilo "Eyes Wide Shut". A comida, de inspiração francesa, também está à altura. Mas eu sou suspeita, porque gosto de todos os conceitos do Olivier. De entrada partilhámos um carpaccio de novilho, camembert panado com compota de cereja e um prato de charcutaria. Nos pratos principais eu fui para os raviolis de trufa com molho de parmesão, e só de me lembrar disso ainda me vêm lágrimas aos olhos de emoção. Simplesmente divinal. Já não consegui chegar à sobremesa, mas o macaron com creme de líchias e framboesa tinha muiiiiiiiito bom ar. O Petit Palais foi pensado como uma espécie de "clube de cavalheiros", um lugar para malta de negócios (até tem sala de reuniões e tudo), por isso todos os dias há um menu executivo. Mas é também  um restaurante para uma ocasião mais especial, para um jantarinho romântico, para uma comemoração. O preço médio de uma refeição ronda os 40 euros por pessoa, por isso não é mesmo para todos os dias, mas... uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém.


O meu estômago bate palminhas #11

domingo, março 15, 2015

Hoje, a convite do Epic Sana Lisboa, fui experimentar o novo brunch. Eu sou pessoa que gosta de um belo brunch. Gosto do conceito de acordar mais tarde (o Mateus foi um santo e acordou quase às onze), de nos despacharmos sem termos de andar a correr, de nos sentarmos para comer sem pressa. Lisboa está bem servida no que toca a brunches, mas o que este traz de novo (e de muito bom) é ser pensado para as famílias. Ainda há uns dias uma pessoa do norte me perguntava sítios bons para almoçar com crianças e tive de fazer um esforço de memória, porque não há assim tantos restaurantes children friendly (se souberem partilhem). O brunch do Epic Sana Lisboa tem actividades para os miúdos e uma sala só para eles (com jogos, pinturas faciais, etc), que já se sabe que se apanham secas da vida em restaurantes. Depois, tem as coisas óptimas para nós. Uma variedade imensa, que passa por entradas, pratos quentes, sushi, fruta, sobremesas e muiiiiiito mais, tudo num ambiente muito simpático e com um atendimento cinco estrelas. O brunch é servido todos os domingos e custa 29€ para adultos (sem bebidas) e 14,50€ para crianças dos 7 aos 12 (para crianças até aos seis anos é gratuito).


Fotos: Panasonic Lumix

O meu estômago bate palminhas #10

segunda-feira, fevereiro 16, 2015
Especial "dez coisas que me fazem babar":

1- Palmier coberto da Padaria Portuguesa:
Toda a gente fala do pão de Deus da Padaria, e eu também gosto, mas enjoei, só o consigo comer assim de forma muiiiiiiito espaçadinha. Mas o palmier coberto...ui, podia marchar um por dia. Este ano, como estou a tentar portar-me bem, ainda não me passou nenhum pelas mãos (nem pelas ancas), mas sei que não vou resistir por muito mais tempo.

2- Pão de nozes do Eric Kayser:
É uma descoberta recente, mas já não vivo sem. Quase todos os pães com cereais ou frutos secos trazem as belas das passas que eu odeio. Este não, só mesmo nozes. De-li-ci-o-so!

O meu estômago bate palminhas #9

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

No sábado, antes de ir sair, fui jantar com um amiga ao Tabik, o novo restaurante da avenida da Liberdade. Estávamos entre este e o Duplex mas, por questões logísticas, o Tabik acabou por vencer. O espaço do chef Manel Lino (que passou por alguns restaurantes estrelados em Espanha), instalado no não menos novinho em folha Bessa Hotel, tem tudo para ser um dos meninos queridos da avenida. O espaço é muito giro, a comida é boa, o ambiente porreiro, os funcionários muito a puxar ao dandy, tudo o que se quer. Não sou uma gourmet nem pretendo ser. Como em quase tudo na vida, a minha apreciação é simplista, muito na base do gosto/não gosto. Ou, neste caso, do sabe-me bem/sabe-me mal. E tudo me soube bem. 


A carta é pequena, meia dúzia de entradas, uns quatro pratos de carne e outros tantos de peixe. Bom para quem tem tendência para a dispersão, mau para quem é dado a esquisitices. Tipo eu. Confesso que tive alguma dificuldade em escolher o que comer, por isso joguei pelo seguro. Gamba em leite de amêndoas e depois pescada com espargos. Tudo muiiiiiiiiito bom. Aliás, eu desconfiei logo que a coisa ia correr bem quando nos trouxeram um pão de sementes à mesa, que se não foi o melhor pão que já provei, seguramente anda lá muito perto. Ainda tentei sondar para saber de onde é que vinha aquela pequena maravilha, mas não tive sorte. Só fiquei a saber que não é feito lá. Estranhamente - para mim - também me encantei com os cocktails. Ou melhor, com o cocktail. Apesar de a carta ser vastíssima, perdi-me de amores pelo Basil Smash 2.0, com manjericão, e lá foram dois.  Coisas menos boa? A simpatia excessiva dos funcionários, que devem ter vindo à mesa umas 27 vezes perguntar se estava tudo bem. Eu gosto de um serviço atencioso, mas calma, não me obriguem a repetir "sim, está tudo óptimo, obrigada", a cada três minutos e meio. Depois, o preço. Duas pessoas, duas entradas, dois pratos, uma sobremesa dividida, quatro cocktails e 60 euros por cabeça. Cozinha de autor é quase sempre sinónimo de pagar uma pequena fortuna. Mas pronto, comi bem e, como cantam os DAMA, "uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém" (só a vocês).

P.S.:  Se lá forem vão à casa-de-banho e depois venham-me cá dizer se não tem qualquer coisa de 50 Sombras de Grey.  

O meu estômago bate palminhas #8

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Pois bem, depois de há um par de horas vos ter falado de contenção alimentar, de comer melhor, de forma mais equilibrada, e rebéubéu pardais ao ninho, venho agora falar-vos de um dos melhores restaurantes por onde passei em 2014, o KOB. Pois que o KOB (ou Knowledge of Beef) é o mais recente projecto do Olivier (e da Ewa, a mulher). Abriu no final do ano passado e é assim a oitava maravilha. Acontece-me poucas vezes ficar a pensar num restaurante e ter muita, muita vontade de lá voltar, mas o KOB vem-me muitas vezes à cabeça. E só ainda lá não voltei porque é um sítio para comer e comer bem, e se é para ir para lá com frescuras e a pensar em calorias, então mais vale estar quietinha.


Basicamente, o KOB é o primeiro restaurante português dedicado às carnes maturadas. O que é isso de maturação? Pois que é um processo natural de amaciamento da carne, através de enzimas libertadas pelo próprio produto em condições de temperatura controlada, que a deixa tenra como manteiga. E eu juro por todos os santinhos que esta foi a melhor carne que já comi. Há muitas variedades à escolha (portuguesa, australiana, americana, irlandesa, japonesa, etc), o ideal é pedir várias e repartir. Quase ao mesmo nível dos bifes estão os acompanhamentos, e aqui é que se dá a verdadeira desgraça. Experimentei vários, mas as batatas fritas e o taglierini são de babar.


Se quiserem mesmo desgraçar-se, passem pelas entradas (por exemplo, a Tábua KOB  ou os ovos rotos com chouriço Wagyu) e, se ainda tiverem estômago, atirem-se a uma sobremesa (eu fui para a tarte de maçã e era ma-ra-vi-lho-sa).


O KOB está no número 169 da Rua do Salitre e o preço médio por refeição ronda os 40 euros. Carote, mas vale bem cada cêntimo. E uma vez não são vezes, não é verdade?

O meu estômago bate palminhas #7: Mercantina

quinta-feira, agosto 14, 2014

Há um novo restaurante na cidade e eu, claro, já lá fui enfiar o dentinho. Duas vezes. Tudo o que é gordices é comigo, não falho. O Mercantina está no renovado Centro Comercial Alvalade, que ganhou toda uma nova vida e é agora um dos sítios mais animados da cidade. Acho óptimo que andem a recuperar lugares que já estavam mais do que mortos e que contribuam para a vidinha de bairro. Mas bom, voltando ao Mercantina. Se estão de dieta esqueçam, não vale a pena irem para lá sofrer com todas as coisas boas que vos vão passar à frente do nariz. Só o cheirinho dá vontade de nos atirarmos para o chão a chorar. Posto isto, só vale a pena irem sem restrições ou se forem seguidores do "dia da loucura", aquele em que se pode comer este mundo e o outro. Assim sim! O lema da casa é "cucina per amici", porque é mesmo isso que este espaço pede: boa comida e boas conversas à mesa. Há muita coisa que merece levar uma trinca, mas as pizzas talvez sejam o prato forte da casa. Mais não seja porque são cozinhadas num forno ultra-mega-especial directamente vindo de Nápoles (e que pesa duas toneladas e meia, coisa pouca), o que fez com que o Mercantina recebesse um certificado da Associazione Verave Pizza Napoletana. Ou seja, se querem comer verdadeiras pizzas napolitanas (mas feitas em Lisboa), este é o sítio. Eu experimentei e, meus bons amigos, tenho a dizer que são óptimas, diferentes de todas as que já provei. Sou mais adepta de massas altas e fofas, mas estas conquistaram-me um lugar no coração (e nas ancas também, imagino). Não são fãs de pizza? Pronto, não faz mal. Peçam uma tábua de enchidos ou um risoto de farinheira que vão muitíssimo bem servidos na mesma. Para acompanhar, o chá da casa.



E para animar a refeição (como se fosse preciso), até ao final de Agosto as sextas-feiras no Centro Comercial Alvalade têm música ao vivo. Jazz, Bossa Nova, Blues, Fado, Pop Rock, Broadway, é escolher. Deixo-vos o programa para as próximas sextas, pode ser que se animem:

15 de Agosto – Blues com Hit This Road - Joe Cocker meets Ray Charles, que por sua vez dá conversa ao Louis Armstrong e renova um ou outro tema dos Beatles.
22 de Agosto – Temas da Broadway com Na Broadway! - Excertos dos melhores temas musicais da Broadway e West End: Fantasma da Ópera, Cats, Mamma Mia e também Música no Coração, Annie e Mary Poppins..
29 de Agosto - Jazz & World Music com P’lo Mundo Fora: o trio de músicos portugueses faz sons do continente africano, cubano e brasileiro desaguar na música tradicional portuguesa.

O meu estômago bate palminhas #6: Nova Peixaria

quinta-feira, junho 05, 2014

Se há coisa de que eu me queixo com frequência é de haver poucos sítios em Lisboa onde uma pessoa possa ir comer um peixinho grelhado. Para além de poucos, na sua maioria são caros. Geralmente acabamos em Setúbal, onde se come peixe muito bom e em conta. Só que, de quando em vez, apetecia-me comer um robalinho, uma douradinha, um salmãozinho ou até um carapauzinho grelhado sem ter de atravessar o rio. Pois bem, acaba de abrir mais uma opção em Lisboa. Chama-se Nova Peixaria, fica na Expo (não é o sítio mais central do mundo, mas pronto) e… tem peixe! Só peixe! E a preços acessíveis. Fui lá esta semana e, apesar de me ter apetecido provar tudo e mais alguma coisa, fiquei-me pela dourada escalada (há alguma coisa melhor nesta vida?), com uma breve passagem pela salada de meia desfeita (grão, bacalhau e alface, com a cebola cirurgicamente afastadinha para um canto) e pela salada de ceviche (vários peixes marinados em cubos). Tudo aprovadísismo. Várias outras coisas me ficaram debaixo de olho (o choco frito, as amêijoas à bulhão pato, o prego de bacalhau, de atum ou de espadarte ou o hamburger de salmão), mas terá de ser numa próxima oportunidade. À sobremesa dividi um brigadeiro de tacho - que é só assim das melhores coisinhas que existem nesta vida - e acompanhei com morangos.



O meu estômago bate palminhas #5: Sushi Design

sábado, maio 03, 2014

Já tinha falado do Sushi Design, o restaurante de sushi do Farol Design Hotel, neste texto sobre os meus restaurantes japoneses preferidos. Mas como acredito que devemos voltar a escrever sobre os sítios onde já fomos felizes, aqui estou eu novamente. Isto porque fui lá esta semana, depois de um par de meses sem lá ir, e voltei a lembrar-me porque é que gosto tanto deste espaço. E os motivos são muitos. O sushi é absolutamente maravilhoso, com peixe de óptima qualidade. O Pekel, o sushi chef, é genial (para além de ser a simpatia em pessoa) e consegue sempre surpreender-nos. O atendimento é irrepreensível. E aquela vista... aquela vista é perfeita, apetece ir morar para ali. Resultado: a combinação de tudo isto faz com que o Sushi Design seja um daqueles restaurantes onde é sempre bom voltar. Gosto de ir em dias de sol e calor, como foi o caso agora, mas também gosto de ir no Inverno, com o tempo cinzento e o mar ali a bater. Preços? Bem, não é propriamente baratinho, está ao nível de qualquer bom restaurante de sushi, mas vale a pena. Talvez possam guardá-lo para um almoço ou jantar mais especial, uma coisa assim mais romântica e cutxi-cutxi. Se gostam de bom sushi e se puderem vão.   Prometo que não se vão sentir defraudados. Palavra pipoquiana. Ficam algumas fotos para vos abrir o apetite.


O meu estômago bate palminhas #4: U Chiado

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Não  é a primeira vez que falo sobre o U Chiado aqui no estaminé mas, ao contrário do que diz o ditado, eu acho que devemos voltar aonde já fomos felizes. E eu já fui feliz no U Chiado, variadíssimas vezes. Com amigos, com família, sempre a comer, sempre a comer bem. A semana passada voltei, para conhecer o novo buffet de almoço. Para quem, como eu, trabalha no Chiado e tem de almoçar por lá várias vezes por semana, não há assim muita volta a dar. Vou variando entre meia dúzia de restaurantes e bato palminhas sempre que há uma nova abertura ou alguma novidade. E foi por isso que fiquei contente com este buffett, que traz uma data de entradas, e pratos quentes e sobremesas, e que varia todos os dias. Não sou grande fã de ementas fixas, um conceito que parece estar muito em voga, mas que faz com que ao fim de um mês a frequentar o mesmo restaurante já tenhamos provado todos os pratos do menu.  Por outro lado, também não nos apetece gastar fortunas todos os dias. Este buffet custa 14 euros, não é barato nem caro. Parece-me justo para o espaço (que sofreu um redesign e está ainda mais giro), para a variedade,  para a qualidade e para a quantidade (podem repetir até rebolarem). Enfim, não sei se vos abri o apetite, ficam mais algumas fotos para ajudar à festa:


O meu estômago bate palminhas #3: Cais da Pedra

terça-feira, janeiro 28, 2014

Ontem, à hora de almoço, o homem decidiu enviar-me uma mensagem a dizer "entrei hoje em dieta, por isso acabou-se a folia. Até 1 de Março, regime total". Umas duas vezes por ano dá-lhe para isto, é assim uma espécie de desintoxicação que se lembra de fazer. Por mim tudo bem, que continuo a enfardar forte e feio. Só é chato quando vamos almoçar ou jantar fora e eu me atiro ao prato mais calórico da ementa  enquanto ele pede só uma saladinha. Menino. Mas bom, à mensagem respondi um "ah ah, está bem", e não pensei mais no assunto dieta. Isto porque, àquela hora, estava eu sentada na esplanada do Cais da Pedra, com o chef Henrique Sá Pessoa, prontinha a conhecer a nova ementa. O Cais da Pedra, em Santa Apolónia, faz parte da nossa lista de restaurantes habituais, sobretudo no Verão. Aquela esplanada, mesmo em cima do Tejo, é assim qualquer coisa de muito bom. Mas no inverno, com aqueles cogumelos quentinhos, também se está muito bem. E depois... bem, depois  há aqueles croquetes, e aqueles hamburgers, e aquelas sobremesas (atirem-se a um cheescake ou a um carpaccio de ananás sem remorsos), e aquele chá gelado. Se é a hamburgeria mais baratinha da cidade? Não, não é, mas também não nos leva à falência. Mas bom, dizia eu que fui experimentar a nova carta. E isto de experimentar sob a orientação do chef faz logo toda a diferença. Basicamente, entregámo-nos nas mãos dele (salvo seja). Fizemos um périplo pelas entradas, provámos vários hamburgers (cuja carne foi alterada e agora é maronesa) e acabámos nas sobremesas. Três horas à mesa, boa comida e ainda melhor conversa. Ficam algumas fotos, para vos abrir o apetite.


O meu estômago bate palminhas #2: O Prego da Peixaria

quarta-feira, novembro 20, 2013
Isto de morar em Lisboa é cada vez mais complicado no que toca a respeitar dietas. Dia sim, dia não lá abre mais um restaurante maravilhoso, com boa comida e que nós queremos experimentar. E depois, claro, passamos a vida a enfardar como se o apocalipse estivesse para baixar a qualquer momento. Foi o que nos aconteceu n'O Prego da Peixaria, o filho mais novo do Sea Me-Peixaria Moderna. O Sea Me é um dos nossos restaurantes preferidos, está sempre à pinha (na semana passada tentámos ir lá jantar sem reserva, só para testar a nossa sorte, e mandaram-nos voltar lá pelas onze) e é, sobretudo, conhecido pelos pratos de peixe. Mas depois tem aquele prego absolutamente inesquecível. Tão bom, tão bom, tão bom, que os sócios decidiram abrir um novo restaurante, só de pregos. E  é assim que... ta-daaaaah... nasce O Prego da Peixaria, no Príncipe Real. Fomos lá depois do Portugal-Suécia, éramos onze à mesa, e toda a gente saiu a elogiar os pregos. Pedimos vários diferentes, para podermos experimentar todos, e quase foi preciso uma grua para me arrancar de lá. No meu top três ficaram o Yuppie (com maionese de manjericão e queijo cheddar), o Marialva (com mostarda tradicional e toucinho) e o Dandy (com queijo da ilha e cebola que, como é óbvio, ficou na cozinha). Depois provámos ainda o hamburger de camarão, que é assim de comer e chorar (aos berros) por mais. Por provar ficou o prego de atum dos Açores e o Burger de Salmão e Choco, que terão de ficar para uma próxima oportunidade? Os preços? Tirando o prego Foodie (o tal de atum dos Açores) que custa 13 euros, todos os outros são 8,50€ e os hamburgers são 7,50€. Preços perfeitamente aceitáveis para a qualidade dos pratos e para o próprio espaço, que me parece um dos mais giros de Lisboa. Se lá forem peçam as batatas Marilyn Monroe. Depois falamos.


O meu estômago bate palminhas #1: Olivier Avenida

quinta-feira, novembro 07, 2013
O fim-de-semana passado fomos experimentar o novo brunch do Olivier Avenida. Se há coisa de que eu gosto nesta vida é de um belo de um brunch. Gosto daquele conceito de acordar tarde (conceito esse que desconheço há três meses e meio), de ir brunchar sem pressas, de estar ali a pensar se como uns ovos mexidos, umas torradas, uma taça de cereais, um bolo de bolacha ou isto tudo ao mesmo tempo.  Tudo na maior descontracção, com revistas e jornais, ou com amigos, para pôr a conversa em dia. Acho que já experimentámos praticamente todos os brunches de Lisboa ou, pelo menos, os mais conhecidos. Pessoalmente, gosto mais dos que funcionam em sistema buffet. O preço costuma ser um bocadinho mais caro, mas também podemos provar tudo o que nos apetece. E se é verdade que há bons brunches na cidade, também há outros que não valem aquilo que se paga. O do Olivier enquadra-se na primeira categoria, mais não seja porque junta especialidades de três restaurantes: o Avenida, o Honra e o Yakuza. E tendo em conta que são os três óptimos, o brunch também tinha de estar à altura. Para mim, um brunch que mete sushi e panquecas já conquistou o meu coração. Mas como se não fosse suficiente, ainda tem milhentas variações de queijos, enchidos, sumos, sobremesas, pães, bolos, frutas e alguns quentes. Bati palmas ao pão com chouriço do Honra, ao sushi do Yakuza, pois claro, e ao pastel de nata (também do Honra). O preço? 20 euros. Pode não ser o maaaaaaaaais barato do mercado, mas sem dúvida que é dos melhores na relação qualidade preço. Tendo em conta o espaço e tudo aquilo que se pode provar, parece-me um preço equilibrado. Se quiserem experimentar, é sempre aos domingos das 12.30 às 16.00. Ficam algumas imagens:







Outros brunches que valem a pena:
- U Chiado
- Altis Belém (o mais caro, mas para sair de lá a rebolar)
- Pão de Canela (mais agradável no Verão, para se estar na esplanada)
- Quinoa

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