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Voltar a pôr a leitura em dia

quinta-feira, janeiro 03, 2019
Em Janeiro de 2013 lancei aqui no blog o "Vamos Pôr a Leitura em Dia", uma espécie de clube de leitura pipoquiano. O processo era muito simples. Eu punha dois ou três livros à votação, vocês escolhiam, e tínhamos um mês para ler o livro eleito e debatê-lo depois aqui no blog. E arrancámos em grande, com o Anna Karenina. Eu gosto muito de ler, sempre gostei, nunca foi uma obrigação, mas confesso que a Netflix e a porcaria das redes sociais me roubam muito tempo à leitura. E se a Netflix ainda se desculpa (porque não leio, mas vejo filmes, séries ou documentários), as redes sociais são só um cancro. Posto isto, acho que preciso aqui de um novo input para voltar às leituras de forma mais regular. E recebo muiiiiiiitas mensagens neste sentido, de gente que diz que na altura do clube de leitura pipoquiano lia muito mais. O efeito grupo tem destas coisas, acabamos por conseguir motivar-nos. E a motivação para a leitura é sempre uma boa motivação, certo? Eu acho. 

Posto isto, acho que 2019 é um bom ano para retomarmos este projecto e para nos comprometermos a ler, pelo menos, um livro por mês. Que vos parece? Uma ideia espectacular? Óptimo, então vamos lá arrancar com isto que Janeiro já leva três dias. Como é que vai funcionar? Simples. Então, no início de cada mês vou pôr dois livros a votação nas stories do Instagram e vocês vão lá votar. O livro com mais votos será o livro que vamos ler durante esse mês. Depois eu dou a minha opinião aqui no blog e vocês fazem o mesmo. Pronto, então vão lá ao meu Instagram (às stories, relembro) que já lá estão dois livros para vocês escolherem: o "Nem todas as baleias voam", do português Afonso Cruz, e "A paixão segundo G.H.", da ucraniana/brasileira Clarice Lispector. Mexam-se a escolher que depois temos de nos mexer a ler.

Pôr a leitura em dia #19

quarta-feira, janeiro 03, 2018
2017 acabou com mais leituras o que, espero eu, será um bom prenúncio para 2018. Pelo menos, é isso que espero e é isso que vou tentar fazer. Estes foram os últimos quatro que li e que recomendo:


"Fim", Fernanda Torres
Encomendei este livro na FNAC, depois de me ter sido recomendado por um amigo, e demorei tanto, tanto, tanto tempo a ir buscá-lo que quando bati com os olhos no papel da encomenda já nem me lembrava do que é que se tratava. Felizmente, ainda estava na loja à minha espera. O livro conta a história de cinco amigos do Rio de Janeiro, já idosos, que recordam o que foi a sua vida. Gosto muito da estrutura do livro, em que cada capítulo é dedicado a um personagem, e a Fernanda Torres (filha da actriz brasileira Fernanda Montenegro) é uma escritora do caraças. A linguagem é muito crua, não tenta romancear o que é a velhice e eu gosto muito disso. Foi das melhores coisinhas que li nos últimos tempos.

Pôr a leitura em dia #18

quarta-feira, setembro 21, 2016
Apesar da incredulidade de alguns, é mesmo verdade que nestas últimas férias consegui aviar três livros (já expliquei aqui como). Já tinha saudades de ler assim à bruta. Na vidinha de todos os dias, a leitura fica reservada para a noite (quando não é derrotada por uma qualquer série ou filme) ou para as viagens de metro, por isso levo sempre mais tempo a chegar à última página. Nestas férias, enchi-me de esperança e pensamentos positivos, e enfiei dois livros na mala. Se conseguisse ler um já não era mau, dois era assim upa-upa, mas eu sou uma gaja de fé, por isso vamos embora com dois livros ainda granditos. E vai que para aí ao quinto dia de férias já os tinha despachado. O homem, que só tinha levado um, também já o tinha terminado, por isso trocámos. Eu passei-lhe um dos meus e ele passou-me o dele, que também consegui terminar lá. Enfim, explicada a logística da coisa, passemos aos livros. Vocês passam a vida a pedir-me sugestões e eu percebo, porque eu própria ando sempre à caça de novas coisas que me prendam. Leio as críticas dos jornais e revistas, pergunto a amigos o que andam a ler, espreito os tops das livrarias, e assim vou aumentando a biblioteca. Os meus companheiros de festas foram estes:


(clicar nas imagens para mais informações)

 1- A Elena Ferrante é a nova menina querida da literatura mundial. Bom, não será tão menina quanto isso, a verdade é que não se sabe grande coisa da dita. Desconfia-se que escreva sob pseudónimo, fala-se que terá nascido algures na década de 40, em Itália, dá pouquíssimas entrevistas e só por escrito, não há fotos dela, é tudo um grande mistério. O que se sabe é que "A Amiga Genial", uma história contada em quatro volumes ("A Amiga Genial", "História do Novo Nome", "História de Quem Vai e de Quem Fica" e "História da Menina Perdida"), vende comó caraças. Li o primeiro nas férias e fiquei a morrer de vontade de ler logo os outros todos de enfiada, mas não os tinha. Fui a correr comprá-los assim que cheguei a Lisboa e na primeira livraria em que entrei... "ah, e tal, não vai dar, estão todos esgotados". Ooooooiiiiiiiiiiii???? Pânico, suores frios, sensação de desmaio. Liguei para outra livraria, tinham todos, deixei reservado e fui a voar, portanto já comecei o segundo volume e está a ser tão promissor como o primeiro. Basicamente, esta tetralogia foca-se na história de duas amigas - Lila e Elena - que vivem num bairro de Nápoles. Começa quando elas têm seis ou sete anos e vai acompanhando o seu crescimento, assim como o de muitos outros moradores do bairro. E está tão bem escrito, e é tão envolvente, e as personagens estão tão bem construídas que, de repente, parece que uma pessoa também está a morar naquele pequeno e pobre bairro de Nápoles e a viver aquilo tudo com elas. Na Feira do Livro tinha comprado "Crónicas do Mal de Amor", uma compilação dos seus três primeiros livros ("Um estranho amor", "Os dias do abandono" e "A Filha Obscura"), mas não achei tão bom como este. Agora estou aqui com dúvidas, não sei se leio os volumes todos de seguida ou se os vou intercalando com outros para durarem mais. Problema, só problemas. 

2- Mais uma aquisição da Feira do Livro. Nunca tinha lido nada do Ricardo Adolfo e, confesso, o título aqueceu-me o coração. =) E então trouxe-o comigo. E é de chorar a rir, e não há como não amar a Mizé e o seu Palha, um jovem casal suburbano cheio de crises. Ele só quer uma mulher que o ame, ela é dada a outros sonhos e grandezas. O registo é absolutamente delicioso, é um livro muito despretensioso, mas fiquei com muita curiosidade em ler mais coisas do Ricardo Adolfo.

3- O "Afirma Pereira" foi o livro que o homem me emprestou por eu já não ter nada para ler. É do italiano Antonio Tabucchi, passa-se durante o regime de Salazar e conta a história de um editor de cultura, Pereira, que contrata um jovem jornalista para o ajudar e escrever obituários. A escolha acaba por se revelar um bocadinho perigosa, mas também faz Pereira perceber que, afinal, ainda tem muito para viver.

E vocês, o que é que andam a ler?


Pôr a leitura em dia #17

sábado, abril 19, 2014
Uma coisa que vocês muito me têm pedido é que regresse o Clube de Leitura Pipoquiano. E eu acho que sim. Acho que faz todo o sentido e peço desde já muita desculpa por me ter desleixado um bocadinho com esta rubrica. O Mateus nasceu, não podia ler no quarto, não me sobrava muito tempo, e não queria estar aqui a assumir um compromisso que sabia que não ia conseguir cumprir. Não deixei de ler, mas faço-o ao meu ritmo, sem datas marcadas para terminar. Os três livros aqui de cima são os últimos que me passaram pelos olhos:

"O Cancro Foi a Minha Cura", da Vânia Castanheira. Já vos tinha aqui falado da Vânia,  já vos tinha falado do blog da Vânia,  já vos tinha falado do livro da Vânia... e já o li. Assim, num par de horas. Basicamente, a Vânia conta como foi todo o processo antes, durante e após cancro da mama.  Um processo vencedor, claro, porque a Vânia é assim, põe aquele sorriso na cara e vá de combater o mundo inteiro.

"A Porta para a Liberdade", do Pedro Prostes da Fonseca, sobre a famosa fuga do Álvaro Cunhal do forte de Peniche, em 1960, e sobre o guarda prisional que o ajudou. Absolutamente emocionante, li-o em dois dias. A história parece coisa de filme, mas não, aconteceu mesmo. Fiquei tão fascinada que depois de o ler fui ao próprio do Forte de Peniche só para tentar imaginar in loco como é que a fuga se tinha dado.

"Deste Mundo e do Outro", de José Saramago. Comprei-o o ano passado, numa visita à Fundação Saramago, mas só agora lhe pus as mãozinhas em cima. Reúne várias crónicas escritas e publicadas no jornal A Capital (onde eu comecei a trabalhar como jornalista, há uma vida) no final dos anos 60. Gostei, mas prefiro os romances.

Então e agora o que é que se segue? Pois que não sei, digam-me vocês. Eu escolhi três títulos, mas agora são vocês que escolhem aquele que querem ler:

"Uma Outra Voz", de Gabriela Ruivo Trindade, prémio Leya 2013. A história de uma família portuguesa que emigra para África.

"Americanah" de Chimamanda Ngozi Adichie. A história de uma nigeriana que parte para os Estados Unidos, cria um blog de sucesso e regressa a uma Nigéria que já não reconhece.

"Doze Contos Peregrinos", de Gabriel García Márquez. Uma homenagem pequenina a um homem que nos deu tantas histórias inesquecíveis. Este livro conta a história de alguns latino-americanos na Europa, passando por cidades como Roma, Paris ou Barcelona.
Como sempre, está aberta a votação. A minha sugestão é que tenhamos um livro por mês para ler, sendo que este será o de Maio. Podem votar ali na barra lateral da direita (por baixo do meu livro espectacular) até 27 de Abril. E se quiserem sugerir outros livros sintam-se completamente à vontade.

Declaro oficialmente reaberto o Clube de Leitura Pipoquiano! Yeah!!

Pôr a leitura em dia

quarta-feira, julho 03, 2013
Aiiii, vocês desculpem-me, eu sei que isto anda uma confusão, mas com as férias e trá-lá-lá ficou tudo um bocadinho parado. Não que tenha deixado a leitura de lado, nada disso. Trouxe estes dois meninos comigo, o primeiro já está despachado e o segundo vai no bom caminho. Umas férias dedicadas à literatura nacional:

(Comprei-o na Feira do Livro e corri, literalmente, atrás do Rui Cardoso Martins, que já se estava a ir embora, para um autógrafo. Nunca tinha lido nada dele e gostei mesmo muito)

Vou a meio e é para acabar antes de as férias chegarem ao fim. Não foge muito ao registo João Tordo, mas estou a gostar.

Como eu sei que no Verão a malta não gosta de estar presa a leituras obrigatórias, o que sugiro é que sejam vocês a dar dicas de livros para lermos em Julho/Agosto. Deixem aqui as vossas sugestões e, no final da semana, lanço a sondagem. Ando sempre à procura de livros bons e de autores que não conheço, por isso vamos embora! Partilhem, partilhem!

Pôr a leitura em dia

domingo, junho 09, 2013
E pronto, a votação está encerrada e, desta feita, ganhou o novo livro do Arrumadinho, o "Desamor", para ler até 16 de Junho (não é muito grande, lê-se rápido). O livro vai estar à venda algures a partir  desta semana, mas haverá um pré-lançamento amanhã, na Feira do Livro. O Arrumadinho vai estar a partir das 17.00 no stand da Leya/Oficina do Livro, por isso podem passar lá para dar um olá e levam já o livro assinado. Eu, como já disse, estarei a partir das 16.00 no stand do Clube do Autor, com o "Estilo, Disse Ela". Vai ser uma tarde para lá de espectacular!




Pôr a leitura em dia #6

terça-feira, junho 04, 2013
Aiiiii, meus pequenos póneis, desculpem lá, eu sei que este "clube de leitura à la Pipoca" anda uma confusão que ninguém se entende, mas vamos lá então tentar pôr ordem na casa. Depois de ter substituído o Murakami pelo MEC, está mais do que na hora de escolher um novo livro para lermos até 15 de Junho. A votação já está ali ao lado, como de costume e, desta vez, vamos para novidades nacionais. Assim sendo, temos o livro novo do Arrumadinho, também conhecido por senhor meu esposo. Sim, sim, sim, é uma escolha tendenciosa, mas temos de ser uns para os outros. E quem se interessa por esta coisa das histórias de amor que dão para o torto (como eu) vai gostar do livro e lê-lo num sopro (comecei a lê-lo uma noite e só me deitei quando cheguei ao fim). São nove histórias reais, algumas delas absolutamente surpreendentes e dignas de um filme. Depois, e ainda no tema do amor, temos o livro novo da Rita Ferro Rodrigues, "Deve Ser Isto o Amor".  Porque a Rita é uma fofinha e porque é sempre bom ler sobre o amor. Por fim, temos o novo romance do Francisco Camacho, "A Última Canção da Noite". Desta vez são só três, porque já estamos apertados de tempo e há que decidir depressinha. Podem votar até amanhã ao final do dia.

Bom, e agora vamos ao Miguel Esteves Cardoso e ao seu "Como é Linda a Puta da Vida". Gostei, mas confesso que tinha as expectativas tão altas que estava à espera de gostar muito mais. As crónicas que gostei mais foram as dedicadas à Maria João, mas já tinha lido praticamente todas no Público. São poucas as pessoas que conseguem escrever sobre amor, e dor e sentimentos sem caírem nos lugares comuns, nas banalidades, na pirosada. E o MEC fá-lo na perfeição, é mestre nisso. Depois desse arranque poderoso, parece que as restantes crónicas estão lá só para ocupar espaço. Está certo que o homem consegue discorrer sobre qualquer assunto (peçam-lhe para escrever sobre um ovo estrelado e de certeza que faz um livro com três volumes), mas depois daquela primeira parte tão poderosa e que nos envolve tanto, fiquei com a sensação que tudo o resto é secundário, menor. As memórias familiares também são curiosas e escritas com muita graça, mas depois há ali um ou outro tema que me apeteceu saltar à frente. Enfim, achei este livro um bocadinho desequilibrado. Mas MEC é MEC, será sempre MEC.

Pôr a leitura em dia

quinta-feira, abril 18, 2013
Ora bem, então e o livro que se segue é"O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo", do Haruki Murakami. Eu acho que vocês são um bocadinho batoteiros porque escolhem sempre os autores mais conhecidos e os outros, coitadinhos, nunca têm uma oportunidade! Buuuu! Mas pronto, vamos lá ao Murakami. Como hoje já é dia 18 e o livro tem quase 600 páginas, desta vez vamos ter mais tempo para ler. Assim, sugiro 12 de Maio como data limite, que vos parece?

Pôr a leitura em dia #5

segunda-feira, abril 15, 2013
Não sei se é das hormonas, mas o "Cemitério de Pianos", do José Luís Peixoto, deixou-me à beira das lágrimas. Acabei o livro assim com uma sensação de tristeza por aquela família toda. Pelo pai, que é um inapto sentimental, pela mãe, que leva a vida às costas, pelas irmãs (cada uma com a sua solidão), pelos irmãos (o que perdeu um olho, o que morreu)... A história (que são muitas histórias) não podia ser mais simples. São as vivências de qualquer família, os episódios de qualquer família, os segredos de qualquer família, as alegrias, as tristezas, a vida de todos os dias, o amor (que o há), o desamor. É uma história simples e, no entanto, tão, mas tão bem escrita. Do José Luís Peixoto só tinha lido o "Morreste-me", que também é uma estória com uma carga emocional tremenda, mas este "Cemitério de Pianos" levou-me para o meio daquela família, para os seus desgostos, para todos os silêncios, para todas as injustiças, para todas as formas de violência (e que não passam só pela agressão física), para todas as coisas que cada um deixa por dizer, mas também para os poucos momentos de alegria que vão aparecendo aqui e ali. No meio daquilo tudo, e apesar do conformismo de todos, também há uma união esperançosa e um forte sentido de família.
Gostei particularmente da estrutura que o José Luís Peixoto encontrou para contar a história, o uso de vários narradores, os capítulos entrecortados (o que, às vezes, pode causar uma certa confusão e obrigar a andar umas páginas para trás), os quilómetros da maratona. Sem dúvida, um grande escritor. E nosso, o que é sempre bom.

Peço desculpa, mas desta vez atrasei-me a publicar as escolhas do próximo "Pôr a Leitura em Dia". Já ali estão ao lado, para votarem. No entanto, e como me atrasei, desta vez têm menos tempo. Assim sendo, podem votar até quarta ao fim do dia. Basicamente, são tudo novidades editoriais e eu estou muito curiosa para ler qualquer uma delas, por isso... que ganhe a melhor!

Pôr a leitura em dia #4

segunda-feira, abril 01, 2013
Depois do "Anna Karénina", do "1984" e de "O Memorial do Convento", o "Dona Flor e Seus Dois Maridos" foi, sem dúvida, uma lufada de ar fresco, apesar das quase 600 páginas (que parecem 100). A história é leve, divertida e o Jorge Amado é um óptimo cronista social. Dele só tinha lido o "Capitães da Areia" (lindo, lindo, lindo) e "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá", mas esta Dona Flor ficou-me no coração. É impossível não gostar dela, do seu jeito para a cozinha, da sua seriedade, da sua paciência de santa, mas também da sua coragem para se impor e defender aquilo que quer. Depois temos os maridos. O primeiro, o Vadinho, era o traste típico: jogador (e quase sempre perdedor), trafulha, mulherengo, boémio, tudo aquilo que não se quer. Um bom malandro. Na primeira parte do livro, quando ele ainda era vivo, dei por mim a ter vontade de lhe bater. Curiosamente, quando morreu e começou a aparecer à Dona Flor, comecei a achar-lhe alguma graça e a torcer por ele (sobretudo quando fez com que todos os amigos ganhassem uma fortuna nos casinos). Já o segundo marido,  o Dr. Teodoro, é o oposto: é cortês, atencioso, certinho...ou seja, um chato, sempre com tudo muito organizadinho e arrumadinho e programadinho. Coitado, é querido e bem intencionado, mas um bocadinho maçador. Depois há toda a vizinhança, os amigos do Vadinho, a mãe da Dona Flor (bruxaaaaaa), as alunas da escola de cozinha, e as muitas histórias paralelas que se vão criando em torno de todos. É fácil entrar no espírito de São Salvador, naquela alegria, naqueles dias quentes, naquele jeito fácil de levar a vida. Quando estive lá senti isso e o livro conseguiu pôr-me a andar naquelas ruas, para cima e para baixo. Fiquei com alguma curiosidade em saber mais sobre candomblés, orixás, voduns e mães de santo. Fui pesquisando alguma coisa sobre o assunto enquanto lia o livro, mas acho que é preciso ir lá e descobrir "in loco". Enfim. Acredito que não seja a maior obra do Jorge Amado, mas gostei da forma como a história está estruturada e acho que é um óptimo livro para desanuviar (boa leitura para férias).

E agora, segue-se o José Luís Peixoto com o "Cemitério de Pianos". Para ler até 15 de Abril.

Pôr a leitura em dia

terça-feira, março 26, 2013
Quase, quase, quase no final do Dona Flor e Seus Dois Maridos, está na hora de começarmos a pensar no próximo livro. Assim sendo, eis mais uma sondagem, desta feita dedicada exclusivamente a autores nacionais. Têm até ao final da semana para votar, vamos a isto!

Pôr a leitura em dia #3

segunda-feira, março 18, 2013
Em primeiro lugar, peço desculpa por este texto não ter sido publicado no dia 15, como combinado, mas passou-me completamente de ideia (estou grávida, esta desculpa agora tem de dar para tudo). A verdade é que até já tinha acabado o livro há algum tempo, desta vez portei-me bem, foi mesmo por esquecimento.

Então e o que é que eu achei de "O Memorial do Convento", do meu Saramago? Gostei, é verdade que gostei, mas não entra para o meu top 5 "saramaguiano". Antes deste ponho títulos como "O Ensaio Sobre a Cegueira", o "Todos os Nomes", "O Homem Duplicado", "A Viagem do Elefante", o "Caim" ou mesmo o "Clarabóia" (um dos primeiros livros de Saramago, com um estilo de escrita completamente diferente). Fiquei com a sensação que este livro dispersava um bocadinho entre histórias, não havia uma que se destacasse mais da outra. Era a Blimunda e o Baltazar, mas também eram as cenas da corte, e também era a passarola do Bartolomeu de Gusmão, e também era a construção do convento, etc e tal. A verdade é que o Saramago é absolutamente genial nisto, na facilidade com que discorre sobre qualquer assunto (seja uma procissão ou uma ida a Pêro Pinheiro para trazer uma pedra gigante). Fica-se com a sensação que qualquer episódio, por mais banal que seja, é capaz de virar um livro nas mãos do Saramago, e isso é uma capacidade que só assiste os grandes escritores. Depois, há pormenores absolutamente deliciosos, como o dom da Blimunda ou a ironia com que o Saramago, um ateu assumido, escreve sobre religião. E sem esquecer o sentido de humor, que é incomparável. A malta não acredita, mas o Saramago é realmente divertido.

Acho que para quem já odeia Saramago mesmo sem nunca ter lido nada dele, este não é o melhor livro para começar. E também não me parece que seja o livro mais fácil para incluir nas leituras obrigatórias do 12º. Para miúdos que não tenham grandes hábitos de leitura, acho que este livro é meio caminho andado para a desmotivação. Implica atenção, implica esforço de leitura, implica capacidade de interpretação, e eu acho que falta muito disso tudo  (a miúdos e a graúdos).

E o senhor que se segue, como já devem ter reparado, é o "Dona Flor e Seus Dois Maridos", do Jorge Amado. Assim sendo, boas leituras e no fim do mês cá estaremos para o debate. O livro é grandote mas lê-se muito, muito bem. Já comecei e estou a gostar.


Pôr a leitura em dia

domingo, março 10, 2013
Ora bem, aqui está mais uma ronda de livros! Desta feita, a escolha vai para autores sul-americanos: o brasileiro Jorge Amado, o colombiano Gabriel García Márquez, o peruano Vargas Llosa e os chilenos Luis Sepúlveda e Roberto Bolaño. Façam as vossas apostas, têm até dia 15 para escolher o que vamos ler a seguir. Entretanto, dia 15 é também o dia para "debater" "O Memorial do Convento", do Saramago, que consegui ler nas férias (a coisa foi produtiva em termos de leituras).

Entretanto, gostava de saber porque é que sempre que se escolhe um livro não falta uma alma a dizer qualquer coisa do género:
- "O Memorial do Convento"??? Mas não foste obrigada a ler isso no secundário? (não, não fui, na minha época, no longínquo ano de 1999, lia-se "A Aparição")
- O "1984"??? Mas não tiveste de ler isso no curso de Jornalismo? (não, não tive, não fez parte das leituras  obrigatórias de nenhuma das cadeiras)
- O "Anna Karénina"?? Pffff! A minha filha leu isso aos três anos. Em russo.

Tanto quanto sei, não há nada afixado em lado nenhum que diga que determinado livro tem de ser lido, obrigatoriamente, com determinada idade ou em determinada altura da vida. E se não se leu, uppssss, então já não vai dar, já é tarde! Há muita coisa que já li, mas há ainda mais que não li. É precisamente para isso que serve esta rubrica, para motivar a malta a ler mais, a ler diferente, a reler... não interessa, o importante é que se leia! Posto isto, deixem lá de ser chatinhos e parem de dizer que o vosso primo Arnaldo já leu a biblografia completa do Camilo Castelo Branco, ou que a vossa amiga Isabelinha já papou (salvo seja) a biblioteca inteira de Salvaterra de Magos, que ainda temos muito livro pela frente!


P.S: Estou a torcer para que ganhe o Jorge Amado. Mas looooooonge de mim querer influenciar o vosso voto, hã? Mas eram bem fofinhos...

Pôr a leitura em dia #2

sexta-feira, março 01, 2013
E pronto, desta vez ganhou o Memorial do Convento, e será esse o livro para ler até 15 de Março. Hoje deveria ser também o dia para debater o 1984, mas ainda não o consegui acabar, por isso voltamos a este assunto dentro de alguns dias. Aqui a pessoa vai de vacances e prometo despachar as leituras num instantinho.

Pôr a leitura em dia #2

sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Ora então parece que desta vez nos vamos dedicar ao 1984, não é verdade? Está bem, então vamos lá a isso. Relembro que, desta vez, não vamos ter um mês inteiro para este livro. É mais pequenito, por isso vamos despachar a coisa até 28 de Fevereiro (ui, que ainda por cima este mês é mais curtinho). Muita fé, eu sei que vocês conseguem, hã? É preciso é disciplina.


Entretanto, deixem-me dizer-vos que acabei o "Em Parte Incerta", da Gilian Flynn. Foram quatro dias sem desgrudar do livro e agora tenho um bocadinho aquela sensação de orfandade. O livro acabou e eu fiquei assim com um sentimento de vazio, coisa que só me acontece com os livros de que gosto muito. A história está tão bem escrita e dá tantas voltas e reviravoltas que, de facto, é impossível conseguir parar. Altamente recomendado!


Para a semana voltamos a este tema com a escolha do próximo livro.




Pôr a leitura em dia #1:então e o Anna Karénina?

quinta-feira, fevereiro 14, 2013
Nota prévia: se ainda não leram e estão a pensar ler o Anna Karénina, então é melhor ficarem-se por aqui. É que nas linhas que se seguem vão ficar a saber tudo. E é chato.

Ora então muito bem, vamos lá dizer de nossa justiça sobre o Anna Karénina. Pessoalmente, gostei bastante. Não amei de paixão, não vai para o meu top de livros preferidos, mas gostei mais do que aquilo que estava à espera. É, sem dúvida, um livro muitíssimo bem escrito, bem estruturado e com personagens fortes. Ainda assim, não fiquei particularmente ligada a nenhuma personagem, não fiquei a torcer por nenhuma, não houve nenhuma que conquistasse a minha simpatia. Aliás, todas elas têm as suas fragilidades. Ao início achei que ia estar ao lado da Karénina, mas ao longo do livro foi-me irritando cada vez mais. De mulher segura e imponente, transformou-se numa chata, possessiva, ciumenta, obcecada e paranóica. Sinceramente, nunca desejei tanto a morte de uma personagem. Quase bati palmas de alegria quando a mulher se atirou para debaixo de um comboio. Só pecou pela demora. Credo, não havia paciência para a aturar, sempre com os seus achaques. E o Vronsky, o amante, também me irritou por não ter sido capaz de dar um murro na mesa na hora certa. Sempre ali à volta dela, sempre a fazer-lhe as vontadinhas todas, sempre a justificar-se. Que nhó-nhó que me saiu. Depois temos o marido, o Aleksei Karénin que, coitado, é um paz de alma. No meio daquilo tudo, ainda me pareceu ser o que tinha mais juízo. Deu 89 hipóteses à tresloucada da mulher, sempre sem efeito, e debatia-se com aquela questão do "dou o divórcio, não dou o divórcio". Este livro é muito bom para se ficar com uma ideia da sociedade russa do século XIX. Sobretudo do papel da mulher, que era um bocadinho (muito, vá), ostracizada. Claro que já tinha acesso a cultura, a viagens, a festas, mas depois tinha zero poder de decisão. E tinha de engolir as amantes do marido. E tinha de se dedicar à procriação e educação total dos filhos. E se queria divorciar-se, isso significava o adeus ao marido mas também a toda a vida social. A partir daí, passava a ser repudiada por tudo e por todos, persona non grata onde quer que fosse. Enfim. Não era agradável.

Mas voltando à história. Para mim, sem dúvida que os melhores capítulos eram os que se dedicavam directamente às relações. Fosse a do trio Anna-Vronsky-Aleksei, fosse a da Kitty-Levin, fosse a da Dolly-Stiva Oblonsky (é normal que nos vossos livros os personagens tenham nomes ligeiramente diferentes, variam conforme a edição e a tradução). Para mim eram os mais interessantes, mas fiquei com a sensação que para o Tolstoi esses capítulos eram absolutamente secundários e acessórios. Na verdade, e agora que penso nisso, acho que ele só criou um romance para poder falar das coisas que realmente lhe interessavam: a filosofia, o sentido da vida, as relações entre proprietários e agricultores, o anti-comunismo, etc e tal. O romance serve só para encapotar os temas que ele queria abordar. Mais alguém ficou a achar que o Levin era o próprio do Tolstoi? Aliás, o livro devia chamar-se Konstatin Levin em vez de Anna Karenina, porque é ele o verdadeiro protagonista. Quando a Karénina se mata e uma pessoa pensa que aquilo vai ficar por ali, não. Ainda tem pela frente mais uns quantos capítulos dedicados ao Levin e às suas crises existencialistas. Sinceramente, acho que o final deixou um bocadinho a desejar. Teve o ponto alto com a morte da Karénina e depois amornou.

Mas pronto, é um belo livro, que é, tem momentos altamente cativantes e que nos fazem não querer largar o livro, e tem outros que quebram um bocadinho o ritmo e parece que nunca mais voltamos ao que interessa. É, sem dúvida, um must-read. E vocês, pequenitos? Gostaram ou ainda vão na página 130?

Ah, entretanto devo dizer que vi o filme que é muito, muito fraquinho. Que me lembre, nunca houve uma adaptação cinematográfica que me cativasse mais do que o livro, mas o Anna Karénina deixou muito a desejar: acho que o casting foi completamente ao lado (a Keira Knightley é uma grande querida, que é, mas está longe de corresponder à mulher imponente descrita pelo Tolstoi), que ignoraram personagens importantes e que cortaram muitas cenas relevantes. Muito pobrezinho.


Pôr a leitura em dia

terça-feira, fevereiro 12, 2013
Ora então quer-me parecer que vamos ler o 1984, não é verdade? A votação ainda não fechou, mas está quase e o George Orwell está a levar a melhor. Mas a luta está ligeiramente renhida, pode ser que até ao final a coisa ainda sofra uma reviravolta. Entretanto,e enquanto não arrancamos com novo livro, comecei a ler o Em Parte Incerta. E, meus meninos, estou vidrada na história. É um daqueles que não apetece largar. Fica a dica!

Ler é o melhor remédio

segunda-feira, janeiro 21, 2013
Que Portugal é um país com poucos hábitos de leitura é coisa que já se sabia. Não faltam estatísticas a confirmá-lo. Uma das mais recentes diz que, no último ano, 42% dos portugueses compraram, em média, um ou dois livros. Não é brilhante, que não é. E desde que lancei a iniciativa "Pôr a Leitura em Dia" tenho recebido alguns comentários e mails que o atestam e que me preocupam um bocadinho. São muitas as pessoas que acham impossível ler um livro num mês. Ou que dizem não ter tempo. Ou não ter dinheiro. Ou que estão há um ano a ler o mesmo livro. Ou que não percebem como é que posso gostar de ler. Ok, está certo. Se calhar, para quem não tem hábitos de leitura frequentes, arrancar com as 800 páginas do Anna Karénina pode ser duro. É um livro denso, complexo, o facto de cada personagem ter dois ou três nomes diferentes também não ajuda mas, sinceramente, acho que muita gente desmotiva logo à partida ao olhar para o tamanho do calhamaço. E é pena, porque o livro é realmente bom. Para quem gosta de Eça de Queiroz vai encontrar ali parecenças no registo (apesar de eu achar que o Eça dá quinze a zero ao Tolstoi no que toca a ironia e sátira). Mas bom, vamos por partes:

Tempo para ler
Tal como tinha dito quando lancei esta iniciativa, percebi que o ano passado dediquei muito mais tempo à televisão do que à leitura. Pelas minhas contas, li uns dez livros, o que está longe de ser espectacular. Mas a oferta de séries e filmes é tanta e tão boa que é fácil uma pessoa desleixar-se com a leitura. Sobretudo quando se tem televisão no quarto. Não acho que o tempo dedicado às séries/filmes seja deitado ao lixo, muito pelo contrário. Há muita coisa boa e que merece ser vista. Mas sempre li e tenho pena de ter deixado esse hábito um bocadinho de lado. Quando é que eu leio, perguntam vocês. Ora bem, maioritariamente à noite. Durante o dia não tenho tempo para me refastelar no sofá e para me dedicar à literatura (com grande tristeza), por isso a coisa rende mais à noite (salvo seja). Mesmo que veja um filme ou um episódio de uma série, não me deito sem ler. Sou pessoa que adormece tarde (quase nunca antes da uma e meia, duas) e que não é facilmente dominada pelo sono, por isso consigo ler tranquilamente 40 ou 50 páginas sem começar a babar. Depois, aproveito também as viagens diárias de metro. Não são muito longas, mas dão para adiantar qualquer coisa. E como almoço muitas vezes sozinha, também sabe bem ter um livro por companhia. Não acredito em pessoas que dizem "não ter tempo para ler". Esse conceito não existe. O tempo arranja-se, nem que seja cinco minutinhos por dia. Como em tudo na vida, é uma questão de prioridades. E se, à partida, uma pessoa já não gosta de ler, é normal que ponha tudo e mais um par de botas à frente de um livro.

E como é que se lê um livro de 800 páginas em 30 dias?
Eu sei que ler sob pressão é uma chatice, mas acho que se impusermos objectivos torna-se mais fácil. Neste caso, e tratando-se de uma espécie de clube de leitura em que é suposto debater-se a obra em questão, tem de haver uma data limite, caso contrário em 2042 ainda haveria gente encalhada no segundo capítulo do Anna Karénina.  E olhem que estou a ser bem fofinha ao dar um mês. Daqui para a frente entramos no ritmo de dois livros por mês. Neste caso, e para me disciplinar, dividi o número de páginas pelo número de dias que tenho para as ler. Não é uma imposição, é só uma orientação. Dá 24 páginas por dia o que, convenhamos, não é nada. Não sejam mariquinhas. E a verdade é que o livro é tão cativante que todos os dias leio muito mais do que isso. E apago a luz contrariada, porque queria ler mais, mas depois no dia a seguir é que são elas.

E o caro que os livros são?
Sim, é verdade, comprar livros não sai barato, dificilmente custam menos de 15 euros. Mas a sensação de ter um livro novo é assim para cima de boa. O cheiro a papel, as páginas todas direitinhas, a sensação de o estar a folhear pela primeira vez. Enfim, é bom. Mas há sempre outras opções. Por exemplo, pedir emprestado, encontrar versões gratuitas (e legais) na internet, comprar em alfarrabistas (havia um no Chiado onde me fartei de comprar livros) ou recorrer à biblioteca mais próxima. No trabalho da minha mãe havia uma biblioteca e, para aí até aos 13 ou 14 anos, penso que fui a cliente mais fiel. Adorava ir lá e ter aquilo tudo à disposição, livros que não acabavam. Podíamos requisitar um máximo de três livros e eu passava a vida a ir buscar e a devolver. Confesso que já há muitos anos que não entro numa biblioteca (até porque gosto de ter os livros, gosto deles enquanto objecto), mas parece-me uma opção muito viável.

Mas tu gostas mesmo de ler?
Gosto, gosto mesmo. E acho esquisito alguém não gostar, do mesmo modo que o meu homem acha estranho que eu, por exemplo, não goste de desporto. São gostos, diz que não se discutem, mas eu acho estranho, pronto. A verdade é que isto vem logo de infância. Os meus pais sempre me fomentaram o gosto pela leitura e, que me lembre, nunca foi um martírio. Horas da minha infância/pré-adolescência. foram passadas a ler A Anita, Os Cinco, Uma Aventura, O Clube das Chaves ou as Viagens no Tempo. Cada livro era lido e relido umas cinco vezes. Depois vieram livros como A Lua de Joana, O Diário de Anne Frank, ou os Diários de Adrian Mole. Acho que não há nada que nos desenvolva tanto a imaginação como a leitura. Adoro a sensação de estar agarrada a um livro (o nível de abstracção que se atinge é incomparável), de ser difícil conseguir parar de ler, de pensar que fecho o livro e as personagens lá continuam, na sua vidinha, até que eu vá ter com elas novamente. Depois também há a parte má, que é acabar um livro muito bom e sentir dor e pesar,  pensar que nunca mais na vida se vai ler nada tão bom. E também há livros maus e penosos, claro, em que cada página é uma tortura. Pessoalmente, não sou de insistir. Se ao fim de vinte ou trinta páginas continuo a odiar, então siga e passemos a outro. Mas há tanta escolha, tantos autores, tanta variedade, que é impossível não se encontrar qualquer coisa que tenha a ver connosco.

Enfim, longe de mim estar aqui a tentar evangelizar-vos. Só queria explicar a minha visão e responder às muitas perguntas que me fizeram sobre este assunto. Acredito que nos vamos divertir com o "Pôr a Leitura em Dia" e que vamos todos descobrir belos livros. E, quem sabe, melhorar a média!


Pôr a leitura em dia

terça-feira, janeiro 15, 2013
Entretanto, e como já devem ter reparado, ganhou o Anna Karenina com 2082 votos. Xinapá. Eu já comecei a ler e so far so good. Estou a gostar mesmo muito. Portanto, a ideia é que daqui a um mês (a 15 de Fevereiro) estejamos aqui a falar sobre o livro. Para tal, convém que o leiam. Quem fizer batota e se limitar a ver o filme é um ovo podre. Lá para o final do mês lanço mais uma sondagem para escolhermos o próximo livro. 

Pôr a leitura em dia #1

quinta-feira, janeiro 03, 2013
Pronto, já pus ali ao lado uma sondagem para elegermos o primeiro livro da rubrica "Pôr a leitura em dia". Têm até dia 14 para votar e a ideia é que comecemos a dia 15. Como acredito que, para a maioria das pessoas, seja complicado ler um livro em apenas duas semanas, proponho que se escolha um livro por mês. Até porque quase todos os que fazem parte desta primeira sondagem são assim a atirar para o grandito. Por isso, começamos a ler a 15 de Janeiro e temos um mês para acabar. Fair enough, parece-me. Escolhi livros muito diferentes entre si (desde um clássico russo a um americano contemporâneo, sem esquecer a literatura portuguesa e a brasileira), mas todos eles me parecem muito apetecíveis. Vamos a isto?


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