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Os animais fugiram do zoo, mas calma que está tudo bem

quinta-feira, fevereiro 20, 2020


A Benedita está naquela fase, encantadora,  em que não se entretém com nada. Ou melhor, entretem-se com tudo aquilo que não é suposto: partir coisas, esconder comandos, atirar objectos para o lixo (quando não é pela janela, como aconteceu em casa da minha mãe, em que uma pantufa dela voou três andares) e, o que ela mais gosta, desarrumar tudo. Sacana da miúda, que a pessoa não pode desviar o olho um segundo que ela já está a asneirar. Apesar de ainda não ter muitos brinquedos, liga pouco ou nada aos que tem, e quando brinca com eles é quase sempre em modo lançamento, do estilo “deixa cá ver até que distância eu consigo atirar isto”. O que faz com que eu passe boa parte do meu dia de rabo para o ar a apanhar tudo o que ela espalha. 

É claro que, com um ano e meio, ainda não se pode exigir muito foco. Por mais que eu adore a imagem de vê-la sossegadinha, durante uma hora, com as suas bonecas e peças de Lego, sei bem que é uma realidade impossível a curto prazo. Mas, aos poucos, vou tentando que, pelo menos, ela perceba que não tem de estar sempre a atirar coisas, que há formas mais fofinhas de manifestar o seu amor pelos brinquedos.

Por outro lado, acho importante começar já a incutir o gosto pela leitura, porque acredito que pode ajudar na concentração. Comecei a ler para o Mateus quando ele tinha seis meses e, mesmo que não percebesse nada do que eu lhe estava a dizer, pelo menos ficava ali sossegado no meu colo e era sempre um momento fofinho. Vai daí, estou a tentar repetir o método com a Beni, mas confesso que ela dá mais luta. Prefere passar o tempo a tentar arrancar as páginas do que a ouvir a história. Paciência, muita paciência.

Se também têm aí por casa pequenos seres endiabrados que não brincam com nada, acho que vão gostar da nova colecção da RBA, "Os Meus Animais do Zoo", que junta duas coisas óptimas: livros e brinquedos muita-fofinhos (e que eles podem atirar ao ar porque não se partem nem se estragam). O objectivo é aliar a aprendizagem à diversão, sempre de forma lúdica. Cada livro é dedicado a um animal (são 66, no total), e os miúdos podem aprender coisas tão variadas como as suas características físicas, a origem ou os hábitos. No final de cada livro há ainda uma história com o animal em questão e depois podem brincar com a figura que vem junto.




Os livros são recomendados para crianças acima dos 18 meses mas, cá por casa, acredito que até é o Mateus que vai dar-lhes mais uso. É absolutamente fascinado por animais, e pela história dos animais, e por tudo o que esteja ligado a animais. Assim que bateu com os olhos na colecção ficou logo em êxtase. Posto isto, acho que ficam os livros para ele e os bonecos para ela, que assim que os viu também já não os largou mais, a safada.




A colecção inclui ainda algumas ofertas-extra, como uma mochila tigre e uma caixa para guardar os livros e os bonecos, que aberta se transforma em tapete. E porque estamos na era das tecnologias, existe ainda a app "Os Meus Animais do Zoo" (disponível para Apple e Android) que permite descarregar desenhos para os miúdos pintarem. Descubram mais sobre esta colecção aqui.



Post em parceria com a RBA

Xô, diabetes!

terça-feira, fevereiro 18, 2020

A idosa que habita dentro de mim vive com o pânico constante de algum dia vir a padecer de uma doença grave. Não há volta a dar, a hipocondria é uma cena que me assiste e acho que tão cedo isso não vai mudar. Ao mínimo sintoma é ver-me ligar para todos os amigos médicos que tenho, que já sabem do que a casa gasta e que me dizem sempre qualquer coisa como “isso não é nada”.
O passo seguinte é ligar para a Saúde 24, descrever todos os sintomas e maleitas passadas e encaminharem-me para o médico assistente. Em último recurso, acabo a fazer a pior coisinha que um hipocondríaco pode fazer: uma pesquisa no Google. Isto tem tanto de mau como de bom: por um lado, já me auto-diagnostiquei umas 368 doenças que não tinha (mas estava plenamente convencida que sim), por outro, já tenho praticamente uma licenciatura em Medicina, de tanto que já li (estou a brincar, médicos, não se enervem, cuidado com a tensão).

Mesmo sabendo que há mil e trezentas coisas que não devia fazer/comer porque são meio caminho andado para vir a ter um problema qualquer, a verdade é que continuo a fazê-las. Uma delas é enfardar gordices, assim forte e feio. Gosto de comer doces, pronto. Gomas, chocolates, não posso ter nada à mão que desaparece em menos de nada. Mas este ano estou no foco e tenho-me portado MIITO BEM, sem grandes pecados a assinalar.

Eu sei que às vezes abuso um bocadinho e que qualquer dia dou por mim e tenho o médico a dizer-me que estou a duas bolas de Berlim de ter Diabetes, mas como boa hipocondríaca que sou, também passo a vida a fazer análises. Eu sei que, supostamente, e se tudo estiver dentro da normalidade, basta fazer exames de seis em seis meses, mas e quando começo a sentir pontadas ali para o fígado? E aquela dor de cabeça que não passa por nada? É que nisto das doenças sigo um bocado o lema de “mais vale prevenir do que remediar” e sei que há doenças que são silenciosas, chegam assim quase sem dar sinal, como  acontece com a Diabetes Tipo 2. Ora este tipo de diabetes é daqueles que pode aparecer a qualquer altura da nossa vidinha. Um dia estamos alapadas a comer um pacote de amêndoas e no dia a seguir temos de andar a ler rótulos para perceber se podemos ou não comer aqueles cereais ao pequeno-almoço.

É que se acham que a diabetes é só coisa de velhotes e grávidas, então estão muito enganadinhos. Sabiam que em 2015 já mais de um milhão de pessoas entre os 20 e os 79 anos tinham diabetes em Portugal? E em todo o mundo são mais de 425 milhões! Milhões, pessoas, MILHÕES! Sendo que para aí 90% desta gente toda tem Diabetes Tipo 2. E porquê? Porque, tal como disse, esta é uma doença que não se faz anunciar. Não damos por ela e aparece quando menos se espera, de tal maneira que depois damos por nós a pensar que se calhar era melhor termos feito mais passeios a pé, comido menos gordices ou ido mais vezes ao ginásio. Não posso falar muito, que também não meto os pés no ginásio desde Junho ou coisa que o valha, mas ao menos vou fazendo análises.
O que a maioria das pessoas provavelmente não sabe é que a Diabetes Tipo 2, se não for diagnosticada e controlada, pode trazer vários problemas a longo prazo, inclusive provocar AVC’s, causar ataques cardíacos, retinopatia, problemas renais e, em casos mais graves, obriga até à amputação de membros inferiores (tipo dedos dos pés). Tudo cenários muito agradáveis, como estão a ver.

Por isso é que a melhor forma de impedir que venham a ter Diabetes Tipo 2 é prevenir e, acima de tudo, antecipar. Estar atento aos sinais do corpo já é meio caminho andado, e se começarem a notar que estão muitas vezes com fome ao longo do dia, que vão muitas vezes à casa de banho, estão sempre cansados ou que têm a visão mais turva, vão ao médico, falem com ele sobre este assunto e façam análises se for preciso. Lá está, “mais vale prevenir do que remediar.”

MLR code: MPR-PT-100085_Jan202

Contado ninguém acredita #1: máscaras para o rabo

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Isto de andar sempre pela internet tem o seu quê de Minesweeper (pessoas que nasceram depois da década de 90 não vão saber o que isto é, mas pesquisem no Google), estamos sempre em ânsias à espera de chocar com uma bomba qualquer. É frequente esbarrar com coisas estranhas. E dentro destas cenas mirabolantes que por aí se vêem, daquelas que contado ninguém acredita, surgem as... máscaras para o rabo. Sim, pessoas, isto existe e é exactamente o que estão a imaginar: máscaras que prometem fazer mil e uma maravilhas pela nossa bunda, nomeadamente hidratar, suavizar, esfoliar, etc e tal. E depois disto a pessoa pergunta: para que é que andamos a matar-nos no ginásio se estas máscaras são a oitava maravilha do mundo? É só deitar de rabiosque para o ar, espalhar a máscara e esperar que a dita cuja nos ponha os glúteos ali ao nível de uma Adriana Lima desta vida. E onde se encontram estas máscaras milagrosas? Para já, tem de ser tudo encomendado online, mas é fazer pequenas rezas diárias a ver se, eventualmente, isto começa a chegar às lojas em Portugal. Ora espreitem.




Óscares 2020: vestidos "parabéns, levaram vestidos medonhos"

segunda-feira, fevereiro 10, 2020
Quando pensarem que nunca irão conseguir concretizar os vossos sonhos, lembrem-se de que a Blac Chyna consegiu um convite para os Óscares. Tudo é possível, meus filhos, tudo é possível. Fé em Deus. E claro que foi em péssima, porque também não conhece outro registo. Eu acho que ainda há ali espaço para mais um bocadito de botox naquela boca. Estou a achar pouco. É de continuar até o lábio superior lhe tocar na testa.

Óscares 2020: vestidos "não vão por aí que não vai correr bem"

segunda-feira, fevereiro 10, 2020
Se a Nossa Senhora de Fátima tivesse aparecido aos pastorinhos em 2020, vinha assim vestida. Jamais perceberei o conceito de vestidos com capuz, mas ontem chovia que Deus a dava lá por LA, por isso pode ter sido isso. De resto, a Janelle parece só uma tapioca do espaço.

Óscares 2020: vestidos "eh pá, já vos vi melhores"

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Vi muita gente a babar para cima do vestido da Scarlett, mas calma, filhos, que também não é isso tudo. Já sabemos que ela é linda e que melhorou muito a partir do momento em que percebeu que não precisava de andar sempre em modo bomba-sensualona-la-máquina-del-amor. Acalmou o pipi e só lhe fez bem, mas também não me venham agora dizer que tudo o que veste é ouro, que não é. A parte de cima do vestido parece que foi embargada pela Câmara de Lisboa, que é coisa que sucede muito. A obra vai a andar a bom ritmo e, de repente, pára tudo que falta um papel (falta sempre o cabrão de um papel), então ficou assim  a meio caminho, que também já não dava tempo para estar agora a começar do zero. Fosse o corpete todo envolto naquelas fitinhas e tínhamos aqui uma ovação de pé, assim ficou só meio mamarracho.

Óscares 2020: vestidos "estavam bem jeitosonas, sim senhora"

segunda-feira, fevereiro 10, 2020
Quer dizer, se formos a ver bem isto é um bocado batota, porque a Charlize nunca está mal. Tem aquela cara, aquele bom ar, aquele corpaço, aquelas pernas que começam em Tavira e acabam em Vila Real, maneiras que é preciso MUITO para estar péssima. Mas, vamulá, tendo sido geneticamente dotada de tanto material bom, depois também podia atirar-se de cabeça e esmagar aquela gente toda. Mas não, foi só de viúva sexy, com aquele ar ligeiramente compungido de quem viu o marido rico morrer mas que no fundo está feliz, que vai herdar uma pipa de massa e o gajo era um chato que não se aguentava. E, em calhando, até foi ela que o matou.

Óscares 2020: let the games begin

segunda-feira, fevereiro 10, 2020
Olhem, filhos, já não sei que vos diga, porque parece que estou sempre a dizer o mesmo, mas juro que desta é que é: esta foi a passadeira vermelha mais CHATAAAAAAAAAA de todo o sempre. Valha-me Deus, que desconsolo que aquilo foi. Estive o tempo todo a pensar "calma, que ainda falta a não sei quantas", "calma, que isto ainda vai melhorar", mas a verdade é que nunca melhorou e foi só um enorme desfile de seca. Foi tudo muito "meh", muito deslavadinho, muito entediante. Exactamente como a cerimónia. Foi de tal maneira que às tantas, depois de 3673 intervalos e 432 momentos musicais, desisti e fui dormir.

Não sei o que é que se passa, mas parece que

Queridos, mudei o sofá

domingo, fevereiro 09, 2020
Quando mudámos de casa, livrámo-nos do nosso sofá antigo que, apesar de gigante, já tinha uns bons anitos e não estava propriamente em forma. Na minha inocência, achei que ficávamos bem com um outro sofá que tínhamos lá por casa, só de três lugares, e com duas poltronas. Mas depois... começou a bater aquela vontade de podermos estar esticados à vontade no sofá, começámos a sentir aquele aperto e pensámos "sim senhor, foi uma tentativa bonita, mas precisamos de um sofá maior". Mas como não moramos propriamente no Palácio de Queluz e a nossa sala não é propriamente um salão de baile, o sofá tinha de ser feito por medida, de forma a rentabilizar o espaço ao máximo.

Na altura, pedi-vos sugestões no Instagram de sítios onde pudesse mandar fazer um sofá por medida sem ter de vender um rim (ou os dois) e muiiiiiiiiiiiita gente sugeriu a Dicarmo, em Sintra. Então lá fomos nós, à descoberta do maravilhoso mundo do sofá. E que mundo, pessoas! Acho que nunca tinha estado numa loja tão grande, aquilo parecia o paraíso dos sofás (mais de 12 mil metros quadrados, para terem uma ideia). O que é bom para quem gosta de ver muita variedade e ter uma data de opções para considerar, e o que é péssimo para mim, que me transformo numa anémona quando tenho de escolher entre mais de três coisas. Mas pronto, abraçámos o desafio e demos início à missão "sentar o rabo no maior número possível de sofás para chegarmos à escolha perfeita".

Não foi uma missão fácil, meus amigos, porque a cada sofá que eu experimentava dava por mim a dizer "é este... não, tenho a certeza, é mesmo este". E depois passava para outro e dizia exactamente o mesmo. Parte boa: na Dicarmos os sofás podem ser completamente personalizados, por isso dá para escolher os braços de um, as almofadas de outro, a altura de outro, a inclinação de outro... é desenhado exactamente à nossa medida, por isso é muito fácil sair de lá com um sofá que nos encha as medidas.

Acabámos por escolher o primeiro que vimos assim que entrámos na loja e que adorámos logo, com os pés em madeira e um design meio nórdico. Tem linhas muito simples, mas era exactamente o que queríamos. A ideia é que este sofá dure muiiiiiitos e bons anos, por isso não podia ser nada muito marcante e que nos cansasse facilmente. A parte mais difícil foi a seguir: então e que tecido vamos escolher? Já disse acima que sou pessoa que não sabe lidar com demasiadas opções, fico nervosa, tenho vontade de passar a decisão a outra pessoa, tipo, ir ter com um cliente qualquer da loja, passar-lhe para a mão as amostras de tecidos e dizer "pronto, escolha por mim, mas escolha um bonito e não se atire para os mais caros".

A coisa até estava a correr mais ou menos bem quando as pessoas fofinhas da Dicarmo estavam só a trazer-me algumas amostras para eu escolher, mas piorou substancialmente quando me convidaram para ir até à zona de atelier. De repente, parecia o milagre da multiplicação de tecidos, e eu completamente perdida, a agarrar em tudo e mais alguma coisa, a perguntar "e este? E este? E este?", já ali a fazer escolhas meio doidas e perigosas, tipo padrões florais ou geométricos. Precisei que o homem me trouxesse de volta à terra e me relembrasse que tínhamos decidido escolher uma cor mais neutra e NADA DE PADRÕES. E pronto, foi assim que fomos parar a um cinzento lindoooooo. Ainda pensámos em bege ou, loucura!, branco, mas depois pensei que ou entra um sofá clarinho ou saem as crianças. Fiquei muito tentada pelo sofá clarinho...


Booooom, sofá escolhido, foi-nos pedido que enviássemos fotos e medidas do sítio onde iria ficar na nossa casa, para poderem fazer uma projecção em 3D e termos uma ideia de como resultaria. Acho que esta foi a minha parte preferida, porque ficou mesmo, mesmo fiel e porque esta é a oportunidade para dizermos se queremos mudar alguma coisa no projecto. Deixo-vos algumas para verem:







A Dicarmo também nos enviou sugestões de tecidos para as almofadas, coisa que agradeci a todos os santinhos, porque me tiraram essa responsabilidade de cima:



Gostei das duas opções, mas escolhemos a primeira por ser mais simples. Lá está, achei que íamos fartar-nos dos padrões rapidamente.

Como apanhámos a altura do Natal, o sofá demorou um bocadinho mais a chegar, mas também não tínhamos pressa. Quando chegou e o montaram na nossa sala, ficou ainda mais lindão do que aquilo que tinha imaginado. O que tínhamos visto na loja era noutra cor e tinha três ou quatro lugares, o nosso é bastante maior, dá para sete pessoas, por isso acabou por ficar bastante diferente e mudou completamente a sala.






Estou a pensar seriamente mandar impermeabilizar o sofá, porque já se sabe que com a criançada todos os cuidados são poucos e, basicamente, passei a viver em apneia desde que o sofá chegou cá a casa. Estou sempre a achar que vou entrar na sala e um deles vai estar a limpar a boca às almofadas ou que o outro vai estar a limpar o ranho aos estofos. Enfim...A experiência com a Dicarmo foi mesmo, mesmo boa, foram super atenciosos, tiveram imensa paciência para nos ajudarem a desenhar o nosso sofá, que além de lindo é super confortável. E ainda fiquei de olho em mais umas quantas peças, que ali não há só sofás, é um mundo infinito de mobiliário e decoração. Próxima missão: mudar a mesa de centro, que apesar de adorar a que temos acho que não é exactamente o que quero. Sugestões?

Óscares. Onde, como e porque ver os filmes nomeados

sexta-feira, fevereiro 07, 2020


Os Óscares são aquela altura do ano em que a pessoa chora — quase sempre de tanto rir — com as indumentárias que desfilam na Passadeira Vermelha. É ver-me ali, quando começam a bater as dez da noite, munida do comando e das pipocas e preparar-me para ver as Charlizes, Gwyneths e Angelinas a darem tudo  (ou não.. ainda não estou bem recuperada das últimas facadas).

Mas se há coisa que é preciso para termos Óscares... são filmes. E que vos digo, filhos, é que isto tem sido um virote. De repente, é estreias para aqui e para acolá, porque esta malta lança tudo em Fevereiro em vez de distribuir a coisa,  e a pessoa já nem sabe onde é que arranja tempo para ir ver filmes atrás de filmes. E pior, alguns ainda nem estrearam!  (por exempplo,“O Farol”, com o Robert Pattinson só estreia dia 14 de fevereiro). 

Não foi  fácil, mas consegui ver grande parte dos filmes nomeados para os Óscares, e houve uns quantos que até me surpreenderam pela positiva. Como por esta altura deve andar tudo doido a tentar perceber o que é que pode ver, como e onde, deixo-vos aqui a papinha toda feita que é para não virem cá com merdas que não tiveram tempo para ver nada, sim? 

Era Uma Vez… em Hollywood” 

Se há motivo para irem ver o “Era Uma Vez… em Hollywood” é o Brad Pitt. Disse-o na altura no meu Instagram e volto a dizer. E até conseguimos passar ao lado das camisas medonhas dos anos 60 que usa o filme inteiro. Isso e aquela cena de pancadaria lá mais para o final, porque não seria um filme de Tarantino se não houvesse um momento daqueles. 

É um dos nomeados na categoria de Melhor Filme e, para quem não viu, ainda o conseguem apanhar em algumas salas de cinema como a do El Corte Inglés, no Cinema City ou no Cinema Nimas, que vai ter sessões especiais só com filmes dos Óscares. Se forem lontras de sofá, também já conseguem encontrar o filme à venda em DVD e Blu-Ray. 

https://www.youtube.com/watch?v=ELeMaP8EPAA


O Irlandês”

Não me venham para cá com conversas de que não têm três horas e meia para estar em casa sem fazer nenhum a ver filmes na Netflix e que deviam era ter dividido tudo em episódios, que já não há paciência para vos ouvir. Se pagassem o bilhete de cinema levavam com as quase quatro horas de filme — a contar com os anúncios e intervalo — e pronto. 

Agora que estamos entendidos, quando “O Irlandês” estreou também me custou a acreditar que seria capaz de passar aquele tempo todo a ver um filme. E, na verdade, até adormeci. Mas diz quem viu tudo que é bom, e aí estão não sei quantas nomeações a prová-lo— Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário, entre outras. Se ainda não viram, aproveitem aqueles serões em que os putos vos deixam descansados e vejam. 

https://www.youtube.com/watch?v=ZxuTltUvvkI


1917”

O 1917 é daqueles filmes que toda a gente adora ou toda a gente odeia. Parece que não há meio termo. Mas bom, para mim houve, achei médio. Há os que dizem que não criaram qualquer relação emocional com as personagens e os que adoram a qualidade técnica, que é realmente bem conseguida — e talvez seja por isso que está nomeado para tantos Óscares nestas categorias.

Se são daqueles maluquinhos que adoram tudo o que são histórias de guerra e até gostaram do “Dunkirk” e de “O Resgate do Soldado Ryan”, o “1917” é assim uma combinação dos dois que ainda podem ver nos cinemas. 




Parasitas”

Vamos já deixar aqui uma coisa bem clara: nada do que acontece neste filme é possível acontecer na vida real. Alguma vez aquela história da rapariga soprar a pele do pêssego e a mulher ter um ataque que quase falece acontece na vida real? Vamos lá com calminha, sim? Mas vá, dentro do género, o Parasitas até está engraçadito (mas looooooonge de ser a obra-prima que todos dizem).

Se ainda não viram, é aproveitar enquanto ainda anda aí em algumas salas de cinema. Em Lisboa, por exemplo, conseguem ver nos Cinema City, no ECI e no Amoreiras. No Porto conseguem ver no Cinema Trindade, no UCI Arrábida ou no Alameda Shop&Spot. Se quiserem ver em casa, o DVD está à venda a partir de dia 19.

https://www.youtube.com/watch?v=4DAHSFZMvnk

Marriage Story”

Na altura em que vi o “Marriage Story” escrevi no Instagram que não era assim tããããão espetacular quanto isso, e mantenho. É um bom filme, o Adam e a Scarlett estão ótimos (ambos nomeados nas categorias de Melhor Actor e Actriz), a história é muito atual e daquelas que podia acontecer a qualquer um de nós, mas é só isso. Calma, pessoas, calma. 

Este é mais um daqueles que podem na Netflix, que é como quem diz, no conforto de casa, enrolados nas mantas do sofá e, se forem sensíveis-oh-coiso, com lencinhos para limparem as lágrimas. 

https://www.youtube.com/watch?v=BLNDccrI4Bc

Joker”


O Joaquin Phoenix vai ser sempre o Joaquin Phoenix, e se ainda acham que o “Joker” é um filme de super-heróis, estão muito enganados. Aqui o foco são, principalmente, as doenças mentais e, acima de tudo, a tolerância, embora toda a gente tenha dito que incitava à violência. 

Já podem encontrar o filme em DVD para verem em casa mas, se quiserem ir ao cinema, ainda conseguem apanhar o “Joker” em algumas salas. No ECI de Lisboa, por exemplo, ou no UCI do Arrábida Shopping.

https://www.youtube.com/watch?v=zAGVQLHvwOY

Jojo Rabbit”

Fofinho, fofinho e fofinho. Se fosse criança, queria ser como o Jojo. Vá, se calhar não a parte do Nazi nem de ter o Hitler como amigo imaginário, mas uma criança assim querida como esta. É daqueles filmes que vale a pena ir ver, nem que seja para se rirem um bocadinho, também. Fosse eu a mandar na Academia e dava-lhe já todas as estatuetas. De todos os que vi, foi sem dúvida o meu preferido.

Este é daqueles que chegaram agora às salas de cinema e, se não forem a tempo até aos Óscares, não deixem passar a oportunidade. Mesmo. 

https://www.youtube.com/watch?v=tL4McUzXfFI

Ford vs Ferrari”

Não sou a pessoa mais entendida nisto do universo dos carros, mas o Christian Bale é um gajo do caraças que já fez de tudo e mais alguma coisa, de super-herói a maníaco homicida, de vice-presidente-dos-EUA-obeso-à-beira-do-avc dos a um maquinista anoréctico. E vale a pena ir ver este “Ford vs. Ferrari” ao cinema.

Ainda o conseguem apanhar em algumas salas, mas se quiserem esperar pelo DVD, está à venda a 20 de março. 

https://www.youtube.com/watch?v=I3h9Z89U9ZA

As Mulherzinhas”

Já se perdeu a conta ao número de adaptações que foram feitas do “Mulherzinhas” e acredito que a desgraçada da Louisa May Alcott ande às voltas no túmulo com a quantidade de barbaridades que já fizeram à história dela. Mas esta última versão é da Greta Gerwig, que gostou tanto da Saiorse — alguém sabe exatamente como é que se pronuncia o nome desta rapariga?! — e do Timothée Chalamet que foi buscá-los para fazerem parte deste filme. 

Portanto, é ir ver. Foi uma das últimas estreias portanto ainda vai estar nos cinemas durante algum tempo.

https://www.youtube.com/watch?v=K5u_60e7jpQ


Judy”

A Judy Garland foi assim daquelas celebridades que teve os seus 15 minutos de fama e depois acabou esquecida quase até ter morrido. Neste filme, a Renée Zellweger transformou-se completamente — como se já não estivesse completamente irreconhecível — para mostrar como é que, 30 anos depois da estreia do “Feiticeiro de Oz”, Judy estava sem trabalho nem dinheiro para sustentar os filhos e, por isso, aceitou fazer uma digressão em Inglaterra. 

Valeu à Zellweger a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz e, se não apanharam o filme no cinema, já está disponível em DVD para verem em casa. 

https://www.youtube.com/watch?v=u4PkO10OCfI

Bombshell”

Foram precisos mais de 20 anos para se saber da escandaleira que se andava a passar na Fox News. Toda a gente sabia, mas ninguém contava que o Roger Ailes, fundador do canal, assediava constantemente as mulheres e lhes oferecia cargos mais altos a troco de favores sexuais. É desse mesmo escândalo que fala o “Bombshell”, e que valeu nomeações à Charlize Theron e à Margot Robbie nas categorias de Melhor Actriz, e Melhor Actriz Secundária, respetcivamente. 

O filme estreou-se a 23 de janeiro e ainda o vão poder ver durante algum tempo nas salas de cinema. 

http://www.ucicinemas.pt/Filmes/bombshell-o-escandalo

Os Dois Papas”

Sempre disse que adorava o Papa Francisco. Admiro-lhe tudo. A postura, o discurso, a visão mais à frente dele, tudo. Fui vê-lo a Fátima, quando esteve cá em 2017, e o carro passou assim a um metro de mim. Por isso, quando vi que este “Dois Papas” estava na Netflix, não tardou muito até me apoderar do comando para ver o filme. E é maravilhoooooosoooooo!

Anthony Hopkins e Jonathan Pryce estão incríveis enquanto Papa Bento XVI e Papa Francisco, e estão nomeados nas categorias de Melhor Ator Secundário e Melhor Ator, respectivamente. O filme não é dos mais demorados, por isso aproveitem assim uma noite mais calma ou um fim de semana e vejam, porque vale a pena. 

https://www.youtube.com/watch?v=Tgdd94j_x18


Dor e Glória”

Nem toda a gente adora os filmes do Almodóvar, mas este “Dor e Glória”, na realidade, é quase como um trabalho autobiográfico do realizador. Vejam bem: um realizador (António Banderas), homossexual, com várias manias e tiques, é obrigado a refletir sobre o sentido da vida. Se isto não é o Almodóvar a tentar contar-nos a história da vida dele, não sei bem o que seja. 

O Banderas está nomeado para o Óscar de Melhor Ator e ainda conseguem apanhar o filme em algumas salas de cinema. Podem também ver o DVD, que já está à venda. 

https://www.youtube.com/watch?v=uPCOr3ppkow

Knives Out: Todos São Suspeitos”

Um pai de família e escritor de policiais é encontrado morto sem grande explicação aparente. Além da polícia, é contratado um detective privado para ajudar a resolver o caso e, pelo meio, descobre que todos os membros da família tinham problemas com o pai e avô, logo, todos passam a ser suspeitos. 

O “Knives Out: Todos São Suspeitos” está nomeado na categoria de Melhor Argumento Adaptado e ainda o conseguem ver em alguns cinemas. 


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