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Fomos para fora cá dentro: Alvor

segunda-feira, junho 26, 2017

Na semana passada, a convite do hotel Pestana Alvor Praia, rumei até ao sul para aproveitar os feriados. Gosto muito dos santos populares, dos arraiais e disso tudo, mas numa semana com dois feriados e temperaturas acima dos 30 não havia como ficar em Lisboa. E então lá fomos. Apesar de fazer férias no Algarve desde sempre, há muitas zonas que não conheço. Sou um bocado velha do Restelo, acho que a “minha” zona é que é, que não há melhor. Bem, na verdade continuo a achar um bocadinho, mas devo confessar que o Alvor me surpreendeu. Muito por causa do hotel, claro, estrategicamente posicionado em cima da praia e com uma vista de cortar a respiração. Não era difícil imaginarmos que estávamos num qualquer resort paradisíaco.


Foram cinco dias de puro descanso: praia, piscina, livros, sestas, comer e pouco mais, que as férias são para isso mesmo, não mexer o rabo para nadinha.  A praia por baixo do hotel - à qual se tem acesso a pé ou através de um elevador que vai direitinho da piscina ao areal - é pequenina, resguardada, tranquila, com água transparente, um pequeno paraíso. Normalmente, a nossa rotina era praia pela manhã, fim da manhã na piscina, almoço no bar da piscina, sesta e piscina até ao fim do dia. Assim de repente, não consigo imaginar melhor vidinha. 



O hotel é perfeito para umas férias em família. Tem coisas para os miúdos se entreterem (parque infantil, kids club, uma piscina mais pequena), tem coisas para os pais se entreterem (spa, ginásio, piscina interior, zonas de lazer, belos restaurantes), por isso dá para manter toda a gente feliz e contente. Basicamente só saímos do hotel uma noite para ir até ao centro de Alvor, e aproveitámos um dia em que o tempo não estava grande coisa para ir dar uma volta a Portimão e foi com muita pena que vi as férias chegarem ao fim. =(




Obrigada ao Pestana Alvor Praia por nos ter recebido tão bem e por, efectivamente, nos ter feito sentir em casa. Deixo-vos algumas fotos dos nossos dias a sul:


Em busca do biquíni perfeito

segunda-feira, junho 26, 2017

A escolha do biquíni certo é, para muitas mulheres, tão ou mais difícil do que encontrar um vestido de noiva. É que o vestido de noiva -a menos que queiramos provocar um ataque de nervos no padre -tende a tapar-nos o corpo. Já o biquíni... nem por isso. Há poucas coisas tão boas na vida como uma ida à praia, mas também é aquele momento em que nos sentimos mais expostas, em que achamos que toooooda a gente está a reparar na nossa barriga, no nosso peito grande ou pequeno, nas nossas ancas estreitas ou largas, no nosso rabo que anda ali a lutar com a gravidade. E não vale a pena virem dizer-nos que estamos bem, que ninguém liga, porque não só achamos que há sempre qualquer coisa (ou várias) que podia estar melhor no nosso corpo, como achamos que todos os olhos estão em cima de nós. Regra geral, experimentar um biquíni é um martírio. As luzes das lojas não ajudam, as "imperfeições" parece que triplicam, de repente está tudo ali muito mais à vista, a dizer-nos olá. Mas, em muitos casos, também acontece não fazermos a mínima ideia de qual o nosso tipo de corpo e qual o biquíni/fato-de-banho que podemos usar para o valorizar. Ter uma ajuda profissional ajuda, por isso vale a pena passar por uma loja especializada e pedir socorro. Por exemplo, na Triumph, que tem uma vasta colecção de banho e uma vida de experiência no que toca ao aconselhamento feminino.

A nova colecção vai buscar a tecnologia e o design de alguns dos mais conhecidos modelos de soutiens da Triumph, precisamente pare que toda a gente consiga encontrar a opção mais adequada ao seu corpo. Há modelos almofadados ou com aro para o peito pequeno, modelos com o aro flexível Magic Wire para tamanhos maiores, fatos-de-banho que modelam a barriga e a cintura, e muito mais. E, claro, o primeiro passo é conhecerem o vosso corpo. Podem pedir aconselhamento em qualquer loja Triumph, mas eu também posso dar uma ajuda, falando-vos sobre os cinco tipos de corpo mais comuns e quais os modelos Triumph que mais os favorecem, na esperança de vos facilitar a hercúlea tarefa de encontrar "o" biquíni. Vamos a isso?

Olha aí o passatempo NYOS

sexta-feira, junho 23, 2017
Eu gosto muito, muito, muito da NYOS Swimwear e não digo isto apenas porque gosto muito, muito das pessoas que estão por detrás da marca. Também, mas não é só por isso. A verdade é que fui acompanhado o desenvolvimento e o crescimento da NYOS desde a sua criação, e sei que há muito trabalho envolvido para, todos os anos, nos trazer fatos-de-banho e biquínis de perder a cabeça, com cortes diferentes, com padrões lindos e, sobretudo, de qualidade. Tenho uns quantos na minha colecção e cada linha que é lançada eu acho que está melhor do que a anterior. Ponho-me a vasculhar o site e... ahhhhh, quero tudo (sobretudo o rabo das jovens escolhidas para exibir os modelitos). E é por isso que estou muito contentinha por ter um fato-de-banho NYOS para vos oferecer. O modelo chama-se Gisele e é um dos meus preferidos da nova colecção. Adoro o corte, adoro o padrão, adoro tudo. Ora vejam lá se não é assim mega lindão:



Lindão, certo? Certo. Ora muito bem, para se habilitarem a levar um para casa (e para a praia, e para a piscina, e para onde quiserem) só têm de:

Novidades fresquinhas #77: tatuagens Nails4'Us

sexta-feira, junho 23, 2017

Sendo a feliz detentora de cinco tatuagens, devo dizer que ainda não dei este assunto por terminado. Tenho mais umas quantas pensadas, mas como ainda não me debrucei suficientemente sobre o assunto e como a preguiça ainda não me permitiu ir ter com um bom tatuador para debater as minhas ideias, a coisa vai-se adiando. Mas está longe (muito longe!) de estar esquecida. Por isso, e enquanto esse dia chega e não chega, as tatuagens temporárias são óptimas para ir brincando, para ir fazendo experiências e para ter um acessório diferente. A mais recente marca a aderir a esta moda foi a Nails4'Us, que nos desafia a encher o corpo de flores, peixes, insectos, flamingos, penas, ananases, cristais, planetas, estrelas e muito mais. A moda começou há um ou dois anos, mas como há sempre gente mais resistente e que leva algum tempo a aderir, têm aqui uma bela oportunidade para experimentar. As tatuagens são muito fáceis de aplicar: é só cortar, molhar com água, escolher o sítio do corpo onde querem instalar a pequena obra de arte... et voilá. Simples, simples. Dependendo do que forem aplicando na pele (cremes hidratantes, óleos, etc), a tatuagem dura até quatro dias. 

As tatuaagens temporárias Nails4'Us estão à venda nas lojas da marca e custam 8,50€. Deixo-vos algumas, para se inspirarem:



Emagrecer como a Weza (e odiá-la um bocadinho)

sexta-feira, junho 23, 2017

Se há coisa de que gosto é daquelas histórias absolutamente inspiradoras de pessoas que mudaram de vida, que superaram um qualquer obstáculo, que foram capazes de dar a volta a qualquer coisa que não estava bem, que mostraram toda a sua resiliência e força de vontade. Gosto de relatos na primeira pessoa, gosto de gente que me faça ter vontade de saltar do sofá, de pensar "eu também sou capaz". E isto aplica-se às mais variadas áreas. Desde pessoas altamente empreendedoras, a pessoas que largaram tudo para ir dar a volta ao mundo, passando por gente que foi capaz de lutar por um amor impossível, vencer uma doença, entregar-se a um projeto solidário, o que seja. Mais do que dizerem-nos que é possível, gostamos de casos de pessoas que nos mostraram que, efetivamente, é possível. 

Ora isto tudo para dizer que me chegou às mãos, já há algum tempo, o livro da Weza Silva. Para uns

Se não dá para ir ao spa, o spa vem até casa

quarta-feira, junho 21, 2017

Tivesse eu vidinha (e dinheiro) para isso e acho que todos os dias enfiava este corpo num spa para ser massajado. Estão a ver as vacas wagyu, aquelas que são transformadas em bifes kobe mas que, antes disso, têm um vidinha de sonho que inclui ouvir música clássica e receber massagens diariamente? Pronto, era isso que eu gostava. Não queria acabar em formato bife, essa parte dispenso, mas era bem menina para me habituar a massagens diárias no lombo. Adoro ir a spas, adoro aquela horinha em que estou ali a descansar o corpo e a mente, adoro que me besuntem com todos os produtos e mais alguns, adoro sair de lá assim como que a caminhar nas nuvens... ahhhhh, maravilha das maravilhas. E pronto, não dando para ir sempre, dá para ir uma ou duas vezes por ano, que já não é nada mau.

Mas e se pudéssemos recriar a experiência de um spa em casa, com uma linha de produtos desenhada para o efeito? Foi precisamente isso que a Rituals pensou ao desenvolver a linha The Ritual of Hamman, que foi agora melhorada e aumentada. Para quem não conhece o termo, hammam é uma palavra de origem árabe que significa banhos ou fontes e, actualmente, aplica-se a banhos turcos, saunas e a alguns spas, sobretudo nos países árabes. E a ideia é mesmo essa: se não podemos ir ao spa (pelo menos, sempre que queremos), podemos sempre trazer o spa para casa, com cinco produtos que querem fazer-nos tirar um tempinho para nós e esquecer, pelo menos por uma ou duas horas, a loucura do dia a dia. Que produtos são esses? Eu explico:

1- Sabão preto: é o primeiro passo deste ritual, uma espécie de pasta de duche à base de eucalipto  e azeite de oliva puro. O primeiro refresca, o segundo nutre. É mesmo, mesmo preto, não se assustem, até porque purifica as células da pele envelhecida e deixa a pele super sedosa, preparando-a para a esfoliação. Preço: 8,50€

2- Esfoliante Quente: o senhor que se segue é precisamente o esfoliante corporal nutritivo à base e sal marinho purificante, gengibre e eucalipto. Purifica e nutre a pele, deixando-a suave e com uma ligeira sensação de calor que reduz instantaneamente a fadiga. Preço: 19,50€

3- Argila de Duche: é uma lama de corpo à base de argila Rhassoul (rica em minerais) e, claro, eucalipto, o ingrediente comum a todos os produtos desta linha e com um cheirinho super característico. A argila limpa e esfolia a pele em profundidadade, deixando-a limpa e suave, e ajudando a eliminar as células mortas. Pode ser usada sozinha, uma a duas vezes por semana: deixem actuar cinco minutos, enxagúem ou deixem dissolver lentamente no banho. Preço: 10€

4- Espuma de Duche: à base de eucalipto e de alecrim, limpa, hidrata e purifica. A textura é maravilhosa, é como tomar banho numa nuvem, de tão macia que é (ok, isto dito assim é piroso, mas juro que é verdade). Preço: 8,50€

5- Creme de corpo: é o último passo, mas não menos importante. É um creme de corpo rico, com eucalipto e alecrim, que deixa a pele super sedosa. Preço: 17,50€



Tive a oportunidade de experimentar os cinco passos na loja Rituals da avenida da Liberdade, e confirma-se: a pele fica MESMO macia, suave, hidratada, uma maravilha. Infelizmente, a experiência resumiu-se a um braço, mas trouxe todos os produtos para casa e estou ansiosa para experimentá-los. É verdade que nem sempre há tempo para um banho mais demorado (contam-se pelos dedos de uma mão os banhos de imersão que tomo num ano), mas acho que às vezes faz mesmo bem tirarmos um tempo só para nós, para abrandarmos o ritmo, para cuidarmos do nosso corpo. E se não pode ser num spa, que seja em casa mesmo. O cheiro desta linha da Rituals é fresco e intenso, por isso preparem-se para ficar com a casa a cheirar a spa. E, se quiserem, ainda podem complementar a colecção com alguns produtos extra, como o óleo de massagem (convençam alguém a tratar do assunto), a vela, o óleo de banho, o champô, o chá ou até um perfume para o carro, que a Rituals leva mesmo a sério esta ideia de termos sempre um spa à disposição.

Passem numa loja Rituals, peçam que vos façam uma demonstração dos produtos e...deixem-se maravilhar.


Post em parceria com a Rituals

A Pipoca está loucaaa #202

quarta-feira, junho 21, 2017
E pronto, é oficial, estamos no Verão. Passamos o ano à espera dele e, quase sem darmos por isso, já chegou. Calculo que já esteja tudo com a cabeça nas férias, na praia, nas tardes ao sol. Como não amar o Verão? É também aquela altura em que nós, mulheres, nos lembramos que vamos ter de nos enfiar num biquíni ou num fato-de-banho e nos arrependemos (mas não muito) de todas as gordices que comemos, de toda as vezes que falhámos o ginásio, etc, etc, etc. Quem nunca? Não há milagres, não há soluções rápidas, mas há algumas formas de controlar um bocadinho os danos de toda uma temporada de maus hábitos. E é por isso que esta semana, em parceria com a Drink6, tenho três planos de sumos detox para vos oferecer.

Planos detox? Mas como é que isto funciona? Eu explico. Então, a ideia é eliminar toxinas e gordura acumulada através de um plano detox de um dia, composto por seis sumos 100% naturais, elaborados por nutricionistas, feitos à base de frutas e legumes especialmente escolhidos para cada momento do dia e e que têm tudo o que o nosso corpitxo necessita para ficar, vá, mais "limpinho". Este plano substitui a alimentação completa ao longo do dia e assegura um consumo de 1040 calorias. Os sabores disponíveis são:

Sumo 1: Laranja, Cenoura e Manga (para tomar entre as 7h00 e as 9h00)
Sumo 2: Ananás, Maçã e Hortelã (para tomar entre as 10h00 e as 12h00)
Sumo 3: Kale, Espinafres e Maçã (para tomar entre as 13h00 e as 15h00)
Sumo 4: Amora, Mirtilos, Framboesa e Banana (para tomar entre as 16h00 e as 18h00)
Sumo 5: Limão e Pimenta de Caiena (para tomar entre as 19h00 e as 21h00)
Sumo 6: Ananás, Coco e Aveia (para tomar entre as 22h00 e as 23h00)

Além de não levarem qualquer tipo de aditivo (conservantes, corantes, etc), os sumos da Drink6 são ainda liquidificados a baixas temperaturas, para que conservem todas as vitaminas, minerais e enzimas em estado puro, sem perder nenhuma das suas propriedades. 

Interessados? Com muita vontade de experimentar? Óptimo, porque tenho três planos de sumos detox de Verão para vos oferecer. Além deste prémio, TODOS os participantes irão receber um código de desconto de 15% que poderá ser utilizado em qualquer compra efectuada em www.drink6detox.pt nos três dias seguintes à publicação do resultado deste passatempo. 

Para se habilitarem a um destes três planos só têm de:

País de luto

segunda-feira, junho 19, 2017

Muitas vezes somos descrentes na qualidade do nosso povo. Não temos qualquer pudor em apontar-nos o dedo, sublinhar os nossos defeitos, levar as mãos à cabeça, dizer que os outros é que são bons, criativos, profissionais, educados, cumpridores, esforçados, exemplares. Teremos os nossos defeitos, teremos características mais ou menos intrínsecas, heranças culturais, coisas cá nossas. Mas ninguém poderá negar que somos um povo solidário, de bom coração, que se comove, que se mobiliza quando é preciso. Na tragédia, na dor, na perda, somos capazes de mover montanhas, não somos cá gente de ficar de bracinhos cruzados a assistir à desgraça. 

Foi isso que se viu, mais uma vez, com o flagelo de Pedrógão Grande. Rapidamente se fez um levantamento das necessidades mais prementes dos bombeiros e das populações afectadas, rapidamente começaram a ser feitas doações, rapidamente se esgotou a capacidade de armazenamento de bens de primeira necessidade. E isso é incrível e diz muito sobre nós. Fôssemos nós capazes de orientar toda esta força de vontade para outras coisas e éramos donos do mundo (e lá estou eu a apontar-nos o dedo). Enfim. 

Pela parte que me toca, juntei-me a vários grupos de amigos na compra e oferta de bens aos bombeiros, e fiz também uma transferência para a conta que a Caixa Geral de Depósitos criou para o efeito. Tinha pensado recolher mais bens amanhã, mas uma vez que, para já, as necessidades estão supridas, talvez a melhor forma de ajudar seja mesmo através de uma doação em dinheiro (e todos os cêntimos fazem a diferença). Sei que quase toda a gente que me é próxima arranjou maneira de contribuir, de divulgar, tirou uma parte do seu dia para ir às compras, para ir até aos bombeiros deixar produtos, e isso dá-me um bocadinho de alento, uma espécie de fé renovada na humanidade. 

As imagens que nos vão chegando são de partir o coração. Ver pessoas na televisão, a chorar, porque perderam tudo, dá cabo de mim, é de um desespero e de uma impotência sem fim. E se fôssemos nós? Os nossos filhos? Os nossos amigos? A esta hora há inúmeros fogos activos, prevê-se mais uma noite de terror para os bombeiros, ninguém naquelas zonas conseguirá dormir descansado. Ao resto de nós sobra a esperança de acordar e não se deparar com mais notícias desoladoras.

O país está de luto.  Não precisava ter sido decretado, todos nós nos sentimos assim. Não me apetece escrever sobre trivialidades com tanta gente a sofrer, por isso também o blog estará em silêncio nos próximos dois dias. Quarta-feira voltaremos, aos poucos, às nossas vidas. 

Pedrógão Grande

domingo, junho 18, 2017
Ontem foi um dos dias mais quentes do ano e, para muita gente, um dia feliz. O Facebook e o Instagram encheram-se de fotos de praias, piscinas, petiscos, famílias e amigos divertidos num dia de muito calor. Provavelmente, poucos sabiam que em Pedrógão Grande um incêndio ia ganhando dimensões assustadoras. Se calhar, muitos até ouviram as notícias a meio da tarde  e devem ter pensado qualquer coisa como "pronto, começa o calor, começam os incêndios, todos os anos a mesma história", com aquele distanciamento que vamos tendo em relação a tudo o que já é um hábito. Infelizmente, este ano a história foi (está a ser) diferente. 

Não foi só mais um incêndio com perdas naturais e materiais. Perdemos florestas, perdemos casas, os bombeiros perderam equipamento, mas perdeu-se muito mais do que isso. Passei pelo Facebook antes de ir dormir e comecei a ver a notícia em todo o lado: "19 mortos no incêndio de Pedrógão Grande". Achei impossível. Liguei a televisão e lá estava. Não consegui dormir, fiquei até às três da manhã agarrada ao ecrã, devastada com  aquela tragédia, o estômago embrulhado, o pesadelo de pensar que não deve haver morte mais atroz, a perspectiva quase certa de haver muito mais vítimas. De manhã o mesmo processo. Acordar, ligar a televisão, 42 mortos, nem cinco minutos depois uma actualização para 56.

É normal que, por esta altura, tenhamos um coração partido e uma cabeça cheia de perguntas. O que é que aconteceu? Sabemos que se reuniu um cocktail de condições climatéricas particularmente adversas: temperaturas acima dos 40, muito vento, pouca ou nenhuma humidade, trovoada. Mas quase todos os grandes incêndios começam em dias assim (tantas vezes ajudados por mão criminosa). Porque é que este foi tão mais trágico? Como é que se perderam tantas vidas? Haveria meios suficientes? Não deveriam as estradas estar cortadas? Será que se demorou a perceber a dimensão da tragédia? Porque é que não se reforçou a ajuda mais depressa? As matas estariam limpas?

Acredito que ainda seja cedo para se perceber o que realmente aconteceu. Por agora, que o incêndio seja extinto rapidamente, que toda a população esteja a salvo, que se tratem os feridos, que se ajudem todos os que, de uma forma ou de outra, foram vítimas deste incêndio. Mas que depois se investigue exaustivamente, que se apurem as devidas responsabilidades, que se faça tudo para evitar outra desgraça destas.

Obrigada aos bombeiros e a todos o que arriscam a sua vida para salvar as dos outros. É uma tristeza enorme assistir a isto tudo, de braços caídos.

Se alguém souber de alguma forma de ajudar, por favor partilhe.

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