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Não brinquem com a anemia, tenham uma saúde de ferro

quinta-feira, novembro 23, 2017


Sendo uma das embaixadoras "Mudar a Anemia", já vos alertei variadíssimas vezes para esse problema (podem ler mais aqui e aqui), mas acredito que continua a fazer todo o sentido falar neste assunto. A deficiência em ferro é um problema de saúde pública generalizado, estima-se que afecte um terço da população mundial e um em cada três portugueses, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Números assustadores, certo? Isto deve-se, em grande parte, ao facto de descurarmos as análises que permitem verificar se temos um défice de ferro e também ao desconhecimento dos sintomas provados por esse mesmo défice, o que acaba por atrasar e dificultar o diagnóstico de anemia. Que sintomas são esses? Sintomas que tendem a ser desvalorizados ou confundidos com outras doenças: fadiga generalizada, unhas frágeis, perda de cabelo, falta de ar, dores de cabeça, aftas, síndrome das pernas inquietas, etc, etc, etc. Na maioria dos casos as pessoas não se queixam, não consultam um médico, não fazem análises, acabam por se adaptar a viver com a anemia até que esta atinja níveis de gravidade elevados e muito mais difíceis de controlar. 

Meus amigos, não brinquem com a vossa saúde, por mais que achem que ela é de ferro (perceberam o trocadilho?). Segundo o estudo EMPIRE (um trabalho pioneiro realizado em todo o território continental), cerca de 52,7% de todos os casos de anemia são resultado de uma deficiência de ferro. Ou seja, o ferro é insuficiente para dar resposta às necessidades do organismo, e acreditem que são muitas. O ferro é um elemento essencial para o funcionamento saudável de todo o corpo, incluindo o coração, músculos e glóbulos vermelhos, com impacto também ao nível da saúde mental. Segundo a OMS, há uma redução de 30% no rendimento do trabalho e do desempenho físico em homens e mulheres com deficiência de ferro.

No próximo dia 26 assinala-se o Dia da Anemia e parece-me uma boa oportunidade para que todos despertem para esta causa, já que será lançada a aplicação para telemóvel Sintomas da Deficiência de Ferro (gratuita e disponível para Android e iOS) que ajuda a compreender o problema e a identificar os sintomas.  Marquem também uma consulta no vosso médico de saúde e peçam análises específicas. 

Para mais informações sobre este tema consultem:
www.awgp.pt  e também a página de Facebook do Anemia Working Group

Mil e uma ideias para a casa na All House

quinta-feira, novembro 23, 2017

Isto de decorar uma casa é mais ou menos como educar um filho: há uma data de correntes à escolha e uma pessoa tenta fazer o melhor que consegue. A menos que se tenha um estilo mesmo muito, muito apurado, não é muito fácil saber, à partida, como é que se vai decorar uma casa. Podemos ter algumas ideias, podemos saber o que é que gostamos e o que é que odiamos, mas diria que o processo de decoração é um verdadeiro work in progress, é como se nunca estivesse acabado. Porque quando dizemos "sim senhor, cheguei ao fim", provavelmente coincide com a altura em que dizemos "ok, já me apetece mudar tudo". Felizmente, isto já não é como na época dos nossos pais, em que se comprava a "mobília para a vida". Agora temos mais escolha, mais variedade, preços mais acessíveis, e até nos podemos dar ao luxo de ir mudando a decoração. Eu tenho fases: tanto me apetece virar a casa do avesso e então vá de mudar tudo, vá de trocar tudo de sítio, como sou acometida de uma preguiça gigantesca e deixo tudo exactamente como está durante meses e meses a fio, nada mexe, nada entra, nada sai. Recentemente mudei duas ou três divisões, assim radicalmente, mas deu-me tanto trabalhinho que agora ando a ganhar coragem para continuar a empreitada pela casa fora. Enquanto isso acontece e não acontece, vou

Cenas várias que me vêm parar cá a casa #3

quarta-feira, novembro 22, 2017

Pipoca no Dubai

quarta-feira, novembro 22, 2017



Há poucas semanas estive no Dubai a convite da Emirates. Só lá tinha passado em escalas a caminho de outros países, nem sequer deu para sair do aeroporto, e não era propriamente um destino onde me imaginasse a passar férias. Ainda assim, tinha alguma curiosidade por conhecer um país tão recente, nascido do nada no meio do deserto. Os quatro dias que lá passei foram altamente preenchidos, sempre em movimento, e acabaram por dar para ficar com uma boa ideia do que por ali se passa. E, confesso, voltei agradavelmente surpreendida.

A viagem começou em MUITO BOM, com o voo da Emirates. Já tinha viajado com eles noutras ocasiões, mas nunca em executiva. E se eu já tinha achado que a económica da Emirates era um luxo quando comparada com tantas outras companhias, tenho a dizer-vos que há todo um antes e um depois de uma viagem em executiva. E o depois é: foi tão bom, tão bom, tão bom que nunca mais na vida quero viajar de outra maneira. Em sonhos claro. Porque na vidinha real já voltei a andar de avião e lá fui eu recambiada para a económica. A verdade é que não sou muito esquisitinha com isso, eu quero é chegar ao meu destino, em segurança e o mais rápido que for possível, mas nas viagens de longo curso faz TODA a diferença. Nem é pela comida (que é óptima), nem é pelo atendimento (do mais prestável e atencioso que há), nem é pelo necessaire da Bulgari (fofinho que só ele), é mesmo pela cadeira reclinável que se transforma numa cama e que permitiu que eu fosse praticamente as oito horas do voo a dormir. Que maravilha, meus amigos, que maravilha.


Chegada ao Dubai, e assim que pus um pezinho fora do aeroporto, levei com uma chapada de ar tão quente que acho que até se me baixou a tensão. Sabia que estava calor, mas não estava preparada para

A missão "outfit natalício" já começou! CORRAM!

terça-feira, novembro 21, 2017

Maaaaais uma época festiva à porta e maaaaaais uns quantos pais a darem em doidos porque têm de arranjar roupa para os rebentos vestirem nos eventos natalícios. Não, não há nenhum decreto-lei que o obrigue, se quiserem os miúdos podem passar o Natal de pijama e pantufas, mas eu acho simpático que tenham umas roupinhas assim mais compostas. Já falei sobre este tema noutros anos e percebi que não estou sozinha, há muita gente que também faz questão de apostar em outfits natalícios para a criançada (do mesmo modo que há quem não ligue nada a isto). No meu caso, lembro-me de ser assim comigo em miúda, havia sempre "a roupa do Natal" (tal como havia "a roupa dos anos" ou "a roupa da Páscoa), deve ser por isso que decidi manter a tradição. Não ligo muito ao que eu visto no Natal, mas gosto que o pequeno texugo

A Pipoca está loucaaa #221

terça-feira, novembro 21, 2017
Quem já ouviu falar de Licor Beirão ponha o dedo no ar. Pois, toda a gente, certo? Acredito que sim. Mas o que eu duvido é que muitos de vocês conheçam a história por detrás de uma das bebidas mais famosas do país. Não faz mal, que eu não estou aqui para outra coisa. Então, em mil-oitocentos-e-qualquer coisa, um caixeiro-viajante que vendia vinho do Porto, perdeu-se de amores pela filha de um farmacêutico na Lousã. A paixão deu em namoro, o namoro deu em casamento e foram felizes para sempre (pelo menos, não há nada que prove o contrário e eu prefiro sempre acreditar em histórias fofinhas).  Tudo muito bonito, mas como é que o Licor Beirão entra no meio disto tudo? Então, na farmácia, além do rol de medicamentos do costume, também se vendiam licores naturais, feitos segundo fórmulas antigas mantidas em segredo há muito, muito tempo. Até que, de repente, entra em vigor uma lei que proíbe a atribuição de propriedades medicinais às bebidas alcoólicas. Uma chatice, claro, porque havia montes de gente que usava essa desculpa para poder beber, do género "aaahhh, este licorzinho faz-me tão bem à digestão". Ora o jovem caixeiro-viajante viu aqui uma oportunidade e se já não era possível produzir licores na farmácia, decide levar a cabo a autonomização da produção dos néctares, pelos mesmos processos artesanais, numa pequena fábrica. Pouco tempo depois, em 1929, realizou-se em Castelo Branco o Congresso Beirão, e foi assim que o licor ganhou o nome. Algumas décadas depois, com as dificuldades causadas pela 2ª Guerra Mundial, o antigo caixeiro-viajante vende a fábrica a um jovem da Lousã, José Carranca Redondo, considerado o "pai do Licor Beirão", que investiu todas as suas poupanças na compra da fábrica e do segredo, que se tornou um negócio de família. A partir daí, as vendas não pararam de crescer e o Licor Beirão tornou-se um sucesso mundial. Actualmente,  continua a ser produzido em casa, na Lousã, a partir de plantas e sementes aromáticas maioritariamente nacionais, o que permite um maior controlo da qualidade. É um verdadeiro negócio de família, que já vai na terceira geração, e no qual todos se empenham para manter o segredo, a qualidade e a tradição.

Gostaram desta história? Espero que sim, porque eu não a conhecia e gosto sempre de saber o que está por detrás de marcas tão emblemáticas. E se nunca experimentaram Licor Beirão, têm aqui a vossa grande oportunidade. Isto porque tenho cinco packs para vos oferecer e que têm tudo a ver com o espírito da marca: diversão, partilha, boa disposição e bons momentos com a família. Ora atentem:

1.       PARA QUEM SABE O QUE É BOM: Garrafa Licor Beirão & Gift Pack.
2.       PARA QUEM É ESPECIALISTA EM COCKTAILS: Mala de barman completa com medidor, colher de bar, espremedor, pá de gelo, pilão e shaker.
3.       PARA OS JANTARES DE NATAL: 25 miniaturas personalizadas a gosto.
4.       PARA COMEMORAR: 25 barrinhas luminosas, garrafa Licor Beirão, bandeirolas, dois conjuntos de bigodes, 6 chapéus e 6 copos em vidro.
5.       PARA RECEBER OS AMIGOS EM CASA: 6 copos Caipirão&Morangão, livrinho de receitas, garrafa Licor Beirão, baralho de cartas e tapete de jogo.



Para se habilitarem a um destes cinco packs Beirão (que também são uma óptima sugestão de Natal) só precisam de:

Hoje deu-me para isto #414

terça-feira, novembro 21, 2017

Quantas vezes é que é normal ter sexo? As que nos apetecer

segunda-feira, novembro 20, 2017

Há uns meses, uma sex-shop desafiou-me a escrever umas crónicas para a Playboy. A parceria, entretanto, acabou, mas gostei muito de escrever esses textos e acho que há temas que precisam de ser falados com mais espontaneidade, sem que sejam um tabu ou sem que nos sintamos mortificados de vergonha. Porque não há motivo nenhum para isso. Mesmo. Vou partilhar aqui as crónicas que escrevi e vou dar-lhes continuidade aqui no blog. Se dentro do tema sexo/relações houver outras questões que gostassem de ver abordadas, sintam-se à vontade para as partilhar, que eu tentarei dar resposta. Fica a primeira crónica:


Se aos 20 as conversas sobre sexo giram muito em torno de novas conquistas, novas posições ou novas fantasias, muito ao estilo “fiz e aconteci”, aos trinta (e muitos) o tema deu uma volta de 180 graus e é mais do género “quantas vezes é que é normal ter sexo?”. O assunto, invariavelmente, é puxado por gente casada e/ou que já está numa relação para aí desde 1750, e que começa a perceber que, ao que tudo indica, os tempos áureos da vidinha sexual já lá vão.

A Pipoca responde... ou tenta,vá #48: calças para trabalhar

segunda-feira, novembro 20, 2017
E aí, galera? Tudo em cima? Tudo legau? Tudo já às voltas com o Natal? Ora pois muito bem, estamos de volta com mais um consultório Pipoquiano e hoje, graças a Deus, sem ser em torno do tema "bodas & baptizados". Yeaaaaaaahhhhhh! Hoje trago-vos uma perguntinha menos festiva mas igualmente pertinente. Ora atentem:

"Olá Pipoca!
Preciso de uma ajudinha no que toca a partes de baixo, leia-se calças! Mudei de trabalho e preciso de ter um ar mais profissional/elegante para o dia-a-dia e para as reuniões em representação da instituição para a qual trabalho. Ora, aparentemente, eu passo dos 8 aos 80, ora visto calças de ganga ou calças em que fico a parecer uma década e meia mais velha (do género quinquagenária). Será que me podes ajudar com algumas dicas?
Muito obrigada,
Ana L."

 Olá Ana (que nome incrível). Em primeiro lugar, quero que saibas que o reconhecimento é o primeiro passo para a cura. Sabes que tens um problema e queres resolvê-lo, é de louvar. Em segundo, não estás só nesta luta, a maior parte das pessoas não faz ideia do que vestir quando começa a trabalhar num sítio que impõe um dress code um bocadinho mais formal. É muito fácil sentirmos que estamos a enfiar os nossos lindos corpinhos de 20, 30 ou 40 anos em roupas que parecem ter sido roubadas do roupeiro das nossas avós. E quando o tema é calças parece que fica tudo ainda pior. Raisparta, que não há peça de roupa tão difícil de encaixar como umas calças. Se ficam bem nas ancas ficam largas nas pernas, se ficam bem nas pernas ficam apertadas nas ancas, numa marca vestimos o 36, na outra um 38 entra mesmo à rasquinha, que inferno!

Mas pronto, há mais mundo para além da ganga, apesar de ser com os nossos velhos jeans de sempre que nos sentimos mesmo bem. Dito isto, também não é preciso saltarmos directamente para a secção terceira idade, há várias opções pelo meio. Tendencialmente, em meios mais conservadores tendemos a escolher cores, cortes e tecidos igualmente chatos comá merda conservadores, o que faz com que a tarefa de nos vestirmos diariamente para ir trabalhar seja tão animada como arrancar um rim a sangue frio. Acho que o truque está em procurar opções diferentes, ligeiramente mais fora da caixa, mas sem parecer que estamos preste a integrar o Chapitô. Calma com vocês, ok?

Dica pipoquiana: experimentem. Experimentem muito. Quando tiverem um tempinho livre (eu8 sei que é difícil, mas pronto), façam uma espécie de rally pelas vossas lojas de eleição e até por outras às quais não achem assim taaaanta piada. Experimentem tudo o que vos parecer bonito, mas experimentem também aquelas peças que, assim de repente, jamais levariam para casa. É altamente provável que se surpreendam e que percebam que determinada cor, corte ou tecido, afinal até vos favorece e vos faz sentir assim umas pequenas borboletas no estômago.

Andei à procura de algumas opções, pode ser que sirvam de inspiração.


Comer, fazer e comprar em... Lisboa

segunda-feira, novembro 20, 2017
Não há nada a fazer. Por muito que viaje, por muitas voltas que dê, por muitas cidades que conheça, aos meus olhos Lisboa será sempre a cidade mais bonita do mundo, o sítio onde quero sempre voltar. Claro que ser daqui ajuda muito, mas eu acho, genuinamente, que Lisboa tem um encanto único. E passo a vida a dizer que adorava ser turista só para poder ver Lisboa pela primeira vez, para me deixar deslumbrar. A verdade é que isso ainda me acontece muito, ainda me deixo encantar pela cidade, mas quando a vivemos todos os dias é normal que passemos a ter um olhar mais viciado. Por isso invejo muito os turistas que têm a oportunidade de ver Lisboa pela primeira vez, deve ser uma sensação de arrebatamento absolutamente incrível. Muitos de vós passam a vida a pedir-me dicas do que ver, fazer ou comer em Lisboa e eu acho que a cidade nunca esteve tão efervescente como agora. Todos os dias há novas lojas, novos restaurantes, novas zonas a emergir, acho que Lisboa nunca teve tanta energia como agora. Posto isto, aqui ficam algumas dicas. E se quiserem partilhar outras sintam-se à vontade, que apesar de conhecer muita coisa sinto que ainda tenho muita Lisboa para descobrir.

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