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Quartos para estudantes: está tudo doido

quarta-feira, setembro 19, 2018
Quando me candidatei à faculdade escolhi todas as opções de jornalismo que havia no país. Eram cinco, por isso a sexta hipótese foi para a faculdade de Direito de Lisboa. Não era exactamente o que queria mas, se tudo o resto falhasse, era uma opção a considerar, até porque não ia ficar parada um ano. Entre as opções de jornalismo, algumas eram fora de Lisboa. E, apesar de eu querer entrar para a Nova, até não me desagradava a ideia de ir para outra cidade e sair um bocado da asa dos pais. Mas não gostava de saber que isso ia representar mais um encargo para eles Acabou por não ser preciso: entrei na Nova, fiquei em Lisboa, correu tudo pelo melhor. Posto isto, não tenho bem ideia de como funcionava o mercado de arrendamento de quartos na altura. Tinha várias amigas de fora de Lisboa, umas partilhavam quartos, outros tinham casas só para elas, mas acho que era uma coisa relativamente tranquila e com valores acessíveis qb. Muiiiiiito longe do cambalacho de hoje em dia.

Nos últimos tempos saíram imensas notícias sobre a loucura que é conseguir arrendar um quarto, sobretudo em Lisboa. Os preços dispararam completamente

Tuc Tuc, quem é? É um Outono cheio de cores

segunda-feira, setembro 17, 2018


Não sei se já se deram conta, provavelmente estão a tentar ignorar o facto, a fingir que nem estão bem a perceber o que está a acontecer, não é? Pronto, então obrigam-me a ser eu a portadora de más notícias. Preparados? Cá vai: faltam menos de duas semanas para o Outono. Imagino que aí desse lado a vossa reacção tenha sido qualquer coisa como "Oiiii??? Duas semanas para o quê? Então mas o Verão ainda nem sequer chegou!". Pois, percebo perfeitamente, também me sinto um bocadinho assim, defraudada pelas estações do ano. E não é só por ter estado grávida e ter tido um bebé que se armou em espertinho e veio dois meses mais cedo, para dar cabo das férias todas. Não. É que este ano o tempo esteve assim a atirar para o estranho, parece que nem foi bem, bem Verão a sério. E agora, tau!, toma lá com o Outono que é para aprenderes.

E o que é que vem com o Outono? O frio, a chuva, toda a gente mais enervada e os portugueses todos vestidos de preto/cinzento/azul escuro. Não há volta a dar, somos muito conservadorzinhos na hora de vestir, mais ainda no tempo frio. Parece que vem mal ao mundo se ousarmos sair à rua com um casaco assim num rosa-pop ou num verde-txanan. Mas pronto, já que nós, adultos, somos uns chatos, ao menos que os miúdos possam ser miúdos e ter o roupeiro cheio de cor. É essa a proposta da Tuc-Tuc para a estação que chegue: roupa com cor a saltar por todo o lado, divertida, com detalhes diferentes e os já famosos padrões "tuctuquianos".

Como sempre, a nova colecção traz várias linhas que exploram a imaginação e a criatividade das crianças, como se vê no vídeo de apresentação da colecção em que uma data de miúdos giros são deixados à solta para explorar uma biblioteca. Há coisa melhor e que fomente mais a imaginação do que os livros? São amigos para a vida toda. Este ano, uma das temáticas é inspirada numa relação mais global com o meio ambiente, ao mostrar a riqueza e os mistérios do planeta, assim como influências da diversidade cultural no mundo inteiro. Mas também não faltam monstros, flores, um tema rock,  mensagens divertidas ou padrões geométricos espalhados por casacos, parkas, calças, sweats, vestidos, mochilas, galochas, gorros e muiiiito mais. E, claro, tudo cheio de cor.

Aqui ficam algumas sugestões para animar o Outono/Inverno da criançada.

Lisboa: esta cidade não é para bebés

quarta-feira, setembro 12, 2018
A rede de ciclovias em Lisboa cresce a olhos vistos e ainda bem. Digo-o sem ponta de ironia. Numa cidade cada vez mais caótica, em que é hora de ponto a qualquer altura do dia, em que envelhecemos oito anos para fazer meia dúzia de quilómetros, é bom que se pense e se facilite a vida a quem recorre a soluções de mobilidade alternativas. E, de facto, vêem-se cada vez mais pessoas de bicicleta, trotinete, skate eléctrico, etc e tal. Perfeito, aplaudo de pé. E já que a Câmara de Lisboa está tão moderninha, e progressista e virada para o futuro, aproveito o embalo para trazer uma questão do presente: quando é que a cidade vai ser mais amiga dos bebés?

Já tinha pensado nisto umas 50 vezes, mas acho que só hoje enchi o saco. Tive uma reunião de manhã e, como era relativamente perto de casa, achei por bem ir a pé. Mas claro que já não sou só eu, não basta pegar nos meus lindos pezinhos e rumar Lisboa afora. Não. Agora há também uma bebé que, estando exclusivamente entregue aos cuidados de sua mãe - porque o pai já voltou ao trabalho - tem de ser transportada para todo o lado. Onde? No seu carrinho, claro está. Então lá fomos. E ainda só tínhamos percorrido uns 100 metros e já eu estava mais do que arrependida da opção "passeio a pé". 

Manejar um carrinho de bebé no centro da cidade é a versão contemporânea dos Jogos Sem Fronteiras. É uma verdadeira

Olha aí a roupinha catita para o regresso às aulas

terça-feira, setembro 11, 2018

Setembro e Março são assim aquelas alturas em que me dedico a tirar TUDO o que habita no armário e nas gavetas do Mateus para ver o que se aproveita para a estação seguinte. Regra geral, é pouco o que sobra, porque os sacanas dos miúdos crescem que se farta.  Claro que nós, pais, estamos sempre em negação, do género "tem cinco anos mas acho que estas calças de três ainda servem lindamente, também se ficarem um bocadinho mais curtas não faz mal, é da maneira que areja os tornozelos". Mas pronto, depois rendemo-nos à evidência de que já quase nada lhes serve e vá de lhes renovar o sotck de roupa que eles irão destruir usar ao longo do próximo ano escolar.


Como o Mateus usa bibe na escola, tento que

Ritual of Holi ou “fazemos tudo para manter os adolescentes felizes”

segunda-feira, setembro 10, 2018

Eu sou pessoa que sofre bastante por antecipação. Ao mesmo tempo que passo a vida a pensar no passado e nas saudades que tenho de uma data de coisas, também passo a vida a pensar no futuro e nas saudades que terei de coisas do presente. Meio confuso? Exemplo prático: no outro dia dizia ao homem que já tinha muitas saudades de a Beni ser bebé. E ele dizia "mas como assim? Ela tem um mês!". E eu tentava explicar-lhe que sim, que sabia disso, mas que já estava a sofrer com as saudades que vou sentir daqui a uns tempos. Olho para o Mateus e vejo como o tempo passou a voar, por isso sei que com ela vai ser a mesma coisa e começo com afrontamentos.

Além das saudades, também me preocupa o que está para vir. Nesta coisa de se ter filhos, parece que o pior está sempre para chegar, passamos a vida a ouvir premonições, do género "espera até ele ter dois anos". Ou "espera até às birras dos quatro". Ou "espera até entrar para a primária". Ou "achas isto mau? Espera pela adolescência". E é esta fase que mais me preocupa, assumo. Não estou preparada. Olhando para trás, e tentando ser o mais isenta possível, eu acho que fui uma adolescente fixe. Terei tido as minhas crises, a minha dose cavalar de parvoíce mas, regra geral, acho que era bastante boa de aturar. Era boa aluna, responsável, nunca fumei, nunca apanhei bebedeiras, nunca dei qualquer espécie de chatice. Mas não sei que espécie de adolescentes é que me sairão na rifa, e isso deixa-me ligeiramente nervosa.

Não querendo embarcar mas já embarcando naquela coisa generalista de dizer "os miúdos de hoje são piores do que os do nosso tempo", acho mesmo que as coisas são mais complicadas para os pais dos tempos modernos. Nem é que os miúdos sejam piores, são é mais desafiantes. Em vinte anos o mundo mudou muito e, basicamente, eles têm tudo à disposição. Desde muito pequenos. Acho que os miúdos são muito mais precoces actualmente, com o que isso tem de bom e de mau. Ouço-os a ter conversas e penso "a sério? Eu só comecei a pensar nisto para aí aos 34 anos!". Mas pode ser de mim, que estou a ficar velha. E depois há aquelas coisas comuns a todas as gerações de adolescentes e que deram origem à expressão "idade do armário": a mania de que sabem tudo, o ignorarem a opinião, os conhecimentos e as experiências de quem já cá anda há mais tempo, os gostos duvidosos (na roupa, na música, na comida, etc), os dramas de meia-noite (tudo é o fim do mundo, ninguém sofre mais do que eles), a apatia generalizada perante qualquer programa ou actividade que se lhes proponha, porque com os pais tudo é uma seca... enfim, só mesmo trancadinhos num armário durante três ou quatro (ou dez) anos.

Esta é a fase em que os pais se desdobram (ainda mais!) para tentar agradar aos seus rebentos e para não terem de estar sempre a levar com aqueles olhinhos adoráveis e revirados. Alegria. O que se quer é alegria. E, talvez com isso em mente, a Rituals acaba de lançar a linha The Ritual of Holi. Precisamente a pensar nos adolescentes e na sua felicidade. Para quem nunca tinha ouvido falar - tipo eu - o Ritual do Holi ou Festa das Cores é uma celebração tradicional indiana, que acontece entre Fevereiro e Março para celebrar a chegada da Primavera e a vitória do bem sobre o mal. Nessa altura, os indianos atiram pós coloridos uns aos outros para que, simbolicamente, se livrem das impurezas emocionais e possam começara do zero. Giro, certo? 

Pronto, vai daí a Rituals chega-se à frente com a sua interpretação do ritual Holi, com uma linha de produtos de banho divertidos e, claro, cheios de cor. Porque a diversão pode estar até nos momentos mais simples. Então e o que é que compõe esta linha? Por exemplo, uma espuma de duche que sai em forma de flor, uma bomba de banho efervescente, uma gelatina de duche, um esfoliante com confettis, uma mousse de corpo crepitante (tipo Peta Zetas) ou uma máscara de borracha. Tudo com cheirinhos óptimos (lírio branco, flor de pessegueiro, antúrio, toranja rosa) e com preços igualmente simpáticos e a pensar nas carteiras dos adolescentes (entre 5€ e 8,5€).


A colecção The Ritual of Holi vai ser lançada nas lojas Rituals no sábado, dia 15 de Setembro, com muitas ofertas, demonstrações de produtos, retoques de maquilhagem e várias outras surpresas. Passem por lá com os vossos adolescentes, caso os tenham e os consigam arrastar, ou mesmo sem eles, que colecções felizes são para todas as idades. =)


Post em parceria com a Rituals





Stikets ou "por que é que ninguém me falou disto mais cedo?"

quinta-feira, setembro 06, 2018

O início do ano escolar traz com ele uma data de tarefas que, quer gostemos ou não, não há como lhes escapar: comprar o material escolar, plastificar livros, dar a volta aos roupeiros e aos sapatos para concluir, com tristeza, que pouco ou nada lhes serve, voltar a impor rotinas, acabar com o regabofe de ir para a cama às tantas da noite... enfim, é o que temos a cada Setembro. Mas, por conversas com outros pais, sei que há uma tarefa particularmente entediante e que, regra geral, é empandeirada para as avós dadas aos trabalhos manuais. E é o quê, é o quê, é o quê? É etiquetar. Pois é, meus bons amigos, ninguém merece. 

Eu não sei se isto se aplica a todas as escolas, mas na do Mateus tudo tem de ir bem marcadinho. E quando digo tudo... é mesmo tudo:

Está em marcha a operação "comer melhor"

quarta-feira, setembro 05, 2018

ACABOU! A-C-A-B-O-U! Declaro oficialmente encerrada a minha época de pequena lontra debulhadora que, nos últimos meses (quase um ano) se dedicou a enfardar tudo quanto lhe apetecia. Eu tinha dito que numa segunda gravidez seria muito mais ponderada com a comida, que tentaria ter uma alimentação mais equilibrada e diversificada mas... não aconteceu. A diversificação ficou-se pelo "como um Bounty ou um Kinder Cereali?". É verdade, tal como na gravidez do Mateus, também nesta acabei por não ter assim grandes cuidados. Podia ter comido menos doces e porcarias? Podia, mas não era a mesma coisa e não teria sido tão feliz. E como o peso estava controlado, como as análises estavam sempre todas ok, a pessoa acaba por se deixar levar por aquela falsa sensação de que pode comer tudo. Quer dizer, poder até pode, mas a factura paga-se depois.

Um mês e meio depois de ter sido mãe pela segunda vez, acho que está na hora de

Passatempo Marshmallow

quarta-feira, setembro 05, 2018
A cada Setembro e a cada vez que ouço "regresso às aulas", é impossível não recuar ao meu tempo escolar. Eu era daquelas que se entediavam de morte com férias de três meses, sobretudo quando era mais pequena. Ali a meados de Agosto já andava eu a desesperar por voltar para a escola, por rever os amigos e, admito, por comprar material escolar novo. Era, sem dúvida, um dos pontos altos do meu ano, aquele momento em que a minha mãe pegava em mim e me levava para escolher cadernos, lápis, guaches e, claro, A mochila. Eu não sei se nos dias de hoje ainda é assim, mas no meu tempo (sim, já sou daquelas pessoas que dizem "no meu tempo"), escolhia-se a mochila que tinha de dar para o ano inteiro, às vezes até para mais do que um ano. E se em Setembro ela entrava na escola limpinha, em Junho parecia que tínhamos andado ao pontapé com ela. Eu queria sempre modelos mais txanan, mas a minha mãe acalmava-me os nervos, lembrava-me que era uma mochila para o ano todo e focava-se noutro tipo de detalhes, como as alças almofadadas ou a forma como assentava nas costas. Sim, porque quem nunca alombou com oito livros numa só manhã de aulas, não sabe o que é uma infância a sério.

Enfim, no meu tempo (cá estou eu outra vez) não havia grande escolha, mas hoje há modelos para todos os gostos e bolsos. Basicamente é só escolher. E como sei que Setembro implica sempre algum (muito!) investimento em coisas para a escola, acho que vão gostar de saber que, em parceria com a Marshmallow temos cinco mochilas para vos oferecer. 


Não têm filhos em idade escolar? E então? Já há um bom tempo que as mochilas deixaram de ser só para a escola, por isso podem concorrer à vontade. E aproveitem para espreitar o site da Marshmallow, porque a oferta de mochilas é imensa, além de malas de ombro, estojos e várias outras coisas que dão um jeitão.

Para se habilitarem a uma destas mochilas no valor de 24,90€, só têm de:

Os piolhos não tiram férias

quarta-feira, agosto 29, 2018

Quando, ao longo deste ano, fiz alguns posts com a Paranix e falei dos ataques de piolhame na escola do Mateus, várias pessoas me disseram que era uma exagerada, que era tudo mentira, que era só uma aldrabice que eu inventei para poder falar de produtos para os piolhos. Meus amigos, era bom que assim fosse, mas a realidade supera mesmo a ficção. Dei-me ao trabalho de contar e, só neste ano lectivo (entre Dezembro e Fevereiro, aparentemente a época alta do piolho), foram SEIS os e-mails que a escola enviou com o tradicional "Pediculose- agradecemos que vigiem, cuidadosamente, a cabeça dos vossos filhos". A pessoa não precisa de inventar nada, o piolho supera a ficção e temos de levar com ele.

Infelizmente, a coisa não se cinge ao tempo de aulas. Antes fosse. A triste realidade é que eles também atacam nas férias, quando uma pessoa quer pensar em tudo menos em piolhos. Verão é para praia, piscina, calor, jantaradas até tarde, miúdos à solta, não é para andarmos a inspeccionar-lhes cada centímetro do couro cabeludo em busca de criaturas nojentinhas. Mas é precisamente quando baixamos o flanco e pensamos "ahhhh, não, de certeza que os piolhos também foram de férias para Benidorm", que eles dão um ar da sua graça. 

Andei a ler umas coisas e parece que é mesmo verdade:

Um mês de Benedita

terça-feira, agosto 14, 2018

Há um mês eu estava a chorar. Podia ser mais cedo, podia ser mais tarde, a hora é indiferente. Provavelmente eu estaria a chorar, porque foi assim que passei o dia - esse e os seguintes - desde que a Benedita nasceu e a levaram para a incubadora. Eu já sabia que ela ia nascer mais cedo, a probabilidade de isso acontecer era grande, estava preparada, não era novidade. Mas a única maneira de se sobreviver a uma gravidez, sem enlouquecer, é varrer da mente todas as coisas que podem correr mal, e que são tantas. Não é fingir que elas não existem, é só fintar o cérebro para que se dedique a funcionar de forma exclusivamente positiva. Sendo uma pessimista nata, fui tentando pôr isto em prática. E, por isso, a hipótese de ter um bebé e de o levarem logo de seguida para uma incubadora, não estava nos meus planos. Mas foi o que aconteceu. A pediatra da Benedita começou a preparar-me ainda antes da cesariana, "olha que ela deve precisar de ficar internada três ou quatro dias", mas achei sempre que não, que mesmo sendo prematura ia nascer fresca e fofa, pronta para a vida, tal como o irmão. Só que afinal não.

No bloco de partos pude olhar para ela um ou dois minutos, talvez menos. Depois levaram-na e começaram os dias mais difíceis da minha vida.

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