Segue-se a categoria "não fiquem tristes, também estavam bem". Ou seja, não são os meus preferidos da vida, mas não estavam mal:
Ana Marques. Este foi outro vestido que não recolheu muita simpatia por aí, mas eu gosto deste estilo (ah, e tal, mas a Ana Marques está muito magra... sorte dela). Para mim, o big fail aqui foi o penteado, muito Dallas ou Miss Portugal 1954.
Ana Moura. É linda, veste-se muito bem e, claro está, tem um vozeirão. Ma agora deu-lhe para usar extensões quase até ao rabo, qual promessa cigana (se não são extensões, então foi um milagre que baixou ali, porque ia jurar que tinha o cabelo bem mais curto há não muito tempo).

Eu desconfio que deve haver ali qualquer coisa no contrato das apresentadoras do Fama Show, uma qualquer cláusula que as obriga a andar sempre meias desnudas. Só isso explica que, efectivamente, apareçam sempre bastante descascadas nestes eventos. O meu problema com este vestido da Andreia Rodrigues, que até é bem giro, é não obedecer à lei da compensação: ou seja, se mostra em cima, tapa em baixo, se mostra em baixo tapa em cima. Aqui mostra em cima, mostra em baixo e mostra nas costas (que eram lindas). Juro que houve ali momentos em que vi muito mais do que aquilo que desejava. Também tenho algumas reservas quanto às sandálias. Assim vistas de frente até são bonitas, mas depois vai-se a ver e são sandálias de cunha branca. Naaaaaaa!
Ouvi cobras e lagartos sobre o vestido da Carolina Patrocínio mas, sinceramente, não percebo muito bem porquê. Não é um vestido de babar, daqueles pelo quais uma pessoa se sente tentada a assaltar um banco para o ter, mas é bonito e fica-lhe bem.
O vestido da Cláudia Vieira foi o que mais dúvidas me suscitou. Ponto prévio: ela é muito gira, está sempre em forma e se há alguém que aguenta este vestido, sem dúvida que é ela. Mas para além de ter um corte muito parecido ao que usou o ano passado, acho também que a ligação entre a parte de cima e a parte de baixo não jogam. A primeira coisa que vi foi as costas e achei fantástico. Mas depois vi de frente e fiquei a achar que havia ali uma clara ligação entre um top de ginástica sofisticado com um lençol preso na zona do peito. Não sei, não sei... é esquisito.
Dânia Neto. O vestido não é feio, não mesmo, mas não sei se é a postura (eu não disse que a perninha de fora foi o prato forte da noite)?, se o sapatunfo, se a própria da Dâniazinha... Não sei, o conjunto não me inspira confiança.
Sim senhora, é inegável que o vestido da Diana Chaves é bonito e lhe fica bem, mas também é inegável que é altamente inspirado no Dior que a Jennifer Lawrence usou nos (outros) Globos de Ouro (imagem abaixo). Está bem, já muita gente disse que isso não interessa nada, que o que interessa é estar bonita e que todos os estilistas se inspiram uns nos outros. Mas há inspirações e inspirações. E a Micaela Olveira podia não se ter inspirado num vestido super marcante e que foi apresentado há dois ou três meses. Ainda está muito fresco na memória. É chato.
Sinceramente, acho que a Fernanda Marinho (a mulher do José Fidalgo) é sempre esquecida naqueles tops da mais elegante. É muito sóbria nas escolhas que faz, mas está sempre impecável.Acho este vestido mesmo muito bonito. Já não acho tanta graça à clutch da Feira de Artesanato da FIL.
Adoro o vestido de inspiração vintage da Inês Castel-Branco. Mas depois não percebo o que raio ali faz aquela clutch prateada com uma caveira em strass. Se calhar era para dar um toque de irreverência, mas foi ao lado. Quanto à Margarida Vila-Nova, seja muito bem-vinda ao país que a viu nascer, uma das melhores actrizes que temos. Mas também não precisava de ter recorrido a um vestido manufacturado para um baile de finalistas em 1983.

Rita Ferro Rodrigues. Um grande clap clap clap para a cor, que é linda. Depois, percebo a ideia das alças propositadamente descaídas, mas a criadora fez aquilo tão em baixo que parece só que, efectivamente, as alças estão largas e passaram a noite a cair. Pessoalmente, tenho muita vontade de ir ali puxar o vestido para cima, parece que a qualquer momento vamos ficar com uma visão bastante ampla e desafogada das mamocas da Rita. São detalhes, claro, mas um vestido que marca a cintura tão em cima não pode depois ter um decote tão para baixo, porque parece que o peito está a tocar no umbigo. E não está. Outro clap clap clap para o facto de a Rita ter escolhido uma criadora (ainda pouco conhecida), Didimara. Há que dar oportunidade aos novos criadores.
Eu embirro muito com este tom, mas o vestido da Sandra Celas é catita.
Outra que é gira, gira, gira e depois se me enfia num vestido com um corte super datado e numa cor que em nada a favorece. Sharam Diniz, ficamos à espera de melhor para o ano. E também do uso daquele novo Rexona que não deixa manchas. Não perdi a fé em ti, miúda!
Fotos: Sapo Fama