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A bronca do Megixt

quinta-feira, janeiro 16, 2020


Eh pá, bem sei que não há nada mais irritante do que frases como "estava-se mesmo a ver" ou "eu bem que avisei", mas NÃO SE ESTAVA MESMO A VER que o casamento do Harryzinho com a plebeia da Meghan ia dar para o torto lá para os lados da família real? Não era preciso ser a Maya para ver que o desastre ia acontecer, mais cedo ou mais tarde, por isso não percebo o ar de espanto que algumas pessoas fazem agora, com a notícia de que o casal se quer pôr ao fresco e ir morar para o Canadá. Achavam o quê? Que a Meghan tinha vida para aquelas chatices todas? Se calhar até achou que era giro na teoria, mas depois quando se viu lá metida acabaram-se-lhe logo os ideais monárquicos. Quem nunca?

Vamuláver, não vamos comparar a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras. Uma coisa é a Kate Middleton, que nasceu (ou foi treinada) para aquilo. Era o sonho dela, o sonho da mãe dela, o sonho da avó dela, o sonho da família inteira, todos queriam vê-la princesa. Deve ter passado a vida a

Tragédia do Meco ou "parem de nos causar embaraço"

quarta-feira, janeiro 15, 2020




A Tragédia do Meco foi um dos casos mais mediáticos de sempre em Portugal. Não é todos os dias que seis jovens perdem a vida, assim, de forma tão estranha, tão cruel, tão inexplicável. Chocou-me imenso na altura (escrevi sobre isso em 2014)  e continua a chocar-me agora, de cada vez que se assinala mais um ano. E se a mim me choca, nem sequer consigo imaginar como se sentem aqueles pais, que não só perderam os filhos como andam, desde então, a lutar por justiça. A lutar para que alguém lhes explique o que realmente aconteceu - porque continua tudo no campo das suposições - e para que alguém assuma os muitos erros que foram cometidos ao longo de todo este processo.

A luta levou-os até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que lhes deu razão, e que confirmou o que já se sabia: que a investigação levada a cabo pelo Ministério Público foi pobre e incompetente. Entre outras coisas, recriminam o facto de:
- O Ministério Público por só ter atribuído a investigação à Polícia Judiciária ao fim de dois meses (até lá esteve entregue à Polícia Marítima);
- A casa do Meco não ter sido selada após os acontecimentos: qualquer um entrou ali, a moradia inclusivamente foi limpa e só ao fim de um mês foi feito um exame forense;
- A roupa e o computador do Dux (único sobrevivente) só ter sido recolhida ao fim de TRÊS MESES!
- Terem demorado dois meses a fazer a reconstituição do acidente e a recolher testemunhos dos vizinhos;

Eu, que não sou propriamente uma especialista no assunto, acho que isto foi encarado com uma leveza e leviandade inexplicáveis. Morreram seis pessoas. Seis. Como é que, desde logo, isto não foi levado com mais seriedade? Como é que não se consideraram mais hipóteses? Um crime, por exemplo? Não estou a dizer que foi, sei tanto como vocês, a minha teoria é que aqueles miúdos foram só alvo de uma praxe estúpida, mas todas as teorias tinham de ser postas em cima da mesa. Mas não, contaminaram toda as provas, deram tempo para que tudo pudesse ser adulterado, e ao fim de meses lá se decidiram a levar a coisa a sério. Meses esses que teriam sido imprescindíveis para apurar uma data de coisas importantes.

É isso tudo que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condena. Basicamente, vem dizer que a justiça portuguesa foi incompetente e condenou o Estado a pagar uma indemnização de 13000€ aos pais. Atenção, não é 13000€ a cada um, na verdade é apenas a um dos pais que, pelo que li algures, se dispôs a dividir o valor por todos os outros. E se isto já me envergonha bastante, envergonha-me ainda mais que o Ministério da Justiça admita a hipótese de apresentar recurso para se escusar a pagar este valor. A sério? Mesmo a sério? Depois da forma vergonhosa como encararam este caso, querem mesmo privar os pais deste dinheiro? 13000€ não vai mudar nada na vida deles, valor nenhum paga a vida de um filho. Mas só em despesas processuais, este pai gastou mais de 7000€, presumo que os restantes tenham gasto mais ou menos a mesma coisa. Serem ressarcidos disso era o mínimo dos mínimos.

O que mais importa a estas famílias é saber o que aconteceu e isso, provavelmente, nunca vai acontecer. Vão viver para sempre com esta angústia, com a sensação de que não foi feito tudo, que as pessoas que deveriam ter lutado para apurar a verdade não fizeram o trabalho que lhes competia. E isso, somado à dor de já cá não terem os filhos, deve ser uma coisa insuportável de carregar no dia a dia. Esta decisão do Tribunal Europeu só veio reforçar isso, que houve falhas e que é preciso apurar responsabilidades. Que isso seja feito e que continuem a embaraçar-nos a todos, enquanto portugueses.







Tudo sobre "A Incrível festa dos quase 40"

terça-feira, janeiro 14, 2020

Quem me conhece sabe que festejar aniversários não é propriamente coisa que me assista. Pessoas, faço anos no início de Janeiro, está tudo na ressaca do Natal e ano novo, tudo sem dinheiro, o tempo está uma merda e eu fico com um humor muito pouco recomendável. Entro ali numa espiral meio negra e introspectiva, dá-me para me pôr a pensar na passagem do tempo, em como isto dura tudo tão pouco e mimimi, e então a última coisa que me apetece são festejos. Não aprecio fazer anos, pronto, deixem-me da mão.

Mas este ano, sabe Deus porquê, baixou em mim

Globos de Ouro: vestidos "pior não fica"

sábado, janeiro 11, 2020
Em 1993, a Anna Paquin era aquela menina amorosa que, aos 11 anos, chegou ali e limpou um Óscar de actriz secundária, depois de ter feito uma interpretação brilhante no "O Piano". Mas pronto, a vida dá muita volta, one day you're in, next day you're out, e a Anna tornou-se

Globos de Ouro: vestidos "começamos a derrapar"

sexta-feira, janeiro 10, 2020
Eu confesso que, inicialmente, tinha posto a Charlize na lista dos mais ou menos. Estava a deixar-me levar pela emoção. Mas depois pensei que não é isso que as verdadeiras amigas fazem. As verdadeiras amigas não dizem que estamos óptimas quando nos enfiamos numas calças de ganga que, na verdade, nos fazem parecer uma alheira de Mirandela. As verdadeiras amigas dizem

Globos de Ouro: vestidos "eh pá, pronto..."

sexta-feira, janeiro 10, 2020
OMG! A Dakota Fanning está grávida! Pessoas, a Dakota tem sete anos, juro, vi-a ontem no I Am Sam, ela NÃO PODE estar grávida, é um fenómeno do Entroncamento. 

Pronto, já me passou. A Dakota está

Globos de Ouro: vestidos assim em bom (bonzinho, vá)

sexta-feira, janeiro 10, 2020

Eh pá, se calhar é de mim, que já vou para velha e começo a gostar de tudo o que se assemelhe a um pano de cozinha (dão sempre jeito, filhas!), mas eu aprecio este Valentino da Kaitlyn Dever. Até aprecio bastante, se querem que vos diga, e não vou deixar que me convençam do contrário. Em mim  ficaria péssimo (e em vocês também, deixem de estar aí a achar-se), mas olho para este pequeno bouquet da Monceau Fleur e parece que tudo resulta. Ahhhh, sem esquecer o

Globos de Ouro: os melhores. Melhorzitos, vá.

sexta-feira, janeiro 10, 2020
Portanto, acho que podemos dizer, com propriedade, que esta malta de Hollywood desistiu toda, não é? Já ninguém se preocupa em levar daqueles outfits estonteantes, daqueles vestidos que nos davam aquela emoção, aquela lágrima no canto do olho, pois não? Agora vai sempre tudo assim em mais-ou-menos, em não-estou-de-causar-arritmias-mas-também-não-estou-um-caco. Há uma vida que não vejo nada que me faça suspirar, um vestido que me faça querer enrolá-lo em papel de bolhas, que me faça querer conservá-lo em formol. Que falta de respeito para quem vibra com estas coisas. Tanta conversa por causa do Me Too e não sei quê, e esta pouca-vergonha que decorre em todas as passadeiras vermelhas? Com isso ninguém se preocupa? Contra isso não há manifestações? Fica tudo calado só a ver? Cobardolas é o que vocês me saíram.

Bom, toda esta conversa para dizer que nesta última edição dos Globos de Ouro não houve UM vestido que a pessoa dissesse "sim senhor, muito bem, vou então dedicar-me à prostituição de luxo para poder comprar um igual". Nada. Tudo meio sem sal, sem grande história, a atirar para o bocejo. Tirando os vestidos maus, claro. Aí sim, houve rambóia com fartura.

Mas pronto, mantendo a tradição, vamos então aos meus preferidos:


Que eu não me chame Ana Margarida se alguma vez pensei ver a Scarlett a encabeçar a lista dos preferidos. Chego a comover-me. De facto, toda a gente merece uma segunda oportunidade. Ou uma 23ª, no caso da Scarlett. Agora que decidiu ser uma actriz de filmes em bom, deixou-se daquela coisa de andar sempre meio Joana Amaral Dias. Tudo nela é

Fomos ao Wonderland e vamos voltar com um presente para quem mais precisa

sábado, janeiro 04, 2020

As férias dos miúdos são um constante exercício de criatividade para nós, pais. No Verão ainda escapa, espetamos com eles na praia e está o assunto resolvido, mas quando está frio a coisa fica mais difícil. Felizmente, nesta altura natalícia não faltam sítios e actividades um bocadinho por todo o país para entreter a criançada. O Wonderland Lisboa, no Parque Eduardo VII, é um desses espaços e, há uns dias, fomos até lá com a criançada. A primeira missão foi controlar o Mateus, que começou imediatamente a gritar que queria ir à Roda Gigante, e ao carrossel, e à pista de gelo, e à casa do Pai Natal. Sim, tudo ao mesmo tempo, como se tivéssemos o dom da omnipresença. Posto isto, foi preciso pôr ordem na casa e definir prioridades.

O que ele queria mesmo, mesmo, mesmo experimentar era a pista de gelo, mas eu sou pessoa mariquinhas que começa logo a imaginar bacias partidas e rótulas deslocadas, por isso fui tentando distraí-lo com um "vamos só ali ver outra coisa muito gira e já cá voltamos". A verdade é que há protecções para os miúdos, e podem ir agarrados a uns pinguins de plástico, e há por lá monitores sempre prontos a dar uma mão, mas eu ainda tenho alguns pesadelos com um trambolhão que dei na pista de gelo do Rockefeller Center, há uns anos. Claro que eu já devia saber que não nasci para estas coisas, que mais vale ficar só a assistir, mas decidi arriscar e o meu cóccix ia indo desta para melhor. Adiante!

Começámos pelo comboiozinho, uma coisa assim mais suave e adequada à minha idade. A Beni foi ao meu colo e ficou maravilhada com a viagem. Depois passámos para a Roda Gigante, que já é um clássico. Todos os anos vou lá com o Mateus. Porque ele acha giro ver a cidade lá de cima e porque eu acho giro ver o Marquês de Pombal e pensar que em Maio lá estaremos, se tudo correr bem e se o Benfica não se armar em parvo.


Acabámos a visita ao Wonderland com a minha parte preferida: enfiar o nariz em todas as lojinhas e barraquinhas de comida. Estive ali muito indecisa entre as farturas e o pão com chouriço, mas o pão com chouriço levo a melhor. Duas vezes, porque aviei logo um e comprei outro para levar para casa. 

Porque esta época é também uma das mais solidárias do ano, o Wonderland desafia os portugueses a participarem na iniciativa "Um Presente a Mais Para Quem Tem Menos". Se, como eu, sentem que os vossos filhos também receberam coisas em excesso e que podem partilhar com quem tem menos, podem passar até amanhã, dia 5, na Casa do Pai Natal e deixar um brinquedo ou uma peça de roupa (novos ou em bom estado). Há uma equipa de duendes que recebe e embrulha os presentes, que serão depois distribuídos a crianças ao abrigo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Aproveitem o domingo para ir dar uma volta em família e para reforçar aos miúdos a importância de partilhar. =)



Alegria, alegria! Os ténis vieram para ficar!

quinta-feira, dezembro 12, 2019


Longe, MUITO LONGE, vão os tempos em que eu me desgraçava violentamente a comprar saltos altos. Adorava, calçava-os todos os dias, não me custava nada ir trabalhar empoleirada nuns saltos de 12 centímetros, a fazer gincanas na calçada portuguesa para não partir os dois tornozelos. Se tenho saudades desses tempos? Zero. Ao ponto de já nem me lembrar da última vez que investi em saltos altos. Quer dizer, mentira, comprei três pares para usar durante a tour de stand-up, mas acho que isso não conta. De resto, se querem ver-me feliz é a comprar calçado rasinho. Botas, botins e, claro, ténis!

Eu não sei muito bem quem é que se lembrou que de ténis é que uma pessoa está bem e decidiu democratizar o seu uso, mas vai já daqui o meu aplauso. De pé. Porque, de repente, passou a ser uma cena cool e altamente aceitável usar ténis numa data de situações. Para ir trabalhar, para ir a uma festa, para usar com vestidos, com fatos, com TUDOOOOOOO! E eu ergo as mãos ao céu, em jeito de agradecimento a todos os santinhos, porque tornei-me a maior fã desta moda. E que eu acho que nem sequer é uma moda, uma coisa passageira, acho mesmo que veio para ficar. Alegria, muita alegria.

Pequeno problema: agora tudo o que é marca parece apostada em arruinar-me, porque lançam modelos giros para aí a cada sete segundos. E eu fico um bocado ensandecida. Se vos dissesse a quantidade de ténis que entraram cá em casa só neste ano, vocês podiam internar-me. E com razão. É que isto está assim a ficar ao nível do compulsivo. Vou-me desculpando, digo para mim mesma que praticamente já só ando de ténis, que se os estimar bem pode ser que um dia sirvam para a Benedita, mas pronto, tenho perfeita noção de que isto já está assim meio doentio.

A culpa, como disse, é das marcas, que estão sempre a inventar novos modelos. Por exemplo, a New Balance, marca que sempre adorei (os primeiros que comprei foram uns 574 amarelos, em 1999!) e que agora se lembrou de lançar dois novos modelos dentro da mais recente tendência de ténis. Sim, porque isto há tendências dentro das tendências. E depois dos chunky sneakers (ou ténis traineira, como o meu homem, na sua ignorância, lhes chama), agora temos os todo-o-terreno, ténis que se inspiram nos modelos de trail mas que podem (e devem) perfeitamente ser usados em looks mais descontraídos.



Então, os dois novos modelos da New Balance são os 850 All Terrain, um modelo de lifestyle assim mais robusto e com influência nos trilhos. Têm uma sola mais grossa, inspirada no modelo original 850, mas são super confortáveis e óptimos para usar no dia-a-dia. O outro modelo são os Hierro v5 (que estou a usar nestas fotos), e apesar de serem um modelo de trail dedicado inteiramente à actividade ao ar livre, eu acho que também são perfeitos para a vidinha de todos os dias. Além de que se adaptam a uma data de looks, dos mais fashion-coiso ao mais clássicos. 

Ambos os modelos estão disponíveis em várias cores. Os 850 All Terrain custam 140€ e os Hierro v5 custam 130€.

Post em parceria com New Balance 



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