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Crédito à habitação ou "ah, então é isto o mundo dos crescidos"

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Já com uma casa em vista (figas! Façam muitas figas!) começou agora a fase de fazer a peregrinação pelos vários bancos para ver qual será o sortudo que nos irá conceder um crédito. Sim, gosto de ver sempre o copo meio cheio: não somos nós que temos a sorte de ter um banco que nos queira dar uma mãozinha, o banco é que vai ter o enorme privilégio de nos acolher no seu seio, de receber mensalmente a nossa esforçada contribuição*. Atitude! Atitude é o que é preciso.

Ontem comecei a tratar disso e, antes da primeira reunião, confesso que

Hoje deu-me para isto #422

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Penteado dois-em-um com invisibobble

terça-feira, janeiro 16, 2018



Entre as melhores descobertas de produtos que fiz em 2017, um dos lugares de top foi, sem dúvida, para os invisibobble, os elásticos-queridinhos-do-momento. Já tinha recebido alguns em casa, mas a pessoa recebe tanta coisa que às vezes fica difícil experimentar tudo, por isso ficaram guardados numa gaveta até ao dia em que olhei para a caixinha e pensei "ora deixa-me cá experimentar isto". Fosse a cena passada num filme e haveria luzes, sons angelicais e efeitos especiais vários, tamanha a epifania que se deu na minha vida.

Eu ando sempre de elástico no pulso. Sempre. Para mim, é uma coisa tão natural e obrigatória como lavar os dentes. Até posso passar dias sem prender o cabelo, mas o elástico tem de estar lá. Estão a ver aqueles elásticos de tecido, que às tantas já estão cheios de borbotos e de fios a sair, de tanto uso que se lhes dá? Pronto, era desses. Era, porque depois os invisibobble entraram na minha vida e tudo mudou. Para melhor.

Para quem vive em Marte ou esteve preso nos últimos tempos, os invisibobble são os elásticos em forma de espiral, feitos em resina artificial, que não marcam nem danificam o cabelo, que o suportam facilmente, que são fáceis de remover e que não causam nenhum incómodo nem magoam o couro cabeludo. Além disso, e porque são giros, podem andar no pulso, sozinhos ou misturados com pulseiras, como se de um acessório se tratasse.

Há inúmeras cores e vários modelos disponíveis: os Original, os Nano (perfeitos para alguns penteados ou para prender tranças), os Power (recomendados para quem faz desporto e precisa de mais fixação), os Slim (uma versão mais fina e elegante) e os Kids (os que o Mateus usa para jogar à bola). Os valores variam entre os 3,55€ e os 4,95€ e encontram-se facilmente à venda em farmácias e parafarmácias.

Talvez por saber que eu sou um pessoa "ligeiramente" preguiçosa no que toca a experimentar novos penteados, invisibobble desafiou-me a criar um penteado que, basicamente, é um dois-em-um, usando vários elásticos da marca (três, para sermos mais precisos). Tive a ajuda de uma hairstylist da marca que me explicou como fazer um penteado de dia e transformá-lo num penteado de noite, tudo isto em menos de cinco minutos. Vejam o vídeo acima, porque é mesmo MUITO fácil. 

Se ainda não experimentaram invisibobble, tratem disso. Um pequeno passo para o mundo, um passo gigantesco para os nossos cabelos.

Texto em parceria com invisibobble

Diz que está na moda #53: rendas

terça-feira, janeiro 16, 2018
Não é uma tendência novinha em folha, mas apareceu há uns dois anos e tem estado para durar. Rendas. Rendas aos molhos, como se o, até então, reservado mundo da roupa interior saltasse de repente para vestidos, camisolas, calças e sapatos. As rendas estão espalhadas por tooooodo o lado nesta nova colecção, e tanto pode ser apenas num pequeno apontamento (é como eu gosto mais) como na peça toda. E eu sei que está frio, mas há agasalhos muito jeitosos, por isso não me venham cá com desculpas para não usarem uma rendinha de quando em vez.

Escandaleira da semana #3: Super Nanny

terça-feira, janeiro 16, 2018

Uma das resoluções de ano novo foi desinstalar o Facebook do telemóvel. Já tinha falado sobre isso, que andava a ficar nervosa com o excesso de tempo que as redes sociais me consumiam, por isso a 1 de Janeiro o Facebook saltou do iPhone. Não saltou da minha vida, não apaguei a conta, caaaaaaalma, baby steps, mas a verdade é que passo lá agora muito pouco tempo. Não tenho, nunca tive, pachorra para estar a percorrer o mural do Facebook no computador, era uma coisa que fazia essencialmente no telemóvel, nos tempos mortos, ou quando ia para a cama, por isso agora ando por lá cinco ou dez minutos por dia, e está mais do que bom. Problema: demoro mais tempo a perceber as polémicas do momento. Geralmente, tem de ser alguém a perguntar-me "viste não sei quê?", ou algum leitor a enviar-me um mail a perguntar se posso comentar não sei que assunto. Só assim é que percebo que há nova escandaleira no pedaço.

E é por isso que só hoje trago até este humilde lar o tema "Super Nanny". Para quem, como eu, também tem vivido numa realidade paralela, "Super Nanny" é o novo programa da SIC, estreado na segunda-feira. E consta do quê?

Do you have to let it linger?

segunda-feira, janeiro 15, 2018


Sempre que o "Linger" passa na rádio eu volto a 1994. Tenho 13 anos, uma miúda escanzelada que veste dois pares de calças porque todos os dias, todos os dias, é gozada por ser esquelética. Volto aos corredores do liceu Passos Manuel, a mochila pesadíssima de todos os livros que tenho de carregar. No estojo de lata, o nome "Diogo" escrito, a minha paixão impossível, um miúdo "muito" mais velho, para aí com uns 16, que nem sequer sabe que eu existo. A voz da Dolores O'Riordan, a vocalista dos Cranberries, canta "but i'm in so deep / you know i'm such a fool for you"e eu tenho a certezinha que ela escreveu aquilo para mim, porque também já teve 13 anos, também já teve o coração partido, também já  sentiu que era aquele ou era mais nenhum, também viveu toda a fatalidade com que se vive naquela idade. O mundo todo contra nós, a incompreensão, a sensação de estarmos sempre deslocados. E depois havia o "Dreams", que mudava tudo, e afinal já sentíamos que tínhamos a vida toda pela frente, que o mundo estava aos nossos pés, que podíamos ser tudo aquilo que quiséssemos. 

Li há pouco nas notícias que a Dolores morreu. Cresci, os Cranberries foram à vida deles, eu à minha. Não os ouvia há uma vida, só os hits antigos que iam passando na rádio. Mas esta notícia foi um murro no estômago, porque à conta das músicas deles as memórias daquela época quase que se podem tocar. E percebemos que são só isso. Memórias que vão ficando cada vez mais longe

Putos, e deixarem-se de ideias estúpidas?

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Quando uma pessoa chega a determinada idade é impossível não começar a traçar paralelismos do género "na minha altura era diferente". Geralmente, com diferente, queremos dizer melhor, claro. Aos nossos olhos, a nossa geração foi sempre a mais normal, a  mais educada, a mais civilizada, a mais tudo. Regresso até à minha adolescência e, honestamente, acho que foi bastante ajuizada. Não falo só da minha, falo da malta com quem me dava, e não eram propriamente miúdos ricos e de boas famílias. Andei sempre em escolas públicas, tínhamos de tudo, dos mais desfavorecidos aos mais privilegiados. E claro que fazíamos coisas parvas, de certeza que sim, mas não me lembro, mesmo, de termos assim daquelas ideias peregrinas. Tipo, engolir pastilhas de detergente para a roupa.

Pois, leram bem. Ao que parece, este é o novo desafio que anda a entreter os adolescentes americanos: filmarem-se a enfiar uma cápsula de detergente no bucho. Para quê?

A terra tremeu e eu senti!

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Estava aqui em casa, sentada em cima da cama com o computador no colo, quando comecei a sentir tudo a abanar, cama incluída. Enviei mensagem ao homem, que me ignorou olimpicamente: "deve ter sido o vizinho". E é isto, uma pessoa corre praticamente risco de vida, sobrevive quase como por milagre, e é brindada com esta indiferença. Claro que fui logo ao melhor sítio para colectar notícias fidedignas: o Facebook (esqueçam a televisão, levam uma vida a actualizar as notícias) e já lá estavam vários amigos e conhecidos a dizer que também tinham sentido. Menos mal, ao menos a pessoa percebe que não está demente ao ponto de achar que a casa está a abanar. Por outro lado, percebi o que percebo sempre nestas situações: em caso de um sismo daqueles valentes, a minha capacidade de reacção é muito semelhante à de uma anémona. Deixo-me estar quieta, praticamente sem respirar, a ver para onde é que a coisa evolui, em vez de me pôr logo em movimento a tentar encontrar um sítio abrigado e que me desse maiores possibilidades de escapar incólume. Vou ter de rever esta estratégia.

Para já, para já, peço apenas o vosso respeito nesta hora delicada. Acabo de sobreviver a um sismo e ainda estou um pouco abalada com o choque. Talvez leve algumas semanas, quiçá meses, a recuperar. Agradeço, desde já, a vossa compreensão. Obrigada, meus bons amigos.

(vale a pena escrever que estou a gozar? É capaz de ser melhor)

Escandaleira da semana #2: as apresentadores da Eurovisão

sexta-feira, janeiro 12, 2018


Quando decidi chamar a esta rubrica “Escandaleira da Semana” fui, obviamente, inocente. Já devia saber que estamos num país particularmente profícuo no que toda a indignações-de-trazer-por-casa, somos dados a um bom drama, por isso um por semana é pouco. Somos gente capaz de gerar um por dia, que ninguém duvide. Subestimei a nossa capacidade, peço desculpa por isso. Mas pronto, já está, já está, terei de viver para sempre com isto.

Booooom, a mais recente escandaleira tem a ver com a apresentação do Festival da Canção que, como sabem, este ano (e graças ao cutxi-cutxi do Salvador Sobral) vai acontecer em Lisboa. Houve vários apresentadores a fazerem-se ao cargo, que era o sonho de uma vida, que desde pequeninos que não perdiam um Festival da Canção, que sabiam de cor o “Ele e Ela”, o “Oração” ou o “Não Sejas Mau Para Mim”, mas a RTP não foi de modas e escolheu quatro gostosonas mulheres: Catarina Furtado, Sílvia Alberto, Filomena Cautela e Daniela Ruah (para dar aquele ar internacional). Pimbas!

Muitos homens vieram apontar o dedo, sublinharam a injustiça de só terem sido escolhidas mulheres (tantas? Para quê? E nem um homem?), mas as (so called) feministas

Diz que está na moda #52: passarada

sexta-feira, janeiro 12, 2018
São pássaros, senhores, são pássaros, e estão em voo livre por tudo quanto é loja. Ele é em vestidos, em camisas, em sapatos, em peças decorativas, é escolher!

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