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domingo, agosto 31, 2008
Benfica Vs. uramaki california

Ontem, em vez de ir ver o derby, preferi ir comer japonês até rebolar. Desliguei o telemóvel, para não me enervar e para não ficar com um sashimi de salmão ali encravado, que eu já sei como é que é, há sempre um conjuntinho de anti-benfiquistas prontos a moer-me o juízo a cada golo que o Glorioso sofre (caso raro mas que acontece de quando em vez). E eu, que até já dei por mim num copo-de-água e num concerto do Camané de phones nos ouvidos, a ouvir o relato, aguentei estoicamente. Até ao final da primeira parte. Nada mau. Depois disso a ansiedade tomou conta de mim e lá liguei o telemóvel. E levei logo com um "e biba o puerto, carago!". Tratei logo de enviar duas ou três mensagens para apurar o resultado, a ver quem me respondia mais depressa. Imaginei que já estávamos a levar uns quatro ou cinco. Mas não, a perder por 1-o, penalti, ainda por cima. Oh, vida! A coisa piorou. Novo pi-pi-pi do telemóvel: "agora entrou a Amélia no Benfica, e isso é bom para mim, mas mau para ti". Pois. Péssimo. Vi logo tudo mal parado. Mas não. Minutos depois, a mesma alminha tripeira teve a bondade de me avisar do empate. Mas isto com o Benfica já se sabe que as alegrias duram segundos. E quando o telemóvel apitou outra vez e eu, na minha inocência, achei que já estávamos a ganhar e a fazer o gesto da pilinha aos portistas, não..."empatámos, mas o Katsouranis foi para a rua logo a seguir". Baaaaah! Uma miséria. Ainda bem que investi os 30 euros do bilhete em três horas a enfardar sushi sem parar.
domingo, agosto 31, 2008
Há dias em que eu penso que a vontade de escrever me passou de vez, que nunca mais na vida voltarei a redigir uma palavra que seja, enough is enough.

Depois passa-me.
sexta-feira, agosto 29, 2008
Aqui vão ser felizes



sexta-feira, agosto 29, 2008
Prontinho, já está

De manhã, pela fresquinha, lá estava eu, pronta a dizer adeus aos meus pontos, com os quais convivi ao longo de mais de uma semana (e uma pessoa afeiçoa-se, não é?). Portei-me lindamente. Nada de lágrimas, nada de gritos. Claro que assim que entrei perguntei logo "vai doer muito?????", e pus um ar tão compungido e sofrido durante o processso (que durou para aí 27 segundos), com as mãozinhas entrelaçadas junto ao peito, em tensão, que o enfermeiro teve que dizer "tire lá essa cara que de certeza que isto não está a doer". Pois, de facto não estava, mas há que dar algum drama à coisa.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Pipoca tem fome...

Eu gostava, mesmo, que quando anuncio que estou de dieta não me lançassem olhares de desdém/ironia, enquanto perguntam, com enfado e pouca crença, "aaaahhhh... 'tá bem... dieta para quê? Vais perder peso onde? Nas orelhas?". Ora bem, meus amigos, passo então a explicar. Se calhar começamos pela definição de dieta, para facilitar. Segundo o Priberam, dieta é um "regime especial de alimentação". Diz ali que é para emagrecer? Diz? Diz? Não diz, pois não? Ora em assim sendo, vamos começar por estabelecer que há dietas para todos os tipos, inclusive para engordar (txaraaaaan!). E se o meu peso está ali no limiar da áfrica subsariana (apenas em comparação com a altura, porque à vista ninguém diria), já a massa gorda que abunda neste corpo é outra conversa. A palavra do nutricionista foi, para ser mais ilustrativa, "assustador". Coisa que eu já sabia, que já me tinham dito o mesmo no ginásio, e os níveis de colesterol assim o confirmavam (pra cima de 200, meus bons amigos). Foi por isso, e consciente que só como merda e que não mexo este rabo, que me arrastei para um nutricionista, porque se puder evitar um enfarte aos 27 anos é capaz de não ser má ideia. E pronto, pôs-me a dieta, com o magnífico objectivo de ganhar peso e perder massa gorda. A primeira parte eu até conseguiria cumprir na perfeição, se não estivesse aliada à segunda. É que o homem quer que eu ganhe peso, mas não quer que eu coma gelados, nem chocolates, nem doces assim em geral, nem batatas fritas, nem sandochas daquelas mesmo boas. Como é que isto vai acontecer, meu querido, como? É que à noite, no quentinho da minha cama, a ler ou a ver televisão, dão-me os ataques e sou capaz de revirar a casa toda em busca dum doce. Um docinho que seja. Uma goma, um rebuçado, uma bolacha, qualquer coisa. E mando uma tablete abaixo em menos de nada, e se for preciso até lambo o papel. E agora isso acabou. Pelo menos durante um mês, os doces estão completamente proibidos (se for ao ginásio posso cometer uma loucura uma vez por outra, se não for, no way... o que me faz pensar que se calhar vale a pena o esforço, só para poder comer uma bolachinha do Subway uma vez por semana). Se daqui a um mês os valores tiverem diminuído, os docinhos serão integrados na dieta, aos poucos (sim, sim, sim, sim!). Até lá, oito refeições por dia, com 75 mil doses de fruta (diz que substitui a necessidade de doces mas, pelo menos comigo, não está a resultar, que ainda hoje olhei para um Milka que estava na cozinha e a minha mãozinha já se estava a dirigir para ele, com tremuras). E apesar de praticamente só não poder comer doces, fritos e beber refrigerantes, parece que estou sempre esfomeada, parece que estou sempre a contar os minutos até à próxima (mini) refeição. Até o meu estômago de lontra se habituar a isto, vai ser difícil. É que eu lá sou pessoa que fique bem só com uma tostinha com queijo e um sumo ao pequeno almoço? Não sou, pois que não sou. E agora que olho para o relógio, vejo que está na hora do chá verde com meio pãozinho com fiambre (de peru, claro...). Lucky me! Por isso parem de ignorar a minha dieta, que eu sou uma Pipoca com fome.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Mais em Setembro

Setembro é uma loucura, acontece tudo e mais alguma coisa. Deve ser para compensar o tédio que é Agosto (passo metade do dia a bocejar). Ora bem, desta feita a sugestão para Setembro (mais precisamente para dia 9) é o novo álbum dos Luiz e a Lata, que são uma jóia de moços. Chama-se "9" e leva o selo de aprovação da Pipoca, que já ouviu e gostou. Só pela última música, cantada com a Sara Tavares, já vale bem a pena o investimento. Podem-se ir inspirando aqui.
terça-feira, agosto 26, 2008

A Pipoca quer!

A Pipoca esteve neste concerto. E foi tão lindo! E agora quer o cd/dvd lá gravado. E é uma edição limitada da Fnac. A Pipoca quer! Quer quer quer!
segunda-feira, agosto 25, 2008
Das amizades I





















Soube hoje que as amizades têm prazo de validade. Eu já desconfiava, mas pensava que era uma coisa que acontecia involuntariamente. Do género, eu não ligo, tu não ligas e, vai-se a ver, o tempo passa sem se dar por isso e um dia deixou de fazer sentido. Cada um à sua vida. O que não sabia é que há amizades que têm o dia do fim marcado. Tipo consulta médica. Mais um bocadinho e até se conseguia ditar a hora precisa em que uma amizade vai acabar. Hoje acabámos a nossa. Eram dez e dez. Se calhar teria acabado mais tarde se, às vinte e três e catorze, eu não tivesse respondido assim. Mas não me apeteceu. Porque as amizades não se cobram, mas também não se releva tudo, ah, pois não. À sexta, décima falha, só me pode sair um “não estou para te aturar”. Porque não estou. Mesmo. Porque no meu jantar de anos o lugar à minha frente ficou vazio, e não houve sequer uma mensagem que explicasse porquê. Porque perdeste o telefone sete vezes, porque estiveste em baixo oito, porque houve a febre tifóide do amigo, a doença da tia-avó, os esquecimentos, as ressacas, as mudanças de humor, as faltas de apetite, os eternos – e tão literários - desejos de solidão. Não digas que a porta deixou de existir, que eu bati lá vinte vezes. Mas percebo. É mais confortável ficar no caos do sofá a fingir que se é só. Desculpas não aceites (mesmo que não as tenhas oferecido) – era como perguntar quanto tempo duraria a queda.

Das amizades II


















Há quase um ano, num casamento, decidi logo que nunca na vida poderia ser amiga da miúda de sandálias brancas e vestido preto, decotado à frente e atrás. Bonita, demasiado, morena, daquelas que fala, fala, fala e fala. Um estilo que me enerva. Prometi, ali, que não ia gostar dela. Aliás, decidi isso assim que cheguei à igreja e me senti inspeccionada até ao esófago. O ódio confirmou-se quando as sandálias brancas deram lugar a uns Fly maravilhosos, lá mais para o fim da tarde. Numa ida à casa-de-banho fui interceptada. “Desculpa, és a Pipoca não és?”. Que sim, que era, tinha-me reconhecido pela carteira. Que medo. Mais medo teria se soubesse o que hoje sei. Mas não. Ela foi simpática e eu continuei a achar que era demasiado gira para podermos partilhar o mesmo espaço (ainda que se tratasse duma casa-de-banho pouco charmosa). Nunca mais a vi, nunca mais pensei nela. Até que um dia, faz agora meio ano, me chegou um mail. Para partilhar uma história de amor, tão mais triste que a minha (e na qual eu era personagem à força). E para me contar outra, daquelas que eu também quero vir a ter. Seguiram-se dezenas de mails, de conversas virtuais (mas altamente terapêuticas), de conselhos, de palavras honestas, que são as que mais falta fazem. E, há dias, abriu-me as portas de casa. Ofereceu-me o melhor lugar da mesa, com vista para o Tejo à noite. Renunciou à pimenta e à cebola. Deixou-me vasculhar o mundo dela. E não sei se algum dia seremos amigas, que são precisas duas para dançar um tango. Mas um grande passo foi dado.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Coisas que não queremos que um nutricionista giro, novo , olhos azuis, sorridente, aparentemente descomprometido, nos pergunte:

- Consegue ir à casa de banho todos os dias?
domingo, agosto 24, 2008
Vida de lontra

Em jeito de comemoração dos dez anos da Expo (sim, sou daquelas que dirá para sempre Expo, não me consegui afeiçoar a "Parque das Nações"), achei por bem ir ao Oceanário. Primeiríssima visita. Sim, sim, eu sei, uma falha, como é que é possível, blá blá blá, mas na época da Expo estava sempre cheio, e depois o tempo foi passando, passando e, a bem dizer, os bichos também não iam nadar dali para fora, por isso não havia pressa. Depois houve uma promessa, - juraram-me que me levavam a ver as lontras -, que eu percebi que nunca na vida se ia cumprir, por isso achei que já ia sendo hora de ir ver os peixinhos. E fui. E o Oceanário é uma maravilha. Mas para a experiência ser perfeita, só era preciso que à proibição de usar o telemóvel se juntassem outras duas: proibido falar ou emitir qualquer espécie de ruído (ficar uma hora a olhar para o aquário, em silêncio, deve valer o mesmo que dez sessões de ioga) e proibida a entrada a crianças ("mãaaaaaaaaae!! olha os esquilos!!!"....eeerrr... são lontras, estúpida!). E as lontras são, de facto, os bichos mais queridos do planeta, que apetece ir lá arrancá-las da água e esfregar a cara naquelas bolas de pêlo, e eu podia TANTO viver como elas, o dia todo a boiar, ora agora uma cambalhota para refrescar o pêlo, ora agora um peixe, ora agora dormir outra vez. Decididamente, nasci para ser uma lontra.














sábado, agosto 23, 2008
É que está apostadíssimo!
Só ainda não sei quais quero.
Se estes...


... ou estes...














Mas também não há problema. Tenho dois anos (menos um dia) para decidir!
(gostei muito de vocês. Mas assim mesmo muito!)
quarta-feira, agosto 20, 2008
Boletim clínico das 17h30

Pipoca a trabalhar e o pezinho a inchaaaaar....
quarta-feira, agosto 20, 2008
Toda a verdade (ade, ade, ade...)

Submetemos o médico que fez a pequena-cirurgia (ou baby-intervenção) à Pipoca ao teste do polígrafo. Eis os resultados:

À pergunta: "a anestesia é só uma picada ou são mais?", o médico respondeu "é só uma". O polígrafo diz que o médico: MENTIU
A Pipoca foi acometida uma primeira, e mui dolorosa, anestesia, seguida de várias picadinhas para ver se já estava a surtir efeito. Tendo a Pipoca sentido todas essas picadinhas, teve que levar nova dose cavalar. A Pipoca não gostou.

À pergunta: "depois da anestesia a Pipoca já não vai sentir mais nada?", o médico respondeu "já lhe disse que não". O polígrafo diz que o médico: MENTIU
De facto, tirar o sinalito não custou nada, apenas uma ligeira impressão. O mesmo não se passou na altura do senhor coser os pontos. "Eeeerr... está a doer! A sério, está mesmo a doer! Muito! Ai! Está a doer! Mesmo. Senhor médicooooo???". Envolvido pela simpatia que lhe é característica, o senhor disse apenas "pois.... não estava a contar com isto... a anestesia passou mais depressa do que o previsto". Obrigadinha, isso eu percebi. O que eu desejava era que me tivesse dado outra (não sei se isto é possível, que não sou médica, mas pronto), em vez de continuar a dar pontos alegremente, qual costureira sádica.

À pergunta: "o penso precisa de algum cuidado especial?", o médico respondeu "não. É só mudar uma vez por dia e desinfectar com Betadine". O polígrafo diz que o médico: MENTIU
Estava a Pipoca mesmo à beirinha de sair da clínica quando calhou olhar para o seu pezinho e quase desmaiar ao ver que o penso estava ensopado em sangue. Pipoca arrastou-se de novo até ao gabinete do médico (que, claro, já se tinha posto a andar) e perguntou à enfermeira se aquilo era normal. Não, não era. "Sente-se aqui outra vez, que EU faço-lhe o penso". Como quem diz, "o médico é um incompetente que nem umas compressas sabe aplicar, e eu que só por uma décima é que não entrei para medicina é que tenho que andar aqui a fazer pensos, ó cara***".

À pergunta "quando passar a anestesia vai doer alguma coisa?", o médico respondeu "não, no máximo sente uma impressão", o polígrafo diz que o médico: MENTIU.
Pipoca acordou às quatro da manhã com o pezinho a latejar. Levantou-se, deu uns passinhos, e ficou a doer quase ao ponto da Pipoca guinchar. Voltou para a caminha, drogou-se, e só às seis e meia conseguiu adormecer outra vez. Pelo meio viu andebol, voleibol, voleibol de praia, o Pedro Póvoa a apanhar no taekwondo, e ping-pong.

À pergunta "a Pipoca vai poder andar normalmente?", o médico respondeu "sim". O polígrafo diz que o médico mentiu.
Ou isso ou o conceito de "normalmente" varia muito de pessoa para pessoa. Porque com o tamanho do penso que eu tenho no pé, não só ganhei 7 centímetros de altura (apenas do lado direito do corpo, claro), como não consigo assentar bem o pé no chão. E dói! E tenho que me arrastar. Por isso já andei aqui por casa a experimentar umas bonitas e muito sensuais canadianas, e hoje e amanhã é assim que me vou deslocar (ao menos tenho direito a lugar no metro, espero). Só tiro os pontos daqui a dez dias. Nada de praia, nada de vida muito activa.

E não. O Quique não apareceu.
terça-feira, agosto 19, 2008
A égua histérica está a baixar em mim

Não quero ir tirar o sinal. Não quero! Vai doer. Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihhhhhhhhhhhhhhhhhh!

=(
terça-feira, agosto 19, 2008
Medinho

Tenho para mim que hoje vou ter o meu momento égua histérica. Mais precisamente às 18h30, mais coisa, menos coisa. Mais especificamente ali na Cuf Alvalade. Vou ter que ir eliminar um sinal que tem crescido a olhos visto. E sim, eu sei, não dói muito, já tirei uns quantos. Mas este tem a particularidade de ser... na planta do pé. Ora a perspectiva de levar uma injecção na planta do pé (que não é uma superfície propriamente fofinha, vá) é coisa que não me agrada. E tendo em conta as dimensões do desgraçado, desconfio que é menino para ter que levar um pontinho ou dois. E, não sei se já referi, ter uma agulha a trespassar-me a planta do pé, também não deve ser coisa bonita de se ver. Já para não falar do facto de não saber se vou conseguir apoiar a patinha no chão, coisa que muito me enerva. E pronto, são nove e meia e já estou assim, com os nervos esfrangalhados. E com memo, muito medo, de me dar um ataque e terem que me empurrar para dentro do consultário! Se uma égua olímpica pode, eu também posso.
segunda-feira, agosto 18, 2008
(kind of) private joke

É normal que eu não perceba de éguas (histéricas, ainda por cima). Eu é mais mulas.
segunda-feira, agosto 18, 2008
E não páram, unbelievable!

Por favor, acabem com os jogos rapidamente, porque eu não tenho vida para andar a actualizar a listagem de desculpas a cada 34 segundos.

Li agora que na passada sexta-feira a atleta Jéssica Augusto decidiu não participar nos 5000 mil metros, porque já se tinha dado mal nos 3000 mil. Miúda esperta, esta Jéssica. O espírito não é "merda, fiz asneira nos 3000 mil, deixa-me lá tentar redimir agora nos 5". Não, qual quê, vai agora estar a gastar sapatilhas, e caras que estão. A Jéssica vai mas é pôr os pezinhos de molho. "Agora vou de férias. Treinei para os 3000 obstáculos. Não vou aos 5000 metros. As africanas são fortes. Não vale a pena lutar contra elas", diz a pequena. Pois está claro que não, olha agora! E aqui está outra coisa que tem que ser revista para os próximos jogos olímpicos: garantir que os atletas portugueses apenas competirão com atletas mais fraquinhos que eles. É que se não for assim não vale a pena, não nos convidem, que se é para isso nós não vamos.

E com entrada directa para o ranking "Olímpicos 2008- as melhores desculpas" temos Arnaldo Abrantes (uma salva de palmas, quero ouvir, vamos lá), que nos brindou com um 52º lugar nos 200m e a seguinte justificação: "entrar neste estádio cheio bloqueou-me um pouco". E acrescentou que só tinha entrado num estádio assim para ir à bola. Então mas o que é que o pequeno Arnaldo estava à espera? De ir à China e ter um estádio às moscas? Não estará um pouco armado em égua histérica, como a outra? E podia-se ter calado depois disto, mas não, prosseguiu com um "tem de se aprender com as contrariedades. Eu gosto de aprender. Foi bom ter apanhado aqui este banhozinho, esta tareiazinha e agora ir para casa descansar". Pois. Um banhozinho, uma tareiazinha, um 52ºlugar, coisinha de nada. O problema é que quando o Arnaldo diz "aqui" se esquece que está a falar de Pequim, DO OUTRO LADO DO MUNDO. É que parece que está a dizer "fui ali fazer o meu treinozinho ao Desportivo da Bobadela, e agora vou para casa que a minha mães fez almôndegas para o almoço". Então e apanhar uma tareiazinha quando chegar ao aeroporto, que tal lhe parece? É que não é preciso ir a Pequim, em Lisboa tratamos bem do assunto.

A sério, uma pessoa já nem pede que se esforcem para a obtenção de medalhas mas, pelo menos, prometam-nos que vão treinar as desculpas. É pedir muito?
segunda-feira, agosto 18, 2008
Adenda ao post anterior

De facto, fiz um mau trabalho de casa no que toca a pesquisar as melhores desculpas dadas nos Olímpicos. É que escaparam-me duas que têm entrada directa para o pódio:

A primeira é, como já se referiu nalguns comentários, a do lançador do peso, Marco Fortes. ""De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo", disse o lançador do Sporting, de 25 anos, que estranhou o horário da competição". Pois. Eu continuo a dizer que o problema é não lhes explicarem devidamente o sítio para onde vão, e as coisas que têm que fazer. Por exemplo, não custava nada terem explicado ao rapaz que há uma coisa de seu nome "fuso horário", o que pode explicar a tal estranheza de horários. Mas tudo bem, eu percebo, pessoalmente de manhã também prefiro estar na caminha. Isso duma pessoa ter que acordar cedo, treinar, atirar bolas de ferro pelos ares, deslocar-se da aldeia olímpica para o estádio e do estádio para a aldeia olímpica.... cansa. São coisas que cansam , e não matam mas moem, e um atleta não é de ferro. De manhã é na caminha, estou contigo amigo Marco.

E a minha preferida. Quando vi isto juro pela minha saudinha que ri até às lágrimas. É, simplesmente, maravilhosa. A melhor desculpa dos olímpicos vai paraaaaaaaaaa:

Miguel Ralão Duarte, cavaleiro, forçado a desistir porque a égua "entrou em histeria". Diz que se assustou ao ver os ecrãs electrónicos. E parece que estou a ver o pobre Miguel, a empurrar a bicha para o recinto, e ela que não "ai, que estou nervosa, ai que eu não estou bem, ai, não me obriguem, ai que eu fico-me aqui, ai, tragam-me açúcar, ai que eu estou a ver a luz, eu não quero ir, eu já disse que não vou, a sério, se me obrigarem eu guincho! Iiiiiiihhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh". Clap clap clap! A melhor desculpa dos olímpicos.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Lindo serviço, hein?

Já há algum tempo que eu andava para dizer de minha justiça sobre estas Olimpíadas, mas só agora consegui parar de rir com as desculpas dadas pelos atletas portugueses pelas lindas figuras que lá foram fazer (tirando a Vanessa, claro, que mesmo tendo o pai sempre a guinchar atrás dela - "vai Vanessa, tu consegues Vanessa, anda lá, Vanessa, importante é participar, Vanessa, tu és mais forte, Vanessa, dá um beijo à mãe, Vanessa" - lá conseguiu trazer uma medalhinha para compor o ramalhete da desgraceira nacional).


Já se sabe que uma pessoa (reformulo, um português) nunca vai para lá com grandes expectativas, mas pronto, há sempre aquela restiazinha de esperança em que todos os adversários sejam acometidos de uma qualquer virose que nos permita chegar ao ouro. Ao bronze. Vá, a qualquer posição acima do 10º lugar. Mas já que não ganham nada que se veja, o mínimo que se pede aos nossos atletas (?) é que não venham para a televisão, ainda ofegantes, lançar um conjunto de desculpas que fazem a nação ter um bocadinho (de nada) de vergonha. Deve ser do esforço (?), sobe-lhes ali qualquer coisinha à cabeça e vá de dizer a primeira parvoíce que se lembram.


Começámos logo com a promissora Telma Monteiro (um dia gostava de falar sobre a relação entre o penteado com que ela se apresenta nas competições e o respeito que as adversárias lhe têm, mas fica para outra oportunidade). Antes de ir o discurso era "vou para ganhar todas as provas". Depois de ter apanhado de toda a gente, apresenta-se com ar de kalimero, a queixar-se do árbitro (malandro, pá!) e a dizer que as adversárias parece que só andaram a estudar para lhe ganhar (brilhante). De facto, ele há gente malvada neste mundo! Adversárias que estudaram para lhe ganhar, onde é que já se viu? Não se faz, a sério. Tem razão em queixar-se do árbitro, pois tem! Então as outras gajas batem-lhe, assim à descarada, e ninguém intervém, ninguém faz nada, fica tudo impávido e sereno a ver a Telminha apanhar?? É isto o espírito olímpico? Deixar que as adversárias estudem para ganhar às outras? Então não é tudo paz e amor, dar sempre a outra face? A sério, alguém que reveja as regras do judo, porque estudar para ganhar às adversárias parece-me uma coisa inconcebível. Muito feia mesmo. A Telminha, por exemplo, parece que só estudou para apanhar, nunca para dar. Está certo, ser amigo é isto mesmo.


Ainda no judo, a medalha de ouro para a parvoíce vai para Pedro Dias. Conquistou o 9º lugar - o que é uma merda - , mas isso parece não ter grande importância, já que o rapaz só foi a Pequim para resolver uma questãozinha passional. Ou seja, ir às trombas ao brasileiro João Derly que, safado, em tempos lhe fanou uma namorada. E pronto, menos mal, ao menos esse objectivo foi cumprido e Pedro Dias veio para a televisão dizer que "levou um par de chifres" (expressão do próprio), mas que "humilhou" o judoca brasileiro no tapete. Mais uma prova do bonito espírito olímpico. Ora o brasileiro não vai de modas e manda avisar que o espera no Brasil para o ajuste de contas. E, desconfio, nem vai ser preciso chegarem ao tapete, a coisa deve-se resolver logo no aeroporto. Bonito.


No que toca à natação, o problema parece ter sido com o fatinho de banho. Diz que o Phelps papou tudo quanto era medalha de ouro porque tinha uns fatinhos especiais da Speedo feitos em Paços de Ferreira. Tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe. É que cada exemplar custa para cima de 700 euros e nós, já se sabe, somos pobres. Por isso, um nadador português teve que usar um fato emprestado por um amigo, outra teve que enviar uma carta à Speedo a implorar a todos os santinhos que lhe dessem um, que ela era muito pobrezinha mas trabalhadora, e um fato faria toda a diferença. Não fez. Nem para ela nem para todos os que usaram o tão desejado Speedo Racer LZR. E, tenho para mim, mesmo com uns calções ali da Sportzone, o Phelps safava-se na mesma, assim à grande.


Mas a minha desculpa favorita (ainda estou espantada com tamanho brilhantismo) foi a da atleta Vânia Silva, que competiu no lançamento do martelo. Ora bem, esta senhora ficou em 46º (deviam ser 47... ah, esperem, não, vi agora que eram 50. Nada mau, Vânia!) e o melhor que se lembrou de dizer foi (preparados? É que esta é mesmo boa, pá!): "não sou muito dada a este tipo de competições". Hmmmmm. Certo. Então? A que tipo de competições é dada a querida Vânia? Ao campeonato de lançamento de martelo lá do bairro onde vive? Andou uma eternidade a treinar (ou não) e ninguém lhe explicou que era para ir aos Jogos Olímpicos? De repente deu por si e "olha, querem lá ver, estou em Pequim", foi? E ainda acrescentou que o problema foi serem só três lançamentos, porque em Portugal são seis. Se fossem 220 é que dava mesmo jeito, não era? O que é que se há-de fazer, há gente assim: fraquinha ao terceiro lançamento, mas uma bomba ao quarto. A culpa não é da Vanucha, coitada.


O dinheiro que se gastou para levar esta gente a Pequim dava para alimentar quatro países africanos, mas depois ainda se leva sempre com a conversa da falta de apoios, ninguém quer saber destas modalidades, tive que vender o gato para poder comprar uns ténis, blá blá blá whiskas saquetas. E está tudo muito certinho, uma pessoa até acredita que seja verdade mas, pelo amor da santa, deixem-se de merdas. Basta um "não deu para mais" e nós reviramos os olhos, suspiramos mas, ao menos, não vos ficamos a achar idiotas. Sugiro que só voltemos a participar nos jogos Olímpicos quando os mesmos se realizarem em Portugal, que isto de andar a pagar férias em Pequim é coisa que não se compadece com o dinheiro dos contribuintes (adoro esta expressão).



sábado, agosto 16, 2008
Dúvidas de sexta-à-noite

E se um amor se perder por uma coisinha de nada que não se fez, uma palavrinha de nada que não se disse, aquela merdinha de nada que podia ter sido tudo? É que é disso que eu tenho medo.
quinta-feira, agosto 14, 2008
Rezei um pai-nosso ao Stº António e a pulseira apareceu

Demoníaca, presa, escondida dentro doutra pulseira, depois de ter revirado a casa. Puta.

Ligeiramente menos triste. Mas triste, ainda.
quarta-feira, agosto 13, 2008
Perdi uma das sete pulseiras de prata que me acompanham há quase dez anos. Todos os dias, todos, todos, todos, sempre comigo, sem as tirar para coisa nenhuma. E de repente, estou a contá-las e só lá estão seis. Sou, neste momento, a pessoa mais infeliz do mundo. Com direito a nó no estômago e lágrimas à beira dos olhos.
terça-feira, agosto 12, 2008
Afinal, já não me importo de nunca na vida vir a escrever como o MEC

Fui citada pelo Francisco José Viegas*. A minha carreira literária pode acabar aqui. Dou-me por satisfeita.

*mesmo que a frase escolhida tenha sido uma das que apresenta um maior grau de parvoíce (entre a muita parvoíce que por aqui costuma abundar)
terça-feira, agosto 12, 2008
Ora então...

... muito obrigadinha pelos mails e mensagens com histórias, ralhetes, palpites, ofertas e conselhos para os dois problemas abaixo apresentados (o da bola e o do amor da vida... dois cativos, no fundo). O primeiro está resolvido, o segundo não vai lá assim. Mas foi uma boa tentativa, hã? Não desistam de mim e tenham fé.
segunda-feira, agosto 11, 2008
Oh...

Quero um cativo na Luz, mas nenhum benfiquista que conheça acredita o suficiente na equipa para querer embarcar nesta aventura comigo. Se calhar é bom senso. Ou isso ou não estão para me aturar a cada quinze dias.
segunda-feira, agosto 11, 2008
O amor é fodido*

Não tenho namorado. Não tenho porque a última relação partiu-me o coração em sensivelmente 40 mil bocadinhos e eu ainda não os consegui apanhar todos. Alguns nem sei onde estão. Sumiram-se. E porque tenho sérias dúvidas que volte a achar que é assim. Para a vida. Até que a morte (ou o divórcio) nos separe. Achei pela primeira vez, com uma certeza e uma confiança inabaláveis. E tenho medo que tenha sido também pela última. E que o que vier será sempre menos. E que não voltarei a contar minutos. E que "conformação" será a palavra a que terei que me acostumar. Ainda há uma réstia de esperança que não tenha sido o amor da vida. Aquele amor, assim, não podia ser o da vida. Nem da minha nem de ninguém. E, no entanto.

*diz o MEC e digo eu
domingo, agosto 10, 2008
Infelicidades

Saber que nunca na vida vou escrever tão bem como o Miguel Esteves Cardoso.
sexta-feira, agosto 08, 2008
Pipoca foi ao BES

Funcionário: Então, e para além de não conseguir fazer transferências na net, está tudo bem?
Pipoca: Sim, se não contar com o medo de ser sequestrada aqui dentro.
sexta-feira, agosto 08, 2008
08-08-08
sexta-feira, agosto 08, 2008
Daniel Oliveira by Cão Azul (ah ah!)

Daniel (D) – Tou CR7?

Cristiano Ronaldo (CR) – Tou? Quem fala?

D – Sou eu, o Dani!

CR – (silêncio)... quem?

D – O Dani da SIC.

CR – (silêncio)

D - O ex-rtp... o que te apresentou a Merche!

CR – Haaaa... sim. Mas agora ligas de número privado?

D – Estou a ligar-te desde o fim do Europeu... e nunca me atendes.

CR – Esqueci-me do telemóvel lá no boat... na Sardenha...

D – Pois... mas depois liguei-te para o número inglês.

CR - Haaa... sim... a Nereida ficou com ele.

D - Já não és meu amigo?....

CR – Sou sou…muito teu amigo, mas não precisas de me ligar em privado porque agora vou deixar de atender números privados. Ok?

D – Mas és mesmo meu amigo?

CR – Sou pá, claro que sou pá. Mas agora não posso falar porque estou aqui ocupado.

D – Estás com outros amigos?

CR – Hã? Epá não , estou aqui ocupado com cenas...tás a ver?

D – Quando é que podemos combinar qualquer coisa?

CR – Epá agora não dá mesmo é que estou muito ocupado, com cenas, tás a ver?

D – Eu posso levar as minhas amigas do Fama Show…

CR – Epá… então passa aí daqui a meia hora que eu vou meter umas champanhotas no frigo!
Elas que subam enquanto vais arrumar o carro. See you!
sexta-feira, agosto 08, 2008
Contra-informação

TVI: "Os dois sequestradores foram abatidos pela polícia"
SIC: "Acabo de ver os dois sequestradores a entrarem para a ambulância"

E depois, vai-se a ver, e nem uma coisa nem outra. Raça de jornalismo.
quinta-feira, agosto 07, 2008
Cabrão do telemóvel, pá!

Hoje tive que informar a entidade patronal sobre o mau funcionamento do meu telemóvel. Fui adiando, adiando, porque sou uma pessoa que não gosta de dar despesa, mas o bicho anda há uns dois meses completamente possuído pelo demónio e não lhe vejo melhorias, bem pelo contrário. Ele é ter que estar sempre a desligá-lo e voltar a ligar para as mensagens caírem; ele é mensagens que chegam duas ou três semanas depois de mas terem enviado; ele é mensagens que não chegam de todo e gente a perguntar "olha lá, porque é que não respondeste à minha mensagem? Estás armada em parva, é?". Ora isto enerva-me. Porque gosto de uma comunicação que funcione a 100 por cento, porque começo a imaginar que me está tudo a passar ao lado, porque me sinto alheada do mundo. Saberá, porventura, a entidade patronal a quantidade de histórias de amor que já tiveram um fim trágico à conta duma mensagem que nunca chegou e que, por isso, nunca teve resposta? As amizades que já se perderam? As oportunidades de novos (e melhores) empregos que já passaram ao lado de muito boa gente, porque o telemóvel não tocou? Se o computador não funcionasse, tudo bem, eu percebia. Se não houvesse material de escritório, não seria eu a reclamar. Agora, o telemóvel? Ainda por cima o 96?????? Resolvam-me lá isto depressinha, sim?
quinta-feira, agosto 07, 2008
Há muito pouca gente que me faz vibrar

Mas quando isso acontece - once in a lifetime -, sai de baixo, que se é para ir a jogo não se aceitam desistências.
quarta-feira, agosto 06, 2008

Quem me tira o Correio da Manhã Vidas, tira-me tudo

"Toy reagiu de forma divertida aos rumores que dão conta que o cantor teria atitudes agressivas para com a namorada, Daniela (...) Confrontado com as acusações, Toy não resistiu em soltar uma gargalhada e garantiu que tudo não passava de mais um boato à volta da sua pessoa. "Cheguei agora de uma viagem aos Açores e a Daniela foi buscar-me ao aeroporto porque estávamos com muitas saudades. Não estamos separados e as únicas tareias que lhe dou, ela gosta", disse em tom de brincadeira (...)"

terça-feira, agosto 05, 2008
Queridos leitores,

Eu sei que apenas um ecrã nos separa, coisinha de nada. Eu sei que até parecemos todos amigos de longa data. Eu sei que até troco mails com alguns de vocês. Mas por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor (chega??): não me enviem pedidos de amizade no HI5. A Pipoca abomina o HI5. A Pipoca acha que é uma coisa farsolas. A Pipoca até já teve, há uns anos, mas foi uma época que passou, e o que lá vai, lá vai. Por isso não levem a rejeição a peito. Não quero ver mágoa nesses olhos, não quero ver dor nesses corações, não quero ver carinhas de cachorro abandonado e pontapeado logo de seguida. É só mesmo porque eu não tenho Hi5, e também não são os meus queridos que vão fazer com que eu passe a ter. Amigos como sempre?
terça-feira, agosto 05, 2008
Não sei se dá saúde, mas alegria, upa upa

terça-feira, agosto 05, 2008
Coisas esquisitas

Estar no trabalho, a escrever, olhar por cima do ombro e ver que o Santana Lopes está atrás de nós. Sabe Deus porquê.
segunda-feira, agosto 04, 2008
Saldos, sweet saldos...

Umas Melissa, trá lá lá, duas Melissa, trá lá lá, três Melissa, trá lá lá. E pronto, fiquei-me pelas três. Mais teria trazido, mas fui praticamente arrastada pelos cabelos para fora da loja. É que Melissas com 70% de desconto não se encontram todos os dias, meus queridos leitores. Três parzinhos pelo preço de umas. Nem no Brasil tinham ficado tão em conta (as desculpas que eu dou a mim mesma para justificar o facto de ter açambarcado três sandálias duma só vez. Em compensação, não comprei rigorosamente mais nada nestes saldos, hã?).


Este post é dedicadíssimo à Muxy-Muxy, que vai casar e que, como eu, percebe a importância de ter umas Melissa nos pés. Beijinhos, muitos beijinhos!
segunda-feira, agosto 04, 2008
Fim de férias


segunda-feira, agosto 04, 2008
Ora então Santorini foi assim...

A coisa começou bem. Acabada de chegar do Algarve, estava eu a fazer as valises para Santorini quando.... "oh... meu... Deus... cadê o BI?". Ora o BI estava onde, onde, onde? No Algarve, isso mesmo. Isto teria sido giro se eu me tivesse dado conta uma semana antes. Mas não. Era 1 da manhã e o voo era às dez. Depois de avaliadas todas as hipóteses, a única solução foi ligar à pequena Leididi com uma proposta tentadora, que consistia em nada mais, nada menos, do que ir ao Algarve e voltar. Na mesma noite. Giro que se farta. E lá fomos nós por essa auto-estrada fora, com todo o sono do mundo a atacar-nos. Mas correu tudo pelo melhor e às sete e picos já estávamos a comer croissants em Campo de Ourique. Maravilha.

Quanto a Santorini (tirando os voos de avião, demoníacos, houve ali uma altura, a aterrar em Madrid para fazer escala, que eu achei mesmo que me restavam apenas uns escassos minutos de vida), foi bonito, bonito. Tirando ter lixado uma perna nas pedras da praia, ter passado um dia inteiro com um ouvido entupido e ter visto o meu lindo chapéu ser levado pelo vento para umas ravinas inatingíveis. Santorini é assim um pequeno paraíso grego. A contrastar com Atenas, eleita unanimemente por todos os participantes desta viagem como a cidade mais feia do planeta. É uma espécie de Líbano com Bangladesh, mas pior ainda, se possível. Mas voltando a Santorini: tem burrinhos, montes deles (um dos meus bichos preferidos), tem casinhas brancas (só tem casinhas brancas), tem mar que nunca mais acaba (e bem mais morno que o nosso), tem saladas bem boas, tem iogurtes gregos com mel, tem muita família e casal meloso, tem dois homens giros e por quem suspirámos (por um deles eu ficava lá para sempre, era ele querer), tem o nosso Kalimero (o carro que alugámos e que deu 300 voltas àquela ilha), tem tudo o que os postais prometiam e muito mais. Ficam algumas das centenas de fotos tiradas. Só para amostra.





















































































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