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Para amamentar é preciso acreditar em fadas

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Para mim o tema amamentação nunca foi assim aquela coisa encantada e que faz ver unicórnios a tantas mulheres. Lembro-me perfeitamente de no primeiro curso de preparação para o parto estarmos a ver vídeos de mulheres a extraírem leite com uma bomba e de eu estar a olhar para aquilo como se tivesse um prato de iscas de cebolada à frente. Antes que me venham esfregar na cara todos os estudos da OMS sobre os benefícios da amamentação, e os vínculos mãe-bebé, e que crianças que não mamam são marginais em potência, deixem-me que vos diga que, nos dias que correm, não há como ser desinformado em relação ao tema. Está tudo à disposição, somos bombardeados com toneladas de informação, por isso não há como não saber. Mas depois existe uma coisa chamada "escolha" que, graças a Deus, nos permite isso mesmo: fazer opções e decidir o que é melhor para nós e, neste caso, para a nossa dinâmica familiar.

Voltando ao início. Dizia eu que nunca olhei para a amamentação como o expoente máximo da maternidade. Quanto muito, era um meio necessário para atingir um fim: alimentar uma criança. Mas como há outras hipóteses à disposição, quando o Mateus nasceu já estava 94,2% decidida a não amamentar. Depois o miúdo trocou-me as voltas,
 nasceu mais cedo, assim que pôs um pé neste mundo já alguém lhe tinha espetado um biberão na boca. Tinha de ser, era prematuro, precisava de comer, não se podia esforçar a mamar, blá blá blá. Apesar dos meus 94,2% convictos, houve ali um lado emotivo a puxar por mim e tentei dar de mamar enquanto estive na maternidade. Não foi propriamente um sucesso. O miúdo não estava para aí virado, adormecia, cansava-se e, como já tinha experimentado o biberão e percebeu que era infinitamente mais fácil, nem sequer fazia grande esforço para parecer interessado na mama. Quando chegou a hora de ir para casa tive de tomar uma decisão e optei por não continuar com aquela brincadeira. Não queria passar a vida a stressar por ele não comer, obcecada com os gramas que ele perdia ou ganhava, não saber exactamente que quantidade de leite estava a ingerir, por isso achei que o melhor para todos (sobretudo para a minha sanidade mental) era render-me ao leite adaptado. Não bateu qualquer espécie de arrependimento, mas confesso que na hora de tomar o comprimido para secar o leite fiquei ali a balançar. Mas passou rápido.

Sempre disse que numa segunda gravidez, se tudo corresse bem, talvez fosse capaz de tentar amamentar de forma mais consistente. Mas, claro, não correu tudo bem, na verdade correu tudo pior. A Benedita nasceu e começou logo a ser alimentada por sonda, com leite adaptado. Foi assim um misto de preocupação e alívio. Claro que queria que ela estivesse bem, a alimentar-se normalmente mas, por outro lado, tinham-me tirado de cima o peso da amamentação. Achava eu. Para aí ao segundo dia disseram-me que ela não estava a reagir muito bem ao leite e que talvez fosse bom eu tentar extrair para lhe darem pela sonda. Não pensei duas vezes. Se era o melhor para ela, então vamos a isso. Logo nessa noite deixaram-me uma bomba automática no quarto e lá me dediquei eu à tarefa de tentar tirar qualquer coisinha. Tinham-me dito que tudo se aproveitava, nem que fosse só uma gota, e foi mesmo isso que consegui, uma ou duas gotas. Nos primeiros dias sentia-me envergonhada quando tocava a campainha a pedir que alguém viesse recolher o frasquinho do leite, porque as quantidades eram ridículas. Mas pronto, estava a fazer a minha parte e a rezar para que aquilo fizesse alguma diferença no estado da bebé.

Nos dias seguintes a coisa foi melhorando e tornei-me uma vaca. Mesmo. Os meus dias eram passados a tirar leite, tanto na maternidade como em casa. A cada duas ou três horas lá ia eu e já conseguia encher frascos. Sim, frascos, assim no plural. Podia ter montado um negócio de queijos naquela altura, à conta de tanto leite que tirava. Claro que a miúda não bebia aquilo tudo, nem de perto nem de longe, mas achei que era bom ir fazendo algum stock enquanto desse. Passava o dia no hospital a tirar leite e depois vinha para casa à noite e fazia o mesmo. Às tantas já não podia com o barulho da máquina, estava a ficar maluca, mas estava focada na missão "armazenar leite".

Dois ou três dias antes de a Beni ter alta, quando já não estava a ser alimentada por sonda, começámos a tentar pô-la na mama. A miúda era esperta, aprendeu depressa o que tinha de fazer, mas mamava cinco segundos e adormecia cinco minutos. Era um infernooooooooo! Estava para aí uma hora a tentar que ela comesse e, mesmo assim, depois ainda era preciso fazer um reforço com o biberão. Mas tudo bem, ela era muito pequena, era preciso tempo. Até que viemos para casa. Além da Beni trouxe todo um carregamento do leite que tinha tirado até ali e que, achei eu, ia dar para uns cinco meses.  Eram frascos e mais frascos, achava mesmo que tinha ali leite para a vida. Hã hã.

O processo de alimentar a criança era uma seca pegada porque, basicamente, tinha o pior de vários mundos. Uma hora a dar de mamar, meia hora a dar biberão e a seguir para aí mais meia hora a tirar leite com a bomba. Ou seja, de cada vez que ela comia eram duas horas nisto. E quando acabava já estava quase na hora de recomeçar. Repetia o mantra do "estás a fazer o que é certo, isto é bom para a miúda, estás a fazer o que é certo", mas andava esgotada com aquilo. E a coisa descambou violentamente quando, ao fim de poucos dias, fiz uma mastite. Uma noite acordei a tremer de frio (estávamos em Agosto), não conseguia parar, febre a 40 graus, dores horríveis no peito, uma desgraça. Não fazia ideia do que era, mas fiquei a saber assim que falei com a médica. Continuei a dar de mamar e a tirar leite naqueles dias, foi assim das experiências mais horríveis de todo o sempre. O peito parecia pedra, fazia massagens, punha cenas de água fria, e água quente, e água assim assim, mas não havia meio. Acabei a antibiótico e ficou logo ali assente que se fizesse outra mastite acabava a brincadeira da amamentação. Lamento, mas não tenho vocação para mártir e aquilo não era bom para ninguém.

Mas pronto, a mastite passou e eu estava determinada em continuar com a amamentação exclusiva pelo menos até aos três meses. Quando a coisa corria bem (ou seja, quando não estava cheia de dores e com o peito todo destruído) era realmente um momento muito bom. Probleminha: depois da mastite a produção de leite diminuiu drasticamente. Eu, que enchia frascos a cada extração, de repente levava três ou quatro dias para conseguir juntar o suficiente para um biberão. Toda a gente dizia "tens de estimular, tens de estimular, tens de estimular", mas não havia maneira. Continuava a dar de mamar, continuava a tentar tirar com a bomba, mas acho que nem com o Brad Pitt a lamber-me as mamas conseguia estimular mais. E, claro, fui começando a ficar cada vez mais stressada. A miúda mamava, mas não era o suficiente, estava ali uma hora ou mais e continuava a chorar, por isso lá ia eu ao stock de leite congelado. Stock esse que não conseguia repor, porque já não estava a conseguir tirar quase nada. Os frascos que eu achava que iam dar para uma vida estavam a desaparecer à velocidade da luz.

Penso que foi mais ou menos nesta altura, em que estava a passar-me da cabeça, que pedi ajuda à Constança, do Centro do Bebé. E lembro-me perfeitamente de ela me ter dito que "para amamentar é preciso acreditar em fadas". E é mesmo, filhos. Eu sei que não faltam para aí pessoas com histórias maravilhosas, com processos de amamentação que sempre correram às mil maravilhas, mas não foi mesmo o meu caso. E nem sequer foi má vontade ou embirração, eu estava mesmo decidida a que a coisa corresse bem e que se prolongasse. E, quando não se consegue, começa a bater aquele sentimento de frustração. E irritação. Há tantos factores que podem contribuir para que a amamentação corra mal, que só mesmo acreditando em fadas é que podemos achar que vai tudo ser um mar de rosas. A pediatra da Beni, que sempre achou que eu jamais daria de mamar, dizia-me que já tinha feito a minha parte, que tinha amamentado no período mais crítico da bebé, mas eu sentia que não era o suficiente. E quando ela me aconselhou a comprar uma lata de leite adaptado, só para ter em casa assim em modo SOS, aquilo foi uma facada no coração. Comprei a lata, mas resisti até aos limites do impossível.

E o impossível foi quando o stock de leite congelado acabou, quando não conseguia tirar praticamente nada,  e quando, na consulta dos dois meses, se percebeu que a miúda não estava a crescer tanto como o suposto. Segundo a pediatra, era preciso dar ali um boost com leite adaptado. E da mesma maneira que não pensei duas vezes quando, na maternidade, me disseram que precisava de tirar leite para lhe dar, também não pensei duas vezes quando me disseram que precisava do leite de lata. Se era o melhor para ela, então siga. Até porque não havia mesmo outro remédio. Durante algum tempo, pouco, ainda tentei continuar a amamentar e dar o leite adaptado, mas não havia volta a dar, o meu leite tinha mesmo falecido, paz à sua alma. A miúda ficava ali mais no mimo do que outra coisa, mas depois o que a alimentava mesmo era o biberão. Por isso dei por encerrado o tema amamentação. 

Não atingi a meta que tinha traçado, mas fiquei de consciência tranquila. Sei que fiz tudo aquilo que estava ao meu alcance, sei que passei horas e horas e horas a amamentar e a tirar leite, sei que houve momentos horríveis, e esgotantes e cheios de dores, e outros muito bons e tranquilos. Olhando para trás, com a devida distância, acho que o balanço até foi positivo. Mas, e agora com a devida propriedade, posso dizer que continuo a achar que não é essa maravilha toda que tanta gente apregoa. É bom quando corre bem, é uma merda desesperante quando corre mal, por isso não sei se repetia. A sociedade ainda está muito virada para a culpabilização das mulheres que, por um motivo ou por outro, optam por não amamentar. Lembro-me, quando foi do Mateus, várias pessoas me dizerem "não digas que não estás a amamentar por opção, diz que é por não teres leite". Olha que merda, hã? Então agora não posso decidir o que quero fazer com os meus filhos e com as minhas mamas sem ter gente a moer-me o juízo?

Que cada mãe faça o que quer e o que, em consciência, acredita ser o melhor. Se for amamentar, óptimo. Mas só enquanto for bom, porque depois disso torna-se um suplício e ninguém ganha nada com isso.

233 comentários:

  1. Grande Mensagem a sua.Parabéns!

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  2. Fez o melhor que podia ou sabia e o importante é que estejam as duas bem.

    Boa sorte com a caixa de comentários!

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  3. Não culpo as mães que não amamentam. Seja ou não por opção. Nunca. Mas lamento muito que os profissionais de saúde que as acompanham não ajudem as mães que querem amamentar, espetando-lhes como opção uma lata de leite, fazendo-as sentirem-se incapazes e incompetentes. Lamento que os profissionais de saúde que não saibam mais do que oferecer uma lata de leite, não encaminhem estas mães para quem saiba fazer melhor. Fizeste o melhor para ti e fizeste muito bem. <3

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    1. Verdade. Eu queria amamentar e estava a tentar e ainda na maternidade uma enfermeira levou a minha bebé e deu-lhe leite adaptado sem o meu consentimento. Hoje em dia, quando penso nisso, sinto uma revolta horrível. Devia ter feito queixa daquela mulher. Devia! Não percebo porque não fiz. :(

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    2. Engraçado, na minha experiência cruzei-me com muitos profissionais (foi um mês na neo) e nenhum me espetou com essa opção. Antes pelo contrário! tanto que a amamentação acabou por se tornar obsessiva! O leite de lata só foi mesmo opção quando já não tinha leite suficiente para a alimentar.
      Mas é como em tudo na vida, é preciso sorte com as pessoas e profissionais com quem nos cruzamos.

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    3. O meu bebé faz alimentação mista (peito e suplemento) porque não estava a ganhar peso, e confesso que varias foram as vezes em que senti que a enfermeira me estava a pressionar para eu deixar de dar de mamar e passar a dar única e exclusivamente suplemento. Já lá vão 7 meses e alimentação mista e não me arrependo de ter insistido, com todo o esforço (físico e mental) que isso acarretou.

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    4. A minha pediatra não me "espetou uma lata de leite". Mas assistiu à minha aflição por ver o stock de leite a acabar, por ver que eu não estava mesmo a conseguir extrair leite, e aconselhou-me a ter uma lata em casa para alguma emergência. Não a usei logo mas, de facto, fiquei mais descansada por saber que, caso o meu leite acabasse mesmo, teria outra alternativa ali à mão. A minha pediatra é completamente pró-amamentação e ajudou-me muitíssimo no processo (provavelmente, se não fosse ela teria desistido mais cedo), mas é, sobretudo, pró-mães. E para mim só faz sentido ser acompanhada por uma profissional de saúde assim, que é capaz de ver a situação no seu conjunto em vez de se focar apenas na obrigatoriedade da amamentação. Foi muito bom ter alguém a dizer-me "está tudo bem, fizeste a tua parte, se não consegues mais então vamos para o plano B e não há problema nenhum nisso". Além disso, se a miúda não estava a crescer e se eu não tinha mais leite, qual era a outra alternativa? Os profissionais de saúde não são sempre os mauzões que não incentivam a amamentação. No tempo em que estive no Hospital de Cascais senti precisamente o contrário, que toda a gente dava o máximo apoio às mães que queriam tentar amamentar. Mas não há milagres. Se o leite se acaba, paciência, siga para o leite adaptado. Ou também vão dizer que isso é mito, que as mulheres têm sempre leite e que são é umas preguiçosas que não se esforçam?

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    5. Sem dúvida. Também tive a minha filha no hospital de Cascais e como a Beni, também é prematura, e sempre senti apoio e incentivo para que amamentasse. Mas é como a Pipoca diz, quando o leite acaba, o que vamos fazer? No meu caso ela já não pegava de todo no peito, cada vez que tentava abria o berreiro e estava a tornar-se um stress o aproximar da hora de mamar. Tal como a Pipoca tenho a felicidade de ter uma pediatra que para além de pró amamentação, também é pró mães, sempre me incentivou a amamentar mas a partir do momento em que não foi mais possível não insistiu, nem me pressionou.

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    6. Fizeste o que pudeste. Também passei por isso da primeira vez, passar o tempo agarrada à máquina é de endoidecer. As mastites são terríveis. Da segunda vez não quis ouvir ninguém, se desse dava senão passava logo à lata, com tanta experiência acumulada amamentei 2 anos e pico. Sem stress nenhum.

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    7. Não me referia ao teu caso específico, por isso, escrevi no plural. Até porque, como a Benedita nasceu prematura, teria reais dificuldades. Que bom que foste bem acompanhada mas, infelizmente, a realidade nacional é "espetar com uma lata de leite e siga". Quanto ao ser "preguiçosa", repito o início do meu primeiro comentário "Não culpo as mães que não amamentam. Seja ou não por opção. Nunca."

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    8. Pipoca, não pense mais nosdo nem se culpabilize. Eu tive gémeos,só dei de mamar a um e o que mamou foi o mais doente,com internamentos e tudo. A que não mamou rija sempre!!! Foi à urgência pela 1ªvez aos 3 anos

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    9. A realidade nacional é essa B? em que é que se baseia para dizer isso? Eu acho o contrário, mas é só a minha experiência e de pessoas que me circundam, não posso dizer que é a realidade nacional

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  4. Obrigada por este testemunho.

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  5. Eu dei de mamar ao meu filho até aos 22 meses. E parei por exaustão minha, não por falta de leite. Tive momentos muito difíceis, enquanto ele mamava, as lágrimas escorriam pelo meu rosto.
    Felizmente nunca fiz mastites, mas tive mamilos em ferida, peito em pedra, viagem de trabalho ao estrangeiro e nem conseguia levantar os braços de tão duro o peito e não saía uma gota com a máquina.
    Amamentar é difícil, é preciso querer muito e o corpo permitir. Acho que cada mulher sabe o que é melhor para a sua realidade. O problema é que todos parecem saber o que é melhor para nós e para os nossos filhos. Tanto se ouve "o quê?! Não dás de mamar?!" como "o quê?! Ainda mama?!". As mamas são nossas, os filhos são nossos. Parem de se meter na vida dos outros.

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    1. "O problema é que todos parecem saber o que é melhor para nós e para os nossos filhos. Tanto se ouve "o quê?! Não dás de mamar?!" "
      É isto mesmo! Todos sabem julgar e apontar o dedo.
      ... Quando escolhes não dar de mamar, ou porque não queres, ou porque não consegues, és rotulada como a maior egoìsta e mà mãe à face da terra. Lamentavel.

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    2. Eu também sofri um pouco no início mas tinha limites definidos. Se chegasse às lágrimas ou ao sangue, desistia. Isto porque acho que é muito fácil forçarmo-nos a tentar sempre mais (questões culturais, de educação...) e acho importantíssimo a mãe estar bem. Essa é a primeira necessidade do bebé, uma mãe emocionalmente estável. Fica o meu conselho para futuras mães.

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  6. "a hora a dar de mamar, meia hora a dar biberão e a seguir para aí mais meia hora a tirar leite com a bomba. Ou seja, de cada vez que ela comia eram duas horas nisto". Compreendo tanto! Foi bem a minha vida durante 8 meses porque meti na cabeça que tinha que lhe dar leite meu até aos 6 meses de idade corrigida - 8 de idade real da pequena. E também precisava de sei lá quanto tempo para encher um biberão a partir de determinada altura. Hoje olho e vejo que foi muito esgotante e acho que acabou por não beneficiar nem a mim nem à bebé. Não me arrependo porque era o que sentia na altura e a culpa de não conseguir, mesmo tentando tudo, não me fez decidir de outra forma. Mas hoje não repetia.
    Acho importante que se comece a falar mais do que é mau e culpabilizar menos (mesmo quem tenta e não consegue porque quem nunca ouviu "todas conseguem amamentar, tem é que se insistir", não há "mau leite materno, se se fizer correctamente o leite alimenta o suficiente" e outras coisas que tais). porque é uma fase em que estamos tão sensíveis, que tudo o que não precisamos é de olhares reprovadores por não amamentarmos seja por necessidade ou opção. E o que o bebé mais precisa não é de leite materno, é de uma mãe que consiga preservar a sua sanidade mental para cuidar bem dele.

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    1. " E o que o bebé mais precisa não é de leite materno, é de uma mãe que consiga preservar a sua sanidade mental para cuidar bem dele."

      Palavras sábias!!! Isso é que é importante! Obrigada! :)

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    2. Também eu achei um dia que para ser uma mãe completa teria de amamentar a minha filha... Também lutei e sofri por isso... Hoje, não penso da mesma forma e dificilmente voltaria a passar pelo mesmo. Sei que de alguma forma a minha filha sentiu o meu desespero, as minhas dores e frustações. Os supostos momentos únicos de mãe e filha não existiram e só quando me apercebi do caos instalado nas nossas vidas é que tomei uma das decisões mais acertadas da minha vida: parar de amamentar. O meu leite secou naturalmente ea minha filha ganhou uma mãe mais tranquila.
      Amei... Parabéns!

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  7. Grande mudança na postura quanto ao tem a da amamentação. Pelo menos neste post não apelida as defensoras da amamentação de "as obcecadas das mamas" ou algo assim do género. Fazermos o melhor que conseguimos por eles, parece ser o caminho mais sensato. Que tudo corra bem!

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  8. Fadas, unicórnios e outros que tais. Mãe de dois filhos, um de 11 e outro de 2. Duas experiências totalmente diferentes, do primeiro amamentei até aos 8/9 meses, do segundo nada, nadinha deste mundo... tentei, tentei, até que uma enfermeira ainda no hospital me "proibiu" de continuar a tentar. Disse que eu fazia tudo bem, mas que além de não ter uma gotinha de leite que fosse, a criança não conseguia estimular pois era muito pequeno. E como ele precisava de comer e crescer, era ao biberão que o ia fazer. Além disso explicou de forma muito incisiva para as restantes enfermeiras que não me voltariam a fazer passar pelo processo de tentar dar de amamentar enquanto ali estivesse. Se queria dar de mamar, claro que sim, mas fiquei extremamente feliz por perceber que não estava a falhar e que não era a pior mãe do mundo. Quanto à ligação mãe/filho, costumo dizer que dei à luz um Koala, pois anda sempre pendurado em mim.. e agradeço não ter dado de mamar, se não... não sei que seria... No fim de tudo o importante é fazermos o que achamos que está certo e sabermos viver com as "escolhas" que a vida e as circunstância nos faz ter.

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  9. Subscrevo.
    E quando uma pessoa se sente culpada porque dá de mamar e a criança não engorda, e lá vai dar de suplemento???? ui...
    Com um bebé de quase 7 meses, que demora sensivelmente 45 minutos a mamar, e que ao fim de 15 dias, estava a beber suplemento por não engordar o suficiente, digo que a amamentação não é um mar de rosas.
    Agora já se despacha um bocadinho mais, e só bebe suplemento depois de mamar à noite antes de ir para a cama, mas posso dizer que foram uns meses de suplicio. Dar de mamar (45 minutos), fazer o biberon, dar o biberon, por a arrotar. Quando acabava estava quase na hora de começar novamente.
    Sim, é um momento bonito, é um momento em que estou ali só com ele, e agora com 7 meses, é engraçado a interacção dele comigo, mas NÃO É um mar de rosas...

    As mulheres têm deixar de ser tão criticas umas com as outras. Cada uma faz o melhor que sabe e o que acha que é melhor para si e para o bebé. O Mais importante, O Bebé só está bem se a MÃE estiver bem.
    Beijinhos

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    1. Chegaram a explicar-lhe a razão de não ter tido leite? Eu não tive uma gota e o médico só me disse que "acontece"...

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  10. Espero que não se tenha aberto aqui uma caixa de pandora, porque hoje é segunda feira e uma pessoa não está aqui para se enervar :-)
    Eu não cheguei à parte "vaca", mas passei algum tempo em que não fazia mais nada senão mama, biberão, arrota, mama, biberão, arrota, mama, biberão, arrota. Também tive vergonha de amamentar em público e acabei por ficar sem leite. Deve ser maravilhoso quando corre bem. Mas quando não corre é muito bom, poder ser o pai a acordar e dar o biberão e nós descansarmos. E o meu filho é saudável, ao contrário de outras crianças que mamaram até aos 6 meses em exclusivo. Se tiver um segundo vou tentar, porque fiquei mesmo com pena de não conseguir da primeira. Houve vários factores causadores do mesmo que a minha força não conseguiu superar :-(
    Mais uma vez, depois de ver essas bochechas lindas, a beni está maravilhosa.

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  11. É por isto que o seu blog se distancia anos de luz de todos os outros. Porque é real, não há encenações e floreados. É assim. Ótimo trabalho em utilizar a sua influência, visibilidade ou o que seja para falar de coisas que precisam ser faladas! Palmas!

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  12. Eu também pensava que amamentar era a melhor coisa do mundo. Na maternidade doeu me horrores e sentia uma melancolia qualquer que não conseguia explicar. Mais tarde vim a saber que é normal, são as hormonas. Dava de mamar o dia todo, mas a minha bebé perdia peso e perdia peso. Senti-me uma merda, mas lá lhe dei leite em lata. Fartei-me de chorar. Hoje em dia, ela faz 3 meses no dia 10, estou quase duas horas a dar lhe de mamar! E ainda lhe tenho de dar uma boa dose de leite em pó. Ah, e uso mamilos de silicone, coisa que aterroriza os puristas. Porque continuo a estar este tempo todo a dar mama? Porque acho que faço bem, que lhe estou a dar o melhor que posso. Faço isto pelo menos 3 vezes ao dia, e irei fazê-lo enquanto puder. Nem todos temos a mesma experiência, mas é bom partilhar, porque muita gente se sente um extraterrestre durante a gravidez e amamentação porque há muita mulher mentirosa que não consegue assumir as suas escolhas e partilhar as suas dificuldades.

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    1. Também tive que recorrer aos mamilos de silicone Mamilo raso, bebé com uma boquinha pequeníssima, nascida antes do tempo quase sem reflexo de sucção Quase 2h para ela comer alguma coisa, quando acabava de dar de mamar, arrotar e mudar a fralda já estava quase na hora da próxima ... Consegui amamentar até aos 3 meses, graças aos benditos bicos, senão não sei se teria conseguido.

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  13. Aí... Identifico-me tanto com este texto!! É certo que o meu pequeno não nasceu prematuro, mas também teve de beber pelo biberão durante o internamento e percebeu rapidamente que isso era mais rápido e facil!
    E a mastite é simplesmente horrível... E o medo de outra mastite??
    Quando deixei de conseguir extrair a quantidade necessária, também acabei por iniciar o leite adaptado... Aos dois meses.

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  14. Ana, também sou das que para quem a amamentação correu terrivelmente mal ao início.. gretas logo na 1a hora, mastite que não foi curada ao 1o antibiótico (a solução seria drenar mas felizmente o 2o resultou...) dores infinitas por causa das gretas... 2a mastite. Mas se para mim eram só problemas, para a cria eram só facilidades:mamava e engordava q nem um leitaozinho e não pegava em rigorosamente mais NADA. Ou seja, não tive escolha... tenho a perfeita noção que foi só isso que me empurrou para a frente... e também acreditei em fadas, vá :) e ao fim de 2 meses era tudo facílimo.
    Tenho o segundo a caminho e estou de mente aberta, o que for melhor para a nossa família é o que vai acontecer ♡

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  15. 🙌🏻 Que não hajam dúvidas que, tirando os casos patológicos, todas as mães querem o melhor para os seus bebés. A decisão de não amamentar é igualmente respeitosa!

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  16. Obrigada pela partilha! É importante falar sobre isto para que a sociedade deixe de culpar quem não consegue amamentar ou quem amamenta pouco tempo.

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  17. Isso da amamentação é muito pessoal, e desde que haja informação e consciência, cada uma opta por fazer o que é melhor para sua situação.
    Portanto fui lendo na diagonal, mas a parte do Brad Pitt... caramba, dei uma gargalhada enorme! Obrigada, Pipoca, adorei! kkkkk morri!

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  18. Amamentei o meu primeiro filho (que nasceu com quase 42 semanas) até aos quatro meses em exclusivo. Correu muito bem, adorei e estava convencida que ia fazer o mesmo com o meu segundo filho quando engravidei. Mas acontece que o malandreco nasceu às 34 semanas e começou logo no leite adaptado com sonda. Tirei o que consegui para lhe dar mas ele nunca foi alimentado em exclusivo na minha mama porque se cansava e adormecia. Um dia na neonatologia disseram-me: quer que o seu filho saia daqui aos 5 meses a mamar ou saia já para a semana a beber no biberão? Foi então que percebi que o importante era ele comer e crescer. Tirei leite enquanto tive e depois dei-lhe leite adaptado. E ele é um bebé muito saudável, até mais do que o irmão era. Hoje em dia existe uma pressão demasiado grande para se amamentar, acho que não deve haver extremismos nem prós nem contra a amamentação. Obrigada pelo testemunho que é uma lufada de ar fresco nesta altura em que quem não amamenta é a pior mãe de sempre! 💙

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  19. Concordo a 100%. Da minha primeira filha, dei exclusivamente de mamar até aos 6meses. Desta segunda tb estou a dar de mamar, mas volta e meia vou sair ( nem k sejam 3horitas,só para n terem k me internar no hospício mais próximo ..) e deixo com a avó o pó e o biberão. Se m sinto culpada? Nem um pouco. Cada um é livre de fazer as suas escolhas. Acho k o bom da amamentação é n ter que quase vender um rim p comprar 6meses de leite em pó. 😂

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  20. Sem dúvida que a amamentação é um processo muito complexo... e em grande parte a culpa é dos profissionais de saúde! Se por um lado nos dizem que o estômago do bebé é minúsculo por outro estão a incentivar o suplemento após amamentação, minando toda a confiança da mãe...
    Quando a minha filha nasceu, à saída da maternidade fizeram questão de me dar umas amostras ( deviam ser uns 10 mini biberões) de leite adaptado...
    Obrigada Ana pela partilha!

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    1. Sim claro, a culpa é dos profissionais... menos. Para a amamentação correr bem é preciso
      que muitos factores corram bem. Tbm me tentaram dar desses biberões para levar para casa mas deixei os lá. Se deveria haver mais apoio na amamentação?claro que sim! Mas é a realidade que temos.

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  21. De acrescentar também que há uma espécie de problema com os filhos dos outros. Tudo o que toca aos filhos dos outros não está tão bem como devia. Eu amamento por opção, mas quando me perguntam sobre isso é todo um olhar de pena, coitada, tão nova... e amamentar em público, por mais camuflado que seja não há quem não fique de olhar vago, só a imaginar o cenário que vai por baixo das 3 camisolas de inverno, mais o casaco de penas e três fraldas de pano. Não sei se o imaginam sexy ou vergonhoso. Portanto que isto é o diabo. Tá visto que uma mãe tá incapaz de decidir, em consciência, o que quer que seja. Excelente testemunho pipoca!

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  22. Fez exactamente o que era melhor para si e para a Beni, e isso é o correto! Eu amamentei em exclusivo até aos 9 meses porque correu bem e mesmo assim tive momentos em que me senti “presa” a esta decisão. Acho que o sensacionalismo em torno à decisão de amamentar é uma barreira para o sucesso da amamentação. As mães ainda antes do nascimento tem esta pressão imensa de que têm de amamentar e ser felizes a faze-lo. Mas somos todo diferentes e sinceramente que bem faz a mãe e ao bebé se uma mãe amamenta em stress ou até contrariada? Não estou a ver onde isto ajuda com o vínculo afectivo...

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  23. Obrigada por não escrever clichés, Pipoca. E por não mostrar só o "lado cor-de-rosa" da maternidade.

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  24. Parabéns pela posição relativa à amamentação.
    Cada um sabe de si!

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  25. Obrigada pelas palavras! Amamentei o meu bebe ate aos 3 meses..aí ele embirrou com as mamas e sempre que vinha ao peito era um berreiro..fui tirando a bomba para lhe Dar mas o estímulo nao é o mesmo e o stress de estar a falhar aumentava a cada dia..o peito secou e agora LA é o que ele toma..senti-me ma mãe na altura..e msm agora ainda me sinto triste quando vejo maes a conseguirem ate aos trinta e tal meses e eu apenas consegui 3 �� mas importa é que o meu príncipe esteja bem e a crescer ��

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    1. O seu bebé passou pela crise dos 3 meses (pesquise sobre isso).É normal o comportamento q descreve ,mas passa. As minhas só mamavam em pé e a morrer de sono. Se a Inês nao tivesse desistido e introduzido biberão provavelmente teria conseguido manter a amamentação. Fica a dica p um futuro filho.

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    2. Anónimo das 20:28, essa resposta era tão escusada depois deste testemunho....

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    3. Anónimo03 janeiro, 2019 20:28 Ora bolas! A Inês estragou tudo não foi!? mas pronto agora a filharada toda que se segue pode seguir o seu belo exemplo! (desnecessário mesmo!)

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  26. É horrivel amamentar eu nao produzia leite o que produzia nao chegava o miudo berrava,o peitos sangravam e ainda ouvia tu nao queres maze nao é que nao tenhas leite tu é que nao te apetece,mas eu fui pro segundo filho e aconteceu o mesmo e digo odeio detesto é a pior faze de todas e acho que nenhuma mulher que goste de amamentar tem o direito de apontar o dedo a quem nao quer ou não o pode fazer.Desculpem mas foi o pior pesadelo de toda a maternidade que depois de 9 anos ainda tenho dores nos peitos

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  27. Com trinta e tal meses eles já comem bitoques e não têm necessidade nenhuma de leite materno, por isso não se sinta mal.

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    1. A peditra Dr. Graça Gonçalves da clínica Amamentos, vai discordar, pois com 30 e tal meses, óbvio que o leite é pouco, mas mesmo o pouco passa sempre nutrientes. ;)

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    2. Porque raio ainda continuam a contar o tempo em meses, não é mais fácil dizer 3 anos? Nunca percebi essa. E amamentar uma criança de 3 anos que possivelmente já come de tudo e se for necessário até a enchem de bebidas açucaradas mas depois recebe os nutrientes do leite materno.... digam o que disserem, crianças dessa idade ainda penduradas nas mamas da mãe será sempre esquisito, mas podem mandar pedras, já se está à espera

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  28. Ótimo texto, sou profissional de saúde e concordo plenamente, amamentar deve ser uma uma escolha, baseada em informação e no contexto de cada familia.

    Quero apenas acrescentar que o maior fator de falha na amamentação exclusiva (para além do atual panorama de licenças de maternidade em Portugal) até aos 6 meses, preconizada pela OMS, é a falta de apoio especializado em amamentação. Os profissionais de saúde têm pouca ou nenhuma formação, pouca acessbilidade, e julgam as mulheres de forma indiscriminada. Para além disso, o pós parto pode ser muito solitário, já não há tribos a criar crianças.

    Também tive problemas na amamentação e as minhas fadas foram a Constança do Centro do Bebé que me indicou a Mónica Pina. Ainda amamento. Por isso se não têm contra indicações médicas e se o querem fazer saibam que há pessoas disponíveis a ajudar.

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  29. A sociedade está virada para culpabilizar a mulher e a mãe especialmente, ponto. Tu sentiste dedos apontados porque não amamentaste, eu sinto dedos apontados porque "assim também já é demais". E que tal deixarem-nos em paz com as nossas mamas e os nossos filhos?

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    1. O mais triste é que esses comentários vêm de mulheres da nossa geração. Parece que temos todas de ter 2 filhos até aos 35 anos, um casalinho de preferência, parto vaginal, amamentação até aos 4 meses (mais do que isso, credo!) and so on. Inicialmente, esta falta de respeito irritava-me profundamente. Depois comecei a ter pena de quem os fazia, porque percebi que vinham de pessoas que projetavam em mim o pouco respeito que tinham por si mesmas. Mulherzinhas...

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    2. Isto é tão verdade! Eu no início engoli tanta barbaridade que me disseram...a tentar fazer sentir-me minúscula. Mudou-me um pouco como pessoa, agora raramente engulo sapos, se uma pessoa faz questão de ser desagradável eu não lhe devo nenhum especial respeito, levam resposta!

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    3. Pois é verdade, eu pari e tinha mente aberta quanto à amamentação. Eu queria tentar,se corresse bem corria, se não corresse, paciência. Logo no primeiro dia em tive complicações pós parto e ele teve de fazer LA, mas tão logo foi possível voltar para o pé de mim esteve sempre a leite materno. Correu sempre bem, boa pega, boa produção, dei leite apenas até aos 6 meses.... e agora, tendo ele 32 meses e eu ainda amamentando, ouço críticas (muitas vezes severas) de outras mulheres, que não tem jeito, que não há benefício algum, que aquilo é vício, que vai ir para a escola a mamar, que é uma vergonha, que eu devia parar, etc. Acho que deve haver respeito por casa opção (ainda que possa não haver concordância).

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  30. Obrigada pela partilha Pipoca. No tema Amamentação há muita gente fundamentalista, o que é mau. Eu estou a amamentar o meu 2o filho e corre td bem, mas é difícil mmo qd corre bem! A pressão do estar a engordar, o "está a sair leite?" (Lol), o ter de ser sp eu a acordar de noite e a alimentar a cria....é o melhor para o bebé mas não é, definitivamente, um mar de rosas. E a mãe pode e deve escolher o que quer fazer, sem culpas. Beijinhos!

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  31. Adorei! Uma grande realidade que poucas mulheres têm coragem de admitir.
    Tenho uma bebé de 5 meses que desde os 2 meses que bebe leite adaptado em caso de SOS e por opção minha.
    O cansaço de andar com a bomba para trás e para a frente e posteriormente no emprego ter que extrair leite pelo menos duas vezes, não é fácil. Se ainda mama? Pois mama, é o que ela mais gosta, mas de vez em quando, lá vai o leite adaptado.
    Cada realidade é uma realidade. Muito obrigada pela partilha da sua experiência!
    Um feliz ano de 2019 para todos vós.

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  32. Identifico-me imenso com as suas palavras. Ter uma criança prematura nos braços é um desafio de sobrevivência. .naquela altura ai de quem me viesse com m@rd@s... Mas não vou mentir. Senti muita pressao externa durante aquele processo.

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  33. Amamentar não será para quem acredita em fadas mas sim para quem tem bebés de termo, partos tranquilos, pessoas (podem ser mães, avós, tias) que orientam...
    Ainda bem que tive os meus filhos antes desta loucura de blogues e testemunhos senão ia achar que não era capaz, tais são as descrições terrificas que leio!
    Pensem que isto se faz há séculos e não compliquem o que não é difícil!

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    1. Foda-se, que não há paciência para a imbecilidade. Há séculos, as mulheres morriam no parto. Há séculos, eram contratadas amas de leite. Há séculos, bebés prematuros morriam. Há séculos, não se sabia um caralho sobre psicologia da gravidez. A gravidez e o que a rodeia nada tem de instintivo, não é fácil e não corre bem porque sim. Sempre houve mulheres que sofreram e, agora, finalmente, as suas nvozes rompem a ideia parva de que, na gravidez, é tudo muito lindo.

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    2. Anónimo03 janeiro, 2019 13:55 Como ousa proferir tais palavras? Espero que não tenha filhas.

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  34. Sou a favor da amamentação mas não a 100% como muitas cantam por aí. Sou uma pessoa informada, amamentei do primeiro e estou amamentar em exclusivo na segunda mas serei incapaz de levar mais do que os 12 meses.
    Confesso que depois disso já acho um exagero.. E honestamente apesar de ser o melhor para eles.. Porra que isto cansa... Porque o Pai aqui não pode auxiliar ..
    Acho que cada uma deve decidir o que é melhor para si e para os seus filhos... Eu confesso que gosto muito e ficaria tristíssima se não o pudesse fazer nesta fase inicial

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    1. Mas como pode ser um exagero se a OMS recomenda até aos 24 meses?

      Disclaimer: Não tenho filhos, não quero ter e não me importa de todo se quem tem amamenta ou não. Mas nunca poderá ser um exagero se é comprovadamente o mais saudável até aos dois anos de idade.

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    2. Essa teoria do dar de mamar é, sobretudo, uma indicação para os países de terceiro mundo onde, tantas vezes, não há alternativa ao leite materno. Nos países desenvolvidos não existe, de todo, essa necessidade.

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    3. Essa diretiva da OMS não é sobretudo para os países de terceiro mundo....O leite materno é o único alimento vivo que existe. Tem anticorpos e mais do que comprovado que é o melhor alimento para o bebé. Só para clarificar o comentário mais nada...

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    4. Não há essa necessidade, mas há a necessidade de dar leite de outro mamífero, um bovino?
      A criança precisa de leite até aos dois anos, é daí que vem a indicação da OMS.

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    5. A OMS já publicou um artigo a dizer que a teoria que é para países de 3o mundo é errada. Que é para todos os países do mundo!

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    6. O que os estudos da OMS mostram é que:
      "Exclusive breastfeeding of infants with only breast milk, and no other foods or liquids. These advantages include a lower risk of gastrointestinal infection for the baby, more rapid maternal weight loss after birth, and delayed return of menstrual periods. No reduced risks of other infections or of allergic diseases have been demonstrated"

      É isto. Nada mais. É claro que o colostro que é produzido logo a seguir ao parto é rico anticorpos e é importante para a imunidade do bebé, mas depois esses níveis de anticorpos diminuem muito no leite. Não estou a desconsiderar a amamentação porque também tem benefícios para a mãe (quando corre bem, quando não corre torna-se um fator de stress). Só acho que precisamos de mais tolerância. Quem quer amamenta, quem não quer ou não pode não tem de se sentir menos por isso. Porque o bebé vai estar bem alimentado e nutrido na mesma.

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  35. Fez o que podia e acredite que o pouco que deu fez muito bem à sua filha pois queiram ou não o leite materno é o melhor. Amamentei 4 meses e nunca tive um problema, nem dores, nem mastites e eram os melhores momentos do dia pois era quando estava calado e conseguia adormecer encostadinho a mama

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  36. Nem mais.
    Cada um que faça o melhor para todos.
    Acima de tudo para a sanidade mental de todos!

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  37. Bom, já eu nunca quis amamentar e acabei por fazê-lo até aos 22 meses 🤪 o pirralho gostava e eu fui dando, até que ele próprio deixou de pedir 😊 correu tudo bem, mas é muito desgastante, porque não podemos ser substituídas

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  38. Por aqui o processo foi muito complicado e desgastante. O miúdo adormecia na mama, e sempre teve que beber leite adaptado como complemente. Eu que sempre disse que me era indiferente a amamentação, optei por nunca deixar de tentar... apesar de algumas vezes ter tentado desistir, consegui ter o apoio de uma enfermeira espetacular que sempre nos deu força. Hoje ele já tem 13 meses, e continua a mamar de manhã, à noite e quando lhe apetece. Apesar da minha insistência (por opção), não consigo compreender (e fico ligeiramente irritada) com o fundamentalismo da amamentação. Acho que só deve haver amamentação enquanto a mãe quiser e se sentir bem com isso... é está a resposta que agora dou quando me perguntam "até quando vais amamentar?".

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  39. O meu bebé nasce no final de Fevereiro e preciso de ler estas coisas para mais tarde saber que sou normal, que não estou sozinha. OBrigada Pipoca.

    Andreia

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  40. Posso dizer que vive um conto de fadas da amamentação, amamentei até aos 15 meses nunca tive dores feridas ou mastites. Mas posso afirmar com toda a certeza que se tivesse tido teria optado pelo leite adaptado pois penso que amamentar com sofrimento não faz sentido numa sociedade moderna onde existe alternativas válidas.

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  41. Não sei se alguém ainda acha que amamentar é a melhor coisa do mundo, porque toda a gente só tem histórias horríveis a relatar dessa altura (pelo menos do início)! Estou grávida de 8 meses e vou tentar o meu melhor para amamentar pelo menos os 6 primeiros meses, aquilo que já retirei do que fui ouvindo é pedir ajuda logo. Assim que algo pareça não estar a correr bem, que existam dores, dúvidas etc, perguntar aos enfermeiros especialistas e conselheiras de amamentação. Penso que não serei capaz de aguentar e só recorrer a ajuda ao fim de 3 meses, como a Pipoca fez! Se tenho tido uma gravidez santa e tudo tem corrido tão bem que só vou às consultas de rotina e não "chateio" ninguém nos entretantos, no pós-parto e amamentação vou ter de me sentir à vontade para "incomodar" as vezes que forem necessárias e procurar ajuda. Há vários relatos de mães que passaram mal as primeiras 2 semanas e depois a coisa encarreirou com a ajuda de pequenas coisas e nunca mais tiveram problemas, só espero que seja mesmo assim :) se não, haverá sempre o leite adaptado e sem culpas, claro.

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    1. Eu não pedi ajuda ao fim de três meses. Ao fim de três meses já a miúda estava exclusivamente com leite adaptado. Quando falei com a Constança, do Centro do Bebé, acho que a Benedita ainda nem tinha um mês. E, antes disso, tinha outras pessoas que me ajudavam, nomeadamente a pediatra da Beni.

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    2. Eu achei :) Mas tive sorte com a minha primeira filha que pegou muito bem na mama assim que nasceu. Já da segunda tive que pedir ajuda ao cantinho de amamentação do centro de saúde da minha área mas também foi ao lugar sem grandes problemas. Nem todas as experiências são más, temos é que saber como lidar com as situações que vão surgindo e decidir em consciência sem ter o peso dos outros a opinar.

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    3. Então eu vou deixar aqui o testemunho de que não há só histórias horríveis de amamentação: 2 filhos, amamentados em exclusivo até aos 5.5 meses, um desmamado de forma natural aos 14 meses, outro com 19 meses ainda mama. Não nos subestimemos assim, nós estamos preparadas para isto, temos acima de tudo que acreditar e usar a informação CORRETA a nosso favor, procurar as pessoas certas para nos ajudarem em vez de "abortar" a missão à 1ª dificuldade. O corpo precisa de tempo nas primeiras semanas para se adaptar às necessidades do bebé, e a partir daí começa a estabilização. Tem CAM's que apoiam de forma gratuita por todo o país. Peça ajuda na dificuldade! Votos de que tudo corra bem.

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    4. Sabe, acho que quando estamos grávidas as mulheres gostam de nos massacrar com histórias que nos deixam com medo. Acho que deviam ter mais cuidado. Eu tinha tantoooo medo do parto e da amamentação igual! Acredite, há experiências boas, a amamentação correu me tão bem, nada de dores...tive mesmo muita sorte. A minha boneca fará 3 anos em fevereiro e ainda mama à noite. Tentei desmamar quando ela tinha 2 anos e não tenho conseguido. Uma altura comentei com uma colega que ainda amamentava e a resposta dela deixou me triste. Hoje quando me perguntam se ainda mama nem sequer respondo, vão se é encher de m****! As pessoas não valem nada. Que tudo corra bem*

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    5. Obrigada pelos vossos comentários :) mas, se virem pela amostra dos comentários a este post, a maioria das pessoas tem uma experiência negativa! Mas conheço várias pessoas que relatam esse período negativo como algo inicial, de 2 ou 3 semanas de duração e que depois é ultrapassado e torna-se fácil e uma experiência gratificante, pode ser que consiga que comigo seja assim :)

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    6. As maioria tem histórias negativas aqui neste post, não na vida real

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    7. A minha experiência foi super positiva! Amameitei o meu filho mais velho exclusivamente ate aos 6 meses, e correu muito bem, quando estava a fazer 1 ano deixou de querer mamar. Agora tenho um bebê de 6 meses, que nasceu um pouco preguiçoso e que foi preciso ajudá-lo a mamar, mas consegui também amamentar exclusivamente ate aos seis meses. Nas primeiras semanas temos de ter muito cuidado com as mamas, com o meu segundo filho a descida do leite foi mais rápida, ainda estava no hospital, dava de mamar e depois tinha de tirar leite, tomar duches quentes, ou passar toalhas quentes, as minhas mamas ficavam inchadas, pareciam que iam rebentar, ate doíam...no primeiro mês fiz uma pequena greta, cheguei uma pomada e passou. Nos primeiros dias é complicado, mas depois o nosso corpo adapta-se à amamentação. Ser mãe é a coisa mais bonita do mundo, mas ninguém disse que era fácil!

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  42. Passei por uma situação muito semelhante e qd ficava com a miúda uma hora na mama e depois ainda lhe tinha de dar leite adaptado (porque o que mamava não era suficiente) percebi porque muitas mulheres desistem de amamentar. É em certas alturas muito esgotante e é preciso muita força de vontade para continuar. Consegui dar de mamar até aos 6 meses mas nem sempre em exclusivo. Para a Benedita esse leite foi muito importante, digam o que disserem.

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  43. Nem mais. Tentei dar só maminha em casa mas efetivamente a criança andava a passar fome e a perder peso. Dei leite adaptado e maminha até 5 meses. A partir daí só leite adaptado.
    A criança assim estava alimentada eu dormia ela dormia e andávamos/ andamos todos felizes.
    Dorme sozinha desde o 1o mes de vida no quarto dela (córror né?) e desde os 11 ou 12 meses que dorme a noite toda.
    Compreendo que o melhor para as crianças é o mais natural, e por isso gasto balurdios em alimentação, tudo BIO.
    Mas não tenho muita paciência para mães que se queixam com os filhos de 2 anos que acordam de 2h em 2 h para mamar. Porque é saudável mas enfardam bolos de chocolate as crianças entre mamadas. E mantém a dormir nos quartos dos pais.
    Maléfico não é leite adaptado. Maléfico é pais cansados sem dormir.
    Nada contra quem da de mamar até aos 2 3 ou 4 anos. Mas por favor não me venham com o saudável e defesas. Porque a minha bebé leite adaptado mas não come doces com 1 ano e meio.
    Todas fazemos o melhor certo?
    Felicidades
    Tem uns filhos super fofos.

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    1. ''E mantem a dormir do quarto dos pais''. É isto que me dana, já espera antecipadamente as críticas por ter o seu bebé de 1 mês a dormir sozinho no seu próprio quarto mas depois não se coíbe de vir com a crítica para aqueles que ao 1, 2 ou 3 dormem no quarto dos pais... Querem-me ver que agora também há leis e prémios para pais cujos filhos dormem a noite toda sozinhos desde x idade?!

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  44. Tenho uma bebé de 3 meses e durante toda a gravidez sempre achei que ia amamentar em exclusivo até aos 6 meses, mas não foi bem assim... tudo era um stress!!!
    A criança chorava o dia todo, não sabia que quantidade estava a comer, tinha dores horríveis e sentia-me angustiada, nervosa e stressada.
    A produção de leite também diminuiu drasticamente e comecei a dar suplemento. Queria acabar com a amamentação, mas sentia-me mal com os comentários alheios.
    Até que aos 2 meses decidi deixar de amamentar e foi a melhor decisão que tomei. Apesar de ainda ouvir comentários desagradáveis, hoje sou muito mais feliz e ela também.

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  45. É muito difícil hoje em dia sermos mães, a culpabilização á qual estamos sujeitas para tudo é desgastante e frustrante, muito mais até que as próprias experiencias que vamos tendo. Nunca fui radicalista, sempre quis para mim e para o meu filho o melhor. Se o melhor fosse cesariana ao envés de parto normal, então que seja, se o melhor fosse leite adaptado, sem problema. Tive a "sorte" de ter um parto normal que correu muito bem e de o meu filho agarrar logo a mama. Mas o processo todo da amamentação é doloroso, não só fisicamente como também e muito psicologicamente. Dei de mamar enquanto o meu menino quis, até aos 12 meses, mas ainda me lembro do alivio e libertação que senti quando o deixei de fazer. Pode parecer egoismo mas foi o que senti no momento. E tenho pena que hoje em dia não possamos exprimir estes sentimentos e que nos façam sentir culpadas pelo que sentimos. Obrigada Pipoca.

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  46. Como me revejo nestas palavras. Tentei ao máximo amamentar a minha filha, durante 3 meses consegui que apenas bebesse do meu leite, ao fim desse tempo tive que introduzir o suplemento porque já não produzia quase nada. Tentei de tudo para estimular a produção, mas nada surtiu efeito. Até que a determinada altura, aquele que devia ser um momento calmo e tranquilo passou a ser uma fonte de stress para mim é para ela. Passei a dar só leite adaptado. Obrigada pelo testemunho.

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  47. Emocionei-me muito a ler estas palavras porque revi a minha experiência neste relato. Obrigada pela partilha.

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  48. Nas aulas de preparação para o parto ninguém nos fala das dores que se sente nas primeiras vezes que eles mamam, ninguém fala que às vezes não fazem uma pega como deve de ser e temos de andar ali a insistir, ninguém nos prepara para os olhares das outras mães, quando na maternidade nos oferecem um biberão de LA para que tanto a mãe como o bebé descansem. Falam-nos em pomadas e mais não sei o que, mas não dizem o quanto doi ter um mamilos gretado e as lágrimas que se deita quando o bebé mama. Ou para o susto que é o bebê bolsar pintinhas de sangue porque ao mamar engoliu sangue da mama estar aleijada.
    Ou estar a tirar leite com a maquina e sair cor de rosa.
    E as mastites, ai as mastites, só de pensar nas 2 que tive, até já fico com dores.
    Pensei em desistie todos os dias, mas ela continuava a mamar, continuava a engordar e muito, por isso não o fiz, adaptei-me. Descobri as maravilhas dos mamilos artificiais, e não tive mais dores, nem gretas, nem nada. Já experimentei voltar a dar de mamar sem eles e ao fim de 2 ou 3 vezes as mamas já estavam a ficar mal, voltei ao mamilos. Levo a coisa na descontra, ela come bem, engorda, enquanto assim for continuo. Mas tem que se ter mente aberta, não ser fundamentalistas e cada uma sabe até que ponto aguenta. Li em algum lado que tão importante como um bebé bem alimentado é uma mãe com capacidade física e psicológica para ser mãe.

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  49. O mundo não está virado para a culpabilização das mulheres que, por um motivo ou por outro, optam por não amamentar, o mundo está virado para a culpabilização das mulheres ponto.
    Eu dei de mamar às minhas filhas, dei porque correu bem, e dei porque pude, mas nem por isso deixei de ouvir todas as criticas e mais algumas, se chorava era porque tinha fome, se se mexia é porque se calhar o meu leite não prestava, se não dormia é porque ficava com fome, mamaram até tarde é porque estava a fazer da mama uma chucha...
    à primeira ficava de rastos, à segunda marimbei-me para a opinião das pessoas, vão de resto satanás, larguem as maminhas das outras mães e metam o bedelho na vossa vida, se elas quisessem opiniões pediam boa? Até lá vamos todas acreditar que dá quem quer, não dá quem não quer ou não pode e haverão pediatras que sigam a evolução das crianças e que guiem as mães

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  50. Li e revi-me em cada palavra.
    Quando nasceu o meu primeiro filho a amamentação no início foi um tormento, com os mamilos feridos, mas passado um mês lá fui conseguindo amamentá-lo e tirar com a bomba o leite para o meu marido lhe dar durante o dia (sim, porque sou cidadã de segunda sem direito a licença).
    Nasceu a minha segunda filha e nunca pensei que voltasse o drama do peito ferido, mas voltou. Durante os dias na maternidade a criança sugava-me os mamilos como se me tirasse a alma.
    Viemos para casa e passados uns dias, primeira mastite (sim, porque já vou na 6.ª). As três primeiras mastites foram de bradar aos céus, com direito a antibiótico. E como diz a Pipoca, há que acreditar em fadas, unicórnios e que o que fazemos nos dará passagem directa para o mundo celestial com direito a spa e champanhe).
    Decidi que iria secar o leite caso voltasse a aparecer, comprei os comprimidos, mas sempre que chegava a hora lá arranjava uma desculpa inconsciente para não secar o leite.
    Confesso que depois de um dia de trabalho reconforta-me estar cinco minutos sentada com a minha filhota ao colo.
    Amamentar não é definitivamente o mundo cor-de-rosa às bolinhas que todos pintam.
    A beleza disto é que hoje temos a hipótese de escolher o que é melhor não só para eles, mas também o que nos permite manter a nossa sanidade.
    Eu mantenho a amamentação mas já introduzi o leite de lata, porque sou eu quem precisa de ir trabalhar todos os dias e para isso temos que nos adaptar às condicionantes.
    O mundo evoluiu e cada um sabe de si.
    Um Beijinho para a Pipoca e para a família. Um Bom Ano.

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  51. Olá Pipoca ... esta é a primeirissima vez que comento os seus posts embora seja uma leitura assídua. Tenho 52 anos e sou mãe de 3 filhos já adultos. Na minha altura era tudo um pouco diferente e tive realidades diferentes com cada um dos meus filhos.Concordo com tudo aquilo que escreveu (é um belissimo post)e já agora deixe-me dizer-lhe que adorei a parte em que entra o Brad Pitt. Muitas felicidades para os seus filhos e Feliz Ano Novo

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  52. Sou mãe de dois, o Gustavo de 6 anos amamentado até aos 9 meses (qd decidiu por vontade própria que não queria mais) e a Francisca de quase 11 meses e que é mamolica assumida. Felizmente nos dois casos tudo correu/tem corrido muito bem mas o meu mantra é " vale mais um biberão dado com amor do que uma mama em sofrimento ou contrariada". Partilho da ideia de que cada mãe/bebé são sábios o suficiente para perceberem o que melhor funciona para si, o importante é o bebé ser/estar alimentado.

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  53. Como tudo na vida é preciso muita sorte, e eu tive essa sorte. A minha bebé nasceu pro em mamar, doeu um pouquinho nos primeiros dias mas eu nem queria acreditar na minha sorte. Se o bebé faz uma boa pega na mama é muito mais de caminho andado para a amamentação correr bem. Pra mim dar de mamar foi tudo de bom. O que noto é que hoje em dia há uma pressão enorme em cima das mulheres para amamentarem. Isso leva a que muitas mulheres que querem faze lo mas nao conseguem, por várias razoes, se sintam a pior mãe do mundo. E não me choca minimamente uma mulher não querer amamentar , somos seres livres e sim estou bem informada sobre os benefícios da amamentação. Vejo cada fundamentalista em amamentação que ate fico doente. No fim de contas o que interessa é um bebé feliz e de barriguinha cheia:)

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  54. Mamã feliz, bebé feliz. Relaxar e nada de fundamentalismos. Como foi dito o que interessa é que o bebé seja alimentado.

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  55. Grande testemunho =)

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  56. Também concordo que é um assunto q gera muitos preconceitos e criticas relativamente ao assunto.
    Acho que tudo depende das circunstancias e do que considerarem ser melhor para o bebé e para a família.
    No meu caso dei de mamar durante 4 meses, mas não tinha muito leite, por isso tive de dar também suplemento logo desde o inicio.
    O processo era complicado, tinha pouco leite e ele estava a acrescer bem, por isso ao final dos 4 meses passou só para biberão .

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  57. Tao verdade!!! Passei exatamente pelo mesmo e na mesma altura o meu Lucas nasceu dia 13 de julho,1 dia antes da tua Beni.
    Parabens pelo blog

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  58. Uiiiii!!! Um post sobre amamentação. Lá vem o fundamentalismo.
    Era espetacular que as mulheres deixassem de ser umas cabras umas com as outras. Principalmente no que toca à maternidade.
    É um momento tão stressante, cheio de ansiedades, duvidas. Seria brutal não levar com as criticas de outras mães, donas de toda a sabedoria.
    Cada mãe deve poder fazer as suas escolhas. Escolhas que promovam o seu bem-estar, do seu bebé e a harmonia familiar!
    Se não querem dar de mamar, não dão.
    Se querem dar, se o bebé “quer” e se a produção de leite permite, estejam à vontade!
    Não somos donas das mamas umas das outras.

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  59. Obrigada pela partilha! Cada vez sinto mais que a Internet, os blogs e as pessoas que têm a generosidade de escrever as suas experiências são MESMO muito valiosos. Felicidades <3

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  60. Aplausos para este post. Revi-me em cada palavra!
    Bom Ano Pipoca!
    Andreia

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  61. Horas sem fim em que a minha filha não mamava quase nada, dormia, depois chorava. Stress, angústia. Como por razões profissionais,eu estaria fora dois dias por semana a médica sugeriu que introduzissemos o leite adaptado pouco a pouco Assim que o provou, a menina não quis mais o peito. E assim se resolveram as coisas com maior sossego muito maior comunhão entre mim e ela, sem nervos nenhuns Cada uma sabe de si , mas a minha experiência diz-me que nem tudo é tão bom ou tão mau nas diversas opções disponíveis Uma mãe sem angústia na hora de amamentar é certamente um bem para a criança E sim as primeiras palavras da minha filha foram mamã e papá como as de quase todos os bebés (a linguística explica) . E os olhares cúmplices nas fotografias não deixam dúvidas quanto à conexão entre nós. Penso que todas fazemos o que é melhor para os nossos filhos,.

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  62. A minha opinião vale o que vale, mas....estou total e completamente de acordo consigo. Também ia cheia de força e vontade com as minhocas na cabeça de que, se por um lado queria criar logo aquele elo de ligação, por outro seria a "má mãe" que não tinha conseguido amamentar.
    Pimba - o primeiro senão veio num parto demasiado longo e normal com forceps, uma bebé com um peso acima da média 4,190kg e uma quebra acentuada nos valores de sangue da mãe, inclusive de potássio, que me fez ter que levar uma injecção qualquer assim que ela nasceu e a proibição de amamentar até os meus valores estarem estáveis.
    Não sei quanto aos outros bebés, mas a minha nasceu literalmente esganada com fome e vai daí, depois daqueles trâmites todos, deram-me uma biberon de leite para lhe dar, creio que aquilo vinha cheio, era dos pequeninos de 90ml.

    Ora, ninguém me disse nada, e eu feliz a vê-la sugar aquilo tudo, deve ter deixado aí uns 10ml, talvez. Nisto chega uma enfermeira, ficou lívida quando viu o biberon quase vazio e perguntou-me se ela tinha tomado aquilo tudo e eu feliz da vida a dizer que sim!

    Não podia - era um recém nascido, só devia beber para aí uns 30ml. Sim sim, viu-se logo ali que a criança precisava de muito alimento.

    Apenas 7 horas depois é que eu estava em condições mínimas de iniciar o processo e posso dizer que a primeira experiência foi dolorosa. Apertaram-me os mamilos para sair o colostro, depois a adaptação da boca da bebé ao mamilo, depois o desconforto da sucção e o vácuo que fazia e que me doía horrores quando acabava. Passado uma hora já ela berrava com fome, e foi assim para aí 1 mês. Eu acreditava que tudo valia o meu esforço, até porque ela ganhava peso, mas nunca consegui tirar leite com a bomba; não comprei a eléctrica porque havia algo em mim que me dizia que não ia valer a pena e nunca me adaptei à manual.

    Cheguei à consulta do primeiro mês da miúda, a Pediatra perante o meu ar esgotado disse-me assim. Esqueça os estereótipos, faça o melhor para as duas, o leite adaptado tem imensa qualidade e em minha opinião está na hora de lhe dar um suplemento de leite adaptado e vai ver a diferença".

    E de facto vi - uma bebé que aguentava apenas 1 hora com o meu leite, mamando e depois com o reforço, passou a aguentar horas seguidas. Eu passei a dormir um bocado. Quis o destino que por indicação médica, e aí por questões inerentes a mim de doença, tivesse que deixar de amamentar aos 2 meses da cria. Sofri imenso porque naquela fase eu tinha o melhor dos 2 mundos, estávamos totalmente adaptadas e o reforço fazia o resto do milagre, mas teve que ser. Agradeço que fui acompanhada por profissionais fantásticos que sempre me sensibilizaram para o facto de que para a bebé estar bem, antes teria que estar eu, e que o vínculo proporcionado pela amamentação tinha sido criado enquanto a mesma durou, as defesas também lhe haviam sido passadas, portanto nada de maus pensamentos ou remorsos.
    Muitas felicidades para essas 2 crianças lindas.

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  63. O verdadeiro tema tabu da maternidade… entre as fundamentalistas da mama e as fundamentalistas do biberão o melhor é nem tocar no assunto.
    Falando a sério, eu tive dessas mastites fofinhas de 40º de febre, dias de cama e antibiótico no bucho. Ainda nem 1 mês de vida a criança tinha e eu já ia na segunda (eu era a verdadeira vaca leiteira, o miúdo era amamentado e passada 1 horita já eu deitava leite por todo o lado, era horrível, não podia sair de casa nem por meia hora que não havia o que me salvasse de ficar encharcada em leite). Desisti de amamentar, pela minha sanidade mental, e apareceu uma alminha que me chamou de "fraquita", que ela também achava que tinha tido uma mastite e aguentou. Quando tentei explicar que ela só "achava" mas eu tinha a certeza, porque estive 3 dias de cama com dores no corpo e cheia de febre e que não era a melhor mãe que podia ser naquelas condições, continuou a dar-me ralhete como se ela fosse uma mãe superior!

    Foi a primeira e ultima vez que falei no assunto, hoje em dia se me perguntarem digo que tentei mas não correu bem e acaba a conversa, era só o que me faltava deixar que me façam peso na consciência por ter feito o melhor por mim, tendo em conta que o meu filho não passou fome por isso e teve direito a uma mãe mais feliz, que podia sair de casa sem morrer de vergonha e sem ficar doente a cada 2 semanas.


    AnaC

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  64. Detestei, foi horrível, durou o tempo que durou, mas eu ia enlouquecendo. Sejamos práticas, nenhum filho estará bem se ao seu lado toda a gente estiver a ficar louca e olhem que ainda me consigo lembrar do meu ar de desespero e do pai, quando passado o tempo da mamada estava a chegar logo a hora da outra. Ainda me lembro da derrotada que me sentia, quando depois de mamar, ele chorava desalmadamente e alguém dizia: deve ser fome.
    Foram tempos duros, sem fadas, sem duendes. Salvaram-me as pessoas sensatas que rodeavam.
    Sandra

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  65. Revejo-me tannnto neste testemunho!!!! Infelizmente tive duas péssimas experiências. Só de me lembrar da mastite que tive…. passei uma tarde no Hospital dos Lusíadas a ser "ordenhada" por uma enfermeira, com as lágrimas a caírem-me cara abaixo… dass… Bom ano!

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  66. Parabéns pela coragem de escrever isto sem rodeios. E obrigada.

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  67. Testemunho mais real que isto é impossível! Só tenho pena de não ter tido este "abre olhos" há 3 anos atrás quando o meu filho nasceu. Eu ia com a cabeça cheia de mar de rosas e mas foi tudo ao contrário... a descida de leite nunca se deu da forma que eu achei que se ia dar, nunca tive produzi leite a potes mesmo o miúdo vir sempre à mama. E odiei a experiência de ter que tirar leite com bomba. Tive muita pena da amamentação não ter sido exclusiva mas também tive que ser prática para o bem dele (e meu). Mamava e completava a refeição com leite adaptado. E durou até mais do que eu julguei pelo desenrolar do filme. Por isso concordo plenamente que cada mulher tem o direito de fazer a sua escolha!

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  68. Amamentei o mais velho até aos 2 anos e o mais novo até aos 3 anos... correu bem, mas é muito difícil. Compreendo bem a decisão de não dar de mamar. Beijinhos

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  69. Ana, estou nesse processo de tentar amamentar um bebé que ainda nem um mês tem e por isso li este post na esperança de que partilhasses algum super truque para ver as fadas e os unicórnios �� da amamentação. Apesar de todos os conselhos e técnicas das mil e uma pessoas que já me apalparam e amassaram as mamas e mesmo depois de ouvir que não são os bebés que são preguiçosos mas sim as mães, o meu não quer nada com mamas e só aceita o biberão ��, o que, contrariando a máxima das mães preguiçosas, dá muito mais trabalho e me faz refem da bomba.
    E depois, além de cansaço, da frustração e da pressão social há ainda as malditas hormonas que tornam tudo ainda mais complicado...

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  70. Ana, desculpa a pergunta, não leves mesmo a mal, mas ter silicone interfere de alguma forma com a amamentação? Tenho mesmo esta dúvida.

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    1. De modo geral, a colocação de uma prótese para aumentar os seios não impede a amamentação. O tipo de cirurgia (incluindo o local do corte e região onde o implante é feito) pode, no entanto, ter algum efeito sobre a produção ou escoamento de leite.

      É por isso que se recomenda que mulheres que pensam em fazer a cirurgia e ainda pretendem ter filhos conversem com o médico para ter certeza de que a técnica usada é compatível com o aleitamento materno.

      Essas dúvidas são para ser esclarecidas com os profissionais de saúde, não aqui.

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    2. Se tem mesmo esta dúvida, e sendo uma coisa séria, porque não faz a pergunta a alguém que perceba do assunto? Há médicos e especialistas. Perguntas destas num blog? A sério?...

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  71. Grande pipoca. Fartinha das fundamentalistas da amamentação.

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  72. Identifiquei-me tanto com o seu testemunho. Amamentar não é fácil. Ser mãe de prematuro não é facil. As pessoas adoram julgar. Pois podem meter o julgamento no c*. Ate que saibam o que é ter um bebê nos braços que mal tem forças para respirar sozinho, rezumam-se à sua insignificância! Muitos parabéns pipoca pela forma como mais uma vez deu voz a tantas e tantas mães ����

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  73. O que creio ser importante é que as futuras mães não rejeitem a amamentação "só porque sim". Porque uma coisa é dizer, ainda o filho está na barriga, que jamais darão de mamar porque um sem número infindáveis de disparates, outra coisa, é a própria mãe colocar e risco a sua própria saúde para o fazer. Acho que é aqui que reside a grande diferença entre as "apoiantes" da amamentação e as "fundamentalistas" da amamentação. E, como tudo na vida é preciso bom senso.

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    1. O que é que entende por "só porque sim"? O simplesmente não quererem amamentar não é um motivo válido? As mulheres devem poder tomar essa decisão quando quiserem. E mudar de opinião, se lhes apetecer.

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    2. Pipoca, "só porque sim" implica não ter motivos para isso. O que quis dizer (pelos vistos expressei-me mal, mas não quis estar aqui a deixar um testamento) é que as mulheres não devem, à partida, negar uma ciência que não conhecem (desculpe, mas encaixa bem aqui o trocadilho). Agora, outra coisa diferente, é o seu caso e o de outras mulheres em situações semelhantes. Não me parece que a mãe e mulher tenha de estar a sacrificar a sua própria saúde em prol de uma coisa que tem alternativa e que até é viável. Ou seja, não estamos a falar de, entre dar de mamar e a criança viver ou não dar e a criança morrer por causa disso. Há alternativas, saudáveis também. Agora, o que não se pode negar também são os inúmeros benefícios da amamentação. Acho que as pessoas não podem (ou não devem) ignorar esses estudos. É como a história da cesariana vs parto vaginal. Se há bebés que nascem de cesariana, há. Se há mulheres e bebés que não sofreram nada com isso, há. Mas se, estatisticamente e comprovado cientificamente (leia-se, comunidade médica) é mais seguro para a mãe e para o bebé o parto vaginal, é. Repare, eu não vejo o mundo a preto e a branco, e creio que a Pipoca também não. O que me parece é que, sabendo que a amamentação é, à partida, o melhor meio de alimentar bebé, não vejo porque se exclua, logo à partida, essa opção, só porque a mãe "não quer". Esta é a minha opinião, parece-me, tão válida como qualquer outra.

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    3. Continua a ser bastante válido não querer amamentar, mesmo que o motivo seja a sua analogia, "negando à partida uma ciência que se desconhece". Enquanto não for lei e obrigação, é uma opção da mulher. A sua opinião só é válida para as suas mamas, para as outras mulheres a sua opinião vale zero, pq lá está, é uma opinião.

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    4. Cara comentadora das 21:24, ninguém aqui está a pedir-lhe que concorde com a minha opinião. Se não concorda podia tê-lo dito, mas pelo menos de forma mais educada. A sua última frase é muito pouco polida. Há tanto comentário tolo para ir poder embirrar, porque veio fazê-lo ao meu quando apenas expressei o meu ponto de vista sem ferir ninguém?

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    5. O seu comentário menoriza as mulheres. Não querer amamentar é uma decisão baseada naquilo que a pessoa conhece de si. Se a mulher acha o acto de amamentar repugnante ou se tem outro motivo para não querer, ser forçada a amamentar é uma violência. Considera que isso beneficia a relação mãe-bebé? O que está a dizer é que a mulher deixa de existir quando é mãe, que a sua personalidade desaparece, que as suas características psicológicas desaparecem. Não é uma opinião, é uma parvoíce.

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    6. O "só porque sim?" não é válido? Porquê? Qual é o decreto de lei?
      Quais são os motivos válidos?

      Eu não quis amamentar. Simples. E foi mesmo só porque sim. Apesar de todas as eventuais vantagens, não quis. Se existem opções igualmente saudaveis que se encaixam melhor no meu dia-a-dia e na harmonia da minha familia, porque não?
      E estou a marimbar para a opinião dos outros.
      Sou má mãe?! Deixem-me ser. Não é problema seu.
      Os meus filhos serão delinquentes por terem sido alimentados a biberão? Se calhar. Tenho de ir ver os estudos sobre isso.

      Sou uma mulher, não sou uma vaca leiteira. Tenho direito à minha escolha. Ponto final.

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    7. Mas alguém tem de se meter no facto de outra pessoa querer amamentar ou não? É a pessoa que vai criar os meus filhos? Por acaso amamentei 3 meses em esforço mas se tiver outro filho em princípio não vou amamentar e é “só porque sim” e agora? A sua vida vai mudar porque eu não vou amamentar?

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    8. Respeito a opção de não amamentar, mas não deixa de ser triste que as mulheres falem em "vacas leiteiras" de forma tão leviana. Uma vaca leiteira é uma vaca que foi engravidada, teve uma cria, e essa cria lhe foi retirada para alimentar, entre outros, as crias humanas. Não sou mãe e isto faz-me confusão, e acredito que se fosse ainda me faria mais saber que, para o meu filho beber leite adaptado, outras mães e as suas crias foram separadas.

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    9. Pronto, existem as fundamentalistas da amamentação e as fundamentalistas da não amamentação. Será que as pessoas não conseguem expressar a sua opinião de forma civilizada? Para a anónima das 01:32, então se eu tenho uma opinião contrária à sua, a sua também será uma parvoíce? Algo me diz que não é isso que considera da sua opinião. Então se não é, porque é que a minha tem de ser "uma parvoíce"? É isto que eu não entendo! E só disse que achava que a mulher não devia negar à partida a possibilidade de dar de mamar ao seu filho. Mas já que estamos numa de embirração, para a anónima das 9:44, não é "decreto de lei" que se diz, é Decreto-Lei.

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    10. Não quero amamentar, desde que me lembro sempre me causou alguma “repugnância” o acto, não sei explicar o porquê, simplesmente não me vejo de todo a fazê-lo, no entanto já me submeti a tratamentos invasivos para engravidar e quero muito ser mãe, faço o que está ao meu alcance, aguento todas as injeções e mais algumas, mas amamentar não é para todas e sim é uma escolha pessoal e só porque sim

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  74. Tenho dois e ambos foram diferentes nesse tema. O primeiro, julgo que por inexperiência minha já saiu da maternidade com mama e leite adaptado. Mamou até aos 4 meses porque lhe nasceram dois dentinhos que pareciam agulhas e decidi parar de ser torturada. A segunda, mamou muito. Nunca dei leite adaptado. Quando a pequena tinha 11 meses decidi parar porque ía de férias para a praia e recusei-me a andar com os discos debaixo do biquini. Fiz as minhas opções. Se calhar egoístas, mas tenho há tantas outras coisas que abonam a meu favor enquanto mãe...
    Irrita-me, mais do que a questão da amamentação, o preconceito que existe ainda em relação às mulheres que têm bebés por cesariana. Como se não fossem mulheres a sério.

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  75. "Que cada mãe faça o que quer e o que, em consciência, acredita ser o melhor. Se for amamentar, óptimo. Mas só enquanto for bom, porque depois disso torna-se um suplício e ninguém ganha nada com isso."

    A parte que nao percebo e a de "so enquanto for bom"... eu so posso falar da minha experiencia, mas ha muita coisa relacionada com a maternidade/ paternidade que se faz nao porque e bom, mas porque e o necessario ou o melhor para o bebe. Para mim, e bom dormir a noite toda, mas infelizmente isso nao foi opcao nos meses depois do bebe nascer, para mim, nao e bom mudar fraldas e roupa cheia de coco vezes e vezes seguidas, mas infelizmente tive que fazer isso; para mim, nao e bom limpar vomitado da cadeira do carro, mas parece que ha miudos que enjoam a seria…
    Com a amamentacao, o principal problema e que poucas maes chegam a parte boa, porque essa parte so vem com o tempo e a experiencia (da mae e do bebe): a parte do vinculo sem dores ou stress de percentis a atrapalhar, a facilidade de estar tudo pronto e disponivel em qualquer lado e a qualquer hora da noite, tudo isto demora e pena que isto nao seja dito de forma clara, para, ai assim, haver escolha. E para que fique claro, sou completamente a favor de cada pessoa escolher o que e melhor para si, mas acho importante que essa escolha seja informada e assumida.

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    1. Enquanto for bom = enquanto não for uma tortura para a mãe. Porque se for, não faz sentido. Qual é a lógica de ter uma mãe em sofrimento de cada vez que tem de dar de mamar quando há outras opções disponíveis, igualmente válidas? Não acredito na máxima de ter de sofrer horrores havendo outras soluções à mão. Eu não posso evitar que o meu bebé se vomite todo, que faça cocó até às orelhas ou que acorde 45 vezes por noite (quer dizer, posso sempre meter-lhe qualquer coisinha no leite... agora que penso nisso). Simplesmente, não há alternativas a isso. Quer dizer, posso deixá-lo todo vomitado, sujo e a berrar a noite inteira por não querer dormir, mas assim de repente não estou a ver como é que isso nos facilita a vida. Já a amamentação... há alternativa. E é boa. Por isso, se amamentar se torna um verdadeiro suplício, então sim, paremos e recorramos a outra solução. Diz que temos de esperar até chegar à parte boa, mas há muitas mães que nunca chegam a essa parte. E que persistem naquilo porque há gente a dizer-lhe "tens de aguentar, isto é o melhor para o teu filho, isto é que vai criar vínculo, se não amamentares ele vai estar sempre doente, se não amamentares ele nunca vai gostar de ti, por isso sangra para aí, por isso morde toalhas de cada vez que dás de mamar, porque isso é que faz de ti uma mãe espectacular". Hmmmmmm... naaaaaa. Não vai dar. Eu ultrapassei várias dificuldades: ela demorar uma eternidade na mama, mamilos esfrangalhados pela fricção constante da bomba, as dores horríveis de uma mastite, o cansaço... mas depois o leite acabou, fazer o quê? Insistir? Persistir? Com que objectivo? Tê-la a berrar de fome e eu desesperada? Que saudável...

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  76. Bravo Pipoca! Veja lá que já tive para lhe pedir a sua opiniäo acerca deste tema. O que escreveu é mais do que uma lufada de ar fresco. É restabelecer a ordem natural das coisas, é desmistificar a divindade da amamentação. Tenho um irmão que foi alimentado a caldos de farinha há 60 aos e acho que ainda nào morreu ;)

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  77. Eu nunca quis amamentar por opção (da mesma forma que fiz cesariana porque não queria passar pelas dores de um parto normal) mas na maternidade quase que era uma obrigação e aceitei, fui testar os meus limites. Não durou 3 dias. O leite não subiu e vai de suplemento. O bebé chorava com fome porque a minha mama não dava nada. Seco! E quando o leite subiu (passado uma semana) o miúdo nem queria saber das maminhas e não tive qualquer remoço em lhe dar leita de lata. Estava habituado e eu também. Eu queria era o bebé calmo e alimentado devidamente. Sem stress, porque a sociedade é injusta e aponta-nos os dedos e faz-nos menos mães por isto e por aquilo. Eu não me considero menos mãe por ter feito cesariana e por não ter dado de mamar. E se o leite de lata se fosse tão mau como por aí dizem também não era dado, nem recomendado. Íamos diretamente à vaca como antigamente. A Pipoca fez o que achou certo para si e para o seu bebé e mais ninguém deve questionar isso.
    Maria

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  78. Obrigado pela partilha! Eu também me identifico neste texto não consegui amamentar como tanto queria tive uma subida de leite horrível depois de uma cesariana não foi nada fácil! Tinha dores na sutura tinha dores no peito entrei em desespero no dia que tive alta! O meu bico é raso o que dificultava a pega e nem com os bicos de silicone a coisa corria bem! Havia dias que conseguia qualquer coisa mas a minha bebé é muito stressada arrancava os bicos de silicone era um inferno claro que já estava a mamar o suplemento mas eu queria que ela pegasse no meu peito! Hoje passado quase 2 meses as vezes ainda me culpo e penso que poderia ter feito mais mas o meu psicológico o cansaço não me permitiu continuar não sou menos mãe por isso!Ela está a desenvolver muito bem e isso é o que mais importa! Um beijo enorme para si e para todas as mães que por opção ou porque simplesmente não deu para amamentar não se sintam culpadas as coisas nem sempre correm como esperamos

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  79. Obrigada pelo testemunho. Tentei dar de mamar às minhas 2 crianças mas rapidamente percebi que não ia lá com a minha impaciência crónica. O leite acabou naturalmente e passaram a leite adaptado ainda nem 1 mês tinham. Tive alguma pena, mas são ambas crianças super saudáveis e eu tenho umas mamas empinadas e frescas 😄!

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  80. Lei religiosamente o blog há muitos anos. Concordo e valorizo quase (quase porque nunca se concorda a 1000% com tudo) mas este foi dos piores que já li. Quis manter o seu registo irónico, cru, mulher despretensiosa mas a meu ver, o tom é péssimo, a mensagem é de desvalorizaçáo e de 'eu é que sei e não quero saber, não amamentar é um direito e é igual amamentar ou não amamentar'. E não, não não é. E quando escreve 'mas acho que nem com o Brad Pitt a lamber-me as mamas conseguia estimular mais'. É demasiado mau, demasiado desajustado ao tema, é demasiado baixo nível. Gosto de si mas este texto. Não. Muito tiro ao lado. Podia ser honesto, simples mas o tom, não consigo achar que foi o indicado, nem consigo associá-lo na totalidade a si. E volto a dizer... Leio tudo o que escreve. Grata. Felicidades :)

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    1. E chegaram as doidas.

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    2. Baixo nível? O Brad? Se estava bom para a Angelina também estava óptimo para as minhas mamas. Agora fiquei sentida.

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    3. Não confundir estímulo sexual e estímulo à produção de leite...

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    4. P.f. faça uma lista dos assuntos com os quais se podem fazer piadas. Teremos os itens da lista em consideração em futuras piadas/ironias. Tentaremos evitar ferir suscetibilidades.

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  81. Muito obrigada pela partilha! Mesmo! Tenho um filho que vai fazer 6 anos. Mãe e pai de 1ª viagem, saímos da maternidade e depois de um curso de preparação pré-parto, a acreditar que o leite de lata é um sacrilégio e a amamentação a salvação do mundo! A minha criança nasceu pequena, com pouco mais de 2,700Kg e eu não fazia ideia do que seria amamentar. Na maternidade correu minimamente bem, mas em casa...peito duro, sem produção de leite como deve ser, compressas, águas quentes, bomba, o diabo a quatro. Resultado: quando fomos à 1ª consulta, a enfermeira ficou em pânico, quando viu o peso que o meu filho perdeu! Ele passou fome, podia ter ficado com sequelas e não foi pior porque lhe demos o biberão a seguir. Na minha opinião e experiência, colocam nas mães todo o peso de ser "menos mãe" ou "pior mãe", aquela que não amamenta o filho! Eu digo e assumo: se voltasse atrás, não pensaria duas vezes em dar logo o leite artificial, não quero pensar nunca mais em dar de mamar! Não há cá fadas, nem unicórnios e muito menos o Pai Natal! Cada uma é livre de fazer as escolhas que quer e que acha melhor para si e para a dinâmica da sua família. Para mim, o momento mais libertador foi ter o biberão para dar e não ter de me preocupar com mamas e bombas, tendo a certeza que o meu filho estava a crescer saudável! Assim como noutro comentário que li, é um rapazinho saudável e feliz, que teve menos problemas de saúde, que muitos filhos de amigas que amamentarem por mais de 1 ano de idade! Sobretudo, mãe feliz igual a bebé feliz!

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  82. Comigo foi ao contrário: amamentei até aos 2 anos e 5 meses, mas os meus sogros e marido criticaram-me muito por dar de mamar até tão tarde. Aos 9 meses já me estavam a pressionar. Foi horrível, pois apesar de também ter tido o peito em pedra, ter acordado, muitas vezes, de uma em uma hora durante esse tempo todo em que dei de mamar (a sério), gostei muito da experiência. Sei que posso parecer maluca, mas gostei. Era para mim algo espontâneo.
    O que quero é reiterar a mensagem da Pipoca: cada mãe ou cada pessoa sabe o que há-de fazer. As outras pessoas podem ter lá a visão delas, mas devem-nos deixar ter liberdade para decidir e viver esse período descansadas.
    Gostei muito das consultas da Constança, especialmente, porque ela compreende a mãe com quem está a falar. Ela percebe como é a maneira de ser, o que quer... ou não...
    Hoje penso que podia ter dado menos tempo de mamar, pois quando decidi deixar de dar a minha filha não se importou nada (ao contrário do que receava). Sim...eu dei de mamar tanto tempo, pois pensava que ela ia sofrer muito se lhe tirasse essa possibilidade. Não sei, sei que já passou e, com mais tempo ou menos tempo de amamentação, tanto ela como a Beni estão e vão estar bem. Assim o espero. Beijinho

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    1. Não, não é maluca. Eu sei o que quer dizer porque é assim que me olham quando digo que amamento a minha filha de 15 meses. Respeitamos a nossa natureza, só isso. Se não amamentamos, nem merecíamos ser mães. Se amamentamos mais do que 4 meses, somos umas taradas. Não há pachorra para tanta opinião sobre a maternidade, como se fossemos todas iguais, animais em linha de produção. Fez o que sentiu que era melhor e se, ainda por cima gostou... não se justifique. Cumps

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  83. Parabéns pelo post, pipoca!
    Nem só de maternidades de conto de fadas vive o mundo. Demonstrar que as mulheres não precisam se adorar estar grávidas, de amamentar e que têm suores frios de pensar em partos e bombas de leite não é negligenciar o papel de mãe.
    Cabe a vocês , figuras públicas, abrirem consciências e acalmar corações.
    Bom ano :)
    Raquel

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  84. Pipoca, adorei o post. Cada caso é um caso. É eu sou bem exemplo disso. Tenho 2 filhas. E das 2 tive imenso leite. E o que aconteceu? A mais velha não quis saber das mamas da mãe para nada. Pura e simplesmente não sabia mamar. Leite de lata e biberão e a miúda cresceu saudável e tem um vínculo do caraças cmg. A segunda filha tem 17 meses, ainda mama e esteve exclusiva do meu leite até aos 6 meses. Mas é saturante, chega a ser frustrante mas tem horas que é imensamente satisfatório. A mesma mãe, 2 filhas completamente diferentes. Mas claro que há sempre quem dê bitaites... Vai haver sempre. O que importa é fazermos o melhor possível pelas nossas crias, mamã ou lata, não importa. Está saudável pronto. Beijinho

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  85. Dei de mamar à minha filha até aos 15 meses e só comecei a sentir o cansaço a partir dos 12 meses. Se há altura em que entendemos que a Natureza é perfeita, é esta em que damos à luz um filho. Logo no início fiquei estupefacta como é que acordava de 2 em 2h e de manhã estava fresca e pronta para a vida. Percebi que se devia à amamentação e às hormonas. Compreendi que realmente a amamentação faz parte de um ciclo que se iniciou 9 meses antes. Obviamente que apoio quem não possa dar e até quem não queira dar, mas não concordo que "vendam" a ideia de que leite de lata e leite materno sejam a mesma coisa, que a amamentação é quase qualquer coisa de supérfula e desnecessária nesta história da maternidade.

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    1. Isto: “Obviamente que apoio quem não possa dar e até quem não queira dar, mas não concordo que "vendam" a ideia de que leite de lata e leite materno sejam a mesma coisa, que a amamentação é quase qualquer coisa de supérfula e desnecessária nesta história da maternidade.“ 👌👍

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  86. É isto! Simplesmente isto!!!!!! Obrigada !

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  87. Cada uma tem que fazer o que acha que faz sentido para si. Cheguei a ter uma colega de trabalho que fazia iogurtes na bimby com o leite que tirava para o marido levar para o trabalho. Para mim seria too much, mas desde que não me ofereçam um, em que é que isso me afeta? Encontrar o equilíbrio é tão dificil que quando ele parece aparecer, há que aproveitar.

    Muitas felicidades! Não tarda e a Benedita começa a comer sopas com as amigas. :)

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  88. Pipoca incrivelmente este post dá para os dois lados. Eu sou daquelas que teve muita sorte com a amamentação. Tenho duas filhas e não sofri absolutamente nada com a amamentação. A primeira mamou até aos 18 meses e a segunda ainda mama com 24 meses. A verdade é que tanto na primeira como na segunda sofri do estigma de amamentar em público. A amamentação não é fácil ser feita em publico e eu faço-o de forma recatada. Es alvo de olhares, comentários e mesmo (por incrível que pareça) pedidos para saires do local onde estás a dar de mamar... E isto tinham elas poucos meses de vida. No fim, acabas por ser julgada por não dar de mamar e acabas por ser julgada por dar de mamar.

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  89. O que eu acho mesmo é que a maior parte das senhoras aqui estao muito mal informadas! É rarissima a mulher que nao esta apta a dar o devido alimento à sua cria. Simples: quanto mais estimulas a tua mama mais leite teras! Se começas a fraquejar ao segundo dia com suplementos podes esquecer a amamentaçao! É uma dedicaçao é um sacrificio é doloroso, para mim foi, mas fazemos tudo pelo nosso rebento, nao é?! :)

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  90. Neste tema há de tudo! Eu fui obrigada a dar de mamar num hospital público "amigo do bebé". A uma certa altura chorei por achar que não tinha leite e a enfermeira foi clara e dura "só lhe dou o suplemento depois de lhe dar a mama". Nem me deram outra hipótese. Como o bebé nasceu grandinho (Precisava de comer bem) e de cesariana (Não me subiu o leite imediatamente) começaram a dar lhe o suplemento de copo, para não se habituar ao biberão. Quando vim para casa o leite subiu e foi horrível..aliás o primeiro mês foi um tormento. Peito gretado, mastites...mamava de duas em duas horas...depois a lá normalizou. Amamentei em exclusivo até aos 6 meses sempre com o bebé no percentil 90. Um dia, tinha o bebé 5 meses encontrei a mesma enfermeira na rua e perguntou me se ainda amamentava, disse lhe que sim e ela respondeu me "está a ver?! se eu não tivesse insistido consigo".. :/ a verdade é que dei de mamar até aos 3 anos e 7 meses (escondida na maior parte das vezes). Correu tudo bem. Mas aqueles primeiros dias no hospital, não! Não me terem dado outra alternativa, não foi correto...depois veio o baby blues e outras merdas. E o pai pôs se ao fresco quando o miúdo tinha 1 mês e meio...não foi preciso não dar de mamar para me sentir uma merda.

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  91. O super truque é (se realmente quer amamentar) procurar a ajuda de uma Conselheira de Aleitamento Materno (CAM). Muitas vezes os pediatras não têm informação suficiente para apoiar as mães com dificuldades na amamentação. Procure por SOS amamentação ou Rede amamenta. Boa sorte.

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  92. No meu caso tudo começou na maternidade. Não tinha quase mamilos e não queriam que usasse mamilos de silicone. O meu filho estava a perder peso a olhos vistos e quase em risco de não ter alta. Ninguém se dignou a sugerir que tirasse leite com a bomba para ver o que saía. Conclusão cheguei a casa três dias depois com os mamilos em sangue, primeiro filho e só me apetecia chorar cada vez que dava de mamar. Pedi ao meu marido para ir comprar leite e um biberon. No dia seguinte fui falar com a conselheira de amamentação do centro de saúde. Sugeriu tirar o leite com a bomba para cicatrizar os mamilos e dar o meu leite pelo biberon. Assim diz. Estava cerca de 1h a bomba e tirava 50ml ou menos das duas mamas. Não dava para nada. Conclusão tinha de acabar por dar leite adaptado também. Assim que os mamilos cicatrizaram voltei a dar de mamar já com a consciência que não chegava era mais pelo carinho. Ao fim de pouco mais de um mês desisti não era vida e passei a dar sempre leite adaptado. Gostava que tivesse sido de forma diferente. Estou novamente a espera de bebé, mas agora já sei ao que vou e vou lutar mais. Mas assim que me sentir afectada psicológicamente desisto. Temos primeiro que nada de estar bem connosco próprias para podermos cuidar bem deles.

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  93. Tens as duas vertentes... és crucificada se não amamentas, mas se amamentas também és... pq o bebé tá a fazer da mama chupeta, pq ainda mama de noite, pq já tem 1ano... a amamentação não é um mar de rosas, é um esforço fisico e psicológico muito grande para uma mãe.... mas no fundo o que importa é que a mãe e o bebé estejam bem ����

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  94. Muitos parabéns por ter abordado um tema tão premente e sem pudores! Fez o que considerou ser o melhor para a sua filha, tanto para iniciar a amamentação como para a fazer cessar e isso sim é o mais importante.
    Eu decidi amamentar por julgar ser o melhor para o crescimento da minha filha e por ter lido tanto acerca dos benefícios da amamentação.
    Amamentei em exclusivo até aos 6 meses, apesar de a minha filha ter iniciado o infantário aos 5 meses. Durante a minha licença só amamentava, tirava leite e escrevia a minha tese de Doutoramento. Voltei a dar aulas, ao meu escritório e a menina começou no infantário. Tirava leite à hora de almoço e ao lanche. Foram tempos de muito sacrifício e de grande stress. Pouco depois de ela ter feito um ano, vi-me obrigada a terminar a amamentação por um problema de saúde meu infelizmente. Sei que fiz o que a consciência me ditava como sendo o melhor para a minha filha e, 4 anos volvidos, a minha filha é maravilhosa e concluí com sucesso o Doutoramento. No entanto, com uma vida a mil, não quero ter mais filhos também por me recordar daqueles dias (e noites) sem fim a amamentar e a congelar leite. As maiores felicidades!

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  95. Sofri muito com a subida de leite pois tive hiperlatacao. As mamas ficavam duras e tinham tanto leite que o meu filho se engasgava muito,nas passado um mês a coisa começou a melhorar. sempre tive e tenho muito leite mas em doses mais tranquilas agora! Cheguei no primeiro mês mesmo a tirar a mão para biberons porque se pusesse a bomba estimulava ainda mais a producao e no desespero de ficar ainda pior chegava a tirar 200ml de cada uma a mão tanto que era o leite. Pensei em desistir e secar mas não podia secar logo pela quantidade de leite então continuei e a verdade e que amo dar de mamar,amo tanto que quando tiver de deixar sei que vou chorar porque e uma ligação única. E muito mais difícil e muito mais exigente dar de mamar eu não dormia, eu não saia porque que tinha de estar sempre lá,mas para mim valeu a pena tudo!! Cada um faz o que quer,cada mãe e uma mãe e cada bebê e um bebê e cada contexto cria uma mãe e um bebê! Nem umas são egoístas nem outras são vacas.

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  96. Quando fiquei grávida o tema amamentação para mim era muito simples: se conseguisse amamentar, perfeito, se não conseguisse, perfeito na mesma.
    Quando o meu filho nasceu, há um mês e meio, a primeira coisa que fiz foi metê-lo na mama. Fez uma óptima pega mas por mais que chupasse, nada saía. Eu não tive colostro sequer. Zero! Com cerca de 2h de vida estava a beber suplemento por um biberão. As enfermeiras espremiam-me as mamas e nada, só diziam para o meter nas mamas para estimular. Zero leite!
    Viemos para casa com ele a beber suplemento e com a indicação de continuar a estimular. Bebé na mama, mamilos de silicone, bomba, tentei de tudo. E nada de leite. Ao fim de 4 dias comecei a sentir as mamas muito duras, quentes, encaroçadas e acordei de cheia de dores. Percebi que era a subida do leite mas sair leite não saía. Isto a juntar a uma recuperação de um parto normal com direito a ventosas e fórceps, juro que estava a dar em maluca com tantas dores. Fui ao hospital e ia decidida a secar o leite porque para mim era importante estar física e mentalmente capaz de cuidar do meu filho, e estava longe de me sentir assim. O médico disse que o meu problema não era muito comum, ao que parece os meus mamilos tem uma qq característica que faz com que seja impossível drenar o leite, daí nem o colostro ter saído. A solução foi mesmo secar e nunca me senti menos mãe por isso. Tentei, fiz o que pude, mas ainda assim sou olhada de lado e com alguma reprovação por não ter continuado a estimular.
    Também acho que há uma necessidade estupida das pessoas saberem se estamos ou não a amamentar. Porquê?! A pergunta que mais me fazem “estás a dar maminha certo?”. É algo que só a nós, mulheres e mães, nos diz respeito.

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    1. "Também acho que há uma necessidade estupida das pessoas saberem se estamos ou não a amamentar" - Palmas para esta frase!
      Concordo a 100%. Ninguém, repito, NINGUÈM, tem de meter o nariz nesse assunto!
      Num mundo ideal as escolhas não deveriam ser julgadas pelos outros.
      Até porque raramente sabemos o que realmente se passa na vida de alguém. Sabemos lá as dificuldades e as dores que as outras pessoas passam? Não sabemos. Portanto, estar caladinhas era o melhor que tínhamos a fazer em 98% das vezes.
      Que tal dar os conselhos ou os bitaites quando formos consultadas?

      Mas, também podemos evitar por a jeito! Podemos simplesmente guardar informação para nós!
      Quando nos perguntarem se estamos a amamentar, ou que escolhas fizemos no parto, ou se o nosso bebé come papas industriais ou feitas em casa, podemos simplesmente mandar a pessoa à fava e responder um belo: “Que raio tens a ver com isso?” ou um politicamente correto “Sim Sim claro!”:

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    2. Entao desse ponto de vista nao se pode perguntar nada. Entao como correu o parto? E nasceu com que peso? E ja consegues andar bem, conduzir? E como foi da licença do trabalho? E o bebe dorme bem?... sei la , sao perguntas normais, nao ofende. Nem toda a gente pergunta c intencao de criticar, se nao p isso n se pode visitar uma recem mama pq nao se pode falar nem perguntar nada...

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  97. Ser mãe é assim? O parto, a amamentação e todos o processo é tão mau como a malta descreve?
    Vale a pena toda esta dor, sofrimento, perda de identidade?
    São perguntas honestas! Não trago qualquer ironia nestas palavras.
    Os trintas vão avançando, a carreira e casamento estáveis…. Mas o medo de ter filhos tomou conta de mim e parece ser maior do que qualquer vontade. As descrições que se fazem por essa blogoesfera são horríveis!
    Fico com medo de não ser capaz de tomar conta de uma criança. De ser incompetente. De criar um delinquente, de o deixar cair, que tenha problemas de saúde por minha causa. Por causa das minhas escolhas. Medo das dores físicas e das sequelas eternas. Medo de não voltar a reconhecer o meu corpo, medo de incontinência, hemorroidas, mamas como figos secos ou barrigas deformadas. E outras tantas coisas que se fala por aí!
    Medo de não dormir, de deixar de ser racional, de ter um bebe a chorar sem entender o motivo.
    Medo de perder a minha carreira.
    Medo de deixar de ser eu, de perder a minha individualidade.
    Medo de arruinar o casamento.
    Medo medo medo.
    Testemunhos como este fazem-me pensar que os medos fazem sentido. Que as coisas são tão más como eu julgo que são.
    Posto isto, vale a pena?

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    1. Basta dizer que tantas mulheres têm o segundo filho, portanto, deduzo que sim, vale a pena (mesmo que as coisas sejam assim tão más o que nem sempre acontece)

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    2. Penso que, se tem esses medos todos, significa que "ainda" não está preparada (digo "ainda" porque não tem de o estar sequer um dia, pode não querer ter filhos e isso é perfeitamente legítimo).

      Eu também tenho a carreira e o casamento estáveis, leio vários blogs e contacto diariamente com colegas queixosas da maternidade, já me tinha apercebido deste fenómeno de transição dos anúncios da família perfeita nos anos 90 todos sorridentes e reunidos à mesa do pequeno-almoço para beber Mokambo (lol) que deu origem à "maternidade real" em que se queixam de tudo e mais alguma coisa e parece que não há nada de positivo no meio de ter filhos, mas nada disso influencia a minha decisão de os ter ou não ter.

      Estou grávida e a chegar ao final da gravidez e posso dizer-lhe que, mesmo com esses comentários negativos que sempre ouvia (e quantas mos transmitiram de forma agoirenta durante a gravidez), tenho a certeza absoluta que quero ser mãe, que vou fazer o melhor que sei e que vou ser feliz com esta escolha, ao lado do meu marido. Estamos, aliás, a passar por um dos momentos mais felizes da nossa vida em comum com a partilha do que este projecto exige, os dois igualmente empenhados e entusiasmados. Quando oiço essas pessoas... smile and wave! Faço um sorriso amarelo e ignoro completamente. Na nossa vida nós é que sabemos como somos e como reagimos, é bom ter informação objectiva e conhecimento das coisas, mas opiniões e experiências de cada um, lamento, mas não quero saber... foi o que VOCÊS passaram, pode acontecer-me o mesmo, mas pode ser diferente e cabe-me a mim passar por isso e descobrir por mim (se quiser).

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    3. Concordo inteiramente. Estou mais que cansada de ouvir como é tão chato e aborrecido ter filhos e como as vidas mudaram para pior com a maternidade. Que seca!

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    4. Eu amo os meus filhos mais que tudo no mundo, mas se pudesse dar um conselho ao meu eu de há 10 anos seria "nunca tenhas filhos

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    5. Quando leio a expressão casamentos estáveis.... nunca deixo de sorrir ao lembrar me da minha própria inocência há uns anos atrás referir o meu casamento também como estável, até ao dia que magicamente deixou de ser sem aviso, raparigas abram os olhos e desconfiem de tanta estabilidade

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  98. Uma coisa que nunca percebi na malta que defende de forma acerrima a amamentação, custe o que custar à mae: porque nao fazem isso nas outras coisas da vida com o bebe?

    Por ex: porque dão boioes de fruta em vez de prepararem sempre a fruta em casa? Porque dao iogurtes em vez de fazerem iogurtes caseiros? Porque compram roupa normal em vez de tudo em algodao biologico? levam toalhitas para limpar o bebe quando estao fora de casa em vez de andar com compressas e soro mesmo quando vao ao centro comercial?

    Não estou a ser ironica: pura e simplesmente nao compreendo porque as maes para tudo o resto analisam de forma racional o que podem fazer pelo bebe, equilibrando com o impacto que tem na sua vida (como aquele ex que dei acima das toalhitas, muitas maes em casa fazem questao de usar apenas compressas e lavar os bebes quando trocam fralda, mas fora de casa usam toalhitas para ser mais pratico), mas no caso especifico da amamentação já acham que tem de ser porque sim, mesmo que seja desconfortavel para a mae? Porquê, a serio?

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    1. Mas olhe que essas também existem! As que são fundamentalistas de tudo, uma praga.

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    2. sim, eu sei que há essas fundamentalista de tudo, tambem as vejo na net, mas apesar disso ainda sao poucas quando comparado com o total das maes. É como os vegan: eu sei que os há, mas a maioria das pessoas ainda come carne.

      Mas nisto da amamentação, a percepção que tenho, é que ainda há muitas pessoas que insistem na amamentação com dor, que culpabilizam as maes que nao amamentam e que levam isso como uma obrigação da mae custe o que custar. Faz-me so confusao essas pessoas: que insistem so nesta parte.

      Volto ao exemplo dos vegans: eu como carne mas compreendo o ponto de vista dos vegans. O que para mim seria estranho é ter alguem que come carne excepto coelho, que andasse aí a dizer coitadinhos dos coelhos, sao animais com sentimentos, nao os podemos comer, mas depois comia frango, vaca, porco.... Não sei se me estou a explicar bem, parece-me falta de coerencia.

      Compreendo que se defenda uma coisa ou outra; ser fundamentalista (eu nao concordo mas estao no seu direito de fazer assim com os seus bebes) ou ser racional com o bebe. Nao compreendo ser fundamentalista so com a amamentação.

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    3. Felizmente que ainda não são muitas! Mas percebo o que quer dizer, no fundo são apenas fundamentalistas para aquilo que lhes convém.

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  99. So por curiosidade, alguem me pode indicar onde estão esses blogs que falam da maternidade como se fosse algo maravilhoso e sem problemas?

    É que eu, com 33 anos, sem filhos e com cada vez menos vontade de os ter, so vejo blogs como o da Pipoca em que falam de todos os problemas da maternidade, colegas de trabalho que passam a vida a queixar-se das dificuldades de serem maes. Não percebo porque elogiam a Pipoca por mostrar a realidade que os outros nao mostram. Ou eu so leio os blogs errados, ou nao vos percebo, so vejo pessoas a queixar-se.

    E nao sendo esse o unico motivo, é um dos motivos fortes para nao querer ser mae: porque me iria meter em algo que todas as outras pessoas à minha volta (vida real e net) descrevem como algo horrivel?

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    1. Fiz o comentário Acima (04 janeiro, 2019 09:54) e não poderia concordar mais! Obrigada! Fez-me sentir que não estou sozinha! Eu também só leio/ouço coisas horriveis! Partos horriveis, sequelas eternas, corpos destruidos, mentes em frangalhos. Depressões, dor, choro.
      O medo fomentado por este tipo de testemunhos impedem-me de ver as eventuais alegrias da maternidade.

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    2. A maternidade não é fácil, nunca foi nem nunca será, contudo é difícil (pelo menos para mim) explicar por palavras que isso passa tudo ao lado.
      As noites sem dormir, o bebe a berrar e nós sem sabermos o que fazer em que ao final de algum tempo só nos apetece atirá-lo pela janela, o não conseguir amamentar devido às dores, o parto que foi horrível (no meu caso não, mas conheço outros que sim).... tudo isto e muito mais, passa quando você vê o sorriso do seu filho, quando ele começa a palrar, quando ele dá gargalhadas, aquele cheirinho que só eles tem, quando eles começam a andar, quando eles começam a falar, quando eles começam a serem pestes, tudo fica para trás, até que por mais que tenha sido difícil, você pensa em ter outro, e mesmo depois do segundo, como é o meu caso, ainda pensa em outro, porque como se diz 3 é a conta que deus fez.
      É verdade, é difícil, por vezes mesmo muito difícil, mas no fim não existe nada melhor no mundo.

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    3. Para mim o Daddy Blog - Duas para um é o que mais me enerva, ali é tudo lindo e maravilhoso e, claro, cheio de publicidade até mais não.

      Não sigo a página, descobri há uns dias e percebi logo que não era para mim.

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    4. Verdade, Anónimo04 janeiro, 2019 10:18! Também não sei onde andam esses relatos cor de rosa, eu cada vez mais só leio/ouço mulheres a queixarem-se da maternidade. Acho que, como em quase tudo, temos de nos abstrair um bocado do que dizem os outros e pensar pela nossa própria cabeça. Tenho 31 anos, estou grávida pela primeira vez e consciente de que vêm aí desafios muito bons e outros nem tanto, mas estou bem ansiosa por os experienciar eu mesma (e o meu marido) e pouco interessada sobre como é que outras os passaram (como também já fui criança, adolescente, fiz um curso universitário, comecei a trabalhar, mudei de cidade várias vezes, vivi no estrangeiro, comprei casa, etc... passei por uma série de etapas que outras pessoas passaram e cada um as viveu à sua maneira, não há verdades universais).

      Para já posso dizer-lhe que a gravidez está a ser um mar de rosas :) estou de 35 semanas, a trabalhar, nada de enjoos ou outros incómodos, todas as análises e exames bem, super tranquila, estou a fazer a minha vidinha normal e igual a dantes (e quantos relatos assustadores sobre a gravidez já se leem nesses blogs?). Cada caso é um caso e há pessoas muito mais stressadinhas e que encaram as dificuldades pior que outras.

      (agora aguardo pelos comentários de "depois do parto falamos... e o pós-parto?? isso é que é duro! e quando não dormem/comem??? vais ver!!!" ahah)

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    5. Com certeza q nao ha verdades universais e devemos pensar por nós, mas muitas vezes a opiniao dos outros ajuda. Por ex: este ano fomos passar ferias a Malta, geralmente de ferias alugamos carro, mas desta vez, por conselho de uma amiga q ja tinha ido e pelo feedback q lemos em blogs de viagem optamos por andar de autocarro, e de facto foi o melhor q podiamos ter feito. Eu se nunca fui mae, se nunca tive filhos é normal q olhe p a experiencia dos outros e avalie. Eu leio pessoas como a Maca de Eva q dizia q filhos unicos nem pensar e agora depois de ter a primeira diz q n vai ter mais nenhum porque, e passo a citar, a realidade foi como uma chapada. E isto assusta-me. O principal “problema” na maternidade é q nao da p voltar atras. Eu comprei uma moradia grande com jardim, e algumas pessoas dizem-m q vou-m arrepender c o trabalho q da, eu acho q nao, mas se acontecer posso sempre vender e comprar um apartamento. Mas com o bebe, se depois chegar á conclusao q torna a minha vida horrivel n posso desfazer-m dele como é obvio.

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  100. Triste e baixo mesmo é chamar alguém de vaca leiteira apenas porque amamenta os filhos.

    Como se o ser humano não fosse biologicamente um mamífero que tem glândulas mamárias precisamente para esse fim.

    Amamentar não é para todos mesmo. Uns não querem, outros não conseguem e outros por outros motivos... Eu por exemplo não consegui porque fui mal acompanhada e aconselhada no primeiro pós parto e agora estou a amamentar aos 17 meses.
    Ah e a amamentação prolongada que tu denominaste como sendo para as vacas leiteiras na realidade é o recomendado pela OMS e DGS.

    Mas nunca precisei de atacar outras pessoas para me sentir bem comigo mesma.
    (tb sei que isto nunca verá a luz do dia como nada do que vai contra a tua bajulação vê...).

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    1. Vá, pequena doida da mama, vá lá ler novamente o que eu escrevi, mas desta vez com atenção. Eu disse que me senti uma vaca ao passar os dias a extrair leite com uma bomba. Eu. Repito: EUUUUUUU! Posso sentir-me assim? Não ataquei ninguém, não disse que a amamentação prolongada é para vacas leiteiras, não disse nada disso. Disse que EU me estava a sentir uma vaca.

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    2. explique la em que ponto é que a Pipoca atacou outras pessoas?

      É que eu so li ela a falar sobre ela propria, em como se sentia uma vaca:

      "Nos dias seguintes a coisa foi melhorando e tornei-me uma vaca"

      As pessoas gostam mesmo de mentir e inventar confusoes onde elas nao existem...enfim

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    3. "Amamentar não é para todos mesmo."
      Saber ler e compreender o que lê também não.
      È pena.

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    4. Os homens não têm glândulas mamárias ?!
      Hum... ?!?!?

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    5. Esta é a mesma pessoa que no outro dia ficou muito ofendida com o comentário do passeios dos tristes para ver barcos, é não é? Só pode, pq não consegue perceber o que está escrito.

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    6. Pipoca sabes muito bem que chamaste directamente uma pessoa no instagram de vaca leiteira.

      E eu sou pequena doida da mama? A sério? O melhor argumento é o ataque às pessoas ? Não sabes argumentar mesmo ou só gostas mesmo é de atacar?

      Enfim.

      Para os restantes comentários as mulheres têm glândulas mamárias porque biologicamente estamos feitas para amamentar.
      E eu nem sequer sou maluca pela amamentação. Apenas dei uma segunda hipótese desta vez porque tive apoio para isso porque já tinha pensado em desistir... Só odeio mesmo é o ataque desnecessário a quem faz algo de forma diferente.

      Ora chamar vaca leiteira e esquisita a uma pessoa que amamenta há mais de 1 ano é o quê ??

      Ps: este não vê a luz do dia pois não?

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    7. O que lhe disseste está a ser divulgado pelos grupos no Facebook.

      Já não vinha aqui há uns anos precisamente por só publicares os meus comentários qd eu concordava mas nunca publicares qd discordava de ti. Por isso até surpreendeste pela positiva hoje.

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    8. Diga-me lá onde é que está esse comentário em que eu chamei alguém de vaca leiteira. A sério, faça um print screen e envie-me para o Mail. Vá lá procurar. E também não chamei esquisita a quem amamenta crianças com mais de um ano. Disse que amamentar crianças com CINCO anos, para mim, já entra no campo do esquisito. Vai continuar a ser desonesta?

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    9. Para os restantes comentários as mulheres têm glândulas mamárias porque biologicamente estamos feitas para amamentar.
      E os homens?!
      Têm glândulas mamárias para?

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    10. pessoas que não gostam/percebem/atingem/assimilam o estilo de escrita, e de vida!e de tudo, da pipoca O QUE É QUE ESTÃO AQUI A FAZER?! SAIAM DAQUI PORRA! VÃO LER OUTRAS COISAS, DESAPAREÇAM.

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  101. Adorei ler o texto… Eu tenho um bebé de 23 meses e nunca amamentei… Tenho algum sentimento de culpa, porque na verdade é que após o parto nunca saiu leite, nem colostro, não senti subida de leite, não tive qualquer explicação cientifica :/. No hospital sempre me incentivaram a amamentar, mas a verdade é que nunca ninguém viu que não tinha leite. Ainda no hospital o meu bebe chorava muito e diziam que era cólicas, porque passava horas na mama não era fome (diziam eles). Começou a perder peso e deram leite adaptado ainda no hospital, no entanto a suposta alimentação base era o meu "Não leite", vim para casa e o bebé continuava a chorar horrores e eu a dar de mamar, e sem saber que não estava a sair nada :( tentava tirar com a maquina e não saia nada, já tinha a mama toda em ferida. Pedi ajuda a uma amiga minha enfermeira que era daquelas que dizia "Não há ninguém que não tenha leite, há é sim pessoas que não se esforçam o suficiente". E foi ai que ela me disse oficialmente: Então não está a sair nada :( resumidamente andei 2/3 semanas a amamentar o meu bebe de nada :( só dava um biberão com pouquinho de leite adaptado e o resto do dia era mama…
    Não conheço ninguém que tenha passado pelo mesmo.
    A verdade é que cada vez que me diziam: ele ainda mama e eu dizia Não, não tive subida de leite, basicamente era crucificada como se tivesse a dizer alguma mentira, e que era impossível…
    Até uma velha minha vizinha me disse ah se não amamenta o seu menino vai andar sempre doente, não vai ser como os outros… E eu só respondia tá bemmmm.

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  102. Eu amamentei até aos cinco meses porque depois desse período o crianço deixou de querer mama (concidiu com a introdução das primeiras sopas). Podia ter insistido, até porque tinha muito leite e daquele que dava para fazer crescer uma aldeia inteira de crianças na Etiópia (o puto até aos 4 meses engordava quase 350grs p/ semana!). Mas simplesmente não me apeteceu. Em cinco meses tive três mastites em que eu tremia tanto que nem debaixo do duche a ferver eu conseguia controlar os espasmos. Nunca gostei ou me senti confortável em amamentar em público, por isso as saídas de casa eram todo um projecto de logística ou em contra-relógio. Nunca associei a amamentação à criação de laços entre mãe e filho. Esses laços sentia-os quando cantava para ele, quando lhe sorria e conversava com ele, quando lhe fazia massagens. Dar-lhe de mamar era simplesmente alimentá-lo, tal como dar-lhe a sopa ou o lanche hoje em dia. Aquela história da "amormentação" para mim nunca foi coisa que me tocasse ao coração.
    Sem falar na questão da parentalidade a dois. Depois que acabou a amamentação o meu marido conseguiu assumir o papel de pai de forma tão abrangente quanto eu. Enquanto estávamos dependentes das minhas mamas, as noites eram um sacrifício exclusivo meu. Era eu que tinha que interromper uma refeição ou tomar banho a correr porque as mamas eram minhas e ele nada podia fazer quando o miúdo ligava o alarme da fome. Depois, quando introduzimos do LA, aí passamos a ser verdadeiramente uma equipa e foi aí que passamos a ter uma vida familiar mais satisfatória para todos.

    Sou pela decisão consciente e informada. Fiz porque achei que inicialmente era o melhor para o meu filho (e para a minha carteira). Quando achei que os contras eram mais significativos que os prós deixei sem qualquer reserva ou problema de consciência. Os fundamentalismos que se assistem hoje em dia passam-me completamente ao lado. Além de mim, do pai e dos profissionais de saúde que nos acompanham têm legitimidade para mandar bitaites todos quantos decidam contribuir para me pagar as contas. Até ver ainda ninguém se ofereceu para isso, portanto, o circulo de opiniões aceites continua muito restrito.

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  103. Adorei o texto. A minha experiencia com a amamentação foi... nem sei descrever…
    Hoje o meu bebé tem 23 meses e nunca foi alimentado com o meu leite.
    Passo explicar, no hospital sempre fui incentivada a amamentar e sempre foi esse o meu desejo.
    O meu bebe nasceu amamentei logo (supostamente) começou a perder peso, chorava horrores e no hospital diziam que era cólicas, que não era fome porque passava muito tempo na mama. Continuou a perder peso e a chorar e deram um pouco de leite adaptado. Entretanto eu continuava a amamentar (para além de ter dores nos bicos das mamas não sentia mais nada, nem subidas de leites, nem saia colostro nem nada, mas lá diziam que ele mamava e eu acreditava). Vim para casa, o bebe sempre a chorar e eu sp a pô-lo na mama. Até que o meu marido ao ver o meu sofrimento e do bebe decidiu ir comprar uma lata de leite adaptado e por insistência minha no máximo dava-lhe só uma vez p dia leite adaptado o resto era sp a minha mama. Tentava estimular com a bomba não saia nada, eu até tinha pesadelos e suores durante a noite… Pedi ajuda a uma amiga minha enfermeira que era daquela que dizia "toda a gente tem leite e quem diz que não amamentou porque não teve leite, é MENTIRA" quando ela viu as minhas mamas nem hesitou só disse: tu nem subida de leite tiveste :( Procurei ajuda e não tive qualquer explicação cientifica para tal, e também não conheço ninguém que tenha passado pelo mesmo… Sinto-me uma ave rara :D

    Lembro-me perfeitamente a cara das pessoas quando me perguntava ele ainda mama e eu dizia não, não tive subida de leite… Faziam aquela cara de quem está a fingir que acredita… Enfim agora tenho um bebé bem saudável.
    Só espero que não vire marginal por não ter sido amamentado com leite materno, ahahahhahah (agora já encaro esta experiencia com mais naturalidade, mas na altura sofri horrores por não ter amamentado, e com os comentários, desnecessários….)

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  104. O leite que é tirado com a bomba não tem a ver com a quantidade de leite que o bebé bebe, isso nunca saberemos, só se ele chorar de fome... por tirarem pouco leite não quer dizer que já tenham pouco leite, o verdadeiro estímulo é o bebé ao mamar, e quantidade que mama, nunca sabemos, só na balança, por vezes o bebé fica muito tempo na mama e chora ao largá-la, não por fome mas porque a mama dá conforto. É tão errado pesar o bebé imensas vezes, a minha era seguida numa pediatra que dizia que bastava 1 x por mês, sem pressão, desde que não tenha fome e esteja bem. Tive imensas dúvidas e dificuldades, contactei com linhas de apoio à amamentação que me ajudaram e fica aqui a dica para quem quer amamentar, o segredo está no relaxar, fazer o que puder para isso, nem que seja a comer uma tablete de chocolate se ajudar ;). O importante é o bebé estar bem independentemente das escolhas ;).

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  105. Que tema interessante tive duas gémeas a 30 anos, não amamentei porque nasceram prematuras e quando a segunda saiu dos cuidados incentivos fiquei sem leite.No entanto sempre foram saudáveis. Tive outro filho amamentei 5 dias. detestei e o pequeno também, perdeu peço e pediatra a aconselhou dar suplemento o pequeno nuca mais quis peito.

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  106. Isto ainda é um "assunto"? Uma mãe tem de se justificar se dá ou não de mamar? As mamas são de cada uma e cada uma tem o direito de fazer as suas escolhas. Se a criança morresse de fome porque uma mãe não quer ou não pode amamentar isto poderia ser um "assunto", havendo alternativas não percebo porque ainda se fala nisso.

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  107. Olá. A minha experiência não é muita mas é o que é... Quando tive o meu menino por cesariana, já tinha decidido amamentar no mínimo até 1ano. Correu tudo lindamente, ainda me lembro da primeira vez que ele "pegou" o meu peito, foi lá direitinho, vou guardar isso para sempre. Amamentei até aos 15 meses mas a partir daí ele passou a rejeitar mama biberão...só aceitava colher. Confesso que nessa fase andava exausta, foi um sentimento controverso porque por um lado queria continuar com a amamentação por outro lado estava no meu limite.
    Hoje o meu pequenino tem 3anos e meio, e do que sinto mais saudades é de o amamentar. Sentia uma ligação única com o meu bebé e quando ele fazia uma sestinha no meio da mamada. Que saudades... O leite materno é único e o melhor para o bebé. E amamentar faz bem à saúde da mãe e do corpo também, eu fiquei com o mesmo corpo sim. Amamentar emagrece.
    Agora amamentar contrariada não, há que respeitar as escolhas. A mãe tem de estar para aí virada, de forma consciente ou inconsciente. Sejam felizes.

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  108. 👏👏👏
    Que partilha maravilhosa!

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  109. Obrigado pela partilha.
    Quando a minha filha nasceu , não hesitei em amamentar .Mas foi hhorrível desde do primeiro minuto ,ela não pegava,chorava, chorava as enfermeiras apertavam a mama ao ponto de ficado com o mamilo com nódoas negras . Ouvi vezes sem com "se as outras conseguem você também consegue....."
    Senti-me uma vaca leiteira e pior uma vaca incompetente .Nunca ninguém me disse para comprar lata , era TABU . Fiz por iniciativa própria e porque precisava de descansar . Estava exausta .
    Até aos 4 meses andei com o suplemento e mamilos de plástico a fazer uma ginástica enorme para conseguir dar-lhe o meu leite . Muita paciência .E mastites !
    Quando fui trabalhar e já não tinha quase leite , pedi a médica os comprimidos a resposta foi :você tá maluca?? Sabe o que me está a pedir?
    Insisti . Ela lá aceitou e teve que procurar o nome do fármaco, porque aposto que nunca tinha receitado.
    Sai dessa consulta mais uma vez a pensar na merda de mãe que sou . Olhando para trás , e passado 6 anos ,vejo que contribuiu para a depressão pos-parto que ainda hoje continuo a lutar .

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Teorias absolutamente espectaculares

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