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Quantas vezes é que é normal ter sexo? As que nos apetecer

segunda-feira, novembro 20, 2017

Há uns meses, uma sex-shop desafiou-me a escrever umas crónicas para a Playboy. A parceria, entretanto, acabou, mas gostei muito de escrever esses textos e acho que há temas que precisam de ser falados com mais espontaneidade, sem que sejam um tabu ou sem que nos sintamos mortificados de vergonha. Porque não há motivo nenhum para isso. Mesmo. Vou partilhar aqui as crónicas que escrevi e vou dar-lhes continuidade aqui no blog. Se dentro do tema sexo/relações houver outras questões que gostassem de ver abordadas, sintam-se à vontade para as partilhar, que eu tentarei dar resposta. Fica a primeira crónica:


Se aos 20 as conversas sobre sexo giram muito em torno de novas conquistas, novas posições ou novas fantasias, muito ao estilo “fiz e aconteci”, aos trinta (e muitos) o tema deu uma volta de 180 graus e é mais do género “quantas vezes é que é normal ter sexo?”. O assunto, invariavelmente, é puxado por gente casada e/ou que já está numa relação para aí desde 1750, e que começa a perceber que, ao que tudo indica, os tempos áureos da vidinha sexual já lá vão.


A culpa é de todos e não é de ninguém. É do factor novidade, que já morreu faz tempo e que requer paciência (ou mesmo um milagre) para ser ressuscitado. É da vidinha de todos os dias, que mete filhos, e trabalho até aos olhos, e compras, e rotinas que não acabam. É do cansaço que se apodera de nós e que faz com que às seis da tarde, mais coisa menos coisa, já estejamos a sonhar com um pijama que de sexy tem zero. É de vermos o sexo como mais uma tarefa que temos de acrescentar às tantas que já nos ocuparam o dia, quando tudo o que queremos é ficar a vegetar em frente à TV, o cérebro meio dormente por qualquer coisa que esteja a dar num canal por cabo. Um programas de remodelações, um show de talentos, um BBC Vida Animal, qualquer coisinha serve.

Quando o sexo se torna muito mais uma obrigação do que uma vontade, o caldo está entornado ou, pelo menos, perto de transbordar. Às vezes há boas surpresas. Parte-se para a coisa sem grande expectativa e até com alguma contrariedade, na base do “coragem, isto tem de ser feito” e, quando damos por nós, até estamos envolvidos no processo e a agradecer a todos os santinhos termos contrariado a preguiça (às vezes é só mesmo disso que se trata, preguiça). É mais ou menos como ir ao ginásio, o que custa é a tomada de decisão, porque depois até sabe bem estar lá e até já estamos a pensar na próxima vez.

Antes que venham já para aí de dedinho apontado e a dizer “fala por ti, a minha vida sexual continua um estrondo, mesmo ao fim de 20 anos de relação", eu chego-me à frente e reconheço: verdade, esta pode não ser uma realidade aplicável a todos os casais com relações longas e, confesso, tive preguiça de ir pesquisar se havia estudos nesse sentido (lá está, a preguiça novamente) mas, do que vou falando com amigos, esta coisa do sexo mais espaçado é um “mal” que atormenta muita gente. Ao ponto de a pergunta “quantas vezes é que é normal ter sexo?” vir constantemente à baila. A maioria dos meus amigos queixa-se que não tem sexo tantas vezes quanto gostaria. Já a maioria das minhas amigas diz que anda cansada, que a vida de todos os dias lhe suga a energia, que eles são demasiado exigentes neste campo, mas não lhes sinto tristeza na voz nem vontade de mudar. É mais um “é o que temos, quem estiver mal que se mude”. Curiosamente, nunca aconteceu o contrário, ter uma amiga a queixar-se que tem pouco sexo e ter um homem a queixar-se que anda esgotado com o trabalho e que ela nunca está sexualmente satisfeita. Se os homens parecem ter razões para reclamar quanto à assiduidade sexual, as mulheres parecem viver relativamente tranquilas com a ideia de que, no que toca a “cama”, o forrobodó de outros tempos já lá vai.

Não acredito que haja um número correcto, uma verdade aplicável a toda a gente, caberá a cada casal encontrar o seu ponto de equilíbrio. E até conheço alguns (poucos) que dizem estar em sintonia, em que ninguém se lamenta de andar a ter sexo a menos. Para mim, acho que isto é por fases: há alturas em que se está mais para aí virado, há alturas em que se está menos, há alturas em que não se está de todo. Mas uma das coisas boas de uma relação longa também deve ser essa, haver cumplicidade e paciência suficientes para se perceber que há alturas, e ritmos, e predisposições. E que numa fase pode ser a loucura total e na outra… só um "dá cá um beijinho e dorme com os anjos".

136 comentários:

  1. Tal e qual...Obrigada :)

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  2. Olá, vou comentar aqui, porque há muita gente a ler no facebook. Crónica muito boa. Tirando tudo o que diz que também concordo, a rotina, a preguiça, blá blá blá a minha opinião é que se há quem se queixe é porque para essas pessoas o sexo não é "totalmente bom". Pouco se fala, mas o prazer feminino ainda é quase um tabu. E o egoísmo dos homens é uma verdade a céu aberto. Portanto se são 2 é para ser bom para os 2. E se quando é bom é bom, mais os benefícios que traz não há cá motivos para recusas nem desculpas esfarrapadas. E se assim fosse não havia sempre tanta gente mal disposta com a vida. Se calhar vou comentar em anónimo para não pensarem que sou uma maluca, que não sou. Mas é o que eu sinto.

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    1. Olá Diana,
      Não concordo totalmente embora aceite que em alguns casos realmente as pessoas podem ter diferentes apetites porque também têm diferentes resultados mas não me revejo.
      Felizmente não tenho relação de queixa em relação à qualidade, é sempre bom para os dois... ainda assim a frequência diminuiu consideravelmente ao longo dos anos. Não existe uma razão, às vezes temos diferentes timmings, às vezes se calhar é só mesmo preguiça de começar. Não vejo assim tanto mal que se acrescente mais esta à nossa lista de tarefas, alguns sexólogos e terapeutas até o aconselham. Perde-se em espontaneidade claro mas os ganhos compensam. No caso das mulheres pelo que leio a libido é estimulada... com sexo, portanto é normal que quanto menos se faça menos apeteça.
      São coisas da vida, não o vejo como um drama e tento encarar com naturalidade mas muitas vezes temos que fazer "um esforço" para que aconteça porque é fundamental para a vida em casal (na minha opinião claro).

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    2. Diana, não concordo de todo. Como homem posso garantir-lhe que, para a maioria de nós, o sexo só é realmente divertido se tivermos a percepção de que ele também foi divertido para a nossa parceira e que ela obteve imenso prazer graças ao nosso desempenho. Logo, o prazer feminino está longe de ser um tabu mas sim algo fundamental.

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    3. "Pouco se fala, mas o prazer feminino ainda é quase um tabu. E o egoísmo dos homens é uma verdade a céu aberto" - como mulher não podia discordar mais. Provavelmente tem tido más experiências. aqui deste lado falo abertamente com o meu marido, sobre o que quero, o que gosto e o que não gosto e ele põe-me sempre em primeiro lugar na relação.

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    4. Cavalheiro do Aeroporto21 novembro, 2017 12:25

      Francisco, menos...

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    5. Cavalheiro, quando disse "para a maioria de nós" deixei claro que podia haver homens a não concordar comigo, logo, não tem que mostrar-me que não se sente minimamente abrangido...

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  3. Olha filha eu era uma mulher quente, sempre adorei sexo, andava sempre "molhada", agora desde que vivo em "cativeiro" e tomo a pílula o desejo, a audácia, o quente e a tesão foram-se! Assim, tal e qual! Mais alguém??

    P.s- A pílula, no meu caso, creio que foi mesmo determinante para a quebra da líbido que tinha...

    Catarina


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    1. Molhada.. que classe

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    2. Pois, é mais ou menos isso.
      O método contracetivo e o fator não novidade, acabaram um pouco com aquele tesão todo que tinha a toda a hora e agora já não penso tantas vezes por dia em sexo.
      Deixei o anel vaginal há uns tempos e notei logo diferença, mas se o anel de tira parte do desejo, a possibilidade de engravidar, acaba com ele, por isso tem que se usar.

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    3. Claro na cama a menina deve falar : "ai chegue-se para cá e coma-me a digna punani"... molhada, lubrificada whatever eu ando é sem tesão!!

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    4. As pílulas estão muito relacionadas com a forte perda da líbido. Pode estudar outros métodos contraceptivos mais adequados ou falar com o enfermeiro/médico para trocar de pílula, uma vez que nem todas têm esse efeito secundário, mas de facto depende de cada uma.

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    5. A anónima das 19:47 é muito púdica. Molhada sim. Deviamos dizer que estamos mais naturalmente lubrificadas? Ou com uma humidade relativa superior nas zonas podendas?! É cada uma...

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    6. Por essas e por outras é que deixei definitivamente os contracetivos hormonais. A pipoca devia abordar esse tema. Não somos obrigadas a tomar a pílula embora muitos médicos e muitas mulheres pareçam achar que sim. E antes que venha o aqui del rei contra os preservativos, o meu parceiro preza o meu bem estar acima e é o primeiro a recusar que eu tome algo que me altera tanto. e em jeito de brincadeira diz que serve de pouco tomar a pílula se depois não tenho vontade para nada... mais vale usar o peservativo e termos "ação" mais vezes.

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    7. Cavalheiro do Aeroporto21 novembro, 2017 12:21

      O problema deve ser o cativeiro.

      cavalheirodoaeroporto@gmail.com

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    8. Para quem está cativo no aeroporto deve perceber muito do assunto.

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    9. Cavalheiro do Aeroporto22 novembro, 2017 10:17

      Cativo mas activo.

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  4. Olá! A sua crónica veio numa altura em que eu estou nem aí e o meu namorado quase que trepa paredes! Quase q tenho marcado o sábado à tarde ou o domingo para essa "tarefa" o que não me faz sentir muito bem porque sinto que deveria ser espontâneo...mas não consigo. No entanto, durante, graças ao meu namorado, entro naquela fase de isto afinal é bom! Porque não o fazemos mais vezes?? Mas durante a semana.... A espontaneidade surge quando saímos de casa e vamos passar o fim de semana fora, o que não tem acontecido com tanta como a desejada! Enfim...tenho saudades em que um simples beijo já me deixava a trepar paredes! Bjs continue com o bom trabalho 😁

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  5. Por cá a libido desapareceu após a primeira gravidez e três anos a amamentar.
    Vou chocar toda a gente, mas vou mesmo dizê-lo aqui e no aconchego do anonimato: eu e o meu marido não fazemos amor há 10 meses. E não estamos minimamente preocupados...

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    1. Parabéns pela sinceridade, não é toda a gente que o admitiria.
      Deixe me só fazer uma pergunta, se descobrisse que neste tempo o seu marido se envolveu com outra, como reagiria?
      E se fosse ao contrário, qual seria a reação dele?

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    2. Ai as amantes que deve haver por aí... mas entendo-a.

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    3. Sem querer intrometer-me na sua vida mas...o facto de o seu marido não andar minimamente preocupado por não fazer amor consigo há pelo menos 10 meses, pode não ser forçosamente um bom sinal para si...

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    4. Mas olhe que devia... 10 meses é muito tempo! Vocês são casados, não são amigos ou irmãos. Compreendo perfeitamente que depois de termos filhos (tenho 1, estou grávida do 2º e bem sei a trabalheira que foi engravidar, pois a vontade nem sempre coincidia com a período fértil...) fiquemos com menos vontade por vários motivos que a AGM já apontou. Maaaaas não me parece nada normal ficarem quase UM ANO sem fazerem amor! Já falou abertamente com o seu marido sobre o assunto? Ou é a sra que parte do princípio que ele não se importa. E por que é que não têm desejo sexual, nem um nem outro? Não acha estranho? Desculpe a sinceridade, mas eu acho muito estranho.

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    5. 10 meses acho que é considerado tempo a mais para o comum mortal. Mas não sabendo exatamente o que se passa na vossa vida não acho que se deva julgar... Só lhe chamo a atenção para uma situação: quanto mais tempo passar mais estranho será recomeçar. A intimidade tem que fazer parte da vida de um casal... Acredito que o casamento possa ser apenas "amizade" quando tivermos 86 anos e biologicamente já não for fácil outras coisas. Mas aconselho-a a falar com o seu marido. Podem juntos planear aí um fim de semana ao rubro tipo reinauguração... Apanhem-se os limões e faça-se limonada ;-)

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    6. Fui eu que escrevi inicialmente. Ja falamos várias vezes sobre o assunto e concluímos sempre que às vezes temos vontade mas a preguiça e o cansaço ganham sempre. Temos plena consciência que não é normal, nem positivo, mas nao estamos mesmo a conseguirmos dar a volta. Quando digo que não nos preocupamos é porque sabemos com confiança absoluta que não há mais ninguém na vida de ambos, mas também temos consciência que estamos a percorrer um caminho sinuoso. Eu acho que esta (demasiado longa) fase vai passar; o meu marido acha que estamos numa fase transitória desde o nascimento da mais velha; é possível que não passe nada... Mas não sei o que é suposto fazermos (sim, os dois, porque não posso ser eu sozinha a gerir mais esta parte).

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    7. Querida anonima das 19h47 ao 2 filho fizemos amor 7 vezes em 9 meses :)

      Levantamo-nos as 6h30, chegamos a casa as 19h tratamos de 2 bebes, fazer supermercado, tratamos da roupa de 4 pessoas (lavar, estender e passar a ferro) deitar miúdos, acordar 5 ou 6x durante a noite...
      Não há sexo, mas existe mto amor disso tenho a certeza!


      Somos felizes e tenho a certeza que é só uma fase.

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    8. Na volta come na rua...ahahahah

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    9. Eu estive grávida,amamento há 20 meses e tenho o mesmo desejo de antes... As pílulas sim, tiram a libido, é horrível!

      Veja lá se o caso não tem a ver com a pílula, eu não me dou com a de amamentação e estou sempre a fazer pausas e a retomar.

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    10. Uau... uma pessoa é sincera e pelos vistos bem resolvida com o marido e vem tudo falar de amantes.

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    11. Cavalheiro do Aeroporto21 novembro, 2017 12:20

      Eu teria muita dificuldade em estar tanto tempo sem levantar voo.

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    12. Sou novamente a anónima inicial. Tenho consciência que aquilo que está a acontecer connosco socialmente é imediatamente encarado como "andar a comer fora", como referiram já. Não sei se é ou não comum porque raramente alguém assume algo assim.
      Concordo totalmente com quem referia que quanto mais tempo passar, pior. É mesmo isso que sentimos, uma estranheza crescente. Conhecendo-nos bem, como conheço, acho mesmo que as coisas vão melhorar (não por si só mas com esforço nosso), só não sei quando; enquanto a correria do dia a dia, com crianças tão pequeninas e tanta privação do sono à mistura, nos engolir, é mesmo difícil.
      Obrigada pelas dicas e partilhas que deixaram.

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    13. Aposto que durante estes 10 meses, a anónima não estou certa, mas o marido recorreu à masturbação. Pense nisso.
      As pessoas baseiam-se que não têm tempo. Balelas. Arranja-se tempo, é como para comer, dormir, tomar banho... não tem que haver um protocolo presidencial para haver sexo. 30minutinhos e um lugar reservado chega, nem que durma menos meia hora às quartas feiras...

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    14. Passei por uma situação parecida.
      Mais do que o sexo importa é o amor. Há amor? Então conversem, pensem mais em vocês, façam planos a dois e sem filhos, divirtam-se juntos. Só é difícil dar o primeiro passo. E não se foquem na contagem de há quanto tempo não fazem isto ou aquilo porque isso só vai criar pressão e tirar a naturalidade a tudo. Sejam felizes!

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    15. obrigada Marta:)
      Sou a anonima das 10h06.
      Com estes comentários todos senti me triste. Pk apesar de saber que esta situação não e normal eu sei tb o quanto amo o meu marido e o meu marido me ama. Ainda ontem enquanto o bebe chorava de madrugada ele levantou se e veio dar me um abraço e ficamos ali os 3 juntinhos. Acho que o bebe dormiu no meu colo e eu no colo do meu marido. Não existe 3 pessoas, existe mto cansaço acumulado.

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    16. Não sei porque estão a dizer a esta senhora que "não é normal", quando aposto que é uma situação muito recorrente e, não, não tem de significar que algum tem um/a amante. Eu vivo com o meu marido há 8 anos (fomos viver juntos pouco depois de começarmos a namorar) e, no início, era sexo a toda a hora. Nos dias de trabalho era de manhã e à noite e aos fins-de-semana chegava a ser 5 vezes por dia. Foi assim durante para aí os primeiros dois anos. Experimentámos imensas coisas, descobrimo-nos mutuamente, era em casa, fora, em viagens, no carro, em hostels, you name it. Tínhamos 20 e poucos anos e era a loucura total. Depois, as coisas deixam de ser novidade, crescemos e deixamos de ser uns putos deslumbrados com atingir um orgasmo. Já nos conhecemos muito bem, já passámos juntos muitas horas, já tivemos muitas horas de sexo, já não somos uns miudos que, ao mínimo toque, ficam excitados e toca lá de quase partir a cama. Penso que isso é perfeitamente normal e não vejo isso como um problema! É um bocado tipo "been there, done that". Já experienciei muito nesse campo e tenho essa parte bem vivida, não preciso de passar o resto da minha vida nesse excitex constante, nem tenho vontade disso. Penso que nunca ficámos 10 meses sem fazer, mas uns 6 meses (por aí) já ficámos. E vivemos perfeitamente bem com isso. Fazemos quando quisermos, sem pressões e sem necessidade de sobreanalisar isso, é muito bom na mesma quando fazemos, mas não passo os meus dias (nem ele) a ansiar por esses momentos ou a desejar que fosse "como dantes" (podem dizer que não acreditam e que ele anda com outras nas minhas costas). Temos principalmente uma grande relação de amor e falamos de tudo isto muito à vontade e não é um aspecto fulcral para nós e para a nossa relação a quantidade de vezes em que fazemos (ou não) sexo :)

      Agora andamos a tentar engravidar e temos voltado a fazer com frequência e é muito giro voltar a esses momentos, mas às vezes simplesmente não nos apetece (tal como dantes dos apetecia todos os dias, sem ter de forçar nada). O sexo é overrated (normalmente por pessoas que não têm o resto, o amor). É bom, sim, mas há muitas outras coisas na vida que nos proporcionam orgasmos mentais e no coração que até sabem melhor que os outros!

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    17. À anónima inicial admiro a coragem. Aos anónimos que contribuiram positivamente para a discussão obrigada. Aos que o único contributo que tiveram foi avisar sobre amantes, eu mandava-os foder (até vem a calhar), mas cada um sabe de si.
      Eu não estou há 10 meses sem fazer sexo, mas poderia bem estar não fosse o meu namorado insistir que piquemos o ponto pelo menos uma vez de 15 em 15 dias. A verdade é que a libido foi não sei para onde, ainda que ele seja o melhor companheiro de todos os tempos.
      Quem falou em masturbação, sim, é verdade... Mas eu preciso de 2 min. para atingir o orgasmo a masturbar-me, não é exactamente o mesmo tempo e logística e que arranjar espaço para fazer sexo. Concordo em absoluto que é algo que temos que contrariar e que quanto mais tempo passa pior fica... Mas é difícil. Força para a anónima e espero que consigam ultrpassar a situação. Ignore a conversa das amantes se tem a certeza que não é o caso. Já vi homens terem amantes tenham ou não tenham sexo em casa.

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    18. Quando engravidei disse a mim mesma que não poderia viver a 1000% para o filho e 0,5% para o marido. É normal nos primeiros tempos andarmos embrenhadas num recém-nascido e o pós parto não ajudar, mas temos de arranjar formas e acima de tudo ajudas para termos tempo de qualidade juntos. Sei bem o que é mandar a queca à pressa, de não saber a quase nada...até que um dia me passei da cabeça e deixei o puto com os avós e fomos para um motel meter a escrita em dia! Sexo faz falta numa relação, só cada casal sabe quanto necessitam e a quantidade de sexo, mas sexo tem de existir! Se querem estar juntos e com tempo de qualidade a dois peçam ajuda a terceiros! Não é crime nenhum!

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    19. Olá anónima inicial e pessoas que contribuíram positivamente para a discussão. Aos outros que vieram aqui insinuar perante uma pessoa corajosa que expôs uma situação tão íntima e real para muitas e muitas e muitas famílias que o marido tinha amantes, enfim, só posso dizer que são pessoas com pouca vida, pouco mundo, pouca estrada. Além de más. Anónima, depois do nascimento da minha filha e perante uma fase complicada no trabalho para o meu marido também estivemos muito tempo sem ter sexo. Não sei se terá chegado aos 10 meses, mas chegou certamente aos 6 ou mais. Tenho a certeza absoluta que não houve amantes para ninguém no período, mas não vou dizer que a nossa relação estava a 100%, porque não estava, e isso manifestava-se, também, na falta de sexo. Há muitos factores que podem contribuir para o efeito além do cansaço, da preguiça e da rotina (que já são muito fortes) e os filhos, queira-se ou não, são um deles. Não as crianças, coitadinhas, que não têm culpa nenhuma dos problemas dos adultos, mas a dinâmica nova que se instala depois do nascimento dos filhos. Éramos dois, sabíamos viver os dois, agora somos 3 ou 4 e mudou tudo, temos novos papéis e lugares na vida, e agora? Qual é o nosso lugar? Pode existir ressentimento de alguma das partes quanto à outra por não estar a corresponder ao que esperava no seu papel familiar, e, por outro lado, revolta e sentimento de injustiça e afastamento ainda maior da outra parte. Quem é pai e mãe vai perceber o que estou a dizer. Essa é a causa de muitos divórcios e separações, não é por acaso que muitos casamentos acabam quando os filhos são pequenos. Ora, se há afastamento emocional também não há vontade de sexo. No meu caso, resolvemos a situação, mas não foi fácil, o casamento dá trabalho e tem de ser, também ele, priorizado e valorizado se queremos que sobreviva de boa saúde. Resolvemos com muita comunicação, com muita vontade de melhorar de parte a parte, humildade para percebermos que nenhum tinha a razão toda do seu lado e, claro, com muito amor, que é a base de tudo. Hoje passamos uma boa fase e as razões para a pouca frequência de sexo já passam mais pelos factores que a Pipoca mencionou no texto - muito bom, aliás :) -, mas ainda assim tentamos que aconteça no mínimo uma vez por mês, porque quanto mais tempo passa mais custa a retomar ;) lá está, como o ginásio!

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    20. Anónima inicial...já passámos por uma situação idêntica e não foram 10 meses, foi pelo menos ano e meio. E aqui estamos nós, casados há 18 anos, felizes e com uma vida sexual bastante satisfatória. Aconteceu, pedimos até ajuda psicologica e ficámos a saber que acontece muito, muito mesmo, mas ninguém tem coragem de assumir.

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    21. Todos os comentários que fizeram alusão uma possível amante, partem do pressuposto que o cansaço fisico e emocional só pode dar para um lado. Só a mulher pode sentir, o homem tem logo amantes. Uma pessoa, independentemente do sexo masculino ou feminino, se tiver a mente e o corpo esgotados, se não tem cabeça para andar a "comer" em casa seguramente que também não tem para comer por fora. É altamente machista achar que o homem tem logo amantes. Nem nunca saberão todos os contornos da situação exposta, nem terão 100% daquilo que vos disse a autora do primeiro comentário, tal como nunca saberão dos sentimentos em causa, da cumplicidade, etc. A sociedade criou a ideia que o homem tem amantes, as mulheres não, que horror, e lá vão perpetuando essa triste ideia com esse tipo de mentalidade.

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    22. Anónimo (15:03), desculpe dizer-lhe mas você não conhece minimamente a forma de pensar dos homens. Os homens nunca sentem cansaço físico e emocional para o sexo. Para eles o sexo é revigorante e revitalizante. Os homens vivem para o sexo. Ponto. Porque será tão difícil para uma mulher acreditar nisso? Esqueça tudo aquilo que pensa saber sobre o modo de pensar deles. Nesta matéria garanto-lhe que irá falhar se decidir julgar a sexualidade dos homens do mesmo modo que julga a sexualidade das mulheres porque eles trabalham em campos totalmente opostos. Lembre-se que na mulher o amor gera o desejo e no homem o desejo gera o amor.

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    23. Francisco, o pensador: essa sua suposta verdade absoluta é falsa. Procure informação científica sobre o tema, por favor. (Até me custa acreditar que acabei de ler o que escreveu!!)

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    24. Francisco, explique-me entao o seguinte: estou casada ha 10 anos, nao temos filhos. Eu por mim tinha sexo todos os dias, o meu marido so quer 1 vez por semana ou ate menos. Para ele seria normal 1/2 vezes por mes. Tem um trabalho que o ocupa bastante e diz que está sempre cansado.

      É o meu marido que tem algum problema? É que pelo seu comentario de q os homens sempre querem sexo parece q ele é anormal.

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    25. Francisco, tenho uma novidade para si, os homens não são todos iguais. Nem homens nem mulheres. Para mim perdeu toda a credibilidade quando tentou dizer que os homens sao todos iguais como se de uma ciência exacta se tratasse. E não percebi a parte que nas mulheres o amor gera o desejo? É que eu (mulher) já fui mais vezes para a cama com um homem só por desejo e sem sentimentos amorosos à mistura, que o contrário. Ah espere, serei homem? Deve ser isso. Em vez de me apresentar as suas opiniões, apresente-me estudos científicos que comprovem a sua teoria. Até lá, passar bem. Ah e não mande links manhosos, quero papers, teses, e teorias reconhecidos pela ciência.

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    26. Esqueça anónima das 23h16, para o Francisco as generalizações são o seu modo de vida. É tudo igual, toda a gente faz uma tatuagem com o mesmo objetivo, todos os homens são iguais e todas as mulheres também, blá, blá, blá.
      Tem mente fechada e não há nada a fazer, não se canse em debates com ele.
      By the way, concordo plenamente consigo e com o seu comentário.

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    27. Francisco, vou na minha terceira relação e o que diz só se aplicava a um dos meus namorados. Com os outros dois, aconteceu e acontece muitas vezes eu querer (e mostrar/dizer que quero) e eles não. Por cansaço, por ter tarefas importantes para fazer ou simplesmente por não estar para aí virado. Curiosamente, eu sou como descreve: para mim o sexo é revitalizante e sinto-me mais apaixonada depois de uma boa sessão de sexo. Talvez estes testemunhos o encoragem a pensar além da dicotomia masculino/feminino.

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    28. Anónimo (21:58), o seu comentário deixou-me confuso. Primeiro confundiu a minha opinião com uma verdade absoluta, depois acusou-me de ter dito uma "verdade absoluta" falsa sem explicar a razão nem debitar qualquer argumentos, e, por fim, pediu-me para fazer pesquisa cientifica para que possa....dar-lhe razão? quer-se dizer, ainda tenho que fazer o seu trabalho agindo contra o meu próprio interesse?
      Se lhe custou acreditar naquilo que acabou de ler...então imagine eu!

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    29. Anónimo (22:33), depende de muitos factores e os dados que me revelou acabam por ser um bocadinho insuficientes. Não mencionei se o seu marido sempre foi assim em termos de "performance" sexual ou se apenas se tornou assim desde um tempo para cá. Porque se sempre foi assim é possível que o seu marido seja umas daquelas excepções que fogem sempre à regra ou pode quem sabe ter sofrido no seu historial algum tipo de trauma que não foi devidamente ultrapassado ou até uma sexualidade reprimida, etc., mas se ele se tornou assim depois de já ter vivenciado consigo uma sexualidade muito forte e intensa....então prefiro não ser eu o porta-voz da má noticia.

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    30. Anónimo (23:16), felizmente que os homens não são todos iguais senão eles teriam que estar todos casados com a mesma mulher e já viu o sarilho que isso ia dar?
      Nunca foi minha intenção adquirir qualquer tipo de credibilidade porque se fosse essa a minha intenção dava-me a conhecer ao público e nunca assinaria como "Francisco o Pensador". Sim, sei que generalizo frequentemente mas aquilo que me distingue dos outros comentadores é que eu não tenho vergonha de assumir que o faço. Parece-me ser humanamente impossível abordar qualquer assunto que seja sem ter que generalizar. Por vezes ainda me lembro de incluir "a maioria" ou "a maior parte" para não ferir determinados egos mas depois com o tempo torna-se demasiado cansativo mencionar isso porque no fim de contas as excepções são coisas pontuais que normalmente acrescentam pouco valor ao assunto tratado.
      Quanto à frase "No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo." trata-se uma citação de Jonathan Swift, logo, se quiser atirar-se a alguém, atire-se a ele e não a mim porque eu só concordei com ele. Essa frase pretende dizer que as mulheres, por norma, não se entregam a qualquer um nem a qualquer momento nem de qualquer maneira. Para elas, para que o sexo possa acontecer tem que existir um clima, uma ligação, ou uma afinidade, ao contrário (da maioria) dos homens que não precisam de sentir essa ligação para se envolver sexualmente com alguém. Para (a maioria d)eles, basta a mulher querer e estar disponível que rola tudo na hora.
      Não sei o que você costuma fazer (ou gosta de fazer) da sua vida, mas se já fiz tudo aquilo que mencionou no seu comentário, dou-lhe os meus parabéns por isso, isso só prova que leva a sua emancipação muito a sério, mesmo que para isso tenha de derrubar alguns limites...

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    31. Anónimo (12:30), se está realmente interessada em mim, por favor escreva-me uma carta de motivação ou então envie-me um email. Ah!...e não se esqueça de mandar uma fotografia!

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    32. Anónimo(16:13), porque você foi extremamente educada e respeito toda a gente que me respeita e sabe fazer-se respeitar, irei fazer isso mesmo que me pediu. Se você vai na sua terceira relação, é natural que ainda consiga sentir os efeitos da paixão na relação em causa porque cada relação nova acaba por fazer renascer esse sentimento. Logo, onde existe Paixão existe uma maior "fogosidade" sexual. Isto quanto a si, agora, quanto a eles...tal como disse ao anónimo das (22:33), mas agora com mais educação ainda porque você merece, prefiro não comentar sem conhecer outro tipo de factores.

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    33. Parece-me que o problema na sua análise está em achar que todos os homens têm uma libido superior a todas as mulheres, sendo as exceções desvios a uma norma. Mas talvez não exista norma, ou não seja tão pronunciada quanto julga. Eu sou mulher e não consigo pensar que todas (ou a maioria das mulheres) pensam e fazem X, porque uma pessoa não se esgota no sexo com que nasceu nem no género que foi adquirindo com a socialização (apesar de este último moldar muito do que somos). É normal que tentemos tomar o pulso às coisas, e as generalizações ajudam-nos a fazer sentido do mundo, mas quando temos tantos testemunhos contrários talvez seja altura de mudarmos a lente.

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    34. Francisco concordo plenamente consigo, há fases difíceis sim mas em suma, um casal que não tenha sexo é uma amizade profunda. As pessoas precisam de sexo e o que diz em relação á maneira em que a mulher ou homem afrontam a necessidade de ter sexo e as maneiras diferentes de reaccionar, são generalizadas mas não por isso menos acertadas. Eu sou mulher, gosto de sexo e também posso sair com o único objectivo de ter sexo mas é palpável a necessidade de ter um clima ou uma atracção diferente, quando com os homens isso passa um pouco mais ao lado se querem sexo. Até acho que nesse sentido a dinâmica entre os dois sexos não mudou muito e não há mal nenhum nisso... e sim, basta meia hora entre semana para aplastar a secura, vai-se mais cedo para a cama...

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    35. Francisco, sou a anónima das 12:30 e só lhe digo uma coisinha: esse seu comentário só demonstra que pelos vistos tem falta do que fala o post da Pipoca...
      Zero de interesse em si, não seja ridículo.

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    36. Anónimo (07:46), embora possa sentir-me tentado em fazê-lo...não foi de todo a minha intenção em abordar a questão da libido que, assumo que possa ser semelhante seja para homens como para mulheres, mas sim uma pré-disposição para o sexo que parece ser notoriamente mais visível no homem do que na mulher. Para cimentar esse facto basta-me apresentar alguns exemplos do nosso dia a dia. Quando um casal tem uma discussão violenta, a primeira e maior vontade que surge imediatamente ao homem é ter relações sexuais logo em seguida, sendo que, e isso não deve ser segredo para ninguém, de todas as que pudessem surgir essa é precisamente a última vontade que a mulher consegue ganhar naquela hora. Depois de uma "briga" o homem procura imediatamente fazer sexo com alguém para "relaxar" a alma enquanto que a mulher procura imediatamente o conforto de uma barra de chocolate. Depois, basta ver situações práticas do dia a dia. Durante uma vida sexual activa, quantas vezes uma mulher ouve da parte de um homem que ele está cansado ou com dores de cabeça quando tem a possibilidade de fazer sexo? Quantas vezes o homem tem que ouvir isso da parte das mulheres? De todas as relações sexuais realizadas por um casal, quantas vezes foram os homens a e quantas foram as mulheres a tomar a iniciativa e procurar realizá-las?
      Se hoje, exactamente nesta precisa hora, houvesse 10 homens a ser abordados na rua e convidados por uma mulher desconhecida saudável e bonita para participar num encontro sexual com ela, quantos deles aceitariam o convite? Garanto-lhe que 5 ou 6 pelos menos.
      E agora imagine que fossem 10 mulheres a ser abordadas na rua e convidadas por um desconhecido saudável e bonito para participar num encontro sexual, quantas delas aceitariam o convite? A não ser que o mundo tenha feito um pulo evolutivo realmente enorme, arrisco-me a dizer que apenas uma responderia que sim com alguma sorte.
      Sim existem muitos testemunhos contrários, mas infelizmente não podemos nos guiar por eles. E digo isto por uma boa razão. Quando afirmamos algo, aqueles que concordam connosco manifestam-se muito raramente, e, normalmente, os únicos comentários que surgem são de pessoas que não estão enquadrados na afirmação que fizemos, ou também conhecidos por "excepções". Isso quer dizer que se eu disser que todos os portugueses gostam de comer um "Bacalhau no Forno", seria muito utópico da minha parte achar que que todos aqueles que gostam de comer peixe viriam aqui dar-me razão e elogiar o meu manifesto bom gosto. Nesta situação, os únicos comentários que seria expectável surgir seria de gente "anti-peixe" a pedir-me para generalizar menos as coisas ou até vegetarianos ou veganos a acusar-me de ser um assassino de peixes. Como vê, por mais que a gente possa tentar mudar a lente, a verdade porém é que também não podemos dar ouvidos a tudo nem guiar-nos por tudo aquilo que nos for dito.

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    37. Anónimo (10:27), muito obrigado por concordar comigo. Depois da pouca credibilidade que tinha e que me foi retirada pelo Anónimo(23h16) no comentário mais acima, é bom saber que voltei a conquistar alguma graças ao seu sincero e maravilhoso contributo. Desejo-lhe com todo o coração que possa continuar a desfrutar muitas "1/2 horas" prodigiosas todo o longo da sua vida. :)

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    38. Anónimo (12:08), se tem realmente "Zero" de interesse em mim...então seja coerente e fiel às suas palavras. Largue o meu pé e deixe de perder o seu tempo a falar de mim aos outros anónimos para tentar chamar a minha atenção. Obrigado.

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    39. Francisco, tenho uma sugestão para si. Mude o nickname para "Francisco o acéfalo".
      Parece a versão masculina da S do asterisco!!

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    40. Ana, para aselhas já me bastam aqueles que apanho todos os dias na estrada e nem por isso tenho que me zangar com eles. Sinto muito mas você perdeu a viagem.

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  6. Ahahahahah! A última frase matou-me! É que é mesmo isso que me apetece dizer-lhe, às vezes! :D

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  7. Mas faz falta a proximidade que o sexo trás ...
    Estou casada á 17 anos e namorei 8 ...quando tive o meu filho fiquei sem apetite sexual e o meu marido tinha fogo a mais...por vezes fazia só mesmo com a vergonha de lhe dizer mais uma vez que não...agora, com 41 anos parece que cresce fogo dentro de mim...penso em sexo mais de 10 vezes por dia...faço parte de imensos grupos de sexo e por mim fazia todos os dias ...mas o meu marido com o stress do dia a dia está sem apetite nenhum e por ele uma vez por semana tá bom ...�������� Mas quando fazemos ...uh lá lá...não falta nadinhaaaa!! Sexo é bom...é muitooooo bom!

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    1. Faz parte de grupos de sexo??????????

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    2. Aposto que juntamente com a falta de apetite sexual quando o filho nasceu, foi-se igualmente o H do verbo haver.

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    3. Provavelmente são grupos do facebook.

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  8. Por aqui ,três filhos,trabalho,casa grande e blá blá blá mas sexo quase diariamente.Se assim não fosse não aguentava esta vida.Gosto mesmo,faz me falta e se assim não for fico paranóica...12 anos de casada e 15 de ajuntamento.Mais de uma semana sem sexo e começo logo a pensar no divorcio ��

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    1. Ó pá , gostava mesmo de ser assim!! Era tudo mais fácil

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    2. Por aqui é igual. Estamos casados há 10 anos mais 7 de namoro, temos duas filhas e é praticamente diariamente. Umas vezes mais rápido pela manhã outras mais demorado pela noite, às vezes ambas no mesmo dia... é conforme a vontade mas ela está sempre presente. O sexo, a intimidade que temos naquele momento do dia só nosso, em que nos fundimos e nos concentramos apenas um no outro, sem as crianças, o trabalho, a casa... é o nosso combustível. Preciso daquela ligação a ele. Passamos uma fase de menos intimidade após o nascimento da nossa segunda filha o cansaço de ambos era por vezes extremo o que não ajudava. Mas quando fazíamos também era diferente, era como se nos devora-se-mos, muito mais carnal e cru, mais intenso emocionalmente, como se por ser poucas vezes quiséssemos ter tudo por inteiro num desespero de falta do outro. Quando ele viaja as primeiras vezes são parecidas mas nada se compara com o sexo pós parto da nossa segunda filha, foram 7 meses de um sexo diferente, bom e hormonal.

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    3. O que é "um sexo hormonal" ?

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    4. Adorava ser assim... Contento-me com 2 ou 3 vezes por semana. Mas faço questão com que seja sempre de qualidade...

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    5. ...pois eu cá passava-me se tivesse um pendura sempre atrás de mim à espera que eu abrisse as pernas todos os dias.

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    6. "se assim não fosse não aguentava esta vida"

      Se calhar o problema mesmo é a sua vida ser uma m*** e a única coisa boa que retira dela é o sexo!

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    7. Anónimo21 novembro, 2017 08:40, hormonal no sentido de ser pós parto em que as hormonas ainda estão meias doidas, ainda não estabilizamos, estamos mais sensíveis, mais carentes e emocionalmente fragilizadas... é nesse sentido.

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    8. "Mais de uma semana sem sexo e começo logo a pensar no divorcio " Gostava de ter este á vontade para assumir que se não tivesse sexo na minha vida ía procurar a outro lado (não eu, entenda-se, só consigo pensar em sexo com algum sentimento associado e no âmbito de uma relação... ) Normalmente é aceitável nos homens, mas nas mulheres é mal encarado. ;)

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    9. Nas mulheres é mal encarado? Por quem? Por si? E deixa de fazer uma coisa com medo daquilo que possam pensar? Olá, já estamos em 2017, seja bem vinda/o, faça sexo sem sentimentos se for essa a sua vontade, e cague na opinião alheia. Também não precisa de publicitar que fez sexo pois não? Se calhar são macacos da sua cabeça.

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  9. Boa noite,

    Estou numa relação de 10 anos e nos últimos anos o apetite diminuiu.. Falaram nos comentários que a pílula influenciou e sinceramente se calhar a diminuição veio quando mudei da Belara para a Minulet.. será por isso que houve diminuição de apetite sexual?

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    1. Eu tomei Belara uns anos e era um cepo. Uma moribunda! Quando me mudei pra algo mais "fraquinho" descobri todo um novo mundo. Que as pílulas nos influenciam imenso isso já não é novidade, comente essa questão com o seu médico.

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    2. Eu noto mesmo mais libido quando deixo de tomar a pílula!

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    3. A Belara é das pílulas mais fracas que há, e é de nova geração sendo assim associada a muito menos efeitos secundários. Sou farmacêutica por isso não estou a falar de cor.

      Tomo belara há anos, estou numa relação há 10 anos, sempre tomei a mesma pílula e tudo óptimo com a vida sexual. Uns dias apetece mais outros apetece menos, mas isso é normal, não é da pílula.

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    4. O facto de ser "fraca" ou "a mais fraca" não quer dizer que seja isenta de efeitos secundários e o facto de não lhe causar esse efeito individualmente não quer dizer q não cause a outras pessoas. O ser menos frequente não quer dizer que nunca acontece, como sabe.

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  10. O problema chama-se prole. Dá cabo de tudo.

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  11. Top ! Pipoca, a mãe de todas as bloggers ! :)

    Rita
    www.bluepostcard.pt

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  12. A produção deficitária de hormonas que ocorre no corpo com o passar dos anos acaba por ser a maior responsável pelo desaparecimento da "chama" e o baixo desempenho sexual, mas para mim o maior culpado de todos acaba por ser o tédio, o aborrecimento ou a rotina, como lhe queiram chamar. Num post que cheguei a escrever no meu blog sobre esta temática cheguei mesmo a citar um exemplo prático para explicar os malefícios do tédio e a forma nefasta como ele condiciona toda a nossa vida, seja no campo sexual como também no afectivo, matrimonial, social, profissional e familiar. Para quem tiver alguma curiosidade de o ler, posso prometer-lhe que não será tempo (totalmente) perdido e, provavelmente, responderá a muitas das questões que por vezes muita gente faz para justificar os muitos problemas que surgem inesperadamente e acossam a vida das pessoas.

    https://trollitadas.blogspot.pt/2017/06/os-maleficios-do-tedio.html

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    1. Outro texto que escrevi e que por ser considerado talvez mais completo acaba também por ser mais relevante para esta temática porque não se foca apenas na questão do Sexo mas engloba também o sentimento da Paixão e do Amor.
      Para quem tiver interesse...

      https://trollitadas.blogspot.pt/2017/07/paixao-amor-e-sexo.html

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  13. Na minha opinião o problema de relações longas, é que ao fim de uns anos, já estão os dois mais virados para o salta cá para cima e já está! E acabam por se esquecer que o sexo é para dar prazer, verdadeiro prazer, para dar trabalho... Não há nada melhor que foder com vontade, com muita vontade. Não há nada melhor que sentirmos que estamos a dar prazer e a receber prazer,que a pessoa está a sorrir só de ver a nossa cara de prazer! Há tanta coisa para descobrir no mundo do sexo... E quando não há apetite, é provocar até ganhar, aproveitem e leiam livros eróticos, vejam 50 sombras, imaginem um Afonso nas vossas vidas, qualquer coisa, haha. Façam bom sexo!

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    1. Quem é o Afonso?

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    2. "Aproveitem e leiam má literatura". Façam bom sexo, mas por favor, não leiam livros básicos. Há literatura erótica de nivel superior, mas não 50 sombras.

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    3. Boa,quem é o Afonso?

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    4. Nada a ver com relações longas! A minha relação tem 28 anos e hoje continuo a ter e dar prazer, o sexo continua a ser excelente e frequente. Não há rotina nem aborrecimento! Também não tomo nenhuma poção mágica...

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    5. Quem raios é o Afonso?????????????

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  14. Olá Ana,

    Os homens (e as mulheres), precisam de sexo. Não sei se estatisticamente, a vontade é mais dos homens, mas mais do que hormonal, há necessidade de nos sentirmos desejados e únicos. Se em casa a mulher (ou o homem) está constantemente a negar sexo, o parceiro, mesmo sem querer, irá procurar noutro lado. Há que haver diálogo e sobretudo compreensão, mas, muitas vezes, demasiada conversa sobre "porque não te apetece", só serve para arrefecer ainda mais a relação.
    Atenção que não estou a dizer que mulher ou homem devem ter relações "só para agradar", mas, se não existe vontade de um dos lados, é importante averiguarem o que se passa.

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  15. Ainda não entendi e estou curiosa QUEM É O AFONSO, please?

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    1. Deve ser o Afonso Vilela! Se tivesse um homem que cozinhasse lá em casa também ia estar pronta para o forrobodó todos os dias...Assim, a cheirar a alho e cebola, perco logo o desejo e a literal vontade de comer!

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    2. Maria Eugênia http://afonsonoite-luar.blogspot.pt/

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    3. Cavalheiro do Aeroporto21 novembro, 2017 12:18

      Eu cozinho...

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  16. No meu caso chama-se menopausa...Nunca fui muito de perder tempo com sexo, porque se demoro muito tempo nos perliminares o desejo vai-se e começo a aborrecer-me. Não sei se será alguma disfunção hormonal, mas ultimamente não estou nem aí. Às vezes há umas chamadinhas para Tóquio, mas sexo, talvez só nas férias do Natal...Oh!oh!oh...

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    1. Cavalheiro do Aeroporto21 novembro, 2017 12:16

      Xiiii...e nós homens sempre a levar na cabeça para nos aplicarmos nos preliminares e afinal só estragam tudo...

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  17. aproveito e deixo aqui este link que encontrei ontem: https://www.omgyes.com

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  18. Cavalheiro do Aeroporto21 novembro, 2017 12:14

    Bom dia, sou o Afonso. Contactem-me.

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  19. Uma coisa que ajuda a matar as relações longas são os contracetivos hormonais. Eu tenho-me apercebido de que muitas mulheres nem questionam esta relação e tomam a pílula porque é suposto uma mulher com uma relação longa tomar alguma coisa. Se há falta de vontade, informem-se. Eu sei que a tendência é os médicos dizerem que devemos tomar e sei que há muitas que precisam de tomar por razões médicas mas não há nada que diga que uma mulher saudável e minimamente informada tenha de tomar a pílula. Eu engravidei do meu filho mais novo depois de 3 anos sem pílula e garanto que não foi acidente. e agora já somo mais 3 anos sem pílula e, surpreendentemente, ainda não engravidei sem querer ;)

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    1. true. Tomei a pilula durante 15 anos sem me questionar e algumas vezes sem ser preciso, sem me preocupar com eventuais efeitos secundários e de que forma mexia com as hormonas. Cheguei a um ponto que nem sequer mestruação tinha, um penso diário era suficiente. Vontade sexual era nula. Finalmente comecei a procurar alternativas e a única alternativa viável para mim de momento é usar o método FAM (Fertility Awareness Method) ou simplesmente monitorização da fertilidade. Não é perfeito é certo e provavelmente não é um método indicado para toda a gente, mas eu sinto-me muito bem com esta escolha.

      se alguem tiver interesse em saber mais sobre este método, aconselho este livro (https://www.amazon.co.uk/Taking-Charge-Your-Fertility-Reproductive/dp/0091887585)
      obviamente este método tanto dá para evitar uma gravidez como também para engravidar

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    2. "Cheguei a um ponto que nem sequer mestruação tinha"
      Atenção q isto é normal.

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    3. E quem precisa duma pílula (trifásica) para regular o período (horário e quantidade) e manter aa dores a salvo com apenas um paracetamol em vez duma ida ao hospital?

      E sim, já tentei parar/mudar e já tive um filho.

      Que posso fazer? Com 42 anos a pílula continua a ser a melhor opção no controle das dores (a medicação a usar sem a toma da pílula ou as idas ao hospital seriam mais nefastas para a minha saúde)

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  20. Um assunto que eu gostaria de ver mais discutido por TODOS seria mesmo métodos contraceptivos não hormonais. Há milhões de mulheres a sofrer com os efeitos das hormonas diariamente e nem têm noção. Não fazem ideia da quantidade de efeitos secundários.

    Gostaria especialmente de ver as pessoas discutirem o uso do DIU de cobre pelas portuguesas.

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  21. Temos dois filhos e o meu marido trabalha por turnos e eu além do trabalho ainda estudo, muitas das vezes temos vontade mas quando damos por nós já estamos a dormir ou andamos desencontrados nos horários.
    Continuamos a fazer sexo com frequência mas apenas rapidinhas. À falta de melhor é o que há. Pelo menos por enquanto que o mais novo ainda chora de hora a hora quase.

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  22. Estou a adorar ler estes comentários todos LOL
    Mal posso esperar pela próxima crónica pipoca!
    P.S.: Ainda me estou a rir duma expressão acima de SER UM CEPO!!!!! Que top.

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  23. Gostei muito da crónica! Ansiosa para ler as próximas :)

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  24. Pipoca, muitos parabéns por esta crónica :). Há já algum tempo que sigo o seu blog ( apesar de raramente fazê-lo, mas vou passá-lo a fazer mais vezes porque, como blogger, sei que o feedback é importante), e gosto muito da forma aberta como fala sobre todo o tipo de temas, sem floreados, preconceitos ou tabus e, sobretudo, de forma direta e honesta. Numa sociedade que ainda tem muitos tabus e muito medo de falar sobre certos temas, são posts como estes que incentivam a mudança.
    Acho incrível o facto de uma publicação gerar tanta partilhar de histórias, algumas tão pessoais.
    Continue o seu excelente trabalho :).
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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  25. Bem haja a leitora que partilhou de forma tão honesta a situação dos 10 meses sem sexo. Quero apenas dizer que a entendo perfeitamente. Vivo uma situação semelhante. Sou feliz :)

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  26. Só tenho fantasias com homens bonitos, altos,sedutores, com pinta e com mundo. Se eu tivesse um assim, até fazia todas as noites. Na ausência, não perco tempo por menos...zero libido

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    1. Também acho isso! Pela amostra de pessoas que vemos na rua e juntando aos comentários aqui, deve haver muita gente gorda, feia, baixa, mal arranjada, que trabalha 12h por dia, perdem 2h no trânsito, amamentam 3 filhos, andam de pijamas com bonecos em casa, mas que faz sexo a toda a hora! Não sei como se excitam, mas ok...

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    2. Adoro que "baixo" seja para tanta gente um defeito 😂

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    3. Anónimo das 20h15, por acaso ponderei antes de incluir o baixo, mas como a anónima de cima disse alto e comecei a pensar que de facto nunca me senti atraída por homens muito mais baixos que eu (e meço "só" 1,68cm), por isso pus 😅

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    4. Para mim baixo é um defeito. Tal como magrinho, ou com um bronze de quem passa a vida a torrar ao sol (ou no solário), tal como também é a falta de sentido de humor, a falta de cultura, etc. Do meu alto quase metro e oitenta, gosto de homens da minha altura ou mais altos.

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    5. Pois, o baixo e o alto são relativos. Eu não chego a ter 1,60m e um homem com mais de 1,75 já seria demasiado alto para mim.

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  27. Parece-me que sim,que os 30s e as relações de 1750 são complicadas,que os filhos são um tiro no pé de qualquer vida sexual e que o cansaço do dia a dia é do pior. Mas, nem todas as mulheres se acomodam,algumas adoram sexo e até descobrem que depois dos 30 a coisa melhora imenso..E os homens adoram sofazar e estão cansados...muito cansados...mais que a maioria das mulheres.Estao cansados para manter o romance e por isso elas perdem a vontade. No meu caso é sempre que der!Nao sou nada a mulher descrita pelo texto,mas compreendo que seja o mais comum..

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  28. Em nossa casa preferimos menos amiude mas com mais qualidade.Não somos muito dados ao "toca e foge", só para ficar o ponto...Claro que já calhou uma "rapidinha" mas preferimos ter tempo e disponibilidade total para a "coisa".

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  29. Realmente o ser humano é único, e continua a preocupar-se mais com os outros do que consigo mesmo. Já pensaram que cada ser/casal é único, e tal como somos diferentes no peso altura, cor de olhos etc... o sexo e a necessidade do mesmo também é diferente para cada um. E já agora quem acha que se não houver sexo há amantes é porque tem mesmo uma péssima relação. Obrigada Pipoca pela excelente crónica mas o que se "vê" aqui é ainda uma sociedade completamente machista, infelizmente as mulheres contribuem para isoo.

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  30. Também já passei por crises com o meu marido!
    Para tentar resolver decidimos começar a experimentar coisas novas (das mais normais até as mais estranhas) e isso foi-nos despertando novamente a líbido mas ainda assim havia períodos que simplesmente o fogo apagava.
    Um dia decidimos ir a um club de swing e a nossa vida nunca mais foi a mesma!
    Hoje em dia é raro o dia em que não façamos sexo e o tesão está sempre no máximo :)

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    1. Até ao dia que o swing entra também na rotina, e aí deixa de funcionar...

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    2. O facto de irmos tendo relações sexuais com vários parceiros diferentes ajuda a que isso não aconteça.
      Mas pode vir a acontecer, não digo que não, mas até lá estamos a divertir-nos imenso e a ter ainda mais prazer!

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  31. Meus amores e minha querida pipoca,
    Sei que haverá muita gente que não entende o que vou dizer, mas se largarem as emoções e pensarem com a cabeça vão ver que é verdade...
    A linda Pipoca escreveu e explicou e tem toda a razão no que diz, só que...
    Não se esqueçam " se vocês não fizerem, vem outra e faz...!!!"
    Depois há as crises...e todos perdem!

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    1. A ser verdadeira a frase (que não é) ...outra ou outro, certo?

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    2. Que forma tacanha e limitada de olhar para uma relação entre um casal!

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  32. Compreendo totalmente.
    E ja agora tentem juntar a esta equacao ter tido cancro do colon, uma cirurgia major, histerectomia total,menopausa precoce e gostava que viesse alguem dar sugestoes de como recuperar o desejo de novo ou atirar a primeira pedra sobre possibilidade de infidelidade por parte do meu companheiro...

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  33. Cara Pipoca, para ser franco é a 1ª vez que leio algo escrito por si. Talvez o título do mesmo (tal como o de um filme ou livro) acabou por me "seduzir". Apesar de ser um tema sobre o qual existe algum pudor cultural e, até, educacional, não deixa de ser demasiadamente importante. Quanto mais não seja porque é capaz de potenciar e/ou destruir relacionamentos! Enquanto Perfomance Coach (http://carlosadores.wixsite.com/100-limitacoes) quero emitir o meu ponto de vista sobre alguns factores que entendo serem diferenciadores para um desempenho sexual. Antes de mais, parece-me fundamental diferenciar sexo e amor. Onde há sexo ~pode não haver amor, mas, salvo melhor opinião, onde há amor o sexo estará certamente presente. Depois, tal como Abraham Maslow nos ensina na sua Pirâmide das Necessidades, sexo é considerado um requisito básico na normalização do ser humano. Por algum motivo cataloga a vertente sexual como uma necessidade primária. Neste âmbito, podemos também diferenciar um dever, uma obrigação de algo que pode e deve ser desejado, querido. Depois,e por mais que não queiramos, há uma diferença biológica e fisiológica entre o homem e a mulher. É uma realidade que a constituição do cérebro masculino diverge do feminino. Isto tem implicações profundas na forma de sentir e pensar. Por último, enquanto que a sexualidade no homem está "concentrada" e como tudo o que tem este tipo de particularidade, infere de uma maior tensão que pode ter como consequência comportamentos mais "explosivos"; na mulher está mais disseminada e, por isso, requer e exige mais pontos de atenção para a obtenção de prazer. Fica aqui a minha contribuiçao para um tema que, mais do que interessantem nos merece reflexão e ponderação na dinâmica de gestão de conflitos, mas não só.

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  34. Cara pipoca,
    Quero adicionar mais uma variável a toda esta discussão.

    Dito por um alto cargo da segurança social, esta questão aqui debatida, é um problema social que já é analisada pelo "estado". Os casais deixam de ser marido e mulher e passam a ser SÓ pai e mãe.

    Esta questão acaba por levantar "problemas sociais ou na sociedade".

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    1. Mas o estado está interessado na vida sexual dos contribuintes? E de que forma estudam isso??

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    2. É bom que o estado esteja interessado na vida sexual dos seus contribuintes... afinal de contas, é quem mais nos fode a torto e a direito, sem sequer nos pagar um jantar!
      Fico contente por saber que ao menos se interessa... :)

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  35. OBRIGADA e bem haja À anónima dos 10 meses.
    Por aqui igual.
    E fico tão confusa!
    Por aqui foram 10 meses mas com uma gravidez pelo meio....o que pode desculpar, mas custou muito! Foi uma tortura. A ele fazia-lhe impressão e deixou de me ver como 'mulher', eu andava doida de vontade e não tinha como resolver o assunto. Felizmente voltou ao normal 1/2 meses depois.
    Mas depois com o dia a dia, cansaço, filhos, trabalho, casa...1x por mÊs era o habitual. E agora....já se passaram 3 meses sem nada. Adormecemos os dois abraçados a ver séries, somos os melhores amigos e apoiamo-nos muito, amamo-nos e temos muita intimidade, enviamos mensagens e piropos, sentimos atração, há isso tudo...mas a prática é outra e quando finalmente podemos e estamos sozinhos... é para dormir.
    Quando tomava a pílula a culpa era minha, andava castrada e só me apercebi quando a larguei. Mas agora, tenho muita mais vontade do que ele!! mas talvez se tenha habituado Àqueles tempos em que eu dispensava porque não me apetecia...!
    Agora é ele que não me vê como um objeto de desejo, vê-me como mãe e amiga e, por mais que me esforce, sentir isso baixa de imediato a auto-estima, deixa-nos tristes.
    Falo com o conhecimento de uma relação de 12 anos (e temos ambos 40 anos). Aquele senhor que comentou algo generalista (os homens só pensam em sexo e estão sempre prontos) provavelmente não sabe mais do que uns flirts. Isso não é a vida real.
    A minha experiencia também é diferente da Pipoca. Tenho mais amigas como eu, gostariam que os maridos as tratassem como P#* de vez em quando. Mas os homens machistas dividem as mulheres em 2 tipos: as mães e as amantes. Raramente a mulher deles pode ser as duas coisas. E talvez o meu seja apenas mais um caso assim... É a vida.

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  36. Eu ando na fase de toma lá um beijinho e dorme com os anjos... ainda bem que li este post pois achava que eu era a unica Maria a andar meia assexuada, mas afinal é só cansaço, o corre corre do dia a dia, são os filhos, o trabalho, e o tempo que nos sobra é para descansar, deixa cá ver se pro verão a coisa melhora... gostei da conexão com a ida ao ginasio ;)

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  37. �� Obrigada a todos por me terem animado o sábado à noite... Já me ri mto com a publicação e c alguns comentários �� Para além das gargalhadas, retiro daqui que de facto e face aos comentários, cada pessoa é um mundo e cada relaçáo é diferente, não obstante que tenhamos todos fragilidades, dúvidas e várias oscilações de circunstâncias ao longo da vida, sendo q essas são comuns a todos. Destaque para o comentário do dr. Dores pertinente e esclarecedor, a meu ver... Por aqui estamos grávidos de 9 meses, com algumas dificuldades técnicas (tenho um bebe praticamente no meio das pernas, estou inchada, sinto menos mobilidade e tenho contrações dolorosas quando tenho relações)e continuamos a ter vida sexual, não com tanta frequência mas mais por o namorido não mostrar tanta vontade como mostrava antes da gravidez, talvez porque pareça q estou prestes a explodir a qlq momento cm um balão... Confesso que sinto algum receio do que virá por aí mas mantenho a fé em nós e a vontade de fazer frente aos obstáculos do dia-a-dia, com muito amor, positivismo e sem espectativas irrealistas. Vamos ver como corre! Bons amassos e motivação para todos ��

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  38. Fiquei impressionado com o que li. Esperava que iam dizer" Que faziam sexo cerca de 2 a 3 vezes por semana". Afinal só eu estou numa situação pior mesmo. Por meu desejo, seria regularmente. E sempre ou quase, com o orgasmo da mulher, como aliás era, no meu 1º casamento. Voltei a casar, e apesar da maneira super meiga como fala, nunca foi dada a sexo. Encontrei na vida alguém, que o sexo tinha de ser sem beijos sem carícias, direto na hora, e em menos de um minuto. Antes de completar um minuto, já eu estava a ser ofendido com gravidade. Claro, rapidamente me disse, que era favor nunca a procurar para sexo.Deixei de a procurar, e também agradeço que nunca mais me procure. Quero muito, regularmente, mas ela não, obrigado! É um casamento de 21 anos ! Não sou feliz, não sou mesmo. Vivo na cidade de Aveiro, tenho muitas amigas de verdade. Mas todas, ou são casadas ou tem namorado. Claro, não tenho sexo com ninguém, que pena, não é?

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Teorias absolutamente espectaculares

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