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E que tal deixar o carro em casa?

sexta-feira, setembro 15, 2017

É já a partir de segunda-feira, dia 18, que arranca mais uma Semana Europeia de Mobilidade. Acho que nunca o termo "mobilidade" esteve tão em voga, sobretudo em Lisboa, uma cidade onde parece ser cada vez mais difícil circular, seja a que hora for. Já não há "hora de ponta", já só há uma coisa chamada sorte/azar: podemos ter a sorte de apanhar pouco trânsito, mas também podemos ter o azar de estar tudo encrencado. Pela parte que me toca, cada vez uso menos o carro, ao ponto de nem saber muito bem onde é que ele está estacionado. Nas minhas deslocações diárias uso o metro ou o Santo Uber. Não me vou pôr aqui a desfiar o rol de vantagens que encontro na Uber, porque já sabem que sou fã mais do que assumida, mas gostava de vos dizer que, no âmbito da Semana da Mobilidade, a Uber está a desafiar os moradores dos arredores de Lisboa e Porto a deixar o carro em casa e a deslocarem-se só de transportes públicos ou de Uber. Para que se sintam mais motivados a aderir ao desafio #DitchYourKeysChallenge, a Uber irá oferecer 50% de desconto nas viagens "de" e "para" algumas estações estratégicas nas duas cidades. A ideia é que o Uber funcione como um complemento nos trajectos casa-trabalho e trabalho-casa. Ou seja, vão de Uber até ao metro/comboio/barco/autocarro que apanham diariamente, e no regresso a mesma coisa. Eu sei que, logisticamente ou por preguiça, nem sempre é fácil, mas tentem mesmo dar descanso ao vosso carro na próxima semana. Ainda não têm uma conta Uber? Não há drama, é só descarregar a aplicação e utilizar o código apipocamaisdoce para receberem a primeira viagem grátis. Saibam mais sobre esta campanha aqui.

42 comentários:

  1. Concordo totalmente :)

    Há 6 anos a morar em Lisboa (em 3 casas em zonas diferentes e a ter trabalhado em 3 sítios também em zonas diferentes) e nunca usei (nem o meu marido, mesma situação) carro nas minhas deslocações do dia-a-dia. Temos carro, que usamos apenas se precisarmos de ir a algum sítio à noite durante a semana (raramente) e ao fim-de-semana (quando a cidade fica mais vazia, há menos trânsito, mais lugares de estacionamento e não se pagam).

    Moro e trabalho no centro e vou para todo o lado a pé, de transportes públicos e, em último recurso, de Uber/Cabify. Agora temos uma filha (de 1 ano) e escolhemos uma creche que fica no nosso caminho para o trabalho, por isso continuamos a ir a pé levá-la, com um pequeno desvio nas deslocações casa-trabalho.

    Nunca senti necessidade de usar o carro no meu dia-a-dia aqui (e, como refiro, já morei/trabalhei em diversos sítios, tenho uma filha e um marido e a opção sempre foi essa para a nossa família), abomino o trânsito, os comportamentos passivo-agressivos dos condutores, o total desrespeito pelas outras pessoas (desde estacionamentos em 2.ª fila a passagens com o sinal vermelho por cima de passadeiras onde há peões a atravessar) e não consigo perceber como há quem aguente esse inferno diariamente (eu quando tenho de estar nele por 5min já começo a desesperar). Adorava ver menos carros (= menos poluição, barulho e insegurança) em Lisboa :)

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  2. É muito bonito para quem vive no centro de Lisboa, para quem não tem de usar carro obrigatoriamente para realizar a sua profissão.

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    1. Acredite que se toda a gente que vive no centro e não precisa de carro para a profissão não o levassem para o trabalho todos os dias, já limpava em muito a cidade! Conheço "N" pessoas nessa situação que vão sozinhas num só carro todos os dias (e os respectivos cônjuges a mesma coisa).

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    2. Portanto, sugere que quem vive no centro, uma vez mais, terão que se sacrificar e desta feita em prol dos suburbanos? Pagamos rendas mais elevadas e em prédios mais degradados, para deixar entrar os turistas que acham muito giro viver por meia dúzia de dias como os locais. Agora devíamos deixar de usar carro no centro de Lisboa, para que todos os que vivem nos subúrbios possam trazer o carro para o centro. Sabem que mesmo vivendo no centro histórico de Lisboa, por exemplo em sapadores e se quiser ir para a zona do hospital santa Maria demoro 50 minutos de autocarro? Pois é, mesmo vivendo no centro posso demorar uma hora para deslocações dentro de Lisboa. E vêm agora sugerir que nós é que devíamos deixar o carro à porta, para os de fora andarem à vontade e com menos trânsito? Os que vivem nos subúrbios que deixem os carros à porta de Lisboa e venham de transportes. Não ando a pagar taxas municipais para serem os de fora a usufruir da minha cidade e eu andar a fazer sacrifícios, que lata.

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    3. Fazer sacrifícios LOL! Para mim sacrifício seria se eu tivesse de pegar no carro todos os dias. Moro no centro de Lisboa e pago um preço mais elevado pelo meu apartamento precisamente para não ter de fazer esse sacrifício.

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    4. Lool "quem vive no centro, uma vez mais, tenha de se sacrificar em prol dos suburbanos" 2017 ainda continuam a existir comentários destes.
      Já agora pseudobeto/pseudorico diga lá quando é que se sacrificou mais por estes pobretanas que vivem nos subúrbios

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    5. Pois é... conclusão:Por serem "veículodependentes" e totalmente avessas às saudáveis caminhadas, é que vão acumulando kgs, e + kgs!:)
      Eu resido a cerca de 800mt do local de trabalho e vou e volto quase sempre a pé, faz-se exercício, serve de passeio e remédio anti-stress de filas, engarrafamentos, condutores agressivos... 😉

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    6. Eu vivo a 50km de Lisboa e trabalho em Entrecampos. Não tenho carro nem penso ter num futuro próximo, portanto o essencial é relativo.

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    7. Anónima das 09-42, o que é que entende por suburbanos? Se calhar é um deles que lhe paga o ordenado. Não tem vergonha do comentário?
      Eu não vivo em Lisboa exatamente para ter qualidade de vida. Vivo nos suburbios com muita honra. E não venha nunca ao Seixal porque não é bem vinda. Trabalho a 200 metros de casa! Quer melhor qualidade de vida? E quando me apetece ir a Lisboa apanho o barco e vou passear pelo rio durante 15 minutos. Hoje por acaso fui de carro. Sim, porque os suburbanos também têm uma boa vida.

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    8. Se eu vivesse a 800 metros do meu local de trabalho também ia a pé... às vezes fazem-se comparações de situações incomparáveis!

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    9. Uau, faz 800 metros a pé, que loucura.

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    10. Eu faço 1,6km para cada lado, todos os dias :) demoro 20min quer faça chuva, sol, jogue o Benfica ou venha a Ivete Sangalo ao Rock in Rio! É espectacular :D

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  3. Atenção suburbanos, não incomodem o/a anónimo/a das 9:42. A cidade é de quem paga taxas municipais, seus pobretanas!

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  4. Eu pago uma grande renda para fazer um percurso menor de carro . E adoro a liberdade do carro. Mas a Uber agora quer ser um autocarro de luxo? Esta tudo maluco...

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    1. Liberdade de estar preso horas em filas que não controla?

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  5. Não tenho carro por opção, vivo em Évora mas vivi a vida inteira na área metropolitana de Lisboa e estudava e trabalhava em Lisboa e vivia a 27km e andava de transportes públicos, nunca senti falta de ter carro. Vejo-o como um luxo, falta já senti aqui, não no dia a dia onde se faz tudo a pé nem é preciso transportes públicos, mas sim aos fins de semana pela falta de transportes públicos e por não haver concorrência ao monopólio dos taxis. Em Lisboa ter carro não é uma necessidade é um luxo na maioria dos casos, podem vir com os argumentos que quiserem mas há transportes variados para todo o lado, venham viver para o interior onde não há opção e aí sim entendo a necessidade do carro.. Qualidade de vida é ter pernas e poder andar, devia ser obrigatório um dia por ano os condutores serem proibidos de pegarem nos carros e serem só peões e terem de fazer a vida normal para ver se ganhavam um bocadinho de responsabilidade cívica e cuidado com quem anda a pé!

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    1. Não podia concordar mais com tudo!

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  6. o problema é os residentes não terem estacionamento? a Câmara que crie dísticos de estacionamento para residentes. querem que se usem mais os transportes? facilitem as linhas/horários e baixem os preços. uber a cabify não dá pra toda a gente

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  7. Eu vivo no centro de lisboa e por norma o carro fica na garagem... ate aos fins de semana quando vou passear ou comprar qualquer coisa a sitios mais complicados de estacionamento como a Baixa ou assim... so tenho pena de nao ter metro mesmo a porta mas quando esta a chover apanho o autocarro ate ao "meu santo metro"... e quando por motivos de trabalho vou almocar e ja sei que depois vou ter de deixar as pessoas em causa nos respetivos hoteis praticamente desespero porque tal como a pipoca diz ja nao ha hora de ponta... e uma questao de sorte e tanto posso demorar 10 min como 1h e sinceramente acho um desperdicio de tempo... e depois e parque pago em todo o lado e ou se anda no control do paquimetro ou se e multada ou entao mete se naqueles parques fantasticos que quando se vai pagar..! Meu Deus!
    Sou super apologista dos transportes publicos...!
    E nao posso deixar de fazer referencia a anonima que fala das pessoas que moram nos subusrbios... bem so tenho a dizer lhe que mais uma vez se prova que dinheiro nao e sinonimo de educacao e bom senso...! Pior que viver nos ditos suburbios deve ser morar perto de si e ter o azar de se cruzar com uma pessoas como a senhora/senhor... ainda bem que ando de transportes... assim nao tenho a probabilidade de a encontrar.. 😉

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  8. Eu acho que numa cidade em que há oferta de transportes públicos acessível a todos e que onde só se vai de carrinho porque é "mais fino, mais confortável e tem + estilo" eh pá, não custa muito fazer um esforço por um mundo melhor.

    Ana C, www.adreamersland.com
    www.facebook.com/adreamersland

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  9. Tia das 09.42 não seja pobre de espírito. A cidade é de quem paga as taxas???? Pobres de vocês se não tivessem gente de fora a gastar dinheiro na cidade. Ainda hoje por um hamburger, uma salada, uma cerveja e um sumo deixámos 35 euros. A senhora provavelmente bebe café e em pé!!!

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  10. Pois.. eu tambem quando morava no centro de Lisboa fazia tudo a pê ! Até deixei ir abaixo a minha bateria do carro pk nao o usei durante 5 meses (de inverno). Era tudo muito simples, caminhava muito e quando chuvia apanhava os transportes ou Uber ou taxis. Agora que vivo nos arredores a coisa nao é bem assim. Nem toda gente pode pagar 20 euros cada vez que sai a noite para regressar a casa... Mas concordo completamente com o facto de tentar usar menos o carro quando se tem tudo a porta de casa ! :)

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  11. Pois... mas Lisboa não é POrtugal.
    Na maioria das cidades/terras andar de transportes publicos é para esquecer.
    Poucos e a horas que não coincidem com a maioria dos empregos.
    Cá em casa temos dois carros que saem todos os dias, para trabalhar (o meu marido anda de um lado para o outro o dia todo), para levar os miudos à escola e às atividades, para ir às compras, para ir tomar café.
    Se fosse de taxi a todo o lado...não era um carro na mesma??

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  12. Em vez de estarem para aí com discussões de baixo nível unam-se todos e revindiquem um metro que cubra toda a cidade com ligações aos transportes que vêm dos arredores para que possamos ter mais qualidade de vida e tempo disponível para o lazer e a família.
    É inadmissível que a parte ocidental de lisboa não tenha este meio de transporte, o único rápido, eficiente e não poluente.
    Morar fora da cidade não é menos digno que morar nela. A diferença está na educação e não no local onde se mora.

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  13. Anón. 15:10h: " A diferença está na educação e não no local onde se mora." Aprovo a sua frase a 100%, pois sou uma acérrima defensora da educação, mas hoje em dia é tão rara, seja em que cidade, ou vila onde se more, eu então moro numa cidade linda de morrer ( não digo o nome para não ferir quem cá mora) bem perto de Lisboa, mas onde a educação pouco impera poe estas bandas. E mais não digo pois posso me alongar nas descrições.

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  14. Mas porque é que toda a gente decidiu, de repente, em "odiar" as pessoas que andam de carro na cidade? Não entendo isso, parece que andar de carro se tornou uma coisa horrorosa e que só quem vive fora das cidades é que o "pode" usar. O problema da cidade de Lisboa não são os carros. São os transportes públicos que, desculpe-me o vernáculo Pipoca, são uma merda, e que têm ido de mal a pior. Houvesse transportes públicos decentes nesta cidade e ninguém se ia lembrar de criticar aqueles que optam por andar de carro (sim, porque eu posso - porque gosto/quero/prefiro/necessito - andar de carro se assim bem o entender, enquanto tal me for permitido). Enquanto isso não mudar, nada feito em Lx. E outra coisa, que também acaba por perturbar o trânsito, e que me põe os nervos em franja: pessoas que optam por andar de bicicleta nas vias normais, quando têm uma ciclovia mesmo ao lado. Desculpem-me todos os ciclistas desta vida, mas se andaram a apregoar que a cidade devia ter ciclovias em todo o lado, se agora as mesmas existem (em muitos locais), porque é que andam nas faixas, considerando que a ciclovia está mesmo ali ao lado?? Palavra de honra que não entendo isto. Só que o "isto" também acaba por transtornar o trânsito. Claro que, não havendo ciclovia, há que respeitar os ciclistas, mas juro que não entendo um Código da Estrada que permite aos ciclistas optar por circular numa faixa da via, quando existe uma ciclovia para o efeito.

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    1. Não é uma questão de odiar quem usa carros, mas assumir que quem gosta/quer/prefe/necessita vai ter uma vida mais complicada que quem gosta/quer/prefe/necessita de andar a pé, transportes públicos e bicicletas. Criar alternativas ao carro e promover o uso das mesmas. Facilitar a vida a quem as usa (e, como o espaço público é finito, consequentemente dificultar as de quem usa carro). O carro é efectivamente nocivo. Para a segurança, para o ambiente, para o espaço público, para a nossa saúde. Por isso, quem usa carro, tem de se mentalizar que vai ter a vida dificultada, vai ter filas, vai ter poucos lugares para estacionar, vai ter de pagar quando os tem, etc. Pode sempre continuar a usar, assumindo as consequências negativas desse uso, mas eu sempre votarei numa autarquia que assuma que a prioridade é devolver a cidade às pessoas e criar praças, parques infantis, espaços verdes, avenidas com passeios largos, ciclovias, melhorar os transportes, etc, em vez de privilegiar os carros.

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    2. Subscrevo a primeira parte relativamente à discussão carro/cidade. Mas faz algum sentido, só por alguém viver na cidade ter de prescindir do carro? Como se uma pessoa condicionasse apenas a sua vida ao bairro onde reside, e onde de facto pode andar e a pé. Os apologistas da máxima "vocês que vivem na cidade não precisam de carro" queria vê-los a distribuir 3 miúdos de idades e em escolas diferentes por Lisboa norte, oeste e central de transportes. E depois ainda ter de ir trabalhar para outra zona. Demorariam quase três horas nesta brincadeira. Dizem que em Lisboa temos uma boa rede de transportes. Obrigadinha, se formos a comparar com cidades onde passa meia dúzia de autocarros por dia, claro que parece um sonho erótico. Mas lembrem-se que Lisboa é uma capital europeia, então comparem com com outras capitais europeias, e cai por terra o argumento que Lisboa tem uma boa rede de transportes. O metro em hora de ponta, quem nunca teve que esperar por outro, porque não cabia nem mais uma agulha? E quem nunca perdeu o metro à noite, e teve que esperar 20 Minutos pelo próximo? Noutras capitais da Europa, isto não acontece. E que cada um use aquilo que for conveniente à sua rotina, e parem de criticar as escolhas de terceiros.

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    3. Anónimo19 setembro, 2017 11:29 no seu comentário identifica claramente o seu problema: "distribuir 3 miúdos de idades e em escolas diferentes por Lisboa norte, oeste e central de transportes. E depois ainda ter de ir trabalhar para outra zona". O seu problema não são os transportes, o andar a pé, ou o trânsito. É ter construído a sua vida de uma maneira em que vive num lugar, trabalha noutro e tem 3 filhos em escolas em 3 outros sítios diferentes. Mas isso faz algum sentido? Com essas escolhas, claro que vai perder imenso tempo, todos os dias, em deslocações. Mas isso é responsabilidade sua.

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    4. Cara anónima das 09:48, a questão é que eu (comentadora inicial) também quero uma cidade com praças e jardins e locais pedonais. Mas também quero transportes públicos decentes, e também quero que não dificultem a vida a quem prefere andar de carro, só porque sim. Porque é isso que está a acontecer. Se estivessem a criar alternativas decentes e realistas, para que as pessoas deixassem o carro em casa eu entendia esse discurso. Não estando, não posso concordar. Bem haja.

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    5. Anónima das 22h38/comentadora inicial (sou a anónima das 09:48), mas como sugere então que se faça tudo isso sem "dificultar a vida a quem prefere andar de carro, só porque sim"? Como eu disse, o espaço público é finito, por isso, se vamos criar praças, jardins, alargar passeios, etc... o espaço para os carros vai necessariamente diminuir. Vai haver menos vias para os mesmos circularem e menos lugares de estacionamento, por isso, se o número de carros se mantiver, isso vai criar trânsito e descontentamento em quem anda de carro. E eu acho que a "descontentar" alguém, que sejam essas pessoas, porque o que se está a ganhar em termos de segurança na via pública, ambiente, diminuição do ruído e espaço é muito mais.

      A mentalidade do português tem de ser mudada à força e, se calhar, daqui a uns 15 anos seremos como a Holanda ou a Dinamarca já eram há 15 anos atrás, com poucos carros, muitas bicicletas, espaços verdes, etc. A senhora própria refere que não devem dificultar a vida a quem anda de carro "porque sim", mas que devem criar alternativas para que as pessoas deixem o carro em casa. Ora, quem anda de carro "porque sim" vai sempre querer andar, independentemente de ter alternativas.

      Hoje ouvi um colega meu a dizer "estive para aí 1h parado no trânsito para chegar aqui... se isso continua assim, começo a vir de metro, assim como assim demoro só 20min". Ou seja, tem a alternativa de metro, até nem demora assim tanto nesse trajecto (e estamos a falar de um homem solteiro e sem filhos, por isso a deslocação é só mesmo dele) e opta por vir de carro, mas como tem havido muito trânsito está-se a sentir forçado a mudar. Acho muito bem que assim seja! Eu acho que temos muito a melhorar em termos de transportes, mas também não acho que sejam assim tão maus. Vivo há 10 anos em Lisboa e nunca usei carro no meu dia-a-dia, sempre me desloquei a pé/transportes (e a ter de ir a conferências, reuniões, formação, etc em diversos pontos da cidade) e nunca tive problemas. O carro para muita gente é ainda comodismo, mas pode ser que com o "incomodismo" do trânsito e da falta de estacionamento se convençam a deixá-lo em casa.

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    6. Cara anónima das 12:11. Volt ao "seu contacto" porque me parece que não está a querer perceber o que disse. Eu não referi que, para mim, o carro era puro comodismo. Eu dei o exemplo, que, as pessoas que preferem andar de carro (seja porque motivo for) não devem agora de repente passar a ser vistas como a razão de todos os males. Agora, numa coisa não posso concordar consigo. Os transportes em Lisboa são maus. Eu ando de transportes em Lisboa há mais de 15 anos. Andei só de autocarro mais de 5, e posso afiançar que os transportes em Lisboa funcionam mal. Eu tenho "autoridade" para o poder dizer, porque os usei e porque os uso ainda hoje em dia (não ando só de carro). Quando pergunta como sugiro "então que se faça tudo isso sem dificultar a vida a quem prefere andar de carro, só porque sim" eu respondo-lhe muito facilmente: criem uma rede de transportes públicos decente para a cidade de Lisboa e arredores. Vai ver que a partir daí, muita gente vai passar a preferir os transportes ao carro. Enquanto isso não acontecer, nada feito. (aproveito ainda para lhe dizer que se eu for de transportes para o trabalho gasto, em média, mais 1 hora por dia para esse efeito. A mim, parece-me excessivo. E olhe que eu não moro na periferia. Moro no concelho de Lisboa, numa freguesia de Lisboa).

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  15. Eu sou ciclista, faço diariamente o percurso Belém - Chiado -, para me deslocar para o trabalho. São 4km para cada lado, uso metade da avenida da Índia e vou pela 24 de Julho até ao Cais do Sodré. Só a partir de Santos é que há ciclovia. No entanto,numa estrada com duas faixas em cada sentido nao percebo a indignação de quem conduz um carro só porque os ciclistas usam uma faixa para circular. Não percebo a fúria, não percebo a violência verbal, não percebo a inconsciencia de ultrapassar e fazer razias a quem tem tanto direito como um carro a usar a estrada.

    A questão é que se houver mais gente a circular de bicicleta, e mais ciclovias,todos ficam a ganhar: ganha o trânsito (são menos carros a circular), ganha-se em termos de segurança na estrada, ganha-se em termos de emissões de gases para a atmosfera.

    Não sei de onde tirou essa ideia de que agora está tudo a odiar quem usa carro em Lisboa. É que não vejo nenhum ciclista ou nenhum peão a agredir verbalmente alguém que circule de carro na cidade, e o que vejo nas redes sociais são só pessoas a destilar ódio contra a construção de ciclovias. Se calhar seria boa ideia um dia sair pela estrada de bike e experienciar o dia de alguém que anda de bike para perceber a violência de que sou alvo todos os dias,num percurso tão curto. Olhe, talvez até foste e passe a usar a bike diariamente :)

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    1. Caro Ricardo, sou a comentadora das 18:29, e penso que está a responder ao meu comentário. Como pôde ler no meu comentário, eu não manifestei ter nada "contra" os ciclistas. O que me indigna é que, havendo uma ciclovia, estranho a intenção dos ciclistas em circular na faixa, estando a ciclovia mesmo ao lado. Não é até mais seguro para os próprios ciclistas? Não entendo isso. Apesar de isso me irritar profundamente, porque construíram as ciclovias e muitos ciclistas optam por não as usar (quando andaram a apregoar, muitos deles, que o que era bom era haver mais ciclovias em Lisboa), nunca, mas nunca, insultei nenhum ciclista ou coloquei alguém em perigo. Essa parte do discurso eu não encaixo. Lamento se isso lhe acontece, mas isso parte do carácter de cada um, e eu não sou dessa forma. A minha indignação, quanto ao que referi, mantém-se.

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  16. Já agora, permite-me, Pipoca, uma pergunta:

    A semana da mobilidade foi originada pelo antigo "Dia Europeu sem Carros", que tinha como um dos objectivos essenciais a reflexão acerca do impacto ambiental dos carros nas cidades, tendo esse dia como ponto alto dessa reflexão.

    Ora,seguindo essa lógica, em que é que usar o Uber, que não deixa de ser um transporte individual, beneficia a cidade e a qualidade de vida de quem nela habita?

    Sei que isto é um post escrito em parceria com a Uber, e percebo que é marketing. Mas associar um serviço de transporte individual a um evento que promove objectivos ambientais e de melhor circulação em Lisboa, não sei percebo como é que isso melhora alguma coisa. Parece-me uma promoção mesmo muito desenquadrada daquilo que se pretende numa semana da mobilidade. Especialmente para mim, que faço da bicicleta o meu meio de transporte diário e que me preocupo a sério com estas questões do ambiente.

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    1. Exacto, é trocar um carro por um carro.

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    2. n vale a pena Ricardo, é uma batalha perdida...

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  17. Isto é tudo muito bonito, mas enquanto eu demorar 40 minutos (a ter de trocar de transportes) para ir trabalhar, quando faço o mesmo em 5, no meu carro e a um custo bem menor ao final do mês do que um passe... não vai acontecer.
    Os transportes não são bons e as bicicletas safam quem tem saúde para as pedalar - eu tenho 2 hénias discais e 2 crianças para levar de manhã, antes de ir trabalhar (e aqui vem mais uma: tenho um emprego que exige alguma delicadeza no trajar, não posso chegar transpirada depois de pedalar). Com sol e temperatura amena já não seria fácil, imaginem ter de pedalar debaixo de temporal - que todos sabemos que, mais dia, menos dia, está aí a chegar... Já dizem os outros "Winter is Coming".
    Resolvam os transportes a sério e com dignidade, e falamos. E sim, o Uber é maravilhoso, eu tb uso, mas alguém acredita que, com a média de salários no nosso país, conseguimos gastar 3 a 6 euros, todos os dias (6 a 10 km no total), para que nos sirva de complemento?

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    1. Mas no seu caso, se demora 5min de carro, deve estar contente com o uso que faz dele. A questão é que, com o trânsito do centro da cidade, dificilmente alguém fará esses trajectos em tão pouco tempo.

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    2. O que quis dizer foi: os transportes, as bicicletas e o uber não resolvem tudo... Eu própria já tenho feito o percurso a pé quando o tempo se presta a isso e quando não tenho de deixar os miúdos - demoro o mesmo que de transportes, sem gastar dinheiro. Mas para o (meu) quotidiano, é mesmo complicado... e a única coisa que peço é que não me olhem de lado (muita gente agora tem a mania de o fazer) por não andar a transportar os meus filhos de bicicleta "colina acima" - não consigo mesmo, e eles ainda não pedalam por mim :) (nem a demorar 8x mais, saltitando de linha em linha, no metro)

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  18. As distâncias são relativas. Moro no centro do Porto, o meu dia de trabalho nunca começa nem acaba no mesmo local mas diariamente faço entre 15 a 20km a pé. São opções!

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  19. Infelizmente, no meu caso não é possível usufruir desses serviços (UBER e Cabify) na zona onde moro. A partilha de boleias e a acumulação de descontos em combustível, são as poucas formas que tenho de poupar em transportes.

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