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C&A: Feel Good Fashion

sexta-feira, setembro 22, 2017

Se é verdade que passam a vida a dizer-nos que a moda é para todos, não é menos verdade que, às vezes, custa-nos um bocadinho a acreditar que seja mesmo assim. Ou porque vestimos um tamanho maior ou mais pequeno do que é considerado "normal", ou porque os cortes não se adaptam ao nosso corpo, ou porque não nos identificamos com determinado estilo, ou porque não nos sentimos confortáveis com o ambiente de determinada loja, ou porque entramos num provador e temos a sensação que estamos prestes a entrar num exame importantíssimo que vai decidir a nossa vida, ou porque, porque, porque...

Foi precisamente para contrariar muitas destas ideias que a C&A apresentou há algumas semanas, em Dusseldorf, o seu novo conceito: "C&A Feel Good Fashion", num evento que juntou várias influencers e representantes da marca. O objectivo é que
nos sintamos cada vez mais confortáveis e confiantes na nossa pele, independentemente do nosso tamanho ou estilo. Segundo a directora de marketing da C&A, Kristina Büttner, "as mulheres usam a moda com algum propósito, para se expressarem. Mesmo as que não ligam muito a estas coisas querem fazer passar alguma mensagem. A moda deve trabalhar para as mulheres e não o contrário". Assim sendo, está na hora de inverter o processo e a C&A dá o primeiro passo, relembrando que todas as mulheres têm o direito de parecer e sentir-se fantásticas. "Há um desejo e uma crença comuns entre as mulheres: todas querem parecer e, sobretudo, sentirem-se bonitas, porque a confiança é o melhor sentimento. Se estivermos confiantes vamos brilhar", reforçou Kristina Büttner. 

Certo. Mas, então, porque é que nem sempre temos essa confiança? Vários motivos: pelos ideais de beleza que nos impõem e que, queiramos ou não, acabam por exercer alguma pressão (tenho idade para isto? Tenho peso para isto? Tenho altura para isto? Será para mim?), pelas mudanças que o corpo vai sofrendo com o avançar da idade, por todas aquelas insegurançazinhas parvas que vamos acumulando ao longo da vida. "Queremos que as nossas mulheres sintam que têm o direito a sentir-se sempre bem, neste exacto momento. Não quando perderem peso, não depois de uma ida ao cabeleireiro, não quando estiverem super produzidas, mas agora."

Foi assim que surgiu a ideia do movimento "Feel Good Fashion", que a C&A acaba de lançar e que se vai reflectir em vários aspectos da marca. Em primeiro lugar, o produto, claro. Tratando-se de uma loja de roupa, o objectivo é que as clientes saiam da loja com um saco cheio de peças com estilo e que as façam sentir bem. A oferta é muito diversificada e está disponível em muitos tamanhos. E, como nos foi dado a perceber neste evento, ter tamanhos diferentes não significa apenas reproduzir a mesmíssima peça num tamanho maior ou mais pequeno. Assim, à vista desarmada, até pode parecer que o mesmo vestido, em 36 ou em 48, é exactamente igual, mas o processo de confecção é completamente diferentes. Todas as peças são feitas de forma a respeitar o corpo e as formas femininas, de acordo com cada tamanho, para que a peça assente bem. O director criativo da marca, You Ngyuen, levou a palco várias mulheres, de tamanhos diferentes, a usarem as mesmas peças (vestidos, jeans, blazers), para explicar isso mesmo.

Além do produto, a C&A desenvolveu também um novo conceito de loja, com um novo design, para que as mulheres se sintam bem, se sintam esperadas, que tenham a sensação de estar em casa, confortáveis. Os provadores, onde vivemos o verdadeiro "momento da verdade", também sofreram mudanças, e são agora mais espaçosos e com uma iluminação mais cuidada. Com tudo isto, a C&A espera conseguir ajudar as mulheres a sentirem-se bem consigo próprias e a estarem no seu melhor, assumindo a sua individualidade e diversidade. 

Este evento contou com uma mesa redonda dedicada ao tema "Body Positive in Today's Fashion Environment", onde jornalistas, editoras de moda, modelos ou bloggers deram o seu contributo para este tema tão actual. É, de facto, cada vez mais importante que as marcas se preocupem em fazer com que as mulheres se sintam bem com as suas características, com aquilo que as torna únicas, mais do que tentar encaixá-las a todas no mesmo compartimento e fingir que não há diferenças, por isso acho mesmo muito positivo este novo "estado de espírito" da C&A e esta preocupação com as mulheres. A marca existe há mais de 175 anos e é incrível que tenha sempre sabido adaptar-se aos tempos e às novas e crescentes existências das mulheres. Um grande clap clap clap!  =)

Deixo-vos algumas fotos do dia passado nos escritórios da marca e um vídeo do que por lá se passou. 









13 comentários:

S* disse...

O casaco verde com mangas floridas é lindo!

Maria Santana disse...

Bastante interessante!

Anónimo disse...

Deixei de entrar nas C&A há uns anos pelo simples facto de... não terem um site com os produtos. Isto porque na correria do dia a dia é-me muito mais prático ver a roupa online, escolher, e depois ir a uma loja física procurar a peça escolhida, do que andar a perder muito mais tempo a ver as montras. Outro grande problema que vem do facto de não terem um site é os funcionários não saberem dizer em que loja é que determinada peça está disponível. Numa era tão informatizada não sei porque é que a C&A ainda não criou uma loja online.

Dito isto, o vestido rosa é lindo lindo lindo!

ruterata disse...

Gostei desta iniciativa. A moda para as pessoas...todas!

Voar sem Hasas disse...

o conceito é fantástico. A moda tem de ser democrática e devemos aceitá-la para todos sem criar estereótipos.

Anónimo disse...

A C&A para mim sempre foi daquelas lojas tipo "preciso de uma camisola, de umas calças, de um casaco" - peças básicas - e nunca me desiludiu. Sempre gostei dos preços e de haver vários tamanhos.
Não é como quando entro numa zara e parece que só há do 32 ao 36.

Quarentipicos disse...

Tenho uma opinião um pouco contraditória em relação à c&a. Quando morava em Lisboa até comprava lá muitas peças, sobretudo para o meu filho. Entretanto mudei-me e a a loja aqui começou por ser medíocre até atingir o nível insatisfatório. Cheira a naftalina ou roupa guardada há muito tempo, não sei bem...a roupa, seja para que género ou idade não é bonita ou fashion e alguma até é cara, tendo em conta a qualidade. Há algum tempo tiraram as calças de ganga dos rapazes, que era o que eu ainda comprava.Hoje em dia vou lá comprar para a bisavó do meu marido... espero que tenham realmente adotado uma visão um pouco diferente, inovadora e que faça concorrência às outras marcas dentro da mesma amplitude de preços.
Adianto já que gostei muito do casaco verde (não sei se será um sobretudo...)

Anónimo disse...

As pessoas têm que ter a noção do corpo que têm. Existem modelos que ficam bem até um determinado número e já não ficam tão bem em números diferentes.
As fotos ilustram bem o que digo, basta olhar para o vestido com o laço preto. E nada de me atirarem pedras pois sou alta e gorda.

Anónimo disse...

Concordo consigo. Muitas vezes não tem a ver com o tamanho mas com o tipo de corpo e há peças que ficam ridículas em algumas pessoas, não pelo tamanho, mas pelo género de peça.
Exemplo disto, são os leggings. Fazem-se em todos os tamanhos mas dependendo do tipo de corpo (e até género da pessoa) podem ficar espectaculares ou terríveis. Já vi mulheres magras que ficam ridículas de leggings como já vi mulheres fortes que sabem usar a peça.
O vestidinho rosa da foto, acho-o só feio, independentemente do tamanho :)

Anónimo disse...

Entrei na C&A meia dúzia de vezes. Visto 34-36 e nunca encontrei nada que gostasse ou me ficasse bem. Parece-me sempre tudo enorme e com cortes para favorecer pessoas com mais dois palmos que eu... Não sei se serei só eu a achar isto... Talvez isso mude agora com esta "democratização" da marca.

Matilde disse...

Adorei a ideia! Excelente iniciativa
http://sunflowers-in-the-wind.blogspot.pt/

Anónimo disse...

Acho que a C&A é capaz de ter sucesso nesta iniciativa enquanto não se lembrar de fazer/apresentar biquinis de praia...

Vânia Ferreira disse...

Gostei da ideia.... Espero que a loja mais perto de mim (Santarém) passe a ter umas pecitas mais giras,,,

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Teorias absolutamente espectaculares

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