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Fiz Erasmus e fui tãaaaaao feliz

quinta-feira, maio 18, 2017

Foi no terceiro ano da faculdade que decidi candidatar-me ao programa Erasmus. Era uma coisa que sempre tinha querido fazer, por isso fui à secretaria, inscrevi-me sem avisar sequer os meus pais, e fiquei à espera. Os meus países preferenciais eram Espanha e Itália mas, basicamente, eu queria era ir, não me interessava muito o destino. Conhecia pessoas que tinham feito Erasmus e que diziam maravilhas sobre a experiência, por isso eu queria mesmo muito conseguir uma vaga. Mas como sabia que havia muita gente a querer o mesmo, nem sequer criei grandes expectativas.

A resposta veio ao final de umas semanas ou meses, já não me lembro:
tinha sido uma das seleccionadas e tinha uma vaga para a Università degli Studi di Siena, em Itália. Fiquei eufórica. Mas depois lembrei-me que tinha de contar aos meus pais, que precisava da autorização deles e, vá, do apoio financeiro, e a euforia acalmou substancialmente. Andei ali uns dias a ganhar coragem para lhes contar, mas lá me fiz à vida. Expliquei-lhes o que era o Erasmus, que achava que era uma boa oportunidade, que era importante que eu tivesse a experiência de estudar noutro país, etc e tal. A reacção deles foi o típico "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Fizeram-me mil e uma perguntas, manifestaram os seus receios, mas depois, e como sempre, apoiaram-me. 

A perspectiva de ir um ou dois semestres para Itália era incrível, mas também ligeiramente assustadora. Era a primeira vez que iria ficar tanto tempo longe de casa, ainda por cima num país diferente, com uma língua que eu não dominava, a ter de desenrascar-me completamente sozinha. Ainda em Portugal, as primeiras duas coisas que tratei de fazer foi um curso de italiano (não podia ir para lá só a saber dizer "pizza" e "arrivederci") e arranjar casa. Tinha duas hipóteses: ir para uma residencial de estudantes ou partilhar uma casa com outras pessoas. Acabei por escolher a segunda, porque achei que era uma experiência mais gira e que me dava mais liberdade (não estava sujeita a regras, horários, etc).

Fui parar a um quinto andar sem elevador, uma casa enorme, com uma vista incrível para a cidade. Era suposto ter ficado a partilhar quarto com outra portuguesa da minha faculdade mas, à última hora, ela optou por ir para a residencial, por isso passei a ser a única portuguesa numa casa com um inglês, um italiano, um francês, três belgas e uma australiana (a casa era mesmo muiiiiito grande). Viver numa casa com tanta gente, com hábitos tão diferentes, tinha tudo para dar asneira e confusão. Estranhamente, não deu. Claro que discutíamos de vez em quando, por coisas parvas (quem é que comeu o meu iogurte? Quem é que foi tomar banho e não limpou a banheira?), mas dávamo-nos todos lindamente. Os belgas jantavam religiosamente às seis da tarde, o inglês era sempre o último a chegar do bar, o francês tinha uma lambreta na qual nos levava a dar umas voltas, o italiano fazia mega almoçaradas para toda a gente, a australiana era altamente religiosa e de chorar a rir. Éramos todos muito diferentes, todos tinham os seus amigos fora da casa, todos estudavam coisas diferentes, mas era rara a noite em que não saíamos juntos, ou que não ficávamos em casa a ver um filme ou a fazer qualquer coisa em grupo (mais não fosse as tarefas obrigatórias, tipo ir às compras ou limpar a casa).

Muitos dos meus amigos só ficaram um semestre em Siena, por isso, e apesar de ter a hipótese de ficar mais um, acabei por também só ficar aqueles seis ou sete meses. Meses absolutamente inesquecíveis e, sem dúvida, os melhores da minha vida de estudante. Aproveitei para continuar a aprender italiano, para viajar muito por Itália, para fazer amigos do mundo inteiro, para me divertir como nunca. Também ia às aulas, claro, mas não posso dizer que fosse a minha prioridade. Estava a par das matérias que estávamos a dar a cada cadeira, lia os livros obrigatórios e lá ia estudando em casa. Havia uma certa benevolência dos professores para com os estudantes Erasmus, por isso não eram muito intransigentes com a assiduidade, mas na avaliação eram exigentes. Os exames eram quase todos orais, em italiano, mas lá me safei, com notas decentes.

A primeira vez que vim a casa foi no Natal, ao fim de três meses. Estava a morrer de saudades, nunca tinha estado tanto tempo sem ver os meus pais mas, ao mesmo tempo, estava ansiosa por voltar para Siena. Lembro-me de chegar e de os meus colegas terem decorado a casa toda, para festejar o meu aniversário. Uns fofinhos. Actualmente, só tenho contacto com três deles (o italiano, um dos belgas e a australiana). No ano passado, quando voltei a Siena, percorri todas aquelas ruas, fui até à porta da minha antiga casa (o número 13 da Via Roma), bateu assim uma emoção.


Acho que toda a gente devia fazer Erasmus. Devia ser obrigatório. Para muitos, representa o primeiro corte umbilical, obriga-nos realmente a crescer. De repente, vemo-nos sozinhos num outro país e temos de nos fazer à vida. Gerir o dinheiro, tratar da casa, ter uma data de responsabilidades novas. E depois o lado humano, claro, o mais importante. Conhecer gente de todo o lado, habituarmo-nos a outros hábitos e culturas, partilhar experiências, exercitar a paciência, a tolerância, sair da nossa zona de conforto. Além disso, acho que ter uma experiência Erasmus no currículo é valorizado pelas entidades empregadoras. Significa que quem o fez tem espírito de aventura, capacidade de adaptação, de integração, de comunicação, o domínio de outra língua, etc.

Acredito que, para alguns pais, é uma decisão difícil de tomar, deixar ir assim os miúdos, largá-los rumo ao desconhecido. Os meus pais são ultra-protectores, por isso sei que lhes custou imenso, mas também sei que foi um voto de confiança que me deram. Sobretudo, sentiram que eu devia viver aquela experiência. Desconfio que se um dia o Mateus me vier dizer que quer fazer Erasmus irei de ficar de estômago embrulhado, mas como é que lhe poderei dizer que não, se é uma das coisas que mais me orgulho de ter feito e que recomendo a 300%?

O programa Erasmus celebra este ano o seu 30º aniversário e envolve quase 300 mil estudantes por ano e 33 países (os 28 estados-membro da União Europeia e também a  Turquia, a Noruega, a Islândia, o Liechtenstein e a antiga república jugoslava da Macedónia). A campanha dos 30 anos estará activa ao longo de 2017, sendo cada mês dedicado a um tema específico. Maio, por exemplo, é o mês da promoção da cidadania activa e solidariedade.

Obrigada à União Europeia, que me desafiou a contar a minha experiência Erasmus aqui no blog, e muitos parabéns pelo 30º aniversário deste programa incrível. Saibam mais aqui.

PS: Prometo que quando for a casa dos meus pais vou à procura do álbum de Erasmus para partilhar aqui algumas fotos. Medoooo.

#ErasmusPlus

95 comentários:

  1. Quem dera a muitos pais poderem dar essa oportunidade aos filhos. É mais por aí.

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    1. Tinha de vir o discurso do coitadinho. A UE financia a experiência e pode sempre trabalhar... Que raiva está mentalidade tuga.

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    2. A minha mãe deu-me exactamente o mesmo dinheiro em Erasmus ou cá, a única diferença são as viagens de avião, mas que acabam por compensar as que não faço para ir a casa ao fim-de-semana... Qual é o problema mesmo?

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    3. Tenho de concordar com a questão do dinheiro. Anónimo, não se trata de ser coitadinho. Para quem já está deslocado de casa, até pagar um bilhete de comboio pode ser difícil para algumas famílias. Conheço quem fosse a casa de 3 em 3 meses (e, caramba, se o país é pequeno!) porque era apenas a mãe a sustentá-los. Viviam com muitas dificuldades e aquela mãe privou-se de muita coisa para pagar a educação do filho, na fé de que assim não passaria as mesmas dificuldades que ela. O filho vivia de leite e pão enquanto estudou em Lisboa. Estamos a falar de há uns escassos 15 anos.
      Por isso, há mesmo coitadinhos, acredite. E pessoas para quem sair do país é uma impossibilidade.

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    4. Oh anónimo das 22:03 isso é que é discurso de coitadinho... Claro que há pessoas que passam por muitas dificuldades, mas se alguém está na universidade é porque fez uma escolha. Uma escolha que às vezes pode ser suportada pelos pais (os que podem, óbvio), ou pelo próprio a trabalhar part-time (à noite, fins-de-semana, etc), ou pedindo um empréstimo ao banco para cobrir propinas+alojamento+refeições (algo que só deve ser feito se o curso for de alta empregabilidade). Há bolsas que as pessoas podem concorrer para estar na universidade a pagar uma percentagem pequena de propinas, há ajudas de alojamento para estudantes, etc.
      E quanto a fazer erasmus, uma pessoa pode trabalhar (e poupar!) para atingir esse objetivo. Durante um ou dois verões, se uma pessoa trabalhar arduamente - esquecendo férias e praia -, amealha o suficiente para um erasmus - juntamente à bolsa oferecida pela UE. Às vezes pode ser difícil e pode haver entraves suficientes para desmotivarem uma pessoa, mas impossível não é!

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    5. Parece-me que o Anónimo das 00:53 NÃO trabalhou enquanto andava na universidade pelo discurso do "bater punho" e "vender pipocas". Eu trabalhei durante os 5 anos da licenciatura paguei tudo sozinha, sou sovina e posso dizer que nem com boa vontade atingia o OBJECTIVO! Agradeça a sorte q teve e não dê palpites sobre realidades q não conhece.

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    6. Sou a pessoa das 22:03.
      Claramente, anónimo da 00:53, está muito longe de conhecer a realidade do nosso país. E a realidade não é tão cor-de-rosa ou fácil como gostaríamos de acreditar.
      Não falo por mim, que andei numa privada, tinha semanada e nunca tive de trabalhar enquanto estudei, mas existe um mundo diferente para muitos estudantes, e cidadãos em geral.
      Ou ainda acha que só há pessoas que não frequentam o ensino superior apenas porque não querem? Não. Há pessoas que não podem! Não é porque não querem, é porque economicamente lhes é impossível, mesmo com bolsas, subsídios, etc. e tal, porque há muitas outras despesas para além de pagar propinas e quarto.

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    7. Sim, têm razão anónimos. Nós vivemos num país de 3º mundo, somos todos uns coitadinhos de manhã à noite, sofremos e sofremos e sofremos, tadinhos dos portugueses.
      Acredito que haja uma minoria para quem seja muito, muito, muito difícil ir para o ensino superior, por estarem envolvidos em circunstâncias extraordinárias. Impossível? Impossível é para muitos que não têm a sorte de morar na Europa.
      E já agora anónimo das 10:09, você fez a licenciatura de 5 anos. Não sei qual a realidade que está a falar, se calhar há 15 anos atrás era impossível. Hoje em dia, não me venha com merdas, as coisas melhoraram e melhoraram muito. Talvez considere que quem não conhece a realidade atual é você.

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    8. Anónimo das 11:56, não se trata de ser Portugal ou não. Há pobreza em todos os países, veja lá, incluindo países ricos como a Inglaterra ou Noruega. Há MUITA pobreza, só não vê quem não quer.

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    9. Que conversa desnecessária que se formou. Não é por se ignorar uma realidade que ela deixa de existir, Anónimo 17:46.

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    10. Anónimo das 11:56, acha que as coisas melhoraram e muito?É de rir...
      Deconhecimento da realidade SEU! Eu tirei a licenciatura há 10 anos e muita gente que tirou a licenciatura nessa altura hj não conseguia! Basta ver o valor das proprinas, as regras para obter bolsa... Eu pagava um salário minimo como proprina , hj pagam qt? O nível de vida acompanhou a subida do valor? Outro sinal que está tudo claramente melhor é o facto de entrarem no mercado de trabalho a ganhar metade do que nós nos "antigamentes" e viverem eternamente na casa dos pais. Eu não venho com merdas para ninguém... vocês é que lá vivem, não sabem e são felizes, não conheceram outras realidades além da actual... FYI: coitadinhos de manhã à noite é na sua geração porque a minha está bem e recomenda-se!

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    11. Venho de uma família pobre e sou bolseira, pago 250€ de propinas/ano, não pago os normais 1001€.

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    12. Lamento mas a senhora do comentario desnecessario dos coitadinhos nao tem mesmo nocao da realidade. A bolsa de erasmus, como tudo neste pais, demora uma eternidade a ser paga. Na maioria dos casos que conheco a bolsa foi paga ja depois do estudante ter regressado, só para ter nocao... e ha cursos que é impossivel trabalhar ao mesmo tempo e ter aproveitamento. No meu curso eu entrava as 8h30 e saía às 18h sempre com mil trabalhos para fazer. E pelo menos um fim de semana por mes tinha palestras na faculdade. Nao havia um unico trabalhador estudante no meu ano, logisticamente é impossivel com esta carga horaria e nivel de exigencia do curso. Portanto ou tem papás que têm disponibilidade financeira para lhe pagarem viagem e estadia no estrageiro ou não faz erasmus! Nem me venha com a conversa do emprestimo banco que no estado deste país começar a vida logo com uma dividia é lindo... para finalizar, terminei o curso há menos de 2 anos por isso sei do que estou a falar (um curso de 5 anos e meio já com bolonha!)

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  2. Ah sim venham as fotos!

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  3. Infelizmente, muitas vezes não é apenas a questão da proteção dos pais. No meu caso em específico foi a questão monetária. Durante a faculdade fui aluna bolseira e sempre tive que trabalhar nas horas vagas para ajudar a pagar as despesas que a bolsa não cobria. Adorava ter feito Erasmus e sei que os meus pais sentem alguma mágoa por não me terem podido proporcionar isso, mas simplesmente não dava. Não sei se hoje em dia é igual, mas há uns anos podíamos candidatar-nos a uma bolsa, no entanto os resultados só eram divulgados a meio do programa, e muitas vezes o dinheiro só era libertado após o regresso, ou seja, teríamos que arriscar ir sem saber se alguma vez teríamos ajuda e ainda fazer um investimento inicial avultado, o que se revelou completamente impossível.

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    1. Não sei se continua a ser assim, mas na minha altura era pago um valor a todos os estudantes Erasmus. Claro que não cobria todas as despesas mensais, mas era uma ajuda.

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    2. Continua a ser assim, Pipoca. Todos recebem um apoio independentemente do escalão e quem tem direito continua a receber bolsa daqui para as propinas

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    3. Actualmente há uma bolsa atribuida apenas para determinado número de alunos e consoante o custo de vida do país de destino. Uma parte da bolsa é dada no início do programa e o restante é dado no regresso. Se o aproveitamento não for o esperado, o aluno tem que devolver todo o dinheiro.

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    4. Exato. Na minha altura era ainda algum dinheiro e podia continuar a trabalhar fora...

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    5. no meu tempo (há 7 anos), a bolsa do primeiro semestre chegou em finais de novembro.. e diga-se de passagem, os portugueses recebem migalhas comparado com o que praticamente todo o resto da europa recebe (e com isto incluo os países de leste). eu tive a sorte de os meus pais terem possibilidades e terem sempre posto dinheiro de parte para a educação, se não nem para a universidade ia (ou seja, não havia dinheiro para viagens nem roupa nova, mas para estudos e livros havia sempre).

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  4. Olá Pipoca!
    Fiz Erasmus no ano passado para a República Checa, não que esta fosse a minha primeira opção, a Inglaterra era a minha primeira escolha. Desde que membro que sempre disse aos meus pais que queria ir estudar para fora, mas não era possível, uma vez que eu trabalhava de dia para ir à universidade à noite.
    No ano passado fiquei sem trabalho e decidi finalmente seguir o meu sonho. Quando decidi candidatar-me perguntei ao meu namorado se queria ir comigo, ou alguém da turma, mas todos disseram que não...Então disse ao meu namorado: "olha, vou segui o meu sonho e tenho pena que não queiras ir comigo, mas eu vou na mesma", ele apoiou-me sempre!
    Digamos que o primeiro dia não foi dos melhores, mas a partir daí foram os melhores 4 meses da minha vida!
    Todos os dias sinto saudades das pessoas que lá conheci, eramos um grupo de 22 pessoas, com cerca de 10 nacionalidades diferentes, eu era a única portuguesa. Acho que o melhor que eu tirei desta experiencia, para alem das viagens que fiz (que não foram muitas infelizmente!) foram as pessoas incríveis que conheci. Fizeram-me ver a vida de uma maneira diferente, de conhecer de perto culturas tão distintas, gastronomia tão diferente, e acabar com algumas ideias pré- concebidas! Hoje posso dizer que tenho amigos pelo mundo todo, que aquela nossa pequena família ainda fala todas as semanas!
    O concelho que eu dou a quem me pergunta, é que se se tiverem a oportunidade, que a agarrem com unhas e dentes! Faria tudo outra vez!
    E estou a ponderar voltar a faze-lo em mestrado, se a vida me der oportunidade claro.

    Beijinhos Pipoca!

    Sofia Soares

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    1. Então menina universitária, estudante de erasmus e escreve concelho em vez de conselho?!

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    2. sei q é aborrecido e sem interesse corrigir os erros na internet. é uma perca de tempo e cada um dá os erros q dá..mas neste caso, foi mau...jisas craist..se calhar é mesmo melhor fazer o erasmus em..Portugal?!! sempre aprendia a lingua :)

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    3. Marta, talvez devesse corrigir os seus erros antes de apontar os dos outros. Ou é uma PERDA de tempo?

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    4. Perca é um peixe....

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    5. Marta, "perca" de tempo? Menos... Quando decidir corrigir alguém, verifique-se que não se espalha ao comprido... É o mínimo.

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    6. Perca é um peixe...

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    7. Perda de tempo. Deixe lá o peixe em paz...

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    8. Que comentário tão mal escrito. Agora é só mestrados, vai a ver-se, nem escrever sabem.

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    9. Essa é que é essa, muito mestrado, muito MBA, muito erasmus, muita experiência no estrangeiro, muita qualificação mas... escrever algo sem dar erros ou falar para um publico sem dar calinada... dificiiiiiiil

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    10. Tantos especialistas em língua portuguesa e nenhum se dignou a ir tirar dúvidas?

      Link útil antes de se iniciarem discussões. https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/perda--perca/1948

      De nada!

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    11. O link foi muito útil, Rafaela. Mas, como deve ter lido, no final diz: "também se admite no Brasil o substantivo perca na linguagem popular."

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    12. Qual é o problema? O Macaco não fez uma tese de mestrado carregadinha de erros e sacou 17 valores? Gentinha pá, qual é mesmo o problema de não se saber escrever e ser-se doutor ou mestre ou essas coisas?

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    13. Rafaela, existe perca e perda, naquele caso seria perda. Mas não perca mais tempo com isso. Foi ao lado.

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    14. No "link útil" diz o seguinte:

      Perca é um peixe e é uma forma do verbo perder no presente do conjuntivo.
      Que eu perca
      Que tu percas
      Que ele perca...
      Também é admitido como substantivo, mas de uso popular.

      Na frase da Marta devia estar o substantivo perda, é o mais correcto.

      Eu acrescento que, mais cedo ou mais tarde, vai acabar por se admitir perca como igualmente correcto, à semelhança do que acontece com o tinha ganhado/ganho, por exemplo.

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    15. Espero que, de futuro, "as percas" só venham a ser aceites quando se fale de cardumes! :)

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    16. Perca é um peixe...
      Pontapés na gramática e no português todos damos!
      LP

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    17. Fogo está tanta gente a cruxificá-la por causa de uma porcaria de palavra que ninguém comentou sobre a experiência dela...

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  5. Não fiz Erasmus, porque já estava a estudar longe de casa e a despesa era grande para os meus pais (sou do Porto e estava em Évora), mas tive uma italiana de Turim na minha turma. E foi muito giro! Acho que ela adorou a experiência. Nós também gostámos muito de a ter cá, a ela e ao cão. Quando os meus filhos crescerem, espero que o Erasmus ainda exista :-)

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  6. Que bom ter gostado tanto da sua experiência, mas a afirmação "toda a gente devia fazer Erasmus" é um exagero porque não considera as particularidades de cada pessoa. Eu até poderia ter feito, mas teria sido muito duro para mim porque sofro de ansiedade social e ter de conhecer tantas pessoas novas, ser avaliada numa língua que não a minha (ainda mais oralmente, no seu caso...!) seria uma fonte de stress e ansiedade. E não, não melhora com o treino... Não somos todos iguais, e o sonho de um pode ser o pesadelo de outro.

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    1. Tão verdade!

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    2. Totalmente de acordo anónimo das 15:13, sofro do mesmo.

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    3. Certíssimo... debato-me com o mesmo problema com um filho. Também aqui não há receitas nem verdades e conselhos absolutos.

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  7. Acho que é mais, havendo dinheiro... no meu caso, claramente foi isso que me impediu de me inscrever. As bolsas atribuídas nem chegavam para pagar o quarto, quanto mais as viagens e despesas do dia-a-dia. Tenho pena de não ter feito, e se um dia puder proporcionar isso a um filho, adoraria.

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  8. Hoje em dia são atribuídas bolsas cujo valor varia conforme o custo de vida em cada país (Reino Unido e Suiça penso que são os países em que o valor da bolsa atribuída é mais elevado). Eu fiz este ano um estágio em Londres ao abrigo do programa Erasmus e foi uma experiência muito gira! A bolsa é uma grande ajuda, mas não cobre todas as despesas (pelo menos não no meu caso, pois o nível de vida em Londres é muito caro). Não sei se também funciona assim no caso de Erasmus para estudos, mas no dos estágios, a pessoa recebe 80% do valor da bolsa antes e os restantes 20% no fim do estágio, depois de apresentar toda a documentação necessária, mas esses 20% podem demorar algum tempo até serem recebidos.
    Estou curiosa para ver essas fotos Pipoca! Aposto que involvem muitas pizzas e massas italianas ;)

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    1. Disseram-me que não há Erasmus em Inglaterra. É verdade?

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    2. Há erasmus em Inglaterra, basta consultar o site erasmus+.

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  9. Quem já estuda numa cidade diferente e tem custos como casa, contas, transporte etc, fazer Erasmus não significa necessariamente um grande transtorno financeiro se escolher um país onde o custo de vida seja semelhante ou inferior àquele que já tem. Pode até ficar mais barato sustentar um Erasmus por ex na Polónia, do que viver actualmente em Lisboa (quando não somos de cá). Gostava também de referir um outro programa que é menos falado, o Almeida Garrett, que permite aos estudantes estudarem noutra faculdade/cidade do país. Embora não seja tão tentador como o programador erasmus, alguém de Lisboa pode durante um semestre estudar no porto, e pode inclusive estudar na própria cidade mas noutra faculdade.

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  10. Eu só descobri isso muito tarde, mas sempre achei algo espectacular.

    Tento passar esse bichinho aos meus, e consegui.

    A minha maibelha (enteada) foi estagiar em março um mês a Fuerteventura, no segundo ano de Turismo (11 ano), e a mainoba (também enteada) já está toda entusiasmada para tentar para o ano (também no 11), e vão tentar ir também no último e depois se forem para a universidade. Acho que eu fiquei mais entusiasmada que elas.

    Esperemos que o filhote, ainda na primária, depois também tente.

    Rosa

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  11. Eu sou uma das mães que deixou a filha fazer Erasmus. Ela gostou tanto que em vez de 1 Erasmus, fez 2. Um na Eslováquia e outro na Polónia :D

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  12. Pipoca! Também fiz Erasmus em siena! Também na universita degli studi di siena! Foi o melhor ano da minha vida! E recomendo a toda a gente que possa claro! Vivia perto do orto di pecci e a minha centrada era a Torre!! Foi em 2010 e ainda não tive coragem de lá voltar!

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  13. o "havendo dinheiro" não se aplicava ao meu caso, mas eu fui.
    A bolsa cobrava o quarto na residência de estudantes e a cantina, para o resto arranjei um part-time no Mac DOnald's (muito bom para conhecer pessoas além das centenas de Erasmus que havia).
    Estudei um ano em Belfast (diverti-me muito mas também trabalhei e não perdi nenhum ano), foi sem dúvida o melhor ano da minha vida .
    Já agora, foi no ano 1996 /97 e havia mais 3 portugueses mas não da minha universidade, gostava de saber o que é feito deles :) .

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  14. Fiz na Polónia e é sem dúvida a experiência de uma vida! Recomendo e acho também que devia ser obrigatório, pois enriquece a tantos níveis. Para mim foi essencial para me tornar menos tímida, para fazer amizades fora do meu círculo habitual, para aprender que as pessoas são mais do que a imagem ou primeira impressão. Ainda hoje mantenho contacto com vários amigos doutros países e portugueses. Nunca mais voltei à Polónia mas sonho tantas vezes que vou lá! Nos sonhos sei exatamente para onde tenho de ir, reconheço tudo... E já se passaram 10 anos! Que saudades!

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    1. Se o Erasmus fosse obrigatório eu não teria ido para a universidade, porque nunca quis fazer. Porque é que querem que todos gostem do mesmo?

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  15. Fiz em Copenhaga, há 10 anos atrás, e foram os 6 meses melhores da minha vida! Simplesmente ADOREI a experiência! Enriquecedora a todos os níveis!

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  16. Olá Pipoca,
    Eu fiz Erasmus na Alemanha onde conheci o meu marido que é italiano. Agora temos um bebé de 14 meses :)

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  17. Eu fiz erasmus no ano lectivo 2004/2005. Estive um ano em Ferrara, Italia e foi O ano da minha vida! Desses 11 meses de vida intensa e inesquecivel trago bons amigos, marido italiano e agora duas filhas! Voltamos a Ferrara há pouco os quatro e foi mesmo emocionante! Beijo, Rita

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  18. o Erasmus já foi uma coisa séria. no seu tempo já não era.

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    1. e no seu tempo era? Raios partam a geração rasca, que são t-o-d-a-s

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  19. Eu não fiz Erasmus, mas fiz outro programa de mobilidade promovido pela Assembleia das Regiões Europeias. Existem imensas instituições com vários tipos de bolsas e projectos. É uma questão de pesquisa. No meu caso, em particular, e porque era um programa de intercâmbio de jovens em inicio de carreira, recebia um salário adaptado de acordo com o do país onde a experiência decorria. Conseguíamos sobreviver e pagar despesas sem ter que recorrer aos pais. Foi inesquecível, tanto que 6 meses se tornaram em 2 anos. Aprendi imenso e sim, concordo contigo, uma experiência deste tipo enaltece o curriculum. Colhi muitos frutos à custa desta ousadia :) Por isso façam as malas e vão! É exequível e é... super super super!

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  20. Que bom ler este texto agora!
    Não vou fazer Erasmus propriamente dito, porque vou para o Brasil, e não para um país da União Europeia, mas funciona nos mesmos moldes, na minha Faculdade.
    É verdade que não vou aprender nenhuma língua, mas estudo Direito e o nosso Direito é semelhante ao brasileiro, pelo que me é conveniente; e além disso, claro, a experiência!
    Estou cheia de medo mas muito entusiasmada.
    7 meses longe dos meus pais e do meu quotidiano, no outro lado do mundo.

    Obrigada pelo texto, Pipoca. Veio mesmo em boa hora!

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    1. O meu irmão fez Erasmus em Curitiba também pela Faculdade de Direito há cerca de 10 anos. Adorou. Vai correr bem!

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  21. Olá Ana! Fiz Erasmus em 1996/1997, em Paris, e apesar de já terem passado 20 anos, guardo as melhores recordações! Foi uma experiência inesquecível e muito enriquecedora quer a nível académico quer a nível social/p essoal. Até tive um namorado francês com quem ainda mantenho contacto e com quem me encontro de cada vez que vou a Paris: partilhamos as fotos dos filhos, as histórias de vida que cada um construiu e vemo-nos a envelhecer! Foi tudo tão bom que, um dia, gostava de proporcionar essa experiência aos meus filhos.
    Elsa

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  22. eu fiz exactamente o mesmo.... fui inscrever-me, fui aceite e depois e que contei aos meus pais .... depois de muita muita conversa lá me deixaram ir ... e quando eles andavam a fazer contas a vida eis que me ligam da universidade a dizer que ganhei bolsa de estudo para erasmus .... adorei foi maravilhoso e recomendo a toda a gente. Abre horizontes, mudam-se mentalidades ...conhecemos o mundo !!! repetia 1 milhão de vezes

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  23. Fiz Erasmus na Polónia no ano passado, de Fevereiro a Julho. Gostei tanto que peguei nas minhas coisinhas e vim para cá fazer o Mestrado. Acho que ir de Erasmus é das melhor coisinhas que alguém pode fazer, deve ter sido a experiência que mais me fez crescer em tão pouco tempo.

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  24. Nao consegui fazer erasmus, apesar de ser um sonho desde o secundario. A indisponibilidade financeira teve o seu peso, mas foi mesmo o meu curso que, tendo tido alunas de anos anteriores que nao completaram o erasmus, decidiu que mais ninguem podia fazer
    Uma tristeza

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  25. Pessoalmente, adoraria ter podido estudar no estrangeiro, mesmo que por poucos meses. Expande-nos horizontes, dá-nos uma flexibilidade maior, põe-nos à prova em áreas até insuspeitas.
    Recomendo a todas a trilogia de Cédric Klapish (L'Auberge Espagnole, Les Poupées Russes e Casse-tête Chinois.
    Para quem fez Erasmus, o primeiro filme (e o melhor) terá um sabor muito especial.
    Para quem souber francês, a informação mais detalhada está aqui:
    https://fr.wikipedia.org/wiki/Trilogie_de_C%C3%A9dric_Klapisch

    Também interessante, e complementar, porque menciona os prémios, a página em inglês sobre o primeiro filme (2002):
    https://en.wikipedia.org/wiki/L%27Auberge_Espagnole

    A mais pobrezinha, em português:
    https://pt.wikipedia.org/wiki/L%27Auberge_espagnole

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  26. Pipoca achas que podes dar sugestões de locais para comprar chapéus de praia? É tão difícil encontrar...

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  27. Fiz Erasmus em Praga, no 1º semestre deste ano lectivo e posso dizer que foi a melhor experiência da minha vida. Apesar de ainda ter 19 anos - feitos lá - acho que nunca vou ter outra oportunidade de ser tão independente, de me "desenrascar", de conhecer pessoas de todo o mundo, de conhecer locais escondidos e de crescer como o fiz enquanto aluno de Erasmus. Subscrevo tudo ou quase tudo o que a Pipoca escreveu.
    Quanto às bolsas, depende das universidades/institutos politécnicos. Na maior parte das instituições é dada uma bolsa consoante o país e o tempo que se vai permanecer lá fora. No sítio onde eu estudo, posso dizer que existem bolsas para todos os estudantes, dentro dos possíveis claro. Por exemplo, na univ. de Coimbra, se não me engano, apenas algumas pessoas de cada curso (seja ele de 3,5 ou 6 anos) têm acesso à bolsa. É de notar que são necessárias equivalências e nem todos os cursos as têm.

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  28. Aqui escrevo eu desde Salerno (50km de Nápoles), a viver o meu Erasmus há já pouco mais que três meses!

    É efetivamente uma experiência incrível. Estive em Portugal há coisa de 3 dias porque já não aguentava as saudades do meu irmão embirrento e do frio do Porto. Está um calor horrível por aqui e quando digo que sou portuguesa a reação habitual é "mas em Portugal faz calor!!" e eu "Da cidade de onde eu venho não!!" (Bem haja ao Porto).

    Engordei 7kg porque a comida italiana é maravilhosa. Ainda não conheci ninguém que não tenha engordado um pouco, o que considero normal, porque a gastronomia italiana é de louvar a Deus :)

    Vou estudando para acompanhar a matéria de engenharia mas, como a Pipoca disse, as auals não são a minha prioridade. A minah prioridade é viver e descobrir Itália. Por falar nisso, ainda tenho que visitar Siena e muitas outras belas cidades!

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    1. Oh Mariana! Estás na minha terra! E eu que há 20 anos atrás vim parar a Lisboa, graças ao Erasmus! Tão bom, tão bom! Aproveita, estou com tantas saudades da minha casa...

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    2. Hahaha, a vida dá tantas voltas!

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  29. Só por curiosidade: será ignorância minha, mas como é que havia um italiano em tua casa a fazer Erasmus, se estavam em Itália? Não é suposto cada aluno estar num país diferente do seu?

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    1. A Ana não disse que todos os habitantes das casa estavam em Erasmus.
      Podia ser um italiano de outra cidade a estudar ali...

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    2. Cavalheiro do Aeroporto19 maio, 2017 14:53

      It was me, Cavalheiro do Aeroporto, disguised... (por favor, ler com sotaque de um italiano a ler inglês)

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    3. e, já agora, era certo que no "tempo da Ana" isso era um bocadinho menos comum, mas há muita gente a tirar cursos noutros países europeus - seja porque são pertinho então tanto faz, porque é mais fácil de entrar, porque é mais barato (há países com 0 de proprinas e outros caríssimos, e um europeu paga o mesmo que um nativo do país em questão!), ou porque é simplesmente melhor. Exemplos concretos: muitos portugueses que vão para Espanha (ou Rep.Checa) tirar Medicina e depois fazem Erasmus para Portugal); italianos (e ingleses, espanhóis, etc) que vão para a Áustria porque se passa de 3000euros/ano de propinas para 40; gente que vai estudar para o UK para universidades de boa fama (mesmo que o rpoveito seja outra história :p)... a Europa, felizmente, não é tanto um conjunto de caixinhas fechadas como aquilo que em Portugal estamos habituados a pensar. A Europa é cruzar fronteiras e nem reparar, é falar muitas línguas e comunicar com meio mundo, é mobilidade e oportunidades. Quando se fala do quão o modelo da União Europeia está esgotado e bla bla bla - são quase sempre pessoas que nunca experimentaram a UE vista assim de baixo para cima, das fronteiras que se atravessam sem parar, dos diplomas reconhecidos em todo o lado, da moeda que não é preciso cambiar. A UE dos Erasmus ;)

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  30. Estou no último ano da minha licenciatura o semestre passado. Fui para Praga, na República Checa.
    Se as faculdades forem todas como a minha (que eu tenha conhecimento, são) a bolsa ERASMUS+ que é dada a TODOS os estudantes cobre tudo ou quase tudo. Fiquei numa residência para estudantes e foi a minha melhor decisão. O espírito é muito mais festivo e de integração. Com a bolsa, paguei o alojamento do semestre todo, o passe de transportes públicos para o semestre todo, 4 viagens de avião (ir, voltar no Natal, ir e voltar definitivamente) e acho que me sobraram 50€.

    Ficou muito mais barato estudar lá do que em Lisboa (não vivo com os meus pais, logo, pago renda) e isto não se aplica a todos, claro.

    Por isso, meus amigos, não digam que não têm possibilidades financeiras porque isso não se justifica. A única possibilidade será querer ou não querer. Claro que super recomendo, vale mesmo a pena!

    PS: A comida é mais barata que em Portugal!

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    1. Também concordo que «impossibilidades financeiras» é apenas uma desculpa para ocultar o desinteresse. Senti isso. Surpreendeu-me que numa turma de mais de 20 alunos, tivesse sido eu a única a gostar da ideia.

      Não sei se a bolsa é mesmo atribuida a TODOS os alunos. Na minha altura perguntaram - já a avisar - quem teria mesmo interesse em ir, porque não havia dinheiro para todos. E foi então que comecei a escutar umas tantas vozes a denegrir a oportunidade. Foi uma surpresa. E daí não devia ter sido. Olhando para trás, «calhei» ir parar a um local com algumas boas pessoas, mas também com umas tantas mentes tacanhas e muito invejosas, que sorriam com os lábios e te apunhalavam com os olhos.

      Dependendo do país para onde se vai, pode ficar mais barato. No meu caso tudo era mais caro mas sempre fui muito economizadora :)

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  31. eu estou em Erasmus :) em Innsbruck, na Áustria. um aninho, que acaba já daqui a um mês e pouco! Mas hei de repetir outra vez (um curso de 6 anos tem essas vantagens!).
    Claro que há dias difíceis (hoje e ontem tive momentos em que deu vontade de mandar tudo ao ar...), mas sei que também há muitos dias em que me sinto tão feliz e realizada por me ter lançado nesta aventura que só mesmo a ideia de voltar à vida de sempre é que me custa. Nunca tinha vivido fora de casa dos meus pais e de repente fui viver, sozinha, para um país onde nunca tinha estado, onde não conhecia ninguém, e onde ainda tinha muitos problemas com a língua. Hei, sempre, de me orgulhar do quanto estou a aprender, aguentar e crescer!

    Quanto às bolsas, elas teoricamente, no erasmus "normal" (no de estágios até seriam mais) são de 200, 250 ou 300 euros mensais, dependente do custo de vida do país - não é suposto serem o nosso sustento lá, mas sim compensar a diferença de nível de vida. E a verdade é que se o erasmus for em países tipo Roménia, Bulgária, etc,e se a pessoa em Portugal tivesse de arrendar casa na cidade em que estuda, com 200 euros/extra até sai mais barato estar em erasmus! o problema é que infelizmente muitas Universidades não têm dinheiro para todas as potenciais bolsas, e têm de dividir o dinheiro por todos ou apenas as dar a alguns alunos de mobilidade.

    também me custa entender quem não quer, de todo, fazer erasmus. Erasmus é o que nós quisermos! Mais académico, mais de festa, mais de viagens, mais de natureza, mais de desporto. pode ser em inglês, em português (mesmo que não seja erasmus mas algo do género), ou em línguas bem mais exóticas. é trocar aquilo que conhecemos e que já nos é (demasiado) confortável por um ano ou uns meses (então no segundo semestre, sem férias de Natal, dá para fazer só 4 ou 5 meses!; em estágios, pode ser até bastante menos)em algo que em princípio é melhor - qualquer que seja a nossa definição pessoal de "melhor". Por que razão não havia alguém de querer?

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    1. Eu não quis, de todo, fazer Erasmus. Porque para algumas pessoas a ideia de ir para um sítio novo, falar uma língua nova e ter de socializar com pessoas novas é assustador. E não falo num assustador misturado de entusiasmo, falo de angústia. Eu sempre soube que não queria fazer. Nunca me arrependi. Só uma situação extrema me poderia levar a ir assim, sozinha para outro sítio onde seria forçada a conviver com pessoas novas e numa situação em que poderiam surgir mil imprevistos... só eu sei como me custa lidar com eles no meu ambiente, quanto mais num ambiente estranho. Tive colegas que foram e adoraram, e uma colega que esteve duas semanas e não aguentou, voltando para Portugal.

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    2. O erro está em pensar que aquilo que conhecemos nos é sempre confortável. Há quem tenha que batalhar todos os dias dentro daquilo que conhece. Nem todos temos a mesma estrutura mental, a mesma resiliência, a mesma abertura, etc. Às vezes isso trabalha-se, às vezes é-nos intrínseco e queremos é ficar no nosso canto, sem estragar mais o que já é frágil.

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    3. No meu caso eu quis fazer Erasmus pela experiência de aprender algo noutro país, com os métodos desse país. Foi dito às pessoas da turma que só uma pessoa poderia ir ou, no máximo, duas, mas talvez para isso acontecer, foi preciso reduzir o tempo de estada.

      O que me marcou e me surpreendeu foi a quantidade de colegas desinteressados, a dizer que não achavam piada. Só eu demonstrei interesse e mais tarde apareceu outra rapariga, daquelas que ia mas sem propósito... aliás, tinha um propósito oculto sim: a sua motivação era re-econtrar um ex-namorado, que vivia no país onde havia Erasmus.

      Quando regressei alguns colegas mostraram-se irónicos, com fel, já a acusar sem mesmo me ouvirem a abrir a boca que vinha «diferente». Ou seja: invejosos. Não queriam ir mas como viram alguém ir, cresceu-lhes a inveja no coração e depois aprontaram algumas.

      Uns deram como pretexto para não irem o custo de vida. Teriam de gastar dinheiro, que eles e os pais não tinham. Mas depois compravam carros e coisas de marca. Eu acho que é uma questão de saber onde se quer investir. Dinheiro arranja-se. Agora não ir porque... sei lá porquê! A mim mais me pareceu, sinceramente, estar diante de mentes muito tacanhas que dizem não querer ir mas também não gostavam que outros fossem.

      Fui, gostei, soube-me a pouco, aprendi algo sobre o estudo ser igual em toda a parte... Convivi com pessoas de diversas nacionalidades e é nisso que está a maior riqueza do programa Erasmus. E é por isso que ele merece durar mais uns 30 anos.

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  32. Também fiz Erasmus em 1992 na Bélgica para fazer o estágio de fim de curso. Foi a melhor experiência da minha vida. Só tenho pena de, na altura, ter tido intenção de voltar a Portugal. Agora estou numa carreira congelada à 12 anos!!!!

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  33. No meu curso em especifico aa opcoes eram limitadas, quando quis fazer erasmus não conseguia uma vaga em italia e nao queria ir para o leste europeu. Assim, a minha possibilidade era o brasil. No brasil a bolsa era zero e as viagens muito mais caras, para alem de todos os contras que os meus pais virem em estar do outro lado do mundo. Mas acabei por ir, apaixonei me pela america do sul e por florianopolis. Estive fora de agosto a fevereiro, perdi um natal em família mas ganhei muita coisa, viajei muito e as saudades sao imensas. Na verdade, no meu caso acabou mesmo por mudar o que eu queria para a minha vida.
    Podendo, toda a gente devia estudar fora uns meses. :)

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  34. Eu estudei Medicina em Madrid e fiz Erasmus (ou um programa parecido, o objectivo é o mesmo) em Buenos Aires, na Argentina. Foi de longe, de muuuito longe o melhor ano da minha vida. Toda a gente devia fazer Erasmus.
    Agora estou a tirar a especialidade médica na Alemanha 🙂

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  35. a minha experiência erasmus começou com eu ter entrado numa vaga em manchester, para semanas mais tarde a coordenadora me dizer que não havia dinheiro (lol) para acolher mais uma estudante. a minha coordenadora lá me disse que ia tentar procurar uma alternativa, entre a alemanha e o sul de espanha. contra todos os conselhos de erasmenses, escolhi os vizinhos. e não me arrependi minimamente, principalmente agoraque vivo na alemanha e sei o quão não divertida esta terra é. fui a poucas festas, conheci pouca gente, mas aprendi bastante, dormi bem, fui feliz. comecei a admirar o povo espanhol como nunca tinha admirado. quanto a custos, confesso que sou classe média baixa, e os meus pais pagavam-me as despesas. no entanto, em espanha, gastava bem menos do que em portugal (desde a renda a transportes). valeu a pena, e como muitas das experiências da vida, o erasmus é o que fazemos dele. não precisa de ser só drogas e orgias nem só estudo. pode ser só uns mesitos de descanso dos professores sádicos de portugal, e ganhar os créditos na mesma.

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    1. Aborda um aspecto importante - DINHEIRO.
      Verba.
      Quanto me candidatei ao Erasmus faz uns anitos - queria mesmo ir e era pelo curso em si - disseram-me que não tinham dinheiro para os 6 meses de duração. Teriam de ser dois mas se alguém perguntasse...

      Enfim. Nunca entendi bem mas fiz o Erasmus e soube-me a pouco. Muito pouco, tanto em termos de convívios quanto em termo de aprendizagem. Agora que foi especial, isso foi. Embora viver a dividir casa com outras pessoas não fosse algo novo para mim, nem o distanciamento da família. Foi especial. Mas precisava de mais! Precisa ser 6 meses a um ano :))

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  36. O meu filho fez uma semana de erasmos em Andria, Italia, está no 10ano e adorou, ja tivemos cá a "filha" italiana e foi uma experiencia muito boa. É para repetir sem duvida!

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  37. Depois de ler tantos comentários,fico com pena de nunca ter pensado nisso na minha altura... :-(

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  38. A minha faculdade não tem quase nenhuma opcao de Erasmus, mas no Verão fiz um mês de intercâmbio em Budapeste e foi uma experiência incrível!! (Ate tenho um blogue a decrever a experiência). Aconselho mesmo a toda a gente a experimentar!

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  39. "Once Erasmus, always Erasmus."

    Vivi na Bélgica por 6 meses e não trocaria a experiência por nada. Foi uma das alturas mais felizes da minha vida. Sempre que posso, volto lá e combino encontros com as minhas colegas da altura :)

    Muda-nos para sempre!

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  40. Gostei tanto de Siena quando aí estive!
    Não sei o que foi, talvez porque cheguei no dia 8 de Agosto - havia uma festa, uma espécie de procissão a cada capelinha. E as pessoas foram todas simpáticas e prestativas. Os italianos são, mas não gostam muito de falar outra língua sem ser o italiano. Aí isso não aconteceu. Falavam inglês numa boa e até me convidaram a ficar Kkkk

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Teorias absolutamente espectaculares

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