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O maravilhoso mundo das fardas escolares

quarta-feira, agosto 31, 2016

O Mateus vai mudar de escola e, pela primeira vez, vai passar a usar farda. O que é que isso tem de especial? Nada, absolutamente nada. Mas para mim é todo um novo mundo, porque sempre andei em escolas públicas que não contemplavam cá dress codes, cada um que se amanhasse. Mas pronto, o puto vai para uma escola que obriga ao uso de farda (para já é só mesmo bibe e uma roupinha mais especial para os dias de festa), o que fez com que tivesse de ir tratar do assunto. Peguei na lista das coisas a comprar e lá fui onde me mandaram, ao El Corte Inglés. Como nunca tinha tido ralações deste género, nunca tinha reparado que nesta altura do ano
uma zona do El Corte Inglés se transforma numa gigantesca loja de fardas. E como tinha de fazer tempo enquanto esperava pela minha vez, fui espreitar os trajes das várias escolas. Aquilo está dividido por vários charriots, cada um com a indicação da escola a que pertence, mesmo a pedir que a malta deite o olho e entre em comparações. E, meus amigos, eu não fazia ideia, mas aquilo é toda uma colecção Outono-Inverno versão fardas, em que cada colégio parece competir pelo look mais uau! Há uns que se saem bem e uma pessoa tem vontade de aplaudir de pé e dizer "sim senhor, marca pontos pela criatividade, pela conjugação de cores, pela aposta em bons materiais, vê-se que houve aqui empenho". Até dá vontade de inscrever lá os putos, mesmo que fique completamente fora de mão, tipo em Moimenta da Beira, só para os ver naquelas fardas incríveis. Mas há outras que valha-me Nossa Senhora do Fardamento. Por exemplo, há uma farda castanho-cocó. Calças castanhas, saia castanha, camisa castanha, casaco castanho. Porquê? Porque é que fazem isto aos miúdos? Querem lixar-lhes todas as fotos de infância? Como é que se consegue que uma criança não tenha ar de pum infeliz vestida de castanho dos pés à cabeça? Parece-me uma coisa que se pretende assim muito abnegada e despretensiosa. Hã hã. Como se os pais não estivessem a largar 500 ou 600 euros todos os meses. E depois há aquelas saias em xadrez, curtinhas, mesmo a pedir um joguinho de bate-pé no intervalo grande. Mas há tudo que vocês possam imaginar. Pólos, parkas, sweats, blusões de ganga. Não dediquei toda a atenção do mundo, mas de certeza que lá pelo meio havia bibes de lantejoulas, e camisas versão crop. No meio daquilo tudo acho que o Mateus teve sorte, a farda dele é normalzinha. Não está no top cinco das mais txanan, mas ao menos não é cor de cocó, ufa. Por mim mandava-o de fato-de-treino da Primark, que assim como assim vai passar os dias a rebolar, mas parece que a capacidade de aprendizagem da criançada é profundamente afectada se não estiverem todos metidos numa fardinha pipi de segunda a sexta. Parte boa: ele ainda não é dado a isso, mas a farda põe logo fim a qualquer potencial birra ao estilo "EU-NÃO-QUERO-CAMISOLA-QUERO-AQUELA-DA-PATRULHA-PATA-QUE-ME-DEU-A-TIA-ARMINDAAAAAAAA". Não há paciência para dramas desses logo pela fresca.

194 comentários:

  1. Menino no colégio para aprender a ser betinho logo de pequenino... Arghh, tão previsivel, sim porque coitadinha da criança não poderia frequentar o ensino público, que aquilo é só selvagens cheios de piolhos...

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    1. Olhe que este seu comentário está escrito em tom jocoso, mas é mesmo assim que pensa muita gente! Tenho colegas que já ouvi dizer (isto por causa da crise e dos cortes) que iam "continuar a fazer tudo por tudo para pagar o colégio dos filhos, porque não quero que eles vão para o meio dos pretos e dos ciganos" (foi mesmo assim!).

      E, sim, são dessas pessoas que gastam 600€ por mês no colégio, mais comida, mais fardas, mais explicações para os miudos, mais psicólogos porque tudo é um problema, mais actividades extra-curriculares do "bom e do melhor", mais um monte de material (uma delas "teve" de comprar um ipad porque fazia parte do material obrigatório do colégio do filho) e não sobra dinheiro para nada no fim e andam o ano todo a queixar-se da rotina, de que não têm dinheiro para nada, que a vida são só obrigações e tarefas (imaginem então a vida de quem ganha por mês menos do que vocês gastam na mensalidade do colégio).

      Enfim, só complicações. Eu andei a vida toda na escola (e universidade) públicas, tive uma boa educação e fui exposta a uma realidade rica e diversa de pessoas de todos os "tipos", tenho um excelente CV, falo 4 línguas, sempre trabalhei em Portugal e no estrangeiro e não vejo e como os meus pais terem-me posto num colégio desses teria sido uma mais-valia para mim (na mesma situação estão a maioria dos meus amigos/ex-colegas das escolas/universidade públicas).

      Quando tiver filhos, irão para a escola pública. Consigo perceber a opção por um colégio quando os pais tenham horários complicados que só se coadunem com os de um colégio, ou não tenham vagas numa escola pública da área onde vivem/trabalham... mas a maioria dos casos (vejo por essa amostra de pessoas com quem trabalho... um departamento de 18 pessoas onde 13 têm filhos e todos sem excepção andam em colégios) é pela diferenciação que querem fazer desde cedo dos "meninos bem" e os "meninos maus" e por acharem que enfiando o filho num sítio desses (bilingue, cheio de tecnologias, de actividades, de serviços extra) estão a dar alguma mais valia aos seus filhos e a "comprar-lhes" educação.

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    2. Anónimo, a si também lhe fazia falta voltar para a escola. Se nos anos que lá andou ou ninguém na sua casa lhe ensinou a respeitar a opinião dos outros...está muito mal. É mesmo adulto???? Aquele creme azul da Nivea costuma fazer milagres nos cotovelos...dizem

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    3. Gosto destas constatações!
      Anónimo das 10:58: Se me der um exemplo de um jardim de infância público em Lisboa (cidade), onde uma criança de 3 anos entre sem dificuldades, até lhe agradeço!

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    4. Anónimo das 11:31, até lhe dava, porque há 2 no meu bairro (mesmo no centro de Lisboa) nessa situação, mas não quero que toda a gente descubra a pérola que é este agrupamento de escolas e comece a meter lá os filhos em barda (com os esquemazinhos ilegais que já fazem no Restelo e em Alvalade) e eu, que moro lá, fique sem lugar para o meu (que, espero, irá para lá daqui a 2 anos).

      Mas, pensando bem, mesmo revelando se calhar há muita gente que continuaria sem interesse... porque é um sítio onde também andam meninos pretos e ciganos e o pessoal elitista das escolas não gosta dessas companhias!

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    5. Por que razão há está aversão ao privado? Será consequência da aversão aos ricos e/ou àqueles que têm mais do que nós?
      Leciono há 21 anos na escola pública, apesar de ter lecionado no privado 5 anos ( em regime de acumulação). Tive a escolha entre público e privado. Optei pelo primeiro, porque me sinto mais útil ali.
      Tive o meu filho na pré e infantário privados, porém foi no público que iniciou o percurso académico. A razão foi apenas uma: impossibilidade de pagar a escola privada que queria para ele ( por lá ter colegas conhecidos, excelentes profissionais, e por tudo o resto que o público não possui: atividades extra curriculares mais enriquecedoras, maior vigilância nos recreios -a escola pública tem falta de funcionários: há que poupar na educação dos "pobres"-, maior segurança).
      Em tempos, era adepta que o meu filho fosse "lançado aos leões". A escola pública é ótima nisso. Agora que está no 4°ano, só já penso em aligeirar o processo e retirá-lo do agrupamento onde se encontra para o colocar noutro bem melhor.
      Há bons profissionais no público? Oh, se há...mas, falta o resto!

      ( Completamente a favor das fardas)

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    6. Esses estereótipos e preconceitos, vindo de um suposto adulto, são maravilhosos! Se eu soubesse que os meus filhos numa escola pública iam confraternizar com pessoas como o anónimo das 10h58, tirava-o imediatamente da escola!

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    7. Tanta estupidez junta. Há bom e mau em todo o lado!!!

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    8. Anónimo 10:58 e Anonimo 11:14, eu já sei como é, é preso por ter e preso por não ter. Se o Mateus fosse para uma escola pública, iam dizer que estava a roubar lugar a quem precisa, e que só conseguiu por cunhas, balblabla. Se efectivamente vai para uma escola privada, pronto, já é porque querem que ele se misture com sei lá quem. Que rídiculo. Que pequenez.

      Cada um faz o que quer, e como se vê, não é por andar na pública ou na privada que se fica com melhor caracter. Vocês são preconceituosos, contra os "betos". Na verdade são mas é invejosos, só não sabemos do quê. Ridículos.

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    9. Anónimo 31 agosto,2016 11:47, logo 2 no seu bairro? Sua sortuda, hã? Pena não querer divulgá-los. Ok, já se percebeu que nem 1.

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    10. Anónimo31 agosto, 2016 13:47, vá à carta social, aprenda a usar a internet e logo falamos. Até parece que a informação não está disponível para todos! Simplesmente, algumas pessoas são mais predispostas a procurar, outras é logo a queixarem-se de que não há opções.

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    11. Acho um piadão a estes debates sobre público e privado. Na zona onde vivo não há privadas num raio de 50km, betos e não-betos andam na pública.

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    12. A minha filha anda numa escola pública e usam farda! :P

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    13. Esquemas nas escolas públicas? Mas não são todas óptimas?!

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    14. Dor de cotovelo é lixada lol

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    15. SN, são, os paizinhos é que não são e declaram viver em moradas onde não vivem para poder pôr os filhos nas escolas X ou Y, capice? Isso não tem nada a ver com a qualidade das escolas, tem a ver com os critérios de admissão nas mesmas e a impossibilidade de fiscalizar um número tão grande de candidatos.

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    16. O meu filho anda no privado e espantem-se...há lá "meninos pretos e ciganos"...pasmem...os pais devem "ter condições financeiras", porque é suposto não as terem!!

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  2. Tive farta até ao 9º ano e adorei. Não tinha de pensar, e o meu armário só servia para os fins de semana. Depois, para mostrar kits aos amigos era nas visitas de estudo e em festas. Bem melhor.

    Há quem diga que também é bom, porque todas as crianças se vêm de igual e não andam a gozar uns com os outros por outfits. Eu não concordo muito, porque essas "brincadeiras" acontecem na mesma, nem que seja pelos oculos, brincos, sapatos, etc

    Mas vais ver como é cómodo :)

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  3. Claro, já imaginou o que era piolhos naqueles caracóis dourados perfeitos? Ao menos ao pô-lo no privado tenho a certeza que não terá disso, toda a gente sabe que os piolhos só se dão bem em ambientes sócio-económicos menos privilegiados.

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    1. A Pipoca explicou em tempos que optaram por um colégio privado por questões de proximidade. Mas mesmo que quisesse um colégio queque ou bolo de arroz, o que tem as pessoas a ver com isso?? Afff, gente chata!

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    2. lllooolll muito bom!! Meti a minha num privado pelo mesmo motivo.. piolhos naqueles caracóis lindos (mas morenos)... Dei-me mal... chegou a apanhar piolhos 3 vezes no mesmo mês... além de ter pretos e ciganos na escola, ainda tinha aspies e autistas na turma.. Já não se fazem privados como antigamente!! lol

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    3. Consta que nos colégios até há mais piolhos que na pública, daí até já existir a "Clinica do Piolho" :D

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    4. AHAHAHHAHAHAHA já ganhou!

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    5. Sónia,
      espero que nunca tenha um filho aspie ou autista. Francamente, que comentário tão feio

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    6. Olá Ana,
      Bem sei que respondeu com sarcasmo, e cada qual face às diversas contingências da vida opta(ou é forçado a...) por colocar os filhos no privado ou no público, mas se pensa que colocar um filho num colégio privado o torna imune aos "indesejáveis bichinhos", está completamenre enganada!
      Mais, os meus filhos nunca os apanharam, ambos frequentaram colégios privados desde o jardim de infância, e todos os anos havia quem trouxesse os bichinhos...segundo opinião de especialistas, não se deve a falta de higiene, embora todos pensemos que sim....talvez alguém dos comentadores deste blogue que entenda do assunto possa dar uma explicação!?

      MDM

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    7. Será que não perceberam que a Ana está a ser sarcástica? Tantos anos a vir ao blogue e ainda não percebem que é o registo que mais gosta e a identifica? Caramba, até está na descrição do blogue!

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    8. Sei que está a ser ironica quanto aos piolhos só querem cabeça socialmente desfavorecidas.
      Percebo a ironia e dou o exemplo do contrário. No Colégio luso francês,no Porto,um muito chique, é cada infestação de piolhos. Piolho não escolhe cabeça. Hoje,docente, levo com cada camada deles que os "meus"agarram-se a mim e eu não lhes nego mimos. Ganho muito. Até os ditos.

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    9. O comentário da Sónia foi mesmo a partir a louça toda. É que mesmo que tenha sido com intenção de ser sarcástico correu-lhe mesmo mal. Bela oportunidade perdeu para estar calada.

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    10. Anónimo das 11h31 há o novo na graça no convento do desagravo. E na educação pré-escolar nem tudo se resume a colégios e públicos,há as IPSS que prestam um notável serviço na educação.ver em carta social da segurança social.

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    11. O meu filho andou no privado e fartou-se de apanhar piolhos...acho que infelizmente eles sao alheios a tudo isso!!!

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    12. Tenho 22 anos. Andei numa privada dos 3 aos 10 porque os meus pais não me podiam ir buscar tão cedo (as aulas terminavam as 16h30 e eu chegava a sair de lá às 20h). Apanhei piolhos como o resto dos miúdos que conheci, mas esses não me furaram o cérebro como o têm certas pessoas que aqui escrevem comentários...

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    13. Está última anónimo e que falou bem. E que os "sócio económico privilegiados" mais das vezes não tem tempo para os filhos e por isso que remédio senão por num privado para os substituir a criar os filhos. O meu filho anda num público por opção. Tenho horários flexíveis e posso passar dias com ele. No parque todas as criancinhas xom as empregadas e o meu filho com a mãe. Trata-se da educação e opções.

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    14. Os meus filhos andaram no privado no pré-escolar e admirem-se, havia piolhos nas escola dos "ricos".
      Agora estão na escola pública e estão com as cabeças limpinhas. (Pura sorte pois o raio dos bichinhos adoram cabeças quentinhas...)

      Paula

      Vida de Mulher aos 40

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  4. Prós: Com as fardas acabam se as birras com as várias vestimentas. É tudo igual e pronto. Eu aplaudo!

    Contras: As fardas no fundo pretendem elitizar os miúdos ou pelo menos diferenciá-los dos restantes ( escolas públicas ). Tipo: "nós aqui usamos farda porque somos supébem e queques. "

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    1. Há países - tipo o Brasil - onde as escolas públicas têm farda. Acho que devia ser assim em todo o lado.

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    2. Em Espanha algumas têm.

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    3. Eu não sou a favor de escolas privadas, aliás para mim é um ensino mas "fácil" e menos trabalhoso em termos de aprendizagens, o que futuramente numa vida mais adulta poderá não ser bom. Andei sempre em escolas públicas desde a pré-primária até à faculdade. Mas numa coisa tenho que concordar. As fardas servem para igualizar os miúdos em termos "sócio-económicos", visto que há muito bullying nas escolas através das eternas "marcas". Portanto as fardas deveriam existir em todas as escolas.

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    4. Anónimo31 agosto, 2016 11:05, de facto, as fardas podem ter a vantagem de acabar com a diferenciação entre pessoas e de não haver birras quanto ao que vestir e, mais importante, não se gozar com o colega X porque não tem uns ténis de marca ou assim. No entanto, essas crianças vão ser adultos e vão chegar a uma fase da vida (nem que seja aos 18 anos com a Universidade, mas se calhar até já antes no Secundário) em que vão andar vestidos cada um de sua forma e essa diferenciação vai surgir. No mundo adulto continuamos a ter necessidade de todos os dias escolher uma roupa para vestir e a existir a pressão de ter esta ou aquela marca, ou de se dizer mal deste ou daquele porque se vestiu de determinada maneira. Não será melhor as crianças habituarem-se a isso desde pequenas, perceberem que essa forma de agir é uma estupidez e que não devem ligar à mesma e, assim, encarar essas situações como normais quando forem adultas? Eu acho melhor essas questões surgirem em crianças, que aos 18 anos terem um reality check e aperceberem-se que o mundo não era a bolha em que viviam no colégio!

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    5. Em Inglaterra também é assim. TODOS os miúdos, até ao 12 ano, usam farda na escola. E eu acho super bem. Que alivio não ter que escolher roupa todos os dias e não haver birras porque se quer levar aquele vestido de purpurinas!

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    6. Completamente a favor das fardas

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    7. No Reino Unido as escolas públicas têm farda.

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    8. Quem é, é ;)

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    9. A farda dá um jeitão: não há que escolher roupa de manhã e a nossa roupa gasta-se menos, logo compra-se menos e ainda se poupa. E se a farda for "boa" dura que se farta.

      E evita "desfiles" de moda em crianças que às vezes são um excesso.

      Num modelito mais relax, ha a hipotese calças de ganga e uma t'shirt da escola.

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    10. Anónimo das 11:18, não diga que o ensino privado é mais fácil porque eu andei numa escola pública até ao 8º ano. Depois mudei para uma privada por questões de proximidade e notei que eram muito mais exigentes que na pública. Não se pode meter tudo no mesmo saco

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    11. Anónimo31 agosto, 2016 12:06, eu não disse que era mais fácil! Disse que, em relação a certos aspectos (e este das fardas é um deles) mantém os miudos numa bolha que não corresponde ao mundo real, mundo esse que eles vão acabar por enfrentar e que existe para os adultos.

      Ass: Anónimo das 11:18.

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    12. É verdade o que a Pipoca disse! Aqui no Brasil praticamente todas as escolas públicas obrigam o uso de farda. E está claro que o motivo não é para "elitizar" ninguém LOL

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    13. Por acaso eu acho que as fardas tem exactamente o propósito contrário. Andando todos vestidos de igual não há diferenciação entre eles dentro da escola. Todos vestem igual sejam de classe alta, média ou baixa e é uma pena que não adoptem essa medida nas escolas públicas como já acontece em Inglaterra, Brasil, Costa Rica, entre outros paises.

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    14. Isto de associarem as fardas ao privado e aos betos é completamente idiota...Em cabo verde todas as crianças usam farda que por sinal é bem cara para um pais que tem muiiitass dificuldades...e que mal tem para comer...

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    15. Anónimo das 11:18, de facto é o que muitos pensam. Andei nas duas e sei bem que não é assim. Muitas pessoas pensam que uma privada é mais fácil e esquecem se tb, que é mais fácil estes chumbarem os alunos, para continuarem a pagar mais mensalidade ou para pagarem os exames extra para fazerem.

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    16. Sim Pipoca mas as fardas no Brasil é mais tipo uma t-shirt que pedem aos pais que combinem com umas calças de ganga. Acho que não é bem comparável.
      Nisto das fardas, como diz o ditado: "o hábito não faz o monge", ou seja, os miúdos até podem andar com uma farda super elitista e mimimimi, mas se em casa tiverem uma boa formação e educação, saberão que uma farda de um colégio com nome de um príncipe ou princesa só dá estatuto a quem valoriza essas coisas. Depois podem trocar a farda do colégio pela farda do Continente.

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    17. Porque é que quem nunca andou em escolas privadas tece sempre comentários sobre o estilo de ensino etc e tal das escolas privadas?

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    18. O meu neto anda numa escola pública na Inglaterra e usam farda, é um descanso para os pais, são baratas pois até os supermercados as têm, e não há aquela competição entre eles da roupa que usam. Acho muito bem, e aqui as escolas públicas todas deviam ser assim, mas os "inteligentes" que mandam no nosso País ainda não viram isso.

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    19. Há escolas que usam as fardas/bibes para minimizar as diferenças e onde se paga consoante os rendimentos.
      O tipo de educação que cada pai dá/paga só a si diz respeito. Privado, público...É um direito que os pais têm, de poder escolher o que consideram melhor para os seus filhos.
      Susana A.

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    20. Sobre os contras, por acaso até tenho a leitura oposta: ao vestirem todos de igual, nivelam-se os miúdos, acabam com a liberdade deles se expressarem através da sua imagem (um bocadinho, porque há sempre quem arregace as saias, quem ande desfraldado, com o cós descaído, etc eles encontram maneira de se "personalizar", seja com acessórios ou estilo) e isso até pode nem ser bom para a auto-estima.

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    21. Moro no Brasil ha 2 anos. Em Portugal os meus 3 filhos estudavam numa escola publica, era uma guerra quase todas as manhas...Aqui quer colégios, quer escolas publicas usam uniformes e eu adoro...Nao e uma t;shirt com umas jeans...são agasalhos, calças, short, saia, bermudas camiseta ou sweats. Existe uniforme de verão e de Inverno. Quem não tem renda para comprar, as prefeituras oferecem, no caso das escola publicas...eu acho óptimo...acabaram as birras pela manha, e a roupa deles alem de durar bem mais tempo acaba por ser necessário comprar muito menos.

      Peço desculpa pela falta de acentos mas este teclado esta doido de todo...

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    22. Moro no Brasil ha 2 anos. Em Portugal os meus 3 filhos estudavam numa escola publica, era uma guerra quase todas as manhas...Aqui quer colégios, quer escolas publicas usam uniformes e eu adoro...Nao e uma t;shirt com umas jeans...são agasalhos, calças, short, saia, bermudas camiseta ou sweats. Existe uniforme de verão e de Inverno. Quem não tem renda para comprar, as prefeituras oferecem, no caso das escola publicas...eu acho óptimo...acabaram as birras pela manha, e a roupa deles alem de durar bem mais tempo acaba por ser necessário comprar muito menos.

      Peço desculpa pela falta de acentos mas este teclado esta doido de todo...

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    23. Olha eu sou Caboverdiana e estudei lá até o 12º ano e sempre usei farda, a que nós chamamos lá de uniforme. Lá em Cabo Verde toda e qualquer escola, seja ela pública ou privada tem o sistema de uso de fardas escolares. A única coisa que diferencia uma escola da outra é mesmo a cor das fardas, de resto é quase tudo o mesmo estilo, rapazes calças e camisa e meninas saia e blusa. As vezes há aqueles que queriam diferenciar um pouco do resto e acabavam por fazer uma farda mais a medida ou meninas que acabavam fazendo uma calça de farda da última moda por exemplo, mas nada a maioria sempre vestia da mesma forma.

      Eu sempre adorei usar farda, sem contar que os pais poupavam muito nas roupas.E sou super a favor de uso de fardas, porque tal como muitos já disseram ajuda a uniformizar o vestuário de todos, não há diferenciação de classe rica o pobres.

      Lembro-me de ter tido umas professoras de português que eram portuguesas e tinham ido trabalhar em Cabo Verde e elas muitas vezes comentavam o facto das escolas públicas em Cabo Verde terem o sistema de fardas e elogiavam isso.

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    24. Na escola publica há mais distinção entre os alunos que "podem" comprar marcas e os que não podem.
      Com as fardas nivelam-se os alunos e as diferenças (que existem) não se notam.

      Vida de Mulher aos 40

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  5. E a publicidade assinalada? É só quando apetece?

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    1. É só quando é efectivamente publicidade.

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    2. Sim porque a Catarina Beato falou do mesmo mas foi tudo coincidência.

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    3. Publicidade a quê exactamente? Ao ECI que vende fardas, que por sua vez são específicas de colégios que nem estão referidos no texto?
      E ir tratar dessa paranóia? É só quando apetece?

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    4. Anónimo das 11:40, quando fui inscrever o Mateus na escola deram-me um papel com o que era necessário comprar. Relativamente à farda, só se vende no El Corte Inglés (pelo menos foi essa a indicação dada pelo colégio) e há uma peça qualquer (penso que o pólo de manga comprida) que se vende no Fardinhas. A farda não se vende na própria da escola, não se vende no Jumbo, não se vende em mais lado nenhum, só no ECI, o que é que quer que lhe faça? Provavelmente a Catarina também foi lá comprar a farda dos filhos (não li o post) porque o El Corte Inglés vende, em exclusivo, as fardas de dezenas de colégios. Quer que lhe envie as facturas para comprovar que paguei a farda do puto? Vai ter um dia mais descansado? Que mania da perseguição...

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    5. Que gente tão tró-ló-ló!!! Estive no Quénia e os putos usavam todos fardas nas escolas públicas ou privadas!

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    6. Até o meu filho que frequenta uma escola no interior do país tem farda do El Corte Inglés. E muitos países usam fardas nas escolas públicas!

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    7. AGM,
      Comprei as primeiras fardas no ECI, mas era raro o dia em que não desaparecia, um pólo, uma t'shirt, um casaco de desporto e até um (só um) mocassin. Não sei como são os outros putos, mas os meus são assim, uns perdulários...Até ao dia em que descobri que o colégio tem um banco de fardas, que vai aceitando a permuta dos artigos de uns anos para os outros e a venda de peças de vestuário a preços simpáticos que revertem para as actividades dos pequenos!

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  6. Um bibe não é bem uma farda......

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    1. É, se não for um bibe à escolha dos Pais mas sim na linha de roupa da escola. E haja bom senso! Nestas idades o bibe é o melhor do mundo associado a fatos-de-treino.

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    2. Yap...tenho uma amiga com uma filha de 1 ano que vai de farda para o colégio e é uma saia às pregas, uma camisa e um casaco de malha. Super apropriado à idade lol.

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  7. Os meus miúdos usam uniforme e eu adoro, pois acabam-se as birras com a escolha da roupa durante a semana e a poupança é bem significativa, pois acabamos por necessitar de comprar muito menos roupa, visto que eles só a usam ao fim de semana.
    Uma coisa gira no colégio dos meus filhos é que nos períodos não letivos eles podem ir sem farda, o que é bom para "desenjoar" :)

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  8. Ai o caraças... se pusesse o miúdo no ensino público, era porque preferia gastar um dinheirão em sapatos novos, a colocar a criança num colégio privado. Assim é porque quer que ele seja um betinho educado longe dos selvagens.. haja paciência...
    Pipoca, se tem condições para isso, acho muito bem, que o ponha a frequentar o colégio privado.

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    1. Mas esse é que é o problema, essa mentalidade de que quem "tem condições" deve pôr os filhos no privado, porque se assume que isso é de alguma forma melhor e mais vantajoso para a criança que uma escola pública. Olhe, eu "tenho condições" e o meu filho anda no público (e não foi para poder comprar sapatos novos, é mesmo porque acredito que lhe estou a proporcionar o melhor ensino e experiência de vida possíveis e a fazer uso dos impostos que sempre paguei).

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    2. Também há muito boa gente que não sabe bem como funcionam as escolas públicas.

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    3. Ya.. Eu também fui de férias para o Algarve, porque é uma experiência de vida muito mais gira, do que ir para o Bali, as Maldivas, ou assim... lol

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    4. Anónimo31 agosto, 2016 16:20 eu sei, uma vez que andei nelas a vida toda, o meu marido também, a minha mãe foi professora no ensino público e o meu filho anda agora numa escola pública.

      Anónimo31 agosto, 2016 16:43 se acha que comparar o ensino público vs. o privado se pode resumir a essa comparação ridícula que fez, ainda bem para si.

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  9. Em Inglaterra todas as escolas públicas tâm farda.

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    1. Acho muito bem. Devia ser assim em todas as escolas.

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    2. Acho bem, e aqui em PT deviam usar os mesmos procedimentos, deviam aprender o que de bom se faz lá fora e aproveitar essas experiências também, mas quem manda não quer, não entende ou sei lá o quê,pois os bons exemplos deviam ser copiados. Nisto e em muitas outras coisas positivas.

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  10. Eu concordo com as fardas: dá um sentimento de pertença, é prático e os alunos não são julgados pelo que vestem. No colégio da minha filha apenas usam farda para a ginástica e visitas de estudo, mas não me importava que usassem os os dias.

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  11. Sou completamente a favor das fardas. Para os pais representam a tranquilidade da manhã sem perdas de tempo a escolher o outfit da criança e garanto que se poupa consideravelmente em roupa. Apenas é necessário ter alguma roupa para o fim de semana, nada mais. Não se trata de ser queque ou elitista. O meu filho anda na publica e sim aí as marcas marcam pontos, a minha filha anda no privado e não há espaço para marcas caras, é tudo igual.
    Brasil, México, etc têm fardas nas escolas publicas.
    Pipoca, cuidado com os piolhos, as crianças do privado também os apanham...falo por experiência própria.

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  12. Eu sou completamente a favor das fardas, seja nos colégios ou nas escolas públicas, exatamente pelo que já foi dito: não haver diferenças (os miúdos betos wannabes não criticarem e olharem de lado os outros só porque não vestem roupa de marca - já me aconteceu no secundário). Aliás, vou mais além, eu que trabalho num organismo público acho que a farda deveria ser obrigatória (era fixe deixar de ver as madames a competir por causa da roupa e quem compra mais caro).

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    1. eh pá, mas isso é a vida! o viver está cheio de momentos idiotas derivado de comportamentos idiotas de pessoas idiotas... não podemos impedir estas coisas de acontecer "legislando" sobre elas e tornando-nos todos nuns robots. já agora, que voltem os macacacões do Mao-Tse-Tung! ahah não se chateiem com essas pessoas fúteis e vistam o que quiserem

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    2. Deixem os funcionários públicos vestirem o que quiserem. Era o que faltava deixar de ténis por causa da competição feminina.

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    3. Joana, tem sorte que a "deixem" usar ténis ;)

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    4. Trabalho na Noruega e também usamos farda na farmácia ;)

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    5. Anon.(11.39h), realmente...é imperativo para o país, legislar sobre a obrigação de "fardamento" em TODA a administração pública, já agora na Central e na autárquica!?! É uma questão de prioridade máxima!
      Cada qual veste o que quer, entra em picardias fúteis de galinhas se assim o entender, bem como, é livre de decidir que os filhos frequentem o ensino público ou privado seja porque motivo for(status, inexistência de rede pública, porque são os avós a "bancar", ou qualquer outro válido)!
      Depois, "Bue fixe" é cada um pertencer à "tribo" que entender e ser feliz, seja ela a dos betos/queques, swegues, rastas, dreds(erros ortográficos, mas não importa)
      A igualdade é, foi, e sempre será pura UTOPIA!

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    6. Pois eu frequentei um colégio no pós 25 de Abril e a minha turma foi a primeira turma mista do colégio e foi o primeiro ano em que foi abolido o uso da farda!...De resto, só posso dizer bem e agradecer a todos os que empenhadamente me ensinaram durante aqueles anos. Não interessa se frequentam o público ou o privado, mas a relação que as crianças estabelecem com os professores e colegas é determinante para permanecerem num estabelecimento de ensino e infelizmente há muitos casos de insucesso.

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  13. o el corte deve estar a pinha, com a quantidade de gente que o tem frequentado lá

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  14. Aos defensores das Escolas Públicas tenho a dizer o seguinte: tenho 41 anos e também andei no Ensino público e era bom na altura MAS atualmente já não é a mesma coisa: existem graves problemas a começar pela constante substituição dos professores , dos funcionários operacionais da escola, dos materiais utilizados, das fracas condições das salas de aula onde muitas vezes chove de Inverno e não há aquecimentos, os alunos por muito que me custe dizê lo mas são diferentes: andam em bando na marginalidade etc etc. Claro que os colégios poderão ter outros problemas até disciplinares também, mas pelo menos ao nível de condições e apoio escolar ACTUALMENTE são bem melhores, quem puder opte pelo Privado.

    Declaração de interesses: Sempre estudei em liceus estatais MAS na altura as escolas públicas eram sinónimo de qualidade, hoje em dia já não é bem assim....

    Catarina

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    1. Acho que esse seu comentário denota uma tendência que temos que é a de achar que as gerações posteriores à nossa degeneraram e que tudo é pior. Tenho 30 anos e quando era pequena também via os adultos a dizerem "no meu tempo não era assim!". Entretanto uma pessoa cresce, distancia-se do que é ser criança/adolescente, perde o contacto com esse ambiente de escolas, miudos, etc e quando sabe de alguns episódios acha que mudou tudo para pior. Não é assim! No meu tempo também existiam todos os problemas que relata. Acredito que alguns se possam ter agravado pelos cortes que a educação sofreu e pelo impacto que a tecnologia teve na geração mais nova, mas, "grosso modo", as coisas estão na mesma.

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    2. Em parte tenho de concordar com a Catarina, tendo eu também frequentado escolas públicas todas a minha vida. Mas não acho que os colégios privados sejam agora melhores que os públicos, apenas notamos mais a diferença porque também existem em maior número e programas como os contratos de associação permitiram a um maior número de pessoas colocar os filhos nessas escolas e fazer comparações.

      E é importante lembrar que ao comparar público e privado existem imensas variáveis a ter em conta!

      A verdade é que a vida dos professores do público tem vindo a ser muitíssimo dificultada, resultando também em muitos profissionais sem motivação e interesse pelo que fazem. Além disso, o "patrão" está sempre ausente (a figura mítica do Estado) e enquanto não houver avaliação de desempenho à séria (e porra que nunca mais se chega a um consenso sobre o melhor formato), o ensino público será sempre criticado. Durante muitos anos, os professores do público foram uma classe priveligiada e a perda desses benefícios e a instabilidade que experienciam todos os anos reflete-se obviamente no seu desempenho.

      A maioria dos privados têm vindo também a fazer um bom trabalho, como se vê pelos rankings, e não, não é só favorecimento. Sobretudo porque toda a sociedade está atenta a isso e os exames nacionais são IGUAIS para todos. Então os privados saem-se melhor por graça divina?? Não, a exigência aos professores é brutal!! A exigência dos pais sobre os colégios é brutal, precisamente porque entendem que estão a pagar! (infelizmente no público muitos pais estão-se a marimbar e esse ensino quem o paga somos todos nós, pelo que devíamos ser ainda mais exigentes).

      O meu marido é professor num colégio privado, já o foi no público e sente-se muito pressionado para pressionar os miúdos a terem bons resultados. E eventuais favorecimentos nas notas internas que não se reflitam nos exames nacionais não passam impunes precisamente porque os colégios não querem ter esta imagem. Comportamento desviantes dos alunos são punidos de forma exemplar e são promovidas todo um conjunto de atividades - que não são necessariamente pagas - para os miúdos socializarem melhor, terem melhor comportamento cívico, etc. Isto aliado a mais segurança, melhores instalações, etc etc, pesa na decisão dos pais, claro está!

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    3. Sofia, isso que diz está certo, mas esquece-se de uma coisa: a população que frequenta uns e outros estabelecimentos. A escola pública é universal e, com isso, aceita todas as pessoas: bons e maus alunos, pessoas com bom e mau ambiente em casa, alunos interessados e não interessados, pobres e ricos, etc. As turmas são muito heterogéneas e os professores trabalham com realidades muito distintas, alunos com níveis de desenvolvimento muito díspares, alunos provenientes de famílias problemáticas e que trazem esses problemas para a escola, etc. O colégio privado é mais homogéneo. Os seus alunos vêm de agregados familiares com mais posses, o que significa normalmente mais estabilidade laboral e financeira dos pais, qualificações académicas mais elevadas dos pais (que está provado por diversos estudos que é factor impactante dos bons resultados escolares dos filhos), acesso desde pequenos a certos estímulos (atenção dos pais, actividades extra-curriculares, viagens, idas a museus, etc), acesso a materiais e tecnologias mais avançadas, etc. Ou seja, é logo à partida um "público" mais fácil de se trabalhar e de produzir ali bons resultados. Para além de que também têm um menor número de alunos que numa escola, logo, é mais fácil trabalhá-los.

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    4. A Sofia fala das notas dos exames nacionais, mas nesses estudos também vem a prestação dos alunos no contexto universitário (público) e aqueles que vieram da escola pública têm melhores resultados no ensino superior que aqueles que vieram do privado.

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    5. Catarina, a minha escola pública tem todos esses problemas e mais algum ( de organização maioritariamente) mas não é por isso que os meninos dos colégios privados deixam de ir para lá oois não conseguem ter o nível de ensino que existe naquela escola.

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    6. Anónimo das 14:24, aquilo que diz é muito importante, e se calhar até é a principal razão para a perda de "popularidade" das escolas públicas. E só temos a lamentar que ainda não se tenham criado melhores condições nestas escolas para facilitar o trabalho desses professores. Tanto dinheiro gasto em obras milionárias que poucos beneficiaram, de que tanto ouvimos falar nas notícias, quando talvez teria sido mais útil se gasto em recursos para os alunos.

      E por todas estas razões é que não percebo porque se inflamam tanto os que criticam o ensino privado. É uma questão de escolha, das pessoas decidirem se querem correr esse "risco" ou não. Porque nem tudo é mau na escola pública e essas famílias tão criticadas do 'privado' continuam, via impostos, a contribuir para a escola pública sem dela usufruir.

      E em escolas com realidades muito díspares como descreveu, acredito que a família é o grande pilar dos alunos. Alguns pais com menos recursos financeiros ou habilitações académicas fazem um esforço muito grande para manter os filhos bem encaminhados na escola. Que foi precisamente o que aconteceu comigo e com alguns amigos, não tendo sido fácil crescer e aprender na escola onde andavamos, mas que me deu a motivação necessária para querer chegar mais longe. Para mim, muito dos problemas atuais estão ligados à falta de valores e moral das pessoas e de muitas famílias. A escola não é a única, nem a principal culpada. Mas estas já são questões muito complexas para discutir num post sobre fardas escolares :D e a Pipoca há-de pensar que somos todas umas tolas! Lol!!

      Também é verdade o que o anónimo das 14:28 diz mas (tb pela profissão que tenho) acredito que os números não podem ser analisados de forma individualizada. Há todo um conjunto de fatores que influenciam estes números e para mim, alguns estão relacionados precisamente com aquilo que referi acima. Teria de me informar melhor porque posso estar errada mas talvez o número de alunos do público a prosseguir estudos a nível superior seja bastante menor. Da minha turma do 9º ano nem metade dos alunos quis ir para o secundário (que à época não era obrigatório); no secundário, da minha turma nem metade quis ir para a Universidade. Eu fui, e tive de ir trabalhar para pagar todas as despesas que isso me acarretou e porque não podia dar-me ao 'luxo' de só estudar (bolsas de estudo não tive direito) e pode crer que nunca estive abaixo dos 3 melhores alunos da turma. O meu caso, sendo um caso, não pode ser generalizado, mas acredito profundamente que o percurso de vida de cada um dita a nossa motivação.

      Se tivesse de escolher hoje e tendo possibilidade, colocaria um filho meu num colégio privado. Como lhe transmitirei estes valores que os meus pais me deram e que acredito que fazem de mim uma pessoa melhor, aí sim, talvez seja esse o meu grande desafio.

      Desculpa Pipoca, o rumo que as conversas sobre as fardas levam :)

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    7. Anónimo das 14:28 : O ensino superior público é pago. Isso faz com que os alunos sejam muito mais pressionados pelos pais a ter boas notas, ao contrário dos alunos do privado, onde essa pressão não é nada de novo. Falo por mim, que sempre fui uma aluna mediana e sem grandes pressões. Mas quando fui para a faculdade fui super pressionada pelos meus pais para ter boas notas, porque a despesa de uma filha a estudar noutra cidade era altissima e nãp me podia dar ao luxo de deixar cadeiras para trás. Os meninos do privado não sentem metade disso, porque tudo aquilo lhes é garantido pelos papás.

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  15. Os meus filhos usam farda e a melhor parte é mesmo não haver questões matinais sobre se podem ou não levar a roupa mais estranha que consigas imaginar e que lhes apetece sempre levar! Não há discussões! E eles já sabem que nos dias de ginástica é uma roupa, nos dias de saída é outra, nos dias sem actividades é outra... Tudo simples! E sem dramas!

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  16. Andei sempre em ensino público (anos 60) e era obrigatório umas batas brancas pregueadas, (até eram giras) ;) e se alguém esquecesse, ou levava falta de material na melhor das hipóteses, ou levava falta e não entrava mesmo nas aulas. Claro que estou a falar antes do 25 de Abril, os meus filhos andaram sempre em público também, (anos 80) nunca usaram fardas. Pessoalmente sou a favor das fardas. Sejam em públicas como privados.

    Nota: Não é só agora que as crianças gostam de mostrar as roupas (marcas, bonecos etc) já no meu tempo eu ficava triste quando levava roupa nova e não podia mostrar às colegas, ficava escondida com a bata. Hoje falam de bullying , podem crer que sempre ouve...

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    1. Entrei para o 1° ano em 1993, para uma escola primária pública com uma professora desse tempo e durante os 4 anos de escola tive bata branca. De segunda à quinta era bata e na sexta fato de treino para a educação física.
      Era a única turma da escola que tinha bata e nunca nos sentimos diferentes por isso. Aliás, estávamos nas tintas.

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    2. O Mateus com os seus lindos caracóis vai ficar lindobeijinho para ele

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  17. Oh Pipoca, mas se a farda consistir num bibe, como está a dizer, vai ter que vestir a t-shirt da Patrulha Pata e as calças de fato de treino da Primark à mesma, pois não me parece bem o miúdo a passar frio no Inverno!
    Maria

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  18. Tenho de comentar a indissimulada inveja d algumas pessoas que ainda por cima são ignorantes! Há colégios privados que por acaso até têm contratos de associação e por essa razão paga-se muito pouco. Eu também tive os meus filhos em colégios que hoje estão na escola pública. Diferenças: depende de tudo, nomeadamente professores e projetos educativos. É uma questão de escolha e depois de sorte. Quanto às fardas eu própria sempre quis uma desde miúda porque lia livros como "colégio das quatro torres". Também sei por experiência que as discussões matinais sobre o que vestir não existem quando há farda e depois quando deixam de ter de usar é uma tortura porque querem vestir o melhor que têm e convenhamos, os miúdos vão estragar a roupa num ápice!
    Boa sorte para o Mateus na nova aventura.

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    1. Porque é que as pessoas assumem que é uma ambição de qualquer pai ter os filhos no privado e, se criticam os colégios, é porque têm inveja de não os "poderem" lá pôr? Eu podia e posso e optei, com o meu marido, em ter os nossos filhos na escola pública. E defendo a escola pública e o fim desses contratos de associação quando haja escola pública na zona.

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    2. Escolas públicas no ensino pré-escolar em Lisboa e com vagas? Duvido um pouco que abundem. É esse o nível de ensino que está em causa, já que do Mateus se trata, certo?
      E as pessoas não assumem nada a não ser que haja indícios para assumir.

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    3. E que indícios tem então a Clube de Artes para assumir que há aqui uma "indissimulada inveja", como afirmou? É que há sempre esta tendência em todos os blogs, as pessoas olharem para uma opinião diferente da sua ou uma crítica como sendo inveja.

      Acho que aqui se está a comentar o público vs. privado de qualquer idade, como se vê pelos comentários, em que as pessoas dão exemplos de crianças de várias idades, ou da sua própria experiência.

      Eu tenho os meus dois filhos num jardim de infância público (que fica no mesmo edifício que uma escola de 1.º e 2.º ciclos), a 150m da porta de minha casa, em Lisboa e não tive dificuldade em matriculá-los lá. Fica numa zona que mistura "casas boas", "casas normais" e duas "urbanizações sociais", por isso, o estabelecimento em causa tem uma população discente muito eclética. No entanto, reparo que muita gente das ditas "casas boas" desdenha do sítio por ser frequentado por meninos das "urbanizações sociais" e não põe os filhos ali, prefere pô-los em colégios mais longe e ter de os levar de carro todos os dias, preterindo a escola que têm à porta de casa (e eu bem os vejo a entrar com as ditas fardas nos carros para irem embora, ou a chegar). Daí esta não ter problema de vagas. Mas garanto-lhe que tem uma associação de pais e professores super activa, imensas actividades e bom ambiente, bons horários (possibilidade de complemento de horário com tempos livres de manhã ou à tarde) e estou muito contente de ter os meus filhos lá. No entanto, como lhe digo, há imensa gente que conheço que por ser pública e por ter essas urbanizações sociais perto, põe logo de parte e diz mal.

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    4. Antes de mais deixe-me dizer-lhe que tanto eu como o meu marido somos professores na escola pública. E há muitos anos. Conheço bem o sistema e não tenho nada contra. Já dei aulas inclusivamente na Pontinha e na Apelação, logo a mistura de classes socioeconómicas estava bem presente. O que me faz confusão são os comentários de pessoas que logo à partida julgam os outros pelas suas escolhas. Cada qual põe os filhos onde entende que deve pôr.

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  19. As pessoas fazem um drama e metem-se de tal maneira na educação dos filhos dos outros que é um espanto.
    Eu então quando era pequena adorava ter ido para um colégio com farda. Sempre gostei disso e acho mesmo gira a ideia de ir para as aulas com saias em xadrez. Agora o Mateus com farda vai sentir-se um homenzinho :) Que tudo corra bem!

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  20. Sou completamente a favor das fardas e possa eu os meus filhos vão andar sempre em escolas privadas. Eu fiz todo o ensino no público mas as coisas hoje em dia estão muito diferentes. A minha mãe é professora e sei bem como está tudo fora de controlo: indisciplina, alterações curriculares, motivação dos professores... Se puder dar o melhor ensino possível aos meus filhos, é o que vão ter!
    Nos países asiáticos todas as crianças usam farda, é normalíssimo e é realmente o mais prático. No caso dos meu só usam bibe, mas mesmo assim poupa bastante a roupa, que não vem toda suja.

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  21. Privado vs Publico

    Eu tenho os 2 no publico.. por opção minha.. porque os euros para 2 num privado está fora de questão.. Se mais houvesse €€ certamente optaria pelo privado!
    Não acredito que o ensino seja mais "fácil", porque tenho um sobrinho que frequenta os Salesianos em Campo de Ourique e deu testes dele a um primo que frequenta o mesmo ano no público e o primo não conseguiu tirar mais que 7 de nota final quando no público estava com 12! Por isso é muito relativo!

    Quanto às fardas.. por mim era óptimo que existissem tb no publico.. acabava-se logo a cegada de ténis xpto.. e calças "yz"!!!

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    1. Se calhar ter os 2 no público não será bem uma opção sua...

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    2. Pensei o mesmo, no caso concreto da Liliana a "falta de €€€" condicionou totalmente a sua decisão/vontade, por isso não foi uma opção!(não é uma crítica, é pura constatação), a mesma e reitrada "condicionante" obriga a maioria dos encarregados de educação a colocarem os filhos no ensino público!(:

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    3. Corrijo "reiterada"(:

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  22. Moimenta da Beira!! Logo para a minha terra ! ahahah boa Pipoca :D

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  23. Já se estava mesmo a ver que se ia desenrolar toda uma conversa de é queque, não é, público é xunga não é... Enfim...
    Quanto à farda, usei alguns anos na minha escola quando tinha (depois deixou de ter) e achava horrível, claro. Hoje em dia acho que é muito prático para os pais... Não há lugar a discussão sobre o que vestir de manhã (mais no caso das meninas, talvez), são todos "iguais" na escola, e diminui toda uma quantidade de roupa a comprar (só é necessário ao fim de semana, claro está)!
    Bom regresso às aulas!

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  24. Trabalho com crianças e sempre que quero fazer atividades que envolvam pinturas tenho que lhes enfiar umas t shirts que estão guardadas no armário para que não sujem a sua roupa. As fardas são práticas e não precisam de ser queques para desempenharem esta função que para mim é a mais vantajosa.

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  25. Toda a vida andei na escola pública, fiz um curso superior e um doutoramento, mas isso não invalidou que na altura de escolher o que queria para o meu filho, optasse por um colégio. Não há grande paciência para o argumento "colégio é para criar betinhos" ou "só sabem gastar dinheiro quando a escola pública é tão boa". Novidade: a escola pública nem sempre é boa, aliás, nos tempos que correm, não se compara à escola pública que quem nasceu nos anos 70 frequentou. Crianças sem professor meses a fio, professores que são substituídos porque o colega que estava de baixa há 10 anos decidiu voltar, pouco rigor e principalmente nenhuma responsabilização caso alguma coisa corra mal. Há escolas públicas boas? Há, felizmente que sim, mas quem escolhe um colégio privado não tem de ser atacado por essa escolha. Eu prefiro gastar num bom colégio e prescindir de comprar roupa ou iphones e outras coisas do género. É uma escolha e a verdade é que é raro ouvir pessoas que têm filhos no privado atacarem as que os têm no público, simplesmente porque ninguém tem nada a ver com isso.
    Quanto ao uso de farda, eu acho que devia ser obrigatório, no público e no privado, pelo menos até ao 9º ano. Não é uma questão elitismo, é uma questão de fazer com que os miúdos sobressaiam não pelo que vestem (como sempre aconteceu) , mas pelas suas qualidades individuais.

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    1. Não podia concordar mais com este comentário! No que toca às fardas, bem que podiam ser obrigatórias desde sempre, fossem elas mais simples ou avant garde. Todos os dias passo junto a uma escola do 2º e 3º CEBs e não me considerando uma pessoa propriamente conservadora vejo vestimentas de bradar aos céus!! Miúdas praticamente despidas, excessivamente maquilhadas, com saltos altíssimos... miúdos de calças pelos joelhos, sapatilhas das marcas X, Y, Z.

      Além do que, no que toca à escolha entre público e privado, para além das vagas e dos esquemas das moradas, há outro fator importante a ter em conta se estivermos a falar de creches e infantários. Tenho amigos que tentaram colocar filhos no público ou IPSS e o valor a pagar era definido pelo seu escalão de rendimentos. Não sendo eles ricos, nem vivendo acima da média, o valor a pagar diferia em 50€ relativamente à mensalidade que pagariam num privado. Isto porque os pais que ganham 'mais' pagam mais para compensar os outros que pagam menos ou não pagam nada. Isso já dava toda uma outra discussão, mas olhando aos princípios do Estado Social que a maioria de nós continua a defender, vou continuar com o raciocínio. No entanto não acho que possamos criticar os pais que escolham o privado sem conhecer as suas razões. Somos todos livres de escolher, certo?

      Considerando as instalações (um com colchões no chão, aquecedores a gás, paredes com humidade), o comportamento dos funcionários, as refeições que estavam incluídas e o ambiente em geral, não é difícil perceber porque os meus amigos preferiram o privado. Quando as crianças são maiorzinhas, acho que se adaptam mais facilmente, mas tratando-se de bebés e crianças mais pequenas, eu não me vejo a fazer uma escolha muito diferente da deles. E isso não me faz menos defensora do ensino público. Há é muita coisa que precisa de ser corrigida, de mudar, e nenhum Governo o tem conseguido fazer.

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    2. Sofia, concordo com o ponto das mensalidades. Eu sempre achei que ia colocar os meus filhos no público(toda a vida andei no público, faculdade incluida). Quando fui ver as tabelas de preços da IPSS perto da minha casa e da dos meus Pais fiquei sem palavras!!!! Por mais 50 euros/mês coloquei no privado também na mesma zona. E eu sabia que tipo de serviços cada uma das instituições disponibilizava e nem tive dúvidas! Se tenho que pagar eu escolho o que quero! Quando chegou a altura de decidir para onde ir no 1º ciclo como o colégio tinha essa continuidade e estavamos todos satisfeitos seguiram lá. Enquanto houver disponibilidade financeira eu escolho o que acho melhor para os meus filhos.

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    3. Então vou acrescentar que como os meus impostos são retidos na fonte, além de ter que pagar mais que do que os outros, o meu filho também usava mais fraldas e gastava mais creme do que os meninos mais "carenciados" e enquanto eu ia levá-lo a pé à escola os pais carenciados apareciam de carrão, só para não mencionar marcas. Os meus filhos passaram a frequentar o privado, mas nunca foram ao Algarve, nem sequer a Badajoz comprar "caramelos"... Não são "condições", são opções. E quando sabemos o que queremos fazemos sacrifícios para criar condições que o permitam. É isso que o Estado Social não ensina, é isso que não se aprende no público, onde o que é teu é nosso e o que é nosso é para destruir.

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  26. Só cá vim dizer que estudei a vida toda na escola pública e sempre usei bata e farda. É também só se vendiam numa loja.

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  27. Olá Pipoca!
    Sim como eu entendo isso. A minha está num colégio privado e usa farda. Mas como é menina (acho que aos meninos não acontece), odeia farda. Odeia roupa azul escura (cor da farda).
    A sorte é que quando vem as férias, tem liberdade para escolher a roupa sozinha.
    Boa sorte para o Mateus na nova escolinha!

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  28. Países asiáticos, africanos...tudo usa farda. As escolas públicas é que deixaram de usar e as privadas decidiram manter, qual é o stress? E sim, facilita muito mais a vida aos pais, que é o que se pretende quando estão a pagar bem para ter o filho lá. E já disseram aqui e é verdade, se não há roupa para implicar vai haver sapatos, acessórios, telemóveis, mochilas...os miúdos são assim mesmo

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  29. Obrigada Ana, pelo post recheado do bom humor que já habituou os leitores. Deu para soltar uma boa gargalhada na esplanada onde vi beber um cafezinho para espairecer pelo facto de não ter sido colocada, uma vez que sou professora. Um bom ano letivo para o Mateus e que tudo corra pelo melhor.

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  30. Frequentei sempre o ensino público e até o 5 ano usei bata, escolhia a que quisesse na cor que quisesse.

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  31. Tanta coisa que vai para aqui!! É opção da Pipoca colocar o Mateus numa escola privada.Cada um faz o que acha melhor para os filhos e ninguém de nada a ver com isso. Desde que possam fazer isso, o que interessa.
    Eu sempre andei em escolas públicas mas se morasse num sitio em que a escola pública é problemática, porque há muitos locais onde isso acontece, eu optaria por colocá-lo numa privada. A vida é minha, o filho é meu!!! IRRA!!

    Bjs Pipoca ;)

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  32. Muitos parabéns Pipoca!!! Muitos parabéns por ter tantos comentários "iluminados" e vá... "brilhantes". Muitos parabéns pela PACIÊNCIA QUE É OBRIGADA A TER!!!!!!!!!!!!!!!!!! Continue com o bom trabalho <3

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  33. Frequentei um colégio privado na infância e mudei para o ensino público na primária tão simplesmente pela proximidade a casa. As razões pelas quais as pessoas tomam determinada decisão podem ser super banais e mesmo assim são friamente criticadas sem conhecimento de causa. Há muito paizinho com a criançada na escola pública que deixa de comer para comprar botas Timberland para os filhos, assisti eu, ninguém me contou. Preferia mil vezes ter frequentado um colégio com farda do que ter ouvido tantas vezes críticas parvas de adolescentes desmioladas sobre as minhas bermudas com meias às riscas. É que no público, relativamente a essa questão da roupa, tudo o que não se promove é a igualdade. Agora vivo no Reino Unido e os meus filhos usarão sempre farda, independentemente da mensalidade da escola. E não posso estar mais de acordo.

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  34. Os meus sobrinhos andaram num colégio dos 3 anos aos 10 anos e depois foram para uma publica. Na altura a minha cunhada, dizia que na zona onde vivia, a escola 1º ciclo tinha alguns ciganos. Agora o filho anda na preparatória e andam lá alguns ciganos. Como não há opção agora argumenta que não quer que o filho cresça numa redoma e que tb ela andou numa escola pública. Os argumentos mudam consoante as circunstâncias.Enfim!!!! Tenho tb um tio que é rico, tem a filha num colégio na Maia, caríssimo , tb diz que é muito pratico de manha, não há birras mas a filha que é já tem 9 anos já comenta que nos intervalos estão constantemente a comparar os seus bens com os dos outros! Os paizinhos vão para a frente da porta do colégio para meter conversa com outros com o objectivo de manter contactos para qq situação futura. Outras tem os filhos no colégio à custa do ordenado do paizinho ou dos avós mas é vê-las em frente aos colégios inchadas e não têm onde cair mortas. Eu seria incapaz de colocar o meu filho no colégio se não pudesse dividir ( igual valor) com o meu marido os encargos num privado ou gabar-me que o meu filho anda num colégio mas são os avós que pagam!!!

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    1. Tanta crítica a quem vive de aparências e parece ser a sua principal preocupação!
      Aliás a sua preocupação parece ser a dificuldade em distinguir quem é efectivamente rico...
      PS: Qual é ao certo o problema dos avós pagarem o colégio aos netos se assim a família o entender?

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    2. Este comentário do anónimo das 14:02 mostra muita coisa por ali mal resolvida...

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    3. Minha querida das 16:03, eu pago o colégio ao meu filho porque eu e o meu companheiro podemos, caso contrário não aceitaria também o dinheiro dos avós. São opiniões e quem pode não precisa da ajuda de ninguém. Simples, não acha? Se aceita é porque está a viver acima das possibilidades. Convém é que assumam perante os outros que se os filho/os andam no colégio é porque os avós patrocinam, não? Humildade é o que falta a muitas pessoas

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    4. Querida (!?)... eu não tenho sequer filhos!
      Mas continuo sem conseguir ver qual é o mal de os avós, em podendo e querendo, paguem o colégios aos netos.
      Parece-me, reforço, que o seu problema é a dificuldade com que fica em distinguir quem é que tem mesmo dinheiro entre os pais... são preocupações que me parecem fúteis e, honestamente, muito tristes!

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    5. Desculpe mas não me parece que alguém tenha de assumir o que quer que seja perante os outros, cada um faz o que bem entende com a sua vida. Não entendo a relevância para si de como os outros pais financiam o colégio dos filhos. Estou de acordo com a Diana, dá a entender que a sua preocupação principal é saber de onde vem o dinheiro dos outros, o que é simplesmente intromissão na vida alheia.

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    6. Lindo! Era l que mais faltava se os avós pagassem o colégio " assumir perante opostos?!" olhe faça o exércicio em frente ao espelho de reforço positivo pois está a precisar. Assumir perante os Outros? Nem da para acreditar.

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  35. Sempre andei em escolas públicas e nunca tive farda, mas confesso que sempre senti muita pena, pois sempre adorei fardas! Ao ponto de quando a minha mãe ameaçava o meu irmão de o mandar para um colégio interno eu propor sempre ir em vez dele porque, pelo menos nos filmes, nos colégios internos vestiam fardas :)

    Ainda não sei como será como os meu filhos, pois penso que a escolha de uma escola não se limita a pública ou privada, mas sim de muitas mais variáveis que cada família terá que decidir de acordo com as suas necessidades e opiniões.

    bj

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    1. Ahahahah, espetacular, aceitava o castigo na vez do irmão por causa da farda :))) Acredite que enquanto adulta gostava de usar farda ou então que houvesse um trajo oficial, tipo China comunista (antiga): não obrigatório, cada cidadão o poderia usar em liberdade de momento e de circunstância. É que dá -me dor de cabeça decidir o que vestir.

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  36. Tenho a minha filha num colégio privado, e tem farda.
    Tiveram o cuidado de fazer para as meninas saia/calção porque nem todas as meninas gostam de usar saia,e quase todas gostam de usar calções o que achei bem original.

    Muitas felicidades para esta etapa da vida do Mateus.

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  37. Olá Ana, por norma os colégios que optam pelo uso de fardas, não o fazem pelo outfit tão na moda, mas sim baseado num conceito, todo ele explicado no plano de formação. Tem escolas laicas, como o colégio alemão e liceu francês onde a farda não é aprovada porque não encaixa no projecto. Mas na mesma linha tem o St Julians que obriga à mesma. Seria talvez importante compreender a razão por que é utilizado fardamento na escolado seu filho. Essa informação deveria ser explicada aos pais, como parte do projecto educativo que escolheu.
    Patricia Lemos

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    1. Concordo. E acredita que, ao ter ido conhecer um colégio em que há farda (e lá me passaram para a mão o regulamento do fardamento), quando perguntei porquê e se não ia contra o projeto educativo da escola, me responderam surpreendidos e dizendo que os pais até gostam (como se vê pela maioria dos comentários)? Mas eu fiquei com a sensação de que gostam não só pela facilidade de vestir de manhã mas também um bocadinho pelo pseudo-status que confere

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  38. Tenho 2 no colégio e tenho a dizer que as fardas são a melhor coisa que existe... Não há cá trabalho a pensar no que vão vestir. É chapa 5 todos os dias. Completamente fã.

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  39. caso não saibam, os antigos doutores de coimbra (estudantes) andavam sempre trajados com traje académico, exatamente porque eram pobres. não tinham dinheiro para roupa e por isso vestiam sempre o traje. ou seja, traje não é sinónimo de riqueza. (ou é?!)
    eu pessoalmente não gosto e acho sinceramente que as crianças devem frequentar o ensino público. eu tb escolhi a escola para a minha filha que considero "melhor frequentada" em termos espaço físico, atividades, corpo docente, etc, mas sempre público. e posso pagar uma privada.

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  40. As fardas são boas para que não haja "descriminação", mas também se pode argumentar que lhes retira individualidade...

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  41. Não percebo o que é que estes comentários a dizer que no Brasil e no RU todos os miudos andam de farda acrescentam à discussão. O que se está a dizer é que em Portugal isso não acontece e é um aspecto exclusivo dos colégios privados. Logo, a análise que se faça de se é queque ou benéfico é adaptada à nossa realidade. É claro que aqui é um assunto que gera discussão porque não é um hábito comum. Nesses outros países será algo já enraízado.

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  42. Ahahahaha, o post está muito bom, aliás, como quase tudo o que leio neste blogue, mas os comentários são do melhor!!! É rebolar de tanto rir. Obrigado malta por este momento bem passado :)

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  43. A minha filha esta no privado desde o ano.
    Enquanto cresce/jardim usou sempre bibe ou t shirt do colégio.
    Agora na primária é saia, blusa, casaco de malha é fato de treino para ginástica.
    Eu nem acho assim tão ridículo os comentários de os ricos vão para privados os pobres para público...a maior estupidez mesmo é dizerem que no privado é mais fácil!!!
    Minhas senhoras informem se é se tiverem tempo comparem !!!
    Ana tudo de bom para a nova etapa do Mateus .

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  44. Acho detestável o uso de fardas quer no público como no privado. As minhas filhas frequentam o privado e vestem o que lhes apetecer, nunca assisti a qualquer tipo de problema em relação ao vestuario.

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  45. Ana/Pipoca, sou leitora assídua do blog e só lhe digo uma coisa!
    Não sei onde vai buscar a paciência para aturar tanta gente ressabiada! Eu tenho meia dúzia de ressabiados na minha vida e já me vejo aflita, logo, não sei como consegue. Mas será que esta gente não tem vida? Será que não têm mais nada com que se preocupar? Porquê que não vão chatear o cão ou o gato?
    Em bom português... mande-os a todos f*!!
    Não há quem aguente!
    Marília

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    1. A pipoca tem vida . Vida própria e não é o blog. Não acredito q o que lê aqui lhe afete a tola. Porque tem coisas bem mais importantes em que pensar.

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    2. A Pipoca atura gente porque quer, certamente. Há imensos blogs onde não é permitida a publicação de comentários. Uma espécie de media sem "espaço do leitor " A Pipoca não usa essa opção porque não quer.

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    3. Onde está escrito que lhe afeta a tola? Só digo que não há paciência para tanto ressabiamento e mesquinhices.

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    4. ressabiamento e mesquinhices? ou opiniões contrárias à sua? há pessoas que vivem numa revolta constante... e não me refiro àqueles que criticam! mas sim àqueles que veem qualquer crítica como inveja, dor de cotovelo, ressabiamento, mesquinhice... sabe que há pessoas diferentes de si no mundo e que todos podemos dar a nossa opinião? não estou a ver ninguém a ser mal educado.

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  46. Moro ao lado um um colégio, onde por acaso a minha irmã mais nova andou.
    Posso pagar a mensalidade, dava mais jeito em termos logisticos (sem necessidade de transporte), mas os meus filhos andam na publica. Porquê? Opções.
    Vejo-me bem mais desenrascada que a minha irmã (e outras pessoas que conheço que andaram em colégios), isso é um facto.
    O conviver com filhos de pais pobres, ricos e remediados fez-me ver o mundo de maneira diferente e é isso que quero incutir aos meus filhos.
    Por exemplo, os meus sobrinhos (no colégio) têm sempre uma lista enorme de material para comprar. Os meus filhos, levam o que têm do ano anterior e a professora vê o que podem aproveitar e só se compra o necessário.
    Ao meu filho mais velho isto sempre fez sentido, à minha filha nem por isso, porque vê os primos e acha(va) mal eles terem sempre canetas, afias, capas novas e ela não, apesar dos do ano anterior estarem impecáveis.
    Com o tempo foi percebendo que são opções de vida, que há meninos que não podem e são felizes na mesma e porque é que nós (que até podiamos comprar) não podemos poupar esse dinheito para outra coisa?
    Não digo que não se possa fazer isto no privado, mas temos de admitir que não é tal fácil!
    Mesmo com as batas (bibes) que só são obrigatórios na pré, os pais entregam na escola quando os filhos vão para o primeiro ano, para outros meninos usarem, se os pais não quiserem/puderem comprar.
    Eu ia comprar para o meu filho, quando uma mãe me disse na reunião geral - não quer as que o meu filho usou no ano passado? até têm o nome que é o mesmo do seu!
    Não conheço as realidades de todas as publicas nem de todas as privadas, mas daquelas que conheço, na minha zona, as publicas são as que mais se enquadram na minha filosofia de vida.


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  47. A educação deve ser igual para todas as crianças e o país está a falhar muito nisso.

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    1. As crianças são todas diferentes, por isso a educação não deve ser toda igual. Se um dos meus filhos manifestasse interesse precoce por música ou pintura ou matemática, certamente que o encaminharia para um estabelecimento de ensino que mais investisse numa dessas áreas, fosse público ou privado. Parece-me que a análise do uso de fardas e do estatuto que estas podem conferir é que é algo muito levezinho e devem ser poucos os pais que fazem as escolhas pedagógicas de forma tão fútil.

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  48. Já que a conversa escalou para este assunto, aqui vai a minha perspectiva sobre o assunto. Não sou apologista do uso de fardas, principalmente na escola pública. As diferenças sócio-económicas não se notam apenas na roupa, a roupa é apenas um dos elementos mais óbvios, as vivências e os bens materiais que uma vida mais privilegiada pode oferecer não são passíveis de ser eliminados com o uso da farda. A farda apenas tenta camuflar tais diferenças, que na realidade persistem.
    E, existindo essas diferenças, não faz mais sentido educar as pessoas, neste caso os estudantes, a ver além das tais diferenças? (que até podem não ser dever a motivos económicos, apenas a preferências pessoais)
    Para criar bons cidadãos a escola deve ser o espelho da sociedade: não é aceitável discriminar alguém pela roupa que usa, mas isso só se pode aprender num sítio onde as pessoas não se vistam de igual.

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    1. Alguém com a mesma opinião que eu. Defenderem as fardas porque impedem o "bullying" é o caminho fácil para se resolver o problema, quando na realidade devia-se educar (e mesmo punir), quer em casa, quer na escola, que não se deve humilhar ninguém por ter menos posses, ou ser menos bonito/inteligente.

      Pessoalmente sou muito mais a favor da individualidade de cada um do que a este incentivo de uniformizar o mundo que nos rodeia a um padrão comum, como se fossemos um rebanho. A maioria das pessoas já é bastante "ovelha" que chegue e usa praticamente "fardas" por incentivo próprio, mudando, quando muito as cores.

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    2. Concordo inteiramente, as farfas só escondem a individualidade de cada um alem de que as diferenças continuam debaixo da farda

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    3. Finalmente alguém com uma opinião semelhante à minha...

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  49. *fui buscar o balde pipocas para ler os comentários*

    No que toca a educar filhos há alturas que não existe certo e errado, os pais fazem o melhor que sabem/podem pelos seus. Se a Ana achou (porque motivo fosse) que era melhor colocar o Mateus no privado que assim seja. Por acaso, ela justificou-se, sem qualquer obrigação, que era por uma questão de proximidade.

    Não sejam tão mesquinhos e presunçosos, vá lá

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    1. Essa do balde de pipocas está boa! É que é mesmo isso...

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  50. O que eu gosto de ver os meninos a ir jantar ao shopping, fardados,pois não tiveram tempo de ir a casa trocar.
    Também adoro aqueles pais que argumentam que poupam imeeeenso dinheiro em roupa, uma vez que os filhos usam fardas... Como se fossem gastar em roupa todos os meses o que gastam na mensalidade do colégio.
    Venero aqueles que não têm onde cair mortos, que nem para comida em condições têm dinheiro, mas que mantêm os meninos no colégio, porque Deus os livre de irem para uma escola pública! Mil vezes passar fome.
    Ah, já me esquecia... E aqueles que optam por deixar os filhos com os avós ou outros familiares durante a semana para irem trabalhar para longe, só para pagarem o colégio?! Não sei, mas parece-me que a criança iria apreciar mais a companhia dos pais do que o colégio... Digo eu.

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    1. Você deve ser uma pessoa muito triste... É tanta asneira junta que nem sei por onde começar... Então agora a criança é obrigada a ir a casa trocar de roupa antes de ir para o shopping??? Você faz isso?? Tenha vergonha na cara!! E que sorte que arranjou um emprego perto de casa, nem todos têm a mesma sorte... Quanta à parte da "comida em condições", acho que já lhe fazia falta comer uns docinhos, a ver se adoça toda essa amargura... SEJA FELIZ!!

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    2. Concordo. Menos privados e mais tempo com as crianças. Sempre andei em públicas. Média de 19,3 e está?

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  51. Lembrei-me agora, que isto já tem uns anos, mas o meu filho andou numa escola pública em que o equipamento de educação física era de compra obrigatória na escola por preços irrisórios, explicado na altura para evitar a história das marcas de desporto só para alguns. Mas mais importante, havia um sistema maravilhoso para o material de EVT (não sei se isto ainda existe). Os pais pagavam um valor irrisório também e a escola é que equipava as salas com o material o ano inteiro. Compravam em grandes quantidades e muito mais barato, de qualidade, para evitar uns meninos terem os Caran d'Ache e outros os lápis do chinês, palavras do director. Se os putos depois sabiam pintar, isso já eram outros quinhentos, mas todos tinham acesso a bom material. Numa escola pública da linha de Sintra, por onde passaram alguns que já seguem caminhos de doutores, engenheiros e gestores e onde todos tiveram as mesmas condições, tivessem o dinheiro que tivessem. Os equipamentos de ginástica quando deixavam de servir também podiam ser entregues na escola para serem entregues a meninos carenciados. Os livros também. Há anos já era assim, muito antes da crise, era apenas um bom serviço público feito por bons professores e restante comunidade que fez toda a diferença na vida dos miúdos que por ali passou naqueles anos. Não tenho como não ser defensora do ensino público.

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    1. Seria ainda melhor pegar nesse exemplo e pô-lo em prática em relação aos manuais escolares. É escabroso o esquema entre Estado e Editoras, que quase todos os anos obriga à escolha de novos manuais. Não sei se continua mas era escandaloso.

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  52. Adoro fardas, tenho imensa pena de nunca ter usado.

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  53. Adorei este texto. Cómico como só a pipoca sabe escrever, a fazer lembrar os posts de antigamente. Não deve ser fácil escrever um texto e saber que vão chover dezenas de comentários completamente previsíveis sobre a escolha que fez para a educação do seu filho, espero que não ligue e siga em frente. Já agora por que não levar isto um pouco mais longe e mostrar algumas das fardas mais giras dos colégios deste país e explicar também se há algum simbolismo nas cores etc associado à escola ou ao projecto educativo. Comentários parvos à parte, acho que ia ser muito giro e interessante para as mães de crianças em idade escolar. Tudo de bom!

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  54. Pipoca, mostra aí as faturas do que pagaste. O pessoal está preocupado se pagaste ou não a farda do miúdo. Eu também estou, isto é um assunto muito importante! Obrigada. Ah, gosto muito do teu blog 😃

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  55. Pipoquinha, há momentos em que não gostava de estar no teu lugar! Eita, que gente mais sem sal que vem aqui comentar! Sem qualquer capacidade de análise, sem sentido de humor, mas com uma dose elevada de inveja!
    Relativamente ao post, e escrevendo enquanto professora num colégio privado onde a farda é obrigatória, concordo a 100% com o seu uso! Não necessariamente por razões de "comparação" entre alunos mas, principalmente, para evitar calamidades a nível da escolha da roupa!! Agradeço que me privem de conviver com calções a ver-se as nádegas (meninas) ou calças descidas ao nível dos joelhos e os boxers de fora (meninos).
    Por mais que constantemente comparemos a nossa realidade enquanto estudantes na escola pública à realidade dos nossos filhos, é incomparável. A sociedade mudou, os adolescentes já não são propriamente como os adolescentes da nossa/minha geração (tenho 33 anos), especialmente a nível dos valores, e acho, efetivamente, que a escola, pública ou privada, só tem a ganhar com o uso de farda.

    Sónia

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  56. O meu usou sempre farda também, desde a primária até ao 12º ano por andar num colégio Inglês e posso dizer-te que é mesmo muito prático não há grande escolha é sempre a farda e pronto! Só é preciso ter sempre as fardas preparadas para a semana, lavadas e passadas a fero a tempo... mas isso é todo um outro problema :)
    Bj S

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  57. O bullying nunca vai acabar por se usar farda, os miudos pegam em outras coisas. Faz parte do crescimento sempre houve e sempre havera, a função dos pais é estarem atentos e não deixarem em cimas das escolas a educação dos filhos, sejam publicas ou privadas.

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    1. Exactamente! A principal educação dá-se em casa! A escola sempre será apenas um complemento. Daí eu achar que a pública é a melhor: não me custa dinheiro (já pago impostos), a criança tem um contacto com realidades diferentes e é já uma espécie de estágio para o que terá de enfrentar/viver quando adulto, o acompanhamento/actividades extra-curriculares/desportos/etc serão sempre facultativos e apenas no caso de ele querer/precisar e caber-nos-á a nós, como pais, decidir o que fazer nesse aspecto e, se for o caso, financiá-lo, o grosso do trabalho (estudo) é para ser feito pelo aluno e não ter a papinha toda feita pela escola, nem serem-lhe impostas X metas e objectivos e Y obrigações e extras, só para mostrar aos papás que se justifica pagar aquela mensalidade altíssima, etc.

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    2. Por isso é que privados é só peneiras. Os paizinhos estão ocupados demasiado em educar os filhos mas o importante w estar no privado.

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  58. Olá Pipoca,

    O Mateus está lindo e vai começar mais uma etapa da sua vida. É tão bom existirem escolas públicas, privadas (ou de outro tipo). É bom estar vivo.

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  59. Olá Pipoca!

    Escolas à parte:

    Um truque para os piolhos: esfregar aqueles lindos caracois diariamente com água de colónia!

    Tenho aplicado aos meus 3 rapazolas e tenho-me dado (mais ou menos) bem!

    O Mateus vai ficar lindo de bata!!!

    boa sorte,
    Cláudia F.

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    1. Também faço o mesmo! Compro logo um frasco daqueles de litro no Jumbo! Cheira maravilhosamente!

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  60. Um conselho por quem anda há anos e anos às voltas com fardas, Pipoca: só compre na loja "onde a mandaram" as peças da farda que tenham logotipo ou não sejam lisas, porque as calças/saias/calções cinzentos ou pretos e as camisas/polos brancos sem identificação compram-se a muito melhor preço online, por ex neste site fantástico: http://pt.nextdirect.com. Entregam em 2/3 dias !!!

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    1. O centro de Oportunidades do El CI no Dolce Vita, costuma ter as peças de fardas lisas à venda por poucos euros.

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  61. Com tanta opinião aqui gostava realmente de saber quantos viveram as duas realidades? Estudei no privado e no público, e mil vezes o ensino privado! E podia dar já o exemplo das greves... ficava dias a fio no recreio a ver os dias passar. Quando não eram os professores, eram os auxiliares, ou não havia água... enfim uma lista infindável.

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    1. Estudei em ambos, mas fui para a pública na mudança de ciclo e portanto já na adolescência! A primeira sensação de que me lembro foi a de LIBERDADE! Não tinha que me levantar quando o professor entrava na aula, ninguém me interrompia durante as correrias loucas e brincadeiras nos intervalos, e os "furos" e o acesso à rua quando os professores faltavam...mas também me recordo que fazia parte do quadro de honra da nova turma devido às bases que trazia do privado.

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  62. Eu vivo no Reino Unido e aqui TODAS as escolas usam fardas. É a melhor coisa que me podiam ter dado, de manhã não é preciso andar a escolher roupa. A roupa dita "normal" fica para se usar ao fim de semana e nas férias.
    Em relação à educação, a verdadeira educação que fica a vida toda, são os pais que a dão, em casa...

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  63. Valha-me Deus!!!! Tantos comentários só por causa da criança ir para um colégio privado!!!

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  64. Eu sou grande fã das fardas. Poupam imenso a outra roupa e o stress de escolher o que vestir de manhã. Mas asseguro-vos que chega ali a uma idade e é o inferno enfiar os miúdos naquilo. Querem ser vistos com as suas roupas fixes e não com as coisinhas dos colégios (que servem para fazer propaganda ao mesmo em todo o lado onde esteja um aluno fardado, é óptimo).

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  65. Pois eu não gosto nada das fardas além de tirat a individualidade de cada um gasta-se mais dinheiro do que cimba roupa porque é necessário várias peças de cada para andarem lavados e anda-se constantemente a lavar a passar fardas para estarem sempre prontas a usar.

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    1. Individualidade em que? Os miúdos com dois anos e que escolhem a roupa? Indocidualidade os pais. E precisamente para promover a igualdade e evitar preconceitos que usam farda. E não o que os toscos dos pais acham. Que é para parecer bem...

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  66. Bem... Que rol de comentários... Obviamente não li tudo, mas deve haver aqui muita diarreia verbal...
    Será que alguém se lembrou que se calhar a Pipoca pôs aqui o post sobre as fardas e os colégios privados para os leitores se juntarem e fazerem uma vaquinha para pagar a escola do Mateus? E já agora, a farda, e as actividades extra, e tudo o mais! Coitadinha que ela precisa da vossa solidariedade!
    Afinal de quem é o filho (lindo, por sinal??) E o dinheiro? Irra que é demais!

    PS - Os meus filhos já andaram em escolas privadas e em escolas públicas, e sabem que mais: PIOLHOS É VÊ-LOS EM TODO O LADO!!!! (Ups... Se calhar somos nós que somos uns badalhocos lá em casa...)

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  67. Fardas cor cócó? A maioria dessas fardas que fala, são fardas com mais de 50 anos... Ninguém desenvolve um "estilo" ou moda. É toda uma essência de pertença a uma forma de educação a um projecto educativo.

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  68. Independentemente dessas conversas da treta das fardinhas dos putos, acho mto bem que os ponham em colégios privados. Agora EU é que não vou pagar pra isso!!

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  69. Sou completamente, mas mesmo completamente contra todas e mais algumas escolas privadas. É obrigação do estado assegurar uma educação de qualidade a todas as crianças em Portugal, independentemente da sua cor, raça, religião, etc. A base fundamental de um país é a educação. É através da prestação de serviços (públicos) de educação e saúde que se "forma" os futuros médicos, advogados, cientistas e e e.
    Já no que diz respeito às fardas, concordo com elas no ensino público. Só eu sei as discussões diárias que tenho com a minha filha mais nova!
    Gosto muito da Pipoca, concordo com muito que faz e diz, mas neste caso acho que o colégio privado é mesmo só um "capricho".
    (Se encontrarem erros ortográficos no meu texto, podem ficar com eles. E sim, estudei numa escola pública, assim como as minhas filhas também estudam.)

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  70. A farda é ótima por várias razões:

    1 - Não há birra pela manhã tipo "não quero vestir essas calças"
    2 - Não é preciso comprar muita roupa, apenas para o fim de semana
    3 - Os alunos ficam todos nivelados, ninguém usa marcas mais caras que outros.

    Agora tenho os maus filhos na escola pública e tenho pena que não haja farda, exceto nos dias de ginástica: t-shirt branca e calções / calças azuis escuras.

    Vida de Mulher aos 40



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  71. Fiz parte da escolaridade num colégio privado (com farda) e parte na escola pública. Odiei todos os dias em que usei farda e os fins de semana e dias de festa eram autênticos momentos de liberdade - passávamos a semana a discutir o que íamos vestir e dávamos imensa importância à roupa.

    Considero absurdo acharem que os miúdos não gozam uns com os outros porque a farda os torna mais "iguais" - os miúdos encontram sempre alguma coisa para gozar, se não é na roupa é noutra coisa qualquer. E já estiveram à porta de uma escola pública? Os miúdos usam praticamente um uniforme!

    Adorei passar para a escola pública e adorei a diversidade que encontrei. E sim, havia "ciganos" e "pretos" e pessoas muito diferentes de mim mas a vida é mesmo assim, diversificada. Acho que fiquei mais bem preparada para a vida em sociedade por andar no ensino público do que se tivesse andado toda a vida no privado. A vida não são só notas numa pauta nem nomes de escolas sonantes no CV (embora mesmo no público - pasmem-se! - tenha conseguido ter notas para seguir o curso e profissão que queria).

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