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Nem com uma flor

quinta-feira, novembro 27, 2014

Anteontem assinalou-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, um tema que acho que não deixa ninguém indiferente. Só em 2013 morreram 30 mulheres em Portugal vítimas de crimes passionais ou conjugais, um número verdadeiramente assustador. Este ano fui testemunha num processo de violência doméstica. Não vou entrar em grandes detalhes, mas não conhecia nenhum dos intervenientes. Lembro-me apenas de olhar para o suposto agressor e ficar um bocadinho espantada com aquele ar de quem não fazia mal a uma mosca e a quem estavam a acusar de coisas verdadeiramente atrozes. Acho que é assim em muitos casos. Homens por quem muita gente poria as mãos no fogo e que, vai-se a ver, e são uns trastes da pior espécie. Não há nada, NADA, que justifique agredir uma mulher. Mas acho que também não há nada que justifique uma mulher ser agredida e continuar ali. Claro que as coisas não são assim tão lineares, nem tudo é assim tão simples. Muitas vezes há filhos, há dependência (emocional ou financeira), há medo, há vergonha, há uma data de factores que fazem com as situações se arrastem. Em muitos casos, até ser demasiado tarde. Mas, e isto para mim é o pior, às vezes é só o amor ou a habituação que as prende. O achar que aquilo é melhor do que nada. E então lá vão ficando, talvez crentes de que não há mais do que aquilo, que não merecem mais do que aquilo. Não acredito nisto. Qualquer coisa tem de ser melhor do que viver em permanente clima de terror e de humilhação, não imagino o que seja viver assim. Nunca tive um namorado que fosse minimamente violento (física ou psicologicamente), mas já dei por mim a tentar pensar no que faria se me visse metida numa situação destas. E desconfio seriamente que a primeira vez que alguém me levantasse a mão seria também a última. E a última vez que me punha os olhinhos em cima.  Porque é preciso ter uma auto-estima muito, muito lá em baixo para permitir ou achar normal tal coisa. Porque aceitar uma vez é, muito possivelmente, assinar um contrato vitalício em que se aceita que vai ser assim para sempre. E nem é preciso que alguém nos bata, acredito que os sinais se consigam ler muito antes disso. Não me parece que uma pessoa que é sempre afectuosa, delicada e correcta, um dia acorde e se lembre de nos pregar uma chapada assim do nada. Há, muitas vezes, outro tipo de violência antes de se chegar aos casos mais extremados. Assim de repente, nesta edição da Casa dos Segredos (e peço desculpa por ir buscar a Casa dos Segredos para um assunto tão sério como este), há pelo menos duas concorrentes que passam a vida a ser destratadas pelos pseudo-namorados que têm na Casa. Já perdi a conta à quantidade de vezes em que, entre outros mimos,  eu já os vi a berrar e a chamarem-nas de estúpidas ou de otárias, e elas lá continuam, como se nada fosse. São repetidamente desrespeitadas e verbalmente agredidas, mas nem por isso deixam de correr atrás deles como se fossem exemplares que merecem ser mantidos a qualquer custo. É uma falta de orgulho e dignidade que me deixa de boca aberta. Porque estamos a falar de miúdas de vinte e poucos anos, que deveriam estar minimamente alertadas para estas questões, mas que acham aceitável serem tratadas assim. E em público, imagine-se em privado. Não estou a sugerir que, no recato do lar, eles serão meninos para lhes darem umas chapadas, mas também não ficaria admirada por aí além. Só posso achar triste que seja este o exemplo que estão a passar enquanto mulheres, que se humilhem continuamente por homens que as destratam. É a burrice no seu estado mais puro (e também me choca a produção nunca intervir nem ter uma palavra a dizer sobre isto). E são pessoas como elas que fazem com que depois tenhamos de ouvir aquela anormalidade do "estavam mesmo a pedi-las".  Enfim, uma tristeza. Deixo-vos com a campanha que a Benetton fez para assinalar esta data e que, para mim, é o regresso da marca aos anúncios verdadeiramente marcantes. Uma imagem fortíssima de uma mulher a ser "apedrejada" com flores. 

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40 comentários:

  1. No caso das mulheres ficarem, muitas vezes não é por não terem outra coisa. É por psicologicamente não conseguirem sair daquela situação. O amor por eles agarra-as, dão desculpas pelo que aconteceu... Não é uma questão de serem fracas. Basicamente a pessoa que elas mais amam no mundo conseguiu tirar toda a auto-estima destas mulheres, conseguiu ganhar a confiança delas e ultrapassar todos os limites dela sem que elas dessem por isso. Muitas ficam com depressões e simplesmente sozinhas não conseguem sair dali.
    Por isso passo-me quando oiço pessoas a dizer "parvas são elas por não se irem embora". Não, cabrões são eles por fazerem a merda que fazem.

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    1. Concordo em absoluto. Penso que a dificuldade está em conseguir fazer com que outros se apercebam da situação (nos casos em que as mulheres não conseguem sozinhas).

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  2. Olá Ana. Muito recentemente (1 mês) saí de uma situação em que era vitima de violência psicologica.. E tal como disseste, fui mais uma das que aguentei alguns meses a ser pisada, humilhada, desrespeitada.. Hoje, sei que foi por vergonha e porque de facto não existia auto estima..
    Não é fácil, no meu caso o agressor era altamente manipulador..ao ponto de eu perder as minhas convicções.. Ao ponto de achar que em algumas situações que eu teria a certeza que tinha razao, deixar de ter essa certeza..
    É complicado falar desta situação..é muito complicado desculpar me a mim própria por ter permitido aquela vida..
    Tenho 25 anos, quase 26.. E o sonho de ter a minha vida assentada fazia com que fosse aguentando..porque em casa era uma pessoa, mas em publico era a melhor pessoa do mundo.. E eram esses momentos que me faziam acreditar...
    Mas chegou o dia de um pequeno indicio de violência física..e aí pensei que não tinha o direito de algum dia dar aos meus futuros filhos um pai assim..
    Mas custa Ana.. Mas também sei que é preferível estar sozinha do que viver aquela vida..

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  3. "É preciso ter a auto-estima muito, muito lá em baixo..."
    Vamos ver, se como diz não softer nem nunca sofreu de qualquer tipo de violência devia ter cuidado com frases como estas que são no mínimo insultuosas e desrespeituosas para quem já sofreu, ou pior, sofre neste momento seja porque razão for.
    E sim, se por vezes existem crianças envolvidas o que difficulta a saída da mulher, noutras o medo / ameaça é tão grande que paralisa as mulheres.
    É também de salientar que mesmo após apresentar queixa formal na polícia, e mesmo que essas mesmas mulheres abandonem os agressores e peçam uma providência cautelar, as autoridades portuguesas pouco ou nada fazer para proteger estas mulheres.

    Ana

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  4. Concordo em absoluto com estas e outras campanhas, MAS e sou mulher, mas e os homens que apanham das mulheres?? já vi isso acontecer, ninguém me contou!

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    1. Morreram 30 mulheres assassinadas pelos seus companheiros o ano passado, devida a violência fisica. Quantos homens morreram?
      A violência fisica exercida contra homens está errada. Mas não é o tema deste post.

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    2. E pior ainda as pessoas que não vêem mal numa mulher a maltratar um homem - ainda é encorajada e nada é feito.
      O problema não está na violência contra as mulheres em específico, mas na violência doméstica, mais dificilmente percebida pelas pessoas que estão de fora.

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    3. O problema está no sexismo. São atribuídas mais ou menos arbitrariamente características às mulheres e características aos homens, características essas desenhadas enquanto opostos. O "encorajamento" e o "gozo" que se verificam quando se fala de um homem que é maltratado por uma mulher são, por isso, consequências da mesma mentalidade sexista que permite que as mulheres sejam abusadas. O machismo dita que os homens são fortes, que se não o forem não são homens "a sério". Logo, a postura geral da sociedade face a um homem agredido é consequência do machismo, cujo combate beneficiaria todos, homens e mulheres.

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    4. Existem realmente caso de homens agredidos pelas mulheres. Mas salvo casos em que lhes acertem com um machado em cima, eles têm possibilidade de se defender e não se permitirem agredir. Fisicamente são mais fortes...
      acho piada, sem achar piada nenhuma a quem, especialmente mulheres, frisa estes casos. Denota que nunca passou por tal, e ainda bem.
      O meu testemunho: fui vítima de violência psicológica durante mais de 2 anos, e com uma filha de 8 meses, ganhei coragem, reuni as mínimas condições, e abandonei a pessoa com quem morava, não tendo condições de pagar uma casa para viver, tinha um emprego precário, a recibos verdes e tinha cerca de 24 anos.
      Ele "não aceitou" a separação, e passado alguns dias, basicamente raptou a minha filha bebé de casa da ama, obrigando-me a ir a casa dele, onde tinha morada até há poucos dias atrás, buscá-la...
      Sovou-me, cortou-me o cabelo rente (teve que ser rapado à máquina 2, para ficar direito...) e não me fez pior porque saltei por uma janela... tudo na presença da bebé, num choro agonizante... deixou-me de tar firma desfigurada, tal fora a sova, que fiquei de baixa 3 semanas de cama... roxa de cima a baixo...
      Julgamento levou 3 anos a realizar-se... pena de multa, nem pena suspensa apanhou... e indemnização ainda estou à espera, 6 anos depois...
      Sequelas, imensas... as não visíveis são as piores.
      E o presente para a vida: ter que contactar obrigatoriamente com a criatura, pela filha que temos em comum.
      E rezar, para que a doença não o assole outra vez e se lembre de virar a agulha na minha direção outra vez. Sim, porque pessoas assim, são doentes.
      Portanto, senhoras que defendem os homens que apanham, não duvido, parem de colocar este paralelismo em cima da mesa, porque um homem jamais passaria por isto, simplesmente porque nenhuma mulher teria condições físicas para submeter a isto nenhum homem...
      Fica o meu testemunho.

      F.

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    5. Caramba! A única coisa que tenho a dizer é dar-lhe os parabéns pela coragem que teve! Espero que tenha tido ajuda, não da justiça, que já vimos o resultado, mas de apoio para ultrapassar tudo isto...

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    6. F, muita coragem. Eu, se fosse a si, pensava em arranjar uma arma ou algo assim. Está visto que está a lidar com um psicopata e, nesse caso, é sempre melhor matar do que morrer, senão qualquer dia é mais uma a fazer parte das estatísticas.

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  5. "viver em permanente clima de terror e de humilhação". Não tem que ser assim, Pipoca. A violência não é, necessariamente, permanente, a toda a hora. E depois é assim que elas vão ficando, porque acham que foi só daquela vez, que nesse dia vinha cheio de problemas, que, se calhar, elas também se excederam e por aí fora. Podem ser casos que acontecem esporadicamente e não a toda a hora. E é horrível na mesma...

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  6. Violência física felizmente nunca fui alvo, mas por uma ou outra vez ouvi uma palavra menos simpática. Nada de muito violento. Um estúpida ou parva, mas depois desvalorizamos visto que a pessoa estava exaltada. Mas depois isso marca um pouco. Arranha não faz cicatriz. Já fui alvo de um ou outro olhar do género ou te calas ou eu passo-me (sendo que não tem necessariamente do significado de se passar ser convertido em violência). Um acaba aqui a conversa e não falamos mais nisso. São formas de mostrar o poder e de nos manter sobre-aviso algo que eu interpreto como um forte sinal de machismo. E isto na casa dos 30 anos. Não se pense que é da idade ou do local onde se vive. É o ambiente onde muitos rapazes cresceram. Foi algo que eles viram. Dos avós e pais. Sendo que nós mulheres somos também um pouco alvo dessa "cultura" achamos normal o homem ser um pouco mais agressivo ou impulsivo. Se eu lhe disser isto ele diz: EU? como é que podes dizer algo do género?
    Acho que mesmo sem violência física ou psicológica o homem sente-se no direito de ser ele a incutir algumas regras e valores na relação. Pelo menos é o que eu tenho vindo a sentir ao longo das minhas relações. Ou isso ou então escolho-os a dedo.

    Beijinhos pipoca

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  7. Gosto do anúncio e o teu post é bastante pertinente. É um problema sempre actual, infelizmente, e é, de facto, assustador o quanto isso acontece e como é difícil as pessoas q estão de fora se aperceberem. Eu já estive numa relação... complicada... violenta sob vários aspectos. Era uma miúda, adolescente, mas a minha reacção foi igual à de muitas mulheres de várias idades. O medo paralisa e há sempre receio de represálias. Não devia, porque pedir ajuda é sempre o melhor... mas é difícil sair destas situações. Nenhuma mulher devia ser sujeita a isso, cabrões são eles que as põem nessa horrível situação...

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  8. Infelizmente, estes episódios continuarão a suceder por mais anos. Faz-me confusão que pessoas tão novas se deixem apanhar (e ficar( nesta teia de maus tratos. E faz-me ainda mais confusão quando pessoas próximas veêm e nada fazem para contrariar!

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  9. Bem, e já que trouxeste o problema da casa dos segredos, o inverso também se aplica, o que eles chamam a elas também já as ouvi as elas chamarem a eles... a violência contra os homens não parece ser tão preocupante, é ainda mais escondida e envergonhada...

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    1. Não podia estar mais de acordo, existe e é tão grave como o contrario.

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    2. Ó pá, coitadinhos dos homens... Quantos é que morreram este ano mortos pelas companheiras? Nenhum? Ah! E no ano passado? Também nenhum?
      E na maior parte das vezes os que são mortos, são-no em legítima defesa, depois de inflingirem anos de maus tratos às companheiras!
      Um bocadinho de seriedade, por favor!

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  10. A casa dos segredos não passa de um retrato da nossa sociedade, as pessoas acham que é um programa parvo, mas no fundo só mostra aquilo que se passa com a maioria da juventude portuguesa... É assustador, mas é a realidade...

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    1. A Casa dos Segredos representa uma FRACÇÃO da juventude portuguesa. Há muitos jovens com objectivos e com cultura. São esses os jovens com que me cruzo nos transportes públicos a caminho do trabalho. Os da Casa dos Segredos são malta que "vive" na noite. Com esse tipo de jovens só me cruzo se for a uma discoteca por exemplo... Em relação à violência doméstica não devemos julgar mas sim ajudar quem se encontra numa situação dessas, tão difícil de sair. Quantas mulheres não fogem do companheiro e por falta de apoio por parte das autoridades, acabam mortas???

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  11. Fala-se, fala-se mas para mim as mulheres gostam de homens do tipo "cabr**", não tenho duvidas, se começarmos a dar romantismo e a elogiar já se acham boas demais para nós, eu já aprendi a lição, elogios a mulheres, nao digo nunca mais, mas evito, só perco com isso e a experiencia de vida tem me dado razão infelizmente.
    Alguem se lembra da relação do Tommy Lee e a pamela anderson, quanto mais ele a maltratava mais parece ela gostava, tanto homem mo gostava dela e que não teve hipoteses nenhumas, enfim!
    www.markmargo.net (site de celebridades)

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    1. '??????' foi também a minha reacção. Nada mais a acrescentar.

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  12. Olá pipoca, a minha mãe deixou o meu pai quando eu ainda tinha 3 anos. Dizem os psicólogos, sabe-se lá porquê que normalmente não temos memórias antes dessa idade, mas eu tenho memórias de alguma gritaria, o meu pai no meio de uma discussão a quebrar um despertador conta uma parede, a palavra que me ficou na cabeça toda a infância: o meu avô a chamar o meu pai de trafulha, cada um dos pais a puxar o meu braço e eu aos prantos sempre a dizer que queria ficar com a minha mãe (claro!). Ele não trabalhava, ficava na cama todo o dia, quando a minha mãe chegava ainda estava quente. Nunca chegou ao caso extremo de agressões físicas, a minha mãe já prevendo o pior deixou-o e saiu de casa sem nada, estamos até hoje com os meus avós, que são os meus segundos pais. Nunca recebi pensão de alimentos sequer, mas nunca passei por dificuldades e nunca me faltou mesmo nada. Via o meu pai uma vez por ano na véspera de Natal, quando o dia se aproximava já ficava aterrada, a minha mãe nunca estava em casa à tarde, era eu e a minha avó, ele exercia pressões emocionais sobre mim de todo o tipo, até aos meus 14/15 anos, ao ponto que lhe disse que se era para ser tratada assim não valia a pena vê-lo. Dito e feito, nuca mais apareceu. Hoje com 20 anos ainda guardo alguma mágoa quando os meus avós paternos que também só me visitam nesta época me perguntam se as coisas não podem ser diferentes, agora já não preciso de pai. Tenho um bom percurso académico e escrevo-te de Coimbra onde estou no último ano da licenciatura, em maio segue-se um país qualquer da Europa central para o meu estágio, tenho bons princípios e valores morais, fui muito bem educada, sou amada por família e amigos e só poderia lamentar alguma coisa se as escolhas da minha mãe tivessem sido diferentes, é só a ela a quem devo o meu obrigada.

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  13. Um post escrito com demasiada leviandade.
    As coisas nunca são tão lineares, e os contornos muitas vezes não são assim tão definidos. Muitas vezes há que sair dos nossos sapatinhos e conseguir entrar nos dos outros. Só assim se consegue efectivamente perceber e ajudar.

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    1. Sugiro que leia o texto com atenção.
      "Claro que as coisas não são assim tão lineares, nem tudo é assim tão simples. Muitas vezes há filhos, há dependência (emocional ou financeira), há medo, há vergonha, há uma data de factores que fazem com as situações se arrastem. "

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  14. E hoje, mais uma mulher assassinada.
    Não foi a esposa, foi a irmã da esposa que interferiu defendendo a irmã.
    Quando vai acabar??

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  15. São situações realmente muito tristes...

    Vanessa S.
    De Saltos por Lisboa,
    desaltosporlisboa.blogspot.pt

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  16. Oh pipoca não compare casos graves de violência doméstica, com a oalhaçada da casa dos segredos, é ofensivo...muitas mulheres dizem ser muito fortes e também são vítimas, o problema é que estes casos são vividos entre as 4 paredes, e quando chega a conhecimento público, é já no ponto final.. Também vamos ser realistas, fala na violência verbal, é normal entre casais numa discussão mais acessa surgirem palavras menos correctas, de parte a parte, ou vive numa redoma de vidro com tudo perfeito?

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    1. É normal?? Não, não é normal! Isso é falta de respeito!
      Não é questão de viver numa redoma de vidro, é ter respeito e ser respeitado.

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    2. OH Anónimo das 10:19 ainda tem muito para aprender... palavras menos correctas e faltas de respeito, até no local de trabalho, basta o chefe vir mal disposto....até na verdureira..., na escola os miúdos são terríveis....não me diga que nunca mandou ninguém á merda.... nem que seja indirectamente....nunca disse uma asneira... nunca foi arrogante.... e outra coisa....as palavras ofensivas ou não, existem no dicionário, e podem ser aplicadas desde que sejam correspondam á verdade, ofensas ou injurias, são consideradas crime quando não correspondem á verdade. olhe vá-se respeitar, ponha todos os desrespeitadores em tribunal.
      irrita ao máximo estas pseudo virgens ofendidas que comparam violência domestica, com um simples discussão entre marido e mulher....

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    3. Quer-me parecer que o Anónimo das 14h33 não sabe distinguir violência de falta de educação... Dizer asneiras e mandar alguém à merda, como diz, é uma coisa (e pelos vistos até é uma coisa bastante normal para algumas pessoas, incluindo vindo do chefe!!!); violência doméstica, quer física, quer psicológica, é outra coisa bem diferente. Só me posso rir com este comentário, as palavras ofensivas podem ser aplicadas desde que correspondam à verdade??? Beeem, aceitar como normal que nos insultem porque corresponde à verdade é... bem... uma visão muito reveladora que cada um tem de si. Cá por mim, vou mais pelo anónimo das 10h19, não é normal, não! E não tenho muito para aprender, esta é mesmo daquelas coisas que aprendi desde pequenina!

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    4. Eu gosto de dizer asneiras durante o sexo, e até lhe chamo uns nomes... Oh my god!
      Será que a minha mulher sofre de violência doméstica???!!! Será que é normal??? Vou ali matar-me e já volto.

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    5. Dizer asneiras durante o sexo? Isso é uma falta de respeito, isso é muito revelador da pessoa que você é, para além de não ser normal. Ahhhhhhh lol

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  17. achei muito interessante este TED talk, para se perceber melhor porque muitas mulheres não abandonam o companheiro violento.
    http://www.ted.com/talks/leslie_morgan_steiner_why_domestic_violence_victims_don_t_leave

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  18. Eu não vejo a Casa dos Segredos e nem sequer sei o que por lá se passa, mas assisto cada vez mais à violência entre casais de namorados muito jovens e isso mete-me muita confusão. Com a idade que tenho (39 anos) fui educada a ser independente e a não deixar que exerçam qualquer tipo de violência psicológica e/ou física sobre mim e agora vejo adolescentes e jovens a serem mal-tratadas pelos namorados e elas nem sequer se defendem... como é possível nos dias de hoje isso acontecer?!

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  19. Não deixa ninguém indiferente... Infelizmente ainda não é bem assim. Há uns tempos precisava de estudar e fui pedir à minha vizinha de cima para baixar o volume da música. A resposta dela foi que não o faria, ainda se lembrava bem do barulho que a minha família tinha feito há uns anos, numa noite em que o meu pai bateu na minha mãe (já estão divorciados...) e que eu devia era ter vergonha de ainda me atrever a ir pedir-lhe para baixar o som... Sim, isto é mesmo verdade. E sim, é mesmo triste.

    A violência doméstica é algo muito grave. Tive a infelicidade de a ter vivido bem de perto. E sei as marcas de deixa... Não fiquem indiferentes a uma situação de violência doméstica. Se presenciarem algo, denunciem! Mesmo que não conhecem as pessoas envolvidas. Nunca se sabe se não estarão a salvar uma vida...

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  20. Pipoca concordo consigo quando diz 'acho que também não há nada que justifique uma mulher ser agredida e continuar ali'. Não digo que seja fácil sair de uma situação de violência doméstica, seja ela verbal ou física, mas muitas vezes a culpa é das mulheres, e não vale a pena pôr paninhos quentes porque é a verdade. Se há casos (como aqui nos comentários) em que aguentam um bocado mas acabam por saltar fora, com todas as dificuldades que existem, o que justifica uma mulher passar anos e anos com um homem que a trata mal?

    Na faculdade tive um professor quer trabalhava nessa área e nos disse que ponto 1 mulheres que sofrem de violência doméstica não acontece com um só homem, há um padrão nas relações dessas mulheres onde acabam invariavelmente por ser de novo abusadas com um abusador diferente.

    As que num acto de coragem fazem denúncia e avançam com o processo acabam por voltar atrás e, pior ainda, em alguns casos vão visitá-los à prisão e quando eles saem voltam para eles. Querem adivinhar o que acontece a seguir?

    E estas coisas começam cedo, tinha colegas no secundário que era o namorado que dizia o que deviam vestir e como se deviam comportar. A primeira vez que o meu namorado disse 'o que é esse decote?' respondi-lhe 'As mamas são minhas, uso o decote que bem entender' nunca mais se atreveu a tentar controlar nada. E é nestas pequenas coisas que as miúdas às vezes se perdem, acham que ele é tão protector e que só quer o melhor para elas, vão dando azo a que as manipulem e controlem e isso mais tarde gera violência doméstica.

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  21. Relativamente às figuras da Casa dos Segredos, acho o mesmo e já o disse várias vezes. eles chegam ao ponto de lhes berrarem "És uma m****!" e elas nem reagem. Estão a ser insultadas por tipos que conhecem há dois meses e nada! De fora só conseguimos achar que aquilo tem TUDO para correr mal, pode ser à chapada, mas o insulto chega para perceber no que vai dar e estas miúdas, novas e bonitas, têm tanta vaidade e tão pouco amor próprio que é assustador.

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Teorias absolutamente espectaculares

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