Pub SAPO pushdown

E se enfiassem o carrinho num sítio que eu cá sei?

quarta-feira, outubro 15, 2014
A notícia vem no Público de hoje e deixou-me com vontade de distribuir chapadas logo pela manhã. Pois que parece que agora é "tradição" atirar carrinhos de supermercado ao rio Mondego, isto no âmbito do cortejo da Festa das Latas, uma das iniciativas da recepção aos caloiros da Universidade de Coimbra. Agora é a parte em que eu paro para respirar fundo e contar até 340, que não me posso enervar. Vocês sabem que todas estas merdas coisas das tradições académicas, praxes e etc e tal me mexem com os nervos ao ponto de ser a maior defensora de que se acabe com isto tudo. Sim, paga o justo pelo pecador, sim, há brincadeiras inofensivas,  mas enquanto isto for permitido haverá sempre "brincadeiras" completamente acéfalas. Como esta. Os carrinhos são roubados dos hipermercados da zona antes da Latada para que os pequenitos possam levar os litros de álcool com que se irão enfrascar ao longo de dias, trajes ou, pasmem-se, os próprios dos caloiros. Não é linda, a ideia de caloiros a serem empurrados pela cidade dentro de carrinhos de supermercados? Que orgulho na tradição académica. Bom, mas se o acto de roubarem centenas de carrinhos só por si já é condenável que chegue, poderia ser um bocadinho menos caso os devolvessem no final dos festejos. Mas não, que isso dá muito trabalho. Mais vale ir ali à beira do Mondego e espetar com eles lá dentro. Caaaaaaalma, deixem-me respiraaaaar, muita caaaaalma. O ano passado foram retirados da água 64 carrinhos, que se juntaram aos 150 deixados nas margens. Isto feito de forma totalmente voluntária por um praticante de windsurf que reuniu alguns amigos para, ao longo de três dias, andarem a limpar o que os pequenos descerebrados andaram a fazer. Eu pergunto-me: mas isto é normal? Alguém, no seu perfeito juízo, acha isto aceitável? Onde é que andam os Duxes ou lá quem raio é que, supostamente, manda nesta merda? Não há ninguém que reuna os alunos para lhes dizer: meus meninos, roubar carrinhos e atirá-los ao rio é coisa de gente estúpida, por isso não o façam. E, se o fizessem na mesma, depois aplicavam-lhes um daqueles castigos igualmente estúpidos que têm, que estupidez, por estupidez mais vale que seja aplicada em casos graves como este. Na Queima das Fitas, em Maio, já só três carrinhos foram retirados do rio, depois de ter sido levado a cabo uma acção de sensibilização, mas para esta Latada, que vai acontecer dia 19, já foram roubados cerca de 400 carrinhos. A Câmara de Coimbra é boazinha e propôs criar seis parques onde os energúmenos estudantes poderão deixar os carrinhos no final do cortejo. Pessoalmente, acho que isto é só desresponsabilizá-los dos furtos - porque é disso que se trata - mas se a solução é essa ou atirarem-nos ao rio, então mais vale a primeira. O presidente da Associação Académica de Coimbra confirma que roubar carrinhos não faz parte da tradição, mas lá vai dizendo que “é complicado conseguir que isto não aconteça de uma hora para outra”. Por mim era simples: um taser bem aplicadinho  no lombo de cada idiota que fosse apanhado a atirar carrinhos ao rio. Mas esta gente acha o quê? Que o Mondego é uma central de reciclagem? Que os carrinhos se irão auto-destruir como por magia? 
Depois venham-me cá pedir para ter simpatia por estas coisas das universidades, e das festinhas, e das praxes e sei lá mais o quê. Vão mas é estudar que, aparentemente, inteligência é coisa que não abunda. Já para não falar de vergonha na cara.

253 comentários:

  1. Eu voto nessa do taser no lombo, é uma óptima ideia. E pode ser aplicado em todo um mundo de situações estranhas que se passam por esse pais fora.
    http://coeurdartichautbyannabelle.blogspot.pt

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    1. E acho que eles deviam está dentro do carrinho na hora de os atirarem ao rio, assim essa especie já não procriava...

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  2. Sinto-me estupidamente feliz por alguém ter a opinião tão igual à minha. As praxes são a coisa mais estupida, anormal e idiota de sempre. Acabem com isso, a sério. Uma pessoa vai para a faculdade para aprender ou para andar a fazer figuras de anormal e beber como se não houvesse amanhã? Epa tenham juízo. Estudem mas é e parem para pensar no que faz realmente sentido nesta vida. Roubar carros de supermercado seja para o que for e ainda atira-los ao rio não é uma ideia gira, não tem piada, é só estupido. E gritaria, flexões obrigadas, penicos na cabeça, simular orgasmos, atirar-se contra uma parede e outras coisas bonitas que agora não me lembro, também não são ideias espectaculares, ok? Cresçam e apareçam que o mundo já está cheio de gente idiota, não é preciso andar a criar mais uns quantos.

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  3. atrasados mentais devem ser tratados como atrasados mentais...

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  4. Que tontice, para além de roubarem não têm respeito pela zona em que estudam e tanto devem andar a apregoar que amam e terão as melhores memórias das suas vidas!

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  5. Eu voto é em bater-lhes com os carrinhos na cabeça, e várias vezes. Lamento, mas com gente estupida, só assim!

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  6. E mais uma vez a Pipoca tem TODA a razão. Clap, clap, clap!

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  7. As praxes não são as coisa mais estúpida que há...agora, depende do que fazem com ela..e isso depende da estupidez ou inteliêgncia de cada um, assim como da sua cidadania em tudo o que fazem no seu dia a dia. E a praxe,em nada tem a ver com carrinhos atirados para o Mondego...tem sim a ver comos princípios, valores e inteligência de cada um...e em tudo o que fazem no dia e nao sou numa semana da Latada. Fui estudante em Coimbra, sou de Coimbra, fui praxada e pouco praxei. E não humilhações nem comportamentos animalescos. Não se deve nem se pode generalizar...Parte de cada um encarar a praxe, tal como outras dimensões da vida, com inteligência e bom senso...

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    1. Lógico. Bem dito!

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    2. Oh meu deus, pessoas normais.

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    3. Amiguinhos!!!

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    4. Concordo em absoluto! Não confundam Praxe com isto. O problema em Portugal é que é sempre muito fácil generalizar e não entender os dois lados. Sou totalmente a favor da Praxe, tendo em conta a experiência que vivi (na Universidade de Coimbra) e não concordo com o que se passa no final do Cortejo da Latada.

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    5. Também sou de Coimbra e estudei em Coimbra, não praxei e não fui praxada e sempre achei esse mundo uma grande idiotice. Mesmo as praxes "inofensivas" são simplesmente... estúpidas. Cantar músicas com asneiras ou conteúdos sexuais e dizer que o nosso curso é melhor que os outros todos... mas os estudantes têm quê, 10 anos? Nunca percebi qual a piada disso tudo (e fiz o curso nos anos em que era suposto, com boas notas e tenho amiguinhos e trabalho e a vida muito bem resolvida, obrigada).

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    6. "Por uns pagam os outros", simples. Esta gente anda na faculdade e nem escrever sabe.

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    7. De certeza que nenhum estudante de Coimbra diz que é praxe furtar carrinhos e no fim deitar aos rios... Quando a Universidade de Coimbra tem certa de 20 mil estudantes, não podemos deixar que 100, 150 carrinhos roubados faça com que se crie um conceito daquilo que são os estudantes, principalmente daquilo que são os estudantes de Coimbra. Estudei lá, fui praxada, praxei... e foi pela praxe que criei o meu grupo de amigos! Nunca fui humilhada!
      É preciso ter cuidado com a "generalização" que tendencialmente se faz contra a praxe... Deitar carrinhos ao rio, não é praxe! É falta de civismo... e se o fizeram, não vamos estender a "criminalização" aos restantes..
      Lá porque um português assassinou alguém isso não faz de todos os portugueses criminosos! :)

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  8. Penso que esta notícia nada tem a ver com praxes ou tradições académicas. Trazer para aqui novamente à baila o assunto, na minha opinião, não faz qualquer tipo de sentido. Sim, é verdade que o cortejo da Latada é tradição. Mas não é, nem nunca foi tradição (como qualquer pessoa com bom senso perceberia) roubar carrinhos de supermercado. E os alunos estão cada vez mais conscientes dos problemas que tal acto acarreta. Eu estudei na Universidade de Coimbra e tive a sorte de pertencer a um dos melhores departamentos da FCTUC. Ainda este ano me deparei com um apelo do Núcleo de Estudantes para que não se roubassem os carrinhos, mas sim para arranjar alternativas viáveis e amigas do ambiente. Afinal, nem todos são estúpidos... No entanto, concordo com a parte das chapadas. Atirar ao rio seja o que for, é e será sempre um acto de vandalismo. Contudo, se conhecesse o rio Mondego saberia que o que para lá anda vai muito para além de carrinhos de supermercado. A iniciativa de criar parques de estacionamento de carrinhos vem, com toda a certeza, na tentativa de minimizar o problema. De resto, como em tudo, fica sempre à consciência de cada um. (Relativamente à praxe e às bebedeiras não me vou pronunciar, porque não acho que este assunto esteja relacionado com qualquer uma delas).

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  9. Eu fiz parte da vida acadêmica da minha faculdade e se o tempo andasse para trás, faria o mesmo. Tudo porque na minha faculdade, havia um duxe presente que nos ponia quando isso tinha de ser feito. havia regras, essas não podem, bem devem ser ultrapassadas. Se ele dizia "isto não se faz", isso não se fazia e ponto final, se alguém o fizesse lógico que iria haver um castigo para esse doutor ou caloiro. Se há regras são para respeitar, e lá está, por culpa de uns pagam os outros. Enfim..

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    1. E foi "ponido" quando, claramente, faltou às aulas?

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    2. Se eu tivesse um curso superior teria vergonha de não saber conjugar o verbo punir. A sério que ele vos "ponia" ?!? Ou punia? Isto já para não falar de tudo o resto. Demasiado tempo perdido nas praxes e não a estudar.

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    3. Andou na faculdade??? Ninguém diria...Ponia é o feminino de pónei?

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    4. Ah ah ah ah!!!!! Lá está, os meninos vão para a universidade muito preocupados com a "integração" e acreditam muito que só pela praxe tal é possível. Pelo caminho esquecem-se do fundamental: aprender, estudar, ser melhor,...
      Depois são "ponidos" com críticas por não saber escrever, o que é inevitável, certo? :)

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    5. e escreve-se Dux, já agora.

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    6. Oh meu deus, o dux dizia "isto não se faz"?? Pronto pronto, então não faço, não quero de forma alguma ser pOnido, credo!

      Rebanho de idiotas!

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  10. Clap clap clap clap clap clap!


    Era cacabar com as "brincadeiras" académicas, se eu ando na "escolinha", a gastar dinheirinho, sem fazer pela vidinha, pelo menos que o faça responsavelmente... E não encharcada em álcool, em festas para por os pessoal na faculdade por meia hora em seis meses... Cresçam, que quando chegarem "cá fora" não vão pôr os pés no trabalho duro SÓ por meia hora.....

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    1. Que ideiazinha tão... pobre! Estou na faculdade, vou às festas sem me encharcar em álcool, e agora veja bem isto que é fantástico: NUNCA FALTEI A UMA AULA, nem para ir as praxes, porque onde estou não deixam isso acontecer. Trabalho trabalho, conhaque é conhaque.

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    2. Pipocante Azevedo Delirante15 outubro, 2014 13:50

      Andas a ver demasiados filmes do James Belushi. Cura-te.

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    3. Anónimo15 Outubro, 2014 13:18 : Clap ;)

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    4. o anonimo m ma porque se apoquentou com o comentario da Cristina, se nao lhe serviu a carapuça? Ha exceçoes à regra....

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    5. Estudei em Coimbra quatro anos, na Faculdade de Letras. Nunca faltei a uma aula, fiz todas as frequências e nunca tive de recorrer à época de exames. Há dez anos que trabalho e nunca faltei um dia.

      Fui praxada. Fui a muitas festas. Fui MUITO feliz!!!

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    6. Que triste ter de lidar com este tipo de ideias! Posso dizer que nunca faltei a uma festa que houvesse na cidade onde estudei, fui a quase todas as praxes que houve do meu curso enquanto caloira e praxista e não foi por isso que deixei de fazer o meu curso nos 3 anos que devia. Se há quem não o consiga por não saber dividir o tempo, temos pena, mas acreditem que não é difícil saber fazê-lo. Quanto ao trabalho duro, embora ainda não esteja empregada na minha área (é pena o país que temos não estar feito para recém licenciados), estou preparada para o fazer e enquanto a oportunidade não chega vou fazendo pela minha vidinha trabalhando noutras áreas.

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  11. Normalmente estas ideias brilhantes não vêm dos caloiros...mas de quem manda naquela "merda" que assim também se desresponsabiliza da porcaria que é feita...

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  12. Eu concordo com o que dizes, mas acho que o taser devia ser mesmo na fronha. Podia ser que a descarga eléctrica na tola desse um curto-circuito naqueles neurónios e começassem a funcionar como deve ser.

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  13. Roubar carrinhos de supermercado não é praxe e tão pouco devia ser equiparada. Estudei em Coimbra e entristece-me francamente que a praxe e a tradição académica estejam a ser reduzidas a meros actos de vandalismo e estupidez.

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  14. Concordo Plenamente. Isto é mesmo coisa de Portugal.

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  15. Mentes brilhantes a funcionar. Gente que se pensa tão criativa e nem consegue pensar em nada que seja mais inclusivo e menos degradante. É que pensar em asneiras para se fazer é fácil. Difícil é arranjar alternativas decentes: que divirtam, integrem, mas não façam mal a ninguém (nem ao meio ambiente, se não for pedir muito).

    Só mais um caso de tradição cega...Só mais um caso de praxes inaceitáveis.

    Maria das Palavras
    http://daspalavras.blogs.sapo.pt

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  16. Este post gostei!! Na verdade amei!! E sou de Coimbra. E estudei na UC!

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    1. Situação idêntica à minha :)

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  17. Não é coisa recente esta dos carrinhos serem roubados e atirados ao rio, pelo menos a primeira parte, que no dia de cortejo da semana académica no Porto, contam-se pelos dedos as faculdades que não levam pelo menos um (já nem digo mais) carrinho, com certeza não serão emprestados pois no final é vê-los sem rodas e com a grades dos mesmos em estados menores (se é que me entendem). Se serão colocados ao pé dos contentores? Também duvido. Portanto ir para o rio é mais fácil. É só estúpido.
    Quanto às praxes? Como dizem os povos nórdicos, nós (portugueses) somos "ridículos" por permitir que algo deste género seja liberalizado por indivíduos que têm pelo menos 17 ou 18 anos e ingressarão o mercado de trabalho meia dúzia de anos mais tarde.
    Enfim, se calhar é só uma opinião retrógrada.

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    1. 3 anos de cortejo do Porto e a minha uni nunca fez isso.

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  18. Esta história é tão estupida que é dificil de acreditar!

    Realmente isto está a ficar cada vez melhor! E serão depois estes meninos o nosso futuro. Fantástico!


    Roxy*

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  19. Fui praxada e quando considerava incorreto algo que me mandavam fazer eu dizia que não fazia e ninguém me obrigava ou ameaçava de morte. No máximo tinha uma reprimenda de fazer umas 5 flexões, o que nem é assim tão mau já que ajuda a tonificar os bracinhos Ahahha De qualquer forma lembro-me perfeitamente de, logo no primeiro dia de praxe, uma doutora minha me dizer que se houvesse algo que fosse contra os meus princípios, religião, por motivos de saúde não pudesse fazer ou simplesmente não quisesse fazer, para lhes dizer que eles aceitavam. Isto numa das universidades em que tem praxes consideradas das piores. Se me dissessem para atirar carrinhos ao rio, provavelmente eu seria a primeira a chamar os meus doutores à atenção. Agora é preciso é ter dois palmos de testa e um bocadinho de personalidade. A culpa é das pessoas, não da praxe.

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  20. É a decadência Nacional.
    Entristece-me francamente.
    Tenho um filho com 17 anos e espero nunca o ver envolvido nestes atos parvos e pouco inteligentes. Pelo menos é educado nesse sentido.

    Olguita

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  21. Sim Pipoca, temos que começar a saber separar as águas. Eu fiz parte da tradição de Coimbra, da tradição (sublinho). Fui praxada, tive uma óptima experiência, praxei e passei aquilo que me passaram a mim com muito orgulho. Praxe em Coimbra é muito mais que gritos, que figuras que se fazem em frente aos turistas... A praxe em Coimbra passa por saber a história e o porquê de carregar aos ombros a capa, e Coimbra tem tanta história...
    É óbvio que isto dos carrinhos de supermercado não faz, nem de longe nem de perto, parte da tradição Coimbrã, basta ter 2dedinhos de testa para perceber isso. Concordo com o que disseste sobre o tema dos carrinhos em específico, tem havido campanhas de sensibilização e a ''coisa'' tem melhorado. Se há uns tantos que não estou minimamente preocupados com o impacto ambiental do cortejo da Latada, há outros tantos que tentam remar contra isso. E por isso essa medida dos parques onde depositar os carrinhos no final do cortejo precisamente para evitar que, quem não se preocupa minimamente, não os vá pôr no Mondego. Porque são milhares de pessoas e naquele momento não se consegue controlar essas pessoas, tão simples quanto isso. Se o parques fizerem com que os carrinhos não vão parar ao rio, objectivo cumprido.
    Atenção, não me caiam já em cima, sim?

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    1. Então se as pessoas não se podem controlar, que é tão simples quanto isso!, deixamo-las estar, não é? Ah coitadinhos, são milhares, descontrolados, vamos mas é dar um passo atrás e deixá-los, depois remediamos o assunto. A questão é: acho que já chega de remediar e desculpar as atrocidades que esta gente descontrolada faz. Eu também não acho que isto seja praxe mas, admira-te, é. É e devia ser estritamente proibido. Permitido devia ser isso, levar os caloiros a passear pela cidade,contar a história, sei lá, coisas normais,estão a ver? Porque penicos na cabeça, berros vindos de todo o lado e esta agora dos carrinhos que, na minha santa ignorância, nunca me passaria pela cabeça que existia, não me parece nada além de actos sem sentido nenhum vindos de gente simplesmente parva.

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    2. Anónimo das 13:52, opiniões são isso mesmo, opiniões. E valem o que valem que é pouco ou nada porque é como os rabos, cada um tem o seu.

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    3. Fui orgulhosamente anti-praxe em Coimbra.
      A dita "tradição coimbrã" não acrescenta nada, nada!!!

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    4. Não acrescenta nada? pode ser. E tira-lhe alguma coisa? só deixar que lhe tirem.

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  22. Nossa que ressabiamento Pipoca, Já vi que tem um trauma com as praxes.... Deve ter sido bastante praxada... Aparte disso acho que as universidades é que são culpadas, desta história do roubo dos carrinhos, bastava chamar os representantes de praxe de cada curso e acabar com esta palhaçada.

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    1. Se lesse o blog sabia que a pipoca não foi praxada

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    2. Se as praxes fossem boas, alguém que fosse "bastante praxado" não era suposto gostar e não odiar?

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    3. Mas olhe que é o que falta a muita gente neste país, praxe. Mas praxe verdadeira, não é essa palhaçada que descreve a noticia.

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  23. Pipoca mais uma vez a falar do que não sabe e não conhece. Enfim....
    Liliana

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    1. Como assim, a falar do que não sei? A notícia vem hoje no Público e há várias pessoas que confirmam a história, nomeadamente o presidente da Associação Académica de Coimbra. Não fui eu que inventei que os carrinhos são atirados ao Mondego, isto acontece MESMO.

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    2. Olá,

      Bem, então creio que eu posso falar, visto que estudei em Coimbra durante 3 anos e subscrevo tudo o que a pipoca disse!
      Esta prática é super comum em Coimbra e ninguém tem mão nisso.

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    3. A falar do que não sabe?
      Esta situação é real!

      A não ser que, a Liliana tenha uma explicação perfeitamente plausível e nos elucide acerca daquilo que não sabemos e/ou não conhecemos. Consegue? Hum... Não me parece que haja alguma explicação para tal. E não, não são são as bebedeiras ou o "calor do momento" que o vai justificar.

      Btw, sou de Coimbra e estudante.
      Uma coisa é o pessoal continuar a achar que praxar e ser praxado é fantástico. Outra coisa, é andarem a atirar a merda dos carros para o rio só porque sim.

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    4. Sim a notícia existe e essa prática também. O que não pressupõe um maior conhecimento por parte da Ana relativamente ao assunto ;)

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    5. Oh Liliana não me diga que os Illuminati estão envolvidos e é por isso que uma pessoa não sabe nada sobre isto. Será?

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  24. Sabe sempre tão bem quando alguém consegue passar para palavras exactamente aquilo que eu sinto em relação às praxes!

    Pipoca, sugiro que vejas um comentário do Luís Pedro Nunes sobre as praxes (https://www.youtube.com/watch?v=rc108pGQQno) e que partilhes a tua opinião. Nem gosto muito dele, mas esta intervenção encheu-me as medidas! É muito raro haver alguém com coragem para dizer isto na televisão.

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    1. Absolutamente ridículo e insultuoso para o estudante universitário que paga 1000 euros por ano para frequentar o ensino superior público.

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    2. Não conheço a personalidade em causa mas fiquei chocada com o tipo de vocabulário usado, não só por ser na televisão mas por ser alguém que à partida se acha melhor do que aqueles de quem faz juízos de valor. Não há argumentos e desata-se aos palavrões, quando não tiver mais vocabulário vai partir para a agressão física? Deprimente, vindo de alguém que rebaixa os estudantes e depois se comporta pior do que eles.

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  25. Eu não escreveria artigo melhor que a Pipoca ...
    PERFEITO.....

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  26. para respirar fundo e contar até 340, que não me posso enervar. ........TÁS GRÁVIDA?????????

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    1. Sim! De 39 semanas. Em princípio nasce amanhã. Pensei que já vos tinha contado!

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    2. Lol
      Só as grávidas é que não se podem enervar??? Podiam ter dito mais cedo :)

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  27. Seja praxe ou não, é estúpido e criminoso. Sendo crime, deveria ser punido como tal. Já a estupidez...Só falta haver um acidente fatal e virem depois deitar as culpas para cima de outros.

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    1. "Só falta haver um acidente fatal?" Mais quantos mais é preciso haver? Um que fosse por estas causas já era demais... Infelizmente já houve muitos acidentes fatais, só o ano passado... ou já se esqueceram? Ou acham mesmo que não teve nada a ver? Ouvi à pouco nas noticias que o caso vai ser reaberto... Graças a Deus ainda há juízes ou procuradores que merecem respeito!

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    2. Estava lá para ver se o caso do meco teve ou não alguma coisa a ver com praxe? Se estava conte ja tudo o que viu, ja chega de arrastar este caso, da-se à familia o dinheiro que pretendem de indemnização (porque faz todo o sentido obtermos dinheiro com a morte de um filho), e fica tudo resolvido, que ja nao era sem tempo.

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  28. Ora bem, nunca roubei carrinhos de supermercado e fiquei, agora mesmo, cheia de pena. Mas xoninhas como sou em algumas coisas vejo que não tenho aptidão para tal.Estudei em Coimbrão vivi a tradição conimbricense( não vou explicar, porque quem esteve sabe do que falo, quem não esteve nunca perceberá) e curiosamente acabei o curso e já trabalho há 13 anos!

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  29. Falar sem conhecimento de causa e generalizar também não me parece atitude de uma pessoa muito inteligente. Chamar a essa prática tradição académica é ridículo. Baseia toda uma opinião e retrata factos com base apenas numa notícia. É triste.

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  30. Pipocante Azevedo Delirante15 outubro, 2014 13:46

    Vou assumir pelo conteúdo que a P+D percebe zero de praxe, ou de tradição académica. E aconselho a não acreditar em tudo o que lê...
    Sim, há que roube (ou peça emprestado, e depois devolva) carrinhos do C*. E quem, no meio da bebedeira, os atire ao rio. São bestas. Pessoas mal formadas. Sem civismo. São os mesmos que vão para os sítios in do Bairro Alto, gritam a altas horas da madrugada, roubam copos de vidro, e deixam-nos, partidos ou inteiros, no meio da rua. Ou os que mijam contra a parede. Há quem faça isso na Latada ou na Queima. Também já o vi fazerem no centro de Lisboa, por isso não sei se se enquadra na temática da "tradição académica".
    E os que vão à praia, deixam lixo na areia ou no mar, atiram a beata para onde calhar? Fechemos as praias enquanto toda a gente não se comportar civicamente?
    E nas corridas... o pessoal bebe a água, e deita a garrafa para a borda? Podia perfeitamente ficar com ela na mão até ao fim, não?
    Sabes lá do que estás a falar. Há praxes imbecis, normalmente praticadas por imbecis. E geralmente, para imbecis. Como em tudo na vida.
    És contra a praxe? Estás no teu direito. És contra atropelos à praxe? Melhor ainda. Agora, pegar em casos individuais e generalizar... é errado.

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  31. Roubar carrinhos e atirá-los ao rio não é só coisa de gente estúpida. Também é crime.

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  32. Eu, como estudante universitária, tenho pena que esta situação esteja a acontecer. Penso que os carrinhos serem atirados para o Mondego nada tem a ver com a praxe, mas sim com o dever cívico e a boa educação de cada indivíduo. Podiam estar aos gritos comigo, que eu recusava-me a atirar um carrinho de compras para o Mondego ou para a berma da estrada, ponto. Se as pessoas não têm dever cívico nem dois dedos de testa, se calhar o problema pode vir de casa, não? Apesar de entender o porquê de roubarem os carrinhos, apesar de não ser correto, concordo plenamente que os Duxes, como "chefes" da praxe, deviam dizer algo, mais não seja para dizer "a praxe não é só merda, portem-se em condições que é isso o que nós queremos, não sejam anormaizinhos, p'lamor da santa!", e que existam punições para quem poluir o Mondego e destrua os carrinhos, também.
    Apesar disso, tenho a apontar alguns aspetos sobre os quais a Pipoca e alguns leitores falaram:
    1. Álcool. Engane-se quem pensa que se os alunos universitários se enfrascam por causa da praxe. Na minha universidade, praxes alcoólicas são estritamente proibidas, por exemplo. Vá a uma quinta feira académica e veja quantos alunos estão a cair de bêbados. A seguir veja lá se há alguém a obrigá-los a beber. Os alunos bebem porque querem, porque estão longe de casa e, na maioria das vezes, não sabem o seu limite.
    Também aqui é relevante dizer que, na minha experiência, nunca faltei a uma única aula por ter ido a uma festa na noite anterior, nem fui bêbada para as aulas, como já me disseram que os alunos faziam.
    2. Praxes abusivas. Eu fui praxada o ano passado e a primeira coisa que me disseram foi que não era obrigada a fazer nada que não quisesse, podia ser por motivos religiosos, morais, de saúde ou pura e simplesmente porque não achava correto e não queria. Este ano, enquanto trajada, repetiram-nos a mesma coisa, pediram que informássemos os caloiros e relembraram que a praxe é para nos divertirmos e não para ser uma experiência má. Aliás, o Mestre do Salgado, o nosso "Dux" em Aveiro, pediu aos caloiros que não quisessem estar na praxe que por favor se fossem embora, que há mais atividades e que não eram excluídos por serem anti praxe. Os que se mantiveram disseram que não se sentiam humilhados e que, até à data, se sentiam super bem acolhidos. De seguida, os trajados estiveram a recitar que a praxe não é uma humilhação, que nos comprometemos a ser íntegros e que em momento algum iríamos maltratar alguém. E digo, a ti, Pipoca, e a quem ler isto, que eu serei a primeira a arrumar o nós (símbolo de que praxo, e não o traje, como muitos pensam) no momento que vir uma praxe abusiva e não intervenha. A história do Meco foi muito mal contada, pessoalmente não acredito que tenha sido praxe, e portanto espero que os responsáveis sejam devidamente punidos.
    Sei como fui educada e os valores que me deram e não admito humilhações, seja enquanto caloira, trajada, ou mesmo na vida profissional. Cada um tem de pensar por si e se se deixam rebaixar nas praxes, é porque são burros. Por favor, não me venham com aquela máxima do "há pessoas que são tímidas e têm medo", que isso não se aplica. Depois de tanta notícia, depois de tanto aviso sobre as praxes, as pessoas ainda se deixam levar pelo "tenho medo de dizer não"? Lá está, são burros.

    Maria

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    1. Eu sou muito tímida e nunca cresci tanto como nos três anos em que estudo em Coimbra, as praxes também testam a nossa criatividade e tentam por-nos à vontade, as pessoas tímidas não berram, não fazem o que consideram figuras tristes, não falam com quem não conhecem. Quando fui praxada tinha de cantar e muito e alto para mostrar quem éramos (caloiros e qual o nosso curso, que defendíamos acima de tudo porque no futuro será a nossa profissão e também somos o que fazemos), fiz muitos teatrinhos, declarações de amor, até a funcionários e professores mais brincalhões, andei disfarçada no meio da rua, contaram-nos historinhas engraçadas e os engenheiros repreendiam a muito custo evitando rir quem se ria e nós riamo-nos a dizer que não o estávamos a fazer, todos falavam connosco. É claro que também nos passaram formação cívica, ninguém é praxado sozinho, à noite ou fora do espaço escolar a não ser por livre e espontânea vontade (o que acontece e muito, ninguém morre por cantar e fazer coreografias), fora desses limites podíamos esquecer os títulos académicos, tínhamos praxes marcadas com todos os caloiros de todos os cursos, para promover a integração muitas vezes eram feitos grupos com caloiros de vários cursos, durante dez semanas, às quartas feiras das 14-20h, única altura em que sabíamos que nos iam sujar, a seguir íamos sempre para casa para tomar banho. Ser anti-praxe não é uma forma de exclusão mas a verdade é que em certos casos as pessoas demoram mais tempo a integrarem-se, talvez porque algumas são mesmo tímidas, ou é mesmo da sua personalidade não serem tão sociáveis. No meu curso só houve uma rapariga anti-praxe e não se dava com quase ninguém da turma dela, quanto mais das outras turmas em que há horários diferentes e o número de aulas em que estávamos todos juntos era muito reduzido.

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  33. Ola estudei e vivo em coimbra,nao fui praxada e confesso que cada vez que me tentaram praxar as coisas nao lhes correram muito bem!entrei com um grupo de amigas coeso e bem definidas quanto as praxes pois observa mos muita parvoice, falta de respeito e maldade! se a culpa nao e da praxe mas das pessoas onde estao os doutores para fazerem respeitar as praxes e o traje academico que vestem?nao estao!nao vale a pena dizer que a praxe e muito linda que se aprende com ela porque nada se aprende com um bando de loucos a darem ordens aos caloiros para fazerem coisas estupidas!ja agora tambem seria bom ensinar estes jovens a vestir o traje! as saias nao sao mini saias etc!quanto aos carrinhos acho que quem faz isso devia saber nadar pois a seguir aos carros iam eles!

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    1. No meu tempo, que até pode ter coincidido com o seu, assisti a que no final o carrinho ia para casa, transportando o estudante que estivesse em piores condições etílicas, e por lá ficava. Nas casas dos estudantes fazia sempre falta um carrinho de supermercado e, já agora, um sinal de trânsito. O dinheiro é curto e fazem falta peças decorativas. E na altura não havia IKEA. E no ano seguinte voltava a servir. Reciclagem portanto.

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  34. Que raio de "tradição" mais parva...

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    1. Tradição não é, que a UC data de 1290 e nesse tempo não havia Continente. Nem Pingo Doce.

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  35. Não tiveste infância?? Vá, "infância"? Pelo amor de deus, são praxes. SIM há coisas parvas, mas acabar com as praxes? Não combina com essa imagem de mulher moderna.

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    1. Ah, boa, ser moderninho é ser estúpido e ter atitudes de perfeito atraso mental, ahahahaha!

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    2. esta lógica é um bocadinho rebuscada..o que é que combina com imagem de mulher moderna??

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    3. Frase do dia: A mulher moderna deve gostar de ser praxada. Aqui o anónimo das 14.42 deve ser mais um que andou na faculdade para "brincar", porque inteligência não faz parte do seu ser!

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  36. Estava a ler o texto com um sorriso nos lábios, de tão bom que está, mas chegou a parte do "taser bem aplicadinho no lombo" e fui incapaz de conter uma gargalhada! Hahaha!
    Obrigada Pipoca por, sempre que escreve textos assim, melhorar o meu dia!

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  37. Pipoca, tens muita razão. A praxe é para doentes mentais e idiotas dominadores.
    Lê isto
    http://5dias.wordpress.com/2014/02/06/o-meu-testemunho-pessoal-fui-praxado-praxei-hoje-sou-anti-praxe/

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    1. Comentário infeliz. Mas as pessoas adoram insultos, deve fazê-las sentir superiores.

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  38. A praxe é feita por todas, é certo. Mas alguns não fazem a praxe.

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  39. Concordo inteiramente com tudo!!! Acho graça às pessoas que defendem a praxe com unhas e dentes, como se fosse a 7º maravilha do mundo. Há que ter algum bom senso. Uma coisa é fazerem atividades que não ponham em causa nada nem ninguém, outra coisa é fazer asneirada só porque sim. Só porque são todos uns fixes!!! Espero sinceramente que o Senhor Luís Pedro Nunes, se volte a manifestar sobre este assunto. Foi genial ouvi-lo no debate na sic notícias!!!!

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  40. Má organização, simplesmente isso... Que é gente estúpida e sem noção, lá isso é, mas quer a Associação Académica, quer os órgãos responsáveis pela praxe o podiam impedir. Por exemplo, na Universidade do Minho, durante a latada é proibido levar carrinhos ou, caso levem, devem-se fazer acompanhar por um comprovativo da entidade que emprestou o carrinho, a oficializar isso mesmo. Tudo isto é supervisionado pelos responsáveis da latada.

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  41. Clap clap clap, Ana!
    E é este o futuro do nosso país... MEDO, muito MEDO!

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    1. O futuro de um país que vai ter que endireitar a medirdinha que o passado a que pertence andou a fazer! E se o futuro do nosso país, como lhe chama, se reduz a uma quantidades generalizada de gente estúpida, culpa sua( caso seja mãe) e dos restantes pais que (des)educaram.

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  42. Onde é que andam os Duxes, perguntas tu? Pois se são os primeiros a dar provas da sua imensamente acéfala estupidez!! Já estou como o outro, são uns grunhos! Mal de nós, que transformámos as universidades em perfeitas fábrica de idiotas!

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  43. Não tiveste infância?? Vá, "infância"? Pelo amor de deus, são praxes. anonimo da 14.12 por amor da Santa ou de quem quer que seja o meu pequeno de 7 anos8 anos esta longe de brincadeiras deste genero ao que eu chaomo nao de brincadeiras mas de alta estupidez de pessoas que querem ser no futuro chamadas de doutoures e doutoras........... o MUNDO anda perdidissimo

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  44. Cara Pipoca,

    sou uma atenta ávida do seu blog e gosto sempre das publicações que faz. Contudo, sendo este um assunto que estou por dentro não poderia deixar aqui um comentário.
    Eu sou aluna da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e em relação às praxes, ao cortejo das Latas e da Queima tenho sempre uma opinião (que gosto de pensar que seja) equilibrada.
    Eu no meu 1ºano estudante em Coimbra, tive precisamente 3 ou 4 praxes no ano inteiro. Ninguém me fez mal, tive fazer declarações de amor e não morri por causa disso. Obviamente que não me consigo relacionar e nem ver nas praxes consideradas mais abusivas.
    Não concordo com praxes para levarem os caloiros ao limite, não concordo não.
    Mas como estudante que vinha da Ilha da Madeira, sozinha numa cidade nova, sem conhecer absolutamente ninguém, foi através da praxe (que muitos consideram ser um inferno) que conheci e fiz amigos.
    Existe uma coisa que se chama "praxe de integração". Jogos, peddypaper para conhecer a cidade, o que fazia jeito pois nunca tinha estado em Coimbra.
    Não acho que seja de bom tom falarmos de uma coisa que pelo qual não a vivemos. Que vemos só pela televisão, ainda por cima sendo jornalista, sabe que as notícias são lhes sempre dada muita ênfase para chamar o telespectador.
    Porém, mais uma vez estou absolutamente contra o que fizeram no Meco, o que fazem no Porto, etc. Mas nem 8 nem 80. Dizer que sou completamente contra à praxe seria ridículo pois foi o que me fez conhecer e fazer amigos, algo que não é fácil quando percorri basicamente 1000 e tal quilómetros para poder ter um curso superior.
    Outro ponto a falar seria o do Cortejo da Latada.
    É um dos melhores aspetos que Coimbra tem. O facto de fazermos uma crítica social, mostrar que os mais jovens, que os alunos, que o futuro do país também tem uma voz, também tem uma opinião. Ninguém que percorre o caminho até ao rio para ser baptizado pelos seus padrinhos é obrigado. É um orgulho termos alguém que sabemos que nos vai apoiar durante os próximos anos. Alguém que podemos depositar confiança, que nos possa emprestar apontamentos, livros, etc. É bom aos 18 anos, longe dos pais, podermos ter alguém assim.
    E não é geral. Não é geral toda a gente deitar o carro para o rio.
    Como não é geral que toda a população portuguesa fume, por exemplo, há sempre alguém que opte por fazê-lo, porque são opções. Não digo que seja correcto poluirmos ainda mais o rio, mas não podemos generalizar.

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    1. Quando andei a estudar na Faculdade (sim, que há gente que vai para lá fazer tudo menos estudar) não em Coimbra, mas no Porto, também vinha da Madeira. E senti exatamente o mesmo: desenraizamento, alguma solidão, mudança para uma cidade diferente, longe dos pais, amigos e afins. E sim a minha praxe também foi uma "muleta" de integração... Tenho amigos dessa altura que hoje são de facto os meus melhores amigos.
      Mas desculpe a franqueza, isso não tem nada a ver com a estupidez de ROUBAR bens de outros, como os carrinhos de supermercado e ainda por cima lança-los ao rio... Isso é inqualificável, é estupido e demonstrador de uma falta de civismo enorme! A mim na praxe tentaram ensinar-me o "espirito de manada", de ajuda e companheirismo. Não o desrespeito por regras de civismo. A culpa não é dos caloiros, mas das comissões de praxe que validam estes comportamentos. Para mim, é inaceitável!!! E "indesculpável" (acho que esta palavra não existe...)

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  45. Não tendo eu nada contra a Praxe em geral, acho este tipo de "brincadeiras" completamente ridículas, e oriundas de mentes do mais acéfalo que existe, tal como referiu.
    Mais uma vez implacável e um "tiro" mais que certeiro, pelo que só posso concordar com o que disse!

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  46. Bem uma vez mais concordo com a Pipoca... nem sempre... mas hoje sim! Também andei por estas vidas há muitos anos atrás... fui praxada e praxei mas foi de tal forma giro que ainda hoje recordo com muita saudade. E sim a minha praxe serviu mesmo para integrar e não para desagregar ou algo ainda mais terrivel.
    Tenho um filho que hoje tem 21 anos, passou por Coimbra e ODIOU... foi praxado e essa coisa de andar a subir a Av da Republica a empurrar carrinhos de supermercado com matolões (com apenas mais um ano que ele), sim aconteceu... outras coisas aconteceram e muitas nem eu sei bem. Sei que ficou a odiar tanto todo aquele ambiente que desistiu do curso (Direito) e apanhou uma depressão tal que ainda hoje se anda a tratar. Exagero, dirão alguns! Ah e tal eu se não quiser não faço, ah e tal se eu disser não ninguém me obriga... tretas! Muitas tretas! Obrigar ninguém obriga mas... é melhor fazeres senão! Claro que também sei que nem todas as tradições e Universidades são iguais. Hoje o meu filho mudou de Universidade e de curso, esta na Nova e ADORA! Foi praxado e não teve problema nenhum. Acho que Coimbra se agarrou "demasiado" aquilo que é a tradição e transformou tradição em PRAXE EXAGERADA (na maior parte dos casos). É verdade ou não que quer nas latadas, nas semanas do caloiro, na queima das fitas o exagero é uma palavra que nem significado tem pois que é em MUITO ultrapassada? Oh meus Amigos e vamos la a ver uma coisa: Quem é que pode ser Dux em Coimbra? Resposta: O aluno que mais matriculas tem. Está tudo dito? Se tem mais matriculas é porquê? Porque tem "ene" cursos? Ou porque é BURRO que nem uma porta? Sabemos que a maioria, felizmente, encara a tradição da vida académica sem grandes exageros mas infelizmente a minoria que os pratica não tem resultado em muito boas praticas pois não? A vida académica é uma das melhores fases da nossa vida... tenho a certeza! Gozem-na e deixem goza-la com punjança e cagança mas sem EXAGEROS!

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    1. Por acaso o Dux em Coimbra tem vários cursos. Por acaso também estudei direito em Coimbra e nunca vi qualquer tipo de abuso no meu curso. Mas odiar o curso é suficiente para ter uma depressão.

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    2. Ehehehehe "vários cursos"? E quantas matriculas em cada um? Teve muita sorte, mesmo muita... E sim todo esse ambiente deploravel na maior parte das vezes pode gerar depressão e outras doenças bem mais graves... Logo no primeiro dia teve que escolher um padrinho que só o voltou a ver... nunca mais... ajudas em apontamentos, orientações, etc etc etc... mais tretas. Houve a latada e o padrinho que se tinha embebedado na véspera nem se levantou da cama... eram para aí umsa 20h quando se levantou. Uma miséria... E sabe o mais curioso? Este padrinho vivia na mesma casa... Como em tudo é preciso ter sorte... o meu filho não teve. Felizmente hoje esta em Lisboa na NOVA e esta muito bem!

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  47. Apesar de ter estudado em Coimbra, acho estes actos verdadeiramente idiotas. É possível todos se divertirem sem estas atitudes nada reveladoras de gente adulta e acho que seria importante começar por serem responsabilizados. Se são adultas para estudar fora de casa, também são adultas para arcarem com as consequências dos seus actos patéticos!

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  48. Pipoca: vou ser mesmo muito sincera! Sou de Coimbra, Coimbra mesmo, cidade dos estudantes, dos doutores, etc. Infelizmente, já fui alertada para este tipo de coisas. Também me deixa triste porque além de ir contra as "regras" do meio ambiente, está a deixar esta cidade e toda a comunidade académica mal vista.
    Mas que se há de fazer?...

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  49. Pena de quem não viveu/vive/viverá Coimbra.

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    1. Pena tenho dos que já viveram e têm muitas Saudades ;)

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    2. É só mais uma cidade de Portugal, um pequeno país na Europa, que fica no mundo. Experimente sair desse mundinho, conhecer pessoas e sítios novos e vai ver que aqueles anos da faculdade são mesmo só isso, anos da faculdade :) esse pessoal saudosista de Coimbra, que não consegue seguir em frente e está sempre cheio de melancolia e de "momentos que passam, saudades que ficam" e que quando se aproxima a serenata enchem o facebook de fotos e "baladas do 5.º ano jurídico", faz-me rir. E, sim, estudei lá 5 anos (licenciatura e mestrado), mas felizmente sempre tive o distanciamento para perceber que era só mais uma (boa) fase e cidade da minha vida...

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    3. Não deve ter sido assim tão boa. Caso contrário teria imensas saudades. Há pessoas que não vivem, vão vivendo, deve ter sido isso que aconteceu quando por lá passou.

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    4. Quando as coisas são bem vividas e quando se tem uma vida boa, não se têm saudades... recorda-se com contentamento o passado e anseia-se pelo futuro :)

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  50. Finalmente alguém que tem "coragem" para dizer o que pensa destas actividades praxísticas totalmente irracionais! Subscrevo totalmente, muito bem dito!

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  51. Felizmente nem todos os jovens são como os relatados neste triste episódio, no entanto como mãe de duas filhas adolescentes, começo seriamente a preocupar-me .

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    1. Não se preocupe com as suas filhas, fui praxada, praxei e ainda praxo, trabalhei durante a licenciatura (já concluída) e continuo a fazê-lo no mestrado que estou a frequentar... Não vale pena falar-lhe sobre a minha experiência mas acredito que as suas filhas terão bom senso para decidir se irão ou não participar nas actividades praxistas...Se sim, certamente que se irão divertir, caso contrário certamente que se irão divertir também e garantidamente que o estudo não ficará de lado... é uma fase positiva, eu cresci, amadureci e acima de tudo fui feliz :)

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  52. Subscrevo inteiramente! Quando é que estes ridículos vão parar com estas acções ridículas que expõe a sua estupidez e a inacção e desresponsabilização dos responsáveis das universidades?

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  53. Não é "tradição", é moda.

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  54. Fossem escuteiros a fazer isto e já ninguém se insurgia!

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  55. Concordo consigo Pipoca. As praxes há muito que deviam ter sido revistas em muitas universidades... há muitas praxes vergonhosas, não acredito que alguém que é praxado durante o dia chegue à noite à sua almofada e durma descansado, depois de ser humilhado o dia inteiro... Tenho muito receio, medo do que serão capazes de fazer a seguir...

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  56. Roubar (carrinhos ou seja o que for) é crime. Pura e simplesmente. Aplique-se a lei. Depois de umas quantas punições, ficam com menos vontade de inventar "tradições".

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  57. A praxe é a única maneira de se integrarem, porque é assim que querem que seja!
    Se não houvesse praxe, as pessoas conheciam-se normalmente, como fazem em todos os outros contextos!!!!!
    Aliás, ao haver praxe, estão é a discriminar e não deixar integrar as pessoas que não queiram aderir (por medo, por convicção, por questões religiosas).
    Se chegar uma colega nova ao emprego, posso muito bem explicar-lhe como as coisas funcionam. Conversar e criar afinidades.
    Não é preciso um bando a dizer-me o que fazer e a punir-me (?!?!?!!?).

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  58. "E é este o futuro do nosso país... MEDO, muito MEDO!"
    Não se esqueçam que o futuro do meu e do vosso país não é só feito destas pessoas!

    Fui praxada, praxei, fiz apenas aquilo que quis e que ia de acordo com os meus princípios. Terminei a minha Licenciatura, iniciei o meu Mestrado e não é por ter participado na praxe que sou menos que alguém. Para mim que estava a mais de 300 km de casa, sim foi integração porque caso contrário não teria lá ficado.

    Se apoio esta atitude, obvio que não, mas não generalizem!

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  59. O que mais me assusta? Saber que são estes anormais o futuro do país... futuro triste, se não crescem e se não começam a ganhar responsabilidade e maturidade. Enfim.

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  60. Estudei em Leiria de 1999 a 2003 e fui praxada. Odiei! Foram tardes de joelhos na brita, até os joelhos ficarem feridos, minutos que pareciam horas na posição de "elefante cansado" (joelhos sobre as palmas das mãos, face das mãos na brita), ou deitada de barriga p/ baixo e limpar os sapatos dos veteranos com um cotonete na boca. Aguentei duas semanas até me declarar anti-praxe. Foi uma pressão enorme pleno não me digam que quem quizer pode recusar sem pressões... Perdi a conta às vezes que vi colegas da turma a simularem sexo uns com outros... Declarar me anti-praxe foi o melhor que fiz!

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  61. Fui estudante de Coimbra, fui praxada e praxei. Acho uma estupidez esta caça às bruxas! Na praxe é praxado quem quer e faz o que quer, já se é adulto e ninguém obriga ninguém.
    Depois é necessário separar o que é feito dentro da praxe do restante. Definitivamente esta prática reiterada de levar os carrinhos no cortejo não faz parte da praxe. Cada um, enquanto ser livre, decide deslocar-se a um supermercado e furtar um carrinho. A Universidade tem culpa ? O Duxe ou a AAC têm culpa? Não! Têm capacidade para punirem de alguma forma ? Não! O furto por si só é crime, que no caso concreto consubstancia um crime semi-público, que em termos genéricos significa que só o lesado poderá apresentar queixa, ou seja, se os supermercados nada fizerem, quem comete o crime não será punido quanto a este facto. Por outro lado, o acto de atirar os carrinhos para o Mondego qualifica-se como um crime de Poluição, igualmente previsto e punido pelo nosso Código Penal. Neste caso, sendo um crime público qualquer pessoa pode apresentar queixa, ou as autoridades poderão agir no imediato. E porque não o fazem ? Porque se criam estas medidas ? Porque não passam de casos e épocas excepcionais, da mesma forma e a título de exemplo, que em dias de festas e romarias as autoridades não desatam a passar coimas a todos os carros mal estacionados.
    Mas falar sem conhecimento de causa e atirar a culpa para cima das Universidades e para cima da ovelha ranhosa/negra chamada praxe é pura ignorância.
    Por outro lado, só quem anda no cortejo se apercebe da quantidade de não estudantes que andam lá pelo meio (pasmem-se!) alguns até usam capa e batina, muitos deles com carrinhos e muitas vezes prontinhos a armar barracada com estudantes.
    No entanto, tal como estes “civis” nem todos os estudantes podem sofrer generalizações desta forma. Aliás, generalizações deste tipo também não revelam muita inteligência. Além disso parece que as mentes “acéfalas” aprenderam rapidamente, uma vez que das centenas de carros furtados apenas 3 foram encontrados no rio depois da última queima.
    Custa-me esta crítica mesquinha contra a praxe e a tentativa de culpar a praxe por tudo. Gente estúpida existe em todo lado, no trabalho, na escola, nas empresas e claro nas Universidades. Não é possível controlar estes actos num curto espaço de tempo, por isso sensibilizar é o melhor caminho.

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    1. Reparei que escrevi " Duxe" sendo a forma correcta "Dux".
      Como não dá para editar o comentário deixo aqui essa salvaguarda.

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    2. Não podia estar mais de acordo Sof.

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    3. sim, porque essa é realmente a parte a reter de toda a situação!

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  62. Pois é ... Pipoca subscrevo tudo o que disse. Tenho um filho a estudar e desde logo lhe disse que ele devia experimentar a praxe e não se deixar influenciar pelo que ouvia, que até podia ser giro, e tal... Chegou ao fim da primeira semana e ele disse: BASTA!
    Depois de ouvir alguns relatos, só podia concordar com ele e dar-lhe razão. Para quem não bebe, não gosta de dizer palavrões, e não gosta de se sentir subjugado é muito difícil gostar da praxe... mas enfim há gostos para tudo!

    CR

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  63. As praxes são como tudo na vida: quando é em exagero ou se perde a noção do ridículo ou do perigo, é exagero.
    E sim, há muitos meninos que andam na faculdade a brincar e a gastar o dinheiro dos papás. Não serão todos, obviamente, mas muitos. Conheço muitos doutores e engenheiros que não sabem escrever o mais elementar português (aliás, como já se viu aqui!), trabalhei com eles e os erros eram vergonhosos. Tal como há jornalistas que dão erros. Mas, lá está, não se pode generalizar.

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  64. Cara Ana, há coisas que quem não estudou em Coimbra nunca vai entender pelo que até percebo a sua posição. Licenciei-me pela mais nobre universidade do país, a Universidade de Coimbra, praxei sem humilhar; fui praxada sem ser humilhada e gozei tudo o que Coimbra tinha para me dar, sem merecer uns choques de tazer por isso. Nunca mandei o carrinho para o Mondego e nunca roubei nenhum e não concordo que os mesmos sejam atirados ao rio. No entanto a sua generalização é despropositada pois não há, no rio, um carrinho por estudante de Coimbra. Quanto aos facto dos mesmos serem roubados, deixe lá isso, os supermercados também nos assaltam os bolsos todos os dias e nada devolvem :)

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    1. "Quanto aos facto dos mesmos serem roubados, deixe lá isso, os supermercados também nos assaltam os bolsos todos os dias e nada devolvem"

      Foram essas as lições de vida que retirou dos seus anos de estudante na "mais nobre universidade do país"?

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    2. Da mesma forma que há quem generalize despropositadamente em relação à praxe, também há quem o faça com a Universidade de Coimbra, como se todos os que aqui tivessem estudado tivessem uma mentalidade própria e igual. Eu estudei na UC e não acho as praxes uma coisa útil.

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    3. A mais nobre? Que quer isso dizer? Os professores foram ou são realeza!? Ou os alunos!?
      A senhora é condessa, por acaso?
      São roubados, deixe lá isso? As gasolineiras também, o estado nem se fala, roube a esses também já que está justificado.
      Atualize-se nos rankings internacionais, é a Universidade do Porto a melhor do país.

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    4. Falam de coimbra como s fosse harvard! Meudps deus tanta tradição e bla bla bla! Atualizem.se! O Minho é a melhor do pais.

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    5. A mais nobre? Oh idiota, porquê? Faz-te à vida e conhece mundo, logo vês se é a mais nobre. Provinciana do caraças! Ah, eu estudei em Coimbra com sucesso, por isso sei que não é a mais nobre.

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    6. Caros anónimos, já vi que são pessoas que levam o elemento literal ao extremo tendo em conta que não conseguiram entender o teor irónico do final do meu comentário. Prosseguindo, esta provinciana de Lisboa, que até já estudou no estrangeiro, tem direito a uma opiniões e como tal pode classificar como mais nobre a faculdade que assim o entender. Mas não se enervem, se querem o Porto fiquem com o Porto e se preferem o Minho, ora muito bem :) felizmente sei-me bater pelas minhas ideias e convicções e por isso continuarei a defender a minha. Sejam felizes e tratem de ser educados, porque melhor que a UC é a educação. :) :) :)

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  65. Tudo muito certinho. É uma bela merda, lançarem carrinhos ao Mondego. Como é uma bela merda, lançarem máquinas de lavar roupa, bicicletas e automóveis(!). Sim no ano passado tiraram um automóvel do leito do rio Mondego. E a noticia também saiu no Publico. Agora fazer gravitar a questão dos carrinhos em torno da latada, e pontuar o texto com tracinhos capciosos sobre o epiteto de energúmenos aos estudantes de Coimbra, parece-me uma parvoíce. Chame lá energúmenos a quem atira coisas ao rio à vontade, que eu até faço coro consigo. Agora não estabeleça uma causa efeito, entre atirar carrinhos ao rio e ser estudante de Coimbra, e não parta por aí fora a falar mal da praxe, e da latada...aí entra em terreno que não conhece. Mas se quiser conhecer, terei todo o gosto em fazer de sua anfitriã numa visita à cidade e às tradições académicas a ela associadas, nas quais se inclui a praxe. Controle lá o seu fervor anti praxe, e guarde o seu rancor para praxe que certamente conhecerá, a de Lisboa.

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  66. Bem...
    Estudei em Coimbra (belos anos) e até podia dizer que nunca fiz a estupidez de roubar carrinhos para levar a sangria e as minis para o cortejo da latada mas fiz, assim como deixar o carro ao pé do mondego para depois ir direta para o recinto já mais animada.
    Hoje olho para trás e vejo que era estúpido, irracional e nada civilizado mas na altura para mim era uma coisa normal, era o inicio dos festejos de uma semana e era divertido por ser irreverente.
    Provavelmente a maioria das pessoas, noutros tempos teve comportamentos que hoje acham inaceitáveis e parece-me que este é o caso.
    Oh pipoca pensa lá quando estavas na faixa dos 18-23 não passas-te por qualquer coisa que hoje achas ridículo? =)

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    1. Irreverente seria não teres alinhado na carneirada coimbrã e teres feito algo diferente dos teus anos de estudante. Irreverente seria saberes escrever "passaste"... enfim, só se enterram... comentários atrás de comentários dos mesmos tolinhos a tentar defender o indefensável :)

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  67. Se cada uma destas 80 pessoas que comenta desse educação aos filhos talvez eles não chegassem ao Ensino Superior prontos para fazer este tipo de atos.
    Nasci, vivi e estudem em Coimbra, até as 22 anos. Fui praxada e praxei, nunca praxe de gozo mas sim de integração, daí na procura de emprego noutro pais foi o meu Padrinho que me orientou e atualmente sou em quem revê os trabalhos académicos da minha Afilhada.
    Tive uma boa educação em CASA e por isso nunca vandalizei nada em nenhuma cidade, quer em nome da praxe quer em nome do amor.
    É muito bonito criticar tudo, mas muitos dos filhos destas pessoas devem começar a escrever nas mesas das escolas/colégios logo no 1º ano. Mas tem muita piada, o João desenhar na mesa. Se nessa altura tivessem educado o João ele não estragava nada aos 18 anos.

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    1. Concordo plenamenteeeeeeeeeee

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    2. Ora muito bem dito :) nem mais.

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  68. Olá Ana,
    Partilho da sua opinião, são actos inqualificáveis, que suscitam a nossa revolta e indignação, praticados por jovens que "teóricamente" deveriam estar "plenamente" munidos da "capacidade de entender e querer"... mas lamentávelmente não é o caso!
    Não obstante reconhecer que ocorrem anualmente praxes académicas que cumprem a tradição... sem deixar de ser divertidas e inofensivas, é igualmente verdade que todos os anos sem excepção, assistimos a "Excessos" que culminam em "morte" (Caso Meco), lesões físicas/psíquicas, urgências hospitalares por coma alcoólico, danos materiais, e inevitávelmente muitos Resíduos/lixo, cuja recolha... sobra para as Autarquias. Muitos Relativizam/desculpabilizam tais práticas com as expressões: " São jovens têm de viver a vida... já todos passamos pelo mesmo... estão na idade de fazer asneiras... etc....", sinceramente não concordo, não compreendo, não quero compreender. O facto de serem jovens... estudantes universitários(futuros Drs, Eng. Arq, Médicos..etc..), não os torna "imunes". Nos termos da lei são imputáveis, e deverão responder civil ou Penalmente e sujeitar-se às consequências dos actos ilícitos que praticam, como quaisquer outros cidadãos. Quanto à prática da PRAXE académica compreendo-a enquanto tradição desde que, enquadrada dentro dos limites do aceitável( entenda-se, pura e inofensiva diversão sem qualquer indício de Humilhação, dano físico etc...). Estudei em Lisboa, quando entrei para a faculdade (finais de 80) "caloirinha de 18 anos", recusei-me a ser praxada, sofri represálias por essa recusa? fui posta de parte/excluída do grupo por colegas mais velhos e/ou da minha turma ? NÃO, muito pelo contrário... ainda hoje realizamos jantares de confraternização, autênticas festas....
    Cada vez mais me custa a aceitar, rejeito de todas as formas que um Jovem adulto com frequência universitária, licenciatura, bacharelato.... se submenta VOLUNTÁRIAMENTE á vontade de "DUXES" - pseudo-hierarquias DE COMITÉS(?) DE PRAXES... em pleno sec. XXI !!??? é inaceitável, incompreensível ! No meu entender só poderá existir submissão de um ser humano a outro ou outros em situações de dependência física ou económica ( mesmo estas por vezes são questionáveis), a questão académica não se enquadra em nenhuma delas. Quem se deixa manipular/subjugar pelos seus pares... necessita urgentemente de ajuda.

    Maria do Mar

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  69. Estudei em Coimbra, não levei carrinho nem ia com amigos que o levassem. Em tudo há exageros, e quando pende para o lado da "brincadeira" pior ainda. Não concordo, logicamente, com o atirarem os carrinhos ao rio, já os "parques de estacionamento" não me parecem má ideia, desde que seja feita a par com a proibição do roubo dos mesmos...já que não se consegue retira-los duma hora para a outra, pelo menos arranjaram uma forma de irem menos alguns pararem ao rio. Quanto ao assunto das praxes, enfim...fui praxada e diverti-me bastante, praticamente não praxei, por opção. Infelizmente, como em tudo, há quem abuse e há quem se deixe ser abusado sem se queixar e sem se manifestar contra (é que também é importante esta parte, e não vir só depois dizer que coitadinhos de nós que fomos mal tratados, mas na altura calamo-nos).

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  70. Oi Já estudei fora e socializei muito mais por não haverem praxes do que por haverem. Pessoas que fazem isso nem mereciam estar na faculdade. Estou cada vez mais decepcionada com esta geração.

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    1. Deixe lá que eu sou desta geração e também estou cada vez mais decepcionada com esta geração...

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  71. Já não fala na estupidez do acto, falo de um furto, os carrinhos supostamente têm dono, que pelos vistos não se queixa. Em Espanha tive conhecimento de uma notícia de um furto de centenas de carrinhos de metal os quais estavam para ser vendidos numa sucata tendo lucro de mais de 150 mil euros, mas a coisa correu mal e foi preso.....aqui pelos vistos pode se lucrar com os carrinhos.

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  72. Enquanto forem carrinhos ao rio e não morra ninguém la afogado, tudo bem. O pior é se vira o Meco. #patadanaboca

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  73. Mais nada! Já estou como o Luís Pedro Nunes "uma miséria humana" é o que isto é...

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  74. Se calhar Pipoca precisa de beber uns copos e abrir a pestana. Esse seu puritanismo da treta já não aguenta. Pois que roubar carrinhos e atirá-los ao rio é das coisas mais idiotas que se pode fazer, mas importa saber que nada disso se inclui na praxe da Universidade de Coimbra - é, antes, uma escolha acéfala de um conjunto de acéfalos que, por acaso, estudam nessa instituição. Estudei em Coimbra e nunca me passou pela cabeça alinhar em tais idiotices. Mas fui pela praxe, actividade que, apesar das críticas desconhecedoras da sua pessoa, muito gozo me deu. Brinquei, pulei, bebi e gritei sem nunca ser coagida. NUNCA. Se cá por Lisboa é diferente, óptimo. Se Coimbra vos faz imensa comichão pelas suas tradições académicas, bebem um chazinho que passa. Não confundir, por favor, tradição académica que é uma coisa que está tão relacionada com Coimbra como o Tejo a Lisboa (e é, por isso mesmo, indissociável. Chateia-se com isso? Azarito, nada a fazer), com padrões de comportamento voluntários de um grupo de atrasados mentais.
    Claramente não conhece Coimbra - acho que é óbvio. Conheça, dê-se ao trabalho e depois, então, fale com conhecimento. Até lá passa por ignorante, tal como a maioria.

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    1. Puritanismo?? Mas o que é que o puritanismo tem a ver com este caso em específico? Desculpe lá se acho uma anormalidade de todo o tamanho que gente adulta e que deveria ter consciência cívica e ambiental ande a atirar carrinhos para dentro de um rio. De facto, sou uma puritana da pior espécie.

      E depois lá vem a eterna conversa. Sempre que sai alguma notícia menos boa sobre este mundinho, lá vêm os eternos defensores: que ISTO não é praxe, que ISTO não é tradição académica, que uns quantos não são representativos de todos. Pois claro que não, mas é isto que chega cá fora, é isto que faz notícia e, obviamente, é isto que se condena. Mas, claro, nestas alturas todos se querem demarcar. Alguém dizia algures aí para cima que a Associação Académica não pode ser responsabilizada pelos carrinhos roubados, fazendo crer que isto é acto de um ou dois meninos rebeldes. Meus amigos, só este ano já foram roubados 400 carrinhos. Não estou a dizer que isto corresponde a 400 seres acéfalos, mas também não serão só meia dúzia, como querem fazer crer.

      Repito, se estes e outros actos irresponsáveis existem é apenas porque estão inseridos numa coisa maior. Onde há coisas boas e onde há coisas más, claro. Mas têm sido tantas as más que, se calhar, está na altura de repensar todo o conceito da "tradição académica" ou lá o que lhe queiram chamar.

      Quanto aos que me dizem "tu devias era vir para Coimbra" ou "tens inveja porque nunca estudaste em Coimbra"... não, meus pequenitos, não tenho. Nunca tive esse sonho, caso contrário tê-lo-ia realizado. Estudei em Lisboa, numa faculdade anti-praxe (graças a Deus!) e tenho ZERO interesse por esse mundinho das capas, das bebedeiras e das figuras tristes camufladas em "actividades de integração".

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    2. Esqueceste-te de colocar no fim deste texto que foi escrito com a parceria do Correio da Manhã LOL.
      Se tem ZERO interesse por este mundinho não comente... a PRAXE FAZ PARTE DA TRADIÇÃO DE COIMBRA APRENDAM A VIVER COM ISSO SEUS FRUSTADOS!!

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    3. Realmente Coimbra é uma cidade que SÓ vive das tradições académicas, mas que os próprios estudantes têm tendência a acabar tal é a petulância que têm ao se orgulhar dessas mesmas tradições…vivem agarrados a isso e nada mais.
      A Pipoca sabe o que Coimbra tem de bom??? A estrada para a Figueira da Foz…ahahahahahahah

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    4. Tenho zero interesse pelas vossas actividades até ao momento em que começam a sair do vosso mundinho e a lesar pessoas e património.

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    5. Clap!clap!Clap anónimo!!

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    6. Compreendo, mas assim foi e assim continuará a ser.

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    7. Adoro estes estudantes de Coimbra que acham que quem critica é porque nunca por lá passou. Amiga, vivi em Coimbra dos 8 aos 22 anos, 5 dos quais passados a estudar a licenciatura e o mestrado na FDUC. Sempre detestei os vossos ruidos gruturais, os vossos "ponham-se de 4", os vossos "faça um broche ao doutor", e quaisquer outras supostas piadolas que são "inofensivas" e que, na vossa cabeça, não fazem parte da acefalia da praxe... mas que são igualmente ridículas e sem sentido. Felizmente que sempre tive amigos que pensavam da mesma maneira que eu e cujo momento alto do ano não era ir (again and again and again) comprar o passe geral para ir todas as noites ao parque. E fiz Erasmus, arranjei emprego mal terminei o curso, já estive novamente no estrageiro, etc etc etc... e sempre me integrei e conheci pessoas porreiras de formas mais convencionais e interessantes que através da praxe e acefalia generalizada desse micro-cosmos que é Coimbra (mas que, para alguns, parece que é o centro do mundo).

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    8. A típica resposta do "não sabe do que fala" sou universitária já no terceiro ano do curso e sei bem do que falo, passei pelas ditas tradições tão boas que nos dão recordações para a vida. nada que concorde; estive lá uns meses enquanto me conseguiram convencer que era apenas uma grande mudança e que era um grande erro desistir!! Tretas, tudo tretas, a verdade (para mim) é que são pessoas frustradas que precisam de alguém em quem descarregar essa frustração, "vai buscar-me isto", "faz aquilo", entre a falta de atenção á falta de maturidade não sei qual a mais evidenciada, com a falta de respeito bem explicita lá no meio; supostamente quem está lá, faz-lo porque o quer e faz o que quer, esta está longe de ser a realidade das coisas, saí no meu primeiro ano, depois de muito batalhar para que entendessem o porque de eu sair e ficar bem com todos, desisti, ainda hoje, dois anos depois continuo a ver pessoas que diziam-se minhas amigas na altura a virarem a cara simplesmente porque não segui o ideal que era suposto, não fiz o que queriam, contrariei a "tradição", tenho 20 anos e tenho pena de ver tantos jovens fechados a uma realidade sem parar para pensar que estão a ser humilhados, rebaixados, tudo com o objectivo de um dia mais tarde poderem fazer igual ou pior aos mais novos, estou perto desta realidade todos os dias e sei muito bem do que falo; para que nao venham dizer que nao sei...
      Pessoas que na sua maioria nem nas aulas aparecem, que passam lá anos a fio sem acabar o curso, que vivem para aquilo enquanto os paizinhos, muitas vezes sem possibilidades pagam as propinas, para os meninos andarem nas festas!

      Felizmente este ano acabo o meu curso se tudo correr como espero, e sinceramente por mim podem continuar a brincar aos doutores por lá, desde que não prejudiquem outras pessoas, assim menos concorrência há no mundo do trabalho :D

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    9. Ok, Parabéns!

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    10. Também estudei em Coimbra e também sei como Coimbra tem contribuído para a ciência, para as letras e para as artes. Essa pretensa supremacia idiota é do mais salazarento que há. Ah, o Salazar também adorava Coimbra. Saloios do pior.

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    11. Pipocante Azevedo Delirante15 outubro, 2014 23:21

      Essas expressões depreciativas dão razão a quem defendeu que usou um exemplo e generalizou, para escrever um texto contra algo que abomina, mesmo não conhecendo.
      Sim, a praxe é tão boa ou má quanto as pessoas que a praticam. Como tudo na vida, evolui. Dá-me náuseas ver capas conspurcadas com emblemas publicitários, mas lá está, é uma geração consumista e vendida ao culto do produto.
      Leu no Público essa suposta tradição. Infelizmente o Público não procura as praxes feitas na Alta, que passam por levar os caloiros a dar sopa quente e companhia a idosos que vivem sós.
      Mas lá está, quem não conhece mundinhos, acaba por só saber o pior destes. Convém, antes de escrever um artigo destes, conhecer, aprender.
      Essa falta de conhecimento origina pérolas como "Coimbra é só estudantes", quando a cidade é hoje um pólo tecnológico, com empresas que veja lá, emprega os ex-alcoólicos formados na UC e os põe a trabalhar para a NASA.
      Quanto ao futuro, não se preocupe já com ele. Foque essa preocupação no presente, presente esse que não é feito por bêbados da UC, mas por abstémios da Moderna e Independente.

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    12. Pipoca mas olhe que quem é famoso por lesar pessoas não é Coimbra. Coisa diferente se pode dizer de Lisboa (Meco) e do Minho(muro).

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  75. Só não subscrevo inteiramente o que escreveu porque acho que foi demasiado branda para com os anormais (sim, anormais!!!!!) que praticam tais actos!
    E quanto às praxes, são raras, muito raras mesmo, as que não humilham o caloiro. TENHAM VERGONHA!

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  76. Mónica Ribeiro15 outubro, 2014 19:32

    Pipoca, há gente estúpida em todo o lado. Como é óbvio a parte boa da Praxe e da Tradição Académica nunca é noticiada. Tal como não são noticiados os comentários positivos sobre a foto da Jessica Athayde, ou como por exemplo tu também não fazes um post sobre os comentários fofinhos que te fazem.
    Como é óbvio deixar os carrinhos no rio é altamente estúpido. Mas olha quem os deixa no meio do estacionamento dos parques de estacionamento também não merece melhor adjectivo. Não vamos generalizar.

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    1. Não diria melhor!! Obrigada por não usar palas Mónica. Ass: Joana

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  77. Concordo plenamente! Cambada de atrasados!
    www.moncloset.com

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  78. Pois eu, estudo em Coimbra há uns bons anos e digo com orgulho que NUNCA PRAXEI, nem tenho a mínima vontade de o fazer. Acho um piadão ás virgens ofendidas que se espumam aqui todas porque a Pipoca nunca estudou em Coimbra, por isso não pode nunca entender esta vivência académica da qual eles tanto se orgulham! Fui à praxe no primeiro dia de aulas porque os "senhores doutores" me vieram buscar à porta da sala para me conduzirem a esse fantástico ritual de "integração" que consistiu, entre outros, em andar com a roupa virada ao contrário, a fazer danças ridículas e entoar os gritos de guerra, sempre a "OLHAR PARA O CHÃO, CALOIRA!". Ora eu que tenho o mínimo de amor próprio e noção do ridículo nunca lá mais pus os pês? Se me puseram de lado? Puseram e quem disser o contrário estará a mentir mas como não tinha grande interesse em ter como amigos um grupo de pessoas que amava ser humilhado e achava a coisas mais natural do mundo estar às ordens cegas de pessoas um ou dois anos mais velhos que eles, pouco me importei. Arranjei outros amigos, mais interessantes e sem este "kink" por ser humilhado. Não deixo de ter orgulho e de gostar da minha Universidade mas para mim a praxe é, pura e simplesmente ridícula e não faz sentido numa instituição de ensino superior. Apoiada a 100%, pipoca!

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    1. Subscrevo isto tudo. Exactamente o que foi a minha experiência.

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    2. Subscrevo inteiramente o que diz o anónimo das 19 H 42m, Sou de Coimbra, estudei em Coimbra, já trabalhei fora do país e agora trabalho no pais na minha área académica, fiz amigos na Faculdade, integrei-me, fui anti-praxe e sofri as consequências com muito gosto. Integração por idiotas chapados, não, obrigado.

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  79. Pipoca!!
    Algumas pequenas correcções, não é de AGORA esta tradição já acontece à algum tempo, esta atitude "ridícula" teve foi mais visibilidade quando esse grupo de jovens decidiu limpar o mondego. Já agora, a latada, não é dó UNIVERSIDADE DE COIMBRA, inclui todos os institutos e politécnicos de Coimbra.

    Aproveito para dizer que sou estudante de Coimbra, no entanto não me identifico com enumeras atitudes desta comunidade estudantil.

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    1. Confesso que acho estranho alunos do ensino superior escreverem "---acontece à ...." em vez de "...acontece há......". Já deixando passar o "enumeras"

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  80. Esta generalização chega a ser ofensiva. Eu estudo em Coimbra há três anos, sou praxada e praxo e esta vai ser a terceira Festa das Latas que presencio e, embora, concordando com alguns aspectos deste post, não posso deixar de me sentir ofendida. Mas, percebo que mande assim umas postas para o ar porque nota-se claramente que nuca cá estudou e não sabe do que se trata. Acho uma estupidez tremenda os carrinhos acabarem no Mondego, mas daí a chamar acéfalos a toda a comunidade praxística...

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    1. Não deverias estar ofendida, deverias ter vergonha pelos seus colegas! Se quer que a comunidade praxistica sejá reconhecida façam como os Jeovás - ponham a andar o pessoal que não cumpre e não honra os v/ "princípios"..

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    2. Esta deve ter vindo aqui parar porque um amigo bronco publicou no face o post da Pipoca e decidiu vir revoltar-se para aqui. Acalme-se, amiga, que o momento alto do ano está aí (e não, não é a época de exames, é a Latada.... e depois há-de ser a Queima, sua sortuda!). Preocupe-se mais com o mundo real que está lá fora e em cultivar um bom CV que aumente a sua empregabilidade que com os "amigos para a vida" que está a fazer nesse ambiente coimbrão podre.

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    3. Coitadinha da xuxu…lá está a petulância destes m**** …"nunca estudou em Coimbra"
      Olhe querida acorde para a vida porque na UC na Univ. da Merdaleja vai dar tudo ao mesmo, e sabe porquê?? Quando acabar o curso, se acabar, vai ser mais uma desempregada e nem a UC que vc tanto defende lhe vai valer. É assim a realidade deste país…

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  81. E porque é que NINGUÉM fala deste tipo de praxe? É tão fácil generalizar e cair em falsos julgamentos.
    http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?lg=pt&c=40146

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    1. Ora então, não se fala nem merece aqui um post porque isso é uma coisa que não pode ser criticada, e as pessoas gostam é de assuntos onde se possa críticar muito e com força. Uma espécie de viva aos insultos e abaixo os elogios.

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  82. Nasci em Coimbra e estudei em Coimbra, passei por praxes, fui praxada e praxei, desfilei em latadas e queimas das fitas, fiz tudo! E também vi coisas que nunca percebi nem são para perceber...porque quando se olha à volta e se vê tudo bebedo, a cair para o lado, carrinhos no Mondego é só mais uma anormalidade! Sim, porque os meninos doutores também se atiram a eles próprios para o Rio. Pipoca, é mais que falta de cérebro, é falta de muito mais.... Coimbra não é a mesma há muitos anos, os carrinhos é só uma infima parte daquilo que mudou na tradição. Desfilar numa queima e termos que desviar-nos várias dezenas de vezes para passarem ambulancias com mais um em coma alcoolico também é tradição?!

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  83. Estou em choque! Há por aí muito paizinho benzodeus. Devem ficar tão orgulhosos pelos sacrifícios que fazem para que não falte nada aos meninos, inclusive a estupidez! Se estes putos parvos tivessem a mínima noção do que é o trabalho, jamais fariam comportamentos deste género. Sr. Presidente da câmara de Coimbra, ponha mas é os meninos a fazerem a recolha do lixo ou a limpar casas de banho públicas para aprender alguma coisa, uma vez que nem na universidade, nem com os paizinhos, aprendem esse tipo de coisas.

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  84. Pelo que entendi, a lógica é: há estudantes que fazem parvoices na praxe, então acabe-se com a praxe. Paga o justo pelo pecador, não é? Eu proponho que sejamos mais radicais, uma vez que é de radicalidade que trata este post: há pessoas a fazer asneiras em todo o mundo, então vamos acabar com a humanidade!

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  85. Pois eu estudei em Coimbra e em todas as minhas três Latadas levei um carrinho sem, no entanto, o ter roubado. O que eu fazia era: ia ao Pingo Doce, deixava lá o meu BI e levava o carrinho e, no final do cortejo, devolvia o carrinho e recolhia o meu BI :)
    Cheguei a utilizar esse mesmo método quando, a meio de um semestre, mudei de casa, para um prédio ao fundo da rua, e precisava de algo para transportar a minha tralha :)
    (Eu sei, eu sei... Sou uma croma. Mas uma croma com sentido de responsabilidade e algum civismo.)
    Tudo isto para dizer que nem toda a gente que anda/andou nas praxes e nas festas académicas é acéfala e mentecapta :)

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  86. Escreveste tudo aquilo que eu penso, OBRIGADA!!

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  87. Cara Pipoca , é óbvio que isto aqui é o seu blog e é aqui que expressa a sua opinião pessoal, que até costuma ser interessante. Mas neste caso perdeu toda a razão ao generalizar os atos de um bando de idiotas. Simplesmente acho que não deveria partir logo para o extremismo , sem ter qualquer ideia do que é a vida académica de Coimbra. Pode não lhe interessar , mas não lhe fica bem , visto que a sua área é jornalismo, comentar factos que lhe são desconhecidos. Com este comentário não pretendo defender os marmanjos que gostam de ver carrinhos de compras a boiar no Mondego, mas sim fazê-la ver que não é justo denegrir a imagem dos estudantes da UC e da própria AAC. Os agentes da autoridade é que deveriam ser responsabilizados por tais ações saírem impunes, pois acho que por se tratar de furto , faz parte do trabalho deles assumirem estes casos. Quanto ao resto das tradições , nada têm haver com esta notícia. Se a pipoca não gosta , tem direito a ter essa opinião. Mas peço-lhe desde já , que não ofenda mais a instituição académica de Coimbra nem os seus alunos. Eu, como estudante de Coimbra (com muito orgulho e respeito pela UC), não me sinto ofendida porque não me serve de carapuça, mas não acho correto o facto de estar aqui a difamar a minha cidade e a instituição em que estudo sem ter conhecimento algum das mesmas. Cumprimentos e uma boa continuação.

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  88. Estudei em Coimbra. Estudei em Lisboa, Aveiro e Porto também. Fui praxada em todas elas exceto no Porto. Percebo que atirar carros ao Mondego seja uma titude própria de selvagens e não de gente civilizada e quiçá "estudada" mas não concordo consigo Pipoca quando generaliza e culpa sempre a praxe de tudo! Atirar carros ao Mondego não faz, nem nunca fez parte da praxe. Está visto que hoje em dia os valores já não são os mesmos que me passaram mas continuo sem perceber (e agr não me refiro só a este comentário) a perseguição que é feita à U. Coimbra. É verdade que existe praxe violenta, existe sim mas para mim ela existe no Porto!em mais nenhum sitio presenciei atitudes desumanas como lá, daí que me tenha recusado a ser praxada e jamais o aceitaria. Acho que o problema tb passa por a maior parte dos jovens já não ter personalidade própria e não saber dizer não quando é preciso.

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  89. Trabalho num dos sitios onde os carrinhos sao roubados e esta semana ja desapareceram bastantes.
    O ano passado aquando de um roubo eu apercebi.me e fui a correr e ainda levei com um 《ve.se mesmo que nao tem espirito academico》!! A verdade e que nao tenho mesmo,mas se o dinheiro dos carros lhe influenciasse nos ganhos anuais de ordenado,eu creio que mudava de opiniao!

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  90. Cara Pipoca, sou leitora assídua, não passa um dia que não venha aqui ao seu blog. Isto há ANOS.

    Tenho 22 anos, estou no 5º ano dum Mestrado Integrado. E imagine-se: sou Dux da minha faculdade.
    Se há coisa que gosto de ler são as suas crónicas e opiniões. Ver uma mulher nos seus 30 tal e qual como gostaria de ser: bem sucedida, inteligente, feliz e estilosa até dizer mais não.
    Sempre que faz algum post sobre a praxe, costumo ignorar, porque cada um tem direito à sua opinião e venho cá para ler as suas.
    Quando uma vez (há uns aninhos) disse que quem no seu perfeito juízo usaria um traje académico para parecer 8 kg mais gorda... Olhe, eu uso. Uso-o porque é um simbolo de igualdade entre estudantes universitários, e não só: com o traje somos capazes de mostrar a nossa personalidade sem ter que recorrer a diferença "gráfica" (vamos chamá-la assim).
    Há praxes e Praxes. Há estupidez e há integração. Há jogos giros em que se joga à apanhada até formar uma lagarta gigante. Há jogos para retirar lenços de sitios. E outros deste género.
    Na minha faculdade, orgulho dizer-me que Praxe é Integração. É fazê-los conhecer-se uns aos outros. É sensibilizar quem praxa para não fazer nada que não gostassem que lhes fizessem. E tem corrido bem. Os anos são entre si super unidos, ajudam-se uns aos outros, e muito disso deve-se à praxe e jogos de team building que fazemos na Praxe.
    Se os duxes têm de ser sensíveis a certas questões? Têm. Não imagina as vezes que já me chateei por colegas deixarem garrafas de cerveja, ou copos de plástico espalhados no meio da rua a dar o mau exemplo dos estudantes universitários.

    Acredite, eu não sou acéfala nem energúmena. Estou a acabar o meu curso. Tenho boas notas. Sou a "mãe" da minha casa, já que não tenho uma. Tenho namorado. Sou da Associação de Estudantes. Sou Dux. E faço tudo isto ao mesmo tempo.

    Não tome a parte pelo todo, acredite que há mais em algum tipo de Praxe do que o que vê.

    No entanto, sim, concordo consigo quando existem praxes que são só estúpidas. Mas, pela minha, faço de tudo para que seja instrutiva e não humilhante.




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    1. whiskas saquetas

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    2. Usar o traje é igualdade? A sério? Ao preço que isso está, mais valia usarem todas Zara, seria mais igualitário (e acessível aos bolsos da maioria). Para além de que só o usam uns 10% dos dias do ano, durante o resto do tempo já podem andar com as marcas e com os iphones que nnguém quer saber...

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  91. Não posso deixar de me sentir desapontada com a Pipoca por ter escrito este post. Acabar com a praxe? Vamos lá deixar de generalizar sff. Se mandam os carrinhos para o rio de certeza que isso não é culpa das praxes, mas sim dos mentecaptos que o fazem e da quantidade de álcool que ingerem. E já que gosta de estar informada, aqui tem uma notícia boa, porque as tradições académicas como a praxe não são a "merda" que a Pipoca afirma: http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?lg=pt&c=40146. Ando na Faculdade de Medicina de Lisboa e para mim as praxes serviram para muito, mas principalmente para formar grandes amizades e sentir-me integrada. Ah, e já agora, ir às "festinhas" e a "estas coisas da universidade" não faz de nós acéfalos e pessoas sem inteligência. Simplesmente jovens que se divertem e que conseguem estar aptos no dia seguinte para ir às aulas e fazer o que têm de fazer. Se há quem exagere e não concretize o mínimo pedido? Há, e aí concordo com a Pipoca, eles que se deixem disso. Mas só lhe peço uma coisa, insistindo em algo já dito: não generalize.

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    1. Não, isso não conta! Só conta as bededeiras e as mortes, isto resume a praxe... enfim...

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  92. Admiro-a imenso!!!!!! APLAUDO DE PÉ o que escreveu!!!!!

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  93. Para os que dizem que não é praxe atirar carrinhos ao Mondego, pergunto se negam que a praxe está cheia de mensagens sexuais idiotas de gente muito mal resolvida e cheia de complexos de inferioridade. Qual é o sentido de simular orgasmos com árvores e coisas piores? São completamente descerebrados? Isso contribui para a "integração"??????????????Não são capazes de se relacionar sexualmente como gente??? Ah, eu estudei em Coimbra numa das tais faculdades muito nobres e muito melhores do que as outras. Acabei o curso, trabalho, mas não tenho saudades de palermas e de estúpidos,

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  94. O que eu acho mais engraçado, é que sempre que saem notícias destas sobre "tradições académicas" todo o povo que nelas participa vem dizer que o que aconteceu é uma excepção à regra... Pois claro! Nós fingimos que acreditamos!

    Ah, mas como tivemos tomates e dissemos "NÃO" a esta estupidez... não podemos opinar porque não sabemos do que falamos... Enfim!

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  95. Quem não estudou em Coimbra não pode falar porque não conhece aquelas maravilhas? Eu estudei em Coimbra (como vários na caixa de comentários), sei do que falo e não é só como a Pipoca diz. É PIOR! MENTECAPTOS E CRIMINOSOS se os deixarem. A tradição de Coimbra? De bebedeiras e mais bebedeiras? De prémios Nobel é que não é!

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  96. Não há paciência para essas histórias das praxes....para mim era acabar com isso de vez!!!!

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  97. Cara pipoca, a única coisa que faz parte da tradição atirar ao rio mondego em dia de cortejo da latada é a rama do nabo que os alunos do 3º ano levam na pasta junto às insígnias. Atirar os carrinhos não é, nem nunca foi tradição. São pessoas inconsequentes e essas existem tanto em coimbra, como noutro lado qualquer e que em nada estão ligadas à vida académica!

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  98. https://www.youtube.com/watch?v=Fx_Tv-GJ9pM

    Acho que este video cala estes anormais defensores da praxe…VEJAM A FALTA DE RESPEITO QUE HÁ NA BELA CIDADE DE COIMBRA COM O QUE SE PASSOU NO MECO!!
    CAMBADA DE ANORMAIS...

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  99. Pipocante Azevedo Delirante16 outubro, 2014 00:01

    Não posso deixar de colocar aqui uma história que se passou há uns anos.
    Numa manifestação anti-propinas, deslocaram-se a Lisboa milhares de estudantes. Saídos do comboio, lá foram alegremente até São Bento. Claro que um grupinho, não mais que meia dúzia, que foi à capital à boleia, preferiu desviar-se para umas tasquinhas, e mamar uns canecos.
    Agora adivinhem quem é que os jornalistas presentes decidiram entrevistar, e posteriormente fazer de peças central das suas reportagens?

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  100. Vão mas é estudar que, aparentemente, inteligência é coisa que não abunda. Já para não falar de vergonha na cara.

    Pipoca, não é que já não tivesses um lugar no meu coração mas sem dúvida que agora é muito maior!

    E não me batam acérrimos defensores das praxes, não sou uma velha de mal com a vida, sou mesmo uma estudante de 22 anos que nunca se meteu nessas coisas porque tem uma vida, que não passa por chamar burros que nunca mais acabam o curso de doutores, ou limpar chão com as calças ou comer comida com as mãos para alegrar o dia a meia dúzia de ignorantes.

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  101. Ser jovem, energúmeno e inconsciente nada tem a ver com praxes. Associar todo e qualquer comportamentos pouco cívico às praxes é exagerado - não que eu seja defensora das práticas em questão. No entanto é preciso conhecer Coimbra para ver e saber que cidade é inundada por milhares de pessoas - estudantes e não só - que têm estes comportamentos. Feliz ou infelizmente é algo quase intrínseco à cidade - não confundir com o termo supracitado, tradição - e a desresponsabilização realmente nada ajuda a mudar isso. Quanto à "boa vontade" da Câmara de Coimbra, creio que está relacionada com os milhares ou milhões de euros que este eventos trazem para a Cidade. Talvez seja por isso que fecham os olhos a estes comportamentos, bem como aos magotes de condutores com graus de alcoolémia escandalosos. Será hoje em dia eventos como o Sudoeste - onde acontecem um sem fim deste tipo de comportamentos - também são da responsabilidade da "Academia"?! Hmmm....

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Teorias absolutamente espectaculares

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