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Jantares em casa: como sobreviver

terça-feira, abril 30, 2019



Olá, o meu nome é Ana, tenho dois filhos e já não tenho grande paciência para grandes noitadas”. Digam todos “olá Ana”, porque esta é a realidade e podia  perfeitamente apresentar-me assim numa reunião de um clube clandestino para pais que andam sempre a mil entre biberons, lenços com ranho e camisolas com sopa. 

Ok, pronto, posso estar a exagerar ligeiramente, mas a (triste) realidade é que com os miúdos tenho cada vez menos tempo para pensar em grandes serões. Já lá vai o tempo em que marcava jantares com uma hora de antecedência, cada um trazia um petisco e estava a festa montada. Hoje há menos espaço para o improviso. Marcamos os jantares com antecedência, criamos grupos de WhatsApp para definir menus, deixando sempre claro que, se me entregarem a responsabilidade de preparar o jantar, há a possibilidade de a festa acabar com um grupo de bombeiros (mais ou menos jeitosos) a apagar um qualquer incêndio doméstico (não, não é desse tipo de incêndio que estou a falar, suas almas pecaminosas). 

Dadas as minhas fracas — e assumidas — aptidões culinárias, e como não quero que ninguém acabe a noite num hospital das redondezas, tento sempre
arranjar outras formas de impressionar as pessoas. Uma das coisas que faço é marcar estes convívios sempre para o fim de semana e, claro, com cinco meses de antecedência, porque quem tem filhos sabe que as coisas têm de ser assim. Ora porque há a festa da escola, porque têm bilhetes para o Festival do Panda que estão comprados desde 1992 ou porque a tia-avó em 14.º grau faz anos. 

Claro que o ideal é que os jantares sejam sem miúdos, até porque precisamos de ter tempo para dar um jeito à casa, preparar uma ou outra entrada, fazer compras, e, verdade seja dita, sem criançada à mesa as refeições são um descanso. Não temos de estar a repetir a palavra “come” umas 361 vezes por hora,  não temos de estar a ver se estão a tentar espetar um garfo no olho do irmão, não temos de estar a ver se o bebé se transformou numa fonte e está a projetar sopa até ao tecto… Enfim, essas pequenas coisas que os nossos rebentos adoram fazer, fofinhos da mãe!

Depois gosto de dar um toquezinho na decoração. Então se tiver tempo, oh meus amigos, é a loucura. Não é nada, estou a brincar. Estou longe de ser uma Gracinha Viterbo desta vida, mas há mínimos. Toalhinha escolhida a rigor — uma coisa que não seja foleira e com grandes padrões, gosto de coisas assim mais para o neutras —, de preferência uma que até tenha uma história gira que possa servir de tema de conversa ao jantar. E, havendo tempo para isso, até faço uns marcadores para os lugares com o nome de cada pessoa com mensagens especiais e personalizadas, para aquela amiga que está de dieta (tipo “não toques nos queijos, sua lontra”) ou para o que se costuma esticar nos copos.

Quando está tudo pronto, é esperar que a malta comece a aparecer (atrasados, como de costume). Normalmente, esta é a altura de começar ali a tirar uma garrafas de vinho que estão guardadas para ocasiões especiais. Regra geral, como o homem é mais entendido no assunto “vinhos” do que eu, cabe-lhe a ele essa tarefa, mas eu estou a fazer a minha incursão aos poucos e a descobrir preferidos. Sou especialmente fã dos Periquita, que têm anos de história que nunca mais acabam e foram os primeiros vinhos engarrafados em Portugal, em 1850.

Normalmente para as entradas escolho o Periquita Branco, que deixo a refrescar durante algumas horas no frigorífico, para estar fresquinho-fresquinho antes de servir. Depois, quando servimos o prato, passamos para o Periquita Tinto, para a coisa ficar mais equilibrada e termos oportunidade de provar mais do que um vinho durante o jantar.

O que é certo é que, ao fim da noite, não sobra nem uma garrafita para contar a história. E não são mesmo esses os melhores jantares?

5 comentários:

Anónimo disse...

Olha filha, e o que levamos desta vida, comer que não porcas e tentarmos caber nas roupas !

Morri com a descrição do bebê fonte a respingar a comida!! ahahahah quem nunca??

Muitos bjinhos !

Anónimo disse...

Fiquei na dúvida se é um 2 em 1 para publicitar Periquita.
Ok, nada contra, até porque tambem gosto.
Prefiro os vinhos da Casa Agrícola Alexandre Relvas e Herdade dos Grous.
No meu caso, publicidade à parte: #vaiqueexperimenteiegostei.

Anónimo disse...

Ainda há dúvida?

Micaela Santos disse...

Muitos parabéns pelo video! Também já tenho muita vontade de sair, gosto mesmo é de estar em casa com os amigos! Já não bebo Periquita há alguns anos, nunca provei o branco, é caso para experimentar!

Beijinhos dos Açores

Anónimo disse...

De onde são os pratos? Adorei!

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