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Lisboa: esta cidade não é para bebés

quarta-feira, setembro 12, 2018
A rede de ciclovias em Lisboa cresce a olhos vistos e ainda bem. Digo-o sem ponta de ironia. Numa cidade cada vez mais caótica, em que é hora de ponto a qualquer altura do dia, em que envelhecemos oito anos para fazer meia dúzia de quilómetros, é bom que se pense e se facilite a vida a quem recorre a soluções de mobilidade alternativas. E, de facto, vêem-se cada vez mais pessoas de bicicleta, trotinete, skate eléctrico, etc e tal. Perfeito, aplaudo de pé. E já que a Câmara de Lisboa está tão moderninha, e progressista e virada para o futuro, aproveito o embalo para trazer uma questão do presente: quando é que a cidade vai ser mais amiga dos bebés?

Já tinha pensado nisto umas 50 vezes, mas acho que só hoje enchi o saco. Tive uma reunião de manhã e, como era relativamente perto de casa, achei por bem ir a pé. Mas claro que já não sou só eu, não basta pegar nos meus lindos pezinhos e rumar Lisboa afora. Não. Agora há também uma bebé que, estando exclusivamente entregue aos cuidados de sua mãe - porque o pai já voltou ao trabalho - tem de ser transportada para todo o lado. Onde? No seu carrinho, claro está. Então lá fomos. E ainda só tínhamos percorrido uns 100 metros e já eu estava mais do que arrependida da opção "passeio a pé". 

Manejar um carrinho de bebé no centro da cidade é a versão contemporânea dos Jogos Sem Fronteiras. É uma verdadeira
gincana que inclui contorno de obstáculos, queda em buracos, encolhimento da barriga para passar em sítios estreitos  e muita forcinha de braços. É uma estafadeira tal que eu, que tenho uns quatro ou cinco quilos para abater, decidi cancelar a subscrição do ginásio. Sai-me mais em conta e é mais eficaz passear a miúda no carrinho pelo meio da cidade. Meia hora por dia e vou chegar ao Verão pronta a ser capa da Women's Health.

Lisboa, já de si, não é uma cidade com uma topografia fácil. Aquela coisa das sete colinas não é só conversa para embalar turistas, se há cidade onde se passa a vida a subir e a descer é esta. Agora imagine-se a empurrar um carrinho.  Mas tudo bem, nada a fazer quanto a isso, não podemos aplanar a cidade. Mas a isto juntemos:

 - Carros e caixotes do lixo em cima do passeio, sem deixar espaço suficiente para se passar: nada de novo, é só a falta de civismo costumeira e que nos obriga a ir com o carrinho para  o meio da estrada;
- Um pavimento completamente irregular e que faz com que as crianças vão o tempo todo com uma vibração que lhes deve dar a volta ao miolo. A sério, deviam fazer um estudo que se debruçasse sobre o efeito que tanta vibração e abanão faz aos miúdos. Não pode ser coisa boa. É por isso que depois há tantos adultos que não batem bem;
- Passeios altíssimos: hoje estive atenta a isso e contam-se pelos dedos os passeios que estão rebaixados. Haverá um ou outro, geralmente nas zonas de passadeiras, mas aí uns 96% são mesmo MUITO altos, é sempre preciso estar a levantar e a baixar o carrinho. Há ali momentos em que a miúda quase faz o pino. Não consigo imaginar nada mais confortável para um bebé do que estar sempre a sofrer tanta oscilação...
- Calçada portuguesa num estado lastimável;

Eu já disse isto aqui várias vezes, mas vejo-me obrigada a voltar ao assunto. A calçada portuguesa  é uma coisa linda vista pelos de fora, mas um verdadeiro inferno para quem vive cá dentro. Não me lixem, é mesmo assim. O que tem de bonito tem também de pouco prática, pouco funcional, e bastante perigosa. É escorregadia (sobretudo com chuva), está cheia de irregularidades, está muito estragada e de cada vez que temos de pisá-la estamos a habilitar-nos a uma queda ou a um pé torcido. Se tivesse um euro de cada vez que já vi alguém a cair ou escorregar na calçada portuguesa, já podia dar entrada para um t-zero. Em Reguengos de Monsaraz, que em Lisboa está pela hora da morte. 

É muito difícil dissociar Lisboa da calçada, é uma das nossas imagens de marca. Mas os tempos evoluem, a vida mudou, as exigências são outras, por isso não podemos ficar amarrados a tradições unicamente por questões estéticas. Se calhar as estradas de terra batida também eram mais bonitas, davam assim aquele ar campestre e coiso, mas lá se percebeu que não eram muito práticas e hoje temos estradas alcatroadas. Pronto, com a calçada portuguesa é o mesmo. É lindíssima, uma arte maravilhosa, mas deixou de corresponder às necessidades de quem, todos os dias, tem de se deslocar a pé pela cidade. É insustentável. E bater nesta tecla já não faz sentido nenhum. Mas se querem mesmo insistir, se querem mesmo manter a calçada pela cidade inteira em vez de a resumirem às zonas mais turísticas, então que a mantenham em condições.

Voltando ao meu dia de hoje. Depois da reunião, decidi almoçar ali pela zona. E foi já no caminho de regresso a casa, e já pelos cabelos de tantas e tantas vezes que o carrinho empancou em buracos, que dei por mim a pensar "a sério, eu devia fotografar isto, é uma vergonha o estado em que esta cidade está". E pronto, foi mesmo o que fiz. No percurso que faltou até chegar a casa, fotografei todos os buracos que apanhei pelo caminho. Não acreditam?






 E agora muitos de vocês devem estar aí a pensar "ah, 'tá bem, mas fotografaste isto tudo ao longo de 25 quilómetros". Não, meus bons amigos. Quando cheguei a casa dei-me ao trabalho de ir ao Google Maps verificar a distância e tudo isto foi fotografado ao longo de 1300 metros.  E fui boazinha, só fotografei os casos mais críticos, deixei de lado buracos mais pequenos (mas nos quais as rodas do carrinho também se enfiam) ou tampas de esgoto/electricidade mal postas. Portanto, mais de 20 situações de calçada destruída em pouco mais de um quilómetro. É para isto que fazemos tanta questão de manter a calçada? Para depois a termos neste estado? Parece-vos razoável? A mim não. E se isto já é mau para quem tem de empurrar carrinhos, não consigo imaginar o que seja para que tem de se deslocar sozinho em cadeira de rodas. Ou para invisuais.

Gosto muito de viver no centro da cidade e o facto de me poder deslocar a pé é um dos principais motivos. Mas Lisboa não é, decididamente, uma cidade onde seja fácil circular, menos ainda com carrinhos. Depois admiram-se que ande tudo em cima das ciclovias. Não tenho por hábito andar por lá a desfilar mas acho, sinceramente, que quem empurra um carrinho está mais do que autorizado. Porque a opção de andar no passeio é simplesmente um inferno. Cheguei a casa de rastos, de tanta força que tive de fazer para subir e descer passeios ou para tirar o carrinho dos inúmeros buracos em que se enfiou. E não sei se volto a repetir a experiência. É mais fácil pegar no carro e contribuir para o trânsito caótico de Lisboa. Obrigada, CML.

144 comentários:

  1. Mesmo bom é qd numa passadeira o passeio não é rebaixado e 2 metros ao lado há todo um rebaixamento para uma entrada de garagem. E imaginar uma cadeira de rodas nessas andanças?

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    1. Mesmo, quando ando com a minha filha de carrinho na rua, só penso, como difícil é a vida de quem necessita mover se em cadeira de rodas ...

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    2. Pipoca, se questionavas os efeitos da vibração e dos abanões nos miúdos, aí tens a tua resposta. A anônima deve ter sido muito passeada de carrinho nas calçadas de Lisboa!

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    3. As imagens destes e muitos outros casos identicos, nao podem servir de motivo para acabar com a Calçada. O que se pode e deve exigir sao as reparacoes bem executadas e tratar tb das zonas onde a Calçada esta totalmente polida com os inconvenientes conexos.

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    4. Ana Paula, a calçada portuguesa não faz nenhum sentido em pleno sec. XXI. Deveria ser mantida unicamente nas zonas históricas, já que é completamente impraticável manter uma calçada com estas características. Atravessem as fronteiras e vejam o que é ter passeios largos com calçadas confortáveis, em que dá gosto caminhar.

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  2. Medina didn t like this post!

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    1. Medina e não só!! A Cristas em Lisboa para a Câmara teve uma votação muito significativa...

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  3. Claro, agora toca a colocar as pedrinhas todas no sítio porque dona pipoca quer passar...! Há problemas muito piores em lx do que a calçada!

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    1. Parabéns! Foi o primeiro comentário ridículo a este post! Deixe a sua morada para que lhe possamos enviar um voucher de acesso ao curso "Ridículo nas redes sociais- nível 2". O nível 1 foi superado com distinção.

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    2. Não seja ridícula!

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    3. Claro, há coisas mais importantes a resolver. Tipo arranjar parques da CML para a Madonna, isso sim é urgente! As ruas imundas, inseguras e quase intransitáveis são até giras para o turismo.

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    4. Foi de facto muito infeliz no seu comentário.
      Não tem, claramente, um bebé para transportar pela cidade. Também não tem empatia. Mas tem veneno na língua.

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    5. Anónimo das 00:00 - havendo tanto outros problemas em Lisboa, a calçada é para todos - crianças, adultos (com e sem carrinhos de bebé), assim como qualquer outro cidadao com mobilidade reduzida (invisuais, cadeiras de roda, bengalas, etc)e, claro, também turistas. Os direitos a acesso e circulacao sao de todos!

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    6. Anônimo, de a cara e aceite o meu desafio se é de fato uma pessoa séria. Empresto-lhe a minha cadeira de rodas, apenas por 5 minutos, ao fim desses minutos gostaria de saber se mantém a mesma opinião. Aceita?

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    7. Por acaso concordo que Lisboa tem problemas muito mais graves do que a calçada. Lisboa e todo um mundo em geral.
      Pessoas a darem respostas como a do anónimo são um exemplo de quem bateu muitas vezes com a cabeça na calçada.
      A calçada portuguesa só tem uma coisa a favor, um efeito bonito a quem vê de cima, só. De resto é pouco prática, um custo exorbitante para as autarquias e juntas de freguesia que são obrigadas a ter avenças com empresas para fazerem a manutenção e nem isso é suficiente porque é um pavimento altamente vulnerável.
      Não foi feita para ser prática mas sim bonita.

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    8. O anonimo ridículo tem sorte porque nunca deve ter tido dificuldades na mobilidade. Acredito que Lisboa tenha mais problemas mas a verdade é que há muitas pessoas que nem conseguem sair de casa pelo estado das ruas e a falta de acesso das mesmas (e não são só pessoas em cadeira de rodas...)

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    9. Lisboa até pode ter muitos outros problemas prioriários para resolver mas manter os passeios em condições é um problema fácil de resolver e barato. A câmara tem funcionários para executarem estas tarefas sendo necessário apenas custear o material.

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    10. é pegar em todas as pedras da calçada que ainda restam e atirar à cabeça deste anónimo. E não se fala mais no assunto.

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    11. Eu concordo a 100% com o que a Pipoca escreveu,mas como não tenho memória curta,lembro as vozes contra há algum tempo,quando falaram em ter a calçada só nos sítios históricos!Caiu o "Carmo e a Trindade"!Até o exemplo do Brasil veio à baila.Como se o Brasil tivesse todo a calçada. Eu adoro a nova Av.da República, por ter passeio alternativo à HORROROSA calçada.😬😬😬

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    12. Anónimo(a) 13 setembro, 00:00
      Que tal fazer uma reflexão atenta sobre o assunto?
      Sim, Lisboa tem problemas graves mas um deles é a mobilidade pedonal, exemplificada e fotografada aqui. Sejam danos, carros estacionados ou obstáculos nos passeios.
      Querer e poder andar em pavimentos dignos de segurança e adaptados a todos os cidadãos não é mordomia.
      Sabe porquê? Porque condiciona necessidades básicas, direitos e deveres de uma percentagem considerável dos habitantes/visitantes.
      A saber: é preciso andar para ir buscar comida, para ir colocar o lixo nos locais apropriados, para ir trabalhar, para transportar bens necessários, para a economia local funcionar, entre muitas outras razões com as quais não se pode viver sem.
      Tanto movimento de turistas e boa parte da população com dificuldades de mobilidade, seja pela idade ou outras infelizes circunstâncias, não lhe ocorreu a importância desse tipo de liberdade?
      E se visse um idoso a cair na calçada portuguesa, bater com a cabeça na esquina do passeio e ficar ali inconsciente, como eu já vi?
      Se a natureza seguir o seu curso normal, também chegará a uma idade em que as pernas já não são as mesmas e em vez de "só" escorregar, cai mesmo.
      Eu já escorreguei na maldita calçada portuguesa, tropecei, torci tornozelos, até cheguei a cair e não sou idosa. Felizmente, nada de grave... até ao dia. Mas se alguém parte uma perna ou um braço, quem paga as despesas médicas? A CML?
      Vai continuar a pensar como pensa ou certos problemas passam a ter outra dimensão?
      Eu gostava que este fosse um dos temas com prioridade, não só em Lisboa mas onde fosse preciso.
      Fernando Medina e afins, pensem nisto. A sério.

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    13. Parti um pé em dois sítios graças a um buraco na nossa maravilhosa calçada que me valeu uns bons meses de recuperação. Acho que o caro anónimo só vai conseguir entender a mensagem que este post pretende transmitir quando lhe acontecer algo do género.

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  4. Lisboa para mim é sinónimo de lixo e luxo os dois convivendo em perfeita harmonia! Catarina

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  5. Eu não moro em lx mas sendo uma capital tinha obrigação de estar mais bem organizada e limpa já agora! Ruas sujas, xixi, confusão , lojas caras com pedintes a porta , livra! Tulio

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    1. Realmente, os pedintes só deveriam era ir para as lojas dos trezentos... livra mesmo

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  6. Façam a mesma reflexão para pessoas com mobilidade reduzida e que estão em cadeiras de rodas...triste muito triste..Não pensarem nestas coisas.

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  7. Triste muito triste..já pensaram como é para as pessoas com mobilidade reduzida e que estão em cadeiras de rodas? A Câmara deveria estar mais atenta..todos nós deveríamos estar mais atentos para estas dificuldades.

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    1. Aí está! A vida com carrinho de bebé na via pública é bem difícil!! Bem sei. Mas também sei, se sei, o desesperante que é fazer os mesmos trajectos sentadinho/a numa cadeira de rodas, ou atrelado com uma bengala/andarilho/muleta....se sei!! Condiciona de verdade a vida das pessoas. Condiciona o seu dia a dia. Condiciona a sua saúde. Condiciona a sua felicidade. Condiciona a sua sobrevivência neste mundo!! e acreditem isto só mostra uma pequena gota neste imenso oceano.......

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  8. Lisboa nunca foi uma cidade modelo e a culpa é dos sucessivos governos e já agora das pessoas algumas muito porquinhas.

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  9. Por essas e por outras é que optámos pelo pano... O carrinho, a maior parte das vezes, não passava pela porta do prédio, por causa dos carros estacionados em cima do passeio.... Chamámos a polícia N vezes, nunca vinha....

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    1. Pano ou mochila ergonómica, facilita imenso. No segundo filho usei o carrinho prai 10% das vezes em relação ao primeiro

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  10. Ana, envie isto à CML...

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    1. Nem devia ser a Ana.O post com imensa graça do "folhado", foi notícia, pois agora têm aqui matéria séria, e exercem o direito de Cidadania!

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    2. Eles terão conhecimento e farão ouvidos moucos na mesma.

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  11. Este problema não é exlusivo de Lisboa, o que não faltam por aí são barreiras à mobilidade.O que eu reparei que é comum a quase todas as fotos além dos buracos é uma quantidade considerável de beatas no chão. Algo que também me deixa com os nervos em franja... se as pessoas fossem mais civilizadas não teríamos metade dos problemas.

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    1. Ao pé de minha casa,moro em Lisboa,há uma empresa que tem os trabalhadores a fumar à porta,o chão é o cinzeiro,pergunto,as pessoas em casa deitam a beata para o chão? Tanto as pessoas como a empresa são iguais. Eu se morasse no prédio ao lado,já tinha perguntado se não tinham lucro que desse para comprar um cinzeiro...

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    2. Muitas vezes há cinzeiro e não o usam. Passo todos os dias ao pé de uma entrada do metro, há um caixote à entrada (daqueles com "cinzeiro" na parte de cima) e todos os dias vejo as pessoas a acabarem o seu cigarrinho antes de entrarem na estação e a lançarem a beata para o chão. Já chamei a atenção de algumas e ficam a olhar para mim aparvalhadas como se estivesse a dizer alguma coisa de surpreendente. As pessoas têm intrincados nelas hábitos nojentos e tomam a rua/espaço público como algo que não é delas... é da câmara, é do Estado, é dos outros, mas delas não é! Então toca a deitar beatas, lixo para o chão, carros em cima dos passeios, urinar contra muros, dejectos de animais no chão, etc.

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  12. Eu que vivo no Minho já não ia algum tempo a Lisboa e fiquei super desilududa com Lisboa este verão o Centro esta muito sujo comparado com cidades como Braga e mesmo Porto,muito mais limpo e organizado. A CML tem mesmo que melhorar a Capital.

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    1. Tive a mesma experiência. Sou do Porto e este Verão fui como turista conhecer melhor Lisboa. Andei muiiiiiito a pé.
      Tenho que admitir que foi uma desilusão. A cidade estava relativamente vazia de residentes, mas cheia de turistas.
      - Ruas sujas sujas sujas, lixo amontoado... Um estado lastimável. Os sapatos colam ao chão.
      - Em cada esquina uma loja de conveniência manhosa, uma loja de kebab também muito manhosa ou um café-tasca foleiro;
      - Calçada irregular, cheia de buracos;
      - Edifícios degradados, vandalismos vários;
      - Insegurança nas ruas. Em meia hora no Rossio, ao final tarde/noite, fui abordada para comprar droga uma dúzia de vezes. Vi moços cujo único objetivo era claramente colarem-se nas costas dos turistas para roubar. Tive de me afastar de um deles. É preciso estar sempre atenta.

      No Porto, em Braga não se vê isto. Tem que haver um investimento claro na limpeza da cidade para evitar ainda mais a degradação.

      Problemas de filas, do imenso tempo de espera para tuuuudo, da cidade demasiado cheia fica para outra vez ;)

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    2. As cidades não se fazem só de sítios trendy, bonitos e já agora nacionais. Lisboa sempre teve tascos manhosos, tem cada vez menos, mas faz parte. Quanto às lojas de conveniência manhosas e kebabs, pode deixar a xenofobia na sua terra.

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    3. No Porto não há tascas manhosas? Ou em Braga?

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    4. Sou de Lisboa, mas como já vivi no norte e conheço bem Porto e Braga, tenho que concordar com os comentários acima. São cidades mais limpas e mais bem frequentadas, sobretudo Braga. Não se trata de discriminação de etnias ou cor de pele, é realmente uma realidade.

      Lisboa é uma cidade fantástica, na minha opinião. Tem uma óptima vida nocturna, tem imensas opções para aproveitarmos os fins de semana, tem praias por perto e por aí fora... Mas está cheia de turistas - embora o Porto também já esteja a caminhar para lá - e está uma cidade suja, com muito lixo, muitos pedintes, carteiristas e pessoas de outras nacionalidades, etnias, etc... Nesse aspecto o norte ainda está melhor frequentado e conseguimos uma sensação de segurança e de à vontade que Lisboa já não oferece.

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    5. Se for a Madrid ou a Barcelona vê que a questão das ofertas de droga, carteiristas, filas e tempo de espera não é exclusivo de Lisboa, mas típico das cidades grandes. Não podemos querer um metrópole com o ambiente de Braga.

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    6. Se fosse só tascas... Fiquem lá onde é o paraíso...

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    7. E o Porto não é nada sujo... Ah Ah Ah!

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    8. Certamente que as há. Mas não na % que vi em Lisboa.

      Nada de xenofobia. Nada mesmo. Mas para mim só não é benéfico a proliferação de lojas/restaurantes/cafés que não cumprem as regras que estabelecemos no nosso país (e claramente eles não cumprem essas regras).

      Dei apenas a minha opinião do que vi em Lisboa. Vi e não gostei. Só isso! Só mesmo isso.
      Uma coisa é o que eu escrevo, outra bem diferente é o que vocês podem daí entender.

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    9. 9:52h a xenofobia está na sua cabeça, porque a minha leitura e' simplesmente o que está escrito. enfim.
      Pior é o coco' de cães que os pais humanos deles não arrumam. Vergonhosamente (vergonha alheia) chamam aos seus cães de filhos.

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    10. Antes de virem com tretas de xenofobia e blá blá visitem o Porto e Braga e comparem.Já não ia algum tempo talvez 6anos e achei Lisboa muito suja, o centro passa uma imagem feia, muito marroquino atrás de mim para comprar coisas etc etc.
      Não existe isso ou nessas proporçoes no Porto. Cada um tem a sua opinião.

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    11. Não querendo tornar isto num debate Lisboa vs. Porto, creio que a anónima não tem muita razão nas coisas que refere. Pode até ser sido essa a sua percepção, mas se há coisa que Lisboa não é é uma cidade insegura, bem pelo contrário. Depois, referir que há prédios muito degradados e comparar com Porto e Braga é só um pouco tolo. Primeiro porque o Porto tem milhentos prédios degradados (a zona da ribeira é tudo menos o postal ilustrado que querem fazer passar às pessoas) e quanto a Braga, nem sequer vamos comparar uma cidade muitíssimo mais pequena do que Lisboa, porque simplesmente não tem comparação. Lisboa tem muitos defeitos, ai tem sim senhora, agora daí a torná-la uma cidade suja e insegura vai um mundo. Quanto aos senhores que vendem droga no Rossio, é só passar por eles e continuar a andar que não chateiam ninguém. Passo no Rossio todos os dias e já nem dou por eles. Se fica "bonito" na fotografia, não fica, mas também não é o bicho de sete cabeças que está a fazer passar. Acho que esta Portuense devia voltar cá a Lisboa com quem lhe possa mostrar verdadeiramente a cidade e deixar de passar só nos locais turísticos onde há as tais lojas de conveniências "manhosas" que refere, porque certamente não a levaram a ver a beleza que Lisboa tem, nem a comer a restaurantes bons, ao contrário dos "kebabs" por onde passou.

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    12. Sou do Norte, e passei uns dias em Lisboa este verão. Reforço os pontos dos comentários anteriores e acrescento alguns:
      • Cidade suja. Lixo amontoado quer junto a caixotes do lixo, quer em sítios aleatórios. Aliás, na subida para o panteão, vi inclusive um sofá num patamar da escadaria;
      • Pessoas a urinar nas esquinas. Esquina sim, esquina sim. ( = cheiro a urina em dias de calor);
      • Calçada em mau estado. Além dos buracos, o desgaste é tal que escorregam como cascas de banana. Infelizmente o meu cóccix teve o prazer de ver calçada de perto. E estava de sapatilhas. Imagino as pessoas que andam de sapatos.
      • Insegurança. Carteiristas sempre à espreita.
      • Pobreza. Malta a dormir na rua.
      • Vendedores agressivos.
      • Cocó de cão.
      ... Viva Lisboa.

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    13. Não podemos comparar Porto e Lisboa pelo simples facto de que a segunda é maior e portanto agudizada em todos os problemas… O Porto é claramente mais limpo e seguro por ser também mais pequeno. Lisboa tem os problemas que também enfrentam cidades maiores… Digamos que Lisboa está a "crescer" e não se tem conseguido acompanhar o que esse crescimento traz com ele. Não sou de um lado nem de outro, mas no momento entre uma e outra preferiria visitar o Porto porque tem uma oferta com mais qualidade, não quero com isto desvalorizar a capital, mas de momento precisa urgentemente ser reavaliada em muita coisa. É só isto… não sejam como crianças já com cenas de que uma é melhor que outra… Tenham noção.

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    14. Vivo num concelho perto de Lisboa ( centro ), passo meses largos que não vou ao centro da cidade, nem ando nos transportes públicos, um dia destes fui a uma consulta e usei o metropolitano por ser mais pratico do que andar doida à procura de estacionamento, nem queria acreditar, se já antes não gostava de ir a Lisboa e só ia mesmo para tratar de algum assunto agora então.... não sei como gastam os turistas dinheiro para visitarem esta cidade, nem morta alguma vez iria viver para lá. Quanto à xenofobia... se acham bonito aqueles tascos mal amanhados de pessoas que não sabem minimamente o que é higiene fiquem-se lá com eles!

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    15. As críticas que apontam são vicissitudes de Lisboa ser uma cidade grande. Julgo que nunca devem ter viajado para outras capitais/grandes metrópoles europeias. Nem todos temos que gostar do ambiente das cidades grandes, com tudo de bom e mal que trazem... mas também não faz sentido querer que Lisboa tenha as vantagens do Porto ou de Braga, quando é a única metrópole portuguesa e, portanto, com os problemas típicos das metrópoles. Ou se gosta, ou não se gosta. Eu respiro Lisboa :)

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    16. Toda a gente sabe que Lisboa é metrópole, mas a nivel de turismo o porto recebe tantos turistas como Lisboa, basta ver os números e visitar para comprovar. Eu referi mais o Centro Histórico das cidades. Eu acho que alguns lisboetas que aqui se pronunciaram deviam pegar nestas opiniões de portugueses que vivem noutras cidades e notam essas diferenças(imaginem os turistas) para tentar melhorar a capital que é de nós todos. Não tem a ver com gostar ou não de Lisboa mas sim tentar mudar.Existem muito Lisboetas que ja visitaram muitos países e nunca visitaram o centro Histórico do Porto ou de Braga, são milhares e milhares de Turistas que entram nestas cidades e vejo uma melhor organização das CM nos centros Históricos desde os passeios, lixo, restaurantes etc..

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    17. Em relaçao a conhecer outras capitais, existe sim capitais bem organizadas limpas assim como existe capitais sujas mas nós devemos seguir o exemplo dos melhores não dos piores e se Lisboa não mudar vai acabar com a fama que Itália tem na Europa, desde Veneza, Roma etc cidades sujas sem organizaçao, ou mesmo Berlim. Tente ir a Bern onde toda a zona Histórica é em paralelo antigo veja a diferença ou mesmo Madrid. Londres conheci á 17 anos por isso não sei como se encontra hoje. Portugal está no auge do Turismo, deixou de ser desconhecido, por isso é um dever da CML melhorar as infraestrutura da Capital.

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    18. "Uma área metropolitana (acrónimo AM) é uma área urbana portuguesa, definida de acordo com as leis do associativismo municipal, nomeadamente a Lei nº 75/2013 de 12 de Setembro.

      As Grandes Áreas Metropolitanas de Portugal são as seguintes:

      Área Metropolitana de Lisboa
      Área Metropolitana do Porto"

      portanto dizer que só Lisboa é uma metrópole está incorreto, o Porto pode não ser tão grande mas também o é!

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    19. Anónimo 18h47m Exatamente! Quando acima li "Lisboa é a única metrópole " pensei então porque ouvimos e vemos tantas vezes a expressão "área metropolitana do Porto"? Está na Lei, então.

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  13. Concordo plenamente. Vivo há 7 anos em Lisboa, sempre vivi no centro e sempre me desloquei de transportes e, nos últimos 4 anos, exclusivamente a pé para o trabalho e o estado dos nossos passeios e acessos para peões é vergonhoso. Agora estou grávida e em breve começará a saga de fazer tudo com um bebé. Espero que goste do marsúpio 😅 a cidade ainda está muito pensada para carros (embora os automobilistas achem que não). E as passadeiras que têm sempre carros em cima ou a tapar a visibilidade, ou as que dependem de semáforos ficam sempre com os que passaram já com amarelo lá parados em cima? Tem de se ir sempre com imensa atenção quando se anda a pé.

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    1. Parêntesis: Veja a diferença entre marsúpio e pano/mochila ergonómica :)

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    2. Sim, disse marsúpio genericamente, mas vou ter cuidado em comprar ergonómico, interessam-me os da ergo baby 🙂

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    3. há marcas mais giras e q duram mais, ao mm preço. a ergobaby aguenta até aos 20kg mas deixa d ser confortável pelos 12, 14 meses (deixa de dar apoio d joelho a joelho pq tem o painel curto, comparando c outras). veja fidella, kodaki, por exemplo.

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    4. Mas para dizer a verdade aceito bem a ideia de só andar com ele na mochila até aos 12/14 meses, porque não me vejo a andar com uma criança de 20kg às costas/à frente, mesmo que seja numa mochila ergonómica! É super pesado, se já tenho dores nas costas sem nada...

      Nessa idade já sabe andar e também haverá o carrinho para eventualidades...

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  14. Estou contigo Pipoca! Cada vez que vou a Portugal até me passo, é impossível andar a pé com carrinhos! E junta a isso a falta de mudadores de bebés nas casas de banho dos cafés e restaurantes é um inferno! Quando aí estive no verão fui ao zoomarine e até aí havia uma grande falta de rampas e era só escadas. É maum para nos com carrinhos mas é temporário, agora para as pessoas em cadeira de rodas nem quero imaginar. Tão avançados que somos em coisas como reciclar e depois coisas básicas ainda não dominamos! Fizeste muito bem em trazer este assunto à baila!x

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  15. Comecei a ter essa noção quando tive o bebé Luís, andar de carrinho é um pesadelo exatamente pelas razões que expõe... E aquilo que refere é o mesmo que penso sempre "se isto está mau para carrinhos de bebés, nem vamos falar das cadeiras de rodas..." é impossível pessoas com deficiência conseguirem subir passeios altíssimos. E sim, pode haver outros problemas, bla bla bla, mas isto é sem dúvida importante remediar, para o bem de todos. Dos 0 aos 100 anos, com ou não com deficiência.

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  16. Excelente observação, agora imagine andar de cadeira de rodas com 70kg de corpo + 10 kg de cadeira, de fato não é a cidade, mas sim a calçada que foi inventado para andar cavalo, mas passados 400 anos a sociedade tem outros desafios e as pessoas não entendem, porque têm falta de “visão “ ou de ter uma experiência à séria. Obrigado por expor este tema!!

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  17. Já pensou em usar o sling? Muito prático.

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    1. Certo, ainda assim a CML deve fazer alguma coisa. Não devem ser as pessoas a se adaptar ao mau pavimento. Quem anda em cadeiras de rodas, faz como? Sling ao colo dos outros? Idosos com mobilidade reduzida? Eu de sapatilhas sempre a mandar tralhos...

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  18. Antes da minha filha nascer decidi comprar um bom carrinho, com rodas grandes para absorver a trepidação da calçada lisboeta... Quando me deparei com estes obstáculos passei a utilizar uma mochila ergonómica para me deslocar, conto pelos dedos das mãos as vezes que utilizei/utilizo o carrinho... Está como novo e mesmo assim tenho dificuldades em vendê -lo, sinto que foi dinheiro deitado fora :(

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    1. Também fiz questão de comprar um carro com rodas grandes e amortizadores xpto por causa das nossas calçadas... Vi os carrinhos das minhas amigas todos cheios de folgas e quis algo mais resistente. Resultou e vendi o carro sem problemas. Era um bocado trator, ocupava muito espaço. De qualquer modo as calçadas são mesmo uma vergonha e por mim acabava-se com isso tudo...

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  19. Vou formar um grupo contra a calçada portuguesa. Queres fazer parte?
    Isto realmente não tem assunto nenhum, guardem a calçada para as praças, para os locais mega turísticos e deixem as pessoas que têm de ir a pé para o trabalhar andar num passeio de primeiro mundo!!!

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  20. Isto é serviço público! Obrigada!

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  21. Espero que este post se torne viral Pipoca. Não só os bebés, mas todas as pessoas com mobilidade reduzida merecem mais de uma cidade que se diz tão cosmopolita, tão destacada em tudo o que é revistas de turismo e afins. E acrescento que é nesta mesma cidade, bem no seu centro, que por mais do que uma vez quase fui atropelada por um ciclista que caminhava a alta velocidade... no passeio.

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  22. Anda para o Porto, não é perfeito mas nesse quesito parece-me francamente melhor x)

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    1. Concordo a 100%.

      A CMPorto criou aliás uma empresa municipal PortoAmbiente cujo propósito único é a recolha dos resíduos urbanos e a limpeza e varredura das ruas.

      Visto de fora, parece que tem resultado.

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    2. Eu moro no Porto junto ao Bolhão num prédio xpto com renda altíssima. Faço todos os dias 1km a pé para a zona da trindade para ir trabalhar. Confirmo que a calçada está boa mas é só. A cidade do Porto é suja porque há o velho hábito de deixar o lixo na porta, as ruelas cheiram a xixi e há carros mal estacionados ao longo de Santa Catarina. Passo a vida a ver pedintes, bebados e drogados e já fui abordada e assaltada. A maioria das pessoas que fala do Porto não frequenta a baixa do Porto a viver. Passa lá de vez em quando. A única coisa que vejo de diferente é que o Porto não tem tantos imigrantes (aliás até era difícil de ver pessoas negras há 2 anos) e não há, ainda proliferação de lojas marroquinas mas o Porto não é, ainda, a cidade para onde se quer imigrar como Lisboa, Londres ou Paris.

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    3. Sim, concordo, daí ter dito "nesse quesito parece melhor" era mesmo referente ao piso não ser cheio de buracos. Quanto ao lixo, o estacionar em qualquer lado… Só mesmo passando a haver coimas pesadas para obrigar ao civismo porque esperar boa vontade das pessoas está visto que não vale a pena. Quanto a pedintes, bêbados e drogados, pois vê-se imenso sim senhora, mas acredite, não serve nem para a amostra do que se vê em Lisboa, a escala é mesmo outra. O Porto apesar de uma cidade grande ainda não é tão grande, e francamente, ainda bem.

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    4. Vive no bolhão e faz um km para ir trabalhar na trindade? #tanga

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  23. As ciclovias tem de ser feitas para q existam outras formas de mobilidade, mas ainda estou adaptação e há zonas onde me parece perigoso a circulação de carros e bicicletas.
    É de facto vergonhoso o estado em q está o acesso pedonal na nossa cidade. A nossa calçada é mt bonita, mas como diz, já ñ é prática para a nossa vida e tb acho perigosa . O único local onde poderia ser mantida uma paryr poderia ser no centro histórico mas mesmo aí seria perigosa.

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  24. Sugiro uma mochila ergonomica ou pano. Bem sei que nao resolve para todas as siutações, porque às vezes queremos ter o carrinho para pousar o bebe e as tralhas, mas em alguns casos dá imenso jeito mesmo (sem fundamentalismos)

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    1. Correto, pode ajudar a pipoca mas a questão é: e os restantes cidadãos com mobilidade reduzida? Igualmente contribuintes desta cidade? A cidade é em algumas questões parece que parou no tempo

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  25. Infelizmente isso passa-se em todo o mundo. Mesmo ainda durante a gravidez os buracos e o piso irregular que encontramos nas estradas enquanto conduzimos. Depois do bebé nascer além de quase ser impossivel se fazer um passeio agradável de carrinho por esses motivos é a enorme dificuldade é encontrar locais onde se possa amamentar dignamente. Eu dizia os presidentes de Câmaras Municipais e de Juntas de freguesia (maioritariamente homens) deveriam engravidar um dia para realmente perceberem as dificuldades que nós grávidas e mães sentimos. E aí cai a "ficha" em relação às pessoas com mobilidade reduzida...

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  26. Bom serviço público. Isto é uma vergonha e é mau para bebés, pessoas em cadeira de rodas ou canadianas, e até para pessoas em geral. A imundice em que estão as ruas e os jardins é outra calamidade.

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  27. Se é assim com um carrinho de bebé, imaginem com uma cadeira de rodas....

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  28. Não é só em Lisboa, infelizmente!
    Porém a minha linda cidade - Águeda - tem apostado muito na requalificação urbana. Não estando perfeita, está bem melhor que há uns anos atrás!
    Também usei e abusei do Babasling, a melhor invenção de sempre para não andar com ovos e carrinhos atrás. Dependia da vontade em andar com as traquitanas todas atrás, ou carregar com o peso da miúda...

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  29. Agora imagina as pessoas com mobilidade reduzida, especificamente os deficientes. Tu, mais mal ou mais bem ainda lá consegues ir empurrando o carrinho, agora as pessoas que dependem de uma cadeira de rodas nem se atrevem a sair de casa a maioria delas :(

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    1. Algumas não se atrevem a sair e outras não conseguem porque moram em prédios sem elevador. Realmente Lisboa está cara demais para as condições que oferece. Às vezes tenho saudades de morar aí mas depois olho para a cidade onde vivo (eleita a terceira melhor do país) e fico feliz com a decisão que tomei. E acrescento, a minha filha mais nova nasceu cá e era um prazer imenso passeá-la diariamente no seu carrinho.

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  30. Tens que experimentar a calçada sarda e passas a adorar a portuguesa :)
    Agora a sério, é mau para bebés, mas estes, com mais ou menos dificuldades têm os pais que fazem o trabalho por eles. Nem quero imaginar pessoas com mobilidade reduzida, idosso, etc.

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  31. Moro em Coimbra e sofro exactamente com os mesmos problemas. É um desafio andar com o carrinho, passeios irregulares, calçada portuguesa com buracos, zonas com passadeira sem desnível entre o passeio e a passadeira. Enfim. Por pior que seja passear com o carrinho, pessoas com mobilidade reduzida devem passar por um inferno... :(

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  32. Também sofro do mesmo mal. O que faço é enviar e-mail com a situação para a Junta de Freguesia e/ou para Na minha rua (dependendo das situações). 90% das situações são resolvidas!
    O ideal seria termos uma gestão municipal mais proativa, mas enquanto isso não acontece (se é que algum dia vai acontecer) cabe-nos a nós fazer o que está ao nosso alcance:
    Moro e trabalho em Lisboa e faço as minhas deslocações diárias a pé, mas todos os dias vejo que a cidade é cada vez mais para os carros e motas do que para as pessoas!

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  33. Uma verdadeira VER-GO-NHA. Não só a calçada esta em mau estado, como as ruas estão nojentas, cheias de lixo no chão, contentores de lixo nos passeios. Dizem que Lisboa esta na moda e esta linda. Gostava de saber onde? Só mesmo nas zonas frequentadas por turistas e que vêm nos guias turísticos. Como é possível estas imagens que a PMD postou? Esta é a capital de um País que se diz moderno que recebe os maiores eventos mundiais e que recebe e organiza muito bem. Mas... e o cidadão aquele que verdadeiramente habita a cidade e trabalha nela? CML abram os olhos e deixem-se de demagogias e "encostanços" que só vos envergonham (Caso Robles???)

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  34. e as beatas? Não reparaste na quantidade de beatas? Os passeios estão um escândalo, mesmo. Em São Paulo a Avenida Paulista era toda de calçada portuguesa. Era tão chato de andar, tão caro de arranjar, que cimentaram o passeio todo. De um lado ao outro. E olha que ainda são 3 km.

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    1. É como na praia, só beatas pelo chão. Será que as pessoas que fumam e que fazem isso não percebem que estão a sujar o que é de todos? Palavra de honra que isto me faz muita confusão.

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    2. Eu se tivesse uma varinha mágica, cada pessoa que deita a beata na areia,devia apanhar uma valente Queimadela doutro (a) porco igual!Era remédio santo.

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    3. Ía dizer exatamente o mesmo...
      Não querendo desvalorizar os buracos que não são responsabilidade do cidadão mas sim da Câmara, mas a quantidade de beatas que se vê nas fotos, credo... Falta de civismo!

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  35. Pipoca, eu comentei no Post anterior que tinha saudades da sua escrita do coração. É isto. É que a pipoca escreve mesmo muito bem e consegue debruçar-se sobre qualquer assunto com graça. Welcome Back! :):):)

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  36. Tenho um bebé de um ano e moro na Almirante Reis, quando estive de licença, cada vez que decidia ir nem que fosse ao pão era um desespero! Isto para não referir que há dias vi um senhor a descer a António Augusto de Aguiar na sua cadeira de rodas no meio da estrada porque simplesmente a cadeira não andava no passeio. É vergonhoso!

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  37. O turismo traz tantos benefícios económicos, é tão justificável a sua massificação uma vez que os lucros são reinvestidos no local em questão. Só que não.

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  38. Infelizmente este não é um tema novo. E, infelizmente também, não sei quando é que o deixará de ser. Porque os anos passam e não vemos grandes melhorias. E mais do que carrinhos de bebés, importa pensar em pessoas que não têm outra forma de se mover senão usar uma cadeira de rodas ou muletas ou ainda cegos que utilizam bengalas. Porque nós, o comum dos mortais, ainda consegue contornar a coisa, agora pessoas com deficiências ou dificuldades de locomoção, estão literalmente lixadas. Sou de Lisboa e embora não viva mesmo no centro (sou daquelas que vive nos arrabaldes, na Expo) é no centro que está o meu local de trabalho e a universidade onde estudei. Desde muito jovem que me lembro sempre de ver Lisboa esburacada. Seja nos passeios, seja no alcatrão. E se os buracos no alcatrão podem provocar acidentes ou partir uma jante do carro, já os buracos nos passeios podem provocar a nossa queda ou mesmo o nosso atropelamento, porque muitas vezes somos obrigados a colocar-nos no meio da estrada porque pura e simplesmente não dá para passar em cima de tanto buraco. Acho que, de facto, já era tempo de modernizar um pouco a cidade, até porque esta calçada, é tudo menos portuguesa. Quem fazia a calçada portuguesa eram calceteiros, trabalhadores qualificados, e a calçada ficava lisinha e sem buracos. Hoje, como a calçada é feita por qualquer operário, sem qualificação para o efeito, a calçada fica mal feita, sujeita a que, assim que saia a primeira pedra, outras lhe venham atrás dando origem às crateras que já conhecemos. Mais vale manter a calçada apenas em locais emblemáticos da cidade e colocar passeios "normais" no resto, porque a calçada já deu o que tinha a dar. Os meus saltos altos iam também agradecer ;) Aliás, eu até tenho ideia de já ter ouvido que a CML tencionava fazer isso, mas certamente por restrições orçamentais a coisa não avançou. Mas pelo menos já se fala no assunto, o que é um começo.

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  39. Esta coisa de andar com os carrinhos de bebes em Portugal é uma coisa que me sorpreende bastante. Sou Espanhola e o meu marido Português, e quando vamos a Portugal sempre lhe pergunto porqué é que em Portugal se vem tão poucos pais/mães com carrinhos de bebés a pasear, nos parques, e assim ao ar livre. Sendo como é Portugal um pais com temperaturas relativamente agradáveis como é o caso de Espanha, fico chocada com o facto das pessoas não sacarem os miúdos mais à rua porque esta frio/esta calor/ esta sol/ esta chuva... e não sei se isto da calçada também tem alguma coisa a ver....

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    1. Mentalidades, só isso.

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    2. Marta, é sabido que as crianças portuguesas são vampirinhos, sensíveis ao sol e a tudo 😂
      Não sei onde foi buscar essa observação lol eu vejo putos aos pontapés por todo o lado!

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    3. A senhora tem razão, se cai uma pinguinha, ai Jesus que o menino se constipa.Leva-los a um parque de inverno ou de verão é bom, passear pela cidade com os carros largando os gases rasteiros não é nada bom. Só quando tiver que ser.

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    4. É muito verdade que em Portugal se vêem menos crianças na rua quando o tempo não está 100% espectacular, do que em muitos outros países que até têm um tempo muito pior do que o nosso. Os pais portugueses têm mais receio do frio, da chuva, do vento. Contudo, acho que a mentalidade está a mudar, até porque são os próprios médicos que alertam que estamos a criar "crianças de estufa" com menos defesas e imunidade, devido a todos estes cuidados excessivos. Deixem os miúdos correrem e brincarem ao ar livre sempre que possível. Que se sujem, que corram, que caiam e que se levantem. Obviamente que não é para deixar os miúdos no jardim no meio de uma tempestade, mas nunca me esqueço dos tempos em que vivi em Copenhaga (Dinamarca) e os bebés e crianças da creche (além de chegarem à dita creche de bicicleta - na dos pais ou em bicicleta própria com os pais noutra bicla ao lado ou atrás) passavam pelo menos 2h de manhã no jardim a brincar, estivessem -5ºC, 5ºC ou 25ºC.

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    5. É verdade. Há muito boa gente que acha que uma criança pequena só pode sair à rua se estiverem entre 23,5 e 26,5 graus, com vento de 5km hora de nordeste e só entre as 10 e as 10h58. Não há pachorra para tanta niquice. Lembro-me de sair com o meu mais novo (nascido em Novembro) num dia de inverno sem chuva e toda a gente me dizia "ai que andas com o menino na rua com este frio". não ficou mais doente por isso, garanto.

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  40. Pior ainda para quem anda de transportes públicos (que, segundo a autarquia, devemos todos usar em detrimento do carro): a maioria das estações de metro não tem elevadores nem escadas rolantes, pelo que temos de contar com a boa vontade de quem passa para nos ajudar a carregar o carrinho; e em hora de ponta é impossível enfiar um carrinho dentro de um autocarro cheio até à porta, já para não falar de por vezes se ter de esperar quase meia hora à chuva e ao vento por um autocarro.

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  41. Lisboa e o resto do país no geral não são para bebés, e muito menos para cidadãos com mobilidade reduzida. Os bebés crescem e têm quem os ajude. Um adulto tetraplégico que queira ter o mínimo de autonomia e independência não consegue. Já tive de alterar planos, ora por não se conseguir sequer chegar perto do local ora por restaurantes e salas de espetáculos não estarem minimamente adaptados. É uma vergonha em 2018 alguém estar limitado na cidade em que vive, já se é limitado noutras rotinas, e não poder passear ou trabalhar sozinho... É engraçado é que em vésperas de eventos se arranjem as ruas para os estrangeiros, mas seja só uma "maquilhagem" de pouca dura nas ruas...

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  42. Faz alguma coisa de útil o pipoca.
    Vão para a porta do parlamento como teu post 😂😂😂😂

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  43. Toda boa a Kardashian sim senhora ... até ficares como a foto dela ainda precisas de muito pipoca....=D

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  44. Compre uns dad shoes da Balenciaga assim não cai na calçada...

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    1. Isto é assim na vida vamos sempre a tempo de mudar de ideias cara pipoca...eu não disse k a tendência lhe ia agradar..deixe lá os saltos..

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  45. Sendo também nortenha, o ano passado fui passar uns dias a Lisboa, que já não ia há uma meia-dúzia de anos. Vim de lá com uma péssima impressão no quesito higiene. Era Verão e levei apenas umas sapatilhas e o restante calçado era aberto (sandálias/chinelos) e ainda a meio do primeiro dia tive que mudar e passei os restantes com as sapatilhas nos pés porque sentia nojo de andar a circular em sandálias com o estado de sujidade dos passeios. Na famosa rua Rosa o calçado colava nojeiramente ao chão (ainda mais que nos outros sítios!!). Lixo acumulado nos cantos, ruas maltratadas...
    Enfim, as entidades camarárias têm muito para onde se virar e os lisboetas muito a exigir.

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  46. Lembrou-me um texto da Rititi com dez anos (nem mais, nem menos). Não mudou nada.
    http://www.rititi.com/2008/10/22/e-la-na-grande-alface-decidimos-os/

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  47. Pipoca, nem me fales!! Vivo nas avenidas novas e, como todos os moradores desta zona, passei um inferno de quase 2 anos de obras de reabilitação do eixo central, e meses depois do fim da tormenta os passeios NOVOS, acabados de fazer, pagos a peso de ouro pelos contribuintes, já estavam todos nesse estado. Tenho vários familiares, dos 18 aos 80 anos, que já deram quedas feias por causa desta vergonha. Inadmissível o dinheiro que se gastou a investir nisto, para agora estar pior do que estava antes. São km e km de calçada esburacada.

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    1. A avenida da república está óptima! Também vivo nas avenidas novas e, como alguém que anda diariamente a pé e não usa carro, acho que ficou muito melhor e mais agradável para andar.

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  48. Ainda vivia em sto antonio dos cavaleiros quando foi mae a 1a vez?

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  49. Muito bem Pipoca, haja alguém com visibilidade que aborde estes problemas que nos consomem diariamente.
    Para ver se a Câmara Municipal abre a pestana. Têm de andar na rua como nós para se aperceberem dos problemas da cidade. Não é nos gabinetes que se tem a noção do que se passa.
    Parabéns e obrigada por dar voz aquilo que todos sentimos, mas não temos a sua visibilidade para o podermos fazer.

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  50. Pipoca, eu partiria para a generalização e diria antes "Portugal: este país não é para bebés, pessoas de mobilidade reduzida e outros" já que o fenómeno ocorre a nível nacional. Por acaso ainda não lhe ocorreu fazer chegar este artigo à CML ou à AR? Acho que fazia bem. :)
    Um beijinho.

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    1. 19:18h
      Diria? Então diga!
      O link do seu texto? Gosto de ler

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  51. Pipoca,

    Reporta aqui o local exacto: https://naminharualx.cm-lisboa.pt/
    Tenho feito várias reclamações e têm sido resolvidas.
    Bem sei que há coisas básica que a CML podia fazer sem intervirmos, mas assim estamos a contribuir com a nossa parte e já que nos dão voz então façamo-nos ouvir

    M

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  52. Palmas, palmas, palmas para este post. Estou sempre a dizer o mesmo e a ouvir respostas de "mas é típico...".
    Quero lá saber do típico. Tanta coisa típica que deixou de ter importância e são as calçadas que fazem uma grande diferença? Poupem-me.
    São os velhotes que mal conseguem andar em segurança, pessoas de cadeiras de rodas e muletas que acabam por deixar de andar por Lisboa, pois só de pensar em todos os obstáculos e tareia da trepidação que vão enfrentar desistem de sair, são as escorregadelas, as fraturas e afins... Mas deixem estar... É típico!
    Ora a verdade é que estes passeios nem calçada portuguesa são à séria, já que a verdadeira tem desenhos em preto e não o aspecto deste empedrado horrível.
    Mas pelo menos fazemos uma classe feliz: os sapateiros! Lá saltos altos arranjam com fartura.
    Parabéns pelo texto Pipoca! Verdadeiro serviço público!

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    1. 21:37h
      Quer lá saber do tipico?
      Pode enumerar o que já fez para mudar isto?
      Ou vai do bater palmas em emoji?

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    2. Não me parece que tenha que lhe provar o que quer que seja... sr anónimo.
      Mas já percebi que pode ser sapateiro!

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  53. Cara Pipoca, e uma cadeira de rodas?

    É verdade que só depois de ter sido diagnosticada com esclerose múltipla (1998) me dei conta, mas também não é para pessoas com mobilidade reduzida.

    Ao seu dispor para começarmos a fazer alguma coisa.

    Sofia Jorge

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  54. Actualmente a manutenção dos passeios é competência da Junta de Freguesia. A reclamar é melhor ser com eles. Mais eficaz e menos intermediários.

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  55. Concordo deviam arranjar a calçada mas para facilitar ainda mais e por todos os outros benefícios sugiro Babywearing ;) qualquer duvida é so dizer! Sobre Babywearing que de calçada não percebo nada =P

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  56. Isso está realmente num estado inaceitável. Já é difícil andar com o carrinho normalmente em cidades como Lisboa e Porto porque há sempre obstáculos nos passeios mas com tanto buraco é demais...

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  57. Tenho mts saudades de Lisboa... n tenho saudades nenhumas da calcada, ou sao os mega buracos, ou sao as mega armadilhas de calcada a desmoronar debaixo dos nossos pes, etc
    Sai de Portugal e sim senhora tive um pouco de nostalgia da calcada tuga... dps passou-me, ate pq dps de 15 anos fora a andar em passeios de cimento/betao/seja la o q for, ja nao quero outra coisa.

    A calcada é bonita sim senhora, mas tem de estar em condicoes, e se n querem gastar dinehiro, mais vale reservar a calcada para zonas escolhidas a dedo (parques, pracas, etc).

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  58. Pipoca a essência do seu blog está neste tipo de conteúdo, neste tipo de reflexões quotidianas e devaneios. Os meus olhos brilham quando me deparo com a antiga Pipoca.

    Beijinhos (e venham mais posts com veia "Pipoquiana".

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  59. Um texto digno de ser debatido na AR. (Aplausos!) Parabéns tanto pelo texto como pela coragem e força nesses 1300m! Uma vergonha para Lx...

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  60. Para quando uma foto da Pipoquinha?

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  61. Eu sou cega e tenciono ir estudar para Lisboa. Depois de ler este post, vou pensar duas vezes...

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  62. Babywearing Pipoca! é sua salvação!
    Convido-a a passar pelo grupo de facebook babywearing portugal e o trapos e mamãs e a ver o blog pano meu pano meu.
    Um beijinho.

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    1. Sim, Pipoca, adira ao grupo Trapos e Mamãs no Facebook. Vai-lhe garantir gargalhadas durante meses!!

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  63. Livra morar em Lisboa!Deus me livre!Moro e trabalho em Oeiras e faço tudo a pé! Continua a ser um concelho onde tudo funciona. Tem os seus problemas mas comparativamente com os concelhos ao lado é um autêntico paraíso!

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  64. Eu vivo em Viseu. Já sei, é uma cidade pequena e coiso e temos os nossos problemas mas na cidade não posso ter grandes queixas quanto à calçada. Os passeios têm vindo a ser todos rebaixados e há várias zonas já com marcação para invisuais (umas bolinhas no piso junto às passadeiras e umas riscas a assinalar certos percursos). Ainda assim, temos vários passeios com árvores no meio a entortar a calçada e palermas a estacionar onde deviam andar peões mas palermas, como se sabe, há em todo o lado.

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  65. Nao percebo qual é o problema da calçada. O vosso problema é a CML nao a arranjar. Se tivessem paralelos ou qq outro material tambem seria a mesma coisa: é a camara/junta q nao quer saber de arranjar. Na minha cidade ha calçada em quase todos os passeios, ando bastante a pe e nunca tive problemas, nem temos esses buracos horriveis como na foto. Quando se estraga é so avisar e a junta arranja logo. Quando se fazem casas novas e estragam algo no passeio com o peso dos camioes, no final temos de repor a calçada. Se for uma zona nova sem passeio a junta fornece a calçada e o empreiteiro q faz a casa tem tb de prolongar o passeio.

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  66. Fui a Lisboa uma vez, já há alguns anos. Na altura não me pareceu a cidade tão pouco amiga dos seus habitantes tal qual como agora, infelizmente, nos contas.
    Vivo no Porto e, por vezes, faço muitos percursos a pé por praticamente pelo centro histórico da cidade e já há muito tempo que não vejo quer buracos quer lixo no chão, felizmente. Nem sequer em dias imediatamente seguintes a festejos (como a passagem de ano) o chão se encontra sujo . os varredores aqui trabalham por turnos. Fico triste, ainda que não seja residente, que uma cidade, ainda por cima tão movimentada e importante como Lisboa, seja palco de um desinteresse tão grande da Câmara Municipal...

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  67. A Pipoca influencia: https://assinatura.ionline.pt/artigo/626178/-quando-vamos-ter-direito-a-ruas-mais-limpas-?seccao=Opiniao_i

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  68. Quando eu digo que odeio a calçada portuguesa até me comem viva, portanto aplaudo de pé a pipoca que tirou as minhas palavras da boca. As vezes que já caí por as pedras estarem gastas ou irregulares... Ponham lá a calçada mas em sítios estratégicos e afins, como entradas de museus, locais mais emblemáticos essas coisas. A realidade para nós pessoas que nos movemos diariamente a pé é outra.

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  69. Excelente testemunho com precisão no que aos bebés transportados de carrinho diz respeito e com perfeito encaixe no que toca às pessoas com mobilidade reduzida (por exemplo, pessoas cegas ou que se deslocam em cadeira de rodas). Por acaso tenho notado um grande avanço nesta área aqui no Porto: parece que sempre que há alguma intervenção nos cruzamentos ou travessias simples está instituída a reformulação dos passeios, pois vê-se cada vez mais pisos rebaixados nas travessias (bom, aqueles que ficam sem qualquer desnível serão um lapso, mas enfim), . Nota-se também uma aposta no alargamento dos passeios, privilegiando-se os peões em harmonia com a natureza, plantando-se naqueles mais árvores. Espero mesmo que seja este o caminho aqui (no Porto), em Lisboa (sim, bem verifiquei que há ruas pejadas de carros estacionados nos passeios como se este cenário seja absolutamente normal, quase um direito dos respetivos donos), bem como em todo o lado. A acessibilidade serve a todos, não prejudica ninguém!





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  70. Desculpe que lhe diga pipoca mas ainda teve muita sorte, pois nenhuma bicicleta lhe fez uma "razia". quando passam por mim (normalmente nas avs Roma-João XXI e arredores) só penso "se uma criança corre sem ser em linha recta está fo*i*a" (peço imensa desculpa), já me aconteceu ir calmamente e de repente virar para pôr lixo num caixote, ou ir ver uma montra mais de perto e... trau. É uma vergonha!!

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  71. Pipoca tem razao em tudo o que escreveu.. Felizmente o seu baby tem "independencia de locomocao", porque voce lhe puxa o carrinho e vai contornando ou movendo os obstaculos.. Agora imagine-se o quao dificil pode ser a deslocacao no centro da capital para as pessoas em cadeira de rodas...
    Um bem haja a si ao baby que lhe deu um motivo real para exposicao que merece ser falado e seriamente resolvido.

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  72. Pipoca, e babywearing? É tão bom poder carregar um bebé... tem a desculpa perfeita ;)

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