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Trinta e sete? Check!

domingo, janeiro 07, 2018

À neura habitual e costumeira que baixa em mim nos aniversários, juntou-se um dia de frio polar. Saí de casa para almoçar com os meus pais e voltei para casa, prontinha a dedicar-me ao plano traçado: vestir o pijama e alternar entre filmes, séries, livros e dormir. A coisa estava a correr bem até o homem me anunciar que tinha pedido babysitter para podermos ir jantar fora. Comecei o rol de protestos: que não queria ir a lado nenhum, que não me apetecia fazer nada, que a única coisa que queria no dia de anos era ficar em casa a vegetar. Aparentemente isso é coisa que está vetada aos aniversariantes. Já tinha metade das amigas indignadas por ter decidido não fazer jantar nem festa de anos, ai de vocês que se atrevam a dizer que não querem comemorar o aniversário, cai o Carmo e a Trindade. Preparem-se para o bombardeamento de perguntas e comentários: "mas porquê??? Vá lá! Só um jantar! Um almoço! Um brunch! Pode ser um brunch? Oh, a sério, mas anda lá, faz alguma coisa? Mas vais ficar em casa, é isso? Fazes anos e vais ficar em casa?". Bom, o homem tanto insistiu que lá me convenceu. Fui praticamente arrastada pelos cabelos, a suspirar pelo meu pijama polar, mas fui. E... tinha vinte e tal amigos à espera. Não posso dizer que fui completamente apanhada de surpresa, porque houve algumas coisas que me foram deixando desconfiada, mas foi muito bom na mesma. Acabei o dia de anos rodeada por (quase) todas as minhas pessoas, a rir à gargalhada e a pensar que valeu a pena ter feito o esforço de sair de casa (até porque tive direito ao bolo de morangos do Frutalmeidas, o que compensa sempre qualquer esforço). Não adoro fazer anos, dá-me para ficar mais ratazana do que o costume, provavelmente nunca virei a gostar. Mas gosto de estar com os amigos, disso gosto sempre. E se a única forma de ter festas-surpresa é fazendo anos, então venham eles!

14 comentários:

Sara Nachmazov disse...

Por enquanto gosto muito de fazer anos. Este ano estou a planear ir passar o fim de semana a Sevilha com o homem.
Um beijinho grande*
Vinte e Muitos

Cherry disse...

Surpresas dessas são sempre bem vindas :). E essas festas-surpresa são as melhores, nem tens a trabalhar das organizar, fazem tudo por ti ahahahah.
Beijinhos,
Cherry
Blog: Life of Cherry

Ester R. disse...

Compreendo perfeitamente a pouca vontade, mas realmente o mais importante é estar com os amigos e sorrir!

She Walks Blog

Anónimo disse...

Procuro sítios giros e não mto caros para um jantar. Alguem pode dar dicas?

Maria Santana disse...

Só pelo bolo do Frutalmeidas, valeu o esforço...

Francisco o Pensador disse...

Não há frio polar que consiga anular a quentura de quem nos ama ou gosta simplesmente de nós...

Sofia Ferreira disse...

Vivi 5 anos em frente ao Frutalmeidas e nunca comi esse bolo... shame on me!!!

PARABÉNS!!

Anónimo disse...

Ahhh! também adoro esse bolo! Parabéns Ana!

Anónimo disse...

Não entendo porque é que o Mateus não foi jantar com os pais. Já não é bebé e um jantar de aniversário é para ser em família. Isto é o meu ponto de vista.

Carla disse...

É que é preciso ter paciência para estes moralismos. Que bom para si que nuncaaaaa vai jantar fora sem os filhos.

Anónimo disse...

Isso! Levavam o Mateus para o frio gélido da noite que se faz sentir e davam-lhe um gin para aquecer! A Ana tinha de certeza aproveitado muito melhor a noite com os seus amigos adultos se levasse o filhote. Haja paciência!

Anónimo disse...

Ao menos tens amigos, Ana.
Eu não sei o que é ter amigos, muito menos sei o que é organizarem-me um jantar surpresa.

Anónimo disse...

Desde que o meu pai morreu, em Novembro, que olho para a vida de uma forma muito diferente. Por um lado, tenho agora a certeza que tudo é efémero e que a vida pode, efectivamente, mudar de um minuto para o outro e não há nada que nós possamos fazer para controlar isso. Está fora do nosso alcance. Por outro lado, apercebi-me que temos de viver mais a vida. E quando digo isto, é no sentido de estar com as pessoas de quem mais gostamos e fazermos o que mais gostamos. Já não tenho paciência para aturar fretes e estar com pessoas que não me dizem nada só porque está lá o grupo todo, ou só porque "sempre foi assim". Acabou. O meu tempo é precioso e dedicá-lo-ei, em exclusivo, àqueles que mais amo. Podia-me entregar à tristeza, efectivamente podia, e, confesso, às vezes é mesmo isso que me apetece. Mas não é isso que vou fazer. Vou viver a vida em pleno! Com as feridas que cá estão, mas, até essas, fazem parte de nós! Parabéns Pipoca!

Anónimo disse...

Aii Pipoca, deve ser mesmo coisa de Capricornianas :) Faço a 26 de Dez, o sentimento é sempre o mesmo...ao quadrado!

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