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Vai ser uma loooooonga semana

segunda-feira, maio 29, 2017


Mateus doente em casa durante toooooda esta semana e mãe com trabalho até aos olhos. Monto-lhe todo um arraial no meu escritório - mini secretária, cadeira, livros de pintar, lápis, folhas, canetas - na esperança de que se entretenha ao pé de mim.

-Mãaaaae, não consigo pintar com caneta, é muito difícil.
- Não precisas de gritar, estou mesmo aqui. Pinta com os lápis de cera.

(três segundos depois)
- Mãaaaae, não consigo pintar!
- Claro que consegues, tenta lá.
- Mas está tudo a sair por fora!!!
- Não faz mal, vai pintando!

(dois segundos depois)
- Mãaaaae, já estou a conseguir pintar!
- Vês? Eu disse que conseguias.


(dois segundos depois)
- Mãe, olha, olha, olha! Está bonito o Mickey?
- Está muito giro!
- Não olhaste! Olha, mãe, olha, mãe, olha, olha, olha!
- Uaaaaaau, está lindo.

(quatro segundos depois)
- Não faz mal se eu pintar o Mickey todo de vermelho?
- Não. Mas podes usar mais cores, tens aí uma caixa cheia delas.
- Pode ser esta cor?
- Pode.
- Não olhaaaaasteeeeeee!
- Poooode, pode ser essa cor, vai ficar muito giro.

(três segundos depois)
- Mãe, podes pintar comigo?
- Agora não posso, amor, a mãe tem de trabalhar.
- Ohhhhhhh, vá láaaaaaaaaa!
- Mateus, a mãe precisa mesmo de trabalhar um bocadinho, não te consigo dar atenção agora.
- Não consegues?? Se não consegues dar atenção vou-me embora.
- Vais para onde?
- Ver televisão.
- Ok, vai lá.

(sete segundos depois)
- Já acabaste o teu trabalho?
- Ainda não.
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

(vai-se embora. Volta ao fim de um minuto)
- Vou pôr a minha cadeira aqui ao teu lado e fico a ver-te trabalhar.
- Boa, ficas aqui ao lado da mãe.
(dois segundos depois)
- Vou ver televisão.

(vinte e três segundos depois)
- E agora, já acabaste?
- Não, Mateus, quando eu acabar eu aviso, se estiveres sempre a chamar-me não vou conseguir acabar.
- Está bem, vou ver televisão.

(oito segundos depois)
- Mãeeeee, olha, encontrei a minha bola do Faísca McQueen!
-  Que fixe!
- Não olhaste!!! (põe-me a bola em frente do nariz) Olha a bola do Faísca!
- Já vi, muito gira, podes ir brincar com ela.
- Sozinho?
- Sim...
- Mas eu não quero jogar sozinho. Anda comigo!
- Agora não posso, a mãe já vai.

(quatro segundos depois)
- Mãe, quero ir fazer xixi.
- Está bem, vai lá (há uma vida que já vai sozinho).
- Mas eu não consigo, tens de vir comigo.
- Está bem, anda lá.

(trinta e oito segundos depois)
- Mãaaaae, tenho fome.
- Tens o resto do pão do pequeno-almoço em cima da mesa, vai lá buscar.
- Está beeeeeeem....

(sete segundos depois)
- Mãe, onde está o pai?
- Está a trabalhar.
- Onde?
- No trabalho dele.
- Ohhhhhh, mas porque é que não está a trabalhar aqui em casa?
- Porque está no escritório dele.
- Mas eu quero o paaaaaaaaai (choro).
- Mas o pai agora está a trabalhar, daqui a bocado já lhe telefonas.
- Está bem, vou ver televisão.

Vai ser uma looooooooonga semana. 

108 comentários:

  1. Been there done that. Força nisso e as melhoras para o Mateus.

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  2. 'Não olhaste! Olha, mãe, olha, mãe, olha, olha, olha!'
    ...
    São tooooooooodos iguais!!!! Ahahahahah
    Boa sorte... e as melhoras do Mateus...

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  3. Caramba, são todos iguais. Respirar fundo e contar até 10 ajuda, pelo menos a mim ajudou-me (para não começar a gritar com o puto como se fosse uma louca). Força.

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  4. São tão dramáticos! Adoro! As melhoras para o Mateus e muita paciência para ti. Acho que devias dividir a semana com o pai :P

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  5. As melhoras do pequeno príncipe!
    Cris

    www.lima-limao.pt

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  6. As melhoras para o Mateus!

    Partilho uma estratégia que já me safou.
    No início do dia/ manhã/ tarde, fazer com ele o calendário do dia.
    Exemplo:
    Das 9h00 às 9h30 ( o melhor é fazer intervalos curtos) hora de cada um trabalhar na sua secretária.

    09h30 às 10h00: Pinturas em conjunto

    Num relógio de parede, assinalar com papelinhos de cores diferentes o lugar onde deve estar o ponteiro a cada actividade programada.

    Também ajuda combinar quais são as regras em cada actividade:
    Exemplo: quando pintamos juntos não vale ligar a televisão, nem vale atender o telefone.

    Se o "cronograma" for combinado em conjunto e houver compromissos de parte a parte, pode ter resultados muito positivos.
    É certo que haverá a tendência natural para querer antecipar as horas, mas, aí será importante reforçar que "Ainda não é hora, e o que combinamos foi...". A criação partilhada de rotinas ajuda a criança a organizar-se internamente, a aprender a gerir os tempos e a disponibilidade (neste caso) da mãe.
    Espero que ajude de alguma forma!
    Bom trabalho

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    1. confirmo q ajuda bastante.
      faco o mm com o meu. os dramas reduzem bastante. e consigo ter 20-30 minutos em q ele brinque com qq coisa sozinho antes da proxima actividade.

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  7. São tooooodos iguais :)
    Forças para esta semana e melhoras para o Mateus!

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  8. É complicado trabalhar assim, sim. Mas é terrento ao mesmo tempo!
    O Mateus já passou a fase dos "porquês"?

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  9. Cavalheiro do Aeroporto29 maio, 2017 15:07

    Um Cavalheiro com jeito para bricolage faz uns furos no tecto e pendura lá uns elásticos com uma espécie de cadeira na parte inferior. Depois é colocar lá o puto até ele se cansar de saltar, em 2020.

    Uma espécie de modelo caseiro disto: http://startplaybrinquedos.com.br/big-jump-brinquedos.html

    Recomenda-se à progenitora um comprimido para as tonturas.

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  10. Mateus, vamos fazer um puzzle juntos? daqueles de 10 peças claro, e das grandes! Realmente a minha é igual, mas eu sempre a habituei a falar comigo a olhar me nos olhos e leva a mal se eu não faço igual. há respostas que funcionam bem, mesmo quando não estamos a olhar tipo "ai sim?", e o que é que tu achas disso?" "hum hum", pô los a colaborar, Mateus podes pf ir buscar aquela caneta preta á sala que eu preciso dela? As melhoras para o Mateus!

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  11. mas são o melhor do mundo !!!!!

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  12. Respostas
    1. Mas se o miúdo está doente, se calhar não é muito conveniente sair de casa.

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    2. Joana: Cada pai fará o que considera ser o melhor, sempre! Mas no meu caso ficava, quando doente, com os avós...porque os avós também tinham uma casa onde ficar o miúdo!
      Sandra

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    3. Depende da maleita.

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    4. Se calhar os avós trabalham, têm compromissos... é tão fácil dar palpites sobre a vida dos outros...

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    5. Se calhar os avós não se deviam tornar pais da criança quando dá jeito, certo? Se não estão preparados para este tipo de situações para quê terem filhos? A sério, que egoismo. As pessoas são sofregas por procriarem sem perceber que a maior parte delas não têm condições. Nem todos nascemos para ser pais!

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    6. Raquel, acorde para a vida! Os avós, primeiro que tudo, são pessoas com uma vida própria, não têm qualquer obrigação ou responsabilidade de estarem disponíveis para aturarem os filhos dos outros. Além de que também devem ter os próprios empregos, as suas rotinas, a sua vida privada, os seus amigos, as suas saídas programadas...não são seus empregados!

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    7. CREDO!! Alguns avós não se importam de ajudar...talvez ir lá para casa e ficar a manhã a olhar pelo miúdo enquanto a filha/nora trabalha. Tanto comentário negativo em resposta a outro que continha APENAS UMA palavra!! RELAX MALTA!!

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    8. Anónimo31 maio, 2017 23:45 - alguns não se importam e alguns não têm outro remédio !

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  13. Ui, igual: Mãe olha para mim. Tens de olhar sempre. Fica a olhar! Mãe posso por os phones? Agora podes por os desenhos animados no computador. Não. Vá laaaaa! Mãe com quem estás a falar (conference call)?... And so on! São uns fofos!

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  14. É para teres uma pequena ideia e quiçá valorizares a profissão de Educadora/ Professora. Turmas de quase 30 alunos pequenos com todos esses "problemas" e questões ( são mesmo muitoooo chatinhos ah e não são nossos filhos...).

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    1. Mas nessa altura estamos lá para dar atenção, responder a questões, olhar para eles. É o nosso trabalho. No caso da Ana ela precisa trabalhar e tem um filho a pedir atenção. Sinceramente, a minha experiência ensinou-me que temos de baixar as expetativas no que respeita ao trabalho que queremos realizar nestas alturas. E aproveitar as noites para trabalhar. Quiçá dormitar no sofá enquanto ele vê os desenhos animados para recuperar das noites a trabalhar.

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    2. E claro, as melhoras para o Mateus.

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    3. Anónimo das 15:51, permita-me que lhe diga uma coisa: comparou coisas que não têm comparação!
      As melhoras do pequeno Mateus.

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    4. Anónimo das 15:51 está na hora de mudar de profissão.

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    5. Anónimo30 maio, 2017 10:48 - ahahahah claro, porque os pais têm todo o direito de ter descanso dos filhos ( e estão com eles fins de semana e 3 horas por dia ) mas quem passa o dia inteiro a cuidar de filhos que não são seus já não se podem queixar ! adoro estas teorias !

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  15. As melhoras para o Mateus ;) realmente, a semana vai ser longa! Muita força ;)

    Cump's
    Ricardo
    www.opinguimsemasas.blogspot.pt

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  16. Pipoca vim só dar-te os Parabéns pelos 500 e tal comentários no post mais abaixo! Porra tanta alminha !?!? Não sendo um tema polémico no fundo até foi! :P

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  17. Ahahahahahahahahahaha opaaaaaaa ahahahahahahahahhaah demaais PIPOCA ainda estou a chorar de tanto rir. As melhoras para o pequeno Mateus e calma muita caalma ahahahahah

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  18. Ele quer tanto a tua atenção!

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  19. Com ligeiras diferenças…
    A minha filha, com 14 anos, às 7.15 da manhã

    - Mãeeee, esta roupa fica bem?
    - Fica
    - Não olhaste.
    - Olhei ontem, quando também me perguntaste.
    - Mas hoje está vestida.
    - (olho) fica bem, podes usar.
    - Estás a dizer isso só pra me calar ou fica mesmo bem?

    Susana

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    1. Agora com 23, lembro-me de ser tal e qual assim com a minha mãe ahah

      "Fica mesmo ou é para me calar?" xD

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    2. Eu tenho 36 anos e ainda faço isso com o meu marido 😂. Coitado.... Lololol

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  20. a minha filha que já tem 16 anos, não ficou muito longe do Mateus... as melhoras (deve andar por aí uma virose) :)

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  21. Tomei uma decisão, agora mesmo :) Acho que vou deixar de ler coisas sobre bebés, gravidezes, crianças, e tudo relacionado com o seu universo. Isto para quem está a tentar ter filhos e não consegue é uma verdadeira tortura! Volto amanhã para ver posts sobre roupa :)

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    1. Sim. É o melhor a fazer. Depois é só roupa de bebé;)

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  22. Já dizia a minha avó: Só dorme que nem um bebê , quem não tem um em casa!! Lol

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  23. Passei pelo mesmo há 2 semanas. Só queria que eu estivesse deitada no sofá com ela a ver o Sherek. Eram sessões contínuas de Sherek 4,5 vezes por dia... Paciência é a palavra de ordem

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  24. Tenho dois filhos, hoje adultos, que parece que foram picados pela mosca do sono. Com dois meses de idade deixaram de acordar de noite. O meu filho chegou a dormir 15 horas seguidas. Na minha casa sempre se dormiu muuuuiiiito bem.

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  25. Ahhhhhhh, assim de repente parece uma conversa entre mim e a minha filha...
    "Não olhaste"... Diz-me isso a toda a hora, especialmente quando estou a conduzir...

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  26. Ahah Pipoca,fique de manhã com ele e contrate uma babysitter para a tarde,senão não vai conseguir fazer nada nem do trabalho nem estar com o Mateus doentinho e vai ficar cheia de remorsos se se irritar com ele. É o que aconselho! :)

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  27. Ui, está visto que só mudam de morada mesmo. A minha filha esteve com varicela e aquilo pegou-lhe forte (coitadinha, devia ter umas 400 borbulhas no corpo todo).
    Durante três dias só gritou que tinha comichão. Opá devia ter mesmo, parecia que tinha herpes no corpo inteiro com tantas bolhas...
    Mas ela gritava porque lhe doía, porque tinha comichão, porque tinha um cabelo á frente dos olhos, porque queria o Daniel Tigre em vez da Porquinha Pepa. Eu estava capaz de dar com a minha cabeça numa parede!
    Melhoras para o Mateus.

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  28. Eheheh
    Tal e qual :)
    As melhoras do Mateus ;)

    blogdamariafrancisca.blogspot.pt

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  29. Com estes comentários cada vez mais me convenço que a maior parte dos pais não têm capacidade para o ser. As pessoas insistem em ter filhos para depois ser os avós a cuidar nas alturas más, mulheres que não têm relações sólidas e insistem em pôr uma criança no mundo. A sério, vão ser mães/ pais porque a sociedade impõe? Porque um dia vão cuidar de mim quando for velha/o, porque são o melhor do mundo mas depois estão doentes e despejam-nos para casa dos avós ? O que vos leva a insistir em algo que vos deixa profundamente infelizes ? Porque um sorriso vale tudo? Porque querem cegamente deixar descendência ? só queria tentar perceber o que move as pessoas a pôr crianças no mundo.

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    1. Certooooooo...é isso. Uma pessoa quando passa a ter filhos tem que gostar e ter paciência para todos os milésimos de segundos em que as crianças são chatas e pedem atenção. Cabe-nos a nós é gerir isso da melhor forma, mas lá por sermos pais não significa que nos tornamos rochas inabaláveis e que conseguimos tolerar tudo o que as crianças fazem. Há dias em que simplesmente cansa. E não é por cansar umas horas ou um dia, que pessoas que tu, têm o direito de achar que o mundo não devia ter filhos. Mas que mania de opinar sobre a vida e as escolhas dos outros

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    2. Eu explico. Eu quando tive o meu rico filho, fruto de uma relação sólida, considerava-me bastante preparada para o ter, estava/estou profundamente apaixonada e um filho fazia todo o sentido. Passados 8 anos considero que o meu filho, marido, vulgo família, são o melhor do meu mundo, sem dúvidas, sem questões. Mas...há sempre um mas, nem sempre tenho paciência, nem sempre quero brincar, nem sempre o acho o máximo, nem sempre tenho tempo para lhe dar toda a atenção do mundo. Ele sempre esteve doente, bronquiolites tenho muitas para troca, otites, faringites e outras ites que todas as mães conhecem, muitas idas ao hospital, ao pediatra. Fui sempre eu/pai que o levámos ao médico, mas tive a sorte de os avós poderem ficar com ele quando doente, os avós podiam, ele não estava doente ao ponto de ter que ser monitorizado, pela mãe de 10 em 10 minutos. Estava portanto doente ao ponto de não poder ir à escola, mas não suficientemente doente para ter que estar sempre comigo/pai. Considero que quando se trabalha, quando se têm noção das nossas responsabilidades, quando sabemos que precisam de nós e se têm ajuda de avós disponíveis se deve aceitar. Do meu ponto de vista isso não é despachar filhos e ser mãe e mulher responsável. Não me considero nada pior mãe do que algumas mulheres que tendo as mesmas ajudas que eu optam por faltar ao trabalho, semanas a fio (com 3 filhos é fácil acontecer) prejudicando os colegas que ficam com o trabalho da colega.
      Se quando eu for velha o meu filho mas tratar, como eu o trato hoje, a coisa não vai correr mal.
      Estar "farta" de um filho pontualmente, não faz de nós mães/mulheres infelizes, pelo menos no meu caso.
      Eu por acaso tenho outra curiosidade: Os pais que têm capacidade para o ser nunca se cansam dos seus filhos? Nunca se imaginam no silêncio, nunca lhe apetece fugir?
      Sandra

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    3. Não Sandra, devem ser pais perfeitos, a vida é cor de rosa e vêem unicórnios a passar. Devem ser os mesmos que nunca dizem não a um filho e acabam por criar seres mimados execráveis.

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    4. Tenho pena que as respostas deem razão ao que eu digo. Não estou a opinar sobre a vida de ninguém, estou a opinar sobre o comentário de despejar os miúdos doentes na casa dos avós.

      Sinto que a minha geração não está minimamente preparada para a vida que levamos, os stresses do trabalho, as famílias a desmoronarem e mesmo assim insistem em ter filhos. Que não se pensa na responsabilidade que é ter um filho, que depois de tomada a decisão não dá para devolver.

      Nunca na vida da minha mãe ela me despejaria em casa dos meus avós estando eu doente. Se não estão preparados para isso não tenham filhos. É só isto. É um tema que melindra muita gente e sim Sandra, ninguém assume que está farta da vida de pai/mãe às claras ( aliás, os pais homens assumem muitas vezes saindo de casa porque deixam de suportar a situação, porque a sociedade não prepara os homens para serem pais).

      Tive uma colega que amava a filha mas me disse que foi a pior decisão que tomou na vida. Quantas pessoas escolhem ter filhos por egoismo, porque metem na cabeça que toda a gente os deve ter e está tão errado.
      'Ah e tal, são o melhor do mundo ' mas só ouço pessoas a queixarem-se. Porque não dormi, porque a criança está doente, porque o pai foi embora, porque não paga a pensão. Metem-se na maior responsabilidade que um Ser Humano pode ter de uma forma leviana e quem sofre são efetivamente as crianças.

      Queria que me dessem exemplos concretos por que alguém que está com dúvidas deve abraçar a ideia de ser mãe por exemplo. O que há de tão maravilhoso que só faz as pessoas queixarem-se ?

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    5. Não é preciso ironia, são apenas constatações de ' olhar à volta'. Não se pode cair na utopia que ter um filho é a melhor coisa do mundo senão não havia tantas pessoas a queixarem-se, não havia tantos homens a deixarem as mulheres e os filhos ( ou esse sentimento do melhor do mundo é exclusivamente feminino? ), havia muito mais crianças no mundo porque elas valem todo o sacrifício.

      Eu não tinha noção mas quando comecei a pensar em ter filhos tive muita gente a tentar-me demover de forma ' discreta' tipo : Agora é que vais ver o que é passar noites em claro ! Faz uma grande viagem antes porque depois o teu dinheiro vai todo para fraldas, já sabes que quem se vai lixar no emprego vais ser tu, são sempre as mulheres que se lixam'. Confesso que me assusta tremendamente e sim, tenho ( e construí )uma visão completamente racional, tão racional que dou por mim a dar graças a Deus nunca ter acontecido.

      Porque muitas queixas ouço de pais mas nunca ouvi ninguém que não teve filhos se arrepender, dizer que os devia ter tido. Deve ser uma exaustão trabalhar num sitio de merda e ter que engolir sapos porque agora já não somos só nós que contamos, 'queria tanto comprar aquela mesa mas não posso porque tenho que pagar a escola do miúdo', ter pessoas constantemente a dar opiniões sobre a alimentação/ educação do nosso filho.

      Não achem que menosprezo o trabalho herculano que muitos pais têm, simplesmente preciso de motivos para voltar a acreditar que é mesmo o melhor do mundo.

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    6. Anónimo que está descrente da ideia de ter filhos: comento apenas para dizer que percebo perfeitamente o que dizes! Suponho que somos da mesma geração (tenho 29 anos) e sempre que estou com pessoas mais velhas (família e colegas), toda a gente vem com esses conselhos de "aproveita já... quando tiveres filhos acaba-se o bem bom, agora é que tens boa vida, depois acabou-se" e isso também me faz pensar que, se é assim, porque raio aquelas pessoas tiveram filhos ou se eu também me vou tornar em alguém assim se os tiver (mas são as mesmas pessoas que depois perguntam "então e quando tens filhos???" ahah em que é que ficamos afinal? é para não ter ou é para ter?).

      Mas depois vejo o quão diferentes de mim essas pessoas são. Como stressam com tudo e valorizam pequenas coisas a que eu não dou importância. Como complicam as suas vidas em cenas que eu acho simples. Como antes de terem filhos, na verdade, já não eram felizes nem realizadas com a vida que tinham. E percebo que o problema delas não foi terem filhos, foi já viverem uma vida com que não se identificavam, eventualmente tendo relações com pessoas que também não eram as "certas" e terem tido filhos só foi piorar a equação.

      Penso nos meus pais, juntos há 40 anos, que me tiveram e que nunca os vi nesse stress e depressão. Penso em duas amigas minhas, de idades próximas à minha, que já são mães e que adoram a maternidade e são super descontraídas e não falam assim de ter filhos. Penso que eu sou eu e se até agora sempre encarei bem qualquer desafio/dificuldade da vida, também será assim quando tiver filhos (porque quero ter, pelo menos um), que antes de mim já 124871209412874547 pessoas tiveram filhos e passaram por todas essas etapas e algumas foram felizes com elas (outras não terão sido) e porque não posso ser eu uma dessas pessoas?

      Acho que quando nos conhecemos bem, sabemos como lidamos com as situações, sabemos o que queremos para a nossa vida e sabemos pesar os pros e os contras de uma decisão futura (mesmo que seja "a" maior decisão, o ter filhos), conseguimos antecipar se é isso que realmente faz sentido para nós dentro do nosso contexto (social, familiar, profissional, financeiro).

      Eu pessoalmente não me deixo demover por esses comentários e quero ser mãe :)

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    7. Anónimo30 maio, 2017 16:04 - Muito interessante e consegui rever-me no teu texto. Tenho 36 anos, já vou tarde ( outra coisa que tanto dizem ) e não sei o que fazer mas também não posso adiar muito mais tempo...

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    8. Ouço tanta coisa, pais que esquecem os filhos no carro, tenho uma amiga que queria porque queria ter um filho, porque o marido já tinha filhos de outro casamento. Ela teve o bebé e passados 5 meses separaram-se! Agora ela deixa a criança para a avó criar e faz-me mesmo impressão. É tanta informação que nos faz mesmo pensar. Tenho mesmo medo.

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    9. Deixar pontualmente os miúdos com os avós não é irresponsabilidade. Um pai, porque é pai, não deixa de ter outras responsabilidades, como o emprego - muitas pessoas não podem sequer pensar em ficar em casa com os filhos.
      Pessoalmente, fiquei muitas vezes com os avós quando estava doente, e sei bem o carinho com que era tratada. Digo isto porque os próprios avós também têm algo a dizer, não percebo a questão de "despejar" os miúdos.
      Finalmente, existe um ditado muito interessante " é preciso uma aldeia para criar uma criança" porque realmente a interajuda é muito importante.
      E já agora, a decisão de ter ou não crianças é de cada um.

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    10. "muitas pessoas não podem sequer pensar em ficar em casa com os filhos"

      E não será isto um dos motivos para se considerar ter filhos ou não? Se eu tenho um trabalho ao qual não posso sequer pensar faltar para tomar conta do meu filho, talvez vá pensar duas vezes antes de ter um. Vou ter um filho sem poder estar presente quando ele mais precisar? Ou tenho disponibilidade para reorganizar a minha vida para ter filhos?

      E a sua última frase é falaciosa. Se eu estou a contar com o envolvimento da aldeia, a aldeia terá alguma coisa a dizer sobre a minha decisão. Será que todos os pais se lembraram de perguntar aos seus pais se estavam dispostos a condicionar a sua vida para tomar conta dos netos?

      Atenção, deixar pontualmente as crianças com os avós é normal e saudável. Se os avós se oferecem para tomar conta das crianças quando eles estão doentes, óptimo. Estar a contar com os avós para isto é que me parece abusivo.

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    11. E se até tem um trabalho que lhe permite toda a liberdade, mas depois de ter o filho o trabalho se altera, ou as condições do mesmo se altera? sinceramente, parece alguém a falar que não sabe mesmo do que fala ou das dificuldades que muitas pessoas passam na vida. Fala de contente e note que ainda bem que assim é para si.

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    12. Concordo plenamente. O que falo é da leveza com que se pensa em ter um filho sem pensar no restante. Muitas vezes são atos egoístas ( sendo que o que mais se ouve é que quem não tem filhos é que é egoísta ) como : 'Ah e tal, depois deixo nos avós, afinal também têm que contribuir, ou : se as coisas derem mal o pai também tem que contribuir'. Eu vejo o ter uma criança como um ato em que temos que pensar em nós próprios: Eu tenho condições ? Eu consigo dar conta do recado? Eu estou financeiramente estável ? Tenho um marido/ namorado que deseja muito ser pai, que partilha despesas, tarefas domésticas e que saberá ser pai ? Tenho consciência do que custa as consultas, as fraldas, um colégio ou depois vou pedir aos meus pais para ajudarem com a reforma deles porque têm essa obrigação ??

      Todos estes fatores interessam, eu vejo ter um filho como o ato que deveria ser o mais ponderado na vida de um Ser Humano e o que vejo é : 'Ah, vou mandar vir e o resto logo se resolve! Tenho sempre o pai que mesmo separados vai ter que pagar pensão, os avós que mesmo não podendo darão sempre uma ajuda, então mas é teu sobrinho, tens que participar!'

      As pessoas têm as suas vidas e tomarmos uma decisão com base 'nos outros' parece-me francamente irresponsável.

      Claro que toda a gente tem direito a uma folga mas o que se vê são filhos que ficam com os avós porque os pais não podem faltar ao trabalho. Se sabem de antemão que têm uma vida complicada, que têm dificuldades financeiras, que o casamento vai mal... porque é que ainda vão pôr uma criança no mundo... acham que a vida vai melhorar? Que aquela criança vem com uma varinha mágica mudar toda a vossa vida para melhor ? Desenganem-se !

      E nem vale a pena vir com teorias porque vê-se com esta geração de crianças o que está a acontecer. Depois da nossa geração ser grande parte filhos de pais separados ainda vamos insistir ?

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    13. Anónimo31 maio, 2017 14:16 concordo consigo! Pessoas que têm empregos das 9h às 21h e pensam em ter filhos fazem-me confusão. Pessoas que dizem que têm muitas responsabilidades no trabalho, que são chamadas em férias e fins-de-semana, que dizem que precisam deles lá para XYZ assuntos, que não se podem ausentar nem por nada e pensam em ter filhos fazem-me confusão.

      Porque eu já estive em trabalhos assim. E jamais pensava em constituir família com essas condições. Agora que estou num emprego estável, das 9h30 às 17h30 (com a possibilidade de ainda reduzir 1h se pedir horário contínuo), onde respeitam os meus períodos de descanso, onde respeitam o que está estabelecido no Código de Trabalho e pela Segurança Social (licenças de maternidade/paternidade, horário reduzido, férias, faltas para assistência à família, subsídio de creche, seguro de saúde, etc), agora sim penso em ter filhos.

      Porque o trabalho nunca será posto à frente da minha família. Já não é hoje em dia, em que dou atenção a mim própria, aos meus pais, ao meu marido... às pessoas que realmente importam para mim. Menos ainda será quando tiver um filho. Nunca o trabalho se sobreporá a nada que diga respeito a essas pessoas. Nunca o pedido de um chefe para que fique até mais tarde, para que trabalhe em casa, para que venha num dia em que não é suposto vir se sobreporá à minha vida familiar e profissional. Nem que isso implique ganhar menos (que implicou e ainda implica na minha opção de vida).

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    14. Anónimo 15:24, o seu comentário é para mim das 14:16?

      Não tenho filhos e estou na mesma situação das comentadoras descrentes, questiono muito a decisão de ter um filho. É disso que esta conversa se trata, estamos a levantar questões e colocar hipóteses​, na esperança de chegar a alguma conclusão.

      Acredite quando lhe digo que não falo de contente. Não tenho trabalho e nunca tive um que me desse toda a liberdade e sei bem as dificuldades que muitas pessoas passam na vida.

      Infelizmente, conheço bem um caso em que as circunstâncias de vida e do trabalho se alteraram profundamente e as crianças passam 80% do tempo em casa dos avós, há dias em que nem vêem a mãe. Os avós têm a vida toda condicionada e os miúdos estão com a mãe quando os horários dela permitem.

      Agora pergunto eu, se os avós não pudessem​ ajudar, o que é que acontecia? E, mesmo nestas circunstâncias​, quem é que naquela família está a beneficiar com esta situação? Ninguém passa fome, todos têm casa, mas ninguém é feliz.

      E, mais uma vez, junto outra tonelada ao peso da minha descrença. Estou como a comentadoras original, ajudem-me a ver a luz no fundo do túnel!

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    15. Amén! Sou eu a comentadora inicial. Fico triste mesmo triste porque toda a vida achei que iria ter filhos e agora, no alto dos meus 36 anos percebo que talvez esse não seja o meu desígnio. Fico triste porque somos pressionadas para o fazer com os conselhos de ' uma criança nasce sempre com uma carcaça na boca' e ' depois arranjas maneira de te adaptar'. Eu quero o melhor dos mundos claro. Enquanto muitas se queixam de mudar o corpo, engordar eu só me consigo lembrar se ficar desempregada como é que vai ser. Porque já aconteceu sozinha e foi terrível, quanto mais com uma criança. Vejo que só poderia contar com a minha mãe, já com 73 anos e com uma reforma miserável e pergunto-me : Mas devo mesmo ser egoísta e levar a minha avante, ter a criança e estar.me a borrifar para os outros ou será melhor ' viver dentro das minhas possibilidades' ?


      E acredito que tenho uma vida melhor do que muitas pessoas que têm filhos mas não sei, não tenho coragem. Não quero passar necessidades nem fazer o meu filho ou a minha mãe passar só porque eu quero porque quero ser mãe.

      Desculpem mas não consigo...

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    16. 14:16 31 Maio 17:30 - gostava mesmo de trocar umas bolas consigo...

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    17. http://www.dn.pt/sociedade/interior/43-criancas-devolvidas-por-candidatos-a-pais-adotivos-num-so-ano-8524305.html

      43 CRIANÇAS DEVOLVIDAS POR CANDIDATOS A PAIS NUM SÓ ANO


      São adotados,( aquele conselho que tantas dão ) e os ' pais' devolvem-nos...

      Agora imaginem os biológicos, esses não podem ser devolvidos. Imaginem a quantidade de pessoas que se arrepende mas não pode fazer nada. É muito assustador ...

      É somente isto que eu falo. E quando alguém deixa um filho ser criado pelos avós, ama, tablet, canal panda - é este abandono que também fazem.

      PS- Para as 'xeliquentas', não falo de deixar o miúdo uma vez por outra na ama ou nos avós mas sim no exagero que muitos cometem de todos os dias os deixarem nos avós e só os irem buscar quando já estão jantados, de banho tomado e a dormir.

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    18. Eu nem tenho, ainda, as ideias muito claras sobre este assunto. Até há pouco tempo tinha a ideia romântica de ter tantos filhos quantos a vida me permitisse. Depois comecei a tomar consciência destas questões, percebi que "a vida permitir" nem sempre é uma questão linear e que há muitos factores a ter em conta. Mas ainda tenho as ideias em modo rascunho.

      Essa questão do arrependimento/abandono é tão pertinente. Nunca me tinha dedicado a pensar no desinvestimento dos pais por esse prisma, mas pode contribuir para explicar muitos comportamentos, de facto. E assusta-me que me possa acontecer o mesmo. Mais um tópico para eu reflectir.

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  30. Essa coisa do "não estás a olhar.. mas olhaaaaa" é-me muito familiar. Fazia exatamente igual à minha mãe! ahahah

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  31. credo! acho que ja tinha perdido a paciencia.. espero quando tiver filhos consiga ter a paciencia que hoje em dia nao consigo ter :O

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    1. Pois, talvez não seja feita para ser mãe

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  32. E quando são os maridos doentes?? Por aqui, ele consegue ser bem mais chato que a filha!
    - Aii dói-me tudo!
    - Toma um ben-u-ron ou um anti-inflamatório qualquer que isso passa.
    - Mas eu nem gosto de tomar medicamentos!
    - Então vai ao médico...
    - Ah, não é preciso, vai passar. Tenho é fome...
    - Queres uma sopa?
    - Sopa? Isso lá mata a fome?
    -

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  33. *continuando o comentário que foi sem querer.. eles são péssimos!! Mais chatos que 10 putos juntos, com uma gripe comportam-se como se estivessem a morrer!! 😂😂😂

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  34. Pode ser que ele melhore e não queira tanta atenção 😊 Vi aqui comentários esquisitos, tipo para deixar o puto em casa dos avós e etc, é algo que me faz confusão... quando o meu filho tinha 2 meses, chorava imenso e eu estava estafada e o que me diziam era para eu contratar uma ama, para não o ter que o aturar 🤔 Não sei, quem dá essas dicas, sabe o verdadeiro significado de ser mãe/pai 🤔

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    1. Eu não sou mãe mas concordo a 100% consigo! Porque os pais têm direito a ter momentos de paz- eu concordo, mas logo quando os filhos estão doentes? Não sou mãe mas sinceramente não consigo perceber isto, quem tem filhos para os avós, amas, tablet, canal panda criarem ! Não sou eu que digo, há estudos e é triste porque não, nem todas as pessoas nasceram para ter filhos e devia haver mais consciência disso. Vê-se pessoas que nem sabem organizar a gaveta das cuecas a serem pais/mães !

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    2. Eu quero ter um filho e pretendo ter ama. Qual o problema, mesmo?

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    3. Anónimo31 maio, 2017 09:56 - quer que faça um desenho? Leia de novo e não chateie sim?

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    4. Ter um filho não significa que deixamos de ser seres humanos. Reconhecer que nem sempre estamos bem ou somos capazes de lidar com determinada situação só faz de nós boas mães. Já ouviram como se deve fazer em caso de problemas com oxigénio num avião? primeiro a nossa máscara depois a das crianças? Só os podemos ajudar se nos ajudarmos primeiro. só podemos estar bem com eles, se estivermos bem. E a melhor forma de o fazermos é não termos julgamentos de porque estão doentes, porque só têm dois meses, porque isto e porque aquilo e nós devemos ser super mulheres e aguentar tudo. Se estamos exaustas e não somos capazes o maior ato de amor é reconhecê-lo e pedir ajuda. Não achar que podemos tudo

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    5. Anónimo das 11:15: Prefiro um desenho. Gostaria que me explicasse, preto no branco, quem é prejudicado com o facto de um filho meu ter uma ama. A criança? Eu? O pai? Não me parece...

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    6. A senhora está a embirrar só porque sim, ou não percebeu mesmo o contexto em que a comentadora falou da ama?

      Eu passei​ parte da minha infância com uma ama, em alternativa à creche, e ninguém foi prejudicado.
      Mas a verdade é que não estava aos cuidados da ama para os meus pais "não terem de me aturar". Se essa tivesse sido a motivação dos meus pais para a contratarem, acho que haveria sérios prejuízos para todos nós.

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    7. Anónimo31 maio, 2017 21:21 - nada, para mim então não tem problema nenhum, até os pode dar para adoção :D ahahahahahaha

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    8. Anónimo01 junho, 2017 00:43 - não se preocupe, ela só quer conversa :D

      As pessoas fazem-se de burras, não percebo qual é a graça de fazer papel de idiota mas enfim...

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    9. Mas qual a comparação entre uma ama e dar para a adoção? Uma mãe ou um pai têm alguma obrigação de estar com os filhos 24h por dia? Não será preferível ter antes tempo de qualidade? Quando disse que quero que me explique é porque não percebo, genuinamente, esse tipo de opinião. E parece que não têm resposta, só vontade de atacar...

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    10. Anónimo 01 junho, 2017 00:4304 junho, 2017 13:15

      Podemos ver a questão do ponto de vista do desenvolvimento do ser humano e concluímos que uma criança desta espécie não é auto-suficiente, logo precisa de um cuidador 24h/dia. Idealmente, esse cuidador seria um pai. Mas, no tipo de sociedade em que vivemos, os pais não têm esse tipo de disponibilidade, logo, há necessidade de deixar as crianças ao cuidado de terceiros.

      Tempo de qualidade​, na minha opinião, é uma questão que só se coloca em resultado da falta de tempo em geral. Se os pais não tivessem falta de tempo, não haveria necessidade de procurar passar tempo de qualidade com os filhos. Mas isto digo eu, que associo a expressão a reservar uma parte do dia aos filhos, tal como se reserva para o exercício físico, por exemplo.

      Eu sei que isto são tudo questões muito filosóficas, que estou também eu a embirrar. Mas, tirando a tentativa de humor da adoção, ninguém emitiu nenhuma opinião específica sobre as amas. A anónima é que parece não querer compreender o contexto em que se falou no assunto e assumiu que se estava a atacar quem opta por deixar os filhos ao cuidado de uma ama.

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    11. Anónimo02 junho, 2017 10:12 - a sério que tenho que explicar porque acho mal uma ama criar uma criança em detrimento dos pais? Leu mesmo o que escrevi- « não consigo perceber isto, quem tem filhos para os avós, amas, tablet, canal panda criarem ! »? O ataque vêm da sua parte e agora vitimiza-se, que engraçado ! A senhora nem sabe interpretar um texto e está a pensar procriar ?

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    12. Anónimo 01 junho, 2017 00:4304 junho, 2017 13:15 - Obrigada ! Pelo amor de Deus, não sabem ler textos.

      O que diz está corretíssimo na minha opinião, mas se eu olho para mim e vejo que não tenho tempo nem para me coçar ainda vou ter uma criança ? Depois deixo-a na ama, avós etc ou seja, vou ter por ' egoismo' e depois os outros que criem ?

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    13. Usufruir dos cuidados de uma ama não é o mesmo que ter uma ama a criar a criança... parece-me que quem não sabe interpretar um texto é a anónima das 11:28. Ter um filho aos cuidados de uma ama algumas horas por dia, tal como aos cuidados dos avós ou de um infantário, está longe de ser equivalente a abdicar de criar os próprios filhos. Os pais não têm que estar com as crianças 24h por dia: nem as crianças precisam, nem os pais. Mais: a minha área de formação e trabalho obriga-me a conhecer diferentes realidades e formas sociais, no tempo e no espaço, e o que mais se observava nas sociedades ditas primitivas era uma divisão dos cuidados com as crianças. Toda a gente participava: pais, irmãos, avós (se os houvesse), vizinhos, etc. Hoje não vivemos em comunidades desse género, por isso é normal que esses apoios diminuam, exceto talvez o dos avós. Para isso surgem os infantários, as amas, etc.

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    14. Anónimo05 junho, 2017 12:17 - fui eu que escrevi o comentário inicial e o das 11:28, sei perfeitamente interpretar textos e mais ainda porque os escrevi ! O que eu disse é que SIM existem pais que deixam as amas a criar os filhos ( basta falar com algumas ) e que os vão buscar já ao final da tarde de banho tomado prontos a irem para a cama. Uma maravilha ser pai/mãe assim !

      Tem mesmo piada dizerem à pessoa que escreveu o texto que interpretou mal ! O que as pessoas fazem para desculparem as figuras idiotas que fazem ! ahahahaha

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    15. Anónimo05 junho, 2017 12:17 - « Os pais não têm que estar com as crianças 24h por dia: nem as crianças precisam, nem os pais. »

      Corretíssimo, mas não foi isso que escrevi acima: escrevi que há pais que deixam os filhos para as avós, amas criarem e que deviam ter pensado que se não têm tempo ou não querem ter esse trabalho não deveriam ter filhos.

      É a minha opinião e não estou OBVIAMENTE a falar de quem tem os filhos numa creche, com os avós ou ama numa situação normal mas há sempre que queira gerar confusão, fazer o quê ?

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    16. Anónimo de 06 junho, 2017 11:15, eu disse que não interpretou os meus comentários, não outros textos... ou foi o anónimo quem escreveu por mim e estamos numa de Dr. Jekyll e Mr. Hyde? Yet again, vemos quem está a fazer figura de idiota... além de fundamentalista da parentalidade. Deixe lá, isso passa. Ou não ;)

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  35. Confesso que me faz imensa impressão, a leveza com que as pessoas se criticam uma às outras. Ninguém é perfeito. E as escolhas de cada um deveriam ser respeitadas. Acredito que a maioria (salvo exceções), têm filhos porque o desejam. Porque não ter as condições perfeitas reunidas (que nunca existirão), não é razão para não se ser um pai fantástico. Porque a vida muda, tanto para o bem, como para o mal. Da mesma forma que se deve respeitar a opção dos que não querem ter filhos, também devemos respeitar a opção dos que querem e que fazem o melhor que sabem enquanto pais. Educar uma criança é tão difícil. Anos a fio com noites mal dormidas. Filhos constantemente doentes. Quando decidimos ser pais, não sabemos o que aí vem, mas o importante é que façamos sempre o melhor que pudermos... e nunca, mas nunca seremos pais perfeitos, da mesma forma que não somos pessoas perfeitas. Por isso, criticar aqueles que se esforçam e que fazem o melhor, porque se queixam das N coisas que a maternidade traz de complicado, é não só feio, maldoso e revela uma total falta de compreensão. A maternidade não traz apenas coisas boas e ter noção disso é ser realista. No entanto, aquilo que a maternidade traz de bom, é tão maior, do que o que traz de mau. E por isso é que as pessoas decidem ter filhos.

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    1. Quem aqui levantou questões sobre a decisão de ter filhos não me pareceu querer criticar quem os tem, nem desrespeitar os esforços que fazem para os criar. Parece-me, acima de tudo, que temos muitas dúvidas e queremos tomar decisões conscientes. Aceito que me acuse de falta de compreensão, uma vez que eu quero mesmo é compreender a razão para ter filhos.

      O meu problema com todas essas queixas sobre as complicações da parentalidade é que são mais e muito mais específicas do que o contrário. Eu já sei quais são as dificuldades, agora quero saber o que é bom, o que é assim tão maior que compensa tudo o resto. Compreendem a minha dúvida?

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    2. concordo, assim como é maldoso e falta de compreensão quando alguém decide não querer ter filhos andarem sempre a perguntar porque não o querem fazer, a julgar e a criticar que são egoístas. Ou criticarem quando alguma mulher não pretende amamentar por ex.
      Claro que vai dizer que não critica isso assim como eu lhe vou dizer que não critico minimamente quem tem filhos. Faz-me sim ' impressão' quem os tem para outros criarem ou sem pensar nos que estão à volta. Assim é fácil.

      Depois torna-se uma responsabilidade comunitária: ( o meu colega tem que ficar até mais tarde porque eu tenho que sair para ir buscar os meus filhos, a minha mãe tem que ficar com o miúdo porque está doente essas coisas... )

      Nunca haverá alturas perfeitas mas há pessoas que não têm mesmo vida para os terem e que mesmo assim insistem. Assim como nos metem na cabeça que todos nascemos para ter casa própria e a história nos provou que não, também nos metem na cabeça que todos nascemos para ter filhos ( porque ser pai/ mãe é outra história..)

      Não concordo quando diz que ninguém sabe o que ali vêm porque sabem sim. Todos sabemos o que os nossos avós/ pais passavam, todos lemos jornais e sabemos daquela colega que foi despedida porque foi mãe.

      Ser pai mas especialmente mãe é cair num estatuto que todos temos que ter compreensão e pena e eu nunca percebi porquê. Fulana engravidou sem o namorado querer mas de repente torna-se o máximo porque coitadinha é mãe e o canalha abandonou-a. Acho que há pessoas que precisam disto, precisam de ser pais para ' completar' algo que lhes falta na vida.

      Ter um filho não é uma brincadeira. Eu toco nas feridas e as pessoas identificam-se e sentem necessidade de se defender.

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    3. mas é isso que eu quero saber : afinal, o que é que a maternidade nos trás de bom ?

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    4. Todos sabemos que a maternidade traz trabalho,sim,mas quando digo que não sabemos com o que contar,digo-o porque não fazemos ideia do quanto pode ser difícil...mas por outro lado também pode ser fácil. Nada é certo. Podemos ter um filho com um sem número de complicações a nível de saúde,um filho que não durma uma noite seguida durante anos e anos,mas também podemos ter um filho que durma a noite toda e que tenha uma saúde de ferro. Portanto não,nunca sabemos efetivamente para o que vamos. Quanto ao ter filhos e esperar que os outros arquem com as responsabilidades, uma empresa funciona assim mesmo. Se um falta, seja porque razão for, o filho doente, a mãe doente, o avô doente, o próprio doente,terá que ser outra pessoa a fazer o trabalho e vice versa. Se pensar um pouco, hoje em dia, os horários não são compatíveis com os horários das escolas. Se pensarmos desta forma,muito pouca gente tem direito a ter filhos. Os avós, se quiserem, têm um papel enorme na vida dos netos e isso só traz vantagens. Uma família é isso mesmo. Participar da vida dos outros. Quanto ao que a maternidade traz de bom. Não é fácil enumerar. Só sendo mãe/pai é que poderá entender. É um amor sem explicação. Um sentimento sem explicação. Mas também acredito que só se deve ter filhos, quando existir essa vontade. Se não consegue ver o que traz de bom é porque provavelmente essa vontade (ainda) não existe.

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    5. Bem. Não sei quanto ao anónimo das 00:53 que se queixa de não saber o que é que a maternidade traz de bom. Quanto a mim o que mais vejo nas redes sociais e Facebook são mães, e alguns pais, que só falam daquilo que é bom, que escrevem extensas cartas de amor aos seus rebentos, que por sinal ainda não sabem ler. Tenho um amigo que ficou com depressão pós parto depois que o primeiro filho nasceu. Parece ridículo e até cómico. Mas acontece que antes da criança nascer ele só ouvia maravilhas. "Vais ver que é um sentimento que não se explica, vais ver que compensa todas as alterações que a tua vida vai sofrer". Etc etc. Depois a criança nasceu e chorava dia e noite. E o desespero de não estar preparado e não saber o que fazer para sossegar a criança tomou conta dele. E os primeiros meses foram um pesadelo.
      Agora diz a toda a gente que o mais importante é saber que ser pai/mãe é a coisa mais difícil que alguma vez alguém faz. Quem o ouvir e não o conhecer e souber a relação que tem com os filhos vai achar que ele detesta a paternidade.
      A ele agradeço não ter eu também entrado em paranóia quando me nasceu o meu filho. Estava pro arada para o amor arrebatador mas também para as partes menos glamourosas.

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    6. A maternidade traz-nos de bom a relação com um filho. :) É como um namorado ou marido. Na verdade, não precisamos de um e podemos perfeitamente ser felizes solteiras. Ter um companheiro obriga-nos a ceder em diversas coisas, a dividir o espaço, o tempo, os planos. Quem já não fez ou ouviu comentários e queixas sobre o namorado/marido? Mas o facto de ouvirmos algumas mulheres dizerem por exemplo "Argh, o meu nunca coloca a roupa suja no cesto", "O meu quando adoece é um chaaato", "O meu não sabe cozinhar e ainda por cima é esquisito com a comida" ou "O meu ronca" não nos faz pensar que um marido só dá chatices nem nos faz perguntar "Mas estão porque é que decidiste arranjar um namorado ou casar?". Porque a verdade é que um companheiro também traz companhia, amor, carinho, compreensão, ajuda, partilha....

      Com um filho é mais ou menos a mesma coisa. :) Dão muito trabalho, claro que dão, mas se não houvesse nada de bom, toda a gente se arrependia de ter filhos e a mensagem já teria passado ao ponto de cada vez menos as pessoas os quererem ter. Seria quase como os avisos de que o tabaco mata ou que o sol em excesso pode provocar cancro da pele.

      A minha filha é uma bebé normal e dá trabalho como qualquer bebé e há dias em que chego à cama com a cabeça em água, mas adoro ver cada evolução dela, adoro ver a maneira como corre para mim como se eu fosse a única pessoa do mundo, como me procura com o olhar, como gosta de me dar a mão para adormecer, como tenta fazer as coisas sozinhas e me quer mostrar, como diz "mamã". Educar um ser humano não é fácil mas não deixa de ser um processo maravilhoso ensinar-lhe coisas, ver aparecer os traços de personalidade, mostrar o mundo e vê-lo absorver ver tudo. Pelo menos, eu penso muitas vezes em tudo o que vou gostar de lhe ensinar, mostrar e fazer com ela. Além do amor que se sente que, pessoalmente, acho maravilhoso. Da mesma forma que gosto de amar o meu marido, de o ter na minha vida, de olhar para ele e sentir o quanto gosto dele, também gosto de sentir tudo isto com a minha filha. É uma ligação muito especial. :)

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    7. Anónimo02 junho, 2017 00:2304 junho, 2017 20:55

      Agradeço a quem descreveu, o melhor que conseguiu, o que há de bom na parentalidade. É importante que se saibam as dificuldades, mas também é importante falar no que há de positivo. Se houvesse mais quem o fizesse, talvez eu não fosse tão pessimista quanto a este tema.

      Ainda assim, continuo a ter mais dúvidas do que certezas. Nunca vamos concordar quanto aos outros partilharem responsabilidades. A analogia da empresa só funciona quando se fala de questões pontuais. O meu filho é responsabilidade minha, não posso esperar que as pessoas condicionem as suas vidas para se responsabilizarem por ele.

      Quanto às pessoas não se arrependerem, não é assim tão linear, não existem dados. Afinal, quantas pessoas são capazes de admitir que não teriam filhos, depois de os terem? O melhor que se pode arranjar são os dados das crianças devolvidas por candidatos a adopção e não são dados animadores.

      Não é uma a questão de não existir vontade, são é mais dúvidas do que certezas. E já agora, aquela coisa de que só sendo mãe/pai se pode perceber é uma pescadinha de rabo na boca. Eu vou ter um filho para perceber, então e se, depois de perceber, eu não gostar? Não é o vosso caso, mas não duvido que haja muitas pessoas nessas circunstâncias.

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    8. Adorei os vossos comentários, acima de tudo o respeito com que se trocou ideias tão diferentes sem ironia ou maltratar o outro. Eu simplesmente ponho-me na posição de ter filhos e acho que nunca seria capaz. Adoro crianças mas acho que deixei passar o tempo e não me sinto mais com coragem, tenho a vida tão atribulada que se pusesse na equação uma criança ia entrar em depressão. É tal o esforço e o cansaço que ando diariamente, estou em constante esforço mental, tenho que viajar muito em trabalho que sei que um filho iria ser catastrófico.

      Agradeço a quem diz que não é tudo flores, porque há muito a mania de romantizar a gravidez, o parto, o processo de ser pai/mãe que leva muitas vezes os novos pais a pensarem : Bolas, não sinto nada disto será que estou a fazer alguma coisa de errado.

      Fez-me lembrar a Brooke Shields quando teve o primeiro filho ficou com uma depressão gravíssima porque toda a gente lhe dizia ser maravilhoso e ela não conseguia sentir isso e quando veio a público falar do baby blues ninguém a levou a sério.

      Acredito ainda que nem todos sentimos o ' chamamento' de ser pai/ mãe mas somos bombardeados pela sociedade/ família para o sermos, como se isso fosse a missiva do Ser Humano e só assim se pode sentir completo.

      Obrigada a todos/as, aos que têm a tarefa gigante de ser pai/mãe na nossa sociedade, que hoje em dia conseguem. Admiro muito mesmo.

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    9. Há estudos sim, 73% das pessoas interrogadas disse sentir-se miserável depois de ter o primeiro filho :

      Birth of 1st child likely to make parents unhappy, study find

      A new study contends having a child can mar parents' happiness more than divorce, unemployment and even the death of a partner.

      According to biological anthropologist Helen Fisher, having a child in today's society is often coupled with social isolation -- the main culprit behind that emotional dip.

      The benefits of cuddling babies
      "You get some presents from various friends, and then they just leave you alone because they figure you're too tired and too busy," Fisher said Wednesday on "CBS This Morning."

      That reaction is a stark contrast to the swarm of support from friends and family in situations usually perceived to be more distressing.

      "People simply assume that when you are getting a divorce -- they're piling in to help you, they pile in to help you when you've lost your job, they really pile in to help you when you've lost your partner. But they don't pile in when you've had a child. They figure you're happy," Fisher said.

      But according to the study published in Demography, happiness is often not the emotion many parents feel.

      Researchers Rachel Margolis and Mikko Myrskylä, examining how the experience of becoming a first-child parent affects the likelihood of having additional children, found that 73 percent of participants expressed decreased happiness after their first child, compared to 27 percent who reported no change or an increase in happiness.


      Margolis and Myrskylä examined data of 2,301 German parents from the German Socio-Economic Panel Study between 1984 to 2010.

      They found respondents who had a second child -- and thus reported higher life satisfaction during their transition to parenthood -- were more likely to have had their first child at a younger age, to have been partnered when their first child was conceived and to have been immigrants.

      That third data point could be key to further understanding why having a first child in a modernized culture can unfavorably affect parents' emotions.

      Fisher pointed out that today's society is experiencing a momentous shift away from our instinctual needs.

      "We used to live in large communities, and our allegiance was to God and to community and larger family. Now it's to one person, and when one that system begins to break down with the exhaustion, etc., then you're losing almost everything," she said.

      Perhaps those immigrants who continued to have children adhere to more community-oriented customs and thus don't experience the depression, domestic isolation or breakdown in relationships as reported by other parents.

      The study also found women were more likely to have experienced a difficult transition into parenthood.

      "I jog in Central Park in the mornings, and I see these groups of mothers with their little baby carriages with tiny babies in it, and they're building that local community that the human animal needs, but they will all go home alone; they will all spend the rest of the day pretty much by themselves," Fisher said.

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    10. You’re less happy when you have a child, study says
      According to a study from Demography, the effect of a new baby on average, on a person’s life is devastatingly bad.
      Life has its ups and downs, but parenthood is supposed to be among the most joyous. At least that’s what the movies and television ads tell us.
      In reality, it turns out that having a child can have a pretty strong negative impact on a person’s happiness, according to a new study published in the journal Demography. In fact, on average, the effect of a new baby on a person’s life is devastatingly bad — worse than divorce, worse than unemployment and worse even than the death of a partner.
      Researchers Rachel Margolis and Mikko Myrskyla followed 2,016 Germans who were childless at the time the study began until at least two years after the birth of their first child. Respondents were asked to rate their happiness from 0 (completely dissatisfied) to 10 (completely satisfied) in response to the question, “How satisfied are you with your life, all things considered?”
      “Although this measure does not capture respondents’ overall experience of having a child, it is preferable to direct questions about childbearing because it is considered taboo for new parents to say negative things about a new child,” they wrote.
      The study’s goal was to try to gain insights into a long-standing contradiction in fertility in many developed countries between how many children people say they want and how many they actually have. In Germany, most couples say in surveys that they want two children. Yet the birth rate in the country has remained stubbornly low — 1.5 children per woman — for 40 years.
      Margolis, a sociology researcher at the University of Western Ontario, and Myrskyla, director of the Max Planck Institute for Demographic Research, found that most couples in their study started out pretty happy when they set out to have their first child. In the year prior to the birth, their life satisfaction ticked up even more, perhaps due to the pregnancy and anticipation of the baby.
      It was only after birth that the parents’ experiences diverged.
      About 30 per cent remained at about the same state of happiness or better once they had the baby, according to self-reported measures of well-being. The rest said their happiness decreased during the first and second year after the birth.
      Of those new mothers and fathers whose happiness went down, 37 per cent (742) reported a one-unit drop, 19 per cent (383) a two-unit drop and 17 per cent (341) a three-unit drop.
      On average, new parenthood led to a 1.4-unit drop in happiness. That’s considered very severe.
      To put things in perspective, previous studies have quantified the impact of other major life events on the same happiness scale in this way: divorce, the equivalent of a 0.6 “happiness-unit” drop; unemployment, a one-unit drop; and the death of a partner a one-unit drop.
      The consequence of the negative experiences was that many of the parents stopped having children after their first.
      The data showed the larger the loss in well-being, the lower the likelihood of a second baby. The effect was especially strong in mothers and fathers who are older than age 30 and with higher education.
      Surprisingly, gender was not a factor.
      “Fertility is a choice for most people in the developed world . . . If the transition to parenthood is very difficult or more difficult than expected, then people may choose to remain at parity,” the researchers wrote.
      Margolis and Myrskyla wrote that challenges of new parents that impacted their decision to have another fell into three categories. The first two had to do with health. Mothers reported that physical pain and nausea conflicted with their desire to work. Fathers expressed concern about the medical issues of their partner. Second, complications during the birth also appeared to shape their decision to not “go through it again.”

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    11. Anónimo02 junho, 2017 00:2304 junho, 2017 20:55 - sim, eu vejo na minha empresa quando há deadlines já de si ultra apertados vejo os pais a dizerem : Ups, tenho que ir buscar as crianças à escola, que chatice tás a ver ainda bem que não tens filhos! Devem ser os mesmos que na faculdade não apareciam quando eram trabalhos de grupo ! ahahahaha

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    12. 11:43, o que tem piada não são os colegas que saem quando acaba o seu horário de trabalho para ir buscar os filhos ou ir às compras ou dormir no sofá. O que é realmente engraçado é a empresa ter prazos assim tão exigentes e esperar que os trabalhadores os cumpram. Às tantas, já estão habituados a que haja sempre alguém disposto a trabalhar horas extra.

      Sempre achei curioso isto de se olhar com espanto quem não fica no trabalho além do horário estipulado, como se fossem menos profissionais. Mas isto já era tema para outra conversa.

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    13. 00:23 20:5505 junho, 2017 13:49- no caso da empresa onde trabalho saem mais cedo porque as chefias são de outro país e o trabalho aparece sempre feito por magia. ;) Mas tem toda a razão no que diz, noutras realidades.

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  36. É por estas e por outras que quando professores/educadores de infância estão de greve, é ver os pais a sair das escolas com os cabelos em pé. Não é o atraso nas aprendizagens que os aflige mas a ausência da ama para o dia, que dá cá um jeitaço!...

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    1. E é normal que dê. Muito dos pais trabalham e ficam sem saber o que fazer nessas situações. Acredito que muitos gostariam de ir passear com os filhos para o parque mas é o trabalho? Levam os filhos? Nem todos os empregos permitem que isso se faça.

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  37. Anónimo das 13:49, não podia estar mais de acordo! Se é hora de saída não vejo o espanto. E neste caso nem é o colaborador a 'sobrecarregar' os colegas devido à sua vida privada. É sim a empresa a apoderar-se do tempo privado dos seus colaboradores e, com sorte, a fazerem-nos sentirem-se mal por saírem a horas.

    Quanto à questão do que traz de bom ter filhos... Nunca tive qualquer afinidade com crianças (nem tenho) e um dia vejo-me com tanta vontade de ter uma que a primeira nasce já este ano. Acho que é o que se pode chamar de instinto. E não adianta tentar racionalizar e pedir argumentos a favor da maternidade. Um dia a biologia trata disso. Ou talvez não. Mas não acredito que se resolva com argumentos contra ou a favor.

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  38. A ideia é a de que, se é "normal que dê cá um jeitaço", os encarregados de educação comecem a respeitar o trabalho dos professores, bem como a dignificá-lo, já que estes não têm apenas um "filho"; têm dezenas!

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  39. Há imenso tempo que não visitava o blogue. Hoje, deu-me para isto. Obrigada pela homenagem às vítimas dos incêncios e pela ajuda prestada. Estamos todos unidos e todos sofremos com esta desgraça. Mas, não podia deixar de comentar este post ou, melhor dizendo, os imensos comentários acerca de ter ou não ter filhos, avós ou não avós, panda ou não panda. Cada pai/mãe deve fazer a gestão da sua vida familiar que melhor lhe compete e mais descanso mental lhe proporcione. Pois, quanto mais descansados (ou equilibrados) maior disponibilidade teremos. Contar com apoio, seja do infantário, familiares, canal televisivo infantil, ou outro gadjet (sempre bem controlado e sem abuso de tempo), é muito bem vindo e imensamente agradecido. Sejamos felizes e menos exigentes (ou menos críticos).

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Teorias absolutamente espectaculares

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