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Nice

sexta-feira, julho 15, 2016
Esta sensação de já não estar seguro em lado nenhum. De ser impossível prever de onde vem o perigo. De ter medo. De viver com medo. Que mundo triste e terrível que se está a formar.

29 comentários:

  1. nem sei o que podemos fazer :( è horrivel nao saber o que esperar.. e parece que nao sao tomadas atitudes ...

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  2. Pomos umas bandeiras, lamentamos , postamos no Facebook e o terrorismo não para com isto. Tem de haver medidas mais duras. E nestas alturas temos de esquecer a saudável democracia. Se os EUA não tivessem largado uma bomba atómica em Hiroshima e Nagasaki até hoje teríamos guerra, mas enquanto não nos chegar perto vamos lamentando nas redes sociais... Catarina

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    1. Compreendo perfeitamente, Catarina. Mas não podemos alterar a natureza das coisas: as pessoas vão partilhar isto, e vão lamentar, e vão-se queixar sempre. Enquanto vivia em Portugal também sentia que as coisas estavam longe. Quando me mudei para a Suiça, houve o ataque de Paris. E as coisas ficaram muito mais perto e não é nada bom de se sentir. Durante semanas via a estação de comboio cheia de militares. Havia estações de metro com polícias. Sentia-me segura mas depois as coisas desvanecem. Isto é tão, tão grave que tem de se actuar SEMPRE. O terrorismo não pára com mensagens no Facebook, sem dúvida alguma. Pára com acção, com impacto. A melhor defesa é o ataque, sempre ouvi dizer. Temos de atacar para nos defendermos, porque com estes radicais não vai de outra maneira, ponto. Seres humanos morrem todos os dias, não só em Paris ou Bruxelas, não só em Nice, mas noutras partes do mundo (aquelas que ninguém quer saber). Faz doer o estômago e dá falta de ar. Fico com um medo imenso disto tudo. Só espero que tudo fique melhor muito rápido. Não conheci o mundo assim.
      Sofia

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    2. Talvez o problema esteja também aí:lamentar nas redes sociais é uma forma de ampliar o medo e de dar importância e protagonismo a estes actos.

      E sinceramente acho q as medidas nao sao eficazes porque nao vao à raiz:muitos acham q isto sao barbáries e ataques indiscriminados. No entanto é importante perceber, apesar de fanáticos, têm razões e motivos para o fazer (concordemos ou nao com eles).

      Mas estou como a Ana e como muita gente:assusta-me e deixa-me triste aquilo que o futuro nos reserva e aquilo em que se está a tornar o mundo, aqui na europa, africa, asia, américa,onde for.

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    3. Anónima Catarina essa foi forte e cheira-me que vai dar molho por aqui :) atenção que eu não disse que não concordava!

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    4. Concordo.
      E a única solução é pegar em TODOS os muçulmanos e árabes e descentes árabes e investigar/remete-los a procedência.
      Já sei q vem ai meio mundo acusar-me de racismo/xenofobia, pois enquanto vocês se indignam, os terroristas pensam em maneiras de acabar com o nosso estilo de vida e liberdade e até o direito a indignação.
      Continuem os nossos líderes politicamente correctos, enquanto o inimigo esta-se nas tintas se mata crianças, mulheres,católicos ou ateus .
      Quanto aos líderes árabes que tanto condenam estes atentados tentabdo-se demarcar e dizer que são diferentes, a verdade é que também alimentam isto, pois encobrem as facções mais radicais dentro do Islão.
      Mes pensés sont avec les victimes et ses familles.
      FR

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    5. A solução é a bomba atómica? Combater a violência com mais violência?

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    6. Não... vamos todos mudar a foto do face, e dizer que lamentamos muito! Isso sim soluciona muito!acorde miga estamos em guerra.

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    7. Sim, uma bomba atómica é a solução (?????) Matamos de modo especialmente doloroso milhares de pessoas inocentes, incluindo crianças e voltamos a dormir descansados porque podemos visitar o Louvre sem medo.

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    8. Dana, o terrorismo não acaba com abracinhos.

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    9. Já agora queria pôr a bomba atómica onde? O mundo mudou, menina, as lógicas antigas não funcionam. E nada justifica suspensões da democracia. Já que falou da segunda guerra mundial, lembro-lhe que as democracias a ganharam.

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    10. Sim anónimo, vamos pegar numa parte enorme da nossa sociedade e aliena-la ainda mais. Olha, porque não criar campos de concentração, hm? Já funcionou antes! Solução final não é?
      E bomba atómica, bora lá para a Síria e Iraque. Mas certifiquem-se que apanham os maus e os seus reféns, meninas de 10 aos 15 anos que estão a ser sistematicamente violadas e torturadas. Não se esqueçam de apanhar essas com as vossas bombas.

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    11. Dana: as festinhas nas costas têm estado a resultar? Não, pois não? Então, se calhar, está na altura de mudar de método. Gostávamos mais de poder continuar a viver na ilusão da paz fraterna? Ah, pois gostávamos. Infelizmente o mundo não é essa coisa cor-de-rosa em que nós, ocidentais, tanto queremos acreditar.

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    12. Não Dana, a bomba foi um acontecimento drástico.
      É a ideia por trás da bomba.
      Na cabeça de muitos de nós forma-se a ideia de que tratamos os radicais com o respeito que eles não têm connosco e por isso medidas radicais poderiam começar a tomar forma.
      Radicalismo não se consegue combater com diálogo, porque não é isso que eles querem. Eles simplesmente acham que o mundo verdadeiro deve ser muçulmano e obedecer aos princípios "puros" do Islão. Uma ideia tão básica como assustadora.

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    13. Sabem que não são só os países "bonzinhos" que têm acesso à tecnologia da bomba atómica, certo?? Podemos ser nós os bombardeados...

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    14. Caro anónimo das 14.54.
      Convivo diáriamente com muçulmanos, até digo que fui adoptada por eles, sendo até que o meu filho de 2 anos tenha sido convertido por eles. Digo-lhe que ser muçulmano não é nada disso que ouvimos. Digo-lhe porque vivo com eles. E são os primeiros a negar. Gostamos muito de atirar pedras aos outros e "mandar todos à procedencia", isso não seria extremismo? Ou só achamos isso quando são os outros a dizerem?! Visite uma mesquita, fale com o molana e veja as palavras que ele transmite, nunca ouvirá nada como matar, ou bombas. Vai ouvir mensagens de paz e de calma, como as que ouço aqui. O problema dos muçulmanos, e talvés por culpa deles, é que só ouvimos coisas negativas desta religião. A verdade, é que se eles fossem todos assim, lhe garanto, não eram estes atentatos, mas algo em maior escala. Agora lhe pergunto, aqueles senhores que andam a matar nos estados unidos, devem ser católicos (ou algo), e porque que não se fala em terrorismo? Ou aquele senhor na Dinamarca?! Quando é muçulmano é logo terrorismo, se for um católico é sempre uma pessoa que estava a sofrer... é apenas um exemplo em como somos manipulados.
      Vanessa sousa

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    15. Anónimo17 julho, 2016 15:26, por isso é que é urgente o Ocidente largar as falinhas mansas e actuar. Actuar urgentemente, antes que eles o façam. E que ganhem ainda mais terreno do que o que já ganharam.

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  3. :( Até há poucos meses achei sempre que estava "segura", que podia viajar, que o meu maior medo era que o avião caísse.

    Achei que era a altura certa de começar a levar as minhas filhas a ver o mundo, outras culturas, outras línguas, outros monumentos e agora...
    Agora não sei nada, mesmo sabendo que o medo não deve prevalecer,há sempre aquele buraquinho que fica ali, aquela mancha escura do medo

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  4. No início do mês, mais de duzentos mortos em Bagdade. Agora, mais de oitenta em Nice. Pelo meio, certamente mais, mas o terror multiplica-se e é impossível acompanhar tudo. O mundo não é pacífico, foram as décadas que se seguiram ao rescaldo da Segunda Guerra Mundial, com o nascimento do projeto Europeu e a redação da Carta dos Direitos Humanos, que nos deram essa ideia. Tudo isso acabou, ou está a mudar, e é impossível sabermos o que vai acontecer agora. Entretanto, vivemos e viajamos com medo :(


    Kill Your Barbies

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  5. Mais que o medo da insegurança em si, tenho medo desta sensação de que nada de politica e humanamente correto há a fazer... Somos reféns da nossa consciência e da nossa moralidade... E assim comprometemos a nossa dignidade. É uma sensação de túnel sem luz no fundo... e é uma certeza que a ser para resolver será à custa de muito daquilo que à partida as pessoas de bem abominam. Tem muito que se lhe diga... Enquanto não houver 1 carrasco que se chegue à frente vamos continuar neste panorama. Se pelo menos o Putin se sentisse lesado... (OMG ao que cheguei nesta minha linha de pensamento... é triste.)

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    1. Ainda ontem pensava o mesmo, se fosse na russia... Infelizmente sao maus pensamentos.... Mas o medo que estas situaçoes nos dao....

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  6. Permanente sobressalto é o que é...,como se já não bastasse a grave situação económica e financeira...irresolúvel..., o desemprego crescente, a escassez de recursos, as evidentes alterações climáticas e uma lista infindável de situações que atentam contra o bem estar e a felicidade das pessoas, ainda temos "que levar" com um bando de loucos suicidas, que atacam quando menos se espera, matando indiscriminadamente!O mais assustador ainda, é irmos tendo a perceção de que não há segurança máxima que nos valha seja onde for! Resta-nos contar com o fator sorte, ou seja, estar a muitos quilómetros de distância quando os maléficos ataques ocorrem!

    MDM

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  7. Não me vou repetir pois concordo com tudo o que os anteriores comentadores disseram, e vou só terminar com a frase de MDM: Resta-nos contar com o factor sorte, ou seja, estarmos a muitos quilómetros de distância quando os maléficos ataques ocorrem!

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  8. Isto é ainda mais assustador quando pensarmos que este "terrorista" é um cidadão igual aos outros, nascido e criado em França. O problema francês é muito mais grave do que pensamos, e não está apenas relacionado com este terrorismo de que tanto se fala ultimamente. É um problema que existe há imenso tempo, com raízes profundas na sociedade francesa.

    http://time.com/4407810/nice-attack-france-target-jihadists-terrorism/

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  9. Tão assustador, tenho um bocadinho pavor de andar no metro em hora de ponta cá em londres. Isto é horrível, viver sob a cultura do medo.

    Um beijinho
    Ana C, www.adreamersland.com
    www.facebook.com/adreamersland

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  10. Quando li o título desta publicação ainda não tinha visto as notícias, e a primeira leitura que fiz foi a palavra inglesa "nice". Depois de ter lido o texto e os comentários, fui pesquisar no google e percebi que afinal não era nada "nice"... :(

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    1. Porra mas em que planeta vive???Desculpe mas fico atónito!

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Teorias absolutamente espectaculares

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