Pub SAPO pushdown

Ano novo, escola nova (e uma mãe de coração apertado)

terça-feira, maio 10, 2016

No primeiro dia de escola do Mateus ia de coração apertado. Tinha óptimas referências do colégio, mas uma coisa são os filhos dos outros, outra são os nossos. E depois de mais de dois anos ao cuidado dos avós, atestado de mimo até à ponta dos caracóis,  custou-me entregar o Mateus nas mãos de terceiros. Na minha mente especialmente dada ao dramatismo imaginava-o sempre num cantinho, sem ninguém que brincasse com ele, com as educadoras a não terem paciência para o aturar, ou com dramas diários de choro e birra sempre que o deixasse na escola. Nunca aconteceu. Depois dos dois primeiros dias, que foram um bocadinho mais chatinhos, o Mateus enturmou-se completamente. Até demais. Uma pessoa a achar que ele ia ficar a bater na porta, a chamar pela sua rica mãe, embebido em saudades, mas... não, não sucedeu. Quando o deixo
larga-me logo a mão e agarra-se às educadoras ou vai a correr ter com os outros miúdos, nem olha para trás. E quando o vou buscar a mesma coisa, primeiro que o consiga arrancar da escola é um castigo, quer sempre ficar mais um bocadinho a fazer uma coisa qualquer.

Claro que isto é óptimo sinal. Quer dizer que está bem entregue, que é feliz na escola, e enche-me o coração ver o mimo com que é tratado. Ao ponto de agora ser eu a quase ficar de lágrimas nos olhos quando penso que, em Setembro, o Mateus vai ter de mudar de escola. Por mim ficava nesta até ao doutoramento. É pequenina, tem poucos meninos, há um ambiente quase caseiro mas, infelizmente, só dá até aos três anos. Tem ensino pré-escolar, mas não é no mesmo sítio, fica longe de nossa casa, por isso não é uma opção viável. Ainda perguntei se não dava para ficar mais um ano, mas não dá mesmo. Nesta fase, mais do que grandes projectos educativo-pedagógicos, acho que é importante que eles estejam num sítio onde se sintam seguros,  lhes dêem atenção e os tratem com amor, por isso não nos importávamos mesmo nada que ele ficasse mais um ano onde está.

Como não é possível, há umas semanas fomos ver a escola para onde irá para o ano. Enorme, muito mais formal, com 600 mil putos, e regras e cenas, a antítese da escolinha onde está agora, que é super descontraída. Uma vez mais, voltei a ficar de coração apertado, voltei aos pensamentos dramáticos, voltei a imaginar o Mateus num cantinho. Levámo-lo connosco à reunião com a directora e, uma vez mais, ele provou que os miúdos se adaptam bem a qualquer cenário. Queria ficar em cada sala que entrava e chegámos mesmo a deixá-lo uns dez minutos numa aula de Educação Física enquanto fomos visitar uma parte da escola, porque assim que viu bolas já não o conseguimos tirar de lá. Gostei da escola, também tenho boas referências, mas é tão diferente da actual que demorei algumas semanas a decidir se queria mesmo que ele fosse para lá. Pus-me a pensar em situações alternativas, mas hoje achei que estava na hora, até porque nos arriscávamos a perder a vaga, e lá fui tratar da inscrição. Já está, mas continuo a pensar se será mesmo a melhor opção. Isto de olharmos para os filhos e continuarmos a vê-los sempre como bebés, somado à eterna dúvida se estaremos a fazer as melhores escolhas, é tramado. Eu sei que as mudanças nos custam mais a nós do que a eles, que eles se adaptam num instante, que fazem logo amigos novos, que ficam óptimos, mas hoje estou assim. De coração apertado. 

63 comentários:

  1. Se pudesse teria colocado os meus filhos numa escola com Pedagogia Waldorf ou Método Montessori até ao ensino básico. Mas perto da minha casa não existe (no alentejo). A Pipoca aí em Lisboa tem algumas soluções, nunca pensou nessas alternativas?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito interessante, é mais uma teoria pedagógica...
      esta...baseada na estimulação sensorial dos miúdos de tenra idade, promovendo a liberdade, a criatividade, tudo em sintonia com a mãe natureza. Essa teoria desenvolve-se em vários campos, inclusive o nutricional, dando preferência ao regime alimentar vegetariano.
      Demasiado "Zen" com algumas nuances "rastafári"... não obstante o mérito que lhe reconheço, du-vi-d-o seriamente que prepare crianças em adultos capazes de responder aos desafios(leia-se, competição desenfreada, consumismo desenfreado, mudança a cada segundo...) que a atual sociedade a todos exige !):
      (É só uma opinião e assiste-me o direito a expressá-la).

      Eliminar
    2. A sociedade atual exige "consumismo desenfreado"? Eu vivo na sociedade atual e não consumo nem compito desenfreadamente, nem acho que seja para esses aspetos que a escola deva preparar as crianças (muito menos no ensino básico e níveis anteriores).

      A escola deve promover a criatividade, individualidade e pensamento crítico, que é o que traz à sociedade indivíduos com a capacidade de inovação e evolução, e não a seguir a carneirada e a pensar dentro da caixa.

      (É só uma opinião e assiste-me o direito a expressá-la).
      (Pelos vistos este blog anda tão bélico que agora temos de por esta adenda no fim dos comentários. :D)

      Eliminar
    3. Anónimo das 17:37, são as pessoas que criam a sociedade. Eu não me vergo à competição ou ao consumismo desenfreado e a muitas das imposições do neoliberalismo selvagem, e considero-me uma adulta capaz - quiçá, mais capaz que os que se vergam, porque vivo exercitando a capacidade de pensamento crítico, questionando sempre se o normativo será o correto.

      Eliminar
    4. O meu filho andou num infantário "normal" até que mudou de dono, neste caso de dona, a qual implementou o método Montessori. Achei interessante ao início mas também notei que passado pouco tempo o meu filho, na altura com 2 anos e pouco tornou-se mais rebelde, não acatava tão facilmente o que lhe diziam. Uma das funcionárias chegou a confidenciar-me que aquele método parecia não estar a fazer muito bem aos miúdos. Mas pode ter sido coincidência ou apenas adaptação. Tenho as minhas dúvidas que deixar os miúdos completamente à vontade, a fazerem só o que querem seja bom, mas...

      Eliminar
    5. Demasiado "Zen" com algumas nuances "rastafári"?!?!?!
      A Pedagogia Waldorf não é nada disso, nada mesmo!!

      Eliminar
  2. Também escolheria uma escola baseada na filosfia Montessori mas infelizmente a que há ao pé de nossa casa é muito cara.
    Colégios enormes assustam-me também.

    ResponderEliminar
  3. vou dar o meu exemplo que é similar ao do mateus. a mariana andou num colégio de freiras que tb só tinha até aos 3 anos. 3 salas - bebes; 2 anos e 3 anos. tudo muito caseirinho e aconchegante. as educadoras um mimo. tudo fofinho e híper seguro. e agora? coloca-la noutro infantário até aos 5 anos? (que só tinha outro na minha terra e do qual não gostava de todo) ou introduzi-la logo na pré-escola (pública). as mais com filhos mais velhos vieram logo: " ai que agora já não são tratados como aqui, é tudo ao monte, trocam-lhes as roupas, blá blá..mas lá foi para a pré-escola. a única condição que impus foi ir para a melhor de todas, enorme e recente. em menos de 1 semana os meus receios desapareceram. se lhe trocaram o casaco, foi 1 vez e já lá anda há 2 anos. todas as educadoras (incluindo as do ATL) são uns amores e super protetoras. é verdade que já não têm as mesmas atenções e cuidados (vão À casa de banho sozinhos e pode ser uma desgraça)..so what? toma banho quando chega..ela desenvolveu-se imenso, tem imensas amigas e adora a escola. e é lá que vai continuar o ensino.

    ResponderEliminar
  4. O meu filho também tem de ir para o pré-escolar para o ano. São 3 anos e meio em casa, cheio de mimo.
    Visitei umas 10 escolas, com todos os tipos de ensinos e abordagens imagináveis. Em todas fomos bem-tratados, bem recebidos e cuidadosamente informados. A única que ficou imediatamente de fora, após a visita, foi uma particularmente famosa pelo ensino cooperativo, que de repente não queria o meu filho na visita nem na apresentação. Depois de ouvir um director pedagógico falar durante uma hora do seu sistema, pus fim à reunião sem qualquer remorso. Tenho, no entanto, várias amigas que tiveram lá os filhos e adoraram. Nestas coisas, acredito em investir tempo, visitar, perguntar e levar o pequenote: sentimos perfeitamente qual a ligação dele com o espaço, as educadoras e os colegas. Confesso que fiz uma escolha muito virada para o desenvolvimento dele: escolhi uma escola que privilegia o desporto e a música; que promove a independência e que forma pensadores. Se tudo correr bem, vá lá ficar dos 4 aos 18. Houve escolas mais "queridas" e espaços menos "escolares". Mas há qualquer coisa que me diz que é naquele ambiente que ele vai desabrochar, principalmente considerando as características que tem demostrado. Também tenho o coração mínimo e acho que estou muito mais ansiosa que ele, que já lá queria ficar. É uma responsabilidade enorme; mas se não fizermos isto pela educação deles, vamos fazer pelo quê?

    ResponderEliminar
  5. força Ana! vai acontecer o mesmo com o meu Duarte quando chegar aos 3 anos... a 15 dias de chegar aos 2 anos já dou comigo a pensar nisso... ´bora lá continuar a confiar no nosso instinto. um abraço!

    ResponderEliminar
  6. verdade, ate hoje ainda quando deixo ele me da uma dozinha!!!bjinhos

    ResponderEliminar
  7. Colégios... eu fiz a pré no Charles Le Pierre e as poucas recordações que tenho de lá não são nada agradáveis. Felizmente após essa experiência estive sempre em escolas estatais ( algumas boas, outras nem por isso ) mas fui Feliz! Pipoca, essa mania do colégio é ... uma grande treta mas pronto que o Mateus esteja feliz é o que importa.

    Catarina, Cacém.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é mania, é necessidade. Para além de não ter a certeza se teria vaga, a escola pública da nossa área de residência obrigava-nos a ter de pegar no carro todos os dias. Não é uma opção para nós.

      Eliminar
    2. Mania? Em que mundo é que vive?? Por aqui pela minha cidade, por exemplo, só há um número limitado de vagas...quem não tem, ou fica em casa ou vai para os colégios....

      Eliminar
    3. Aqui está outra Catarina que não podia discordar mais da primeira.
      Fiz o meu percurso escolar até ao 8º ano em colégios particulares e na escola pública do 9º até ao fim da faculdade e, no que diz respeito à minha experiência, o ensino privado é a léguas superior ao ensino público.

      Começa só pelo facto de as turmas serem muito mais pequenas, proporcionando um acompanhamento muiiiiiiito mais personalizado aos alunos, passando pela parte de a exigência ser bastante superior (havendo mais recursos de apoio exige-se mais) terminando no facto de ter tido a sorte de apanhar professores que ainda hoje são amigos, que se preocupam e fazem questão de manter o contacto.

      Entrei para o primeiro colégio aos 3 anos (até lá tinha uma ama), um colégio pequenino com um ambiente familiar de onde saí na 4ª classe porque não tinham mais oferta educativa. No 5º ano troquei para um colégio BEM maior, com turmas desde o berço até ao 12º ano. Fiquei até ao 8º ano, porque os meus pais acreditaram que precisava de outras experiências além da redoma em que sempre tinha estado e decidiram que o 9º ano era um bom ano para experimentar, visto que a média de acesso à faculdade não ficava prejudicada caso corresse mal.

      Fui para o Liceu da zona e correu muito bem, mesmo muito bem. Mas posso garantir que correu tão bem graças às bases que trazia da minha experiência anterior.


      Se poderia ter sobrevivido na escola pública desde sempre? sim
      Se teria sido feliz na escola pública desde sempre, se não conhecesse outra realidade? sim

      Mas tenho para mim que quando tiver um filho só não vai frequentar uma escol privada se eu não tiver mesmo hipótese.

      Catarina

      Eliminar
    4. Haha...essa e para rir. Fiz o esino no publico. Claro que apanhei bons e maus professores mas a exigencia e maior do que no privado.porque sera que muitos alunos quando chega m ao 10 e comecam a ver que a media nao da para a faculdade os pais vao a correr mete los no colegio? E porque la o facilitismo e maior e consequentemente as notas sobem e a media aumenta..

      Eliminar
    5. E a mensalidade do colégio é muito mais baixa do que pegar no carro todos os dias, certo Pipoca?

      Eliminar
    6. Não sei, não fiz essas contas, mas nem tudo tem de ser sobre dinheiro. Poder levar e trazer o miúdo da escola a pé é uma coisa importante para nós.

      Eliminar
    7. anónimo das 21:30 há colégios e colégios e se leu o meu comentário eu referi "no que diz respeito à minha experiência".

      Podem haver outras, não conheço todas as realidades, conheço a minha e com conhecimento de causa, de quem experimentou o ensino público e o ensino privado, exigiam-me muito mais no privado do que me exigiram no público.

      Podemos conversar sem passar atestados uns aos outros, não podemos?

      Eliminar
    8. Catarina logo por esse comentário se depreende muita coisa. Cresça e apareça.

      Eliminar
    9. cara catarina,

      ainda há pouco tempo a universidade fez um estudo em que comprova que apesar de os alunos dos colégios terem uma maior média de entrada na faculdade, depois durante o percurso académico na faculdade a média baixa drasticamente. enquanto que os alunos que vêm das escolas públicas,têm uma média mais baixa de entrada, mas depois na faculdade a média é mais alta do que as dos alunos que vieram dos colégios e inclusivamente os do público consegume ter mais alunos no quadro de excelência. acho que esse estudo diz tudo, a exigência no público dá excelentes bases para depois irem para a faculdade. por isso um dia quando tiver um filho irá fazer a escola toda no público.

      Eliminar
    10. Eu tenho os meus 2 filhos num colégio privado e, respondendo a quem fala do baixo nível de exigência do privado, se aquilo que vejo é baixo nível de exigência, não quero imaginar os desgraçados do público (onde estudei e a balda era muito maior). Eu comento muitas vezes com a minha mulher que acho que puxam demasiado pelos miúdos no colégio. Mas pronto, é apenas a minha opinião.

      Eliminar
    11. Anónimo das 23:38 depreende-se o quê? Juro que não percebi. É obvio que tem todo o direito de ter uma opinião diferente da minha, só não percebo porque temos logo que ser hostis uns para os outros. Volto a frisar que referi sempre que na minha realidade foi assim que aconteceu, aceito perfeitamente que possam existir coisas diferentes.


      Anonimo das 08:06 para todas as regras há uma excepção. Para mim a exigencia do privado foi muito superior, tanto que quando fui para o publico estudava muito menos e os resultados foram iguais. Eu fiz o secundário na escola pública, a minha mé dia de acesso foi tão boa quanto seria se ainda andasse no privado, mas tenho a certeza que aconteceu graças às bases que trazia antes e não aos 4 anos que estudei no ensino público.
      Pode haver casos que sejam o oposto, mas infelizmente só consigo falar do meu :)

      Eliminar
    12. Alunos das escolas privadas: notas muito altas no geral mas depois nos exames nacionais (que não são feitos nem corrigidos pela própria escola) as notas descem a pique. Alguém pode explicar pf?

      Eliminar
    13. anonimo das 15:32 eu acho que se deve pela falta de exigência, a mim aconteceu-me o oposto durante o secundário a matemática a minha prof era de tal maneira exigente, que a minha média era má, quando compoarada com as notas que tinha as outras disciplinas. cheguei a exame e tive 14. o exame era muito mais fácil do que os testes que ela nos dava. eu fiz a escola toda no público. enquanto que se pensarmos nos privados, se os pais estão a pagar, não gostam que os filhos cheguem em casa com 11 ou 12 pensam se vale a pena continuar com o miúdo lá. enquanto que se chegar com um 17 ou mais a escola é a melhor e continuam a pagar todos contentes na vida. depois chegam à faculdade é o que se vê mais taxas de repetência e a média desce por ali fora. frequentei escola pública que normalmente no raking de escolas está sempre em boa posição no distrito de aveiro. contactei tanto com ricos como pobres maus e bons professores e no entanto consegui fazer uma licenciatura e estou aqui

      Eliminar
    14. Há tantos colégios e tantas escolas públicas, não faz sentido pôr tudo no mesmo saco. Eu andei sempre em colégios privados e nos exames nacionais mantive ou subi as notas. Cada caso é um caso tal como cada colégio é um colégio.

      Eliminar
    15. Anónimo das 17:08 a mim aconteceu-me uma coisa semelhante a matemática também. Enquanto que tive colegas na faculdade que foram especialmente fazer o secundário para colégios privados( o externato Ribadouro por exemplo). Saem de lá com médias altíssimas mas depois nos exames nacionais e na faculdade têm notas miseráveis. Mas entendo, vão para esse tipo de colégios para subir a média. Se pagam claro que querem boas notas... O que acho injusto para o geral dos alunos do público...

      Eliminar
    16. Sempre andei em colégios privados, excepto do 5º ao 7º em que não consegui vaga no colégio que os meus pais me queriam por, e posso dizer que foi um enorme choque para mim ir com 9 anos para a pública, vi coisas que nunca imaginei que miúdos da minha idade, ou pouco mais velhos, fizessem. A escola em si não queria saber se os alunos eram estimulados ou não. A verdade é que tive bons professores, mas isso não chega, tem de haver uma componente que cative, estimule os miúdos a serem melhores, mais criativos, a fazer as coisas da melhor maneira. E isso eu só encontrei num colégio. Nunca nenhum professor me puxou a nota, muito pelo contrário, nos exames nacionais conseguia ter notas superiores às minhas.
      Portanto, pela minha experiência e caso tenha possibilidades para tal, os meus filhos irão para uma privada.
      Só quem nunca andou num colégio é que diz que uma pública faz tanto por um aluno quanto uma privada

      Eliminar
    17. A sério que criticam uma pessoa por escolher colocar o filho numa escola privada?
      Ai que gente, senhores!

      Eliminar
  8. Em Setembro, o meu filho também irá para o infantário pela primeira vez! Também não foi fácil escolher o local e quando penso como vai ser a adaptação tremo por dentro! Mas tal como a Pipoca refere, os miúdos surpreendem - nos!

    ResponderEliminar
  9. A diferença de vivermos na terrinha é nem termos escolha. Ou a miúda vai para a única pré-escola pública existente, ou não vai para nenhuma. E como eu adorava ter outras alternativas!! :/

    ResponderEliminar
  10. Escola com o método MEM ( movimento escola moderna), são as crianças mais felizes do mundo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo plenamente! O meu filho mais velho andou numa IPSS com o MEM e quando foi para a escola primária adaptou-se muito melhor que os colegas. Tem sempre imensa curiosidade e quer saber sempre mais do que é pedido pelo professor. A minha filha mais nova vai para a primária no próximo ano e vai mais que preparada. Não sabe ler como muitos da idade dela mas tem todas as vantagens que um ensino de pedagogia da consideração e da investigação trazem.

      Eliminar
    2. Já eu nunca andei na creche..fui da casa da avó (que nem a 1ºclasse tinha) para a escola primária e adaptei-me muito melhor que a maioria dos meus colegas que vinham da creche..e pasmem-se fui sempre excelente aluna em todas as escolas públicas por onde andei e terminei a minha licenciatura com uma óptima média.

      Eliminar
    3. Acho que a maioria das escolas já adoptou o MEM.

      Eliminar
  11. Vai correr tudo bem, .Pipoca! Os pequenotes são muito flexíveis e adaptáveis ... Temos muito que aprender com eles ;) E estar num colégio com muitos alunos , também é bom pois permite que sociabilize com uma maior diversidade de meninos! Beijinho e muita força pois percebo muito bem a angústia <3

    http://thecachepot.blogspot.pt/?m=1

    ResponderEliminar
  12. Há várias metodologias pedagógicas que têm muito em comum e que são ótimas. Conhece bem o highscope e acredito nesta corrente porque tem resultados comprovados por estudos a pessoas que usufruíram desta pedagogia muitos anos depois de deixarem a escola E começarem a trabalhar

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Também gostei imenso do método highscope e da escola que visitei; se morasse em Belém, Alges ou Restelo não pensava duas vezes.

      Eliminar
  13. A minha filha foi para um colégio (católico) com 18 meses por falta de opção. Não existiam vagas nas creches públicas e mesmo neste foi complicado entrar. A sorte é que decidiram abrir mais um a turma.
    Nunca pensei colocar a minha filha num colégio católico, gerido por freiras porque eu e o meu namorado não somos crentes e queremos acima de tudo, que a Lara cresça com um pensamento crítico bem desenvolvido. O facto é que o colégio fica perto de casa e foi o único sítio que conseguimos. Hoje, adoro-o e não seria capaz de a tirar de lá para colocar noutro sítio. A primeira educadora da Lara era uma freira, a irmã Tânia, e quando a turminha se dividiu e a lara foi para outra educadora até tive vontade de chorar. Não consigo imaginar uma educadora mais vocacionada e amorosa que a irmã Tânia. Ela é maravilhosa. As auxiliares são extremamente meigas e a Lara corre (literalmente) para os braços delas e, muitas vezes, também não tem muita vontade de vir para casa.
    Se nos primeiros dias, ficava com o coração apertado quando deixava a minha filha no colégio, hoje faço-o com o coração cheio, sabendo que está muito bem cuidada e é muito feliz no tempo que passa ali.
    Vai correr tudo muito bem com o Mateus, desde que te assegures que a escola é boa e isso nota-se alguns meses depois no comportamento dele, acho eu.

    ResponderEliminar
  14. Interessante tema sobre a educação dos filhos e achei interessante aparecerem comentários sobre a Pedagogia Waldorf. Não sou mãe mas fico contente por saber que há quem conheça ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A minha filha anda numa waldorf, primeiro ano. Ainda me estou a adaptar ao método de ensino, que me parece (por comparação com a minha educação e a da irmã mais velha) um bocado desnorteado e baldas. Mas a verdade é que ela, tendo mudado de escola e país, se adaptou com felicidade e volta e meia sai-se com uns conhecimentos que me deixam de queixo caído. Não faz ideia do que é uma conta de somar "em pé", mas esta tarde veio para casa a fazer divisões. Estranhíssimo o método, mas curioso. E a verdade é que ela está mesmo, mesmo contente.

      Eliminar
  15. Conversa entre o público e o privado dá sempre asneira, porque toda a gente se reporta à realidade que conhece. Conheço muita gente bem-sucedida com os dois backgrounds e a minha educação é mista. Eu fiz primária na pública; 5º ao 12º numa escola internacional excelente e ULTRA exigente; entrei na faculdade pública e, surpresa das surpresas, grande parte da matéria de cálculo, álgebra e física aplicada já tinha dado; no 12º. O meu filho vai para a escola onde andei, até porque a escola pública aqui ao lado de casa (com muita, muita pena minha) é terrivelmente mal-frequentada. Não me importava nada que ele fizesse o ensino básico a dois passos de casa; até porque a directora da escola e o espaço são bestiais; mas obrigá-lo a lidar com filhos de famílias muitíssimo disfuncionais é um preço que não quero arriscar a pagar. Também acho que uma coisa são os externatos e colégios normais; outra muito diferente são as escolas internacionais e os grandes colégios com provas dadas (Salesianos, St Julian's, etc) e que têm sempre fantásticos lugares nos rankings. E para quem questiona a exigência, saiba que na escola que frequentei se fazem provas com a duração de 5 horas, com presença de inspectores estatais governamentais, a pelo menos 7 disciplinas, com opção de fazer mais, entre as 13 do último ano. Com provas orais a seguir, para defender as notas. Ao pé disso, os exames nacionais pareceram um café.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mal frequentada? Portanto tem miúdos pobres, é isso?

      Eliminar
    2. E para quê esse nível de exigência todo? Para os pais sentirem que faz sentido estarem a pagar mensalidades absurdas porque os seus "cavalos de corrida" (aka filhos) são os melhores entre os melhores e sabem tudo antes dos outros? E deixarem as crianças serem crianças?

      Eu andei toda a vida em escolas/Universidade públicas, sempre tive um percurso escolar exemplar, brinquei e fui criança na altura de o ser, aprendi as coisas na altura devida e, principalmente, tive contacto com realidades muito diversas que me formaram enquanto pessoa e me permitiram sempre ter grande confiança em quem eu era e o que queria para mim, para a minha carreira e para a minha vida. Nunca tive stress em momentos de avaliação, nunca tive "brancas", nem momentos de pânico e os exames nacionais também me "pareceram um café" (entrei com média de 18 na licenciatura em Direito em Coimbra). Fiz a licenciatura e o Mestrado (com Erasmus pelo meio), nunca chumbei, sempre tive boas notas, terminei os meu estudos em 2010 e desde então tive sempre emprego, tanto em Portugal como no estrangeiro. Sempre me adaptei bem a qualquer ambiente onde estive inserida, já vivi em 6 cidades diferentes, viajo com frequência, tenho amigos espalhados pelo mundo, sinto uma enorme facilidade em "enfrentar" qualquer desafio que me surja na vida porque sempre estive exposta a diversos desafios, ambientes e pessoas desde cedo e sempre tive bastante autonomia para ser eu a lidar com eles e a resolvê-los.

      Como vê, pode-se perfeitamente ser bem sucedida andando em "escolas públicas mal frequentadas com miúdos de famílias disfuncionais" (tive imensos colegas assim e, desde que não seja a minha família a disfuncional e isso me afecte negativamente, não vejo qual o problema, é a vida, há pessoas com realidades lixadas e é bom que nos apercebamos disso mesmo e valorizemos o que de bom tem a nossa). Inclusive, numa fase posterior, em que fiz o estágio da Ordem dos Advogados num dos grandes escritórios portugueses, tive vários colegas que fizeram os seus estudos todos nos Salesianos, Saint Julian's, Católicas desta vida e vários foram os que chumbaram no exame da OA (enquanto que eu tive a melhor nota dos estagiários desse ano) e vários os que entravam em pânico e stressavam imenso com o trabalho que tínhamos para fazer, chegando a chorar no local de trabalho (?!). E eu 8e outros...) sempre fiz tudo nas calmas e conjugando bem a minha vida pessoal com o trabalho.

      Resumindo: para mim, a melhor educação é aquela que os pais podem dar em casa a um filho e a escola será sempre apenas um complemento, sendo que a pública é um direito de todos e é aquela que é menos enviesada por interesses/ideologias e aquela que nos apresenta desde cedo uma realidade semelhante àquela que iremos encontrar no mundo enquanto adultos, preparando-nos melhor para lidar com contrariedades, adversidades e chatices e fazendo-nos perceber que as coisas não são tão lineares como quem é do bairro social = mau e quem tem dinheiro e uma família "perfeita" = bom.

      Eliminar
    3. Onde é que estudou para achar que pobre = mal-frequentado? Falo de disfunções sérias; toxicodependencia ; disfunções familiares e ambientes extremamente negativos; que se reflectem nas crianças e no seu comportamento, como é óbvio.

      Eliminar
    4. Uiiii esqueci-me que as pessoas ricas (famílias que têm a criançada no privado) não têm problemas disfuncionais, ambientes negativos tipo depressões e isso e problemas com droga. Realmente só mesmo os pobres que andam no público. Olhe já que pergunta, eu estudei no público. Deve ter sido um miúdo qualquer disfuncional que foi uma influência negativa para mim, para eu acabar assim. Vidas.

      Eliminar
    5. Concordo com a anónima das 15h44. E acrescento: quem pode faz bem em gastar dinheiro, mas se julgam que os vossos filhos vão ter sucesso profissional por lhes pagarem os colégios mais caros, enganam-se. Na nossa sociedade vale o fator C, a inteligência prática, o pensamento abstrato e a adaptação. Nem todas as crianças conseguem atingir estas caraterísticas. Ainda mais quando há tanta coisa inata. Penso que os pais devem descontrair e querer a felicidade para os seus filhos e não o super-êxito profissional. Não desdenhem a escola pública, conheci verdadeiros génios em variadas áreas a frequentar a escola pública.

      Eliminar
    6. Quando li "terrivelmente mal-frequentada" praticamente desliguei.

      Eliminar
    7. Mas sabe onde é que se arranja o factor c? Muitas vezes começa precisamente nos colégios caros, o círculo de amigos mais tarde torna-se naquela rede de contactos imprescindível para alcançar o sucesso no mercado de trabalho. Sad but true.

      Eliminar
    8. Anónimo das 11:24: sempre estudei em colégios privados, até pedir aos meus pais para mudar quando fui para o 11 ano. A razão? Desde os meus 12/13 anos que 70% dos meus colegas consumiam drogas, alguns até traficavam dentro do próprio estabelecimento. Álcool também havia com fartura. E os queridos do diretor? Aqueles que nunca pegavam numa caneta mas que tinham 18 a tudo por milagre? Em relação ás famílias disfuncionais... Quer mesmo falar do filho daquele advogado xpto que via o pai de mês a mês por este estar super ocupado com as amantes e cuja mãe passava a vida inundada em anti-depressivos? Ou daquela filha de um ministro que tinha uma mansão e 10 empregados mas que nunca teve um abraço na vida? Pois... Na escola pública onde concluí o secundário nunca vi nada disso, na pior das hipóteses havia um bando de miúdos nas traseiras da escola a "dar uma passa". E olhe que os amigos dos meus pais ficaram escandalizados por eu ir para uma escola tão mal frequentada!

      Eliminar
    9. Concordo por inteiro com a opinião do Anónimo das 15:44. Eu também estudei sempre em Escolas/Universidades Públicas, também tive um desempenho escolar exemplar, desde a primária até ao doutoramento. Contudo, para mim a principal diferença entre as pessoas que frequentaram escolas privadas vs escolas públicas é, mais do que o sucesso escolar/profissional, a personalidade que desenvolvem e as atitudes perante os outros. Conheço várias pessoas que frequentaram escolas privadas e há pontos comuns em todas elas: a arrogância, a sensação de superioridade, a incapacidade de adaptação a ambientes diferentes e o julgamento rápido relativamente a quem é "diferente" deles:quer seja pelo estrato social, quer seja pela orientação sexual, ou pura e simplesmente por estilos de vida ou opiniões diferentes. A minha interpretação é que o facto de se sentirem privilegiados logo desde cedo dá-lhes a sensação de serem Seres superiores e que devem ser sempre tratados como tal. Já fiz a experiência de juntar pessoas que frequentaram a vida inteira escolas públicas com aquelas que frequentaram colégios privados e a reação de ambas as partes é surpreendentemente previsível: os vindos de escolas privadas, quando estão longe do seu círculo, ou melhor, "bolha", não conseguem reagir, não socializam, e, quando socializam, sentem a necessidade de mostrar aquilo que têm ou aquilo que são. Já os que sempre frequentaram escolas públicas têm um enorme à-vontade e, mesmo que sejam muito bem sucedidos, não sentem a menor necessidade de salientar isso. Um dia quando tiver filhos, sem dúvida nenhuma que a minha prioridade será coloca-los numa escola pública, se tiver essa possibilidade.

      Eliminar
    10. No St Julians não há famílias disfuncionais, nem drogados, nem problemas... LOL (eu conheço bem a escola e claro que há)

      Eliminar
  16. O post é sobre o coração apertado de uma mãe, mas há sempre alguém disposto a discutir o indiscutível, uma vez que estamos no âmbito da subjectividade. Não há respostas certas, porque não há escolas perfeitas, quer sejam públicas quer sejam privadas. Cada um vai discorrer uma série de argumentos, com base na sua própria experiência, mas isso não torna as suas escolhas mais acertadas do que as escolhas de terceiros. Uma coisa é certa, os critérios de escolha entre público e privado, só cabem a quem recai a escolha e a mais ninguém.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É isto mesmo. Disse tudo :)

      Eliminar
  17. É o que disseste, custa-nos sempre muito mais a nós!! Eu sei o que é isso!! E o Mateus, parece-me (e já estive com ele ;)), uma criança segura e com facilidade de se adaptar!! Vai correr bem!! Um beijinho

    ResponderEliminar
  18. Pipoca, o Mateus é lindo. Parece um anjinho com caracóis louros! Olhei para a foto (super gira) deste post e veio-me à cabeça de onde vem os caracóis do Mateus. A Pipoca também tinha caracóis em criança, ou o seu marido? Eu fui ao contrário, tinha cabelo liso em criança e depois ficou super ondulado.

    ResponderEliminar
  19. Bem vou ser só mais uma que vai atirar a sua opinião...
    Não acho que nessa idade seja necessária escola seja pequena, grande, pública, privada, montesori, waldorf (nem sei se escrevi bem estas modernices). É mais necessidade dos pais, compreensível claro, mas quem puder não há melhor escolha nem método do que .."avós"!!
    O meu filho ficou 4 anos e meio com a avó. Depois teve direito ao seu lugar na pré-pública onde passou para o 1º ano. Sempre se adaptou a tudo lindamente, é esperto, despachado e sociável! :)
    Quero apenas encorajar a quem tenha avós disponiveis e cheios de vontade, a tomar a decisão :) Sei perfeitamente que não está ao alcance de todos. Mas quem estiver indeciso entre avós e creche não pensem duas vezes. Ainda para mais se for uma avó como a nossa, com campo e animais de bónus! Maravilhoso!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo! Eu achava super importante inscrever o meu filho no infantário até que li o texto abaixo e mudei de opinião!:
      http://parentalidadecomapego.blogspot.com/2015/11/quando-e-que-as-criancas-devem-entrar.html

      Mas respeito as opções dos outros pais. No meu caso tenho os meus sogros que ficam com o meu filho e não se importam nada de o fazer. Conheço quem tenha pais e sogros reformados mas que não querem ficar com os netos!....

      Eliminar
  20. eu sou professora na escola onde o meu filho integrou o pré-escolar e não foi nada fácil... e não tinha dúvidas sobre como o tratavam, no entanto durante o primeiro ano de pré-escolar chorou todas as manhãs... e eu vinha a chorar. Mais tarde ia espreitá-lo e ele andava a brincar feliz da vida... mas não foi fácil... tive muitas vezes vontade de o levar novamente para a avó... cada caso é um caso!

    ResponderEliminar
  21. Eu tenho gémeos, e por questões de saúde fui aconselhada a mantê-los em casa até aos 3 anos, assim ficaram com a avó que fez o sacrifício de sair de sua casa para durante três anos vir viver para a nossa casa, e foi ótimo, mas chegados os 3 anos era hora de escolher infantário, visitamos uma IPSS, um Colégio privado e um público bem perto de nossa casa, na IPSS ia pagar quase tanto como no Colégio uma diferença de cerca 40€, de todas as visitas a que menos gostei foi a do colégio, a que mais gostei foi a com a diretora da infantário do publico, ponderados os pros e os contras, a decisão foi fácil, optamos pelo público (a educadora conquistou-nos logo) - pertinho de casa - dava para ir a pé, gratuito - apenas se paga alimentação e prolongamento de horário se necessário e educadoras e funcionárias amorosas o único contra era o edifício velho, os outros dois implicavam ir obrigatoriamente de carro, e cerca de 450€ mensais, a única vantagem é que eram edifícios novos), optamos pelo público, mas sempre mantivemos a hipótese de quando fossem para a primária irem para o privado. Entretanto chegados aos 5 anos e já a pensar na questão da primaria, não tinha muito boas referências da escola primária da minha área de residência, mas havia boas referências de outras, só que estas não sendo da área de residência só podem entrar se houver vaga e depois há critérios preferenciais (já terem irmaos na mesma escola ou já terem frequentado o infantário), portanto no inicio deste ano letivo decidimos que mais uma vez vamos tentar o público e ver como corre, e na sequência disso pedi transferência de infantário para aquele outro onde quero que façam a primária (é uma escola mais pequena apenas com uma turma por cada ano. Adaptaram-se bem à mudança de escola e assim a mudança para o ano que vem já não vai ser tao grande, pelo menos já conhecem a escola e já têm amiguinhos que seguirão com eles para o 1.º ano. A seguir...a seguir logo se vê, vamos ver como corre o 1.º ano, se sentir necessidade que tenham outro tipo de acompanhamento irão para o privado, caso contrário ficarão no público. Mas só a titulo de curiosidade, se fizerem a primária toda no público, é bem provável que os coloque no Colégio a fazer o 5.º e o 6.º ano, pq a escola da minha área de residência é um terror (professores da "velha guarda" muito exigentes e que tratam os miúdos de 10 anos comos se fossem adultos (amigas professoras com filhos lá queixam-se que eles trazem tantos trabalhos de casa que as vezes são 22h e os miúdos a fazer os trabalhos - e com a facilidade que os pais, sendo professores têm de os ajudar - tanto pais como filhos detestam aquele tipo de ensino super-exigente), portanto já estou de alerta para ir tirando opiniões nos próximos anos e a ser verdade tb não quero isso para os meus, quero que eles aprendam, que sejam exigentes com eles, mas com conta e medida e tendo em conta as idades, acima de tudo que aprendam a ser responsáveis, que gostem da escola e tenham bons princípios, que sejam bons meninos.

    ResponderEliminar
  22. Em primeiro lugar, felicito-a pelo Mateus. Descobri o seu blogue quando estava grávida (a Ana do seu Mateus e eu do meu). Nessa altura, acompanhava regularmente o blogue, depois, confesso, que deixei de passar por cá com tanta frequência (o tempo livre, sabe-se lá bem porquê, diminuiu).
    Hoje deparei-me com este post, identifico-me com a maioria das suas dúvidas e receios. Não acompanhei a entrada do seu Mateus na atual escola, mas partilho os medos que sente com a mudança. O meu irá, pela primeira vez, em Setembro. Procuro o Jardim de Infância ideal, mas tenho de poder pagar a mensalidade, tem de ser perto de casa, temos de gostar, tenho de verificar como é a alimentação, quais são os horários, se não há inconveniente em que a criança chegue lá com 3 anos com a fralda agarrada ao rabo, se o deixam dormir a sesta, caso ele comece a cair de sono, se tem espaço exterior, se, se, se... E, pasme-se, não encontrei o jardim de infância perfeito, mas inscrevi-o no que mais gostei e que podia pagar (sem ter a certeza absoluta que é para lá que ele vai, mas para garantir a vaga). Localiza-se a 7 km de casa, mas os mais próximos não têm espaço exterior, não fomentam (pelos testemunhos que recolhi) a relação próxima entre escola e família, a alimentação não é como quero... Opções difíceis. O importante é acreditar que a nossa decisão é a melhor, pelo menos naquele momento e com a informação que temos, é a melhor. Se não resultar, esperemos que resulte, teremos de reconsiderar e avaliar alternativas.
    Em relação à escola pública vs escola privada, mais uma verdade absoluta que eu tinha, mas era verde: veio um burro e comeu-a. Tinha a certeza que um filho meu frequentaria a escola pública. Depois estagiei em escolas públicas e privadas. Depois fui mãe. Agora, já não tenho assim tanta certeza. Muita gente defende que a escola pública é a melhor opção, desde que se mude isto, aquilo e o outro.... E até essas mudanças todas acontecerem, o que fazemos aos miúdos que estão em idade de entrar para a escola?
    Em relação a modelos pedagógicos: identifico-me com o MEM; não conheço bem a Pedagogia Waldorf, mas tem muitos pontos com os quais me identifico.
    Mais importante que as preferências de cada um, é que a adaptação seja fácil, que as expetativas sejam superadas e que a criança seja feliz. É o que desejo. :)
    Margarida

    ResponderEliminar

Teorias absolutamente espectaculares

AddThis