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Ele foi para a escola (e a mãe não chorou!)

terça-feira, setembro 29, 2015

Não havia grandes expectativas nem grandes planos para o primeiro dia de escola. Basicamente, a ideia era ir vendo como é que ele se adaptava. Quando o deixámos foi a loucura. De tão excitado e entretido com os brinquedos e com os outros miúdos, não quis saber de nós para nada. Não adiantou dizer que íamos embora, não adiantou pedir beijinhos e abraços. Ignorou-nos à grande. A educadora disse que era melhor assim, que saíssemos sem ele dar conta, e foi o que fizemos. Fui tratar da minha vidinha, para me distrair, e fiquei de ligar uma ou duas horas depois, para saber que tal estava a correr. Não foi preciso, ligaram-me antes. O Mateus estava assim-assim. Tanto estava muito distraído a brincar, como se lembrava dos pais e largava num pranto. Tudo normal. O mais chato mesmo era ter recusado almoçar, não lhe passou nada pela goela. Não sei se é por estar habituado a almoçar mais tarde ou se foi mesmo por estranhar aquilo tudo. Sítio novo, pessoas novas, horários novos, regras novas. Fui buscá-lo. Encontrei-o ao colo da educadora, agarrado ao Panda que levou de casa (achei que era bom levar-lhe qualquer coisa que o ligasse a nós). Assim que me viu passaram-lhe todas as dores de alma, mas também não me ligou nada. Passou por mim a correr e foi logo brincar com os outros miúdos. Toda uma alegria. Sacaninha manipulador. Enfim, passou duas horas na escola, não foi mau. Tenho a certeza que isto vai ser sempre a melhorar. Amanhã vou tentar que almoce lá, vamos ver que tal corre. Quanto a mim, sempre imaginei este dia com muitas e muitas lágrimas, mas portei-me lindamente. Vê-lo tão feliz na escola deixou-me mais tranquila. Claro que quando me ligaram a dizer que ele não quis comer e que estava choroso fiquei com o coração apertado, mas faz parte. Pior vai ser quando o for deixar e ele se começar a agarrar às minhas pernas, aí é que vai ser bonito...

57 comentários:

  1. A minha mãe diz que comigo os primeiros dois dias correram lindamente. Também não lhe liguei nenhuma e fui brincar com os outros miúdos (não me lembro).
    O pior foi depois, nos dias a seguir, que me agarrei às pernas dela a chorar e a pedir por tudo para me levar com ela (lembro-me vagamente). Mas com o tempo habituei-me e a minha educadora era um amor. Com o tempo passa, quando ele fizer muitos amigos e, com aquela carinha laroca, muitas amigas também ;)

    Amigas do Closet
    http://amigasdoclosetblog.blogspot.pt/

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  2. Pipoca desculpa dizer te isto até porque não tens culpa mas foi uma tremenda falta de profissionalismo o que fizeram: ligar te a angustiar te com coisas que certamente não podias controlar!! Enfim o que importa é que ele se sinta bem mas isso nunca se faz. Carlota

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    1. Não sei. Eu preferi que me tivessem ligado. Não foi por ele estar a chorar, foi mesmo por ele se recusar a comer.

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    2. Claro mas eu ficaria angustiada ...

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    3. Eles ligam sempre nos primeiros dias, eles sabem que os pais estão ansiosos então eles ligam para acalmar os pais e por serem profissionais, o meu também ligaram porque tava choroso e não quis comer. Infelizmente foi durante uma semana e ficou uma semana sem comer bem, então tirei na altura tinha 8 meses, ele agora tem 2 anos, mas só fala algumas palavras quando estiver melhor levo para creche. E como está o Mateus já fala bem. Boa sorte amanhã.!

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    4. sou educadora de infância e garanto que existem muitos pais nos primeiros dias que me pedem para ligar a dizer como está a criança. e maior parte das crianças no primeiro dia de escolinha recusa almoçar, faz parte da adaptação. beijinhos e boa continuação pipoca :)

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  3. Os miúdos têm uma capacidade fascinante de adaptação, acho que custa mais às mamãs ;)

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  4. A minha mãe estava preocupadíssima no meu primeiro dia de escola, mas pelos vistos eu mandei-a embora com uma pinta daquelas. "Ah e tal, podes ir andando que esta é a minha escola e não a tua. Até logo." Ainda hoje se ri a contar esta história.

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  5. Que fotos lindas dos dois! também quero! :) Parabéns pelo piqueno e o meu desejo que tudo corra bem com ele.

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  6. É tudo muito bonito e cheio de teorias mas cada miúdo e cada mãe (e cada escola, vá) são únicos, por isso a forma de lidar com a situação será diferente.
    Uns preferem avisar e ser avisados se algo não estiver tão bem, outros preferem ir embora escondidos, outros dizem que isso nunca se deve fazer porque assim a criança nunca mais ficará sossegada com medo que a mãe "fuja", olhem... é só escolher.
    A verdade é que custa a ambos, mas depressa se habituam (eles primeiro e depois nós).

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    1. Concordo a 1000%! O que é preciso é que pais e educadores estejam sintonizados!!! O que funciona com uns pais/ criança, não funciona com outros. Pelo que diz a Pipoca a educadora interpretou bem a situação.

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  7. Dizem-me que o meu primeiro dia de infantário correu bem, sem prantos ou pânicos, mas no dia seguinte fiquei altamente desapontada com a noticia de que afinal aquela treta não tinha sido coisa só de um dia, era para continuar. Já aos 3-4 anos achava que a companhia de criancinhas era equivalente a um dos círculos do inferno...
    Escusado será dizer que na minha infância durei muito pouco tempo em activades envolvendo outros miudos :P

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  8. Considerar normal a criança largar num pranto é reflexo do ponto a que chegou a nossa sociedade. Não é normal. normal é a vinculação afectiva que levam de casa ser suficiente para que se sintam seguros. Nos primeiros dias normal seria que os pais ficassem até eles se habituarem. E muito mau sinal quando a educadora pede aos pais que saiam sem a criança dar conta. se se sente enganada evidentemente que nunca se sentirá tranquila.

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    1. Nós chamámos o Mateus várias vezes, dissemos que íamos embora, e ele não ligou. A educadora achou que era pior estarmos ali a insistir e nós achámos o mesmo, por isso fomos embora.

      Dizer que ele chora porque não há vinculação afectiva em casa que o faça sentir-se seguro é só parvo. É normal ele chorar quando sente a falta dos pais. É miúdo, não percebe que não fomos embora para sempre, é a forma de se manifestar. Mas o ser normal não significa que queiramos que ele passe o dia a chorar, sendo que nem sequer foi isso que aconteceu. Foi chorando de vez em quando, quando se lembrava, mas também esteve entretido e a brincar com os outros miúdos.

      Nestas coisas da educação toda a gente tem 3669 teorias diferentes, não vale a pena fazer já todo um drama em torno da questão.

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    2. Não mesmo e as teorias valem o que valem. Tenho dois filhos já crescidos. Ambos frequentaram a mesma escola. Ela foi com dois anos , ele com três porque eu deixei de trabalhar. A minha filha adorou a escola desde o primeiro dia, nunca deitou uma lágrima e quando eu a ia buscar não queria vir embora(o que será que isto quer dizer).Ficou até ao limite da idade o permitir. O meu filho em contrapartida nunca gostou de lá andar, comia mal e se eu me atrasava 10m na hora de o ir buscar, o pranto ouvia-se á porta. Ah e apesar de ser um excelente aluno, (excelente mesmo, ao contrário da irmã), nunca mas nunca gostou da escola.

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    3. Caro anónimo, antes de referir termos técnicos que obviamente não conhece (já para não falar do seu conhecimento extenso sobre a relação Mateus/pais) aconselho vivamente que faça o trabalho de casa primeiro!

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    4. Teoria absolutamente encantadora a desta anónima... Uma perfeita expert no assunto (not). Minha cara, é perfeitamente normal as crianças chorarem na habituação ao infantário, não tem nada a ver com défice de vínculo afetivo. E mais, cada criança reage de forma diferente, bolas, que é só especialistas em educação!

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    5. No meu caso, com dois homens de 25 e 21 anos, lembro-me: o mais velho comigo não chorava porque eu deixava-o e dizia, Adeus até logo, beijinho e saía. O pai dele hesitava, não saía logo, dizia Adeus várias vezes e ele ficava a chorar. O segundo no primeiro dia, levou-me junto à porta e disse, Adeus mãe até logo. E pronto! Ambos com dois anos.
      Boa sorte Ana e Mateus, não custa muito. Está a crescer!

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    6. Cara Ana, o meu filho (8 anos) tem Síndrome de Asperger e epilepsia (em fase de desmame da medicação). Para além disto, apesar de ser um matulão, tem crises respiratórias desde os 18 meses e todas as maleitas que atingem as crianças, desde os 9 (e amamentei-outra questão que me faz hoje rir, apesar de ter amado a experiência).
      Já passou por muitas mãos, desde pediatra, pedopsiquiatra, neuropediatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, da fala, comportamental, alergologista, otorrino, oftlamologista e até médico de família.
      Sabe em quem mais confiam os 3 médicos (os 3 primeiros) que o assistem, agora?
      Na mãe.
      Uma mãe atenta é terapeuta, é enfermeira, é psicóloga, é educadora...é MÃE!
      Fui eu que sinalizei o meu filho, não acreditando que era hiperativo, que tinha défice de atenção e muito menos que era sobredotado, apesar da memória prodigiosa.
      Fui eu que percebi a epilepsia (e nunca teve convulsões externas. Apenas apresentava medo e parava a pedir cama!). Tenho sido sempre eu que percebo quando precisa de ajuda para além da minha.
      Graças ao meu olhar tenho hoje em casa uma criança adorável, embora muito traquinas, super sociável, criativa e, pasme, que adora ser o centro das atenções.

      Siga o seu coração.
      Acredite que lhe ditará sempre o melhor caminho para guiar o seu filho, com ou sem ajudas.

      (O Mateus é adorável!)

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    7. Adoro os pais que säo doutorados em TUDO o que diz respeito aos petizes...enfim, parvoíces.nao é normal isto, nao e normal aquilo...prevejo que nao há de tardar cruzar me com alguma destas pessoas e ser crucificada porque a minha filho com dois anos e meio ainda usa fralda...um horror!será que nao ando a estabelecer um vinculo afetivo com ela??O Mateus teve reaccoes perfeitamente normais e nao ha demorar muito a estar adaptado, parece ser um menino muito comunicativo.

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    8. Minha queridas, nãi se enervem. Não dei opinião enquanto mãe, falei enquanto educadora. Não fiz nenhuma referência à vinculação afectiva concreta desta criança. (Pipoca, evidentemente não me atreveria, não se exalte) Limitei-me a dizer que, o normal é não existir choro em situação de vinculação segura. Com excepções, evidentemente: os primeiros dias têm de ser bem trabalhados com os pais (recomenda-se a presença dos pais até a criança estar confortável e segura no espaço, preferencialmente nos diferentes contextos), em caso de doença também é normal e, essa foi a questão que quis enfatizar, hoje, com crianças a passarem mais de 7 horas seguidas da creche (o que é obsceno, como diz Eduardo Sá ou qualquer pedopsicólogo) é evidente que o choro acaba por ser uma inevitabilidade. Mas não é por isso que passa a ser normal. Choram porque as crianças estão a passar por processos que são anti-naturas do ponto de vista afectivo, biológico e social. E que, por isso, acarretam grande sofrimento.

      Pipoca, normal é eles GOSTAREM escola. O nosso (enquanto técnicos) e o vosso empenho enquanto pais tem sempre de ir neste sentido e não no de perceber se é "manipulação" ou não. Se gostam não manipulam. Querem ir.

      Por último a ideia de uma criança na creche sem saber se os pais algum dia voltarão é absolutamente arrepiante. O sentimento abandónico e o sofrimento cru que isso provocaria ao menor não é passível de pôr por palavras. Donde, Pipoca, tenho para mim que não seria bem isso que queria dizer.

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  9. Quando ficam bem... depois vem a choradeira!
    Pipoca, jardineiras para a escola não! Roupa confortável e que dê jeito para quem trabalha com eles, principalmente se ainda usam fraldas.
    Vai tudo correr bem!
    Bjs

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    1. Jardineiras não é roupa confortável??? Se a criança tiver no desfralde acredito que não sejam praticas para a criança poder ir sozinha. Agora de resto são super práticas e confortáveis.

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    2. Não, não são. Aliás, na creche onde o meu filho anda pedem especificamente que eles não as usem, a menos que tenham molas por baixo. O tempo que uma educadora leva a despir e a vestir umas jardineiras "dava para mudar a fralda a mais duas crianças".

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    3. É mais prático para todos calças com cintura de elástico para que se possa tirar rápido. Muito mais! Jardineiras multiplicando por montes de miúdos é de dar em doida.

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    4. Demora mais tempo as molas das calças do que baixar e levantar umas jardineiras.

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    5. Na escola da minha filha pediram especificamente que não vestissem jardineiras. No caso dela, que usa bibe, precebo muito bem e honestamente quando lhe vesti umas foi porque não pensei no assunto... Até em casa, para despir e ir à casa de banho, complica um bocadinho a autonomia dela, imagino que com bibes a ajudar a coisa não seja nada fácil...

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    6. Jardineiras e collans... então quando os levávamos à natação... roupinha do melhor!
      As crianças querem-se confortáveis!!

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    7. Realmente não é muito pratico, nem quando usam fraldas, nem quando começam a ir à sanita, dada a (grande) probabilidade de enfiarem as alças lá dentro :)

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  10. Lá foi para a escolinha!
    A ver se amanhã fica bem...agora é todo um processo, vai correr bem!
    Bjs

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  11. Por aqui as coisas também correram mais ou menos bem. Ela recusou-se a comer mas foi só na primeira semana. Eu estava cheia de medo mas não chorei. Três semanas depois, a Lara está normalíssima. Chego lá e está a brincar toda entretida. Deixo aqui um relato mais detalhado de como foi: http://www.vinilepurpurina.com/2015/09/12/primeira-semana-de-creche/

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  12. Olá Pipoca, nunca comentei mas apeteceu-me fazer neste tema em particular. A minha mãe é educadora à 30 anos e diz que anormal seria o Mateus estar sempre feliz e contente e nunca estranhar a ausência dos pais, quando assim é, o processo de adaptação não decorre normalmente e as consequências vêm depois, já quando não era suposto as birras. Assim sendo, temos a certeza que o Mateus se vai adaptar lindamente e o mais importante de tudo, ser feliz nesta nova etapa. Beijinhos e tudo de bom! ML

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  13. é uma mudança de hábitos. nós somos adultos e sabemos que o fazemos porque é o melhor para eles. Eles são crianças pequeninas, por muito que os pais falem do assunto, nunca percebe bem o que se está a passar. e cada criança tem a sua reação. eu nos primeiros dias também "fugia" quando estavam distraídos, a educadora acha que é o melhor e eu também. acho que a ideia de estar ali a dizer ADEUS...parece uma despedida, parece que estamos a alimentar uma ansiedade desnecessária. assim "desaparecemos" e qualquer coisa já voltamos. e porque realmente voltamos, aos poucos começam a perceber. Hoje ao fim de 1 mês já me despeço, já refilo quando não me vem dar um beijinho e um ate logo...porque o que ele quer é ir a correr para os amigos e brincar!!!! é muito bom quando assim é. sabemos que so podem estar a fazer bem as coisas!! Com isto não invalida que de vez em quando não fique mais choroso, mas isso até nós...quantas vezes nos apetece chorar porque não queremos sair da cama e ir trabalhar? é a vida! :)

    Só um à parte...eu adoro jardineiras, mas mesmo que não lhe digam, na escola eles não simpatizam nada com elas...ahahahaha... :)

    e descanse que ainda tem muito tempo para chorar!!!! ahahahahah :)

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  14. É claro que ia ser um bocadinho custoso no início, mas depois as crianças habituam-se e até gostam de ir para a escola. :) Que fotografias tão amorosas!

    http://entreosmeusdias.blogspot.pt

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  15. A minha filha nunca chorou. Sempre adorou acordar cedo para ir para a escola, desde o primeiro dia. Mas nesse primeiro dia do pré-escolar, uma auxiliar saiu por uns segundos e deixou o portão encostado (numa vila pequena, não existe o medo de se deixar as portas encostadas), foi o suficiente para a bandida fugir. Um pai de uma colega, reconheceu a farda e viu que a criança estava sozinha ao pé da estrada... felizmente apanhou-a, e foi deixá-la na escolinha novamente... Ninguém me avisou, e ainda bem... quando a fui buscar, uma amiga disse-me o que se tinha passado ao portão da escola, achando que eu já sabia... Não valeu para o susto. A educadora lá me contou o sucedido, confesso que me assustei, muito!
    Quero aqui afirmar que apesar do que aconteceu nesse dia, foi sempre Uma grande educadora para todos os meninos e pais. Todos nós pais a admirávamos muito. Gostávamos mesmo muito dela. Mas por vezes acontecem incidentes menos bons, o que não devemos culpar logo os profissionais por algo que corre mal. Nunca tinha acontecido tal coisa. E claro que tanto a educadora, como a auxiliar também se assustaram muito. A minha filha saiu da escola, sem chorar, sem refilar... sem dar qualquer sinal que estava aborrecida, nada. Saiu apenas (achando talvez que eu me tinha esquecido dela, ou que já estava fora de casa há muito tempo) com intenção de se dirigir a casa, que era perto dali, só que do outro lado da rua, da estrada. Mas por isto ter acontecido, não quer dizer que elas eram descuidadas, não, nada mesmo, antes pelo contrário! Foram extraordinárias! Sempre! Foi sempre muito boa, muito genuína, autentica, para mim e para minha filha e claro para todos os outros meninos. Ainda hoje a lembramos com muito carinho. Quando a encontramos, é com muita emoção e lágrimas quase a verter, que nos abraçamos. Foi sem duvida uma das melhores pessoas com quem já me cruzei na vida!
    Tudo isto serve para dizer, entre outras coisas, que os primeiros passos escolares marcam sempre uma criança, é uma primeira base muito importante na vida de uma criança para o futuro. Espero que o seu Mateus tenha uma base tão gratificante como a minha filha teve. O primeiro dia muitas vezes não conta para nada. Boa Sorte! E... aguenta coração!! ... ;) :)

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  16. Tão fofinho!! Eu lembro-me que chorei no primeiro dia de escola, quando percebi que a minha mãe me ia deixar lá sozinha. Mas na creche foi tranquilo (segundo contam e me lembro!)

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  17. Olá Ana,
    Os meus rapazes, atualmente com 16 e 10 anos, foram ambos para o colégio com dois anos e meio, tal como o Mateus, permaneceram até essa idade aos cuidados da minha mãe. Recordo com saudade o mais velho, pela mão da educadora a dizer -me adeus à janela até deixar de me ver... durante as duas primeiras semanas, fiquei junto dele na hora da sesta, só me ausentava quando adormecia , e tranquilamente foi -se adaptando. O meu mais novo, chorou imenso, foi muitíssimo mimado pela educadora e auxiliar, espécie de mascote, por ser o mais novinho da sala verde, nos dois primeiros dias permaneceu só as manhãs, indo buscá-lo após o almoço( nunca perdeu o apetite...é um ótimo garfo!), muito sociável depressa se adaptou às rotinas e adora a escola, é muito bom aluno, tal como o mano. O Mateus depressa se irá adapar, não stresse, é tudo perfeitamente normal, sendo certo que cada criança reage de forma distinta. Não responda a comentários absurdos, pois não fazem sentido.
    Bjo
    MDM

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  18. Boa noite,

    Sou educadora e não suporto ver pais a sair de "mansinho" sem se despedirem das crianças. Desde bebés, falo por experiência, facilita bastante o processo de separação se os pais se despedirem convenientemente dos filhos.
    Obviamente que nestas idades ainda não têm noção temporal e dizer-lhes que "a mãe vem às 4" ou que "a mãe vem já" é a mesma coisa; no entanto, tranquiliza-a saber que a mãe se vai ausentar, informando-a desse facto. A criança sente-se respeitada e sente que os pais confiam na pessoa com que ficam. Afinal, na nossa vida social, não desaparecemos dos contextos "misteriosamente", sem nos despedirmos das pessoas com que nos relacionamos.

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    1. Concordo plenamente, lembro-me de me dizerem isso quando ia entregar a minha filha nos 1.ºs dias e achar isso uma tremenda parvoice. Os miudos estão distraídos com o ambiente novo (brinquedos, amigos e etc) mas sentem que os pais estão ali, depois percebem que não é bem assim e sentem o medo de terem sido 'deixados'. A minha filha tem 8 anos e entrou com 5 meses para a escola dos bebés (que quanto a mim é uma dor imensa que nenhuma mãe devia ter de passar), depois mudou para a escola dos meninos e depois para a pré e etc ou seja, pela vida fora, ela vai ser sempre confrontada com a mudança e com a necessidade de adaptação e em todos os processos acho que devemos ser sempre o mais honestos possivel com os miudos, sem fingimentos e sem achar que doi menos porque doi sempre e angustia mais ainda.
      Pipoca, parabéns pelo Mateus está lindo, e tem o ar mais terno e doce de sempre, espero que tenha um caminho cheio de sucesso!

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  19. O que me tranquiliza é saber que o choro é comum a 90% das crianças que iniciam a creche. A minha filha adorou o 1º e 2º dia. Chorou todos os dias durante 2 semanas (chorava só quando lá chegava, depois ficava bem, brincava, estava feliz e comia bem). E agora já vai contente e quer ir para a escola.

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  20. Eu até entendo que é uma brincadeira mas a ideia da mãe em lágrimas não ajuda, como é que a criança vai ficar bem se percebe que a mãe vai ficar triste? Confiança é o que tem que demonstrar, afinal é para o bem de todos não é nenhum castigo...

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    1. PArece-me qq2ue o Mateus é um miúdo muito inteligente, mas que ainda não sabe ler :)

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    2. A brincadeira foi para os leitores não foi a atitude demonstrada para o Mateus.

      Olhe pipoca se decidir continuar a partilhar a experiência do Mateus na escola vai ter de reforçar a sua paciência.

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  21. Eu fui aos três meses para o infantário. Não dei por adaptação nenhuma, garanto :-D
    Já a minha mãe, imagino...

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    1. Eu fui aos 2 meses. E sou muito bem adaptada ;)

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    2. Pode ser muito bem adaptada, mas quando a saber ler....

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    3. É por isso que acho que quanto mais cedo melhor, mas sei que as opiniões divergem muito sobre isto.
      Tenho um irmão que foi 'criado' em casa e ui... ainda hoje, com quase 40 anos, é um menino mimado e um bocadinho centrado no umbigo dele.
      Porque afinal de contas, até aos 6, tudo girava à volta dele :)... Só eu é que lhe vim cortar o barato e pronto, espetaram comigo na creche mal nasci que é para aprender a não invadir a bolha de mimo dos outros :))))

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  22. É mais uma transição, mais um passo nesta caminhada. Vai correr tudo bem, os primeiros tempos serão os que mais custam, mas tudo segue o seu caminho! Beijinho

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  23. olá Ana, sabe, o meu mais pequeno (3 anos), também foi agora pela primeira vez para a escola depois de 3 anos de mimo dos avós ( não á igual, não é)....Eu também, fui uma valente e não tenho chorado, só vou lacrimejando.....o primeiro o dia bem, o segundo assim assim e agora também ele como o seu Mateus, vira e mexe lembra-se e começa a chorar pelo pai ( sim ainda têm sido o pai a deixar na escola, eu ainda não tenho coração para tal), e as horas de almoço são as piores, mas depois passa.......e eles vão ficando bem, e vão gostando mais....e a pouco e pouco vão crescendo...beijoca ( adoro o seu Blog).

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  24. Tenho 53 anos, desempregada, e vou começar uma pós graduação para a semana. Se não fosse tão crescida também "choraria" por estar lá sozinha sem ninguém conhecido. Então se tivesse 2 anos e a minha mãe me deixasse também choraria de certeza. (Isto é tudo piada, ok?)

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  25. Cada mãe é diferente e arranja uma fórmula diferente que funcione para si, não há uma maneira correcta de fazer as coisas, há todo um mundo de opções. No nosso caso, nunca faço e nunca fiz grande alarido ao deixar os miúdos na escola, não peço para entrar (há pais que gostam de levar os miúdos mesmo até à sala), não peço beijinhos nem abraços, maior parte das vezes entram sem olhar sequer para mim, nem xau me dão e vão logo brincar. Nunca me fizeram fita para ir para a escola e, ao sair, vêm todos contentes e aí sim, dão-me logo um abraço.
    Têm 3 e 4 anos e andam na escola desde os 5 meses, sempre foi a nossa opção mesmo tendo com quem os deixar. São opções que fizemos das quais não nos arrependemos e que, na nossa família, funcionaram bem!
    As maiores felicidades para o Mateus!

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  26. Deixe lá! Isso passa!

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  27. Boa,
    O Mateus está um crescido e cada vez mais autónomo! Está de jardineiras, ou de ténis com atacadores ou de camisa com botões e está muito bem, porque se a mãe vestiu é porque sabe que ele se sente confortável assim e as funcionárias (também) são pagas para vestir os meninos e atar os sapatos sempre que necessário, porque eu não trabalho com crianças, mas cada vez que um utente traz um filho menor, não digo que não o atendo, porque não está nas minhas competências. Por amor de Deus, uma coisa é colaboração, outra coisa é proibição!

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  28. Eu leio aqui cada coisa ( e no instagram) e fico a pensar se são assim todas tão opinativas e críticas em relação à própria vida.
    Acham mesmo que a pipoca vai deixar de usar jardineiras ao Mateus por causa disto? Se as jardineiras incomodam alguém que realmente importe (neste caso as educadoras) acredito que sim, agora de outro modo...
    Comentários a dizer que o desenho do Mateus não foi feito por ele e Blablabla: toda a gente que andou no infantário (pelo menos) sabe que as educadoras ajudam nestas tarefas, mas que são os miúdos quem faz a maior parte.
    Peço desculpa de me ter alongado, eu que nem costumo comentar mas há coisas que às vezes acho mesmo desnecessárias e ridículas!
    Beijinho Ana e Mateus!

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  29. Pipoquinha, como está a correr ? Tem ficado bem ?
    Bjs
    Sandra

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