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Lisboa de bicicleta

terça-feira, outubro 22, 2013
A propósito da Semana Europeia da Mobilidade, a Sancha Trindade, do A Cidade na Ponta dos Dedos, desenvolveu um campanha em parceria com a Câmara de Lisboa com testemunhos reais sobre as vantagens de andar de bicicleta na cidade. E está muito bonita. Infelizmente, eu sou um bocadinho mais céptica quanto a esta questão, acho que Lisboa não é uma cidade assim tão amiga dos ciclistas, mas pronto, devagar se vai ao longe. Ficam as fotos.












71 comentários:

  1. I wish... Ajuda-Marquês havia de ser lindo!

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    1. Sílvia, faço todos os dias Ajuda-IST, de verão e de inverno. Não custa nada. ;)

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    2. Bom dia,

      Qual é o percurso que faz (de bike, claro) entre a Ajuda e o IST? Obrigado.

      Cumprimentos,

      Carlos Caldeira

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    3. Olá. Desço a Ajuda até ao Hospital Egaz Moniz, entro na Av. da Índia, passo por baixo dos viadutos de Alcântara, apanho a 24 de Julho até ao Cais do Sodré. Aí, viro à esquerda para a Rua do Arsenal, passo o Terreiro do Paço, Rua da Prata, Praça da Figueira, Martim Moniz, Almirante Reis. No banco de Portugal corto à esquerda e subo a Rua Passos Manuel, Rua Aquiles Monteverde em direcção à rotunda da Estefânia. Daí é subir a Rua Dona Estefânia e estou no Arco do Cego.

      É um percurso que exige alguma experiência, em especial da Av. da Índia e na 24 de julho mas nada que não se faça com calma. É relativamente tranquilo.

      Se precisar de companhia um dia destes, é só dar uma apitadela ;)

      Cumprimentos

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    4. Olá, em relação à Avenida 24 de Julho, costuma ir pela faixa dos bus, ou por dentro? Tenho de ir de Alcântara à Baixa e essa é a avenida que mais me assusta!
      Cumprimentos

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  2. Adorava poder sentir-me segura para usar a bicicleta como meio de transporte e não apenas para pequenos passeios na marginal.
    Nisso sou como a Pipoca, muito céptica. Vejo demasiados condutores loucos na minha zona para conseguir usar a bicicleta sem recear ser atropelada.
    Aliás, uma vez estava a andar a pé no passeio e quase que fui esmagada por uma carrinha de caixa aberta que supostamente ia para a frente, mas depois decidiu fazer marcha atrás (se bem que neste caso a minha presunção de que a carrinha ia já sair e não voltava atrás também tenha sido muito culpada).

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  3. A campanha está muito bonita sim senhor (estou mesmo a ver esta gente a pedalar de vestido e sandálias).

    Mas Lisboa não é mesmo nada amiga da bicicleta. Mesmo que ignoremos a parte em que a cidade está cheia de subidas e descidas íngremes, e mesmo que ignoremos a falta de ciclovias nos pontos principais...

    ... temos a nossa bela calçada portuguesa que é uma bela m**da para qualquer peão, quanto mais ciclista. Para além dos passeios serem super estreitos na maioria das ruas, a calçada está muitas vezes mal posta e cheia de buracos. Já vi uns quantos idosos a tropeçarem e cairem por causa disso.

    Quem me dera que simplesmente substituissem a calçada toda por um simples piso de cimento liso. Ia facilitar a vida a muita gente.

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    1. Mas não é suposto andar de bicicleta nos passeios! Se estiver a usar a bicicleta num sítio onde não haja ciclovia (o que, convenhamos, em Lisboa é 90% das vezes) deve usar-se a estrada, como se de um veículo se tratasse!

      E não podia discordar mais da sua visão sobre a calçada... Sim, está muito degradada e devia ser restaurada (houvesse dinheiro), mas substituída por cimento??? Nem pensar!

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    2. Mariana, em relação ao seu comentário, percebo que a calçada crie em situações pontuais, alguns inconvenientes, tal como aos saltos das senhoras e em algumas curvas a descer (que no chiado já começam a ser preenchidas pedra sim, pedra não com uma outra pedra com rugosidade, para que as pessoas não escorreguem).

      No entanto em relação a substituir a calçada por cimento, perdoe-me a piada (mas é apenas uma piada ) de cimento cinzento está a sua cabeça cheia! Onde já se viu substituir a calçada por...cimento? LOL Imagine lá a Avenida da Liberdade, a Rua Augusta todas em cimento. Que bonito que era...

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    3. Olá Mariana.
      Essa opinião é antiga. Lisboa é uma cidade onde toda a gente pode e deve andar de bicicleta. E pasme-se, de vestido e sandálias também, porque os pedais não estragam as sandálias, e o selim não rompe o vestido. Além disso, a calçada portuguesa não é de todo um problema, muito menos os passeios super estreitos, até porque se tentarmos andar neles, o mais provável é levarmos uma multa. Eu sou a pessoa que está na campanha de vestido, e pode não acreditar, mas foi de bicicleta e assim nesses preparos que fui ter com a Sancha para fazer a fotografia e é assim que vou para o trabalho. Não só é possível, como é bom, muito bom. Desafio-a a experimentar.

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  4. Também sou um pouco cética em relação ao andar de bicicleta por Lisboa, mas isto sou eu que moro no Oeste onde sinto liberdade e poucos perigos ao pedalar. Das vezes que andei de bicicleta por Lisboa confesso que me assustei com a pouca segurança e visibilidade dos ciclistas...
    De qualquer forma, dou os parabéns a esta campanha, é um começo mas houve algo nas fotos que me 'perturbou': ninguém usa capacete, que é fundamental para a segurança dum ciclista, seja na estrada ou no mato...
    Bem sei que do ponto de vista estético nem sempre é agradável, eu também não gosto de me ver com capacete, mas é indispensável para ajudar a estarmos mais seguros a pedalar...
    :-)

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    1. Explique lá porque é que o capacete é fundamental para a segurança de um ciclista? Eu vejo como fundamental para a minha segurança, tudo aquilo que puder contribuir para evitar acidentes.
      Se se sente mais segura a pedalar com capacete, acho óptimo. Mas, daí a fazer propaganda falsa, vai um grande salto.

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  5. Nada melhor que andar de bicicleta faz bem ai físico e ao ambiente!!!!

    Http://styleloveandsushi.blogspot.com

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  6. Gosto muito destas iniciativas.

    http://agatadesaltosaltos.blogspot.pt/

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  7. Espectacular! Está bonita a publicidade. E se achas que Lisboa não dá, então imagina aqui o nosso Portinho ;)

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  8. Não é efectivamente uma cidade muito próxima dos ciclistas mas aplaudo a audácia destes todos! :)

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  9. Ah ah ah estava aqui a imaginar-me ir de bina por Madrid, ah ah ah seria lindo ir pela M30 com os carros a zumbir. Bela ideia, Lisboa dá para isso (mas com muito cuidado porque os carros são conduzidos por portugueses, ou seja, loucos).

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    1. Para si Madrid resume-se à M30? E toda a gente que vive no círculo compreendido entre a M30? Isto trata-se de deslocações dentro de uma mesma cidade, não de deslocações inter-cidades (por auto-estradas).

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  10. Sou um adepto da cultura das bicicletas e vespas. Algo que não se vê muito por cá. Porém, Lisboa é uma cidade com muitas inclinações, o que é um obstáculo para algumas pessoas.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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    1. A comparação entre bicicletas e vespas parece-me despropositada. Não sei o que é a cultura das bicicletas e das vespas. Será como algum novo tipo de produção agrícola? como a hidropónica? ou outra qualquer?
      Lisboa tem algumas zonas com declives, mas resume-se a um terço da área da cidade e, conhecendo as ruas, é fácil evitar as subidas impossíveis.
      Além disso, para alguma coisa foram inventadas as mudanças para as bicicletas...

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    2. De fato, resume-se não a um terço, mas a um quarto da cidade. Mas infelizmente esse 1/4 tem uma inclinação na ordem dos 10%. É uma espécie de etapa montanha. Eu adoraria ir de bicicleta para o trabalho. Mas morar do lado do Castelo, ou do lado da Lapa, é completamente desmotivante. Eu até a subir as Trinas a pé tenho dificuldade...

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  11. não botem capacete não

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    1. mais um com a mania do capacete...

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  12. No inverno é ótimo, sentir o frio, chuva e vento na cara

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    1. sabias que na Holanda (que, como todos sabemos, é um país tropical) anda muita gente de bicicleta? e de todas as idades? e sabes o que eles dizem, não há frio, há é maus agasalhos

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    2. Na Holanda, realmente, não têm medo do frio. Ando tudo de bicicleta, do avô ao neto com apenas meses. São culturas. Aqui, já vamos começando a ver pessoas a adotar a bicicleta como meio de transporte (felizmente!); lá já vemos também muitos automóveis.

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  13. A campanha está muito gira :). Eu todos os dias passo por um professor que até deu na televisão e que todos os dias vai de bibicleta para a escola. Até já o vi em dias de alguma chuva.... haja motivação :)

    Sem Jeito Nenhum Blog

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  14. Gosto da ideia mas não passa disso, uma ideia. Isso é para dias amenos, não é para calor infernal ou fro de rachar. Muito menos para a chuva. Além disso não vou tomar banho e arranjar-me para chegar suja e despenteada ao trabalho. Mais, nem todas as roupas são bike-friendly. Adorava poder deslocar-me de bicicleta mas não é exequível

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    1. Que seja menos agradável em dia de chuva ainda compreendo o argumento. Mas ainda me há-de dizer se é preferível andar à torreira do sol ou andar de bicicleta. Ou se é preferível caminhar ao frio ou andar de bicicleta para aquecer os músculos. Claramente, em ambos os casos, prefiro a segunda opção. LOL

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    2. @ RIta: Reparou nisso tudo aquela vez que experimentou?

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  15. muito melhor que ir ao gym :) (só as vezes )
    http://relax-takeyourtime.blogspot.pt/

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  16. Gostava de experimentar mas são muitos kilometros...
    vidademulheraos40.blogspot.com.

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  17. Andar de bicicleta nas grandes cidades é bom, mas é preciso ter condições para tal, como ciclovias e meter na cabeça dos ciclistas que lá por estarem numa bicicleta não quer dizer que não tenham de cumprir o código da estrada. Quantos ciclistas vemos nós a parar nos semáforos, a ceder prioridades e sinalizar mudanças de direcção? Já para não falar no facto de as passadeiras serem para peões e oa ciclistas deverem levar as binas pela mão... Fora isso, já vemos escadas com suporte para bicicletas e temos óptimos sítios para andar.

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  18. No nosso país, na nossa cidade, andar de bicicleta como meio de transporte já não surpreende. De certa forma, pedalar para ir e vir de lugares, para trabalhar, treinar ou simplesmente passear, coloca-nos num patamar diferente. Representa que nos movemos contra a influência da maioria resultante das sociedades modernas industrializadas. Criatividade e ciclismo pedalam lado a lado. Atrai pessoas que pensam de forma diferente dos preceitos e preconceitos, que gostam de desafios e têm uma visão inspiradora de tornar o mundo um lugar melhor para se viver. As bicicletas abrem um novo mundo de oportunidades.

    Será realmente perigoso andar de bicicleta ou é uma questão de inquietação, da teoria do medo? Tudo na vida envolve um risco. Pedalar é simplesmente uma questão de exposição e para cada coisa que fazemos pesam as probabilidades. Até a mais simples actividade física traz um risco inerente a danos corporais. Não há volta a dar-lhe. Quem ainda não tropeçou num tapete e deu um trambolhão? Quem ainda não engalanou a testa em cheio na porta de um armário? Qualquer coisa pode acontecer, mas isso não significa que não prossigamos a pedalar.


    http://nabicicleta.com/2013/06/14/motivacao-extra/

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  19. Pois... acho muito giro e tal, mas não acho que seja praticável, pelo menos para mim.
    Aqui na terrinha, o que não faltam é subidas (e descidas, pois claro) e era preciso ter uma preparação fisica do caneco!
    Além do mais, eu que fico toda transpirada com pouca coisa, ia chegar num estado pouco próprio para trabalhar!
    Não dá mesmo!

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  20. pena a cidade do Porto não ser lá muito plana, que facilita imenso o uso da Bicicleta. Bela Iniciativa. Gosto!

    Sónia
    Taras e Manias

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  21. Não é Lisboa que não é amiga dos ciclistas mas sim a maioria dos automobilistas que se julgam donos da estrada. Nós temos uma cidade MARAVILHOSA para ser pedalada e com um tempo fantástico (não me digam que a chuva e neve atrapalham...!!!). Sou adepta da bicla como meio de transporte e confesso que nos primeiros dias até tremia ao pedalar perto dos carros, suei só do medo...hehe!! Não é que agora não tenha receio mas já me sinto mais confiante (o tempo cura tudo, não é verdade?) e muito graças às ciclovias que têm vindo a crescer!!
    Vamos lá aderir ao Sexta de Bicicleta (http://sextadebicicleta.mubi.pt/) ...aos poucos serão todos os dias porque não há como não gostar :D

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  22. Eu vivi um ano num país onde a bicicleta é um meio privilegiado de locomoção e adorei! Aderi logo que cheguei e tive muita pena no dia em que fui devolver a minha pasteleira verdinha, que era alugada. Vi aqui as pessoas a colocarem nos seus comentários uma série de problemas que demonstram que em Portugal ainda não existe esta cultura do ciclismo nem a mentalidade necessária para fazer essa transição: fala-se no horror de pedalar com frio, com calor e com roupas que não sejam de desporto. Pois bem, nesse país que tem um clima bem mais chato que o nosso, toda a gente (e eu, portuguesa de gema, desde logo fiz o mesmo) pedala sob a chuva, a neve - e isto não é fácil, bem pior que a calçada LOL - sob o sol, nos vários pisos, de saia, de vestido, de saltos altos, etc. É mesmo uma questão de hábito! E depois é para ir nas calmas e não a assapar, pelo que se chega ao trabalho com bom aspecto e não toda descabelada. Em Lisboa vejo dois grandes inconvenientes para andar de bicicleta: as inclinações que, de facto, não são para todos e, sobretudo, a falta de civismo dos condutores. Nomeadamente dos transportes públicos (autocarros e táxis), que são o que se sabe, mas também dos particulares. Nesse país onde vivi também há trânsito e autocarros, mas todos dão passagem às bicicletas, ultrapassam com segurança e deixando distância para não assustar o ciclista e não se ouve UMA apitadela às mesmas...aqui havia de ser bonito, uma pessoa a fazer uma subida, uma fila de carros atrás dela e tudo a apitar e a passar tangentes...É triste, mas as mentalidadezinhas portuguesas ainda têm que mudar muito para me aventurar numa bicicleta pelas ruas de Lisboa...

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    1. Viva,

      Pedalo todos os dias para o trabalho em hora de ponta, e faço uma parte de uma avenida principal de lisboa, nunca ouvi nenhum condutor a apitar-me, já fazendo este percurso há cerca de 1 ano. Às vezes (muito às vezes) há uma menor falta de civismo dos condutores, que por vezes vão só distraídos.Coisas como ultrapassar juntinho juntinho ao ciclista, ou tentar forçar a posição é simples de evitar.. ninguém quer ter um acidente, muito menos os condutores, pois além dos estragos e do tempo perdido, estamos a falar de magoar uma pessoa, penso que ninguém o quer fazer. Em relação a autocarros, posso-lhe garantir que a carris tem formação para ultrapassar ciclistas e vejo que estes (os condutores) se preocupam com isso.. quanto a taxistas, muitas vezes estes tentam evitar as razias, embora, sejam taxistas, já se sabe.
      Espero que tente pelo menos fazer alguma viagem, reclame o seu espaço na estrada, como se de um carro se tratasse, com as ultimas alterações ao código da estrada, já tem as prioridades como se de um veiculo a motor se tratasse.

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    2. Mesmo sem ser a assapar em chegava aqui vermelha que nem tomate a a precisar de banho!
      Não dava para mim! E não a mentalidade, é mesmo o corpo....

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    3. Eu quando ultrapasso um ciclista faço-o em segurança para ele e para mim e vejo muitos condutores a fazerem o mesmo.
      O importante mesmo é que todos, mas mesmo todos, sejam eles condutores, ciclistas ou peões tenham civismo. Se andarmos de olhos bem abertos vemos que a falta do dito abrange estas 3 classes, infelizmente!

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  23. em primeiro lugar, mais do que ciclovias, é preciso instalar aquelas grades/estruturas para pousar a bicicleta (com cadeado). só a seguir é que precisamos de ciclovias.
    a campanha tá gira, sim, mas falta o capacete.
    e depois, mais do que as subidas das nossas cidades (para isso usa-se as bicicletas elétricas) é preciso que os condutores sejam menos loucos.
    só depois é que podemos ver ruas como na holanda, alemanha e países nórdicos (os tais onde se vive bem) com bicicletas.
    cumps.

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  24. Depois de ler os comentários, fico um pouco triste com a generalidade das ideias apresentadas. Acho que mais vale dizer que não apetece andar de bicicleta. Tudo o resto são desculpas.

    Senão vejamos:
    1) "Lisboa tem muitas subidas". Tem, é verdade, mas quantos de vocês precisam de as subir para chegarem ao vosso local de trabalho ou a casa? Mesmo que apanhem subidas, qual é o problema? Se forem numa bicicleta de carreto preso, ok, é mais complicado. Se forem de pasteleira, também pode ser difícil. Então mas se há assim tantas subidas, porque não apostar numa bicicleta com mudanças que vos facilitem a vida? Já nem falo nas eléctricas porque são bem mais caras. No fundo, adaptem o vosso meio de transporte ao percurso que fazem com mais frequência.

    2) "a transpiração e o suor". A menos que sejam pessoas que ao mínimo esforço começam a pingar, é mais uma desculpa. Experimentem. Façam um trajecto plano de 5 km a diferentes velocidades com roupa do dia-a-dia. Se o fizerem em 30 min, garanto que chegam secos! Se fizerem em 20 min, já têm que ir um bocadinho mais rápido. Vão aumentando a velocidade até perceberem o ponto onde começa a ser esforço a mais. No fundo, o que digo é que dá sempre para chegar ao destino com uma boa relação tempo/esforço.

    3)"o clima é mau". O nosso país tem dos climas mais amenos da europa. Mesmo este ano, onde já começou a chover, consigo contar pelos dedos de uma mão, os dias em que apanhei chuva para o trabalho. Foram 4 no total. E mesmo que chova, qual é o problema de vestir um casaco e umas calças impermeáveis? Até compreendo que possa haver um dia ou outro em que seja incómodo se estiver a cair um dilúvio, mas de resto, meia dúzia de chuviscos não fazem mal a ninguém. O mesmo se aplica ao calor do verão... conjuguem a temperatura com a ideia anterior. É fácil.

    4)"os condutores são umas bestas". Sim, há muita selvajaria por estas estradas. Isso resolve-se facilmente com uma postura de boa educação, com um sorriso nos lábios e confiança na posição que se ocupa na via. Em muitas situações dá para circularmos confortavelmente sem sermos importunados. Já li por aí que os condutores de taxis e de autocarros são os piores... pois bem, já apanhei de tudo. No entanto, os condutores da CARRIS em Lisboa são dos mais bem formados e nem por uma única vez me vi em situações de conflito com um autocarro. Ultrapassam sempre em segurança, com bastante espaço e a uma velocidade adequada. Olham sempre pelos espelhos quando saem das paragens e facilitam as ultrapassagens. Com os táxis e veículos privados a conversa muda um bocado mas tudo depende da mentalidade de quem lá vai dentro. Felizmente apanho muito boa gente.. muito mais boa gente do que o contrário.

    5)"o capacete é essencial". Permitem-me que discorde. Parece a conversa do presidente do ACP a exigir o seguro para velocípedes. Como qualquer actividade, andar de bicicleta tem um risco associado, obviamente. No entanto, esse risco está longe de exigir o uso de capacete obrigatoriamente. Pelo menos para mim. O que digo é: sentem-se mais seguros a usar capacete? Usem-no! Não critiquem quem não o faz. Eu em dias secos não uso capacete. Em dias de chuva sinto-me mais seguro com ele e uso-o. Tudo depende da mentalidade de cada um. Não julguem os outros por não o fazerem só porque acham que é o mais correcto. Não é.

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    1. "Mesmo que apanhem subidas, qual é o problema?"
      Toca a subir a Rua do Quelhas! :)
      Desculpe, eu concordo com os pontos que assinalou, menos com este das subidas serem fáceis. Mas claro, posso ser eu que estou em má condição física, o que me impede de subir sem chegar ao topo quase a desmaiar. Mesmo com a bicicleta adequada...

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  25. 6)"os ciclistas não respeitam as regras". Como na história do ponto 4), tudo depende da mentalidade de cada um. Eu passo vermelhos diariamente, 4, 5, 6. Também diariamente paro em vermelhos, outros tantos. No fundo, o que quero dizer, é que a bicicleta nos dá uma visão privilegiada do que nos rodeia. Conseguimos abrandar facilmente depois de uma vermelho e ter uma visão desimpedida de um cruzamento, sem ocupar espaço nenhum nem importunar ninguém. A decisão de avançar torna-se simples e sem riscos associados que comprometam a nossa segurança, nem a de quem nos rodeia. Claro está, que há cruzamentos em que tal se torna dificil (estou-me a lembrar, por exemplo, dos cruzamentos da Av. da República onde não há outra forma senão esperar). No fundo, passar vermelhos é feito SEMPRE em segurança. Caso contrário, quem sofre, somos nós. Nem quero entrar no paralelismo automóveis/bicicletas no que toca a este assunto. O mesmo se aplica a passadeiras e cedências de passagem. Primeiro que tudo, há que respeitar o peão e deixar passar quem tem direito a fazê-lo primeiro, simples.


    Falta dizer que pedalo diariamente desde o alto da Ajuda até ao Arco do Cego em Lisboa, pela Av. da Índia, Av. 24 de Julho, Rua da Prata, Almirante Reis ou Av. da Liberdade. Faço 10 km para cada lado, num total de 20 km diários. Faça chuva, faça sol. Não há pretexto que me demova do meu escape diário que é a bicicleta.

    Cumprimentos e boas pedaladas. Experimentem.

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  26. Em relação a todos os comentários medidos pela bitola "isso é tudo muito bonito, MAS...": não acredito que alguma destas pessoas tenha experimentado uma única vez fazer uma viagem utilitária (não de lazer) em Lisboa. Dão palpites e fazem conjecturas, ainda alheados da realidade. Era o equivalente a eu dar palpites sobre as deslocações de automóvel sem nunca ter conduzido - provavelmente também só falava dos aspectos negativos (trânsito, filas, acidentes frequentemente mortais, poluição, sedentarismo), e referia-me aos positivos como meras notas de rodapé. Dizem que "a cidade não está preparada", mas não podem estar mais enganados... As mentalidades é que não estão preparadas.

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  27. Curiosamente a MUBi Associação pela Mobilidade em Bicicleta tem um projecto muito, muito semelhante que iniciou e está online há 4 anos chamado "Rodas de Mudança" : http://rodasdemudanca.mubi.pt/

    Mais curioso ainda a MUBi, esteve em negociações com a Câmara de Lisboa para a cedência de MUPIs na cidade para colocar posters pagos pela própria associação. Como a MUBi se recusou-se a usar o slogan imposto pela CML "Uma cidade amiga das bicicletas" a CML cancelou as negociações até hoje!

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  28. uma campanha que serviu de inspiração a esta, com fotos espectaculares, todas tiradas em Lx: http://rodasdemudanca.mubi.pt/

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  29. A CML recusou no ano passado uma campanha "muito parecida", toda produzida pela MUBi, cujo o conteúdo era bem mais interessante do que este.

    Na altura a CML quis aplicar uma frase de propaganda - falsa - "Cidade amiga das bicicletas". Esta frase foi o motivo do desentendimento por não ser considerada honesta pela associação MUBi.
    Estranhamente, agora a CML não quis meter frase nesta cópia de projecto.

    Ver mais em:

    http://rodasdemudanca.mubi.pt/

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  30. "acho que Lisboa não é uma cidade assim tão amiga dos ciclistas"... Estes utilizadores de bicicleta todos que podem ser vistos em http://www.lisboncyclechic.com/ discordam dessa opinião... são muitos, vestem-se de todas as maneiras e feitios, e recomendam!... sugiro que no próximo dia 24 de Novembro, apareçam no III Festival da Bicicleta Solidária, no Terreiro do Paço: http://www.fpcub.pt/2013/10/festival-da-bicicleta-solidaria-24-de-novembro

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  31. Pois, pois, gostava de ver estes queridos e queridas nas biclas a chover a potes como hoje já choveu. Deviam chegar lindos ao emprego. Tirando isso, nada contra.

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    1. E quando anda de transportes como faz? Os transportes não a levam até à porta do trabalho pois não? Pois protege-se da chuva. O mesmo de bicicleta.

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    2. A chuva é só água, não é azeite a ferver. :)

      Queques. :P

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    3. O proteger da chuva teve piada. Ainda estou para ver alguém a andar de bicicleta e guarda-chuva ao mesmo tempo. Uma chuva miudinha tolera-se com um kispo, agora as chuvadas mais fortes já é, na minha opinião, bem mais difícil.

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    4. Ontem saí do trabalho pelos 17h e apanhei um autentico dilúvio. Já lá vão 5 dias em que apanho chuva. Cheguei bem a casa pq estou devidamente protegido. Como diz o "outro", a chuva é só água.

      Mas ok, eu dou a mão à palmatória e até aceito que possa ser incómodo para muita gente pedalar em dias como o de ontem. Mas volto a referir, a percentagem de dias ao longo do ano em que isso acontece é mínima!

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  32. Miguel Barroso não precisa de ser demagógico. Até a maior parte dos ciclistas que aparecem nas fotografias do teu blog sabem bem que Lisboa não é uma "cidade amiga das bicicletas". Nada de errado como Lisboa em si, a sua topografia ou clima. Mas sim, anos e anos de planeamento e desenho das suas ruas privilegiando os automóveis. Foi com certeza isso que impediu que a MUBi aceitasse esse tipo de slogans demagógicos que não passam de manobras políticas para tapar o sol com a peneira. Haja ética. Da mesma forma que há aqui algo de estranho: bem vistas as coisas, há dois projectos com duas ideias: 1) Poster de ciclista com frase alusiva para fixar em MUPIs pela cidade 2) Poster de ciclista com frase alusiva para fixar em MUPIs pela cidade. Só que o projecto da MUBi tem 4 anos e foi feito por voluntários que se recusaram embarcar numa manobra política.

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  33. Mas até parece que sou obrigada a conseguir andar de bicicleta!!
    Não, não dá para mim. Tenho de pedir desculpa por isso?
    Venho todos os dias trabalhar no mkeu carro. E porque? Porque me é mais comodo e ... porque posso.
    Trago a roupa e o calçado que quero, as tralhas que me apetece (computador, mala, lanche, etc, etc.). Vou embora à hora que quero (se optasse por transportes publicos, aqui na santa terrinha só de hora em hora, quando não de duas em duas), ainda posso ir buscar os miudos à escola, passar nas compras...
    Podia isso tudo de bicicleta? Não.
    De transportes publicos? Não.

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    1. Se calhar, a "expressão-chave" do seu comentário é "santa terrinha". Se morasse em Lisboa, garanto-lhe que tudo isso era possível sem ter que recorrer ao carro diariamente. Roupa e calçado poderia usar exactamente os mesmos, computadores e mochilas vão muito bem dentro dos alforges, pode sair à hora que lhe quiser e quando não lhe apetecer pedalar, há muito transporte público. Compras também não teriam grande dificuldade a menos que opte por encher um carrinho de compras todas as semanas (e mesmo assim, com jeitinho, também se conseguia).

      Claro está, na terrinha não há transportes públicos, portanto é mais complicado. O que não é o caso das cidades maiores.

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    2. Quando defendemos a bicicleta temos de passar a fazer a ressalva: "para distâncias de ida até 8 km". Há pessoas que moram a 30 km e que ficam ofendidíssimas com as conversas da bicicleta, como se quiséssemos obrigá-las a fazer o trajecto todo em duas rodas.

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  34. Não é praticável quando se tem que levar duas ou mais crianças à escola... Já é complicado que chegue tirá-los de casa a horas.

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    1. Haja alguem que me entende!
      É tudo muito lindo, paz, ambiente e tal, mas ... e na pratica? Sacos, compras, filhos, mochilas?!?!?

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    2. 1. Há "n" casos de famílias que o fazem. Eu via-os diariamente quando morava na Holanda, com bicicletas adequadas. Já para não dizer vestuário, que o clima lá é absolutamente horrível. Cá em Portugal há famílias que o fazem também, creio que saiu uma reportagem na Sábado ou na Visão.
      2. Quem o ouvir falar parece que não consegue conceber a vida sem automóvel. Como era no tempo dos seus avós? Seriam assim tão mais infelizes por não ter carro?

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  35. Como já referi, mais vale dizer que não se quer e pronto. Eu desloco-me diariamente para o trabalho de bicicleta. Nunca deixei de fazer compras, de transportar o portátil ou as mochilas.

    E sim, também preciso do carro diariamente para outras deslocações que se tornam pouco viáveis de outra forma, principalmente porque não há alternativa. Isso não serve, no entanto, de desculpa. A ideia pré-concebida de que os filhos têm que ser levados à escola de carro é que está errada.

    E sim, eu sei que há situações em que as alternativas são parcas e essas sim justificam o uso do carro.

    Ninguém está a criticar quem usa o carro por necessidade. Como já aqui disseram, muita gente fá-lo porque pode. Há casos, no entanto, em que este uso é desnecessário. E acredito piamente que a maioria dos carros que entram diariamente em Lisboa, não precisavam de o fazer.

    Não, não estou a falar da "terrinha".

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  36. Levar as crianças à escola?

    O Gonçalo explica como é praticável em Lisboa: clicar aqui para ver

    e a Filomena conta como é o seu modo de vida no Porto:
    clicar aqui para verde-vida/

    Quanto aos sacos, compras, ir à feira... as senhoras de Mira dão aqui o exemplo: clicar para ver

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    1. Era DESTES links que eu estava à procura! :) Excelente resposta

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  37. Muito bonito, mas com chuva esquece.
    Adoro andar de bicicleta, mas ver ciclistas a um fio de ser atropelados nas ruas de Lisboa, não incentiva muito não.

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    1. Gostava de perceber como "vê" ou "viu" ciclistas a um fio de serem atropelados. Passo todos os dias por estradas com bastante tráfego automóvel e nunca estive a um fio de ser atropelado. Há situações mais chatas, é verdade, mas daí a um atropelo... devo ser uma pessoa de sorte.

      Mas ainda assim, com a taxa de atropelamentos de peões que existe em Lisboa, eu aconselhava a não saírem de dentro dos carros.

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  38. Hahah vocês deviam de ver aqui na Holanda como é..ele é peões, ciclistas, eléctricos, carros e autocarros tudo ao mesmo tempo! E ninguém se queixa :)

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  39. Há dias em que a logística é complicada e a bicicleta não dá jeito… Mas há muitos outros em em que a bicicleta é uma óptima opção. Há dias em que chove a potes. Mas há muitos mais dias em que faz sol, em que o céu está apenas cinzento ou em que a chuva é miúda e intervalada. Há colinas na cidade, mas quase todas se vencem com um bocadinho de imaginação e vontade de escolher o melhor percurso. Há condutores selvagens, mas são muitos mais os condutores civilizados que dão passagem. Há o medo de sair de bicicleta para a rua mas esse vence-se. E, depois de vencido, concluiu-se que afinal andar de bicicleta é infinitamente mais pacífico do que se pensava.
    Há, basicamente, quem tenha vontade de mudar de hábitos. E há quem prefira agarrar-se a ideias pré-feitas para manter os seus.
    Se isso é crime? Não, crime não será. Mas é uma opção que põe em causa a sustentabilidade do planeta e que prejudica o ambiente urbano da cidade que é de todos. E é por isso que o carro deve ser usado quando é indispensável e não só porque sim.
    Há quem tenha filhos e por isso sinta que largar o carro é mais difícil. Mas é também por eles que mudar de hábitos é indispensável.

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  40. Obrigada querida Ana por divulgares a Campanha. Porque vivi 3 anos em Amesterdão, bicicletas é mesmo a minha praia, mas só este ano me senti preparada para dar o passo de largar o carro e transportar-me de bicicleta. Confesso é elétrica :-) senão não poderia ser possível :-). A quem ainda tiver dúvidas e para perceberem o porquê do acto da minha loucura, podem inspirar-se neste texto que escrevi no dia em que experimentei andar de bicicleta em Lisboa pela primeira vez. :-)
    http://acidadenapontadosdedos.com/2013/09/02/andar-de-bicicleta-em-lisboa-o-meu-veredicto/

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Teorias absolutamente espectaculares

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