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Um filme engraçado

domingo, setembro 08, 2013
Antes de ter lido a crónica que o Miguel Esteves Cardoso publicou hoje no Público, já eu tinha visto A Gaiola Dourada e já tinha escrito no Facebook que tinha achado o filme engraçado. Só engraçado, mais nada, em oposição a todos (e são muitos) os que o acham brilhante. O MEC foi bem mais longe do que eu: "(..) Gaiola Dourada nem sequer uma boa merda é: é uma merda má. Não tem graça: nem uma desgraça consegue ser." Ok. A mim não me deu para tanto, também não achei que fosse assim tãaaaaao mau, mas a verdade é que estava à espera de muito mais. O problema são as sacanas das expectativas. Comecei a ouvir toda a gente dizer que era uma maravilha, uma obra-prima, o melhor filme português de sempre, altamente comovente, altamente hilariante, altamente tudo, e fiquei com a curiosidade em êxtase. Depois comecei a ver. Fui vendo, fui vendo, fui vendo, sempre à espera da tal emoção nunca antes sentida, do sentido de humor do melhor que há,  de uma história fascinante e... nada. Não vi nada disto. Tirando uma Rita Blanco absolutamente maravilhosa (mas que o é em qualquer filme, este não é novidade), tudo o resto achei banal. Engraçadinho, uma ou outra piada divertida, mas uma história que não traz nada de novo e que nem sequer é particularmente abonatória da imagem dos portugueses por esse mundo afora. Basicamente, faz com que continuemos a ser vistos como uns provincianos folclóricos e sem cultura, sem grandes ambições na vida. Há quem diga que isto é um hino aos nossos emigrantes, mas eu acho que a nova vaga de emigrantes já pouco tem a ver com esta que é retratada no filme, a dos poucochinhos que só dão para porteira ou para homem das obras. Temos mentes brilhantes a saírem de Portugal diariamente e a distinguirem-se nas mais variadas áreas, somos mais, muito mais, do que a porteira. Sem nenhum desprimor para a porteira, apenas acho que já não somos (só) isso e que é preciso que nos comecem a ver com os outros olhos, em vez de estarmos bater sempre na mesma tecla. Ainda assim, eu percebo o porquê do sucesso. É um filme simples, com uma história perceptível e que dá para rir e descontrair um bocado. É bom para entreter, mas daí a elevarmos a coisa a uma obra-prima da sétima arte ainda vai uma boa distância. A verdade é que estamos tão habituados ao mau cinema nacional, com argumentos sem nexo e imagens estáticas durante 17 minutos, que quando aparece um filme falado em português e com uma história simples e que se percebe, já achamos que isto é uma coisa para cima de espectacular. Mas não é. Para já,  e apesar de se falar português, este não é um filme nacional, é um filme francês. E para filme francês... desculpem lá, mas já vimos muito melhor. Ficamos, então, com um filme levezinho e engraçado. Só engraçado.

158 comentários:

  1. Devias ver os mestres da ilusão eu vi e simplesmente adorei

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    1. Para mim esse é o filme do ano. Adorei.

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  2. Pipoca

    Vi o filme em França e digo desde já que não é de todo o meu filme favorito visto em 2013. Vi-o acompanhada de emigrantes que se riram bem mais do que eu e que provavelmente se emocionaram bem mais do que eu, uma vez que eu sou uma emigrante recente. Acho ainda assim que o filme está bem feito e mostra os emigrantes dos anos 60/70 sem gozar com eles.

    Sendo uma emigrante recente, pertenço a esta nova leva de emigrantes e concordo consigo quando diz que esta nova geração de emigrantes é diferente. Claro que é, temos mais estudos, já sabemos falar mais línguas, temos internet onde podemos aceder a todas informações ainda antes de entrar num avião e emigrar.

    Acho ainda assim que foi um pouco infeliz a falar da antiga geração de emigrantes. Os portugueses que emigraram nessa altura tinham menos estudos que nós temos agora, eram na sua maioria agricultores, pelo que não se pode esperar que chegassem a um novo país e se tornassem advogados ou investigadores do Instituto Pasteur. Eram pessoas com poucas posses e pouca cultura devido aos poucos estudos, que se agarravam ao trabalho (mesmo que onde lhes fosse permitido chegar fosse a lugares de porteiras e pedreiros) e faziam o melhor que podiam. Não acho também que fossem pessoas sem grandes ambições de vida. Sair do país naquela altura, sem saber falar outras línguas, sem nunca ter viajado, é um acto de coragem e de querer uma vida melhor. A instalação num novo país não é fácil (e nem falo por mim porque como disse antes nos dias de hoje as comodidades e os conhecimentos são outros) e acho que só mesmo quem deseja ter algo mais na sua vida é que dá este passo.

    Digo ainda que por exemplo em França não sei se a imagem portuguesa já será a de um povo com mais cultura, mas pelo menos somos um povo de referência no que toca ao empenho no trabalho.
    E a isso se deve a antiga geração de emigrantes, porque tenho visto chegar alguns (desta nova geração) que convencidos que tudo isto será fácil, não se aguentam mais que um par de meses, regressando por fim a Portugal e deixando os patrões à toa. Esperemos que estes exemplos não levem a que vejam Portugal como um país com mais cultura mas sem coragem e força para o trabalho. ;)

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    1. Nao podia estar mais de acordo com o comentario anterior. Tambem eu faco parte da nova geracao de emigrantes (particularmente em Franca). Ao contrario do que muito boa gente fala, e extremamente dificil viver fora do pais que nos viu nascer! Estar longe dos amigos, da familia e sentir-se sempre um "estrangeiro"! E digo isto mesmo vivendo num pais europeu!
      Emigrei ha dois anos e antes de o fazer tambem considerava a antiga geracao de emigrantes uns "bimbos"... Hoje tenho imensa vergonha de um dia ter pensado assim. Somos sim um povo de coragem e trabalhador! Independentemente dos nossos estudos, das nossas ambicoes ou da nossa carteira...

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    2. Ainda não li mais comentários abaixo deste mas digo-lhe já que o seu me chega. Emigrar é muito diferente de viajar só que há pessoas que, por mais voltas que dêem ao mundo, nunca saem do lugar.

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    3. Bem resumido

      Sandra

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    4. Deixar o país é um acto de coragem? ou será de cobardia?

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    5. Concordo plenamente, emigrar é um acto de muita coragem!!! Principalmente, quando nem nessa língua sabemos comunicar! Bravos!!

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    6. Anónimo das 17h41

      Já tentou? Já saiu do seu país por não encontrar emprego, por não conseguir ganhar dinheiro, por querer algo mais para a sua vida? Já saiu do seu país e já se viu num país com novos hábitos, uma língua estranha, sem conhecer nada, deixar tudo e todos os que conhece para trás? Já tentou ter de se desenrascar num país diferente, lidar com as saudades, lidar com os problemas do dia-a-dia num país que não é o seu? :)

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    7. Eu lido com isso todos os dias na Alemanha, e sim... emigrar nao é para todos. É preciso mesmo muita coragem, muita forca... nunca sentir-se em casa é algo que nao tem preco, e só quem passa por elas é que sabe.

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    8. Nem mais. É preciso muita coragem para mudar!

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  3. Há que ter em conta que os emigrantes que o filme retrata são aqueles que saíram de Portugal nos anos 60, com pouca escolaridade. Ora numa altura em que a Europa saída de uma guerra há alguns anos e ainda em reconstrução absorvia muita mão-de-obra na construção civil e fábricas. É claro que a vaga de emigrantes que sai atualmente nada tem a ver com o tipo de emigrante que saiu nos anos 60. Não é por acaso que os filhos desses emigrantes são nascidos e criados nesses países já com a cultura desses mesmos países. Apelidar os emigrantes de folclóricos é no minimo redutor. Há que ter em conta todo o contexto histórico. Se o filme retratasse os emigrantes que saem agora certamente não seriam porteiras nem pedreiros.

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    1. Claro, é exactamente isso. O filme é sobre determinada vaga de emigração que ocorreu em determinada época para determinado sítio, não sobre a nova vaga de emigração.
      Por outro lado nunca li em lado nenhum que era um filme cómico. Tem cenas cómicas, mas não podemos esperar que seja hilariante do princípio ao fim.
      Maria Inês

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    2. Era mesmo isto que ia comentar.

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    3. Vinha dizer o mesmo :)

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  4. Fica sempre tão chic o bota-abaixo, não é querida AGM? Ainda um dia hei-de ver um filme a retratar esse snobismo tão nacional. Quiçá a menina não vira protagonista?
    Rodrigo Calvo

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    1. Mt bom este comentário :)e com alguma razão. A querida só é simpática para quem lhe convém. Não vá agora, os queridos poneis ao assalto :) ahah
      Sofia

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  5. Concordo absolutamente com tudo no teu texto. As piadas são básicas, os portugueses são retratados como básicos e ainda me irritou ver uma solidariedade (na parte em que se juntam os homens à volta do muro)completamnete irreal.
    Como ia com as expetativas muito altas, apanhei com um balde de água fria.
    O melhor filme do ano, patati, patatá? Só para quem não vê cinema ou, então, só vê americanices tontas!
    Uma grande desilusão!

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  6. Pipoca,

    caramba.

    "A verdade é que estamos tão habituados ao mau cinema nacional, com argumentos sem nexo e imagens estáticas durante 17 minutos, que quando aparece um filme falado em português e com uma história simples e que se percebe, já achamos que isto é uma coisa para cima de espectacular."

    Queria comentar esta pérola mas nem sei por onde começar. É tão mau, tão desfasado da realidade (é correr a lista de prémios internacionais a filmes e realizadores pt, ler noticias, etc) e tão injusto que francamente fico numa fronteira muito pouco civilizada para argumentar.

    Resta-me aconselhar-te a veres mais cinema português.

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  7. Faço parte desta nova leva de emigrantes, a viver em Paris, a minha porteira, é claro portuguesa e não se sentiu nada melindrada com essa suposta imagem de que falas, é a realidade porque passou.

    Só duas achegas. É um orgulho chegar a qualquer lado e ser-se tido por honesto e trabalhador, mérito dos milhões de porteiras, taxistas, limpa-janelas, pedreiros, etc… que precederam os milhares de novos emigrantes. Quanto à ambição, essa foi apontada para os filhos, a pouca instrução que traziam e o deficiente conhecimento da língua do país de acolhimento, fez com que dessem tudo para integrar os filhos e dar-lhe a educação que não tiveram, tal como os que ficaram em Portugal e hoje muitos da segunda geração dão cartas, apenas como exemplo um dos membros dos Daftpunk, os do "Get Lucky" é filho de portugueses emigrados em França, a mãe era porteira.

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    1. Tens toda a razão! Acho piada que muita gente anda para aqui a fazer comentários e não tem a mínima noção da realidade dos emigrantes. Obrigada por este comentário! É mesmo um orgulho, sendo-se porteira ou médica, ser respeitada pela honestidade e trabalho árduo. Talvez um dia esta gente que por aqui anda venha a sentir e nesse momento perceber do que falamos.

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  8. É tua opinião, vale o que vale. Apesar de não concordar praticamente com nada do que disseste, mas respeito;)

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  9. O filme pretende retratar uma realidade vivida por muitas famílias portuguesas na década de 60/70. Pessoas que emigravam por serem pobres. Praticamente não tinham frequentado a escola. O Povo português era visto (não só em França) como pessoas trabalhadoras, humildes e honestas. Vi o filme e achei que apesar de não ser uma obra prima, retrata bem essa realidade. Parabéns ao realizador e a todos os actores.

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  10. "A verdade é que estamos tão habituados ao mau cinema nacional, com argumentos sem nexo e imagens estáticas durante 17 minutos, que quando aparece um filme falado em português e com uma história simples e que se percebe, já achamos que isto é uma coisa para cima de espectacular."

    Com certeza lhe devem ter passado ao lado alguns bons filmes portugueses, como por exemplo, "Lápis Azul"...

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  11. Eu gostei do filme. Também não acho que seja uma obra-prima e sim um filme que se vê bem. Acho que o motivo porque toca tantas pessoas é mesmo a identificação. Estamos habituados a cinema português pseudo-intelectual e pesado e quando há filmes leves como este nem se comparam às produções americanas e as histórias são mais do mesmo, pelo que se calhar preferimos as americanas (estou a lembra-me da Bela e o Paparazzo, por exemplo). A gaiola dourada retrata uma realidade que existe, é uma caricatura, com certeza, afinal é uma comédia.

    E não há porque nos envergonharmos dos nossos emigrantes, pelo contrário. Como já foi dito aqui, a sua ambição era ter uma vida melhor, para si e para os seus filhos e sentiram-se realizados ao serem porteiras ou pedreiros, porque conseguiram isso mesmo. Eu venho de uma família de classe baixa e consegui rever a minha mãe naquela porteira, apesar de ela nem sequer ser emigrante. E por isso gostei do filme e ri-me muito. E não o considero redutor, nem todos temos de ambicionar a ser ricos ou geniais.

    Acho que fazem falta mais filmes portugueses exactamente assim, que cheguem às massas. Estou a lembra-me de “Coisa Ruim”, um filme português de terror, suspense ou o que queiram chamar que também gostei por isso, era sobre nós, uma história nossa, que retratava mitos e lendas que ouvia na infância aos meus pais e aos meus avós.

    A produção é francesa é certo, mas é sobre nós, portugueses.

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    1. Bem lembrado! O "coisa ruim" é, para mim, o melhor filme português e um dos melhores filmes que vi! É português e retrata os portugueses!

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  12. Finalmente alguém que partilhe da minha opinião

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  13. É a tua opinião. Eu adorei o filme e adoro Portugal.

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  14. Achei o filme uma bela merda se queres que te diga e odeio esta mania portuguesinha de rebaixar tudo para um nivel de saloio.

    Quer dizer os italianos quando tao tesos cantam 'a bela vida', glorificam aquelas merdinhas das scooters e etc, e nos temos que andar a acentuar o facto de termos andado a exportar saloiada durante nao sei quantos anos como isso fosse realmente um motivo de orgulho.

    QUantas pessoas querem ser porteiras? 'Ah o sonho da minha vida e lavar escadas do predio e fazer recados a senhoria' .. Tiveram que fazer isso porque nao tinham opcao, oq e algo triste e nao de glorificar. Foram tempos negros para os portugueses, e se nao querem que voltem a acontecer estudem, trabalhem, sejam inteligentes e nao votem no PS.

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    1. Sim, claro, se votarmos no PSD será muito melhor. Que estupor de comentário.

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    2. Sim. Se votarmos no PSD ou noutro partido deste sistema político vai ser muito melhor. Exportar saloiada... Que estupor de comentário.

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    3. "E não votem no PS???? Campanha aqui???? por amor de DEUS!!!!

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    4. Francisco, suponho que tenha o emprego de sonho de todos nós, uma vez que não tem mais aspirações e obtém tudo o que quer. Infelizmente a realidade da maioria dos portugueses não é essa e há quem por muito que lute que não consegue subir mais na vida. E acredite que para o seu bem, ainda bem que há pessoas que ficam com esses trabalhos "menores", como porteira, empregada de limpeza, homem do lixo. É que tornam a sua vida muito mais fácil.

      Por fim, a salioada, como lhe chama, foram pessoas que tinham mesmo mais aspirações na vida, queriam mesmo uma vida melhor, pelo menos para os filhos. Por isso é que preferiram ir para o estrangeiro trabalhar como porteiras e pedreiros, em vez de ficarem em Portugal a passar fome e sem poder dar condições aos filhos.

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    5. A todos os que responderam ao meu comentario:

      Para ja nao estou aqui a fazer politica, e apenas um facto.

      Segundo, eu trabalho diariamente com franceses e sei bem a opiniao que a maioria deles tem dos portugueses, e nao e la mto abonatoria para nos.

      Terceiro, eu compreendo que haja um sentimento de agradecimento em relacao a essa geracao e longe de mim estar aqui a tentar desfazer isso, mas agora isso nao quer dizer que seja preciso glorificar e encapsular esse periodo negro da historia de portugal. A maioria desses emigrantes foram viver para os banlieues de Franca, em pessimas condicoes de vida e com um estatuto social abaixo de cao. E isso que vcs querem que seja a imagem do portugues na Europa? Eu pessoalmente nao quero isso e por isso faco por acontecer.

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  15. Eis a cara da falta de cultura nacional... uma menina que se proclama tanto nacionalista, depois passa as tardes a devorar séries americanas e até vê 4 filmes(estrangeiros) num só dia... é claro que depois não tem tempo para ver mais produção nacional.

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  16. Raquel Fernandes09 setembro, 2013 05:39

    Eu penso que é bom lembrar que a falta de escolaridade era geral em Portugal. Como sabemos a política do Estado Novo não era a de alargar a educação a todo o povo Português.

    As porteiras e os padeiros que foram para fora, são provas que nem políticas que esperam enaltecer a pobreza e tirar o espírito empreendedor das pessoas funcionam com toda a gente. É de admirar.

    Muitos dos advogados/jornalistas/intelectuais e por aí fora de hoje (estejam cá ou fora) são filhos de padeiros/agricultores/empregadas domésticas. Isto explica-se porque, estatisticamente falando, académicos e cientistas havia muito poucos. A geração dos anos 50/60 fez o que pode, e foi tanto, considerando as poucas armas que tinham.

    Para dizer apenas que é giro falar das idiossincrasias dos nossos emigrantes (eu caio nisso tantas vezes), mas que se procurarmos bem vimos quase todos do mesmo sítio (socialmente falando).

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    1. Concordo com tudo o que disse. Esquecem-se sempre que há algumas décadas a taxa de alfabetismo em Portugal era baixíssima. Sair de Portugal era muitas vezes a única solução para não se passar fome. Claro que muitos ficaram por cá (e ainda bem), mas a ideia de cultura que hoje temos só começou a ser acessível há pouquíssimo tempo.

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  17. Pipoquita,
    Sou emigrante v2.13 (:p) e deixa-me que te diga que este filme tocou-me, creio que também por isso.
    Não creio que tenha sido uma caricatura muito desprestigiante, afinal o realizador saberá bem do que fala. Vi no filme portugueses trabalhadores, lutadores e sonhadores.
    Como emigrante consegui identificar-me quer com a vontade de lutar quer com a vontade de voltar a casa (à minha verdadeira "home").
    Das experiências que tenho tido de convívio com a comunidade de portugueses, apesar de licenciados, mestrados, pós-graduados, PhD, a bela da patuscada regada por bejecas nao falta! Futebol, já não é tanta a loucura, intercala-se com o basquete, ténis e até golf. As afinidades desportivas já se dividem pelos 3 grandes clubes. Ainda assim a malta reúne-se para ver a seleção. Substitui-se a Amália por David Fonseca e Deolinda. Nas paredes há fotos de casa, da família, dos amigos, ou quadros ikea (que o sueco deixa cunho em toda a parte...). Apesar de sermos uma comunidade grande, as nossas amizades centram-se junto nos nativos ou outras nacionalidades de emigrantes.
    Quanto ao trabalho continuamos a ser muito bem vistos e apreciados, apesar e haver uma ou outra ovelha ronhosa que gosta de ser baldas.
    E é isso.
    Beijicas.
    Maria Martins

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  18. Olá Pipoca,

    eu acho que quem adorou o filme é quem se consegue relacionar com ele por razões pessoais. Quem não tem experiência de emigração (não faço ideia se tem ou não e não é essa a questão) não se sente tão apegada aquelas pessoas. Quem teve (como eu) sente que está ali a avó e o pai a viver aquelas emoções.

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    1. Concordo com a Andreia e tinha deixado até um comentário semelhante no blog do Arrumadinho. Se eu própria tivesse visto filme antes de começar a namorar um emigrante, antes de ser envolvida numa família emigrante e antes de eu própria ter emigrado, o filme não me teria dito nada. Assim, como é uma realidade próxima, já gostei.

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    2. Talvez tenha razão. Eu vi o filme e gostei. Achei leve, despretensioso, fez-me rir - por favor perguntar se pode levar a bola atracada ao porshe - e chorei que nem uma desalmada a ouvir aquele fado. Talvez porque sou emigrante. E talvez tambem porque estou gravida e as minhas hormonas estão loucas.

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  19. Bom dia Pipoca,
    respeito a sua opinião, de certa forma compreendo aquilo que diz, mas não concordo.
    Em primeiro lugar há bom cinema português. Mas vive-se um bocado o provincianismo de que o que é nosso não presta e o que se faz lá fora é que é bom e isto também se traduz no cinema...
    Este filme sendo uma produção francesa tenta reproduzir a realidade de um povo que na decada de 60/70, deixou para trás tudo (o pouco) que conhecia, inclusive a língua (a única) que falava e parte em busca de uma vida melhor e de um futuro aberto para os filhos. Sim tornaram-se porteiras, pedreiros, operários fabris, num país diferente com uma lingua que desconheciam a sobreviver com grandes dificuldades, mas sempre fiéis aos seus objectivos que eram também os únicos sonhos que tinham, viver melhor e dar uma vida melhor aos filhos e conseguir que tivessem acesso à instrução que nunca tiveram. Esta era a realidade desses portugueses e eu conheço alguns e admiro o seu empreendedorismo e a sua coragem!
    A forma como são retratados está fiel em muita coisa e por isso acho que o filme vence e convence.
    Não é uma obra prima? Não pretende ser, pretende ser leve, descontraído e uma reprodução engraçada de uma realidade.
    Muitos blockbusters americanos não são obras primas e ás vezes são verdadeiros fiascos do piorio...
    Por ter grande audiência já acho que merece que seja reconhecido o seu mérito, sem ser necessário vencer um festival de Cannes ou whatever...
    Quanto aos portugueses serem foclóricos, nesta caricatura do filme... Acho que realmente mau é a imagem que se mostra dos portugueses no filme "O amor acontece" onde anda tudo de lenço e as mulheres gordas e cheias de buço e brejeironas.
    Beijinho em si

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  20. Discordo plenamente contigo quando dizes que o filme retrata que os portugueses não tem cultura nenhum, acho precisamente o contrário.

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  21. Discordo contigo quando dizes que o filme não retrata a cultura portuguesa.

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  22. e lá está o filme não pretende retratar a geração mais nova de emigrantes, mas sim a década de 70.

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  23. Eu acho que a questão essencial aqui é mesmo as expectativas. Eu fui ver o filme quase logo no início, ainda ninguém me tinha falado nele, e fui com as expectativas em baixo. Fui mais porque íamos levar aos pais ao cinema (que acontece nem uma vez por ano :)) e então era para fazer a vontade à família. Mas não pensei que fosse gostar. Ora sendo assim fiquei agradavelmente surpreendida, gostei mesmo muito porque superou todas as minhas expectativas. Mas claro, consigo compreender que alguém que foi ver com as expectativas lá em cima veja o filme com outros olhos, é natural.

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  24. Ás vezes é importante sair de Lisboa e conhecer aqueles que sem habilitações tiveram que " fugir" e lutar por um futuro melhor de forma honesta e trabalhadora! A parte do filme em que a Rita diz " tu deixavas fugir os teus escravos" ou a frase " tão bons, tão conas" não nos envergonha ou pelo menos não devia envergonhar! digo eu filha de um pai com 7 irmãos, onde 3 emigraram!

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  25. Sou da opinião que nem todos os filmes precisam de ser super,mega fascinantes, em que a nossa boca tem de cair até às mamas pelos efeitos especiais que, adivinha, foram feitos por programas e não pelos actores em si.
    Acho que o filme retrata muito bem a época de 70/80, quando os nossos emigrantes se aventuravam por esse mundo fora, sem saberem mais que três palavras da língua em questão mas mesmo assim demonstravam uma força de vontade enorme para vingar naquilo a que se proporam.
    Mas o que também me faz espécie é: se foi feito és preso, se não foi feito também és preso!!!Sim, acredito que isto do cinema português ainda tem grandes passos a dar até chegar a um público mais vastos, mas caramba!Qual foi a última vez que os portugueses correram em massa para ir ver algo nosso??Pode ser um filme básico, a ti ou ao Miguel Esteves Cardoso pouco ou nada poderá dizer mas se calhar a muito boa gente por esse país fora o mesmo não se pode afirmar!!!
    E contínuo a afirmar que é esse o nosso mal, a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha!Mas aqui de quem já emigrou e graças a Deus pode voltar ao país que ama: faz falta a muita gente passar uns tempos fora para valorizar o que temos cá dentro. E não, não me venham com história de que sabem valorizar porque só quando se está privado de muita coisa é que se consegue ver o quanto nos faz falta.

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  26. Pois a avaliar pelos emigrantes que regressam à aldeia nas ferias, a Rita B. e o Joaquim de Almeida têm um ar muito refinado.

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  27. Lembra-te que retrata a vida/história dos emigrantes dessa época, não os de agora!

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  28. Não percebo o porquê de tanta indignação! É apenas e só a opinião da Pipoca... Se não gostam, não sigam o blog... É tão simples!
    Em relação ao filme também não achei nada de especial, ainda por cima no cinema tinha umas pessoas ao meu lado que se riam por tudo e por nada, o que tornava tudo ainda mais ridículo... E quando na imprensa dizem que foi o filme mais visto em 2013, esquecem-se que isso não significa que todas as pessoas gostaram!

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    1. Célia, leio o blog da Pipoca há muito tempo e não concordo muitas vezes com o que é escrito, tal como um bom número de pessoas que conheço. Acho que num blog em que é dada uma opinião, os leitores podem argumentar (com bom senso) e dar também a sua opinião (educadamente), sem que se ofenda a Pipoca. E não me parece lógico só porque não concordo com algumas coisas, deixar de ler um blog, quando até posso concordar com outras e achar piada à escrita.

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    2. mas que merda de raciocínio ... deixe-me que lhe diga "Se não gostam, não sigam o blog... É tão simples!" um blogger escreve opiniões, há pessoas que concordam e outras que discordam e desde que não ofendam a autora podem opinar... oh mentes pequeninas!!!

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    3. A d. Célia deve ser mais uma pseudo-tia e pseudo intelectual. A blogger não é intocável. É tão somente um mero ser humano que muitas vezes tem opiniões das quais eu discordo totalmente. Leio o que quero e quando quero. Sabe que o tempo do Salazar já lá vai. Isto pressupondo que a d. Célia sabe quem foi o Salazar.
      Maria Mendes

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    4. Compreendo que não tenham percebido o alcance das minhas palavras...
      Ler o blog é uma coisa, comentar atacando a autora parece-me diferente!
      Acho que certas pessoas tem um pouco necessidade de mostrar a sua falta de educação, cortesia e até uma certa frustração pessoal nestes espaços. Deve ser o facto de identificarem-se com "Anónimo" que lhes dá essa liberdade!
      Moderem-se!!

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    5. Não seja triste. Comento como anónimo porque não tenho tempo para andar a ver isto todos os dias. Tenho uma profissão que me ocupa bastante tempo, filhos e marido. Já a senhora deve ter uma vida vazia, logo o seu aconchego é ler o blog. Ninguém ofendeu a blogger! Falta de educação tem a senhora que está a precisar de umas aulas de boas maneiras e de lingua portuguesa Cada pessoa tem direito à sua opinião. Nunca ninguém lhe ensinou que a sua liberdade termina onde começa a dos outros? Está em boa altura de aprender.

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    6. Continuo sem perceber a razão de tanta arrogância...
      Tente encontrar uma desculpa válida para o facto de identificar-se como "Anónimo", não são os seus filhos nem o seu marido que a impedem!
      E deixe-se de suposições acerca da vida pessoal das outras pessoas...

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    7. Minha senhora,na net cada um escreve o que quer e diz que é quem lhe dá mais jeito. Eu assinei, Maria Mendes, logo pus um nome. Que por acaso é o meu. Por um nome, ou anónimo dá no mesmo. Quem é que sabe se o nome é mesmo verdadeiro? A questão aqui é que cada um dá a sua opinião. A senhora não gostou, mas tem que respeitar quem gostou. Eu ainda não tive tempo, veja lá, de ir ver o filme. No entanto educaram-me a respeitar os outros. Agora está na moda pôr reticências. Deve ser chique. Aprenda,mais uma vez, a respeitar a opinião dos outros. E não perca tempo a responder, porque começo a trabalhar amanhã e vou deixar de ter tempo para ler futilidades!

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  29. Mau cinema Português? E o tabu que ganhou prémios por todo o lado?

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  30. "Basicamente, faz com que continuemos a ser vistos como uns provincianos folclóricos e sem cultura, sem grandes ambições na vida."
    Nem sei se ria, se chore, ou se tenha pena de si.
    Os meus avós maternos eram e são pessoas humildes, praticamente sem escolaridade, recém-casados numa época onde viver não era possível, restando-os tentar sobreviver. A minha mãe tinha 7 anos quando os meus avós partiram para Paris. E ela ficou. Ficou até eles arranjarem condições de vida para ela poder voltar a viver com eles, um lar digno, uma escola e os mínimos indispensáveis à sua integração num novo ambiente. A minha avó trabalhou anos a fio num hotel como camareira, e sempre teve a confiança da patroa, que levava a minha mãe com ela sempre que ia de férias e a minha avó tinha de ficar a trabalhar. O meu avô, em França trabalhou nas obras. Em Portugal, antes de emigrar, teve muitas outras profissões, desde agricultor, pedreiro, serralheiro...
    A Ana tem de aprender a não rotular as pessoas simplesmente pela profissão e cargo que ocupam na sociedade. Porque é que ser porteiro ou trolha é inferior a ser jornalista ou blogger? Acha que ser blogger, jornalista, é ser e sonhar mais alto do que ser emigrante em França como porteiro ou trolha?
    A Ana bem tenta, mas não consegue ver para além da sua esfera. Está plenamente convencida que faz parte de um pseudo-mundo intelectual só porque tirou um curso superior, que voou alto porque tem o blog mais lido em portugal, e que deste modo fugiu ao "provincianismo folclórico, sem grandes ambições na vida".
    Ana M.

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    1. Disse tudo o que penso, muito bem!!

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    2. NAO foi a ana que escreveu isso e sim o miguel esteves cardoso.
      Voces, supostos leitores, têm que aprender a ler com atençao

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    3. Desculpe Anónimo das 15:47 mas foi realmente a Ana quem escreveu este texto. A única coisa que pertence ao MEC é a frase "A Gaiola Dourada nem sequer uma boa merda é: é uma merda má. Não tem graça: nem uma desgraça consegue ser.",

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    4. Obrigada a concordar... Não há nada mais pequenino, e pretensioso do que este tipo de julgamento pela profissão, pelas ambições, etc.. era bom que todos pudessem ter tido acesso à educação bilingue do MEC, era bom que todos tivessem acesso à formação que os pais lhe puderam proporcionar, mas isso não acontece. E cada pessoa para mal ou bem dos seus pecados será sempre fruto das circunstâncias em que nasceu, é como é, é igual aos outros.

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    5. Assino por baixo. Pobres das pessoas que por terem um curso se acham mais do que os outros. Todos precisamos uns dos outros.
      Gente muito triste que se acham acima dos outros.

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    6. Discordo Anónimo. Uma pessoa faz de si o que quiser. Não é preciso ter uma educação superior para se ser inteligente, para estar a par de assuntos sociais e culturais. Hoje em dia, na era da internet, grande parte das pessoas (na Europa claro) têm acesso ao que quiserem. Só é inculto quem quer.

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  31. Eu gostei muito do filme. E não nos esqueçamos que é a caracterização dos emigrantes daquela época em particular. Hoje em dia, naturalmente que é diferente.

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  32. Primeiro, quem é o Miguel Esteves Cardoso ao lado dos milhares, talvez até mesmo milhões de emigrantes dos anos 60/70? Ou por acaso acha que os Portugueses são conhecidos no mundo pelo Cristiano Ronaldo, Eusébio, Amália e mais 2 ou 3 artistas de qualquer área? Sem ofensa para o MEC mas desta vez foi inoportuno tal como a Ana.Portugal é conhecido pelo país de uma gente honesta e trabalhadora pessoas que saíram de um Portugal muito mais pobre do que o é hoje, pessoas que NUNCA deixaram o seu país ser maltratado porque sempre souberam dignificá-lo, considero ofensivo o seu comentário e sabe porquê Ana? Porque eu tenho uma família de emigrantes desses anos, pessoas que estudaram em países onde é difícil sobreviver, porque os pobres e ignorantes são descriminados, pessoas que investiram muito no seu país de origem a troco de nada. Acho ofensivo o seu comentário porque fui com a minha mãe ver este filme e ela emocionou-se várias vezes por ver uma realidade que ela vivera ali tão bem retratada.Hoje os filhos dela terão também que emigrar (talvez, quem sabe?!) mas ela sabe com toda a certeza que apesar de canudo na mão, conhecedores de alguns países do mundo não deixarão de pensar nos pais que há trinta anos atrás tanto fizeram por mostrar ao mundo que Portugal não é apenas a ponta mais ocidental da Europa farta em políticos corruptos, jornalistas pouco jornalistas e gente que gosta de vidas fáceis.Os emigrantes de hoje, tal como aqui já foi dito (alguns deles) não serão porteiras ou pedreiros (mas muitos acredite, que mesmo com o canudo e com mais conhecimentos é o que acabarão por ser)e desta vez Portugal não ficará tão bem visto porque afinal podem levar na mala muitos livros e um cursinho de uma qualquer faculdade portuguesa mas não fará deles melhores do que os emigrantes daqueles tempos, porque lhes falta espírito de sacrifício, honestidade, modéstia e vontade de trabalhar. O filme pode não ser a última coca-cola do deserto do mundo do cinema mas quer acredite ou não é o retrato de emigrantes portugueses, os filhos estudaram e viveram com os pais (alguns até ficaram com alguma família por Portugal), tornaram-se gente instruída e de valor para o país que os acolheu e viu nascer, os seus pais continuam a ser porteiras e pedreiros muito acarinhados, porquê? Vê algum mal nisso?

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    1. É mesmo isso! Parabéns!
      Ana M.

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    2. Essa pode ser a sua experiência mas quando viajo e digo que sou de Portugal falam quase sempre do CR, mesmo que seja para o criticar, ou do sol, boa comida e praias de Portugal. Nunca me disseram "ah, Portuguesa, deve ser tão honesta e trabalhadora! Adoramos os vossos emigrantes!"

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    3. Carla, não me faça rir!!Também se disser que é brasileira não lhe vão dizer "encostados pah gostam é de festa" mas sim "futebol e carnaval". Já agora por curiosidade, viaja para onde? e fica instalada onde? Tenho muitas dúvidas que não tenha encontrado muitos portugueses pelo mundo honestos e trabalhadores.Ainda bem que falam disso tudo..é sinal que conhecem portugal...o que a Carla não conhece é a realidade além da sua bolha!

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    4. Sinceramente tocou-me. Acredite que me vieram lágrimas aos olhos. É preciso saber, melhor, ter vivido a realidade do Portugal de 60, para respeitar e sentir orgulho desses homens e mulheres que "a salto" procuraram melhores condições quer para si próprios, quer para as suas famílias. Eram "saloios"? Eram somente aquilo que o seu "pobre" país lhes permitia ser. Por isso partiam. Como fazem outros agora. E, tem razão! Que garantia têm que arranjaram melhores empregos, mesmo com canudo? Mania da intelectualidade. Enfim...

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    5. Eu não sou emigrante,De qualquer forma, não sinto ligação directa com os emigrantes portugueses. Mas mesmo assim, o filme tocou-me imenso e deixou-me ainda mais orgulhosa por pertencer ao grande povo português... são eles que dão o nosso bom nome lá fora e por isso, agradeço aos emigrantes! Gente corajosa!

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  33. Eu por acaso gostei bastante do filme! Não chego ao ponto de o considerar genial, mas acho que é uma história leve, cómica e não dei o dinheiro do bilhete como mal gasto :)

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  34. É um filme francês que retrata a vida dos Emigrantes portugueses que vivem em França há mais de 30 anos. São excelentes profissionais e amam o que fazem. Aos franceses pouco lhes interessa quem são, só querem ser bem servidos, o que é de uma grande falta de respeito e consideração. Mas apesar de tudo, são felizes nos trabalhos de porteira e de pedreiro. Faz confusão aos portugueses que vivem em Portugal, porque, para eles, esse trabalho é um trabalho menor.
    A meu ver, o filme é excelente, trata desta realidade com muito respeito, sem ódios, sem ressentimentos. E tem graça. Podia ter mais graça se fosse um filme Português, com as expressões típicas de emigrantes nos fazem rir.
    "- Não digas "cunerias" (connerie)!" - Não digas idiotices; parvoíces; disparates!

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    1. Concordo principalmente com a parte de que o filme teria ainda mais graça se fosse um filme português, com a mistura de línguas e expressões tão típicas dos emigrantes.
      O filme não é uma obra prima, nem penso que pretenda ser, mas sinceramente tocou-me. E só quem não conhece a realidade do que ali é retratado é que poderá não ter gostado.
      Conheço essa realidade porque o meu marido é filho desses emigrantes, uma porteira e um pedreiro muito semelhantes aos do filme, que foram para França procurar uma vida melhor. Ali tiveram os filhos, sendo que o meu marido, para muito orgulho dos seus pais, acabou por se licenciar na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e hoje é advogado.
      Não é melhor nem pior pessoa do que os seus pais. Sabe mais de leis, tem mais cultura, vê cinema, ouve música, viajou, mas por outro lado não sabe construir um muro, um prédio ou uma ponte. De todos precisamos para viver.
      Tenho muito respeito por esses homens e mulheres que procuraram, e conseguiram, melhores condições para si próprios, para os seus filhos e agora para os seus netos.

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  35. Finalmente alguém que pensa como eu!

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  36. Ainda não vi o filme. E o motivo é simples. Temo ter a mesma opinião do que tu. Ouço muitas pessoas dizer maravilhas do filme mas nunca me senti atraído por ele. Acredito que é mais do mesmo.

    Para mim, o mérito do filme está em ser lançado numa altura chave e ter um assunto que mexe muito com os emigrantes, que nesta altura visitam Portugal e que se identificam com alguns aspectos do filme.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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  37. Quando li o post parecia que estava a ler a resposta que dei a uma amiga que me perguntou se tinha gostado... SIm, mas....
    E ninguém está a ofender ninguém nestes comentários! Todos os portugueses respeitam os emigrantes, óbvio! Agora que foram criadas expectativas do tipo "Ai Meu Deus, Ai Meu Deus!" foram, mas quem vê filmes de todo o género, anos e origens, sabe que é .... engraçado!

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  38. Penso que é importante salientar que, talvez este filme não retrate a cultura portuguesa (dos anos 80/90) como conhecida da generalidade dos portugueses.
    Quem vive em Lisboa, não tem a mesma percepção dessa cultura do que, por exemplo, quem vivia no interior, Beira-Alta, Trás-os-Montes, entre tantos outros sítios.
    Quem tem origens no interior de Portugal, sabe perfeitamente que era este o retrato dos emigrantes que emigraram nas décadas de 80 e 90, e que por lá continuam. Trabalhar duro no estrangeiro para dar um futuro melhor aos filhos, e conseguir ter a sua casinha em Portugal.
    Aliás, poucos sabem o que é percorrer o interior do país no mês de Agosto ou percorrer a actual A25 e 80% dos carros terem matricula francesa, alemã, suíça, andorrana...etc.
    E porque provavelmente são poucos os portugueses (não emigrantes) que conviveram com esta realidade, que compreendo que seja difícil encarar este filme como um retrato da emigração portuguesa.

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  39. Por vezes o MEC irrita-me... E esta vez é uma delas.

    O filme não é de génios, mas trata de algo tão nosso, tão português e só quem tem familiares que foram e são emigrantes dos anos 60 ou 70 percebem o porque de aquilo ser tão real. É que a importância dos nossos emigrantes para os franceses é mesmo assim. Eles fazem tudo pelos patrões, tudo mesmo.
    Uma cena do filme que eu achei do mais real foi a empregada entrar na casa de banho e mandar o rapaz apaixonado fazer-se a vida, apesar dele estar nu, a empregada entra sem problemas, sem medos e eu já ouvi a minha tia a contar que para muitos franceses os emigrantes portugueses são assim, quase pais e mães.

    Quem tiver tios ou tias que foram para França na década de 70 que pergunte se a vida deles não foi e não é algo daquele género!

    Aquele filme na minha opinião não pretende ser uma comédia, ou um drama, pretende ser uma história muito real de uma família que se sente portuguesa, mas que já só sabe ser emigrante em França. Claro que para quem se revê na história o filme é extraordinário!

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Nem mais! Eu tenho muitos tios e tias (com rebentos que vieram depois) emigrados em França, também eles para lá foram nos anos 70 e, o que uma delas (e as filhas, ou seja, minhas primas) me disse foi "não podia retratar melhor as nossas vidas!" E eu, se calhar também por estar relacionada, ainda que indirectamente, com essas histórias, adorei o filme (vi-o duas vezes no cinema) e também me emocionei bastante com a parte do fado, mas isto é um "à parte".

      Ah, e sim: a minha tia que disse o que escrevi acima é porteira! E quem me dera ser porteira com o ordenado e as regalias que ela tem...!

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  40. Não vi o filme,pelo que nao tenho opiniao sobre o mesmo. Não obstante, sobre o facto de haver "tipos" de emigrantes, penso que esse tipo de classificação desvirtua talvez as semelhanças que pode haver no campo do sentimento de pertença/estranheza do imigrante. Independentemente das suas motivações/educação/proveniência. Escrevi sobre isto aqui: http://www.mar-de-cristal.blogspot.com.es/#!http://mar-de-cristal.blogspot.com/2013/03/malas-de-cartao.html. Fica a opinião.

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  41. Sou filho de emigrantes e vivo em Paris.
    O que vos posso dizer é o seguinte :

    >> Este filme nao foi feito para portugueses burgueses (ou acham que sao). Pois nao vao poder perceber nadinha dos pequenos pormenores que tocam ao dia a dia dos portugueses da primeira geraçao em França.

    >> Este filme nao foi feito para a masturbaçao intelectual de pseudo cineastas lisboetas.

    >> Este filme foi feito para os emigrantes. Porquê ? Porque posso garantir que houve um pequeno milagre com este filme.
    De todos os portugueses que eu conheço, todos foram ver o filme no cinema com pais e avos. Por exemplo os meus pais nao iam ao cinema desde ha 30 anos. E foram a sala de cinema especialmente so para ver La Cage Dorée.

    Vou concluir dizendo que claro que nao é um grande filme, claro que nao é um filme para ser premiado e claro que alguns portugueses (os burgueses) nao se vao reconhecer nele.
    Mas de certa forma acho bem feito para essa Inteligencia lisboeta da treta, que seja um filme de emigrantes que tenham mais sucesso na Europa.
    Toma la que é para aprenderes

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    1. Mas tem que se ser burguês para se ser inteligente ou conhecer outras coisas além do mais básico?

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    2. Clap clap clap! Aplaudo de pé. Na mouchões, nao é um filme para os pseudo intelectuais cujos pais nao tiveram que emigrar.
      O milagre está em ter levado às salas milhares de pessoas, ao contràrio de películas armadas ao pingarelho que no fundo no gosta, nem quem as faz nem quem as critica favoravelmente.

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    3. Fale por si, não é? Há quem goste de coisas que abrem horizontes. Os pseudo intelectuais de que fala se calhar não são assim tão pseudo.. E o que tem a ver a emigração com isto?
      Às vezes parece que as pessoas gostam do que é mais básico ou das pessoas que são mais básicas. Incrível. Qualquer dia é crime ser-se minimamente inteligente.

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    4. Gostei deste comentário

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  42. Pipoca, ainda não vi o filme mas tenciono fazê-lo. No entanto, do que li da tua crítica não gostei nem um pouco do que dizes porque, vindo eu de uma família de emigrantes, espanta-me a tua opinião. E desilude-me, sinceramente.

    O meu avô materno foi emigrante em França. Ia a pé, repito: a pé, atravessar a fronteira com Espanha. De braga até à fronteira a rezar para não ser apanhado na travessia. Mas isso deu-lhe a tranquilidade de tirar da fome os 3 filhos e a mulher que cá ficaram. Que apesar de cultivarem o campo a fome era muita e o trabalho ainda mais, mas o dinheiro... Além de os tirar da fome ainda morreu tranquilo por saber que deixou terrenos e casas para os filhos. Pode ser provinciano e folclórico para ti mas quero acreditar que percebes a gratidão que temos para com o meu avô e o exemplo que ele nos passou. Não me parece que as ambições da vida dele fossem menos válidas daquelas que tu tens para a tua vida ou para a do teu filho. Eram as ambições dele e que as cumpriu na perfeição. E acredita que o trabalho que ele e outros milhares de portugueses desenvolveram lá, ajudando no desenvolvimento do país abonou e muito a favor de todos os portugueses, onde tu também te incluis. Deu-nos uma imagem de povo trabalhador e lutador.
    Também tenho orgulho de pertencer a uma família, daquelas que adoptamos durante a vida, que emigrou há 40 anos para os estados unidos depois de passar fome negra aqui em portugal. Foram e são homens da construção e mulheres porteiras e da limpeza. Trabalhavam de domingo a domingo, a levantar às 5 da manha, começar a trabalhar às 6 e terminar às horas que não houvesse trabalho. Não foi a falta de ambições que os impediu de construir um império. À custa de muito suor e muito trabalho mas hoje podem dar-se ao luxo de continuar a viajar pelo mundo mesmo depois de já terem passado por todos os continentes e quase todos os países; podem dar-se ao luxo de ir à nossa adorada louboutin, gucci, dior, fendi, michael kors, and so one, fazer compras sem contar os trocos. Mas tudo isto à custa de serem porteiras e homens da construção. Que hoje ainda são mas a um ritmo menos acelerado até porque a idade já não é a mesma.
    Estou em crer que sabes que muitos portugueses participaram na construção do One World Trade Center. E que pelo menos uma empresa de portugueses residentes nos estados unidos esteve responsável por parte da construção. Sabes que lá nos anúncios para todo o tipo de trabalhos há muita gente que pede portugueses. Não é preciso explicar porquê, pois não? O meu próprio pai deixou os negócios aqui e está lá a vergar ferro e a chapar massa. Trabalha muito e bem, é muito requisitado. Só motivos de orgulho para todos nós, da família, amigos e portugueses conscientes da realidade que lá se passa.
    A mim, naturalmente, espera-me esse destino. Tirei aqui um mestrado que lá não me é reconhecido. Tenho de fazer equivalências. Para as pagar vou fazer limpezas, vou trabalhar em call centers, vou fazer baby sitting, vou voltar a fazer limpeza e o que aparecer. Tudo para 30 meses depois dar asas às minhas ambições de ser uma médica dentista reconhecida, com experiência e trabalhadora. Além de poder ser uma pessoa com uma bagagem cultural maior pelo contacto com outras pessoas, com outros países- que de outro modo não conseguiria. E não é por haver dinheiro que vou deixar de trabalhar para pagar os estudos lá. Ambições...

    Tens direito à tua opinião, sim. Sem dúvida. E acredito que quanto a este assunto em concreto há excepções. Mas acredita que são uma minoria mesmo.

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  43. Só vi o trailer e pensei exactamente o mesmo! E obviamente ninguém quer criticar ou gozar com os emigrantes mas este cliché do emigra pobretanas, inculto e feio está COMPLETAMENTE ULTRAPASSADO ! aCHO QUE o filme se torna até ridículo por isso! Eu tenho imensa familia que emigrou para França Alemanha EUA neste contexto mas lá está... eram os emigrantes dos anos 70/80, nada a ver com a geração de hoje em dia! E isto sem desprimor porque nunca ninguém disse mal dos Portugueses lá fora! Trabalhadores, honestos, cumpridores e bons cidadãos! E sim, tiveram o mérito de fazerem a vida deles e ajudarem os filhos e netos! Coisa que muitos de nós não iremos conseguir fazer! Mas concordo com o teu post em absoluto!

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    1. Mas se o filme tenta retratar os emigrantes dos anos 70/80 o que queria que eles fizessem? Que pusessem a Rita Blanco como advogada? O filme tenta retratar os emigrantes de uma época, que eram de facto assim. Concordaria consigo se tentassem recriar os emigrantes de agora e pusessem estes clichés.

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    2. Tété assim faz sentido eu pensava que o filme era actual e retratava os emigrantes de hoje em dia! Assim já me parece desculpável...e então já não percebo tanta celeuma! lolll

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    3. Não :), o filme retrata os que emigraram nessa altura. :) A maior parte emigrou nova e agora, nos dias de hoje (porque o filme passa-se nos dias de hoje), estão como a Rita Blanco e o José d'Almeida retrataram: um casal a viver há muitos anos fora de Portugal, já com filhos criados, com vontade de regressar a Portugal após muitos anos de trabalho. :)

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  44. O Miguel Esteves Cardoso é apenas um estúpido que só é conhecido porque diz umas coisas pouco "politicamente correctas" e muita asneirada. Mais nada! E tu por vezes andas muito perto da estupidez do Miguel Esteves Cardoso... Esta foi uma delas!

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    1. 'Estúpido'... Digno de um puto de 12 anos.

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  45. Mas esta história, especificamente, não trata sobre a "nova vaga de emigrantes"! Trata sobre os emigrantes dos anos 70 e 80 que, desculpe Pipoca, mas são mesmo assim. E, sim, é um filme leve, divertido e com um conteúdo relativamente básico mas e depois? Antes isso que uma história mal contada a tresandar pseudo-intelectualismo. E o MEC é o retrato perfeito de um pseudo-intelectual que, após ter ganho algum estatuto, se julga com superioridade moral, intelectual ou o que seja para falar dos outros como se fossem lixo. Triste!


    Ana Carvalho

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  46. Nada disso pipoca!!!
    Desculpa lá, mas acho que quem comenta mal deste filme...não anda a dormir bem mesmo! Infelizmente o MEC desde sempre opina MUITO MAL SOBRE TUDO!!

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  47. Ana, depois de ler este seu post fiquei com pena de si e da sua falta de cultura e de sentido da realidade. Eu venho de uma familia de emigrantes e eu própria emigrei.

    Sabe qual é uma das vantagens disso? Alargam-se horizontes, o que é uma coisa que notoriamente lhe faz falta.

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  48. Acho só importante esclarecer uma coisa: "A Gaiola Dourada" mão é um filme português. É de produção francesa, logo é um filme francês. Mesmo que realizado por um luso-descendente.

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  49. Eu so espero 'e que Portugal nao passe por outro periodo em que seja preciso emigrar para ir limpar escadas e casas pois 'e uma profissao de merda.

    p.s. - os franceses sao uns fdp, ainda nao conheci nenhum que gostasse e a maioria acha que os portugueses sao uns saloios.

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    1. Está a falar dos franceses todos ou dos parisiensesem particular ?

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  50. Desde o barrete que levei com "Tentação" pelas mesmas razões,... o melhor filme de sempre, o mais visto e...etc e tal. Para mim não passou duma treta, conclusão, nunca mais fui ao cinema ver um filme português! C.R.

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    1. Cristiano Ronaldo é você?

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  51. Pois é, é que ao MEC já quase tudo fica bem, ou não fica mal, ou lê-se e pronto, à menina nem por isso e duvido que algum dia lá chegue. O seu blog é, neste momento, vazio de qualquer conteúdo intelectual, como aliás se previa já de há uns tempos para cá. Não tem mal nenhum mas deixe de tentar ok? Sapatos e malas chega.

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  52. Vi o filme e gostei. E concordo, plenamente, contigo quando dizes que o filme não retrata a emigração dos dias de hoje, mas sim, de há umas décadas atrás.

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    1. Tenho familiares em França, mais propriamente em Paris. A minha prima de profissão - Porteira e o marido trabalha na construção e olhe que retrata muito bem o que se passa hoje por lá.

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    2. Há casos e casos Susana. Mas a verdade é que quem está a emigrar mais são os jovens licenciados, e por vezes conseguem outros empregos além desses.

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  53. E quem é o Miguel Esteves Cardoso para ter uma opinião sobre o filme mais valida do que todos os outros ?

    Cláudia

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    1. Ora nem mais!
      Agora é que disse tudo... o MEC também nao gosta de muita coisa...
      Eu sou emigrante, em França, na minha area (opaopa!!) e sou filha de emigrantes. Fui 2 vezes ao cinema! Chorei baba e ranho... Vi ali retratada a vida de muitos, com cuidado, pudor.
      Ruben, tu déchires!!
      Silvia

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  54. Não vi o filme pelos mesmos motivos que muita gente que já aqui comentou, o medo da desilusão. E sinceramente, não acho que tenham de crucificar a Ana e chamá-la de inculta, de ter uma mentalidade pequena e afins só por ela ter expressado aqui a sua opinião sobre o filme.

    Quer queiram quer não, os emigrantes da época de 60/70 serão sempre, principalmente em França, os "portuguesinhos simpáticos e educados que nos limpam a casa, que nos abrem a porta, que nos construíram a casa, que nos atendem no café" e por aí fora. Sei-o porque já estive emigrada em França com os meus pais e passei pela experiência. Nunca se é um deles, é-se sempre alguém à parte.

    E, pelo que fui vendo em todo o lado, este filme retrata muito isso. Isso e o facto de esses emigrantes terem passado a considerar como sua a pátria que os acolheu, esquecendo por completo o seu verdadeiro país e passando anos sem cá vir (prova disso é que o filme é quase todo falado em FRANCÊS). Percebo, em parte, isso mas não aceito. É a minha opinião.

    Por fim, concordo também com o que a Ana disse acerca da visão que, lá fora, continuarão a ter sobre os emigrantes portugueses porque este filme foi visto em vários países por gente de diversas idades e isso, por muito que não se queira, cria generalizações baseadas no que se vê. Os emigrantes jovens de hoje em dia já são vistos de uma forma totalmente diferente, graças à globalização, mas podem crer que qualquer família mais "antiga" que decida emigrar agora será brindada com aqueles mesmos rótulos.

    No entanto, não deixo de achar que o Miguel Esteves Cardoso exagerou um bocado (grande) naquilo que escreveu. Demasiado arrogante, bruto e cru, como às vezes gosta de ser. E isto vem de alguém que gosta de ler a maioria do que ele escreve!

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  55. Este comentário foi removido pelo autor.

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  56. Não li os comentários todos nem sou imigrante, mas achei o seu comentário ao lado "folclórico" das personagens completamente ridículo.

    Na época que o filme retrata viviamos numa ditadura. Não sei como eram os seus pais e a posição económica da sua família, mas naquela época grande parte da população era extremamente pobre.

    O meu pai, hoje com 53 anos, ia para a escola com os sapatos rotos ou até mesmo descalço e sabe o que lhe faziam? Como era pobre mandavam-no para as filas de trás e batiam-lhe, enquanto os filhinhos dos ricos que levavam peixinho à professora ficavam na fila da frente a serem incentivados a estudar e com direito a festinhas na cabeça.

    A minha mãe vivia ligeiramente melhor, mas como a minha família nunca foi de dar "abonos" a pessoas que deviam fazer o seu trabalho com imparcialidade também levava na cara até ao ponto de chegar pisada a casa.

    Ambos acabaram por se dar mal na escola (o meu pai só tem a 4ª classe e a minha mãe acabou o nono à pouco por incentivo próprio) e foram trabalhar (e foi trabalho bem pesado)

    Antes do 25 de Abril, praticamente não havia hipóteses em Portugal de haver movimentos nas classes sociais. Se eras filho de rico/classe "média" tinhas sorte, se eras filho de pobre ias ter que trabalhar muito para ter algumas condições de vida.

    Isso fez com que muita gente saísse de Portugal. Obviamente que como muitos não tiveram possibilidades de estudar (ou porque eram prejudicados por serem pobres, como os meus pais, ou porque precisavam de sustentar a família) tiveram que se contentar com esses empregos hoje tão desvalorizados.

    Comparar os emigrantes de hoje com os da década retratada no filme é simplesmente, sem ofensa, ignorante. No pós 25 de Abril existiram muitas mais possibilidades de se obter estudos. Se bem que acho que estamos a voltar ao tempo em que o ensino é só para alguns, pois existem muitos jovens a terem de desistir do ensino superior pois os pais ganham "muito" para eles receberem bolsa de estudos e como não há muitas oportunidades de trabalho é mais difícil arranjar-se part-times que ajudem a pagar as faculdades.

    Eu tive sorte dos meus pais terem muito juízo e consegui concluir a minha licenciatura. Infelizmente não dá para eu tirar o mestrado. Tal como estas personagens, talvez terei que ir para fora em breve e como sem mestrado o meu curso é inútil, terei que ser uma porteira "folclórica". Enfim.

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    1. Uma pequena correcção, o filme passa-se nos dias de hoje e sim representa as pessoas que na altura do 25 de Abril emigraram.

      Não vejo a ligação com as condições de vida dos seus pais. Se calhar os seus pais eram do interior e não tinham acesso a muitas coisas (escolas por exemplo).

      Os meus pais têm a mesma idade e a minha mãe vinha de uma família humilde e andou na escola até ao 12º ano (da altura) de forma gratuita. Posteriormente tirou uma licenciatura, que pagou com o trabalho em part time que arranjou. Não me recordo de ela mencionar pessoas que iam descalças para a escola. Felizmente os meus avós não "precisavam" que ela trabalhasse antes de entrar na faculdade. Pode ser das mentalidades mas não vamos por tudo no mesmo saco. Nota, os meus avós tinham a 4ª classe nem isso, mas compreendiam a importância dos filhos estudarem.

      Enfim não estou a defender ninguém nem a tirar o mérito aos seus pais, estou apenas a tentar entender qual o objectivo do comentário... O post foi uma opinião pessoal a um FILME, não a uma realidade que se vivia antes do 25 de Abril.

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    2. Por acaso não somos do interior, mas sim de uma cidade do litoral, no distrito do Porto, que até tinha várias indústrias (e haviam mais escolas primárias públicas do que haviam agora) e afins mas uma distribuição da riqueza muito injusta. E sim, supostamente o ensino era gratuito, no meu post não disse que era pago, apenas disse que pessoas com menos meios eram tratadas de forma diferente. Referi-me especificamente à distribuição dos lugares conforme as origens sociais e a pancada que só os pobres recebiam. Ninguém queria saber deles para nada e muitos não conseguiam aprender o que quer que seja. Fico feliz pela sua mãe ter tido outra sorte. Como disse, não se pode meter tudo no mesmo saco e se calhar havia alguns professores decentes.
      Quanto ao meu comentário, se calhar não foi muito claro (até porque foi escrito num momento de nervos), mas referi a história dos meus pais porque grande parte das pessoas que saíram daqui não tinham estudos logo tiveram que se "contentar" com empregos como as limpezas, a construção civil e afins. A única diferença é que os meus pais não saíram de Portugal.
      Por isso ofendi-me com o uso da expressão folclóricos. Uma boa parte de Portugal da altura era assim porque não conseguia libertar-se do ciclo.
      Acho que a relação é meio óbvia: quem sai do seu país procura condições melhores. Apenas dei exemplos de algumas coisas que corriam mal por aqui e que explicavam o "estereótipo" do imigrante português.
      No fundo, achei que o comentário da Pipoca acerca do filme demonstrava um total alheamento às verdadeiras condições de um povo que não teve as mesmas possibilidades que se tem hoje em dia.

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    3. Pipita de chocolate, os seus pais têm mais de 50 anos e fizeram o 12º ano? Em Portugal não foi, porque nessa altura não existia o 12º ano. A escolaridade ia até ao 7º ano, que corresponde agora ao 11º e, muito menos era gratuita. A única forma disso ter acontecido é terem começado a estudar já depois de adultos. Era bom que não se tentasse, a todo o custo, justificar o injustificável.E, já agora, o 25 de Abril foi nos anos 70, há 39 anos atrás.

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    4. Anónimo das 21:41

      Não sei a idade dos pais da Pipita de Chocolate, mas se tiverem 53 anos como os meus, após o 7º ano de escolaridade, tiveram nessa altura (1977), o ano propedêutico (um ano de ensino à distância, via televisão). Só depois desse ano se entrava na Universidade. Os meus pais referem-se a este ano geralmente como 12º ano, em conversa, mas na verdade não era assim considerado.

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    5. Ohh Pipita Chocolate...até dei uma gargalhada quando li o seu comentário, acredite que a menina tem que vir de famílias com recursos que não eram certamente a grande maioria do interior do país. Ainda bem que a sua mãe só teve que trabalhar quando foi para a faculdade, a minha trabalha desde os 12 anos...É o duro país que temos. Acorde!

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    6. Anónimo das 11.49 não vamos por tudo no mesmo saco sim? Não vamos comparar níveis de vida, isso tem a ver com as perspectivas das pessoas, com as vivências e com as oportunidades. Não estamos aqui para competir se a minha mãe começou a trabalhar aos 18 e a sua aos 12. A minha avó começou aos 7, era assim na altura. E os meus avós não tinham recursos, o meu avô era serralheiro. Assim como os que emigraram procuraram melhores condições para os filhos, o que cá ficaram fizeram o mesmo, queriam que eles fossem mais além. E para isso "permitiam" que estudasse um pouco mais do que eles estudaram. E como alguém mencionou acima, sim senhora, antigamente fazia-se até ao que agora equivale ao 11º ano, mas eu quis simplificar e não estar a entrar em detalhes. E pelo que sei o ensino era público. Até porque nessa altura, entretanto já se tinha dado o 25 de Abril.

      Anónimo da mensagem inicial: lamento que o seu pai tenha apanhado gente bruta e mal educada na escola, de facto nada o justifica. Não sei se era pratica comum na altura, mas sei que os professores tinham um pouco tendência para a humilhação pública (pelo que oiço).

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  57. Ainda não percebi porque é que em relação a este filme a opinião das pessoas tinha que ser consentanea!?!? Umas pessoas gostaram outras nem tanto, acho que é normal!!! Acho que parte dos comentários revelam pouca assiduidade nos cinemas quando o filme é Português! Há muita produção cinematográfica (da boa!) em Portugal, mas não há grande divulgação nem espirito comercial. O que mais gostei na Gaiola Dourada (sendo que não tenho antecedentes emigrantes) foi a forma TÃO portuguesa de relacionamento, cuidado, preocupação, apego, etc, etc, com os filhos (onde quer que estejamos os filhos são a nossa prioridade e o centro do nosso Mundo!) e também a incapacidade, bem representada no filme (na minha opinião!)de nos dissociarmos da nossa cultura e identidade, do bom bacalhau, da almoçarada em familia, do fado, da próximidade familiar que é intrusiva, mas que também é apoiante e afectiva, etc, etc,

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  58. Não concordo contigo. Adorei o filme, acho que um filme bom, pelo menos para mim, não tem de ter uma grande história, basta eu me divertir com ele.

    Acho que o filme retrata a vida de qualquer imigrante, seja Português, seja Brasileiro, Ucraniano, Africano, são cidadãos que se submetem a empregos mais precários e com menores condições. No nosso caso, em França, Luxemburgo e na Suíça, o nosso trabalho sempre foi o trabalho doméstico e obras.
    Hoje em dia, exportamos muitos cidadãos com mais valências, alguns conseguem estar a trabalhar nas áreas deles, mas outros sujeitam-se a trabalhos, que nunca cá quiseram fazer, por serem mal pagos.

    Adorei o filme, as piadas e a Rita Blanco.

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  59. As pessoas não conseguem comentar de forma isenta o filme ou a a crítica da Ana porque vêem semelhanças entre as personagens do filme e os seus familiares... Depois temos de levar com as histórias pessoais dos comentadores que, apesar de bonitas, não acrescentam nada ao que está a ser debatido.

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    1. Penso que muitas pessoas estão a dar a história pessoal pelo comentário que a Pipoca fez dos emigrantes, e não ao filme. O filme é isso mesmo: um filme. Toda a gente tem o direito de não gostar ou de gostar. Penso que ninguém está a tentar convencer a Pipoca que deveria ter gostado do filme. Há gostos para tudo e isso respeita-se. Mas há quem não entenda os restantes pontos de vista da pipoca e nesse caso argumenta-se (o que se for feito com educação, não tem qualquer mal).

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    2. Lá está, mas não se argumenta... Usa-se os casos particulares das mães, avós, primas que, apesar de terem muito significado no seio da família, não acrescentam nada à discussão.

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  60. São opiniões... vivemos em democracia por isso mesmo todas elas válidas.

    Quem conhece bem a realidade dos portugueses em França, sabe bem que o filme não desprestigia em nada o trabalho louvável prestado pela comunidade portuguesa.

    Fiquei desiludida com o seu comentário, e sou dentro do possível, uma leitora assídua das suas páginas.
    Nos últimos tempos tem sido pouco conveniente em muitos dos seus comentários ou desabafos.

    Filme "Gaiola Dourada" sim recomendo, pela qualidade do elenco, da fotografia, da história e acima de tudo pela coragem de o realizar.

    Só mais um reparo, o filme é grande parte falado em francês, porque mais uma vez o nosso governo não quis colaborar, e assim ficou a ganhar quem investiu e bem no produto.


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  61. Se não gostam dos posts da Ana porque estão a perder o vosso precioso tempo a ler este blogue? Sinceramente... "quem não gosta não come" não é preciso ser mal educado e extremamente deselegante.

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  62. Agora percebi porque Portugal não evolui!!!! Andou-se muitos anos a ouvir as BABOSEIRADAS DO MIGUEL SOUSA TAVARES E MIGUEL ESTEVES CARDOSO
    BAHHHHHHHH

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  63. Mas quem disse q era o retrato dos emigrantes actuais?? acho q esta bem explicito que retrata a emigração dos anos 60/70, décadas as quais os pais do realizador pertencem... e q serviram de inspiração ao filme. N é claro?

    Pipoca deixe se de peneiras.. somos uma saloiada hehe dizem mal d musica pimbla bla bla bla o q se houve em qlq discoteca do pais? musica do emanuel, aquela do quizomba.. somos o q somos, e mt provavelmente o povo menos bimbo da europa.. hehe

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  64. Ok eu não vi o filme nem faço ideia se o irei ver, mas já li criticas boas, más e assim assim. Quanto à critica do MEC não se pode levar muito a sério, afinal quando é que esse sr. diz bem do que quer que seja? Nunca!
    Resta-nos esperar pela adaptação americana (já se fala nisso) em que os emigrantes já não serão os portugueses(epá eles não nos conhecem) mas sim hispânicos, provavelmente mexicanos e ver a sua reação ao modo como são retratados. Aposto que não se sentirão tão melindrados como alguns portugueses que aqui comentam.

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  65. Eu fui vê-lo com o meu namorado, ele adorou (como emigrante francês que é). E eu ri-me como não me ria há imenso tempo num filme. A Rita Blanco faz um papel fenomenal!!

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  66. Amei! Dos filmes estáticos e portugueses houve um que adorei, mas que todaaaaaa a gentinha disse que era um pum de filme. Tabu de Miguel Gomes.

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    1. Disse que era um pum? Não foi a reacção que houve no estrangeiro.. Mas claro que os portugueses não conseguem apreciar o que é deles.

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  67. Já há algum tempo que visito o seu blogue. Confesso que gosto de muitas das coisas que aborda. E gosto particularmente da forma descomprometida, atrevida e por vezes até mesmo lasciva como escreve.

    No entanto... querida Pipoca (permita-me o querida)... nunca me interessou fazer comentários... porque não chega a tanto. Enfim... estou a fazê-lo pela primeira vez, como deve calcular... e dei-me a este trabalho porque petrifiquei ao ler as baboseiras que escreveu ao tentar ser crítica de cinema.

    Primeiro... o seu conhecimento sobre a produção cinematográfica portuguesa é, no mínimo, duvidoso... tendo em conta o que escreveu.
    Depois... deve ter adormecido durante o filme porque claramente não percebeu a quem se dirigia e quem pretendia retratar.
    E por último... não se deve ter apercebido, mas ao tentar criticar os supostos clichés do filme acabou por enfiar os emigrantes portugueses da década de 60/70 na gaveta dos "provincianos folclóricos e sem cultura"!!! Uau... de pasmar mesmo...

    Querida Pipoca (novamente querida)... opiniões à parte... se todos tivéssemos os mesmos gostos coitadinho do amarelo, mas... veja menos séries estilo Sexo e a Cidade. É muito giro ser blogger, mas há que escrever com mais responsabilidade... mesmo que seja num simples blogue.
    A querida pode achar que escreveu acerca de um filme, mas ao longo das muitas e infindáveis linhas, carregadas de comentários básicos, que dedicou a dissertar "A Gaiola Dourada"... a querida falou de pessoas. Ok? Pessoas?... os tais provincianos, folclóricos e incultos. É um bocadinho aborrecido quando vemos alguém falar de pessoas com a mesma abordagem com que fala dos sapatinho que a querida (e eu também, confesso!) gostaria que fossem morar aí para casa.

    Ah... e por favor... faça o trabalho de casa antes de escrever. Fez para aí um gatafunhada com a nova e a antiga geração de emigrantes... bem... primário mesmo.
    Se não sabe, seja humilde... procure saber. Não há mal nenhum nisso. Afinal... a Pipoca não seria a única portuguesa com défice de cultura, não é mesmo?

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    1. Ó amigo, tantas reticências... sei que são sinal de intelectualidade ("eu digo parte, e vocês deduzem o resto") mas tornal... sei lá... difícil a leitura.

      Quanto à sua opinião sobre o post, nada tenho a dizer: não conseguir ler até ao fim, que me perdi lá pela segunda ou terceira frase.

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    2. Bem escrito. Até eu me dei ao trabalho de escrever umas coisinhas.

      Somos livres de nos expressarmos e ainda bem que não gostamos todos do mesmo, senão isto seria muito aborrecido.
      Acho no entanto, que atendendo à sua exposição mediática que a Pipoca tem, seguida por tantas pessoas, podia ter um pouco mais de cuidado e tentar dar a sua opinião com base num bocadinho de estudo dos temas.

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  68. Ainda não vi o filme, mas pelas imagens que já vi, mesmo ouvindo muita gente a falar muito bem, não me parece que vá adorar! Devem ser uns minutos de entretenimento e pronto.
    Mas tenho a sensação que nos tentam ridicularizar e se calhar com razão, eu nunca emigrei mas conheço imensos emigrantes de várias gerações e posso dizer o seguinte:
    1- A primeira onda de emigração levou de Portugal muita gente iletrada e sem grande educação e perdoem-me sem grande ambição o que queriam era ganhar algum dinheiro para virem cá mostrar nas férias.... E não me digam que tinha de ser assim porque muita gente que emigrou nessa altura com a devida ambição conseguiu subir e até criar as próprias empresas, até na construção civil se pode ser carregador de baldes de massa ou trolha de de primeira.
    2- Na altura do 25 de Abril realmente em Portugal não havia trabalho, mas na década de 90 muitos emigraram para França e outros países para trabalharem 14 horas por dia 6 dias por semana, coisa que aqui era impensável, aqui ninguém se sujeitaria a isso.
    3 - O maior problema dos portugueses é que não se misturam, são tacanhos, não saem da zona de conforto, apegam-se a Portugal e são incapazes de se misturarem nas comunidades,de se integrarem nos países, claro que isso hoje em dia já é diferente, mas acreditem que o rótulo do português na Europa e no mundo não é tão cor-de-rosa como pensam... Têm tanto de trabalhadores como de influenciáveis, controláveis e submissos! Sim até mesmo esta nova onda de emigração especialmente de trabalhos mais pesados vai para fora e em vez de fazerem como os colegas de trabalho e sair quando a campainha toca, não ficam mais 30m... Não fazem greve, nem lutam pelos seus direitos, é claro que são os mais desejados pelos patrões!!!
    4 - Por fim o mal dos portugueses é acharem sempre que lá fora é que é bom e ainda por cima os que emigram chegam cá com essa visão de sonho, quando afinal lá têm umas condições miseráveis, mesmo hoje há muitos emigrantes em condições consideradas miseráveis para os dias de hoje.
    5 - Como disse uma recém emigrante que licenciada que emigrou para trabalhar num cargo superior, não é preciso coragem para emigrar, corre-se atrás de um sonho, é preciso coragem para regressar e admitir que em Portugal, apesar de tudo temos mais do que imaginamos.

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    1. Claramento nunca emigraste porque se o tivesses feito não terias escrito algo tão incorrecto.

      1. Tu achas, sinceramente achas, que famílias inteiras se separavam só para ter dinheiro para mostrar nas férias?! O que é que significa 'devida ambição'? Aquela que tu defines mas que não entendes? Tu achas que pessoas com quarta classe, sem nenhum domínio da língua, podiam, desde logo, abrir empresas? Este comentário só demonstra uma falta de compreensão tanto pela realidade portuguesa daquela altura como a realidade de um país estrangeiro. Uma falta de compreensão tamanha acerca de pobreza e todas as variáveis que influenciam uma pessoa que se classifica como carenciada.

      2. Só te deves dar com gente que nunca precisou de trabalhar essas horas porque eu, e muita gente que conheço, trabalhou horas a fio, a estudar ou não, para ter uma vida melhor. O teu grupo de portuguesas não é, de todo, uma representação de Portugal.

      3. Este é um dos comentários mais patetas que já li. Eu já vivi em cinco países diferentes, dois continentes, e viajei por dezenas e posso-te dizer, com toda a segurança (da forma mais subjectiva mas mesmo assim), que os portugueses serão a nacionalidade que mais se integra numa sociedade estrangeira. Eu tenho muito mais amigos estrangeiros do que portugueses (e com quem convivo bem mais) e todos, TODOS, os portugueses que conheço onde vivo podem dizer o mesmo. Muitos tem cargos de foro manual e muitos com trabalhos denominados 'highly skilled'. Para quem nunca viveu lá fora, como é que sabes que são influenciáveis, controláveis e submissos? Que estupidez de adjectivos são estes?

      4. O mal dos portugueses é gente como tu que não tem o mínimo de conhecimento do que está a ladrar. Condições miseráveis existem em todo o lado e só as conhece quem está numa posição vulnerável. Parece que, pelo teu discurso, tu nada disto percebes e ainda bem (talvez te baixasse a crista se o soubesses mas enfim.)

      5. Não é preciso coragem para emigrar? No dia que acordares sozinha, doente, cansada, a milhares de quilómetros de quem te ama incondicionalmente, entendes que a coragem se pode traduzir pela vontade de ter uma vida melhor e de, quando a merda acontece, da força para aguentares sozinha. Esta afirmação de que Portugal tem mais do que imaginamos é usada por gente parvinha que fica ressabiada com a emigração (só lembra o Diabo...). Até parece que se perde o direito a ser portugues só porque se sai. Minha cara, Portugal tem tudo ou menos do que imaginamos, assim como qualquer país no mundo. O conceito de qualidade de vida é bastante pessoal e ainda bem que há quem tenha tomatinhos para investigar o que sabe melhor. A tristeza maior é não se ser flexível e criticar quem o é.

      Vai mas é viver e aprender.

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  69. Olá piopoca.. Vou dar a minha opinião,fui ver o filme e gostei,e recomendei... respeito as opiniões claro a tua,até porque(adoro o teu blog) e a do Srº Miguel Esteves Cardoso até porque também o adoro como jornalista/escritor e tenho alguns livros dele... Mas gostei do filme...

    Bjs e mts felicidades

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  70. Só porque a conversa está muito séria, aqui vai humor feito sobre os portugueses em França e até feito por portugueses.

    D'Jal qui fait le, portugais
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=UF8sirMHf24#t=197

    Ro et Cut
    http://www.youtube.com/watch?v=tCR9yS9fdNs

    Rendez-vous à Paris
    http://www.youtube.com/watch?v=ZQdxXIqV3FQ

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  71. Concordo que seja apenas um filme engraçado. Nao é genial. Nao é sequer um filme portugues (o realizador nasceu em França, a produtora é francesa e ele fez questao que a língua mais falada fosse o frances para poder ter todos os apoios franceses). NO ENTANTO, concordaria contigo se nao estivesse do lado de ca. Estou há sete meses em França e faço parte da "nova geraçao" que trabalha uns meses fora de Portugal e que "depois nao aguenta". E sim, nao vejo a hora de voltar para Portugal. E o filme a "Gaiola Dourada" explica bem porque. Os franceses continuam a ver os portugueses como os porteiros, as mulheres da limpeza e os "maçons", mesmo que lhes digas que tens um "bac plus 8". Nao há frances que nao use um dos clichés retratados no filme, a cada vez que sabe que és portugues. A própria comunidade portuguesa vive fechada entre si (o que pode nao ser condenável de todo...) Consome a RTP e a TVI internacionais e trabalha horas a fio à espera de um mes de férias em Portugal. Sim, sao bem vistos pelo seu trabalho. Mas é só! Nao, a imagem de que nao passam de ignorantes nao mudou. Mesmo se os filhos, já nascidos em França, sao bem sucedidos, sao sempre "portugueses". E isso nao é culpa dos portugueses, é culpa dos franceses que acham que além deles nada mais existe. E é isso que este filme veio tentar mostrar. E é esse o mérito que lhe dou. O filme veio mostrar que os portugueses sabem muito bem o que os franceses pensam deles e que até tem jogo de cintura para gozar com os clichés de que sao alvo diariamente. E sim, esta geraçao (alguma, porque conheço muitos que nao estiveram para isso) resistiu em manter-se "emigrada" porque vieram de pequenas aldeias de Portugal e nunca tinham conhecido nada melhor! E nao te enganes Ana. Infelizmente há muita da nova geraçao com formaçao superior a trabalhar nas obras e nas limpezas em França. Ainda! Há sete meses faria um post como o teu. Hoje, que passei o que passei, que vi o filme do lado de cá, que chorei e ri, nao concordo de todo. Ps.: Se um dia emigrares, nao escolhas a França!

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    1. É verdade tudo o que está neste comentário. Só quando se tem que ir para fora e sentir na pele, é que se dá valor ao que se tem.

      Tenho um Doutoramento e fui à procura, como tantos outros, de melhor vida. Vivi 8 meses em Paris, não aguentei mais e regressei ao meu país. Sou mal paga é verdade, mas estou junto dos meus e estou muito feliz!

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  72. Concordo plenamente, Pipoca! Aliás , mesmo antes de ir ver já eu dizia: "lá vem mãos um filme em q nos irão retratar como um povo subdesenvolvido!..." Cabe-nos a nós, aos poucos, ir mudando essa imagem!

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    1. O filme pretende retratar a geração de emigrantes da década de 60/70!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
      Logicamente, e felizmente, que o povo português conseguiu uma vida melhor e já não nos revemos naquelas pessoas. Mas foi o que existiu. Tão modernos querem ser, e tão incultos são! Leiam, pesquisem e depois comentem. Esta geração tem uma mania que até mete dó. O vosso mal é terem tido tudo de mão beijada e não terem feito sacrifícios para nada
      Maria

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  73. É pena, que não tenham conseguido projectar para o tipo de emigrantes da altura. Trata-se de pessoas que emigraram à 30 anos atrás, que em nada tem a ver com o tipo de emigração que agora se verifica.
    Pena, que só veja o aspecto negativo da coisa: o país dos pobrezinhos, com mão de obra barata.
    Não é um filme para ganhar um Óscar, mas sinceramente acho que dá uma imagem de um povo lutador e trabalhador e quer se queira quer não, foram os Portugueses que iniciaram a Globalização, no tempo quando se lançavam por esses "mares nunca antes navegados"

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  74. Bem, a sério?!!! Será que hoje me dia, comentar opiniões tem sempre que acrescentar insultos?!!! Temos que falar mal para mostrar espirito critico??!! Varremos tudo e todos de forma caluniosa e sem pinga de sustentabilidade??!! Argumentem mas sustentem as vossas opiniões em frases claras, concisas e inteligentes, por favor!! A Pipoca não amou o filme?! Ok. O MEC detestou?? OK ... Outras foram ver e adoraram !!! Otimo, o filme gera controversia, so what?!! Que complexo de bimbos e/ou saloios que a maioria dos Portugueses, tem!! As pessoas são boas ou más, independentemente, da sua Nacionalidade ::: E depois a emigração. Conceito, completamente, em desuso numa Europa que, este ano comemora, o ano do Cidadão. Hoje, ao contrario do acontecia em 60/70 os cidadaos podem circular, livremente, numa Europa que os recebe em igualdade de circunstancias. Hoje, consoante as habilitações podemos trabalhar em Portugal ou em outro qualquer Pais, sem problemas e com direitos e deveres assegurados. Hoje o Mundo é o meu País. Não vejam, o facto de trabalharem num qualquer Pais da Europa ou mesmo do Mundo, como má sorte, ou infortunio ... Vejam o Mundo como a vossa casa!! Aprendam todas as linguas que poderem, trabalhem, enloquecidamente, enquanto estão nas Faculdades e criem asas ... servem para voar ... e as raizes para voltar e um dia "aqui no Portugal à beira mar plantado" também hão-de existir boas e grandes razoes para voltarem ... Porque sempre que estudam, sempre aprendem, sempre que vão, sempre que voltam trazem o Mundo na cabeça e é esse Mundo que Portugal precisa para MUDAR.

    Sandra

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  75. Ufa! Nem sabe o alívio que me causou ao ler a sua opinião sobre o filme. É que até agora era a única que tinha achado o filme apenas engraçado, não me arrancou uma única gargalhada, apenas um sorriso numa ou noutra cena e até me senti mal de estar toda a gente a rir no filme e depois comentar que era giríssimo e tinham adorado. Não posso dizer que é mau mas acho que é o tipo de filme para ver em casa num Sábado à tarde se não tivermos mesmo, mesmo nada melhor para fazer.

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  76. Motivos p/ não votar PS:
    Entre 2006 e 2011 - Passou a dívida pública de 60% p/ 120%. Os que lá estão agora que se desemmerdem...
    Fez 76 PPP (36 do Guterres e 40 do Sócrates) contra 6 do PSD (2 do Cavaco, 4 do Barroso/S. Lopes)
    Criou centenas de Empresas Municipais e de Hospitais empresas (EPE), p/ tirar os respetivos prejuízos do Orç do Estado (desorçamentação)
    E agora anda a enganar o povo a prometer aquilo que jamais poderá cumprir, porque não há dinheiro p/ aguentar o atual nível de prestações sociais, e acabou-se a boa vida de viver à sombra dos empréstimos.

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  77. Quem é este anónimo parvo?De que planeta saiu esta ave rara? É tão burro que nem sabe qual o assunto que motivou estes comentários. Deve ser um daqueles boyzinhos contratados pelo governo a receberem 3mil e tal euros por mês, sem que ninguém percebesse para fazer o quê. Agora já se percebe: foi para vir para os blogues fazer figura de urso. Para isso qualquer ignorante servia e por um ordenadito de 200 "aérizitos".

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  78. Eu gostei muito do filme.
    Obviamente não é nenhuma obra-prima cinematográfica, mas na verdade é um fell good movie.
    E é acima de tudo um filme com que nos identificamos. Ou porque realmente temos alguém que emigrou e sabemos bem a dicotomia que isso traz (entre o país onde nascemos e o país onde passamos a pertencer); Ou porque os portugueses são mesmo uns verdadeiros corações de manteiga, sempre agarrados e orgulhosos das suas raízes e das suas gentes.
    Quem gostou do filme não foi pelo "humor Cantinflas" , qualquer série americana tem bem mais asneiras do que as portuguesas e realmente acho que ninguém considera isso humor.
    Se os emigrantes de hoje em dia, são diferentes dos de antigamente? Sim é verdade, mas trata-se de um filme simbólico, de homenagem ao povo e ás raízes portuguesas e trata-se de um filme que caracteriza bem isso. Porque até os "novos-emigrantes", (os que conhecem Portugal, e não chamam "localidades" a Setúbal ... como só houvesse aldeias de Lisboa para Norte)...se identificam perfeitamente com esta caracterização, porque os nossos pais e avós e vizinhos são mesmo assim. E é essa a piada do filme, é brincar com as próprias fragilidades de forma caricata.

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  79. Pipoca
    Eu vivo em África há 10 aqui ainda não vi o filme, por isso do filme não posso opinar.
    Mas posso dizer que o que a Tetê disse concordo. Além que esses portugueses ignorantes conseguiram pagar boas escolas e muitos filhos ficaram formados...
    Devíamos ter respeito pela coragem e por apesAr de humildes e ignorantes tiveram a esperteza de quererem ter uma vida melhor e dar aos seus filhos melhores condições.
    Cristina África

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  80. Xi! Tanto comentário e muitos serão interessantes. Comigo a escrita em papel estaria salva. Li o 1º e desisti - nunca estarei uma noite inteira, quanto mais meia hora, a ler textos num monitor. Chegou tarde para mim esta cena. Sem pena nem regozijo - é assim mesmo. Ah sim, o filme - eu gostei e ri-me e há muito que não ria no cinema e rir é tão, tão bom!

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  81. Pipoca,
    Concedo que não se tenha entusiasmado por ali além com o filme.
    Gostos são gostos, e tem direito à sua opinião.
    Só me questiono sobre os dados em que se fundamenta ao dizer que a nova vaga de emigração é mais qualificada do que aquela que ocorreu nos fluxos da década de 60/70. Questiono onde consultou a informação que cita que a maioria da população que emigrou nos últimos 3-4 anos, exerce no país de origem funções qualificadas. Há decerto mais licenciados a emigrar, mas estes não são a maioria.
    Fuga de cérebros, sempre houve, em todas as décadas, com altos e baixos, mas não é comparável ao que hoje se verifica nas novas vagas de emigração. Temos as portas fechadas na Suiça, nos EUA estamos no limbo diplomático para manter o visa waiver, porque atingimos o limite máximo de entrada de estrangeiros. Os dados oficiais apontam para uma maioria subqualificada. Cenário que se aproxima mais do cenário dos anos 60/70 do que do mundo de "expats" que idealiza.
    O seu "eu acho" é mais um cliché da pseudo-elite portuguesa actual.
    E a beleza do filme reside aí mesmo, na ironia dos clichés.

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    Respostas
    1. Comentário certeiro! Posso acrescentar que não existe diferença nos emigrantes actuais, e , a maioria continua a ser subqualificada. Em França, os Portugueses foram e continuarão a ser "porteiras e pedreiros", por muitos diplomas que se carregue às costas. Poucos serão os casos de emigração recente que consigam um emprego à altura das suas habilitações académicas, por isso, restarão sempre as porteiras e os pedreiros "du Portugal".

      Daí que afirmar que isto retrata "aquela geração de emigrantes" é falso. O filme retrata a antiga e a nova geração de emigrantes.

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Teorias absolutamente espectaculares

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