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Há limites! Ou então não.

sábado, junho 01, 2013
Se há coisa pelo qual os portugueses não são conhecidos é pelo seu sentido de humor apurado. Não somos, pronto, é a vida.  Quer dizer, se calhar no seu círculo de amigos os portugueses até são muito ramboieiros, até se riem durante duas horas de piadas politicamente incorrectas, até dizem muita parvoíce, mas se for fora do círculo, ui, aí pára tudo! Aí vem o (falso) moralismo ao de cima, e ai de quem tenha ousado fazer uma piada mais hardcore (sobretudo se a pessoa em causa tiver alguma projecção). Que é uma falta de respeito, que é de uma insensibilidade de todo o tamanho, que há limites. "Há limites". Este é o argumento mais utilizado por quem não consegue achar graça a determinada piada. Regra geral, sobre temas como sexo, racismo, pedofilia, doenças, religião, etc. Mas, assim de repente, quem é que estabelece esses limites? Onde é que isso está escrito? Que lei é que define sobre o que é que se pode ou não fazer humor? Porque é que o facto de eu ficar melindrada com determinado assunto faz com que outra pessoa não possa fazer piadas sobre isso? Cheira-me que estamos perante uma guerra de liberdades. Aquela coisa muito bonita que diz que a liberdade de um acaba onde começa a de outro. Mas, neste caso, que liberdade prevalece? A do ofendido ou a do que sente que pode fazer piadas sobre qualquer coisa?

Pessoalmente, acho que não há temas tabu nem limites para o humor. Porque não sinto que o fazer piadas sobre isto ou sobre aquilo seja, necessariamente, sinónimo de falta de respeito para com o assunto. É só humor. Uma pessoa que faz uma piada com pretos (e não me venham chatear por ter usado o termo "pretos") não é necessariamente racista. Uma pessoa que faz uma piada sobre gays está longe de ser homofóbica. Uma pessoa que faz uma piada sobre pedófilos não é defensora do abuso sexual de criancinhas. And so on, and so on. E acho que é nessa incapacidade de perceber a diferença entre a piada e quem a faz que está a explicação para sermos tão cinzentinhos e caretas. 

Há pouco tempo fui a dois espectáculos de stand up comedy. E, nos dois, houve gente:
a) a sair da sala, incomodada com o teor das piadas;
b) a insultar o humorista em palco;
c) a gritar que "há limites, isto não é humor";
d) a profetizar que o humorista devia era ter cancro/ser deficiente/ter um filho homossexual para perceber que há assuntos com os quais não se brinca;

O problema das piadas é atingirem sempre alguém. Há sempre alguém que se sente abrangido pela temática, seja ela qual for.  Há sempre quem tenha sofrido alguma doença grave, quem conheça alguém que tenha sido vítima de racismo, quem tenha um familiar portador de alguma deficiência. Alguns reagem tranquilamente e até acham graça, outros passam-se e tomam uma das atitudes acima referidas. Para mim é absolutamente impensável alguém ir para um espectáculo de stand-up bater boca com o humorista. Quanto muito põe-se a andar e não volta, mas questionar o tipo de humor que se está a fazer em palco parece-me tão útil como pregar aos peixes. Num desses espectáculos, um dos humoristas fartou-se de fazer piadas (algumas delas pesadotas) sobre grávidas. Estando grávida, não me senti minimamente melindrada. Pelo contrário. Fartei-me de rir. Porque tenho a certeza que, apesar das piadas, aquela pessoa não vai dar um pontapé numa grávida quando se cruzar com ela na rua. Nem me pus a berrar "tu devias era passar por uma gravidez, logo vias se fazias piadas, meu cabrão". Porque o argumento de quem não acha graça é sempre esse. O "devias passar por isso para veres como é". Porquê? Se passarmos por um cancro isso dá-nos legitimidade para, a partir daí, podermos passar a fazer piadas sobre o assunto? E se tivermos um filho gay, aí já temos as portas abertas para elaborar graçolas? O meu pai teve um cancro grave, um dos meus melhores amigos é gay, o meu irmão morreu num acidente de carro. E agora? Já me é permitido fazer umas piadolas sobre estes temas, se me apetecer? Já me posso rir sem um peso na consciência caso alguém faça uma piada, sem medo de ser uma alma perdida ou um poço de insensibilidade? As piadas são genéricas, não são ataques pessoais e dirigidos. Pelo menos, é assim que as vejo.

Ontem uma pessoa fez uma piada no Facebook sobre Trissomia 21. Na verdade, a piada nem era  sobre Trissomia 21, apenas referia o assunto, mas pronto, as pessoas também fazem sempre questão de fazer a leitura que lhes interessa. Nem tentaram perceber a piada! Não! Assim que leram "Trissomia 21", tau, instalou-se a barracada. E que há limites, e que essa pessoa devia ter um filho deficiente para ver como era, e como é que era possível fazer uma piada com um assunto como estes, e rebéubéu pardais ao ninho. As pessoas ADORAM indignar-se. Uma das pessoas que comentaram até fez questão de fazer uma ligação de alerta para uma qualquer associação de pais de crianças portadoras de Trissomia 21, assim em género de queixinhas, do género "paaaaais, venham cá todos ver o que esta pessoa escreveu sobre os vossos filhos!" Estão a ver o género, malta mal intencionada e que adora ver o circo pegar fogo, descontextualizando tudo pelo caminho.

É verdade que somos o povo que acha muita graça ao humor dos Malucos do Riso e do Camilo de Oliveira. Mas também somos o povo que se ri muito e faz piadas com assuntos mais polémicos, mas só à socapa, porque sabe se que se o fizer despreocupadamente leva logo com 20 mil olhares reprovadores. Tooooooooooda a gente faz piadas sobre tudo e mais alguma coisa, mas ai de quem se atreva a fazê-lo em voz alta, perante uma grande assistência. Aí viramos defensores da pátria, dos pobre, dos oprimidos, dos desvalidos, das crianças, das minorias. Logo nós, que estamos entupidos de preconceitos até às orelhas.

Percebo perfeitamente que haja sensibilidades diferentes. E timings melhores ou piores para se conseguir encaixar uma piada. Assim de repente, acho que consigo aceitar piadas sobre todos os assuntos (não confundir com o insulto básico e gratuito), e sempre achei graça a humor negro. É um gosto, não se discute. Mas acho normal que haja quem seja menos tolerante. Ainda assim, haverá mesmo limites? Digam de vossa justiça, que este é um tema que sempre me suscitou alguma curiosidade.

118 comentários:

  1. Presumo que estejas a falar do Rui Sinel de Cordes. Adorei! No entanto, ao meu lado estava uma senhora a condenar todas as suas piadas... Ora a minha questão é só uma: porque raio pôs lá os pés?

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  2. ana sousa dias01 junho, 2013 00:18

    viste a última série do bruno nogueira? a odisseia?
    se és apreciadora de humor não tens como não gostar da série. é brilhante!

    tens aqui: http://www.rtp.pt/play/p1039/e105555/odisseia

    primeiro estranha-se, depois entranha-se!

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  3. Este post é bom demais!! Concordo em absoluto!! Haja quem diga estas coisas frontalmente... Ó povo sem sentido de humor e cinzentao!!!

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  4. Eu percebo o que dizes. Eu própria quando li o comentário em questão não me caiu bem confesso, mas é como dizes...há coisas para as quais temos mais sensibilidade pronto! Secalhar, muito mais do que propriamente as pessoas que passam pelos problemas:\ E quando mete crianças ao barulho, não aceito tão bem e olha que até sou uma pessoa de humor fácil.

    Desculpa desde já a comparação que vou fazer, mas quando tu falaste daquela rapariga, foi despropositado, não foi para gozar com uma pessoa com uma doença. Percebeu-se, retiraste o comentário, pediste desculpa, fim da história! Pelo contrário, a tua amiga atirou lenha para a fogueira: ainda mandou as pessoas comerem chocolate a ver se passava. Não foi bonito e um bocadinho de humildade não lhe tinha ficado mal.

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    1. A questão é que a Pipoca percebeu que se enganou, pediu desculpa, apagou, seguiu em frente. Depois, os mesmos que criticaram a atitude foram os mesmos que continuaram a cultivar a polémica.

      A Desassossego não se enganou. Os outros é que não respeitaram a liberdade de expressão dela e ficaram todos muy melindrados.

      Nem acompanhei as cenas seguintes. Li o post, não comentei, achei que era um facto, ri e segui a minha vida. Na minha ausência as desocupadas desta vida carregadinhas de bons valores até à testa fizeram o resto: arranjar dramas onde não os há. É um clássico do zé povinho.

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  5. Totalmente de acordo com cada palavrinha deste post! As pessoas gostam de reclamar mas de barriga cheia. Sabem apontar dedos e criticar acções, mas esquecem-se que normalmente também as praticam, só não dão é a cara por elas. Cambada de sonsos neste país...

    P.S- Já que é dia 1 de Junho, toma lá um beijinho vindo do reino dos Algarves para comemorar o Dia da Criança e que o Mati não dê muitas cambalhotas. :)

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  6. As piadas têm local e quase que hora para se serem ditas.

    E não me digam que não é verdade, há coisas que simplesmente ficam mal dizer!

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    1. A isso chama-se ter Sensibilidade e Bom Senso!

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    2. concordo. brincar com o sofrimento de alguém? nunca.

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  7. Faz-me confusão as pessoas que passam a insultar o "humorista" ou que por ele ter gozado acham já têm legitimidade de lhe desejar atrocidades. Mas da mesma forma que me faz confusão considerar que alguém a quem uma piada simplesmente não caiu muito bem, seja imediatamente visto como tendo falta de humor, como sendo pouco inteligente ou cinzento. Não serão ambas as posições extremas?

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  8. Percebo completamente o que dizes e concordo, mas para mim a questão dos limites tem a ver com o facto de alguns assuntos de tão complicados que são para quem passa por eles, acabarem por nem ter graça quando transformados em piadas!
    Bj S

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  9. Para mim a piada tem que ser inteligente.
    Se for dita com inteligência aceita-se tudo.
    Não gosto da piada fácil tipo "pastelão na cara".
    Uma das coisas que os "Gato Fedorento" vieram revolucionar foi exatamente o poder-se fazer humor com tudo. Eles têm piadas sobre TUDO e nunca vi ninguém a atirar-lhes tomates!
    Lembram-se dos Contemporâneos? Os sketches sobre a morte, anões, velhinhas... eram o máximo!
    "Vai mas é trabalhar oh!"
    De resto não sei do que falas, porque não tenho ido ultimamente a nenhum espetáculo de stand up comedy, mas também me custa a crer que o público português seja assim tão preconceituoso... Até se costuma dizer que o público português é dos mais exigentes do mundo. Se pateou talvez tivesse razão para isso (atiro eu pró ar porque não vi), talvez as piadas tivessem sido gratuitas, mal ditas, despropositadas, forçadas, insultuosas, estúpidas, ou simplesmente, por coincidência, se juntou um grupo de gente malcriada na plateia. Não sei.
    Alguém viu as "Obras de Shakespeare em 97 minutos"? Ou "A Bíblia", no Teatro Mário Viegas, no Chiado? metiam-se com o público, "insultavam" as pessoas, expunham propositadamente as pessoas na plateia e podem ter a certeza que há muito tempo não me ria tanto. Eu e toda a gente que assistiu aos espetáculos.
    E quem viu a "Vida de Brian" dos Monty Python? Gozaram com Jesus? meteram-se com Deus? com a Virgem? Pois foi, mas com tanta, TANTA graça que já ganharam o reino dos céus. E Deus de certeza também riu!
    Porque foi com inteligência e a inteligência não magoa nem insulta.
    Lembrei-me agora do "Poema do Menino Jesus" de Alberto Caeiro. Que eu saiba não é considerado nenhum insulto por nenhum cristão, já que aborda um dos tais "temas sérios".
    Pois, os limites entre a piadola e a piada devem ser os mesmos que entre a inteligência e a estupidez. Digo eu.
    alicinha

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  10. Claro, fazer piadas sobre gravidas e fazer piadas sobre pessoas com sindrome de Dawn e' a mesmisssima coisa.
    Tu nao percebes nada da vida e tu sim, nao os outros, tu e as outras como tu, e' que falam de barriga cheia.

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    1. Queira desculpar-me. Primeiro é Síndrome de Down. Segundo, claro que tem a barriga cheia, tem um bebé lá dentro! :D

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  11. Concordo com tudo, principalmente no que se refere à hipocrisia generalizada, e à nossa facilidade de nos ofendermos com tudo e mais alguma coisa. Acima de tudo, sou a favor da liberdade de expressão, e isso já diz tudo.
    Contudo, particularmente, tenho alguma dificuldade em realmente achar piada quando certos assuntos são abordados do ponto de vista humorístico...simplesmente não consigo ver qual é a graça. Mas isso já é uma questão de gosto, e isto também não se discute...

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  12. A grande diferença é que estar grávida é uma coisa boa, ter trissomia 21 ou ter um filho com trissomia 21, not so much.

    Eu gosto de humor menos convencional, mas se ouvisse algo que me tocasse de perto, talvez não me risse.

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    1. A piada não era sobre ter trissomia 21 ou ter um filho com trissomia 21.

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    2. E o meu comentário não era sobre a piada, era sobre o facto de não se poder comparar fazer humor negro com temas positivos (gravidez) com temas que têm carga negativa (ter uma doença, ter uma deficiência, etc.).

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  13. Queres mesmo comparar uma gravidez com trissomia 21? Um bocadinho desonesto, não?

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    1. E fazerem-se piadas sobre a crise nacional não é desonesto? Uma vez que afeta imensa gente, e fala-se em pobres e não sei quê mas o que é certo é que as piadas rondam na net e os realmente pobres não tem acesso a ela por isso esses também andam de barriga cheia como dizia o anónimo lá de cima?! Há temas para tudo, claro que há temas que podem ferir susceptibilidades, mas quem se sentir ofendido apenas tem que ignorar o que leu! Em vez de limites, a mim parece-me que tem que existir bom senso da parte do público. Quem não gosta de cebolas não as come certo? O mesmo se passa aqui.

      Ana

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  14. Cada um tem o direito a achar graça ou sentir-se ofendido com qualquer piada menos, seja ela básica ou "negra". Cada um tem uma experiência de vida própria e pode sentir-se mais ou menos incomodado por se fazer graça com algo mau que se viveu. Contudo, isso é um problema de cada um e não do humorista. E temos que saber lidar com os problemas e encará-los de uma maneira mais ligeira. Há uma rapariga que teve cancro e agora faz humor sobre o mesmo...é como a Pipoca diz que só quem passa pelas coisas é que pode fazer gracinhas sobre isso?
    Pois...achar graça ou não vai do humor de cada um. E se não são pessoas muito dadas ao humor, limitem-se a ignorá-lo! Hipocrisias também se dispensam muito bem!

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  15. Tal como tu, na minha familia, já passamos por situações graves e o que denoto é que são as primeiras a gozar com a situação. O meu irmão não tem uma perna, e goza imenso com isso. E todos nós brincamos e levamos as piadas na boa! No entanto é desagradável quando alguém nos diz que somos inconscientes .. quando não percebem que ele é o primeiro a faze-lo! E sim, penso muito como tu Pipoca ..

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    1. É completamente diferente sermos nós a gozarmos connosco próprios ou as pessoas do nosso círculo chegado... se tiveres uns quilos a mais nada mais natural do que tu ou a tua mãe, ou o teu irmão se meterem contigo a propósito disso. Mas se a piada vier de uma pessoa que não conheces de parte nenhuma, certamente não vais achar muita graça. Da mesma forma que o teu irmão faz piada acerca dele próprio e tb não acharia muita graça que o fizesse um estranho. NO que toca a piadas, mais do que o que se diz trata-se de quem diz e do respectivo contexto. Acho eu, claro.
      Clara

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  16. Eu acho que há mesmo diferentes sensibilidades. :) Eu considero-me uma pessoa com humor e ainda assim há piadas às quais eu não acho piada, nem em público nem no círculo íntimo de amigos. :) Mas claro que não vou começar a mandar vir com quem a disse só porque eu não acho aquele tipo de piadas inteligentes ou engraçadas. Suponho eu que há-de haver quem ache, por isso remeto-me ao meu silêncio. Por outro lado, as piadas ditas entre o grupo de amigos, são aceites também fora dele.
    E nem sequer digo "piadas com pretos, Jesus, defcientes, etc" é que não. Para mim depende muito do tipo de piada. Como alguém disse em cima, "As obras completas de Shakespeare em 97 minutos", os sketches dos Monty Python e os Gato Fedorento também brincam com todos os assuntos e não é por isso que não me rio à grande e à francesa. Já outro tipo de piadas sobre o tema se calhar já não me caem tão bem. :) Tenho um amigo que faz constantemente piadas sobre pretos às quais eu não consigo achar qualquer piada. Mas não me queixo, não o mando calar, não me zango com ele. Simplesmente não me rio enquanto os outros se riem ao ouvi-lo. Humores diferentes, penso eu. :)

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  17. A mim também me incomoda um pouco quando se brinca com assuntos, digamos que, mais melindrosos (tipo cancro ou deficiências) por uma questão de sensibilidade e, por ser uma coisa que todos tememos algum dia vir a ter. Agora desejar que a pessoa em causa possa vir a ter isto ou aquilo, também revela muito bom íntimo, sim senhora! Acho muita graça a gente muito sensível e ofendida com as possíveis ofensas (possíveis, pois que nem todos os que sofrem desses males se ofendem, conheço até quem brinca com a própria doença) feitas, mas não tenha pejo nenhum em desejar tão grande mal a alguém. São hipócritas (sabe-se lá o que dirão eles próprios no "recesso do seu lar" sobre o assunto) como são, infinitamente mais mal formados que aqueles a quem apontam o dedo. Desejar que alguém tenha cancro, tenha filhos deficientes, really? Que tipo de animais são esses?Se são tão bonzinhos e não ofendem ninguém, perdoam, não rogam pragas!

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  18. Estás a falar de quem? Do Rui Sinel de Cordes?
    (Adoro-o!)

    Cada vez mais gosto de humor negro, rio-me imenso :D Acho que o principal problema é as pessoas não saberem desligar o humorista-personagem da pessoa que ele é fora da comédia. Talvez porque, enquanto público, também não conseguem 'separar-se', isto é, não conseguem rir-se de uma piada homofóbica sem acharem que isso os faz homofóbicos. É uma pena, porque a vida tem tão mais piada quando conseguimos rir de tudo um pouco...
    Isto publicamente, claro. Porque nas suas casas aposto que essas pessoas são capazes de fazer piadas tão 'más' ou 'piores', mas dizer isso (ou rir-se disso) em público? Jamais!
    Enfim... A Pipoca viu há uns meses o quão hipócritas as pessoas são.

    Uma pessoa que, não sendo humorista, também tem bastante piada é o Rui M Pêgo (aka filho da Júlia Pinheiro). Mas basta ele escrever a palavra "cancro" para virem logo os pseudomoralistas atacarem-no e desejarem que ele aprenda na pele o que custa... ridículo!

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  19. Acho que as pessoas não brincam com certos assuntos porque têm medo que esse mal lhes bata à porta.

    São essas pessoas que fazem a discriminação. Que olham para essas pessoas e pensam nos "coitadinhos". Claro que não é fácil aceitar que um filho é diferente, mas honestamente, há por aí tantas pessoas que nasceram "normais" e se comportam como perfeitos anormais.

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  20. Eu sempre admiti que não tenho grande sentido de humor. Mas isso é porque sou uma pessoa demasiado sensível. Mas por outro lado se ouço alguma piada que não aprecio, também não vou reclamar a dizer que o tema é mau ou a piada não presta ou dizer á pessoa para se calar. Porque o humor é como a arte... totalmente subjectivo.
    Se por um lado me transtorna quando um "humorista" decide fazer piadas sobre um certo tema sensível e leva aquilo demasiado longe... por outro lado também me incomoda que a audiência fique toda chateada. Aquilo que era suposto ser um momento agradável de riso torna-se um momento desconfortável.

    Mas também... se uma pessoa sabe que tem um fraco sentido de humor e que é facilmente insultada... PENSO que não deveria sequer pôr os pés num espetáculo de stand-up comedy. Digo eu? É como ir andar de teleférico sabendo que se tem terror das alturas. Depois não se queixem.

    Já agora, um dos poucos humoristas que eu aprecio totalmente é o Chris Rock. É o único que me faz rir do inicio ao fim do programa.

    -- Mariana

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  21. Se tivesse um filho deficiente e me dissessem que era parecido comigo, ficaria orgulhosa, pois acima de tudo era sinal que era uma criança normal...

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  22. Pipoca, como sempre, mais um texto brilhante.
    Concordo plenamente contigo.
    Acho que o portugues é o típico povo "falso moralista" nisso incluem-se as mulheres também.
    Vivem a olhar torto para o vizinho, para a senhora que não está bem vestida na rua,têm a lata de parar na rua e olhar para trás só para olhar uma pessoa menos arrumada, se ofendem por tudo e por nada, se o tratamos por tu logo vem: "Antão, mas andaste comigo na escola". Enfim....uma falsidade do cão.
    Dizem uma ironiazinha a ofender a pessoa sempre com um sorriso nos lábios ou uma breve gargalhadinha. Odeio isso, odeio.
    Tão sempre a se enfiar numa igreja a posar de falso moralista, enfim acho que a Pipoca disse tudo neste brilhante texto.

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  23. Há alturas na vida em que ainda não se consegue rir sobre um determinado assunto, porque está mais fresco, porque ainda dói... mas quando aceitamos e aprendemos a viver com os nossos defeitos, problemas, doenças etc. há que procurar o humor nessas situações!
    Sim, falo de barriga cheia porque felizmente não vivo de perto com nenhuma desgraça... mas acho que na vida uma das coisas mais importantes que podemos adquirir é saber rir de nós próprios!
    Em relação ao Rui Sinel de Cordes, se é que era dele que se estava a falar, aqui em casa somos absolutamente fãs do seu sarcasmo e humor negro! Ás vezes abusa, é verdade, mas nunca me senti ofendida...

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  24. Sou da opinião que o humor não tem o direito de ofender ninguém. Quando assim é, deixa de ser humor e passa a ser somente falta de respeito.

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  25. Talvez um ponto essencial seja a distinção entre o que é humor e o que é ofensa pura, não tanto a questão dos limites do humor. Como alguém já referiu, é possível fazer humor sobre temas sensíveis (ex. a religião)sem ofender a generalidade das pessoas (todas as pessoas é impossível). E depois, temos de assumir que todos nós temos a nossa dose de preconceito, de estereótipo e até hipocrisia. Veja-se, por exemplo, a mesma pessoa que fala, no post acima, da hipocrisia e preconceito alheios termina com a seguinte frase: "Tão sempre a se enfiar numa igreja a posar de falso moralista...". Eu pergunto, porque não numa mesquita ou templo judeu, aliás, será o moralismo (o falso) exclusivo das pessoas que professam uma determinada fé? Pela minha experiência pessoal, sei que não é. E se tivesse de apostar, diria que a frase em questão foi tão só e apenas o resultado de um certo estereótipo cultural que vinga na nossa sociedade, não tendo existido qualquer intenção de ofender ninguém. Mas o problema dos estereótipos é que, não sendo totalmente falsos, nunca dizem a verdade toda, sendo sempre injustos.
    Resumindo, toda a gente tem direito à sua opinião, aos seus gostos, à sua sensibilidade e até aos seus fails. Não gostar da piada x não faz da pessoa estúpida ou intolerante, assim como fazer piadas sobre tudo e todos também não faz da pessoa uma sumidade...
    De resto, acho que o post mais do que falar do que é humor ou não, toca num assunto muito pertinente que é a intolerância crescente que se tem vindo a registar em Portugal. Onde parece que só se pode ter um discurso, uma opinião ou uma sensibilidade... e quem não tem é simplesmente enxovalhado! Não raramente, quando me dou ao trabalho de ler os comentários a artigos de opinião que, por exemplo, não alinham com um determinado discurso político, me deparo logo com um chorrilho de ofensas e insultos ao autor. Este tipo de comportamento não é aceitável!

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    1. Eu disse igreja, como poderia ter dito templo evangélico ou budista, para mim alguém que bate no peito e grita aos ventos que é cristã, evangélico, budista, honesto, ético, correto, tradição e familia, e ....ou o raio que o parta, e dalí a 10 segundos está a criticar a filha da vizinha que ficou grávida e é mãe solteira e que na casa dele isso jamais acontecia, deve ser chamado do que? ou melhor.....
      vou dar um exemplo real...
      que tal um homem que bate no peito, e se diz bem casado, oriundo de uma família renomada, ético, respeitado, professor influente em Aveiro, bonito, atraente, inteligente, alto, loiro, olhos verdes, "macho", moralista, crítico, arrogante, com esposa PHD (que estou Xpto em Londres), respeitada por toda a Aveiro, e o dito professor é bissexual e tem caso com o meu primo.
      Eu lá pouco me importo que sejam gays, ou não gays, casados, solteiros, víuvos, promíscuos quero lá saber seja lá o que for, a vida dos outros não me importa.
      Mas que nome devo dar a isso?
      São a esses tipos de pessoas que criticam tudo e todos, fazem pose de respeitados e que se ofendem por qualquer fagulha, e tem escondido atrás destas posturas o que há de pior, que eu ME REFIRO.
      O povo português é famoso mundialmente por saber apontar bem o dedo aos outros, mas que se recusa a olhar ao próprio rabo que pode estar mais sujo do que pau de galinheiro.
      Todo mundo sabe se ofender com piadas e etc, mas não se ofendem com coisas essenciais da vida....
      Aqui mesmo no blog da Pipoca, vemos comentários absurdos sobre as coisas mais banais e simples que ela expressa.....
      Olha sinceramente, me perdoe...mas há coisas que são demais pra cabeça de qq um....

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  26. Em traços gerais:

    1.º Sou uma pessoa com muito sentido de humor. Lembro-me quando o meu pai faleceu, quando era adolescente, fazia "piadas" sobre isso (não era bem bem piadas...) e as pessoas diziam como é que eu era capaz, que ainda tentava ver um lado positivo em tudo e rebeubeu... Foi só a forma que eu encontrei para lidar com a perda. Por isso acho normal que quem passe por uma situação grave tente encontrar no humor forma de relativizar.

    2.º Se te referes ao episódio da "desassossego" percebeu-se que a piada era para mãe e não para a criança. Aquilo que ela disse não é mentira nenhuma, só não percebi porque fez a piada, uma vez que a achei completamente descontextualizada. Lembrou-se? Mas pronto está no seu direito, o blog é dela.

    3.º Rui Sinel de Cordes está ao nível de uns Malucos do Riso. Lamento, mas humor bom poucos o fazem em Portugal: Herman, Bruno Nogueira, Maria Rueff pouco mais. Há outros que para mim são bons, mas unicamente a escrever (Markl, RAP...). Dizer que a Eunice Munoz tem musgo entre as pernas é só falta de educação, sem qualquer ponta de inteligência. É um tipo que se mete com figuras públicas apenas para ter publicidade gratuita. Mais nada.

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  27. Há assuntos com os quais não consigo entender como se pode fazer piada. E não vejo isso como falta de sentido de humor mas sim com diferentes tipos de sensibilidade.
    Mas sim, vivemos num país de falsos moralistas. Num país onde se goza com tudo, onde toda a gente fala mal de toda a gente mas ai de quem o faça em público, porque que tem logo um exercito de defensores ao pé.
    Mas isso não é só sobre humor. É sobre tudo, ainda ontem fui almoçar fora com o meu marido e estava a dar no telejornal uma noticia sobre o casamento gay em França, e o meu marido disse "Eu concordo que se casem e adoptem mas não posso concordar que seja natural ou normal".
    Na mesa ao lado uma rapariga nova começou o seu discurso... Agora pergunto, temos todos que concordar com as mesmas coisas? Temos todos que achar piada às mesmas coisas? Quem não concorda é porque é antiquado e retrograda e, que não acha graça às piadinhas sobre assuntos mais delicados tem falta de sentido de humor. Estranhas maneiras de pensar.

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    1. Raquel, não percebo o que é que a homofobia do seu marido tem a ver com o caso.

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    2. Homofobia onde? Porque não considera natural que 2 homens ou mulheres mantenham relações sexuais entre si? Ele, assim como eu, aceitamos que casem e adoptem não conseguimos é considerar isso como natural, é simples.
      Tem haver com o facto de não se poder pensar de forma diferente sem ter meio mundo a criticar a nossa opinião assim como você acabou de fazer, ou dizer que o meu marido é homofóbico quando aceita apenas não considera natural! Porque aceitar não significa concordar!
      Homofobia e a não aceitação ou discriminação de pessoas pela sua orientação sexual! E isso nunca fizemos! Informe-se!!!

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    3. Raquel, não percebo porque é que o termo 'homofobia' lhe faz tanta confusão. Olhe, a minha faz-me confusão ainda haver quem recorra a conceitos como 'normal' ou 'natural' para se referir a relações e práticas sexuais. Mas passando à frente... Torno a perguntar: O que é que o facto de haver quem discorde de vocês quanto à questão da homossexualidade tem a ver com os limites no que toca ao sentido de humor? Costumam fazer piadas em relação a gays e lésbicas que são mal recebidas, é isso?

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    4. Compreendo... e concordo.
      Não sou homofóbica nem discrimino ninguém por ser gay e acho que a sociedade discrimina mais ao querer à força impor a "naturalidade" da situação, se é que me faço entender...
      Mas não vamos começar aqui um grande off-topic...

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    5. Se não querem off-topics, não comecem? O que é natural para as senhoras Raquel e Diana? É o que está escrito na Bíblia? É o que a sociedade nos obriga a pensar? Ou é a simples Natureza? Se for a última, então não há nada mais natural do que dois seres, independentemente do género, terem relações sexuais. A homossexualidade, no sentido sexual apenas, estende-se a todos os seres da natureza. Por isso não há nada mais natural do que a atracção entre seres, independentemente do sexo. E sim, dizer que a homossexualidade não é natural é ser-se homofóbico. Cada um é livre de pensar o que quiser, mas também leva com as consequências do que pensa. Por isso as senhoras Raquel e Diana são homofóbicas.

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  28. Eu adoro o humor britânico. Não me consigo rir nunca com os malucos do riso=zero. Acho que tenho falta de humor!

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  29. Olhe,eu sou pessoa de riso fácil... rio de mim mesma antes de os outros o fazerem,sem pudor ou complexos. Tenho particularidades ridículas mas nem por isso deixam de ser hilariantes (para mim e para os outros)! Mas perdi um irmão num acidente de viação,perdi uma grande amiga com cancro e tenho uma filha com Paralisia Cerebral...e nenhum dos temas me merece uma gargalhada nem me parece que sejam temas apropriados para fazer piadolas! Mas pronto,são opiniões...

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  30. Acho que quando digo uma piada mais hardcore no meu grupo de amigos, só o faço porque conheço as pessoas com quem estou e sei que a piada será bem recebida. Contudo, para além de sentido de humor, considero-me uma pessoa com algum bom gosto, logo nunca faria uma piada sobre trissomia ou cancro, se um familiar dos meus amigos estivesse associado a qualquer uma dessas situações. Este princípio do bom senso e do bom gosto é muito superior ao princípio do politicamente correto; vem do berço e da educação. Agora no que respeita ao fazer "humor negro" publicamente, o que tenho a dizer é que se eu decidisse ganhar a vida a ser comediante ou escritora, teria que partir do princípio que teria de agradar ao maior número possível de pessoas, sob pena de não conseguir vender os espetáculos ou os livros que escrevesse e, com o tempo, eu visse faltar-me o pão na mesa!... Por isso, quem faz piadas em público deve observar a sensibilidade de quem lhe está a pagar... acho eu! Ou então, sujeita-se a ser insultado ou a ver as salas a esvaziar-se! Ou então esforçar-se para conseguir fazer as piadas negras de modo elegante ou inteligente, mas isso já dá muito trabalho e puxa muito pelo neurónio... e nem toda a gente vai lá!
    Ou ainda assumir-se como um Fernando Rocha ou um Quim Barreiros e só vê que quer porque já toda a gente sabe de que se trata! Já agora, eu sou portuguesa e acho os Malucos do Riso desinteressantes, mas gosto dos Gatos e da Britcom.
    Felicidades para ti e para o Mateus!

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    1. "Por isso, quem faz piadas em público deve observar a sensibilidade de quem lhe está a pagar... acho eu! Ou então, sujeita-se a ser insultado ou a ver as salas a esvaziar-se!"
      Mas quem vai a um espetáculo de stand-up de humor negro também tem de saber no que se está a meter, não é?
      Eu não gosto de heavy metal. Se me meter no meio de um concerto deste estilo e tiver de me embora porque me doem os ouvidos, a culpa é minha ou é da banda? Minha, claro.

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  31. A falta de capacidade de rir das coisas mais mórbidas faz-me confusão. Uma altura, quando houve há uns tempos um temporal no Algarve e foi tudo voado, o Nilton (a quem nem acho graça) disse que encontraram a Maddie num telhado. Eh páaaaaaaaaaa! Insultado por centenas de pessoas, até eliminou o post! Não percebi a reacção, a piada não teve particular graça mas não é ofensiva, não foi ele que raptou/matou a menina mas não pode dizer uma piada que é enxovalhado por centenas de pessoas...

    Por mim podem fazer humor com pretos, brancos, amarelos, gays, não gays, whatever, doentes ou não. Sou uma pessoa de bem com a vida e não me ofendo com essas coisas nem tenho porquê, e conheço gays, brancos, pretos, doentes e não.

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    1. Este exemplo do Nilton é ótimo para eu completar a minha posição sobre o assunto. Não estando a responder directamente à Conto de Fadas, mas aproveitando o seu exemplo, sejamos francos o que o Nilton disse sobre a Maddie até poderia ter imensa piada (e lá no fundo, no fundo, no fundo, no fundo até tem) se... ela não tivesse desaparecido nas circunstâncias em que foi. Porque admitindo que ela não foi morta pelos pais (embora quase 90% do país impute, aos progenitores, a culpa por essa situação) será que foi raptada por um pedófilo? Epá eu começo a pensar nessas coisas e a coisa perde logo toda a piada... Se os Maccann tivessem percebido a piada não creio que fossem apreciar muito. E se tivessem facebook também creio que não fossem partilhar a publicação do Nilton. Digo eu, que não sou mãe.

      Quando estes assuntos vêm à baila aparece logo meio mundo a dizer que tem muito sentido de humor, que se fosse com elas não iam levar a mal... mentira. é claro que iam ficar melindrados. Como diz a me, myself and I é tudo uma questão de bom gosto. E então querendo utilizar um humor mais negro é preciso muito cuidado. E saber utilizá-lo. Neste país quase ninguém o consegue fazer, porque acabam por cair no ordinário.


      Respondendo agora directamente ao teu post Pipoca:

      1.) sim, quem passa por coisas más (ex.: doença) pode e deve fazer piadas sobre elas, porque pode ser uma forma ou um escape possível. Porque aguentar "a seco" uma notícia dura não deve ser fácil.
      Agora numa versão mais light vamos imaginar que ficaste um cachalote com a gravidez. E vá até pretendes emagrecer depois de teres o teu filho nascer e vais fazendo umas piadas sobre isso. Afinal de contas o que é que podes fazer quanto a isso? Agora imaginas que encontras uma conhecida na rua que te diz que pareces um cachalote e faz piadas sobre isso? Pode ou não pode chegar a ser ofensivo? É um facto até podes estar gorda, mas há um mínimo de educação, porque há formas e formas de dizer as coisas.

      2.) Como em tudo na vida há sempre um certo decoro social e de educação. É mais ou menos aquilo que eu falei da Maddie. Era a mesma coisa que eu viesse fazer piadas sobre o Rui Pedro. Não se trata de ficar melindrada, trata-se de um assunto sensível e que não está esclarecido.

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  32. Concordo a 100% com o que foi dito. Humor é humor!

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  33. Sério que o humor não tem limites? Então porque é que desta vez "cascou" desta maneira na Maitê quando ela fez humor, à sua triste maneira,com os portugueses?
    http://apipocamaisdoce.sapo.pt/2009/10/maite-proenca-pede-desculpas-aos.html

    Joana Casimiro

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    1. Essa foi bem mandada loool é que nunca tinha lido esse post e acho que assenta que nem uma luva quanto ao tema em questão.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Exactamente Joana! É óbvio que tem limites.

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    4. Isso não foi só humor... se fosse gozar com os bigodes das nossas mulheres ou com as nossas tradições até era capaz de me rir (embora ache que eles estão muito aquém de conhecer a nossa cultura) mas o que essa "senhora" fez foi profanar monumentos nacionais e enxovalhar (e não brincar) o nosso povo... é um pouco diferente, embora compreenda onde quer chegar...

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    5. Ups! Isso não conta! Façam o que eu digo, não façam o que eu faço ;)

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    6. Eu não acho que o humor esteja limitado aos humoristas, mas também não acho que qualquer pessoa seja capaz de o fazer. A Maitê Proença, para além de ter um humor ao nível dos Malucos do Riso, mostrou uma profunda ignorância para com a nossa cultura e tradições. Foi só isso. Não acho que não se possa fazer piadas com os portugueses, muito pelo contrário. Temos muito material a ser explorado.

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    7. e a piada da desassossego além de ter sido de uma qualidade de humor bastante abaixo dos malucos do riso, demonstra também uma profunda ignorância para com a sensibilidade e de uma mãe de uma criança com deficiência. Os limites aqui tanto num caso,como no outro, são os do bom gosto, creio eu.

      Joana Casimiro

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  34. Concordo com parte do texto, com outra parte não.
    É muito diferente fazer uma piada geral sobre deficiência ou doença num espectáculo de stand up comedy ou fazê-la com uma pessoa em contreto, usado a deficiência de um filho para atingir a pessoa. No 1º contexto parece-me banal, no 2º de mau gosto e mesmo um bocado "baixo".

    Além disso não percebo é a indignação dos blogues que tomam posições públicas, veiculam as suas opiniões e fazem as suas piadas, assumidamente para os outros lerem e comentarem e depois, quando os comentários não lhe vêm de feição acham um ultraje que alguém possa ter opiniões diferentes...

    Sofia T

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  35. A senhora que fez a piada em questão veio depois argumentar que as pessoas não perceberam que a piada era dirigida à Bibá Pita... Sem ofensa, mas é preciso ter um bocadinho de falta ou de cabeça ou de sensibilidade:toda a gente percebeu que piada era para a Bibá pita,a desassossego é que parece que não percebeu que dirigir piadas a uma pessoa usando a deficiência de um filho é uma coisa um bocado baixa...

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  36. Stand up comedy vai vê-la quem quer, andar descansado e ter de levar com uma funaninha qq a fazer piadolas /ataques pessoais com base nos problemas dos filhos é bem diferente e é, no mínimo, foleiro e ofensivo.

    Catarina Magalhães

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    1. "Andar descansado??". Andar descansado como? Ia na rua e alguém lhe gritou uma piada ao ouvido?

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    2. é nesta parte que eu me rio porque disse uma graçola à malucos do riso?... a bibá pita não pagou bilhete para ouvir piadas da sua amiga.

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  37. Eu tenho uma filha com trissomia 21 e honestamente não tenho problema nenhum em ouvir uma piada sobre deficiência. Agora já teria problemas se "usassem" a minha filha para me atingir a mim. São sensibilidades e opiniões...

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  38. é diferente fazer piadas genéricas sobre uma doença/condição/acontecimento ou dirigi-las a uma pessoa em particular. Felizmente que o seu pai ficou bem, mas agora imagine que não ficado. Não seria por isso que não aceitaria uma piada sobre doenças, certamente, mas se calhar, já não lhe agradava que além fizesse uma piada como: é pá, esta ana garcia é um cancro, tem a quem sair.. ou outra estupidez qq do género. Particularizar as coisas, soa sempre a ofensa.

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  39. Bem...Pipoca, estava eu aqui a pensar neste artigo e queria sugerir uma pauta, que na minha opinião cai no tema hipocrisia.
    Pq a Pipoca não faz um artigo a falar sobre o porque dos portugueses estarem sempre, com o desgramado do 'peço desculpas', ou 'peço imensas desculpas' mesmo que a intenção não seja a de pedir desculpas.
    Outro dia fui ao café, pedí: Um café CURTO se faz favor.
    A rapariga pela milionésima vez me deu um café cheio e pela milionésima vez disse:
    Peço desculpas, se ficou mto cheio.
    Raisparta....Phonix.
    Cinismo!!!!!!!!!!!!!!!!


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  40. Acho ridículo as pessoas criticarem e sentirem-se ofendidas. Até porque, em primeiro ligar, quando vão para um espectáculo de humor, sabem para o que vão. Nao gostam, porta é serventia da casa e em segundo, quem se sente ofendida, quase nunca passou por esse tipo de situações, criticam porque sim, porque são do contra e têm de pegar em alguma coisa. Porque são cinzentas. A minha irmã é uma adolescente e tem cancro. É a primeira pessoa a gozar com a situação, e põe tudo a fazer piadas sobre o assunto. Conheço negros que são os primeiros a fazer a clássica piada do "é por eu ser preto?" Muitos exemplos que provam que lá está, quem passa por essas mesmas situações são quem mais giza com o assunto. Até porque é uma das poucas maneiras de tornar a coisa mais fácil. Piada é piada e como tal, é sempre bem vinda. Desde que seja inteligente pode e deve-ser fazer humor sobre TODOS os assuntos.
    As vezes tenho a sensação que as pessoas escondem o medo e a ignorância que têm sobre esses assuntos através da sensação falsa de ofensa.
    Joana

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  41. Acho que depende muito da situação. Fazer piadas QUEM TEM JEITO é bom e uma pessoa ri-se saudavelmente. Até de nós próprios, como eu tantas vezes faço.
    Agora gozar, achincalhar, melindrar ( eu sei que não te referias a estes mas pronto ) é doloroso de se ouvir, não gosto e até sinto uma espécie de vergonha alheia pela pessoa que o faz. Acho isso do piorio.
    Fazer humor não deixa de ser um acto provocatório mas quem o recebe por vezes não tem o poder de encaixe para perceber que aquilo é isso mesmo, humor e nada mais (SE O FOR). Comparo o fazer humor um pouco a quando criticamos os nossos filhos maridos etc , nós podemos mas a vizinha do lado NÃO!

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  42. Concordo com a Sofia T e com a Catarina Magalhães: para um espectáculo de stand up não acho que haja grandes limites (quem não gosta sai e de bico calado), para coisas pessoais e dirigidas, acho que já deve haver limites.

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  43. Pipoca, olha eu partilhei este teu texto no meu facebook, mas disse de onde o tinha tirado ;) adorei o texto, mesmo ao meu gosto

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  44. Ora bem, uma salva de palmas! Nem mais, Pipoca! De tudo o que foi a escrito, concordo a 200%. "ADORAM indignar-se", mas meeeeeeeeeeeeeesssmoooo, é como a curiosidade mórbida de ver os acidentes e criar trânsito, adoram uma boa desgraça! Adoram ser vítimas, não se aguenta! :)

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  45. Eu não tenho um riso fácil, excepto se beber um copito :).stop.
    Gosto de humor e não gosto de parvoíces.stop.
    Não gosto de piada fácil tipo malucos do riso.stop.
    Acho que é moda dizer que se acha graça a tudo (é giro e fica sempre bem).stop. Bjs. Maria_S

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  46. Sempre fui adepta do pensar duas vezes antes de falar.

    Ao longo dos tempos perdemos, enquanto povo, empatia para com os nossos vizinhos, conhecidos ou pessoas que passam na rua. E o reflexo disso são os comentários sobre este post. Temos liberdade para rir sobre uma pessoa que coxeia porque sim. Porque nos apetece naquele preciso momento exprimir a nossa liberdade! Sim somos livres! Viva!

    Ora a liberdade toma a forma de uma linha muito ténue e que poucos têm a sabedoria de usar correctamente. Claro que, todos temos o direito de falar e fazer piadas sobre isto e aquilo. Contudo, temos o dever, e aqui já a porca torce o rabo porque como é dever já ninguém quer saber, de ter empatia para com os outros. Entender que nem sempre devemos dizer esta ou aquela piada sobre pretos e gays. Poder? Sim, podemos fazer a piadinha. Mas não devemos.

    E de facto tem toda a razão quando diz que à porta fechada todos dizem tudo e publicamente já não o dizem. Sim, isso é verdade. Publicamente significa que qualquer pessoa terá acesso, inclusive pretos, gays e doentes que irão sentir-se escorraçados e desrespeitados por mais que a intenção tenha sido muito boa.

    E não me diga que nunca fizeram piadas sobre si. Certamente fizeram e desejava que não o tivessem feito. Faz parte da nossa aprendizagem e temos o direito de não gostar, contudo são coisas que acontecem e com a qual aprendemos a viver.

    Cada caso é um caso e por isso o melhor remédio seja, talvez, colocarmos a nossa pessoa no lugar do outro... antes de falar e dizer piadas.

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  47. Eu quando não acho piada não rio. Ponto. E depois, continuo a minha vida.

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  48. Não acho este post particularmente brilhante.

    1 - Tu própria já achaste, em algumas situações, que as piadas eram de "mau gosto" (como alguém aqui já mencionou, por exemplo, da Maitê). Foi completamente inocente e eu confesso que não levei nada a mal - poderia argumentar que não tens sentido de humor por teres ficado ofendida? Acho que não.

    2 - Gostaria mais deste texto se não viesse em defesa pronta de uma grande amiga tua, sejas sincera ou não no que escreves. É demasiado parcial.

    3 - Sentido de humor, é como tudo, há quem tenha mais e menos. Eu própria me rio com humor negro, e adoro. Mas reconheço que em algumas situações temos de estar preparados para ferir os sentimentos de alguém. Chamar a Bibá Pitta (que por sinal é excelente pessoa) de deficiente através de uma miúda, bom, é de mau gosto, ache-se piada ou não. Assim como piadas sobre uma pequenina que pode ter sido violada ou torturada com 6 anos de idade.

    Certamente não irias gostar, se o teu Mateus tiver orelhas grandes, que alguém o chamasse Dumbo e toda a gente se risse - é mau gosto, pronto.

    Concordo contigo em como se faz tempestades em copos de água. Mas eu sim, tenho os meus limites. Todos temos, toca-nos é de forma diferente.

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    1. Eu já tinha pensado várias vezes neste tema e teria escrito sobre ele de qualquer maneira. Não tem nada a ver com o facto de envolver ou não uma amiga. Foi só mais um pretexto (entre tantos outros).

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    2. Claro que tem a ver, tu não és um robô. Acredito que pensasses da mesma maneira anyway, mas este post vem por causa dela.

      Eu acho imensa graça à Leididi, àquele jeito bruto que se nota perfeitamente que não é de pessoa bruta. Já me ri "n" vezes de cenas que ela escreve. De certeza que não anda por aí a bater em velhinhos ou molestar criancinhas, tem coração como toda a gente, está lá aos olhos de quem quiser ver.

      Mas se a tua questão fundamental é se há limites para o humor, essa resposta é mais que óbvia, CLARO QUE HÁ. São é diferentes para toda a gente.

      E esses limites devem ser respeitados, ponto final. Se a Bibá Pitta viesse a público dizer que estava indignada e enxovalhar a Leididi, estaria dentro do direito dela. Não a torna uma pessoa sem sentido de humor. E teria, evidentemente, toda uma secção de pessoas a acompanhá-la.

      E a reacção em cadeia destas pessoas a querer sangue é de lamentar, mas não de estranhar. É o mesmo tipo de ânsia que faz com que as tuas leitoras anseiem pelos comentários mordazes que fazes e lhes façam 50 mil likes em 12h. As pessoas adoram atacar, é preciso é que alguém tome a iniciativa.

      Se calhar não vais gostar da comparação, mas as coisas são mesmo assim. Na MINHA opinião, o comentário da Leididi fere susceptibilidades (não a minha, apesar de não ter achado graça); quem faz uma piada destas habilita-se. E das duas uma: ou se pede desculpa, se achar que foi demais, ou se encolhe os ombros e se ignora, se achar a reacção exagerada.

      Agora a postura defensiva e o eterno argumento "as pessoas são todas estúpidas e incultas e têm falta de sentido de humor!" são totalmente pobrezinhos em razão e em carácter.

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    3. 'Agora a postura defensiva e o eterno argumento "as pessoas são todas estúpidas e incultas e têm falta de sentido de humor!" são totalmente pobrezinhos em razão e em carácter.'


      No ponto!

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  49. Num almoço de familia, eu, sem conseguir conter as lágrimas, comento que já tenho o atestado de deficiencia da minha filha; um dos meus irmãos pergunta "e então? tens um cartão de estacionamento?", silencio, primeiro a minha gargalhada, depois a dos outros... cada vez que tenho de atestar a deficiencia da miuda, é essa gargalhada que aparece, não a lágrima. Não, não há limites, há às vezes sensibilidades diferentes (e depois tb há muita falsa de senso...)

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  50. Subscrevo exactamente a tua opinião Ana. Portugal só por si é um país não muito dado a gargalhadas. Piora quando essas são geradas por piadas que "passam dos limites" (sem que se saiba quem é que os estabeleceu).
    beijinhos

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  51. Maria Gabriela Costa02 junho, 2013 20:41

    Depende das piadas... A minha melhor amiga teve uma menina sexta (:P) e nunca se deixou afetar por piadas de grávidas porque é uma estado de graça... Mesmo que um humorista dissesse que lhe apetecia dar pontapés na barriga, acho que não fere ninguém porque já sabermos que é uma forma de falar...

    Agora p.ex. humor que toque o cancro, nunca me faria revoltar contra o humorista, mas seria pessoa para sair da porta fora dependendo as piadas! Felizmente o teu pai está vivo e fico muito feliz quando ouço "sobreviveu a um cancro", mas a minha sogra morreu de um, após uma luta de 6 anos, com o último mês de imenso sofrimento, quem já perdeu alguém para um cancro sabe que o que mais doí, às vezes nem é a falta da pessoa amada, mas a lembrança do imenso sofrimento que passou (lágrima no olho agora). Esse último mês fomos para a casa dos pais dele, ela vomitava tudo que comia ao fim do dia, no IPO não conseguiam fazer nada, internaram-na mas mandaram-na para casa morrer basicamente! Quando foi para casa (últimos 15 dias) já só era alimentada a soro, vomitava quase sempre, chegando a vomitar fezes, houve um dia que desmaiou, o médico foi vê-la, saiu de casa a chorar, que ela podia não passar desse dia, não lhe conseguiu medir a tensão, não apanhava os batimentos... Mas ela aguentou mais uns dias na cama, de olhos fechados, só gemendo e abrindo a boca para beber pela palhinha água, quando lhe tentávamos dar bebidas líquidas, preparados proteínicos da farmácia, ela mal sentia o gosto deitava fora, ela sofreu muito e nós também a vê-la naquele estado! Custa-nos falar de cancro e ainda é cedo de mais para conseguir ouvir uma piada sobre algo que tirou a vida de alguém que amamos, de uma forma com tanta dose de sofrimento! Mas sim, não critico os humoristas, só não sou obrigada a ouvir...

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  52. Olá, Ana. Apesar do seu blog não ser já para a minha faixa etária, de vez em quando venho espreitar para saber o que a minha filha adolescente lê... e confesso que quase sempre gosto :) É espirituosa, tem sentido de humor, bem formada e aborda temas interessantes. Por isso, confesso que fiquei um pouco triste com parte do que li neste seu post. Pelo facto de ter vários conhecidos ligados à área social, nomeadamente, associações de portadores de deficiência, apercebi-me da situação que relata em relação piada sobre a bibá pita e a trissomia 21. Acho que a maior parte das reacções ao dito post no facebook foram exageradas e muito ofensivas - pelo que não concordo com elas - também não posso deixar de achar que a piada da blogger foi de péssimo tom e de pessoa mal formada. Eu sei que este blog é um espaço seu, que tem direito a nele dar as suas opiniões sem estar a pensar a quem agradam ou desagradam. Mas como leitora e, sobretudo como mãe de uma leitora adolescente, fico um pouco preocupada com a postura que transmite. Acredito que quem tem alguma visibilidade também pode e deve usá-la para dar um bom exemplo a quem está a ler e, honestamente, neste caso, ao "defender" uma pessoa que achincalha outra por via da deficiência de um filho, acho que o exemplo que deu não é bom. É a minha opinião, que vale o que vale, mas que quis partilhar consigo. Um abraço e votos de felicidades, Madalena Ramiro.

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  53. Eu acho que quando toca a nós próprios ou aos nossos, na maior parte dos casos, os limites são os do contexto.
    Qualquer um de nós, tenha mais ou menos sentido de humor, mais ou menos capacidade para gozar consigo próprio, aceita de maneira completamente diferente uma piada em tom de gozo, dependendo da pessoa de quem ela vem e dependendo do objectivo da pessoa ao dizê-la. É diferente se é um amigo nosso a gozar connosco ou se é alguém que mal conhecemos. Da mesma forma que é muuuuito diferente o intuito da piada ser brincar ou ou ofender...
    Teresa

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  54. Bom, pelo que leio, isto claramente tornou-se numa "briga" sobre se se pode ou não brincar com a trissomia 21 ou a deficiência, em geral. Eu acho que a resposta a essa pergunta é: sim, pode.

    Agora, quanto à situação concreta que relata, acho que a resposta, para mim, até está no próprio texto: "As piadas são genéricas, não são ataques pessoais e dirigidos." Quando são é que é pior e foi o caso... :S

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    1. Não me tinha ainda apercebido dessa nova "polémica virtual" em relação à Bibá Pita.
      Realmente concordo com o que diz que acho que neste caso pareceu mais um ataque pessoal do que uma piada... até porque... eu acho que realmente a menina é muito parecida com a mãe!!! Quando a autora da piada se justificou devia ter ido por este caminho... contrariando as alegações de preconceito... A justificação que deu pareceu-me realmente de baixo nível!
      E eu até sou pessoa para constantemente defender bloggers e outros que tais mesmo não concordando com o que dizem porque cada vez mais parece que não se pode dizer nada em público... voltámos à PIDE mas para pior...

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  55. Eu confesso que não sou muito simpatizante da Bibá Pita, são estilos... Mas dou-lhe mérito por sempre ter usado a exposição pública que tem para fazer chegar às pessoas a uma certa desmistificação da deficiência... Acho que se queriam criticar ou fazer piadas com a Bibá Pita podiam ter pegado em mil e uma outras coisas, mais interessantes. E tê-lo-iam feito com mais dignidade, mais classe e sem borrar a pintura, como foi o caso. Paciência, todos temos momentos infelizes.

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  56. Gozar com deficiente tem imensa graça, mas gozar com gays (Cláudio ramos ) aí já há limites! Também não acho piada às piadas fáceis sobre os gays, mas até acho menos ofensivo que gozar com alguém doente. Porque ser gay não é doença.

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  57. Sobre este post, apraz-me dizer... :)
    1- É óbvio que dizer piadas no círculo de amigos e família é uma coisa, dizê-las em público é outra. Não vejo onde está a hipocrisia ou o falso moralismo. É óbvio que há coisas que nos permitimos fazer ou dizer com os nossos e (felizmente) não com desconhecidos ou em público.
    2- o exemplo da trissomia que dá está longe de se enquadrar num exemplo de uma piada. É um ataque pessoal de muito mau gosto.
    3- todos somos passíveis de ficar desagradados com certas piadas, seja pelo contexto, pelo mau gosto, pelo que for... até a ana, como além já referiu lá para cima, exemplificando com um post.
    4-a parte do bate boca com o humorista, acho descabida - e creio que assim achará qq pessoa com 2 dedos de testa

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  58. há largos anos atrás, num concurso televisivo, um grupo de participantes fez uma pequena dramatização à volta do tema Sida, em que o vírus era humanizado, tomando voz e opinando. era uma peça com muito humor mas o grupo foi desclassificado porque abordava um tema muito melindroso. durante o pedido de desculpas dos membros do grupo, estes explicaram que a peça tinha sido escrita por um amigo dos concorrentes, ele mesmo portador de sida. há um cuidado extremo em ser-se politicamente corretos quando provavelmente não se ofenderia os "atacados", caso se rissem da piada.
    Marlene

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  59. É claro que há limites ...pode-se fazer humor de tudo se bem feito e inteligente ...estes dois marcos sao os limites !!! pode-se abordar o tema mais delicado se se souber lidar com ele na perspectiva correcta !!!! Agora há humor em que o problema nao é o assunto, mas a mediocridade do humorista !!!

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  60. Ainda lembro-me quando o Hermam José, penso que já tem uns 15 anos ou mais, "brincou", "fez piada", com a ceia de Jesus Cristo. Caiu o Carmo e a Trindade. Achei um piadão, pois tanto moralismo e depois vê-se tanta gente sem moral nenhuma em tanto lugar. O meu pai teve cancro e morreu. Sofreu também que se fartou. Fartou-se tanto que se suicidou. Atirou-se do 7º andar do Hospital. Quando era pequena sofri abusos sexuais até aos 11 anos. Se sofri e sofro? Sim. Mas riu-me com anedotas sobre pedofilia, sobre pretos e sobre doenças. E isso não quer dizer que sou a favor da pedifilia ou mesmo pedofila, não sou racista e o meu melhot amigo é gay. Somos todos uns hipocritas. porque sempre achamos que somos uns desgraçadinhos e defensores dos oprimidos.

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  61. Concordo plenamente consigo!
    Texto brilhante :)

    Joana -(Extensões de cabelo)
    Visite:
    http://joana-extensoescabelo.blogspot.com.es/

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  62. Eu acho que há limites.
    Dou o exemplo da Sarah Silverman numa entrega de prémios qqr. Gozou à descarada com a Paris Hilton, as piadas eram brutais e fabulosas. O "problema"? A Paris Hilton estar na plateia. Aquilo não foi humor, aquilo foi humilhação total e a pobre rapariga a ter que engolir em seco (olha a piadola fácil hehe) com as camaras a mostrar a sua reacção a cada bicada.

    Ali achei que tinha sido ultrapassado o limite.

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  63. Acho que não deve haver limites, mas concordo com o que dizes Ana quando dizes que os portugueses são muito sensíveis em certas temáticas. Acho que o humor é para ser feito sem ter limites, e nunca me veria a sair da sala por causa desse tipo de humor. E eu já tive a minha mãe a passar duas vezes pela situação de cancro da mama e graças a deus hoje está tudo bem. Aliás agora desde que estou desempregada, preciso mesmo é de alguém que continue a ter sentido de humor para me alegrar nos dias menos bons. Bjs

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  64. Na minha opinião, o facebook tranforma qualquer coisa banal que se poste num isco para atrasados mentais, com dimensões a roçar a catástrofe. É bem capaz de eu colocar agora algo simples como: "Que bom calor, vou para a praia à tarde" e 1001 almas indignadas escreverem: "que abuso, que insensibilidade e as pessoas de bragança que não têm praia"
    Quanto ao humor/stand up e outros, a minha opinião é que muitos desses humoristas são apenas figuras pretensiosamente engraçadas que acham que ao pegar em determinado tema tabu e dar-lhe ali umas reviravoltas estão a fazer humor. Não estão. Até porque há muitos humoristas de trazer por casa neste país, e possivelmente esse artista que foi ver só estava a ser estúpido. Obviamente que o poder de encaixe das pessoas é o que é; e nem todos temos de achar graça às mesmas coisas. Mas fazer bom humor neste país conheço poucos, e bom humor negro praticamente nenhuns, mas se calhar sou só eu...

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  65. O humor tem a ver com a inteligência. E nem todos os que dizem piadas são inteligentes. E este é o limite. A mim ofende-me a estupidez, sei lá, dos malucos do riso. Não acho graça ao Camilo porque considero esse "humor" básico, idiota. Normalmente os idiotas não estão a fazer humor, estão só a ofender, tipo o repetente gordo da turma que goza com a menina mais nova cuja mãe acaba de morrer, só para se sentir maus poderoso. E sim, ofendem-me muitas piadolas machistas que, escudando-se num suposto humor, visam achincalhar as gajas, pondo-nos ao nível da vaca fodível e que nao acrescentam nada.
    Infelizmente nem todos os que se consideram humoristas são os Monty Python, nem estão ao nível intelectual do Family Guy, isto sim uma serie com um sentido de humor brutalmente iconoclasta, inteligente e que não respeita nada. E que adoro. E não ofende.

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  66. Conheço a pessoa em questão e subscrevo a tua análise. Nunca vi ninguém com "eles" no sítio para fazer o tipo de humor. Mais: como já disse ao próprio, com o devido enquadramento e o devido apoio, ele pode vir a ser uma pedrada no charco do humor em Portugal.

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  67. Li alguns comentários e verifiquei que muitos têm "limites".
    "O comediante estava a ter piada até ter dito aquilo, aí acho que passou os limites", vejo vocês escreverem. Certo, "acho" dizem muito bem, são opiniões. Mas com certeza se apercebem que todos têm um "limite" diferente, uns mais à frente, outros mais atrás. Sendo assim, qual é, afinal, o "limite"?
    Até onde se pode ir?
    Se depende de pessoa para pessoa, então apercebem-se que é um conceito de tal forma subjectivo que não faz sentido discuti-lo. É estúpido. Tudo se reduz a uma opinião pessoal.
    Eis a minha opinião: com o devido exagero, pode-se brincar com tudo. TUDO. No limite, até se pode brincar com o Benfica.

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  68. suponho que o limite para as piadas seja o benfica, então.

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  69. Isto é mais ou menos como as mini-saias e umas pernas jeitosas; gostamos muito de apreciar desde q não seja a nossa namorada, irmã, mãe a usar... Acho q no fundo tem a ver com o facto de vivermos em democracia há pouco tempo, com décadas de repressão e de uma vida social a preto e branco. Com os anos isto há-de chegar lá...
    O meu ex namorado tb morreu num acidente de carro portanto não sou fã de piadas rodoviárias mas nunca me irei insurgir contra quem as faz. Até porque para mim é impensável desejar a alguém que " passe por isso p saber cm é"...

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    1. 'gostamos muito de apreciar desde q não seja a nossa namorada, irmã, mãe a usar...' Oi?

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  70. Como em tudo na vida, existem limites para uma sã convivência em sociedade. O problema está na maioria das vezes, em não se saber onde está a fronteira.

    Pessoalmente acho sempre muito desagradável fazer humor atingindo, causando sofrimento a outrem. A Vida pode e deve ser mais do que isso.

    Tive uma pessoa na minha vida que sempre me dizia " O segredo da Vida está na Alegria e Dedicação que damos uns aos outros."

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  71. Claro que quando nos toca, não achamos piada nenhuma. Mas, ao contrário do que me parece ser a opinião geral por aqui, acho que há limites nas piadas que se fazem. Principalmente pela forma que se fazem. Há uma coisa chamada bullying que agora anda muito na boca do mundo, e muito dele é verbal e feito com piadas destrutivas. Acho que o limite é mesmo esse, as piadas são supostamente para fazer rir, não magoar alguém. Por isso sim, temos que ter cuidado com a sensibilidade dos outros porque como alguém disse um dia, "muito cuidado com o cristal de que os outros são feitos. Os outros sim, que nós somos de aço. Excepto, claro, quando choramos".

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  72. Chama-se a isso senso comum. Fazer piadas é (e tem de ser diferente) de humilhação, pública ou não. O problema é que é tudo colocado no mesmo saco. Na minha opinião só faz humor humilhante quem não consegue fazer humor inteligente. Toda a gente se ri quando gozamos com a gorda balofa, caixa de óculos. E é tão fácil fazer esta piada. Agora, fazer associação de ideias de um tema que, por si só é neutro (e não acarreta qualquer "carga"), de forma a que toda a gente perceba, isso já é outra coisa. É um pouco triste falarmos nisto num contexto de considerar que as pessoas são "quadradas" e não têm sentido de humor apurado. Apesar de adorar rir e de o fazer com bastante frequência, não é todo o tipo de piada que me arranca uma gargalhada. E honestamente, não só não acho "piada" a graçolas fáceis (tipo, gozo com trissomia 21), como sinto uma certa pena de quem as diz. Caramba, é só isto que consegue?

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  73. Acho sempre piada a esta tendência tão portuguesa de exagerar tudo o que seja relativo à nossa suposta falta de virtudes como povo. Epá que não temos humor nenhum, mas vão lá para os EUA fazer piadas sobre as torres gémeas e vão ver que ainda levam porrada, ou sobre o atentado de Boston, já agora.
    E já toda a gente se esqueceu dos jornalistas australianos que fizeram aquela graçola com a enfermeira do Reino Unido, do posterior suicídio da senhora e da polémica e indignação que o caso provocou.
    A verdade é que quando as coisas nos tocam de perto, as pessoas magoam-se e indignam-se, quem não o faz não tem sangue nas veias. Por isso embora não concorde com este post, ele faz tanto sentido em Portugal como em qualquer país do mundo.

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  74. Eu acho que há uma enorme diferença entre a opinião que defende que se pode gozar com tudo e a forma como se encara uma piada.

    Eu, por exemplo, acho que se pode gozar com tudo, tendo em consideração que o conceito de 'limite' é, simplesmente, subjectivo. Acho muito mais perigoso existirem limites que são incompatíveis com a total liberdade de expressão (que defendo sem qualquer excepção).

    No entanto, não gosto de certas piadas que, devido eu meu percurso pessoal, me fazem sentir incomodada. E eu sou pessoa para gozar com tudo o que me acontece! Como é óbvio não critico quem faz certas piadas só porque me afectam de forma negativa mas acho muito simplista, tipo comportamento de carneiro, apelidar pessoas "que não se riem de tudo" de pessoas cinzentas. Acho infantil não entender que certas pessoas não lidam com certas coisas da mesma forma, ou que estão em alturas diferentes da vida que as podem sujeitar a estar mais sensíveis a tópicos específicos. Afinal, agora há algum limite para se expressar um comportamento relativo a algo negativo? Para se ser uma pessoa melhor, na tua opinião, tem de se rir com tudo? Não se pode chorar? Afinal quem é que está a ditar limites aqui?

    Hoje em dia está muito em voga este conceito de 'open minded/ vale tudo' quase sempre usado para confirmar que x pessoa é melhor do que y pessoa. Ume cena que, francamente, é elevada ao estatuto de carneirada onde muita gente cai no erro de dizer que sim só porque é moda.

    Claro que é óptimo ser-se mente aberta, com vontade de explorar, dar sempre o benefício da dúvida e tentar, ter uma 'thick skin'. Mas ser-se mente aberta passa também por se conhecer a si mesmo e, mais importante, respeitar o conhecimento que os outros têm de si mesmos, 'sejam estas pessoas do tipo 'vale tudo' ou não.

    O querer-se forçar alguém a ser 'falso moralista', 'careta' ou coisa do género, só porque certa pessoa não acha piada a certa coisa e expressa a devida opinião é de um extremismo estúpido e injusto.

    Uma coisa seria um post a criticar as pessoas que vão a estes stand up shows e criticam (concordo que se acham que não vão achar graça a tudo, ou não vão ou se calam) e outra bem diferente é apelidar o povo português de falso moralista só porque não encaixa na tua ideia do que é ser cool neste momento.

    Acho infinitamente mais triste esta atitude que se continua a ter de que os portugueses são piores do que os outros. Não que interesse quantas culturas por aí fora conseguem lidar melhor com este tipo de humor (contam-se pelos dedos de uma mão), mas esta atitude de 'somos tão parvinhos e subdessenvolvidos culturalmente' é repugnante.

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  75. Olá Boa tarde,
    Dado que eu sou umas das visadas, e uma das Perpétuas (chamem-me o que quiserem .eheheh), e com a duvida se isso me será permitido, pois tudo o que escrevi, seja bom ou mau, foi sempre apagado, bem como de todas as pessoas que educadamente comentaram o assunto em questão, tentarei esclarecer algumas coisinhas, se de facto essa liberdade me for finalmente atribuída.
    Primeiro, queria mencionar na integra, e citando, o que na tal página do facebook foi escrito: “Não deixa de ser assustador como a filha de Bibá Pita (ou é com dois T's?) com trissomia é a mais parecida com a mãe”. Sobre a frase em si, nada a dizer sobre a nomeação da Trissomia, nem das eventuais parecenças normais e saudáveis entre mãe e filha, como é óbvio. O negativismo da afirmação está na pequena palavra “assustador” e o que implicitamente isso quer dizer. Querendo ofender ou brincar com a mãe, utiliza-se de forma preconceituosa o termo comparativo, que é um ser humano que nasceu inocentemente portador de Trissomia 21.
    Logicamente e com liberdade, as pessoas que consideraram a frase menos infeliz, comentaram e viram-se desrespeitadas no seu direito de liberdade quando lhes foram apagadas alguns comentários educados, para ainda lerem o seguinte, e citado na integra: “Tu queres ver que não se pode brincar com "crianças diferentes"? Olha que raio agora hein? “. Esta frase em si, e todo o desenrolar é que fomentaram o que aconteceu na tal página. O que aconteceu foi um desenrolar de apagadelas e ainda um gozo pleno em mandar mães comerem chocolatinhos para se animarem.
    Ainda foi enviado, á proprietária da dita página, a seguinte mensagem, escrita por uma amiga minha, e penso que ela não se aborrecerá que eu a transcreva: “Peço desculpa por incomodar neste espaço que é seu, mas julgo que consegue entender os sentimentos (apesar de não os viver), que suscitou em muitas mães cuja vida não é simplesmente humor. Percebo que não lhe agrade, que no seu mural subsistam comentários que de certa forma lhe fragilizam a imagem, mas quem se permite a faze-los, devia ter "tamanho" suficiente para os saber receber, da mesma forma que se permite a faze-los. Sei que de novo vai apagar, e eu provavelmente não voltarei a coloca-lo e quero ver se me esqueço de si, que no fundo é apenas mais uma pessoa que mesmo sem intenção, não nos ajuda neste caminho difícil. E ajudar poderia ser não brincar com coisas que para alguns são sérias e duras. Quem sabe um dia, quando as mentalidades da sociedade em que nos movemos com os nossos filhos, os aceitarem verdadeiramente, nós também consigamos brincar consigo sobre isso... por agora, num mundo onde praticamente todos nos fecham as portas, discriminam, e nos empurram para fora de tudo, não CONSEGUIMOS BRINCAR!
    Ainda lhe lanço o desafio de mostrar-se solidaria connosco... nem que seja por breves momentos postando por exemplo, que nos respeita e que não o fez para nos ferir... Que foi apenas um momento infeliz que procurará não repetir, em vez de ainda usar de sarcasmo inútil sugerindo-nos comer chocolate para nos animarmos...”

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  76. Como devem calcular, não foi a primeira piadinha (diria eu de gosto duvidoso) que suscitou tanta polémica.
    A polémica foi suscitada, pela arrogância que tem algumas pessoas que por terem os meios e saberem dizer umas coisas, usurparem o que aconteceu amordaçando as pessoas, faltando-lhes ao respeito, gozando com as suas vivencias, e ainda contarem a história como se tivesse sido de pura inocência, enganando quem os lê.
    Eu fui assumidamente uma das que, dado à consequente falta de respeito, me achei no direito de entrar na piada, afinal isto do sentido de humor é sempre muito discutível, tenho pena de não ter feito o tal dito terrorismo poético…..mas enfim....pena apenas!
    Agora quanto a si, tenho a lhe dizer que sou a mencionada por si Sandra Joaquim, mãe de uma criança com Perturbação do Espectro do Autismo, que nos tempos livres que tenho faço o que me apetece, e uma das coisas é ajudar pais cujos filhos foram recentemente diagnosticados quando precisam de ajuda, se algum dia precisar da minha ajuda, não hesite!
    Uma das coisas que também faço nos meus tempos livres é lutar para uma maior inclusão de TODOS, além de ser mãe de uma criança fantástica de 7 anos que tenho um enorme orgulho que possam dizer que ele é parecida comigo, sou ainda uma óptima profissional na minha área, e ainda sei fazer outras coisitas. Mas garanto-lhe que não é de certeza ir á missa ou pregar sermões, mas hoje lá calhou. E definitivamente não leio revistas cor-de-rosa nem vejo telenovelas, pois tenho mesmo mais que fazer
    Saúde para todos,

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  77. Como já aqui alguém disse em cima acho que todo o "problema" do post foi o adjetivo "assustador". Qualquer que seja a sensibilidade das pessoas ou a leitura que se queira dar ao post, a verdade é que nesse post, a pessoa disse que ter aspeto de quem tem Trissomia 21 é assustador. E isso, a meu ver, não está relacionado com humor ou piada e sim com delicadeza e/ou educação. Não me sinto uma pessoa mais ou menos sombria por achar que o post foi indelicado.

    Agora, se é motivo para vir a cavalaria cair-lhe em cima? Não, nem sequer é motivo para pessoas como eu, que não se sentiram ofendidas mas também não acharam grande piada, a deixarem de ler. Mas como também já referiram em cima, quem faz um post desses não pode estar à espera de comentários só do género "tens tanta piada, és a maior". Se a Leididi achou piada ao que escreveu, se não vê mal nenhum e se acha que para fazer piadas com pessoas portadoras de deficiência é preciso ter tomates, então também é preciso tê-los para receber as reações, sejam elas quais forem.

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  78. Por acaso já ouvi o Rui Sinel de Cordes a gozar contigo, ainda bem que pensas assim, é saudável, concordo.

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  79. Eu tenho uma filha deficiente, mas se o assunto é para rir e levar para o humor, sou a primeira a rir. Adoro a minha filha mas sei separar as águas. Que chato, as pessoas que se ofendem com tudo, creeeedo!!!

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  80. Deus queira - mas mesmo, não é de todo uma praga disfarçada e antes um desejo sincero! - que nenhuma das duas grávidas defensoras do humor sem limites, venha a ter de perceber de sua própria experiência o quão difícil é gerir piadas de estranhos sobre a deficiências dos filhos. E tomara que, se acaso vos calhar esse desafio de vida em sorte, não vos acusem de falta de humor e vos mandem comer chocolates...

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  81. Sim, há limites, claro que há ... e estes deveriam coincidir com os limites dos outros, se é que me faço entender. Os limites por si só não deveriam ser encarados como censura (o que é se pode dizer ou não) mas sim como guias (como posso fazer verdadeiro e tão apreciado humor) ... sendo eu totalmente fã do riso fácil e descontraído, cada vez mais me convenço que os humoristas que ultrapassam estes "limites" é porque infelizmente não sabem fazer muito melhor do que um humor triste e pobre ...

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Teorias absolutamente espectaculares

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