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domingo, julho 22, 2007
Pipoca roda a baiana

Cenário: Marginal ao fim da tarde. Pipoca a voltar da praia, ao volante do seu bólide, a rogar pragas ao trânsito infernal em pára-arranca.
Situação: ao lado da Pipoca, um carro com quatro gajos foi o tempo todo a lançar boquinhas. Pipoca a enfurecer-se e a rezar aos santinhos para não ter um ataque de nervos. O assédio de quinta categoria continou e a Pipoca reparou que era sempre o mesmo gajo a armar-se em parvo e os outros a rirem-se. O típico caso de gajo que só se arma em espertinho porque está acompanhado pelo clã. Pipoca começa a hiperventilar, até que os carros páram lado a lado. E perante a insistência e a parvoíce vi-me obrigada a descer do salto e a rodar a baiana. Disse ao jovem idiota que só era capaz daquelas brilhantes tiradas porque estava acompanhado, caso contrário estaria sugadito e em silêncio, com o rabinho entre as pernas. "Ah, e tal, estamos na reinação", disse o jovem, que não só era muitíssimo giro como tinha uma inteligência ao mesmo nível. Pipoca insiste na tese de que se ele estivesse sozinho não faria nada, e estava já pronta a dar a conversinha por encerrada quando ouve um "tens a certeza?". Pipoca volta a parar o carro e, arriscando-se a levar um sopapo, diz "não, não tenho a certeza... mas se a tua pila for do tamanho do teu cérebro....". E arranca rapidamente, enquanto pensa "ora está muito bem, agora vou ser perseguida e violada por quatro marmanjos descerebrados, não sem antes ser espancada até ao coma". Felizmente, o trânsito começou a andar e eu pude passar para a frente deles e desaparecer estrada fora.
Resta-me a esperança que aquele gajo seja gozado pelos amiguinhos nos próximos cinco a dez anos. Bando de bananas.

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