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quinta-feira, fevereiro 01, 2007
And so it is

Entre outras resoluções brilhantes que (não) fiz para 2007, a mais importante foi decidir cortar com algumas pessoas que, de uma maneira ou de outra, não corresponderam às minhas expectativas, me defraudaram nos sentimentos e amizades, falharam no momento em que eram mais precisas. Não foi uma decisão projectada, apenas foi acontecendo. Tem sido um processo pacífico. O que é diferente de fácil. Deixei de ter paciência para cobranças, para discussões rotundas sobre quem falhou no quê, para argumentações descabidas, para processos inquisitivos e consequentes vinganças. Simplesmente, desligo. Alguém partilhou comigo uma frase que transformei numa máxima. “As pessoas também são aquilo que deixam que os outros façam delas”. E eu percebi que não gostava daquilo que algumas pessoas faziam de mim. Ou do que eu fazia por elas. Para elas. Quando deixamos de ser nós para nos transformarmos em algo pior, que nos corrói, é hora de perceber que, se calhar, não vale a pena investir tempo. Muito menos sentimentos. Se pensamos que começa a ser demais, então é porque é mesmo. Não quero passar a vida à espera que alguém goste igualmente de mim. Que alguém seja igualmente bom amigo. Que alguém saiba, igualmente, dar-me uma e outra hipótese de cada vez que erro. A lista vai ficando mais reduzida, claro que sim. Mas, no final da filtragem, sei que se aproveitará apenas o melhor. Não preciso conhecer muita gente. Só preciso conhecer as pessoas certas.

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