E então, lembram-se de eu ter falado da Georgina ali na parte do casal Irina/Bradley? Pronto, então muito enervada por não ter sido convidada para os Globos, a Gina ligou à Anna Hathaway e disse "mira, niña, yo no voy a los globos este año porque essos cabrones no me convidiaram , pero Cristiano já tratió del assuntió e compró los Globos para mi, pero tu si, que vás, entionces te voy a emprestar uno de mis vestiditos tigresse, muy bonito, muy bonito, lo vás a llevar y despues te vas a esfregar en las fiucias de Irina, estai bien?" E pronto, a Anna, que é uma querida e nunca faz a desfeita a ninguém, levou o vestido da Gina e foi isto, um momento de loucura e desvario.
Globos de Ouro: vestidos "eh pá, não estavam péssimas, maaaaas..."
segunda-feira, janeiro 07, 2019
A Lady Gaga não ia vestida com bifes, não levava uma instalação da Joana Vasconcelos na cabeça, não tinha luzes de Natal a iluminar o pipi (bem, quer dizer), por isso acho que podemos dizer que foi uma vitória. Não podíamos pedir mais, qualquer coisa que viesse já era ganho. Mas, estranhamente, ela até surpreendeu e foi bastante normal para aquilo a que nos tem habituado. Pronto, escolheu um vestido na cor mais barata que havia na Vidal Tecidos lá da zona, este alfazema desmaiado a fazer matchy-matchy com o cabelo, mas não estava péssima, como é costume. Entretanto ela já chegou a casa mas o vestido ainda vai a caminho. É tão comprido que estima-se que demore mais uns quatro dias, mas ela deixou-lhe comida para o viagem.
Globos de Ouro: os mais bonitões
segunda-feira, janeiro 07, 2019
Pobrezinha. Foi uma passadeira vermelha muito pobrezinha. Mas para todos os lados: não houve nada nem assim "dava os dois rins e um dente da frente por aquele vestido" nem nada "ai, filha, volta para casa e cobre-te de vergonha". Foi só morno. Não sei se está tudo a guardar-se para os Óscares, que é quando jogam todas as cartadas, ou se é uma nova tendência, tudo assim muito blasé e despreocupado. Mas calma, não estejam já para aí todos desanimadões, que sabem que eu nunca vos deixo na mão e consigo sempre encontrar o melhor e, sobretudo, o pior em todas as ocasiões. Globos de Ouro incluídos. Posto isto, vamulá embora aos meus preferidos:
Caluda! Não quero ouvir essas vossas línguas maldosas a dizer "a sério? De calças?". Xiu, caluda, não quero ouvir um pio que a Julinha pode tudo. TUDOOOOO, ouviram, suas invejosas? E pode
Vinte casacos para aproveitar nos saldos
segunda-feira, janeiro 07, 2019
"Então, Pipoca, conta-nos tudo, já te desgraçaste forte e feio nos saldos? Hmmmm?"
Preparados para o embate? Nada. Não comprei nada. Zero. Bola. Espreitei alguns sites assim por alto, mas não houve assim nada que me tivesse provocado uma taquicardia, nem das ligeiras. Tenho alguns vales para gastar, que me deram no Natal, já pensei duas ou três vezes em ir gastá-los, mas depois passa-me sempre a vontade. Não há assim nada que queira mesmo muito, por isso acho que vou deixar passar esta loucura inicial das promoções e depois logo se vê. Tenho recebido várias mensagens a pedir que escreva sobre o tema "o que vale a pena comprar nos saldos" e, sinceramente, acho que já nem sei muito bem. Porque os saldos são cada vez mais ridículos, porque basicamente há promoções o ano inteiro, por isso ou se munem de muiiiiiiiiita paciência e tiram quinze dias de férias para ir em busca de oportunidades assim mesmo, mesmo boas, ou então deixem-se estar sossegados. Regra geral, os saldos servem só para enchermos ainda mais o armário com coisas de que não precisamos e que iremos usar para aí uma ou duas vezes. É fácil perdermos a cabeça quando vemos aquela etiqueta vermelha a indicar uma redução de preços, mesmo que seja só de 1,75€. Acho que menos de 40% ou 50% de desconto não pode ser considerado um bom saldo, é só assim uma coisa para nos distrair.
Se entrarmos num plano mais racional, os saldos podem ser uma boa altura para comprarmos coisas que precisamos MESMO, aquela peça assim mais especial que já temos debaixo de olho há uma vida mas que é uma pequena fortuna, ou peças mais intemporais e que sabemos que vamos usar, e usar e usar, coisas um bocadinho melhores. É também uma boa altura para comprar casacos. Porque está um frio de rachar, porque não costumam ser muito baratos e porque é aquela coisa que, a menos que Portugal se torne um país tropical, vão usar sempre. Posto isto, atirei-me aos saldos (salvo seja) e fui à procura de algumas sugestões para vocês. Não agradeçam, não agradeçam, vocês merecem tudo. Então cá vai:
Olá. O meu nome é Ana e sou impaciente, nojinhas e má pessoa.
sexta-feira, janeiro 04, 2019
Lancei o desafio no Instagram: pus dois temas à escolha e pedi que votassem naquele que queriam ver no blog. É uma coisa que vou fazer com frequência, assim uma espécie de Agora Escolha mas com um penteado melhor do que o da Vera Roquette. Para começar, pedi que escolhessem entre os meus defeitos e as minhas qualidades. E claro que vocês, pessoas que estão sempre desejosas de ver o circo pegar fogo, escolheram os meus defeitos, mas assim em larga maioria. Ou isso ou acham que não tenham virtudes, também é uma forte possibilidade. Mas pronto, estava eu aqui disposta a discorrer sobre as minhas nobres qualidades e vocês trocaram-me as voltas. Sacanas. Então vamos lá. Prometo que vou tentar não entrar naquelas coisas muito bonitas, mentirosas e batidíssimas que se contam nas entrevistas de emprego, do género "o meu maior defeito é ser perfeccionista, não descanso enquanto não tenho tudo pronto e verificado ao mais ínfimo detalhe". Deixem-se de merdas, isso é um auto-elogio, não é um defeito. Defeito é tirar (e comer) macacos do nariz. Bom, cá vai disto:
1- Sou a pessoa mais impaciente que conheço. A sério, à mínima contrariedade já eu
Projecto RADAR: que em 2019 estejamos todos mais atentos
quinta-feira, janeiro 03, 2019
Ninguém quer pensar na velhice. Achamos (ou queremos acreditar) que é uma coisa que está muito distante, uma realidade longínqua na qual temos dificuldade em rever-nos. Porque ainda somos (ou queremos acreditar que somos) jovens, porque ainda sentimos que temos o controlo total sobre o nosso corpo e a nossa mente, porque temos os amigos e a família à nossa volta. Eu tento não me consumir com isso, mas sou uma atormentada com a velocidade a que o tempo passa. E se é verdade que o envelhecimento faz parte do processo e também nos traz coisa boas e bonitas, para muitas pessoas neste grupo etário a realidade é diferente. Mais dura. Porque as doenças lhes batem à porta, porque a mobilidade fica mais comprometida, porque, em tantos casos, são vítimas de isolamento social ou vivem em condições indesejáveis. Devia haver uma lei que garantisse uma vida digna e feliz a todos os idosos, porque se já viveram tantas coisas, merecem que a última etapa seja tranquila e isenta de preocupações.
A solidão nos idosos é umas das coisas que mais mexe comigo. Porque não consigo evitar pôr-me no lugar deles e pensar "e se me acontecer o mesmo? Se não tiver família que me visite, se não houver amigos por perto, se envelhecer e ficar sozinha?". Além de triste, deve ser uma realidade duríssima. Infelizmente, há inúmeras pessoas 65+ que vivem sem ninguém, sem qualquer espécie de apoio. E, se calhar, quem se se cruza com eles diariamente nem sequer faz ideia. É precisamente para contrariar este problema que vai ser lançado brevemente o Radar, um projecto social pioneiro que aplaudo de pé e que envolve entidades como a Santa Casa da Misericórdia, a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto de Segurança Social a Administração Regional de Saúde, a Polícia de Segurança Pública e as juntas de freguesia da cidade.
O número de idosos em Lisboa tem vindo a aumentar. Estima-se que cerca de 132 mil pessoas tenham mais de 65 anos e que, dessas, 85 mil vivam sozinhas ou acompanhadas de outras da mesma faixa etária. O objectivo desta iniciativa é o reconhecimento desta população para que se possam detectar, precocemente, eventuais situações de risco e desenhar uma intervenção de acordo com as necessidades específicas de cada idoso. Ao mesmo tempo, pretende-se combater situações de isolamento ou solidão, tentando que estas pessoas possam residir por mais tempo nas suas casas e procurando novas formas de os integrar no espaço público.
Como é que isto se faz? A partir do dia 7 de janeiro, vão existir equipas multidisciplinares nas ruas, com rotas definidas, a bater à porta das pessoas em situação de isolamento para fazer questionário, de modo a que todas as situações fiquem indicadas e possam, posteriormente, ser s avaliadas e encaminhadas. Desta forma, é importante “abrir a porta” à equipa Radar para uma vida menos só. Mas as comunidades são muito importantes, para o sucesso deste projeto. Pretende-se criar "radares" (daí o nome do projeto) na comunidade, compostos por voluntários, comércio local ou vizinhos que possam identificar potenciais situações de risco. No fundo, a ideia é tornar-nos a todos mais atentos, mais solidários e mais preocupados com quem nos rodeia.
"Falar. escutar. cuidar.". É nestas três premissas que assenta o projeto RADAR. E é só mesmo isso que é preciso, três passos muito simples, mas que podem fazer toda a diferença na vida de alguém. Se na zona de Lisboa onde moram ou onde trabalham conhecem alguma pessoa que vos parece sofrer de isolamento e/ou solidão, que deixaram de ver, que mudou subitamente de comportamento ou de aparência, que alterou as suas dinâmicas diárias, partilhem o caso através do Informativo Radar (213 263 000) ou através do e-mail lisboacidadetodasidades@scml.pt . A Santa Casa da Misericórdia irá analisar o caso e, se necessário, acionar uma intervenção em conjunto com as entidades parceiras.
Como é que isto se faz? A partir do dia 7 de janeiro, vão existir equipas multidisciplinares nas ruas, com rotas definidas, a bater à porta das pessoas em situação de isolamento para fazer questionário, de modo a que todas as situações fiquem indicadas e possam, posteriormente, ser s avaliadas e encaminhadas. Desta forma, é importante “abrir a porta” à equipa Radar para uma vida menos só. Mas as comunidades são muito importantes, para o sucesso deste projeto. Pretende-se criar "radares" (daí o nome do projeto) na comunidade, compostos por voluntários, comércio local ou vizinhos que possam identificar potenciais situações de risco. No fundo, a ideia é tornar-nos a todos mais atentos, mais solidários e mais preocupados com quem nos rodeia.
"Falar. escutar. cuidar.". É nestas três premissas que assenta o projeto RADAR. E é só mesmo isso que é preciso, três passos muito simples, mas que podem fazer toda a diferença na vida de alguém. Se na zona de Lisboa onde moram ou onde trabalham conhecem alguma pessoa que vos parece sofrer de isolamento e/ou solidão, que deixaram de ver, que mudou subitamente de comportamento ou de aparência, que alterou as suas dinâmicas diárias, partilhem o caso através do Informativo Radar (213 263 000) ou através do e-mail lisboacidadetodasidades@scml.pt . A Santa Casa da Misericórdia irá analisar o caso e, se necessário, acionar uma intervenção em conjunto com as entidades parceiras.
Para já, esta iniciativa está a funcionar apenas em Lisboa, mas espero que seja um caso de sucesso e se possa estender ao resto do país.
Para amamentar é preciso acreditar em fadas
quinta-feira, janeiro 03, 2019
Para mim o tema amamentação nunca foi assim aquela coisa encantada e que faz ver unicórnios a tantas mulheres. Lembro-me perfeitamente de no primeiro curso de preparação para o parto estarmos a ver vídeos de mulheres a extraírem leite com uma bomba e de eu estar a olhar para aquilo como se tivesse um prato de iscas de cebolada à frente. Antes que me venham esfregar na cara todos os estudos da OMS sobre os benefícios da amamentação, e os vínculos mãe-bebé, e que crianças que não mamam são marginais em potência, deixem-me que vos diga que, nos dias que correm, não há como ser desinformado em relação ao tema. Está tudo à disposição, somos bombardeados com toneladas de informação, por isso não há como não saber. Mas depois existe uma coisa chamada "escolha" que, graças a Deus, nos permite isso mesmo: fazer opções e decidir o que é melhor para nós e, neste caso, para a nossa dinâmica familiar.
Voltando ao início. Dizia eu que nunca olhei para a amamentação como o expoente máximo da maternidade. Quanto muito, era um meio necessário para atingir um fim: alimentar uma criança. Mas como há outras hipóteses à disposição, quando o Mateus nasceu já estava 94,2% decidida a não amamentar. Depois o miúdo trocou-me as voltas,
Voltar a pôr a leitura em dia
quinta-feira, janeiro 03, 2019
Em Janeiro de 2013 lancei aqui no blog o "Vamos Pôr a Leitura em Dia", uma espécie de clube de leitura pipoquiano. O processo era muito simples. Eu punha dois ou três livros à votação, vocês escolhiam, e tínhamos um mês para ler o livro eleito e debatê-lo depois aqui no blog. E arrancámos em grande, com o Anna Karenina. Eu gosto muito de ler, sempre gostei, nunca foi uma obrigação, mas confesso que a Netflix e a porcaria das redes sociais me roubam muito tempo à leitura. E se a Netflix ainda se desculpa (porque não leio, mas vejo filmes, séries ou documentários), as redes sociais são só um cancro. Posto isto, acho que preciso aqui de um novo input para voltar às leituras de forma mais regular. E recebo muiiiiiiitas mensagens neste sentido, de gente que diz que na altura do clube de leitura pipoquiano lia muito mais. O efeito grupo tem destas coisas, acabamos por conseguir motivar-nos. E a motivação para a leitura é sempre uma boa motivação, certo? Eu acho.
Posto isto, acho que 2019 é um bom ano para retomarmos este projecto e para nos comprometermos a ler, pelo menos, um livro por mês. Que vos parece? Uma ideia espectacular? Óptimo, então vamos lá arrancar com isto que Janeiro já leva três dias. Como é que vai funcionar? Simples. Então, no início de cada mês vou pôr dois livros a votação nas stories do Instagram e vocês vão lá votar. O livro com mais votos será o livro que vamos ler durante esse mês. Depois eu dou a minha opinião aqui no blog e vocês fazem o mesmo. Pronto, então vão lá ao meu Instagram (às stories, relembro) que já lá estão dois livros para vocês escolherem: o "Nem todas as baleias voam", do português Afonso Cruz, e "A paixão segundo G.H.", da ucraniana/brasileira Clarice Lispector. Mexam-se a escolher que depois temos de nos mexer a ler.
Este ano não prometo nada
quarta-feira, janeiro 02, 2019
Estou farta de promessas que não cumpro. Todos os anos escrevo aqui os meus desejos/sonhos/mantras/planos para o ano que se segue e todos os anos constato que cumpri pouco ou nada. Até começo com com vigor, toda motivada, mas rapidamente vem tudo por aí abaixo. Tipo, quero fazer dieta mas há uma caixa de Guyllian que se me atravessa no caminho. Quero ir ao ginásio, até vou, estou ali dois meses super fiel, mas depois há uma constipação/preguiça/frio/chuva/calor/unha lascada que me faz parar e fica difícil retomar o ritmo. Quero ler mais mas queixo-me que não tenho tempo (tempo que perco a absorver merdas inúteis nos Instagrams desta vida). Quero estar menos agarrada às redes sociais mas dou por mim a dizer "ahhh, é o meu trabalho, não vai dar" (quando, na verdade, estou só a absorver informação inútil nos Instragrams desta vida, não sei se já vos tinha dito). Quero escrever mais, mas depois não sei sobre quê, ou até sei, mas como não posso escrever como quero então dou por mim a não escrever de todo. E podia continuar por aqui a fora, a rever tudo aquilo que prometo e que não cumpro.
Posto isto, este ano não prometo nada, que assim ninguém se sente defraudado. Vou tentando, se der dá, se não der não dá, mas como não prometi também ninguém me pode cobrar. Nesta passagem de ano, enquanto comia as doze passas (que, na verdade, foram M&Ms), basicamente só pedi saúde. Saúde, assim de uma forma genérica e de forma individual, para alguns casos específicos. Pelo meio acho que também pedi trabalho que, parecendo que não, dá jeito, mas essencialmente quero saúde para mim, para a minha família, para os meus amigos e para todas as pessoas de quem gosto (as outras podem ter hemorróidas, quero cá saber). Não sei se é um sinal de que estou velha ou de que estou mais esperta, vamos acreditar na segunda hipótese. Mas quando vemos pessoas de quem gostamos a sofrer por falta de saúde, isso deixa de ser só um daqueles pedidos à Miss Mundo para se tornar uma coisa concreta. Assim mesmo muito palpável. Não sendo médica e não tendo o poder da fé, resta-me confiar nos meus pedidos de ano novo para que, à minha volta, só haja saúde. Do resto a gente trata.
Quanto a planos e promessas, e já aqui tendo dito que não os fiz, não é bem, bem, bem verdade. Claro que há sempre algumas coisas que gostávamos de concretizar, eu também as tenho. E a mais latente é mesmo a vontade de voltar a escrever, de forma regular, aqui e noutros sítios. Eu sei que em 2018 se queixaram muito, e com razão, de que estive pouco presente. Estive mesmo, mas dêem-me o desconto, saiu-me um bebé da barriga e tenho passado grande parte do meu tempo a babar-me para cima dele. Não sei se já vos disse, mas a Beni é só assim a coisa mais querida de todos os tempos e passo os dias a lutar contra a vontade de engoli-la. Não tem sido fácil.
Pronto, então é isto. Eu vou tentar escrever com mais regularidade, MUITA regularidade, e vocês vão ficando aí desse lado e tendo paciência para me aturar. Aproveito para vos desejar um 2019 cheio de tudo o que vocês quiserem: amor, saúde, um marido rico, uma moradia jeitosa na margem sul, vocês lá sabem. Um grande beijinho e não se deixem engordar muito, que isso depois é uma chatice para sair tudo das ancas.
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