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"O Sexo e a Cidade" faz 20 anos. Estou, oficialmente, velha.

quinta-feira, junho 07, 2018

O primeiro episódio de "O Sexo e a Cidade" foi exibido nos Estados Unidos há 20 anos e eu sinto-me, oficialmente, velha. Nestes quase 15 anos de blog falei inúmeras vezes da série. Série essa que já vi umas 300 vezes, ao ponto de saber falas de cor e ter memorizado todo um conjunto de informação inútil. De quando em vez lá pego na primeira temporada e aí vou eu até à sexta, com o mesmo entusiasmo e emoção. Tenho os DVDs todos religiosamente guardados e sei que será uma daquelas coisas que passarei à minha filha, qual tesouro preservado ao longo de anos e anos.

Se calhar, à luz dos dias de hoje, muitos dos temas já não farão tanto sentido ou causarão um efeito "uau". A grande maioria das mulheres fala de sexo e de relações abertamente, sem pudores ou constrangimentos, mas há 20 anos ainda havia muito tabu para quebrar. E "O Sexo e a Cidade" teve um papel imprescindível nessa mudança de mentalidades. Foi uma espécie de "calma lá, que afinal as mulheres também podem questionar uma data de coisas". E não há mal nenhum em serem uma Charlotte, que sonha com o príncipe encantado, como não há mal nenhum em serem uma Samantha, que prefere coleccionar relações fugazes e estritamente físicas do que embarcar numa coisa mais estável e sentimental. 

É óbvio que se trata de uma série, com todas as limitações que isso implica quando se tenta fazer uma transposição para a vida real. Aquelas mulheres vivem no centro do mundo, têm dinheiro, frequentam as melhores festas, os melhores restaurantes, as melhores lojas, compram Manolos como quem vai ali à Bershka, mas acho que isso também contribuiu para o sucesso da série. Todo esse lado aspiracional. Se é para sonhar, que seja para sonhar com uma mulher que vive em Manhattan, e não com uma que alugou um T-zero na Rinchoa. Mas apesar dessas enormes diferenças, depois há pontos de contactos que são transversais a milhões de mulheres, independentemente do estatuto social ou do sítio onde vivem. Toda a gente, de algum modo, acabou por se rever em alguma das dúvidas, fragilidades, experiências, medos ou conquistas daquelas quatro mulheres. E era isso que fazia com que, afinal, elas não estivessem assim tão distantes de nós.

Provavelmente, a série já estará um bocadinho datada. Miúdas de 18 ou 20 anos que comecem agora a ver "O Sexo e a Cidade" talvez já não se revejam em muitas das coisas que ali são faladas porque, para elas, esse caminho já foi feito. Já não é estranho falar de alguns temas, já há uma liberdade sexual muito maior, muitas talvez já não estejam viradas para a história do "temos de encontrar um grande amor". Mas eu continuo a achar que foi uma das séries femininas mais importantes, a que fez realmente alguma diferença. E, só por causa das coisas, vou vê-la outra vez, do princípio ao fim, em jeito de celebração do 20º aniversário.

Podem ler mais sobre este assunto neste artigo do Diário de Notícias, no qual botei faladura.

É preciso falar disto #19: prémios por reclamar

quarta-feira, junho 06, 2018

Eu sou pessoa que raramente joga no Euromilhões, não me dá para isso. Geralmente é só quando há aqueles mega jackpots de 200 milhões de euros, porque já se sabe que aqueles que são só de 40 ou 50 milhões não dão para nada. Trocos. Ou então passo numa Casa da Sorte, sinto uma espécie de epifania, e lá vou eu jogar dois euros. Nunca invisto mais do que isto, mesmo quando baixa em mim toda a certeza de que vou ganhar. Dois euros são suficientes. E, claro, assim que é conhecida a chave, lá vou eu a correr, tipo "saiam do caminho que a riqueza espera por mim", sem olhar a crianças, grávidas e idosos, vai tudo à frente. O entusiasmo passa assim que

O Santo e a Cidade

terça-feira, junho 05, 2018

E não é que, quase sem darmos por isso, chegámos a Junho? Parecia que ainda ontem era Janeiro e chovia e fazia um frio desgraçado, e agora eis-nos em Junho, em que chove e faz um frio desgraçado. Ele há coisas! Esquecendo este pequeno detalhe, Junho é o meu mês preferido de todos, e muito por causa das festas populares. Ah, o que eu gosto de um bom arraial, de uma boa febra (sardinhas não é comigo), de uma bom manjerico e, claro, do meu santo Tonico.

E eu gosto mesmo do Santo António. Porque é o santo de Lisboa (e não venham cá os italianos chatear, que o santo é nosso), pela missão casamenteira e por ter conhecido o meu homem numa noite de Santo António (se eu consegui, vocês também conseguem. Estamos juntas!). As Orações ao Santo António já são um clássico aqui no blog e gosto de acreditar que muito boa jovem solteira se desenrascou à conta disso. Porque aqueles versos são infalíveis, santo nenhum lhes resiste. Mas... e se pudessem estar com o próprio do santo e fazer-lhe os vossos pedidos directamente,  sem intermediários?  Não era uma ideia espectacular? Podiam perguntar-lhe porque é que ele não tem sido simpático convosco, porque é que ainda não vos mandou alguém de jeito, eventualmente puxar-lhe o pouco cabelo que ainda lhe sobra como forma de protesto. Pronto, vão poder fazer isso tudo (menos a parte de puxar cabelos, calma) nos Armazéns do Chiado, onde o Santo António se apresentará ao serviço no quinto piso. Ah, pois é! De 7 até 13 de Junho, entre as 13h00 e as 17h00, podem ir em modo solteiro ou em modo casal e tirar uma fotografia com o santo, com a ajuda do Samsung Galaxy Note 8. Foto essa que levarão depois para casa, em jeito de recordação.

Mas há mais! Esta é uma das várias acções inseridas nas comemorações das Festas de Lisboa. O David Fonseca prepara-se para dar um concerto gratuito já esta sexta-feira, dia 8, às 18h30, na fachada dos Armazéns do Chiado, portanto a animação está mais do que garantida. E se isto tudo já é espectacular, fiquem atentos, porque nos próximos dias sou menina para ter novidades mesmo, mesmo boas sobre isto dos Santos Populares. Deixo-vos só uma dica: se pudessem, o que é que diziam ao Santo António? Vão pensando no assunto e voltamos a falar muiiiiiiiito em breve!

Post em parceria com os Armazéns do Chiado

Alimentem esta ideia

terça-feira, junho 05, 2018
Se não puderam participar na campanha de recolha alimentar que aconteceu no fim-de-semana passado, ainda podem ajudar via online, até dia 10 de Junho. É só irem ao site Alimente esta Ideia, do Banco Alimentar Contra a Fome, escolherem os bens que querem doar (leite, atum, azeite, salsichas, etc) e fazer o pagamento. É muito simples e fará, seguramente, a diferença na vida de quem tem menos. 

Passagem para a Índia

terça-feira, junho 05, 2018

Foi há pouco mais de um ano que vos falei aqui da Diana e das viagens que ela organiza à Índia através da sua agência Macro Viagens. Não são os típicos programas turísticos, com paragens em todos os pontos turísticos, a ver e a fazer as coisas que os turistas fazem sempre. Aqui o conceito é um bocadinho diferente. Trata-se de uma viagem à Índia Budista, com prática e ensinamentos, que começa em Deli e passará depois por sítios como Bodh Gaya, Varanis, Sarnath, algumas aldeias dos Himalaias. Além da Diana e do marido, os organizadores da viagem, terão também a companhia do Paulo Borges que partilhará, entre outros ensinamentos, um Curso de Introdução ao Budismo (já fiz um com ele de introdução à meditação e adorei). Se sempre quiseram ir à Índia mas não têm companhia ou não vos apetece embarcar naqueles pacotes mais típicos, esta pode ser uma boa solução. O grupo não ultrapassa as 14 pessoas, terão a oportunidade de viver realmente a cultura indiana  e, entre outras experiências, dormir num mosteiro budista, assistir a um nascer do sol no rio Ganges, fazer um passeio de barco, conviver com as comunidades locais ou enviar um postal do posto de correios mais alto do mundo. A viagem vai acontecer entre 14 e 30 de Setembro e podem ver o programa completo e mais informações aqui. Infelizmente, ainda não será desta que me conseguirei juntar, mas gostava mesmo muito de experimentar um programa deste género, em que se viaja de forma completamente desprendida, em que há um enorme respeito pela natureza, cultura e religiões locais, em que o objectivo é realmente viver a viagem, com uma data de ensinamentos e experiências diferentes. Enfim, se também vos apetece uma coisa diferente, espreitem o site e se tiverem dúvidas falem com a Diana, que é uma jóia de moça. 

A moda é uma coisa ridícula

terça-feira, junho 05, 2018
A moda é uma coisa muito estranha. Sempre houve e sempre haverá coisas esquisitas, peças que olhamos e perguntamos "a sério que alguém usa isto?", mas acho que agora entrámos na fase da loucura total. Talvez porque já está tudo praticamente inventado e é preciso acompanhar a sede das pessoas por coisas novas. Mas eu acho, mesmo, que entrámos numa espécie de realidade paralela, em que as marcas competem para ver quem é que consegue lançar a coisa mais excêntrica e, mesmo assim, ser um sucesso de vendas. Porque a verdade é essa, há público para tudo, e basta a pessoa certa ser avistada com determinada peça (tipo, uma Kardashian desta vida), para aquilo virar um fenómeno. Por pior que seja. Eu acho que os criativos das marcas são malta que se diverte imenso quando está lá nos seus ateliers a pensar "o que é que vamos inventar agora que faça com que vá tudo a correr comprar? Ó Zé Carlos, tu que tens sempre ideias estúpidas vê lá se te lembras de alguma coisa". E pronto, é assim que nascem coisas como as Crocs de plataforma da Balenciaga ou aquelas calças de ganga rasgas que vos mostrei aqui há uns tempos. E, nem de propósito, há dias dei de caras com um artigo espanhol com "dez peças ridículas que vão virar moda". E são tão boas, ou tão más, que vale muito a pena ver. Aqui ficam elas:

Cá estão eles, os famosos "jeans" (até me custa chamar jeans a isto), que se já ficam mal a uma miúda nova e gostosona, imagine-se em senhores como este. Que flagelo.

Pinguins e Conversas com Barriguinhas

segunda-feira, junho 04, 2018

Logo, logo, logo a seguir a ser convidada para madrinha de umas marchas populares (nunca aconteceu), a coisa que mais gostava era de ser convidada para apadrinhar um bicho do Jardim Zoológico. Também ainda não aconteceu, mas vou estar muiiiiiito perto disso, já este sábado, dia 9 de Junho. Como? Então, a Crioestaminal (que celebra o seu 15ª aniversário) vai apadrinhar um pinguim (fofinhoooooo) e eu vou lá estar também. Não sou madrinha mas serei testemunha do baptismo, o que é praticamente o mesmo. 

Mas não é só para isso que estarei no Zoo. Irei participar num evento especial Conversas com Barriguinhas que, para quem nunca ouviu falar, é uma iniciativa de âmbito nacional que junta parceiros e especialistas em saúde materna para levar até às famílias informações e esclarecimentos sobre uma data de temas ligados à maternidade: amamentação, alimentação na gravidez, sexualidade, criopreservação, cuidados com os bebés, as várias fases da gravidez, etc e tal. Estas sessões têm percorrido Portugal desde 2009 e já foram úteis a mais de cinco mil pais. E só para este ano estão previstos mais de 500 encontros.

E eu lá estarei no sábado,  para fazer, ao vivo e a cores, uma rubrica "A Pipoca responde... ou tenta, vá". Não, não vale a pena irem para lá fazer perguntas sobre o que vestir em casamentos e baptizados, que esta sessão vai ser exclusivamente dedicada à minha experiência (ou falta dela) enquanto mãe. =) Vai ser uma conversa informal, descontraída, divertida (espero) em que falaremos sobre o (nem sempre) maravilhoso mundo da maternidade.

Mas há mais, muito mais. Na verdade o programa de festas arranca às dez da manhã e termina às 17h30, repleto de palestras com temas que vos poderão ser mesmo muito úteis. Ora atentem:

10:00  Abertura do Evento Conversas com Barriguinhas no Zoo
11:00  Aleitamento Materno | Chicco
11:45  Porque é importante guardar as Células Estaminais do seu bebé? | Crioestaminal
14:00  Cuidados com a Pele do Bebé | Mustela
14:30  Apadrinhamento do Pinguim Crioestaminal 
15:30  A Pipoca responde...ou tenta, vá
             Ana Garcia Martins – Blog A Pipoca Mais Doce
16:15  Porque é importante guardar as Células Estaminais do seu bebé? | Crioestaminal
17:00  Bolo de aniversário  15 Anos Crioestaminal
17:30  Encerramento

Como estes eventos Conversas com Barriguinhas costumam ser muito concorridos, convém que garantam a vossa presença. A inscrição é gratuita e pode ser feita aqui. Venham daí, que eu acho que vai ser mesmo, mesmo giro.


A caminho do Alive (mas calma, ainda falta)

segunda-feira, junho 04, 2018

Não sei se estão a par, mas se não estão não faz mal, que parte da minha missão nesta vida passa por instruir os menos esclarecidos: além de quilos e quilos de música, o NOS Alive tem também um Palco Comédia onde, durante os três dias do festival, haverá diversas actuações de stand up. Por ali passarão nomes como Rui Sinel de Cordes, Guilherme Duarte, Jel, Joel Ricardo e... eu. É verdade, serei a única mulher nesta edição, o que não deixa de ser assim um bocadinho triste, mas tentarei representar-nos da melhor maneira. Estarei por lá no dia 14, juntamente com os Cebola Mol, Pedro Teixeira da Mota, Diogo Batáguas e o João Pinto, e acho que vai ser bem bonito. Se forem ao Alive nesse dia (e nos outros) não deixem de passar no Palco Comédia, até porque há uma forte probabilidade poderem assistir ao vivo a um parto (até podem meter no YouTube e ganhar uma pipa de massa). Depois, se sobrar tempo, vão ver uns tais de Pearl Jam, que parece que também vão andar por lá nesse dia. Não conheço, mas ouvi dizer que se safam.


Autobronzeadores: de lula a Michael Jackson em menos de nada

segunda-feira, junho 04, 2018
Já houve leitoras a queixarem-se de que eu ainda estou "demasiado branca" para usar saias e vestidos, que devia esturricar primeiro um bocadinho, qual frango na grelha, e só depois exibir uma pele incrível e douradinha. Minhas amigas, vocês já atentaram bem no tempo? Estamos praticamente no Verão e esta semana as temperaturas não irão além dos 20 graus, com vários dias de chuva pelo meio. Como é que querem que me bronzeie, hã? Não há milagres. E como, basicamente, me estou nas tintas para ter as pernas cor de lula desmaiada, vou continuar a passeá-las por aí. Têm de lidar com isso.

Se há por aí mais gente como eu, os autobronzeadores podem ser uma ajuda. Eu, confesso, não sou fã, mas acho que é só por ser demasiado preguiçosa. Este tipo de produto implica algum cuidado na aplicação, não pode ser posto ao calhas sob pena de ficarmos todas às manchas, tipo girafa. É preciso estar ali com atenção, espalhar bem e tentar não fazer asneira. A parte boa é que a grande maioria das marcas já melhorou bastante as fórmulas dos seus produtos. Muitos já não têm aquele cheiro a pum azedo e até já incluem uma acção hidratante e que ajuda a cuidar da pele e a deixá-la com um ar mais luminoso.

Mas, claro, continua a ser preciso ter alguns cuidadinhos na hora de aplicar. A saber:

- Escolham bem o tom que querem aplicar e tentem ser sensatas. Não deixa de ser estranho que num dia pareçam um copinho de leite e no dia seguinte pareçam uma prima do Michael Jackson. Há marcas que têm mais do que uma intensidade de bronzeado, por isso comecem pelas mais softs e, se quiserem, vão aumentando;
- Antes de aplicar, convém ter sempre a pele limpa e devidamente hidratada, para se conseguir um bronzeado uniforme e bonito. É até aconselhável fazer uma esfoliação antes;
- Caso estejam a pensar aplicar no corpo todo, devem começar sempre pelos pés e ir subindo até ao rosto. Pelo amor da Santa do Bronzeado Artificial, não se esqueçam das costas e das orelhas!
- Se aplicarem no rosto, ponham sempre um pouco de hidratante junto à raiz do cabelo e protegam as sobrancelhas com vaselina, para um resultado mais natural.
- Enquanto o autobronzeador seca, mantenham-se em posição anémona. Não falem, não se riam, não nada. Não há pior do que vincos escuros a acentuar as nossas (incríveis) rugas de expressão;
- Depois de aplicarem o produto, lavem SEMPRE as mãos;
- Se não tiverem paciência para nada disto, também já existe a versão comprimido. Esta malta inventa tudo.

Deixo-vos umas ideias do que anda por aí no mercado:

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