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Óscares 2018: vestidos "nem incríveis, nem péssimos"

terça-feira, março 06, 2018
Assumo que posso estar a ser (MUITO) influenciada pela personagem da Sally Hawkins no "The Shape of Water", mas achei-a assim muito "peço desculpa, espero não estar a incomodar ninguém com a minha presença". O vestido até nem é feio, mas nela tudo perde a graça. Era pôr isto numa Angelina Jolie e ganhava logo toda uma outra vida. Depois há o penteado, que eu ainda estou à espera que alguém emita um comunicado a dizer que foi um equívoco, que a actriz foi mal informada e que lhe disseram que o tema da festa eram os anos 80. Farripas? A sério?

Óscares 2018: vestidos "prova superada"

terça-feira, março 06, 2018
Foi o dois-em-um perfeito. A Allison Janney não só ganhou o Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo papel em "I, Tonya" (tão bom, tão bom, tão bom), como ainda levou este Reem Acra que lhe ficava tão bem. Depois há ali um ou outro detalhe que não amo de paixão, como a clutch ou as jóias, mas estava bem compostinha.

Óscares 2018: os preferidos

terça-feira, março 06, 2018
Sei que muitos de vós, bons póneis, passaram grande parte do dia de ontem a fazer refresh aqui na página a ver se já havia material sobre os Óscares. Entendo essa vossa ânsia, mas esta que vos escreve passou o dia inteiro de molho, mais ou menos como se tivesse sido atropelada, a tossir os pulmões e com um ou outro pico de febre. Este último sintoma foi, seguramente, uma consequência directa da atribuição de Óscar de melhor filme ao "The Shape of Water". Ainda estou para perceber como é que aquela xaropada ganhou, juro. É um hino à previsibilidade e a uma data de clichés. Ainda fiquei ali à espera que viessem dizer "ahhh, esperem lá, houve aqui um engano, trocámos os envelopes, afinal ganhou o "Três Cartazes à Beira da Estrada"/ "Chama-me pelo teu nome"", mas não, era mesmo verdade. Que miséria. Fica uma pessoa acordada até às cinco da manhã para este cenário de miséria. Não havia a febre de ter baixado em mim.

E pronto, domingo já não estava muito famosa, ontem acordei péssima, por isso não deu mesmo para a habitual análise aos trapinhos oscarianos. Que, meus amigos, estiveram muito ao nível da cerimónia: nada de especial. Depois de uma época de eventos mais contida, à conta do movimento Time's Up e do preto como cor escolhida para o protesto, desta vez abandonou-se a convenção e aquilo parecia o carnaval do Rio, cor por todo o lado. O que não foi necessariamente bom. Por outro lado, também houve muito branco e tons mortinhos, muito ao género Exponoivos de Cantanhede. 

Regra geral, foi só um imeeeeeenso desfile de "nada de especial".  Não sei se é medo de arriscar ou se a malta já não dá a mesma importância aos Óscares, mas tenho tantas saudades de um daqueles vestidos que nos davam vontade de vender o pâncreas só para o poder usar meia hora. Já não há nada disso. No máximo, há vestidos bonitinhos, mas nada assim muito va-va-vum. É uma pena, mas é o que temos. Este ano não houve nenhum vestido que me tivesse dado uma pequena taquicardia. Nem um. Mas, claro, tive os meus preferidos. Como sempre, é por esses que começamos:

Bem sei que este Armani Privé da fofi da Nicole está loooooonge de ser consensual, mas acho mesmo que foi o único "Oscar material" que por ali passou. A cor, o corte, o material, é tudo menos aborrecido ou previsível. Claro que aquele laço-jumbo dá para muita piada. Li que parecia um embrulho, que era bom para recolher doces no Halloween ou que dava até para levar ali uma buchinha escondida, caso lhe desse a fome. Pois eu acho que lhe fica lindamente e, pelo menos, não me fez morrer de sono. Só por isso já valeu muito a pena. E a mulher está com uma figuraça, raisparta.

Gravidez: contar ou não contar, eis a questão

segunda-feira, março 05, 2018
Na caixa de comentários do último post sobre a gravidez veio à baila o tema "quando anunciar ao mundo que vem aí uma criancinha". Como isto não é uma ciência exacta, as opiniões dividem-se e nenhuma é propriamente mais acertada do que outra. Posto isto, façam o que quiserem e não chateiem. Fim de conversa. Brincadeirinhaaaaaaaaaaa, não se enervem, uma pessoa também não pode fazer uma graçola, pá!

Não sei muito bem como é que isto começou nem de onde é que veio, mas generalizou-se a teoria de que é melhor esperar pelas doze semanas para largar a telefonar a toda a gente. Ou anunciar no Facebook, agora é mais isso. Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 80% dos abortos espontâneos acontecem no primeiro trimestre, por isso é normal que a malta (leia-se, as grávidas) tenda a ter uma postura mais recatada. Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Claro que depois das 12 semanas também há todo um conjunto de coisas que podem correr mal, ninguém está livre, mas a taxa de abortos desce consideravelmente.

No meu caso,

Esgotadinho!

sexta-feira, março 02, 2018
Eu disse para se despacharem, não disse? Eu disse para mexerem esses rabos turbinados, não disse? Ninguém me ouve, é tudo para amanhã, para amanhã. Agora olhem, azarucho, a minha primeira ida ao Porto esgotou assim, em menos de nada. Vão ter de esperar pela próxima data. Obrigada, Porto, vai ser bem bonito <3 p="">

Grávida-queixinhas #1

sexta-feira, março 02, 2018

Ainda me custa a acreditar que chegámos a Março. Sobrevivemos, pessoal. Uma salva de palmas para nós, que passámos pelos dois meses mais deprimentes do ano e conseguimos chegar até aqui. Uhhh-uuuuhhhhhhhh! Eu não sei que raio se passou, mas este Janeiro parece que durou 87 dias. E se calhar durou mesmo, alguém se deu ao trabalho de contar? Não, pois não? Pois, a malta confia e é assim que somos endrominados. É como quando estamos a ver bola e, de repente, parece que a outra equipa tem mais 7 jogadores do que a nossa. Já dei por mim, várias vezes, a contá-los, que a mim ninguém me engana.

Tenho para mim que esta sensação de Janeiro-interminável teve muito a ver com o factor gravidez. E com o frio. Valha-me Deus, que Janeiro foi impossível. Passei (e continuo a passar) o tempo sem nenhuma energia, enjoada que nem uma pescada, só estava bem como o Menino Jesus: ou estendida ou deitada. Sair à rua, mesmo que só para levar o Mateus à escola, assemelhava-se bastante a escalar os Pirinéus, tudo me deixava de rastos. Por isso, parece-me que Janeiro foi passado a hibernar, mal saí de casa, os dias simplesmente não passavam. O facto de quase ninguém saber que eu estava grávida também não ajudou,

Experimentei e vai que gostei #18

sexta-feira, março 02, 2018

1- As esponjas da Beauty Blender foram uma espécie de epifania na minha vida. Um milagre. Como se tivesse visto a luz. Aaaaaaahhhhhhhhhhhhh (coro de vozes angelicais). Basicamente, já tinha experimentado aplicar a base líquida de todas as formas: com pincel, com as mãos, a fazer o pino, you name it. E depois descobri estas esponjinhas e tudo mudou. Para mim, não há forma mais fácil de besuntarmos a base nas nossas lindas faces. Fica tudo uniforme, bem espalhadinho, sem ser preciso estar ali duas horas de volta do processo. Ponho um bocadinho de base na Beauty Blender e depois vou passando pela cara, quase como se fosse um carimbo. Fácil, fácil. Tenho uma data delas espalhadas, há de várias cores, esta Chill é a mais recente, assim já a lembrar o mar e dias de Verão. Preço: 16,95€ (à venda em farmácias e parafarmácias)

2- Se comprarem uma Beauty Blender, comprem também o Blendercleanser para irem limpando as vossas esponjinhas e lhe darem mais saúde e felicidade. Este sabonete líquido foi especialmente desenvolvido para lavar as esponjas e remover maquilhagem e bactérias, mas também é perfeito para lavar pincéis. Também existe uma versão sólida, mas eu prefiro esta. Basta molhar a Beauty Blender, lavar com o líquido, enxaguar bem, retirar o excesso de água com uma toalha e deixar secar ao ar. Preço: 15,95€ (à venda em farmácias e parafarmácias)

3- A L.O.V. é uma marca de maquilhagem que chegou recentemente a Portugal. Já experimentei alguns produtos e, tendo em conta o preço acessível, fiquei agradavelmente surpreendida. Este Dual Cover é uma caneta dupla: de um lado corrector líquido, do outro corrector em barra, para pequenos retoques. É daquelas coisas que dá jeito trazer na mala e ir usando ao longo do dia. Ajuda a esconder as irregularidades da pele, ilumina as olheiras e reduz as rugas finas. À venda na Wells. Preço: 12,99€

4-  Já tinha ouvido falar maravilhas da linha de maquilhagem da Huda, a super-mega-blogger de beleza do Dubai que tem "só" 25 milhões de seguidores no Instagram. Ora foi precisamente na viagem ao Dubai, há uns meses, que entrei numa Sephora e bati com os olhos na linha de maquilhagem que a pequena lançou e que é todo um sucesso. Acabei por trazer esta paleta de iluminadores, composta por uma base e três pós. A ideia é aplicar tudo em camadas e obter um efeito 3D, mas eu sou um bocado básica e tenho medo de ficar a parecer um colete reflector, por isso uso um dos pós como bronzeador, outro por cima do blush e outro como iluminador, mas assim muito ao de leve. Penso que a linha da Huda já está à venda nas Sephoras deste nosso Portugal, mas não tenho  bem a certeza.


Olhem eu a ir ao Porto

quinta-feira, março 01, 2018

“Então e o Porto? Não me digas que não vens ao Porto! É sempre tudo Lisboa, Lisboa! A sério que não vens ao Porto? Arranja lá uma noite para vires ao Porto! POR-TO! POR-TO! POR-TO!”. Pronto, pessoas, está feito, vou ao Porto, não consumam mais os nervos com isto. E ai de vocês, meus meninos, AI-DE-VOCÊS  que não me encham a casa, que não larguem aos gritos, que não arranquem cabelos! Só não vos digo para gritarem “faz-me um filho” por questões óbvias. Conto com vocês, malta do Norte, não me desiludam. Ah, e ainda levo o novato do Hugo Sousa, esse poço de sensualidade, vencedor do “Melhor Cabelo da Zona Norte 2013/2014”. Lá vos esperamos, reservem que é melhor. 

Passatempo Monte da Estrela

quinta-feira, março 01, 2018

Foi em Outubro do ano passado que vos falei aqui do fim-de-semana que passei no Monte da Estrela, um sítio assim para lá de muito lindo, no coração do Alentejo, entre Moura e Mourão. Foram quatro dias muito bons, tranquilos, a comer muito bem, a descansar e por mim voltava já, até porque estive lá com (muito) calor e aquilo no Inverno deve ter outro encanto. Fomos super bem recebidos, o ambiente é completamente familiar, dá mesmo para nos sentirmos em casa. Podem aproveitar só o silêncio e a quase inexistência de falta de rede no telemóvel, ou podem dedicar-se a uma data de actividades, que vão da observação de estrelas a passeios de barco no Alqueva, passando pelo spa, pelas provas de vinhos, caminhadas e muito mais.



Para que possam ir até lá e experimentar por vocês mesmos, em parceria com o Monte da Estrela temos uma noite para vos oferecer, para duas pessoas, com pequeno-almoço incluído *. E se quiserem saber mais, o Monte da Estrela está a partir de hoje e até dia 4 de Março na Bolsa de Turismo de Lisboa, no stand do Turismo do Alentejo, por isso podem sempre passar por lá.

Para se habilitarem a esta noite, só têm de:
1- Fazer um gosto na página de Facebook do Monte da Estrela;
2- Preencher o formulário abaixo até ao próximo domingo, dia 4 de Março (permitida apenas uma participação por endereço de e-mail, participações repetidas não serão consideradas). Os vencedores serão escolhidos aleatoriamente através do Random.org.


*Condições: oferta válida até 10 de Dezembro de 2018 (excepto Páscoa e de 15 de Junho a 15 de Setembro de 2018).


Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #29

quinta-feira, março 01, 2018


Eu sabia que o tema "bebé a caminho" era coisa para fazer despertar as almas mais, vá, exóticas, que andam por aí e que o número de comentários parvos subiria exponencialmente. Não me enganei, tem sido um fartote. É estranho, não é? Supostamente, os bebés são aqueles seres gorduchos e a atirar para o fofinho que despertam o melhor das pessoas, que fazem ecoar muitos "ahhhhhhhh" e muitos "oooohhhhhhhhh"de emoção, que fazem a malta ver unicórnios e sonhar com um mundo melhor. Pois, pois, pois. Tudo isto bate certo, excepto, EXCEPTO, se tiverem um blog, porque aí já se sabe do que é que a casa gasta. Lá vêm os hipertensos, os enervados, os profetas e, claro, aqueles que acham que me conhecem melhor do que eu mesma.

De entre o rol de vários comentários bem divertidões, escolhi este que acaba por ser uma espécie de dois-em-um:


Álaber, comecemos pelo comentário original, o que diz que eu não queria filhos e que, por este andar, ainda vou acabar com uma "família numerosa"-  como se isso fosse a maior desgraceira que me podia acontecer. Para comecinho de conversa, eu não me lembro de alguma vez ter dito, taxativamente, que não queria filhos. Lembro-me de escrever alguns textos aqui no blog em que falava de não ter nenhum instinto maternal, de sentir que não precisava de ser mãe para me sentir plenamente realizada e de achar que isso era uma opção tão válida como querer um rancho de filharada. Disso lembro-me perfeitamente. Há pessoas que sonham com bebés desde pequenas, que nunca imaginaram a vida sem filhos, que sentem que nasceram para trazer crianças ao mundo, que vêem isso como uma prioridade máxima nas suas existências. Eu nunca senti nada disso, nunca tive esse apelo a ecoar-me na cabeça, mas sempre que pensava no futuro, de alguma maneira imaginava-o com filhos. Por isso, não, eu nunca disse que o tema filhos estava completamente descartado da minha vida. Mas até podia ter dito, porque muitas vezes é isso que acontece: as pessoas mudam de opinião.

Não falta quem ande sempre à procura de incongruências aqui no blog, quem esteja sempre a ver se me apanha em falso. "Então mas em 2008 disseste que odiavas roxos e agora estás com uns sapatos roxos?". "Então mas em 2011 adoravas espargos e agora não podes nem vê-los?""Então mas em 2009 pensavas uma coisa sobre este tema e agora pensas outra?". "Então mas em 2004 não te apetecia ter filhos e agora já vais a caminho do segundo?". Pessoas mais queridas, este blog tem 14 anos. Comecei a escrevê-lo aos 23, tenho 37, ter mudado de opinião em relação a algumas coisas não faz de mim uma pessoa inconsistente ou troca-tintas. Faz de mim uma pessoa em constante evolução. Como todas vocês, espero. Porque é preciso ser um bocado burro para não se conseguir ir vendo as coisas de outras perspectivas e para se achar que se vai ter sempre a mesma opinião sobre tudo ao longo de uma vida. Posto isto, se fizerem o exercício de ir ler o blog desde os primórdios, tenho a certeza de que irão encontrar uma data de coisas que eu disse e que, muito provavelmente, já desdisse. Eu própria dou por mim a ler coisas que escrevi há dez ou doze anos e nas quais já não me revejo. É a vida, chama-se crescer. terão de ser fortes e lidar com isto.

Mas pronto, para a anónima preocupada quanto a eu poder vir a ter o estatuto de "família numerosa", assim de repente acho que me vou ficar por aqui, até porque já não vou para nova, e se uma gravidez aos 37 já me está a pesar no lombo como se tivesse 85, imagine-se uma gravidez lá para os 40, já com dois filhos. Não me estou a ver metida nesses cambalachos. Mas, lá está, posso mudar de opinião. Pode dar-me para aqui uma epifania e eu achar que, afinal, nasci para coordenar uma prole de sete. Lembro-me de que assim que o Mateus nasceu eu pensei "isto é tão lindo, quero ter já outro". Percebi rapidamente que não era o amor a falar, eram mesmo as drogas. Assim que passou o efeito, passou-me logo a vontade. Como se viu, aliás. Precisei de cinco anos para ir ao segundo. Portantosssss, eu afirmo, desde já, que não quero mais filhos, mas afirmo também que posso acordar um dia e lembrar-me que afinal quero. Só para depois não virem de dedinho em riste pedir cá justificações sobre a vossa vida. Desculpem, sobre a minha vida. É que há gente que leva estas coisas tão a peito que uma pessoa até pensa que se trata da vida delas.

O primeiro comentário foi bom, mas o segundo foi mais fofinho, o que diz que é óbvio que é o meu homem que quer filhos, não eu, mas que tive de alinhar porque sou "psicologicamente dependente". As pessoas são de uma criatividade inesgotável, mas esta anónima soube ler-me na perfeição. Finalmente, alguém que percebe que eu vivo manietada, que vivo uma relação tóxica, que sou praticamente refém. Ando há anos a enviar sinais, pedidos de socorro, e ninguém tinha dado por nada. Que inúteis. Mas agora chegou a minha salvação, esta visionária que foi capaz de ver para além do óbvio e que percebeu que eu só engravidei porque sou "psicologicamente dependente". A contar os minutos para a polícia me bater à porta e me resgatar deste calvário.

Eu não sei bem que raio é isto de se ser psicologicamente dependente, mas imagino que sejam pessoas-tipo-anémonas, sem vontade própria, que deixam que os outros decidam todos os passos que dão na vida: o que vestem, o que comem, o que pensam, onde vão, com quem se dão, quantos filhos podem ter. Na mouche, é que é a minha cara, eu mesma não conseguiria descrever-me melhor. Eu sou efectivamente, esse tipo de pessoa. Não era, mas depois conheci o homem e fiquei assim, já lá vão quase dez anos que perdi a personalidade, a vontade própria e, basicamente, toda a alegria de viver. É ele que me deixa a roupinha pronta pela manhã (estão explicados muitos dos looks). É ele que me faz um plano alimentar, do qual não me posso desviar nem uma ervilha. É ele que me escolhe os livros, filmes e séries. É ele que define os temas sobre os quais escrevo aqui no blog (quando não é ele mesmo a escrevê-los!). E, admito, foi ele que me disse "chega de pílula, agora vais engravidar e acabou-se a conversa". Eu não queria, juro, mas depois ele fez lá aqueles bruxedos dele, tipo Pomba Gira, e quando dei por mim... tau, grávida!

Não sei se algum dia me conseguirei libertar das garras deste manipulador porque, entretanto, já desenvolvi aqui uma espécie de Síndrome de Estocolmo. Afeiçoei-me, pronto, ganhei-lhe estima. Mas pode ser que um dia, sobretudo agora que tenho a ajuda desta anónima, consiga reunir a coragem que me falta para conseguir virar costas a isto. Nos próximos tempos vai ser difícil, até porque me dá jeito tê-lo por perto. Para acartar as compras. Para quando me apetecer comer sabonete com ameixas às quatro da manhã. Essas merdas de grávida psicologicamente dependente. Mas assim que der à luz, é certinho que vou pedir refúgio aí num sítio qualquer, não vá ele lembrar-se de me obrigar a engravidar do terceiro e depois é ver-me com o estatuto de família numerosa. Deusmalivre.

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