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Crosswave: fada do lar em três passos

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Eu gostava muito de ser uma daquelas pessoas que dizem "eu a-do-ro tarefas domésticas". Calma lá, como assim, "adoram"? Que exagero vem a ser esse? Eu adoro ir à praia, adoro ir ao cinema, adoro ver séries até às quatro da manhã sabendo que no dia seguinte posso dormir até ao meio dia, adoro um bom cozido à portuguesa, adoro quando o Sporting empata em Setúbal, agora... limpar o pó? Lavar a loiça? Aspirar? Passar a ferro? O que é que há para adorar nisso? "Ah, e tal, porque me ajuda a acalmar, porque me reduz os níveis de stress", dizem alguns. A mim é exactamente o contrário. Saber que tenho louça para tirar da máquina ou que tenho roupa para estender é coisa para me deixar uma vista a tremer com o nervoso. Não aprecio, pronto. 

O melhor da minha vida são as terças-feiras, dia em que a minha D. vem pôr ordem na barraca. Nesses dias até volto para casa mais feliz, só de saber que

Maneiras que é isto

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Estava aqui a passar os olhos pelo Facebook e bati com os olhos numa "notícia" que diz que parece que o mundo acaba hoje. Ora isto causa-me algum transtorno. Não o mundo acabar, isso em si não é necessariamente mau, mas o facto de não saber a que horas vai acontecer. É agora ainda da parte da manhã? É depois de almoço? Mais à tardinha? Ou vão esperar que a malta já esteja na cama e buuuuuuuuum, cá vai disto, para nem nos apercebermos bem? Não gosto desta falta de organização, isto é gente que não sabe organizar um evento como deve de ser. Querem acabar com o mundo? Tudo muito bem, percebo que já haja muita gente farta disto, eu própria tenho dias em que penso que uma bombinha vinha mesmo calhar, mas façam-no com método, com rigor. Há dress code ou vai tudo abandalhado? É para irmos almoçados ou come-se uma bucha pelo caminho? Ainda vale a pena ir deixar o carro à oficina para meter pastilhas ou já não vale a pena? Descongelo costeletas para o jantar? Com estas coisas ninguém se preocupa. Para lançar a notícia ao ar está tudo muito bem, mas depois o povo que se amanhe. Não há uma linha SOS Fim do Mundo, não há um site, não há um evento no Facebook, qualquer sítio onde a pessoa possa ver as suas dúvidas esclarecidas. É que isto, parecendo que não, empata-me o dia todo. Agora estou para aqui sem saber se pago a Segurança Social, se dou um jeito à casa, se sempre vou esticar o cabelo. Se calhar vou, não é? Se o mundo acaba ao menos uma pessoa vai em bom. Olhem, é esperar e ir espreitando o Twitter, que pode ser que adiantem mais alguma coisa. 

Diz que está na moda #57: chapéus

quarta-feira, janeiro 31, 2018
A minha relação com chapéus não é a mais fácil, sobretudo desde o chapéu que o checo Poborsky (esse grande ex benfiquista) marcou à nossa selecção em 1996 e que nos recambiou para fora do Europeu de Inglaterra. Mas pronto, ultrapassado esse pequeno trauma, eu até sou pessoa que aprecia chapéus, que até tem alguns, mas que se sente sempre ligeiramente exótica quando usa um. Parece que o mundo inteiro nos olha com alguma estranheza. E é pena, porque com o frio que está dão um jeitão do caraças. Se também apreciam, aqui ficam alguns modelitos jeitosos:

Porque é que eu faço stand up?

terça-feira, janeiro 30, 2018

O stand up entrou na minha vida como quase tudo o resto: por acaso. Não fui à procura, veio ter comigo e eu, que podia ter estado quieta, não disse que não. É a coisa mais difícil que já fiz na vida. A que mais me desafia, a que mais me tira da zona de conforto, a que me dá  pesadelos. Ao pé disto, correr uma maratona é quase divertido. Ao mesmo tempo, acho que poucas coisas me têm realizado tanto nos últimos tempos como isto. Porquê? Porque ali não há filtros, não há contenção, é quase como voltar aos primeiros tempos do blog, onde podia escrever tudo o que me apetecia, onde humor era só humor. Quem vai ver stand up sabe ao que vai, é difícil haver quem esteja ali ao engano. A predisposição é diferente, não é preciso estar a explicar "atenção que isto é uma piada, isto não é MESMO o que eu penso sobre este tema". Ter de fazer constantemente esse exercício no blog torna-se cansativo. No stand up, (quase) tudo são piadas, (quase) tudo é dito com único propósito: fazer rir. Há uma linguagem comum e isso é um alívio.

Quando o  blog começou eu não tinha grandes perspectivas sobre aquilo que seria. Foi andando. Mas o registo humorístico

Então e filmes de Óscares?

terça-feira, janeiro 30, 2018
Janeiro e Fevereiro são os melhores meses no que toca a filmes porque, basicamente, estreia tudo o que está nomeado para os Óscares. Probleminha: como há uns anos inventaram esta brincadeira de ter nove ou dez nomeados para melhor filme, em vez dos cinco habituais, uma pessoa vê-se e deseja-se para conseguir ver tudo a tempo. Lembro-me que no ano passado cheguei a fazer uma sessão tripla, saí do cinema com mais três dioptrias em cada olho. Este ano tentei disciplinar-me e já despachei sete dos nove nomeados. E se há por ali coisas muito boas, outras há que, não sendo más, me parecem só para encher chouriços. E, pelo caminho, encher os bolsos da indústria cinematográfica. Mas pronto, antes no cinema do que na farmácia, não é verdade? Ora então o que é que eu andei a ver:

Acho tanto a nomeação para melhor filme como para melhor actriz (Saoirse Ronan) manifestamente exageradas. De tudo o que vi até agora, foi o que menos me encheu as medidas. Pensei "ah, está bem, é engraçado", acho que é um daqueles que daqui a um ou dois anos já nem me vou lembrar bem que existiu. Basicamente é a história de uma adolescente e dos dramas típicos de uma adolescente: namorados, amigos, escola, pais Pronto, em calhando é uma versão muito simplista, mas achei mesmo que não havia ali grande história. Estive até ao fim à espera de uma grande reviravolta, de qualquer coisa incrível. Não aconteceu.

É preciso falar disto #13: o caso Lovely Pepa e o cyber bullying

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Num qualquer dia de Verão do ano passado fui ao ginásio de manhã. Voltei para casa,  peguei no Mateus e saímos para almoçar. Antes, passagem rápida pelo banco para tratar de um assunto qualquer cá da minha vidinha. Ia ainda de cabelo meio molhado, apanhado às três pancadas, sem maquilhagem, um macacão, umas sandálias rasas, a despreocupação estilística de um típico dia de férias. Uns dias mais tarde, num dos muitos blogs de ódio criados para acossar bloggers (preferencialmente, os que tenham algum sucesso), alguém deixava um qualquer comentário do estilo "vi a Pipoca no banco com o Mateus. O cabelo todo oleoso, um macacão fluorescente, umas sandálias de plástico de ir para a praia, um horror. Afinal aquela produção toda de maquilhagem e saltos altos é só para o blog, que decepção". Era isto. O meu cabelo molhado passou a oleoso, o meu macacão de ganga quase branca passou a fluorescente, as minhas sandálias de corda e camurça passaram a "de plástico" e eu passei de cuidada a desleixada. Quem conta um conto acrescenta muitos pontos. E assim se deu a queda de um mito. 

Sucede que eu sou uma pessoa com uma enorme capacidade de reter informação de merda, coisas que não interessam para nada.  E lembro-me que nesse dia, no banco

Diz que está na moda #56: sobretudos aos quadrados

quinta-feira, janeiro 25, 2018
A pessoa vai num metro ou num autocarro desta vida e o que é que vê? Sobretudos que quase parecem fardas, de tão parecidos que são. Sempre pretos, sempre cinzentos, sempre azul-escuros, sempre castanhos, (quase) sempre sem ponta de graça. Por um lado, percebe-se: um  bom casaco de inverno é caro, por isso mais vale apostar numa cor neutra e num modelo que demore a sair de moda. Eu percebo isso tudo. Mas, por outro lado, o tempo frio ainda está para durar e é muito fácil a pessoa morrer de tédio sempre enfiada no mesmo casaco. E já há opções mais em conta em quase todas as lojas e que podem ser uma boa alternativa. Um dos meus casacos de inverno preferidos foi comprado há uns anos, nuns saldos da Zara, e é aos quadrados vermelhos e azuis. Sempre que o visto até parece que fico mais animadita. E às vezes é só isso que se quer, com este tempo gelado. As lojas estão cheias de casacos em tartan, xadrez, aos quadrados, o que lhes quiserem chamar. Se forem rápidos, ainda apanham alguma coisa de saldos, mas nas colecções novas também há vários modelitos supimpas. Ora tomem lá e inspirem-se:


Hoje deu-me para isto #424

quinta-feira, janeiro 25, 2018

Diz que está na moda #55: riscas

terça-feira, janeiro 23, 2018
As riscas são aquele padrão que nunca sai propriamente de moda. Em maior ou menor quantidade, lá estão elas a acenar, colecção após colecção. Têm coisas boas e coisas más. Tanto podem ajudar a alongar a silhueta (riscas verticais) como fazer com que pareçamos pequenas zebras com mais 26 quilos em cima (riscas horizontais). Se são mais avantajadas ao nível da anca/rabiosque, evitem espetar com riscas horizontais nessa zona, porque tuuuuuuuuuudo vai parecer muito mais largo. Já as riscas verticais, não só dão altura (ficcional, obviamente), como ajudam a disfarçar a barriga e a pessoa até consegue parecer mais magrita. Ainda assim, não há nada como pôr os conceitos de lado e experimentar. Se gostarem de ver, se acharem que vos favorece, então vamos embora, sem medos. Se forem pessoas mais arrojadas, podem até misturar vários tipos de risca. Muito cuidadinho, que entre ficarmos com imenso estilo e parecer que estudamos artes circenses no Chapitô vai uma linha muiiiiito ténue. Aqui ficam algumas ideias:

A Pipoca está loucaaa #248

terça-feira, janeiro 23, 2018
Eu sei que Janeiro (e, vá, todos os meses de Inverno) é assim aquela altura em que custa sair de casa. Está frio, a pessoa está um bocado neura, é tudo a puxar para baixo. É por isso que é preciso contrariar a tendência e arranjar programas, preferencialmente que dêem para a família toda (já se sabe que miúdos em casa demasiado tempo tende a dar asneira). Uma boa sugestão é uma visita ao SEA LIFE, no Porto, e é por isso que tenho dez bilhetes duplos para vos oferecer (válidos até ao mês de Agosto. Além disso, os participantes no passatempo podem ainda usufruir de um código de 30% de desconto na compra de bilhetes duplos no SEA LIFE Porto, com o código PIPOCA30, até dia 6 de Fevereiro. Podem comprar os bilhetes aqui).



Com 2200 metros quadrados, o SEA LIFE é um espaço de cultura, entretenimento e lazer que proporciona aos seus visitantes uma experiência única de descoberta das maravilhas do mundo marinho. Além disso, promove a conservação das espécies pela via da consciencialização social e da educação. Algumas das maiores atracções são o tubarão de pontas negras, o peixe-palhaço, o peixe-dragão ou os cavalos-marinhos, apenas algumas das quatro centenas de diferentes espécies marinhas e de água doce que vivem em cada um dos 31 aquários instalados no SEA LIFE. Há ainda um túnel subaquático - o primeiro do país e que atravessa mais de 500 mil litros de água. O SEA LIFE está aberto todo os dias do ano (excepto no Natal), mas se preferirem em modo romântico, para o Dia dos Namorados está a ser preparada uma iniciativa que inclui um jantar especial e música.

Para se habilitarem a um destes dez bilhetes duplos para o SEA LIFE só têm de:

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