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Negócio da China... mentira, é português #25

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Há muitos, muitos anos, nem me lembro quantos, a minha mãe ofereceu-me uma figura de Nossa Senhora de Fátima que anda comigo para todo o lado. Se vou viajar ela vai também, e nas raríssimas vezes que me esqueci de a levar sinto sempre um ligeiro desconforto, como se a protecção divina ficasse nos níveis mínimos. De tanto andar de um lado para o outro, a imagem está velhinha, a perder a pintura, já lascada em alguns sítios. Já andava para comprar uma nova há algum tempo, mas ainda não tinha encontrado nenhuma suficientemente especial. Até que recebi uma no Natal, enviada pela Treze. Ora bem, a Treze é uma marca de artigos religiosos, sediada em Fátima, que é assim uma espécie de irmã mais nova de uma marca com mais de 30 anos, a Marfilar. A Marfilar, especializada na produção de figuras religiosas em pó de pedra e com acabamentos manuais, foi criada pelos pais da Sofia, que sempre foi olhando para o negócio da família com vontade de lhe dar uma nova vida.  E assim foi. Usou o know-how dos pais, juntou-lhe a sua criatividade e criou a Treze, com artigos religiosos mais apelativos e estilizados, a piscarem o olho às novas gerações. Acho o conceito muito bonito, sobretudo por procurar novas formas de manter um negócio antigo. Boa sorte para a Treze!

Diz que foi despedido do Porto

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Primeiraaaaaaas para o acolher cá em casa. 

E estão os anos passados

quarta-feira, janeiro 06, 2016
Obrigada a todos pelas felicitações. =)

Venham daí, 35

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Não foi assim há tanto tempo que ansiava pelo meu dia de anos. Começava um novo ano e eu quase que fazia tracinhos na parede, numa contagem decrescente nervosa até ao grande dia. Onde é que isso vai. Agora ligo menos aos anos do que ao Natal. Para começar, está sempre um dia de merda. Cinzento, chuvoso, não me lembro da última vez que fez sol nos meus anos. Até o funeral do Eusébio calhou no meu dia de anos, querem coisa mais triste? A memória que tenho desse dia é de estar a almoçar com os meus pais e a chorar baba e ranho enquanto assistia ao funeral pela televisão. Ninguém merece. Depois é esta coisa de ver os anos a passarem tão depressa, e isso sim, mexe comigo. Não o sinto tanto no corpo. Verdade que tenho mais rugas, verdade que o corpo vai mudando, verdade que se vai estando mais atenta às mudanças que o tempo impõe, mas nem é tanto isso que me chateia. É mais a velocidade a que isto passa, o sentir que ainda sou uma miúda e não reconhecer os 35 que o BI jura que eu tenho. Uns dizem que os 35 são os novos 25. Talvez. Eu vejo a coisa mais como "um passo mais próximo dos 40" e, meus amigos, essa ideia não me tranquiliza. Não pelo número, mais pelo que significa. Se tiver sorte, aos quarenta estarei a meio da vida. E se os primeiros 40 passaram a correr, os segundos vão passar a voar. Longe de mim querer deprimir-vos, mas no dia de anos dá-me sempre para isso, para lamentar a celeridade da vida. E é por isso que estou para aqui, feita anémona, em pijama, com vontade de passar o dia na cama a papar séries e de telemóvel desligado, para não ter de repetir 87 vezes a conversa do "sim... pois é... mais um ano... obrigadinha". Estou a ser melodramática, eu sei. Porque, feitas as contas, aos meus 35 anos soma-se um porradão de coisas boas. De coisas óptimas. De coisas pelas quais agradeço todos os dias. Posto isto, cara alegre e venham daí esses 35.

A menina dojanos!

quarta-feira, janeiro 06, 2016
35
Porra, 35...
Quando recuperar do choque já cá venho dizer qualquer coisinha mais substancial.

Não quero ter filhos, e então?

terça-feira, janeiro 05, 2016

No que diz respeito à maternidade há alguns temas tabu sobre os quais as mulheres são praticamente convidadas a mentir, sob pena de terem de levar com a fúria de gente que, assim de repente, nada tem a ver com o assunto. Por exemplo, se a mulher optou por uma cesariana, então é capaz de ser melhor dizer que o bebé estava atravessado, que não deu a volta ou que estava a fazer piruetas e mortais encarpados à retaguarda às 40 semanas. Se a mulher decidiu não dar de mamar, então tem de dizer ao mundo que o leite era mau, que sabia a iscas de cebolada, que o bebé era mauzinho para comer ou que, misteriosamente, o leite nunca chegou a subir. Isto, óbvio, acompanhado de lágrimas de dor e pesar por não poder experienciar o mais bonito e enternecedor momento da vida e por, já se sabe, nunca ir conseguir criar laços com o puto que, antes dos 10 anos, já terá sucumbido ao mundo do crime e da toxicodependência. E depois há as outras, as que, pura e simplesmente, não querem ser mães. Não estão para isso, não se imaginam, não gostam de miúdos, ou até gostam, mas dos dos outros, não precisam de um inteirinho só para elas. Também a essas aconselham que mintam. "Ai, filha, tu não digas tal coisa, diz antes que não podes ter, que te saiu um útero ruim, também não vale a pena estares para aí a chocar as pessoas com tamanha heresia". 

Bloopers 2015

terça-feira, janeiro 05, 2016
2015 foi mais um ano com muitas e muitas fotos. As mais certinhas já eu vos mostrei, mas faltam as outras, as que fazem sempre parte de todas as minhas sessões com a Inês. Porque é sempre preciso desanuviar, fazer parvoíces, compor o cabelo e, claro, rir muito. E porque a Inês está sempre de máquina em punho, pronta a registar todos esses momentos. Aqui ficam alguns dos melhores/piores.

É preciso falar disto #5

segunda-feira, janeiro 04, 2016
Por favor, digam-me que já viram o vídeo em que a Ivete Sangalo desanca o marido durante um concerto, porque é só assim uma pequena maravilha. Ahhhh, isto é que é começar bem o ano, com escandaleira da boa. Para quem não viu, eu faço um resumo assim muito rápido, só para ficarmos todos na mesma onda. Então foi assim, a poderosa da Ivete estava num qualquer palco da Baía a cantarolar as suas musiquinhas, arerê, simbora, tira o pé do chão, quando percebeu que o marido estava de bate-papo com uma qualquer piranha. Ora o que é que a Ivete fez? Não, não esperou para chegar a casa e lavar roupa suja, preferiu tratar do assunto logo ali, de microfone em punho: "Quem é essa aí, papai? Está cheia de assunto, hein? Conversando p'rá caralho". Isto com um tom de voz de quem está prestes a descer do palco e a enfiar a mão na cara da outra, ao mesmo tempo que ensaia assim uma espécie de golpes de Muay Thai. Bom demais. Ou então não. É que uma pessoa fica um bocado dividida. Por um lado, acho que a Ivete fez bem em despachar logo ali o assunto, que se há mulher que não leva desaforo para casa é ela. Se se estão a fazer ao marido mesmo debaixo do nariz do furacão da Baía, então a coisa resolve-se na hora, se for preciso até anda à chapada em pleno palco. Por outro lado, o mundo inteiro ficou a saber que a Ivete, aquele portento de mulher, também tem as suas crises de insegurança, ao ponto de montar toda uma cena de ciúmes em frente a uma multidão. Será que precisávamos de saber disto? Duvido. O que sei é que qualquer tipa que queira meter conversinha com o marido da Vetinha vai pensar melhor no assunto. É que a mulher tem todo o ar de não se ensaiar nada em passar com um carro por cima de qualquer uma que fure a distância de segurança que ela traçou para o marido. Fiquem longe, minhas amigas, fiquem longe.

#teamivete


Desejos, sonhos, ambições, planos e essas tretas todas: versão 2016

segunda-feira, janeiro 04, 2016
Os últimos dias do ano foram dedicados a fazer... nada! Aproveitei a pausa generalizada do país para também eu não fazer grande coisa para além de estar com a família, com os amigos e descansar. Não tenho muitas folgas destas, por isso soube-me lindamente entrar assim em 2016, até porque se adivinha mais um ano louco e cheio de trabalho. Não me estou a queixar, muito pelo contrário, só precisei de recuperar um bocadinho a energia para agora voltar em força. E porque o ano ainda agora se estreou, está praticamente como novo, parece-me que dia 4 é um dia óptimo para falar de planos, desejos, sonhos, ambições e todas essas tretas sobre as quais gostamos de dissertar sempre que arranca um ano. Ora cá vai disto:


Começar tão bem o ano

sábado, janeiro 02, 2016
Anos que começam no cinema começam sempre bem. E se começarem com o "Youth", do Sorrentino, começam ainda melhor. Mais do que a história, vale muito pela imagem, pelas personagens e pela banda sonora que estou a ouvir em loop desde ontem. Maravilhoso. Menos maravilhoso é "A Rapariga Dinamarquesa". Filme meio chatinho, mas com mais uma interpretação fantástica do Eddie Redmayne, o novo menino querido de Hollywood, que se arrisca seriamente a limpar outro Oscar este ano. Por fim, o primeiro dia do ano serviu para acabar o Narcos. Foram seis episódios de enfiada, mas eu precisava muito de saber como é que ia acabar a perseguição ao Pablo Escobar. Série muito boa, disponível no Netflix. 
Com isto tudo, o plano de começar o ano a ler ficou um bocadinho para trás, mas antes de me viciar numa nova série vou acabar o "Bilhete de Identidade", da Maria Filomena Mónica. O ano é longo, tem de dar para muita coisa.

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