Hoje fala-se de casamentos. Aqui.
sexta-feira, maio 06, 2011
Estava tudo muito bem encaminhado. Encontrámos uma casa novinha em folha, um duplex amoroso, à nossa medida, com um preço bem abaixo do que esperávamos pagar. Fizemos uma proposta, chegou-se a um valor e demos início ao processo. No meio disto tudo, o proprietário do prédio foi sempre um porreiro, super disponível. Fizemos segunda visita à casa, tirámos algumas medidas, dissemos que paredes queríamos deitar abaixo e onde íamos pôr o ar condicionado. Até mobiliário para o terraço nós andámos a ver. Hoje foi dia de avaliação da casa. E a senhora da imobiliária ligou a dizer que tinha havido um problema. E que queria falar connosco pessoalmente. O problema não era só um, eram dois. E graves. Em primeiro lugar, o porreiro do proprietário não declarou o andar superior do duplex. Na planta do prédio estava como sendo uma área comum e não uma parte do apartamento, por isso não entrou na avaliação. Moral da história, a casa desvalorizou automaticamente. Em segundo, o porreiro do proprietário prometeu a casa a mais pessoas, que também já fizeram avaliação. Na nossa boa fé, não assinámos promessa de compra e venda, por isso ele impingiu a casa a várias pessoas e ficou de braços cruzados a ver quem se despachava primeiro. A senhora da imobiliária passou-se, acusou-o de ser desonesto, mas o porreiro do proprietário alegou que sempre tinha dito que vendia a quem assinasse primeiro o contrato. Pois. Pena que só tenha dito isso para si mesmo, porque a nós e à agência nunca disse nada. Pagámos uma avaliação (que não é nada barata), e claro que agora ninguém assume as culpas. O mínimo era dizer-nos que havia mais pessoas interessadas, e nós logo decidíamos o que fazer. Mas não, calou-se bem caladinho e deixou vários processos pendentes, a ver qual avançava primeiro. Sempre gostava de saber o que aconteceria se todas as avaliações fossem para a frente e se todos os interessados na casa iniciassem o processo de compra. Quando é que o porreiro do senhorio estaria a pensar contar-nos? Sinceramente, não tenho paciência para chicos-espertos nem para filhas-da-putice. Odeio gente pouco séria e odeio que, nos dias que correm, a palavra já não sirva para nada. Resta-me esperar que o prédio tenha infiltrações e que a cave, onde o porreiro do proprietário vai morar, seja assolada por cheias violentas. É isso e baratas.
Ainda assim, a esperança é a última a morrer
quinta-feira, maio 05, 2011
Com uma dúvida existencial: será melhor perdermos já hoje com o Braga e inventarmos uma desculpa qualquer (tipo, que fomos roubados, ou que houve um frango do Roberto) ou vamos à final e somos (novamente) humilhados pelo Porto? Ai, é tudo tão difícil...
Ainda assim, há sempre esperança. Por ti, por ti, eu ireeeei cantaaaaaaaaaaaaaaar!
terça-feira, maio 03, 2011
Preciso de um hotel em Nova Iorque. Bom, bonito, barato e central. A viagem está marcada há oito meses e claro que dissemos que íamos tratar do hotel logo na altura, para ficar mais em conta. Hã hã. A um mês da viagem e tudo por marcar. Há dois anos ficámos no Stay, que era muito fofinho, central e nada caro, mas agora queríamos mudar de ares. Já agora, hotéis em Chicago, se não for pedir muito...
Ainda o Peso Pesado (que está a dar agora)
segunda-feira, maio 02, 2011
E taaaaaanta conversa! E falam, falam, falam, falam, e contam e voltam a contar porque é que estão ali, e a Júlia pergunta mais uma vez, e eles contam tudo de novo, e blá blá blá blá blá, e não se calam, e dizem todos o mesmo, e as perguntas são todas iguais, e é um desespero! Onde é que anda a produção, caraças?
segunda-feira, maio 02, 2011
Não tenho talento para mandar. É um facto. Nem talento, nem vontade. Odeio dar ordens, odeio pedir, odeio estar a chatear. Já ouvi muitas vezes que com a minha postura nunca vou chegar a chefe, e a minha resposta é sempre a mesma: "ainda bem". Não quero ser chefe, não tenho ambição nenhuma pelo poder, nem sequer um pequeno desejo sórdido de poder ter lacaios. Ter poder só dá chatices. Criam-se inimigos, metemo-nos em desaguisados e, invariavelmente, deixa-se de se fazer o que se gosta. No caso específico do jornalismo e da imprensa escrita, quanto mais alto se sobe na carreira, menos se escreve. E isso é o que eu realmente gosto de fazer. Arrisco mesmo dizer que é a única coisa de que gosto. Daí não almejar ser directora de um jornal ou de uma revista, o sonho máximo de um jornalista. Estar fechada num cubículo a editar o que os outros escreveram e a tomar decisões estratégicas não é para mim. Quero é sopas, descanso e palavras, muitas palavras para escrever. Talvez por ter este desinteresse pelo poder assim em geral, fico nervosa com pessoas que abusam do poder que têm. E que, muitas vezes, nem é poder nenhum. Por exemplo, empregados de café, funcionários das finanças, polícias, etc e tal. Qualquer pessoa que sabe que, naquele instante, é a única que pode resolver um problema a outra e, por isso mesmo, estica a corda ao limite. Não tenho paciência para maus modos, para antipatias, para caras fechadas. Lembrei-me disto ontem, ao ver o Peso Certo. Acompanho o Biggest Loser desde sempre, sou completamente viciada, por isso estava muito curiosa para ver a versão portuguesa. E a coisa até nem estava a correr mal de todo, até aparecer um suposto militar a berrar ordens e a humilhar dois dos concorrentes. Não sei onde é que a SIC estava com a cabeça para achar que tal coisa tinha graça, mas de certeza que não tiraram a ideia do Biggest Loser. A ideia não é, nem nunca foi, humilhar as pessoas, ser agressivo ou despropositado. Que era o que aquele jovem patético, de óculos escuros e roupa camuflada, estava a ser. Se calhar foi esse o briefing que lhe passaram ("berra aí com os concorrentes e vê se os levas às lágrimas, que ainda não é suficientemente triste para eles terem o peso que têm"), mas eu tenho a certeza que ele estava a ter prazer naquilo. É um ilustre desconhecido, alguém que seguramente não manda em nada nem em ninguém na vidinha de todos os dias, por isso aproveitou ter ali dois desgraçados obesos para se armar em Hitler dos tempos modernos. Achei uma tristeza vê-lo a atirar baldes de água à cara dos concorrentes, deu-me voltas ao estômago, e percebi que a SIC sabe realmente como dar cabo de um programa que tinha tudo para ser um sucesso. Era complicado, tendo em conta a edição original, mas conseguiram. E nem vale a pena falar de uma Júlia Pinheiro completamente amorfa e fora do registo a que está habituada. Devia estar ali mortinha para largar aos berros ou para dar cambalhotas, mas pronto, foi-lhe pedida uma postura comedida e ela lá fez das tripas coração. Fiquei desiludida com o Peso Pesado, mas também não posso dizer que estava à espera de mais.
segunda-feira, maio 02, 2011
Desde miúda, sempre adorei a Feira do Livro. Foi lá que me apetrechei de grande parte das colecções Uma Aventura, Clube das Chaves, Viagens no Tempo, os Diários de Adrian Mole, ou de livros como o Diário de Anne Frank ou A Lua de Joana, etc e tal. Mais tarde chegaram os livros da Isabel Allende, um ou outro do Paulo Coelho (tinha 14 anos, não tinha noção da vida) ou as Brumas de Avalon. Também foi lá que comprei Miguel Esteves Cardoso, Saramago, Eça e outros que tais. Enfim. Grande parte do meu espólio livreiro veio de lá. Gosto do ritual de percorrer todas as barraquinhas e só comprar no fim, de procurar os descontos do dia, de inspeccionar tudo ao pormenor em busca de relíquias perdidas, de ficar nas filas para os autógrafos. Gosto das farturas, dos churros, das pipocas, do algodão doce, da língua da sogra e de todas as porcarias que por lá se vendem. Gosto de ir com a minha mãe e de a ouvir dizer "vá, deixa lá, eu pago esse". Regra geral ia sempre no dia da criança e tinha direito a escolher um ou dois livritos. Essa parte não mudou. Gosto de ver as famílias em passeio e gosto, sobretudo, de ver a malta a comprar livros. Ontem lá fui eu, porque Feira do Livro que se preze é ao domingo, e claro que me desgracei. Como me desgraço sempre. Entre livros de moda, uma biografia do João Paulo II ou os novos do Hugo Gonçalves e do Ken Follett, trouxe de tudo um pouco. E cheira-me que vou voltar. Já disse que adoro a Feira do Livro?
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