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quinta-feira, janeiro 06, 2011
Hoje estou uma chata do pior.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
"Life is a game and true love is a trophy", cantava hoje o Rufus Wainwright, enquanto eu estava no banho. Ah, então é isso. É esse o segredo da vida.

Ah, então é isso

quinta-feira, janeiro 06, 2011
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Ontem à noite só pensava que estava a viver os últimos minutos dos vinte, que não havia volta a dar. A verdade é que a última década passou a correr, tal como a outra antes, e isso preocupa-me. Sou uma atormentada com a passagem do tempo, com a perenidade da vida e essas merdas todas. Cada vez mais sinto que me vai faltar o tempo para tudo o que quero. Todos os livros, todas as viagens, todos os filmes. Deve ser por isso que já não consigo dormir tranquilamente até às duas. O cérebro desperta-me e obriga-me a saltar da cama, que o tempo urge e não pode ser passado a dormir. Irrita-me que estar nos trinta seja uma impossibilidade para uma data de coisas. Jamais poderei a vir a ser uma ginasta de sucesso. Jamais poderei vir a ser uma grande actriz. Jamais poderei vir a ganhar o Nobel da Física. Nada que me deixe particularmente triste, mas irrita-me que haja coisas que já não estão ao meu alcance, simplesmente porque a idade para as atingir ou começar a trabalhar seriamente para elas... já lá vai! Há muita coisa que já lá vai, and there's no turning back. Lixa-me isto de se andar por cá tão pouco tempo. Lixa-me que um terço (ou mais) da minha vida já tenha passado e que não tenha feito nada de espectacular, de memorável, de grandioso. Lixa-me, pronto. E por isso não percebo a alegria alheia pelos 30. Para além de que sempre imaginei que aos 30 teria uma vidinha completamente diferente, com filharada, um emprego bem sucedido, atitudes muito pensadas e adultas. Não cheguei lá, nem me vejo perto. Talvez aos 35? Aos 35 é que é? É que para já sou só  uma miúda. Com 30 anos.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
terça-feira, janeiro 04, 2011
Desde miúda que sempre quis ter um cão. Sempre, sempre. Passava a vida a chatear os meus pais e a conversa era sempre a mesma. Que não temos casa, que os cães não se dão bem em apartamentos, que se tivéssemos um jardim ainda podíamos pensar no caso, que talvez um dia, quando mudarmos para outro sítio. Pois, a questão é que nunca mudámos e, por isso, nunca tive direito a cão. Tive de me contentar com peixes e tartarugas sem graça nenhuma. Há uns tempos voltei a falar disso. E o meu excelso marido voltou a chatear-me com a mesma conversa: que não temos espaço (oi? Quase 200m2 não dão para o bicho?), que é preciso ir à rua, que rói sapatos, que chateia, que um dia, talvez, quando tivermos uma casa com jardim. Um dia, um dia, um dia. Assim de repente, quantas pessoas é que vocês conhecem que, de um momento para o outro, deixaram de viver num apartamento e se mudaram para uma casa com jardim? Assim de repente... conheço zero! Por isso, é óbvio que também nós não iremos mudar para uma casa com jardim, nunca na vida. Queria muito ter um Jack Russell Terrier. Pode não ser o cão mais bonito do mundo, mas desde que vi A Máscara fiquei apaixonada. São espertos que nem alhos, pequenos dentro do género, e têm um ar querido que só eles. Ora o meu homem, que já me disse 40 vezes que não podemos ter um cão (chegando até a dizer que se um cão entrar ele sai), hoje decidiu, de livre e espontânea vontade, enviar-me um mail com todas as contra-indicações de um pequeno Jack Russell. Que morde em crianças, que leva as brincadeiras a peito, que ladra que se farta, que é hiperactivo e precisa de correr maratonas, que não se dá bem num apartamento, que se não lhe dão atenção vira a boneca e larga a destruir tudo o que apanha à pata, que não é animal friendly e que é capaz de engolir todos os bichos com quem se cruzar. Enfim, de repente apresentou-me um monstro. Passou de bicho fofinho a fera descontrolada. Mas eu por acaso perguntei alguma coisa? Já me tinha mentalizado que não posso ter um cão, por isso para que é que foi isto agora? E ainda acabava a dizer "se algum dia tivermos um cão não pode ser um Jack Russell". Ah. Que bom. Que informação de extrema utilidade.Pois eu acrescento mais: ou é o Jack Russell ou não é nenhum. E como, à partida, não ia mesmo ser nenhum, qual é a grande novidade? Nenhuma. Pois.
domingo, janeiro 02, 2011
O segundo dia do ano foi passado inteiramente de pijama. E como eu gosto disto.
sábado, janeiro 01, 2011
Gostei muito de ver o pai do Toino, da Casa dos Segredos, a dizer que tinha muito orgulho na prestação do filho. De facto, se há coisa difícil de fazer é ficar fechado, voluntariamente, numa casa a dizer parvoíces, com comida farta, cama feita, roupa lavada e contas pagas. A vida dura não é cá fora, é na Casa dos Segredos. Por isso, como é que não se pode ter orgulho num filho assim?

Ora então muito bom ano e até amanhã, que tenho sono.

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