sábado, junho 20, 2009
Decididamente, o Pipoca-mobil não se dá com os ares do Algarve. Todas as chatices mecânicas que tenho são no Algarve, o que me leva a crer que a minha selecta viatura não gosta de ser afastada do meio urbano. O meu primeiro carro - o Pipoca-mobil I - decidiu ficar sem mudanças algures entre Tavira e Vila Real de Santo António. Já o Pipoca-mobil II, ficou sem bateria no Carvoeiro. Desta vez, assim que entrou na via do Infante, vá de começar a tremer por todos os lados. Ele era o volante a guinar para a esquerda, ele eram as mudanças que parecia que iam saltar, ele era eu a parar para ver o que é que se passava, debaixo de um sol de 40 graus. Aparentemente, tudo normal. Vá de voltar para o carro, e a coisa recomeçou, o que me obrigou a ir a 80, não fosse aquilo explodir, e a ser ultrapassada por veículos com matrículas de 78. A rezar a todos os santinhos para não ficar apeada, lá consegui chegar a uma oficina. Diagnóstico: um pneu rebentado. Mas esperem lá, quando um pneu rebenta não é suposto explodir, bummmm, carro às voltas, drama, emoção? É que os pneus foram a primeira coisa que eu fui ver, e tinham todos um ar muito feliz e saudável. Não estavam murchinhos, não estavam em baixo,não estavam deprimidos. E, de finitivamente, não estavam rebentados. Mas pronto, não discuti com o senhor mecânico, que se prontificou logo para me pôr dois sapatinhos novos no carro. Depois lá me chamou para ver o pneu rebentado. "Não está a ver aqui? Estes altos? E esta fenda aqui?". Não, não estava a ver grande coisa. Pronto, depois de ele tanto apontar, lá consegui perceber que o pneu estava ligeiramente disforme, mas nada que eu pudesse ter detectado antes. Por isso vá de desembolsar mais de 100 euros, mas tudo era preferível a ter de voltar para Lisboa de autocarro. O Pipoca-mobil II já está completamente restabelecido, a dencansar, que uma coisa destas deixa um carro estafado.
sexta-feira, junho 19, 2009
Pequenos trolls, peço muita desculpa, mas o Haloscan teve uma coisinha má e engoliu alguns dos comentários do post abaixo. Eu aceitei todos, mas só metade apareceu, o resto perdeu-se para todo o sempre na escuridão infinita da blogosfera.
Quanto ao texto da Zara, o problema não foram os comentários falso-púdicos, menos ainda a ameaça de que iam contar tudo ao Sr. Inditex. O problema é mesmo as pessoas serem estúpidas e mal intencionadas, e procurarem atingir-me e prejudicar-me a níveis que nada têm a ver com este blog. Já devia estar habituada a coisas do género, mas continuo a ficar siderada com os requintes de malvadez que se praticam, sempre de forma anónima, pois claro. Devia ir a Fátima, benzer-me contra a inveja, a mesquinhez e, sobretudo, a parvoíce. Chega pra lá!
Quanto ao texto da Zara, o problema não foram os comentários falso-púdicos, menos ainda a ameaça de que iam contar tudo ao Sr. Inditex. O problema é mesmo as pessoas serem estúpidas e mal intencionadas, e procurarem atingir-me e prejudicar-me a níveis que nada têm a ver com este blog. Já devia estar habituada a coisas do género, mas continuo a ficar siderada com os requintes de malvadez que se praticam, sempre de forma anónima, pois claro. Devia ir a Fátima, benzer-me contra a inveja, a mesquinhez e, sobretudo, a parvoíce. Chega pra lá!
quinta-feira, junho 18, 2009
Ah, pois é, minhas amigas, agora é que vão ser elas. Este fim-de-semana vai haver uma corrida de saltos altos, em Alcântara. Giro, giro era se a corrida estivesse aberta a homens, para eles verem o que é bom para a tosse. Infelizmente, não vou estar por cá, se não era menina para me enfiar nos meus saltos de 12 cms e desatar a correr. É que, parecendo que não, já levo muitos e bons anos de prática na calçada portuguesa. E os prémios são bem bons, cartões de débito entre 250 e 1000 euros. Mas pronto, vão vocês em minha representação, sim? Mais informações aqui.
terça-feira, junho 16, 2009
Há cinco anos e meio, quando este blog começou, não tinha nenhum objectivo muito nobre. Era o boom dos blogs, toda a gente tinha um, e eu vi ali uma boa maneira de escapar às contingências editoriais de um jornal diário. No blog podia escrever todas as parvoíces que não podia escrever no trabalho. E só servia mesmo para isso, para as parvoíces. Primeiro chegaram os amigos. Depois os amigos de amigos. Depois os habitués dos blogs. Depois os que fizeram uma busca sobre como fazer pipocas. Depois os que iam voltando. Os que foram de vez. Os que ficaram. Os que odeiam. Sem eu ter feito grande coisa por isso, sem saber explicar muito bem porquê, as visitas multiplicaram-se. O recanto cor-de- rosa (durante muito tempo foi laranja) cresceu. Fiz amigos, arranjei biscates na escrita, enervei-me, ri que nem uma perdida, fiquei alcunhada de Pipoca, escrevi demais, escrevi de menos, arrependi-me, orgulhei-me.
Não concorro a um Pulitzer, a um Nobel, a trigésimas edições, a cheques chorudos. Por isso, aos do costume, poupem-me à crítica literária, à contagem exaustiva de gralhas, às contradições verbais, às premonições que o livro acabará na secção de literatura do Jumbo, com o autocolante de um euro (vejam as coisas pelo lado positivo: nessa altura podem comprar às dúzias, para alimentar a lareira nas noites frias de inverno).
Antes que perguntem: é da Oficina do Livro, tem 210 páginas, custa 12,50€
Agora o Pipoca chega a livro. Não sendo escritora nem tendo pretensões a tal, há sempre a pontinha de orgulho. Não tanto pelo que escrevo (e que continuo a apelidar de parvoíces), mais por quem aposta e acredita. Acho que nasci com o rabo-com-celulite virado para a lua. E isso explica que as coisas vão acontecendo à minha volta sem que eu faça muito por isso. Acontecem, simplesmente.
Não concorro a um Pulitzer, a um Nobel, a trigésimas edições, a cheques chorudos. Por isso, aos do costume, poupem-me à crítica literária, à contagem exaustiva de gralhas, às contradições verbais, às premonições que o livro acabará na secção de literatura do Jumbo, com o autocolante de um euro (vejam as coisas pelo lado positivo: nessa altura podem comprar às dúzias, para alimentar a lareira nas noites frias de inverno).
Lá para o final da semana o Pipoca está nas bancas e isso, só por si, já chega e sobra.
A dedicatória é para vocês. Está lá, escritinho numa das páginas iniciais. Como todas as dedicatórias, também esta é para a vida. E do fundinho do coração.
A dedicatória é para vocês. Está lá, escritinho numa das páginas iniciais. Como todas as dedicatórias, também esta é para a vida. E do fundinho do coração.
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