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Grávida-queixinhas #4

terça-feira, junho 26, 2018

Na semana passada devia ter ido com os meus amigos de férias para Espanha. Já tínhamos ido no ano passado, adorámos, por isso decidimos repetir a dose. Como estou grávida, eles gentilmente acederam a ir mais cedo. Ou seja, desistimos de Agosto e concentrámos forças em Junho, que também é um mês bem bonito. E já estávamos a contar os dias e a fazer tracinhos na parede quando, duas semanas antes, a miúda que carrego no bucho começou a manifestar sinais da sua personalidade. Estava eu muito bem no escritório quando me queixei às coleguinhas que a miúda não estava quieta, que estava só a empurrar, a empurrar. A coisa estava de tal maneira que achei que, a qualquer momento, ia ver aparecer um pé a sair-me da barriga.

Grávida-queixinhas #3

sexta-feira, maio 11, 2018

Olhando assim de fora, acho que sou uma grávida relativamente fixe. Passada a fase dos enjoos-horribilis - e aí sim, queixei-me já pelos próximos 50 anos - acho que até não sou dada a grandes lamúrias ou exigências (prova disso é que este é só o terceiro "grávida-queixinhas" em seis meses). Na verdade, acho que devia abusar muito mais da minha condição de grávida para não mexer uma palhinha. Este segundo trimestre tem sido bastante tranquilo, bem melhor do que o primeiro. Já não tenho aquela vontade permanente de me arrastar, aquele sono de idosa de 87 anos, aquela falta de energia que me fazia variar apenas entre a cama e o sofá, a incapacidade de comer muito mais do que tomates crus, assim como se fossem maçãs (entretanto a lontra já come tudo novamente)... enfim, está tudo bem mais calminho. Ao ponto de às vezes até me

Grávida-queixinhas #2

segunda-feira, março 19, 2018

A natureza, de facto, é uma coisa muito bem engendrada. Entre outros feitos incríveis, é ela que nos apaga da memória o que passámos numa primeira gravidez e nos faz achar que partir para uma segunda é uma ideia do caraças. E este fenómeno vai aumentando à medida que temos mais filhos: quantos mais temos, mais nos esquecemos. É a lei da sobrevivência da espécie, caso contrário já estávamos extintos. 

Eu culpo a natureza mas, na verdade, não me lembro mesmo de a gravidez do Mateus ter sido um martírio de enjoos e mal estar generalizado. Acho mesmo que não foi, mas se calhar sim e eu eliminei isso estrategicamente da minha memória. Enjoei um bocado ali nos primeiros três meses, mas era uma coisa pontual, não era todos os dias, a toda a hora. Desta vez

Grávida-queixinhas #1

sexta-feira, março 02, 2018

Ainda me custa a acreditar que chegámos a Março. Sobrevivemos, pessoal. Uma salva de palmas para nós, que passámos pelos dois meses mais deprimentes do ano e conseguimos chegar até aqui. Uhhh-uuuuhhhhhhhh! Eu não sei que raio se passou, mas este Janeiro parece que durou 87 dias. E se calhar durou mesmo, alguém se deu ao trabalho de contar? Não, pois não? Pois, a malta confia e é assim que somos endrominados. É como quando estamos a ver bola e, de repente, parece que a outra equipa tem mais 7 jogadores do que a nossa. Já dei por mim, várias vezes, a contá-los, que a mim ninguém me engana.

Tenho para mim que esta sensação de Janeiro-interminável teve muito a ver com o factor gravidez. E com o frio. Valha-me Deus, que Janeiro foi impossível. Passei (e continuo a passar) o tempo sem nenhuma energia, enjoada que nem uma pescada, só estava bem como o Menino Jesus: ou estendida ou deitada. Sair à rua, mesmo que só para levar o Mateus à escola, assemelhava-se bastante a escalar os Pirinéus, tudo me deixava de rastos. Por isso, parece-me que Janeiro foi passado a hibernar, mal saí de casa, os dias simplesmente não passavam. O facto de quase ninguém saber que eu estava grávida também não ajudou,

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