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Dicas para entrar num avião sem achar que se vai falecer

segunda-feira, março 18, 2019


Não me lembro exactamente quando é que o medo de andar de avião começou. Na verdade, acho que sempre lá esteve, nunca me senti propriamente muito confortável enfiada numa latinha com asas, sem o chão debaixo dos pés. Mas a coisa foi-se agravando. Porque fui ganhando mais consciência, porque houve vários acontecimentos que mudaram a forma de se andar de avião - 11 de Setembro, pilotos suicidas, etc e tal -, porque fui mãe. Enfim. Eu vou, nunca deixo de ir, porque o prazer de viajar é maior do que o medo, mas não sou, nunca serei, daquelas pessoas para quem andar de avião é como andar de autocarro, e ainda mal se sentaram e já roncam e largam um fio de baba. Odeio pessoas dessas.

Começo a sofrer uns dias antes, os meus níveis de ansiedade aumentam automaticamente. E, mentalmente, começo a despedir-me das coisas. Tipo, vou a caminho do aeroporto e a pensar "é a última vez que passo nesta rua". Sim, sou dramática, nada a fazer. Nos últimos anos a técnica (mais ou menos) infalível tem sido tomar um drunfozito (receitado pelo médico) meia hora antes de entrar no avião, a ver se a viagem é mais calma. Não é nada de muito potente, não me deixa inconsciente, mas é o suficiente para me tirar a ansiedade, para não ir o tempo todo a cravar as unhas no braço ou a dizer coisas estúpidas, tipo "o motor parou!!!!!!". E, devo dizer, a minha qualidade de vida durante os voos melhorou substancialmente.

Por mais que me venham com estatísticas, que me digam que é raríssimo um avião cair, que mais depressa me espeto de carro... não há volta a dar. É irracional, não vale a pena. Aquele medo de que o avião vai cair, o piloto vai perder os sentidos e espetar-se contra uma montanha altíssima, que há um terrorista em cada banco ou que os motores vão todos entrar em curto circuito ao mesmo tempo e o avião vai explodir são pesadelos constantes na minha cabeça durante um voo. Nada a fazer.

Para mim este medo não é impeditivo. Lá está, nunca deixei de viajar, mas há quem deixe. Há quem não consigo pôr um pé dentro de um avião, ou quem até ponha mas vá o caminho todo a chorar, a tremer, em verdadeiro pânico. Recebo MUITAS mensagens de pessoas a perguntar como superei o medo de voar. Bem, não superei, só arranjei um método que funciona para mim. Mas, pessoa curiosa que sou, quis perceber de onde é que pode vir este medo e tentar arranjar uma solução que não envolva o consumo de drogas (leves ou pesadas). Falei com o Dr. Nuno Mendes, diretor clínico da Oficina de Psicologia, psicólogo e psicoterapeuta, que também me deu umas dicas que vou já por em prática na próxima viagem. 

Em primeiro lugar, o Dr. Nuno reforça que este medo de voar é, realmente, irracional e que quem sofre desta fobia fica automaticamente ansioso só de pensar em andar de avião. “A pessoa sente-se em profundo desconforto físico e mental e tenta várias formas de lidar com este medo. A mais comum é evitar todas as situações em que tenha de entrar num avião.” Pois, claro que isto é o mais fácil, mas é também o que nos limita MUITO em termos dos destinos que podemos visitar. Se eu já me entedio a ir de carro até ao Algarve, quanto mais por esse mundo fora. E o tempo que se demora? Na na na.


E, claro, eliminar o avião acarreta outras problema. "O problema de se evitar é que, enquanto estratégia a curto prazo, apenas reforça e piora a ansiedade a médio e longo prazo”, explica o psicólogo. “Outras pessoas procuram anestesiar a ansiedade através de ansiolíticos e ingestão de álcool. Mais uma vez, esta estratégia de curto prazo tem graves consequências a longo prazo". Upppsssssss...estou lixada. Em minha defesa, reforço que tomo um calmante muiiiiiito fraquinho e que em algumas viagens até tomo só metade. Para o álcool ainda não me deu, mas se a coisa se agravar não é um cenário que esteja afastado.

Para o Dr. Nuno, o melhor é enfrentar o medo e procurar algumas técnicas para regular a ansiedade, que não passem por enfiar 350 comprimidos no bucho antes de embarcar. Diz o Dr. Nuno que é preciso passar por um processo de psicoeducação para conseguir lidar com este medo a longo prazo, ou seja, aprender como funciona esta fobia, conhecer o avião e, até mesmo, perceber como é a experiência de voo da pessoa. Só assim é que os terapeutas conseguem encontrar um caminho para tratar, de vez, a fobia. 

Mas e coisas a curto prazo, que a pessoa possa ir fazendo uns dias antes de viajar ou até mesmo no próprio do avião? Pois, diz o Dr. Nuno existem algumas técnicas, mas que devem ser enquadradas num plano de tratamento mais profundo. No entanto, podem ajudar alguma coisinha, por isso aqui vão alguns exemplos: 

— Fazer contas de somar e subtrair ou planear mentalmente algum projecto pensando nos vários pormenores
 “Ao fazer isto, a pessoa vai activar as suas áreas corticais balanceando a activação excessiva da amígdala, que é uma das estruturas do cérebro responsáveis por essa resposta de alerta do cérebro quando está em ansiedade”, diz o Dr. Nuno. 

— Respiração abdominal
 “Esta é uma forma de respirar que permite a regulação do sistema nervoso autónomo. O que se pretende com a respiração abdominal é imaginar que a nossa barriga é um balão. Depois, inspira em três segundos, dilatando o abdómen, depois expira em seis segundos, contraindo o abdómen. A ideia é que a respiração deixe de ser superficial e rápida para passar a ser mais profunda e lenta. Este processo ajuda o cérebro a relaxar.”

— Técnicas de visualização 
“Imaginar um lugar seguro é uma técnica que deve ser treinada algumas semana antes do voo, de forma a facilitar que a pessoa se imagine num lugar de conforto e segurança com tanta intensidade durante  a viagem que o seu corpo relaxa como se lá estivesse.”

— Meditação
“A prática regular de meditação pode ajudar a lidar com os pensamentos mais assustadores, começando a perceber que os pensamentos fóbicos são apenas pensamentos e diminuindo a reactividade emocional aos mesmos”, diz o terapeuta. “Ou seja, é poder pensar sobre o avião ou todos os pensamentos assustadores, mas sem ficar logo com um "nó na barriga". A prática de mindfulness permite ainda perceber o paradoxo existente entre aceitação e controlo. Ou seja, quanto mais tentamos controlar como é que o avião se vai comportar e como nos vamos sentir, mais facilmente a ansiedade ganha espaço. Se aprendermos a aceitação e como abdicar de controlo ganharemos maior serenidade em relação à perturbação ansiosa.”

Posto isto, meus bons amigos, não me venham para aqui voltar a dizer que sou uma medricas e coisas do género que isto, afinal, é mesmo uma coisa séria, sim? E que afecta muita gente. Se vos afectar ao ponto de não conseguirem mesmo pôr um pezinho num avião, o melhor mesmo é procurarem ajuda especializada. De resto, se tiverem outras dicas muito espectaculares para ajudar a acabar com este pânico, cheguem-se à frente e partilhem. 

Não me fechem as farmácias, pelo amor da santa

sexta-feira, março 15, 2019


Ainda na semana passada vos falei aqui da boa relação que tenho com as farmácias. Gosto de farmácias, pronto. Sempre gostei, é uma coisa que vem de miúda, e à medida que fui ficando cada vez mais hipocondríaca esta relação acentuou-se. Gosto sempre de saber que tenho uma ali à mão de semear e já perdi a conta ao número de vezes que recorri à aplicação das farmácias para saber qual é que era a de serviço nas mil e uma noites em que precisei de qualquer coisa.

Para quem mora em bairros no centro de Lisboa, como eu, encontrar uma farmácia não é propriamente um problema, parece que há sempre uma em cada esquina. Quando mudei de casa esta última vez não foi difícil encontrar logo duas ou três num raio de 200 metros às quais posso recorrer sempre que tiver uma dor ali para a zona do fígado que não tenha explicação possível ou uma dor de cabeça que eu associe imediatamente a um aneurisma prestes a rebentar (sucede-me muito).

Assim que conheci uma das farmácias do meu novo bairro percebi que as rotinas não mudavam muito em relação àquela onde ia antes. É chegar e ver os velhotes ali da zona a contarem os seus dramas aos farmacêuticos, a aviarem as suas receitas enquanto mostram as fotografias dos netos e a tentarem descrever aquela dor nas costas que não os larga há mais de vinte anos. No fundo, a farmácia para estas pessoas acaba por funcionar quase como um espaço de convívio e é uma forma de não se isolarem em casa sem nada para fazer, ninguém com quem falar (e, meus amigos, ninguém está livre disto).


O que talvez não seja muito conhecido é que a redes de farmácias atravessa um período difícil e as  zonas mais afectadas são, claro, os meios mais pequenos e rurais onde, ao fechar uma farmácia,  as pessoas têm de andar mais de meia hora para conseguirem chegar a outra, o que nem sempre é possível.

E, se calhar, é importante partilhar aqui alguns números:

- Sabiam que 25% das farmácias em todo o País — qualquer coisa como 675  — estão em risco de fechar por não terem condições financeiras para se manterem em funcionamento? As farmácias têm prejuízo para garantirem às pessoas a dispensa dos medicamentos comparticipados pelo Estado e, à conta disto, uma em cada quatro farmácias está em situação de insolvência ou de penhora;

- Sabiam que um estudo da Universidade de Aveiro mostra que, em 2016, duas em cada três farmácias tiveram resultados negativos de 3.836€ com a dispensa de medicamentos comparticipados?

- Sabiam que a Troika compreendia uma redução de 50 milhões de euros nas margens de farmácias e distribuidores que as medidas de austeridade aplicadas pelos governos levaram a um corte de 284 milhões de euros?

- Sabiam que a Lei determina que o preço dos medicamentos resulte da média dos preços praticados em Espanha, França, Itália e Eslovénia mas o critério apenas é aplicado à indústria farmacêutica, penalizando as farmácias em mais de 200 milhões de euros?

Pois, eu não sabia. E tudo isto acontece num momento em que a grande maioria dos utentes das farmácias estão contentes com o serviço dos profissionais que ali trabalham diariamente. Foi precisamente  por isso que foi lançada uma petição pública com o objetivo de salvar todas estas farmácias que estão em risco de declarar falência. 

Claro que este é um problema que afeta muito mais os meios mais pequenos, mas até nas grandes cidades há farmácias de bairro que estão em risco de fechar. Isto é um problema para a hiponcondríaca que vive em mim. E se a minha farmácia fecha? Hmmm? A quem é que vou falar de todas as minhas maleitas, dores e problemas, ainda que só vividos num plano mental? A pessoa já não vai para nova, imaginem que me esqueço de lhe contar qualquer pormenor e me dizem que tenho uma coisa quando, na realidade, tenho outra totalmente diferente? E imaginem que me falta leite para dar à miúda a meio da noite, como é que vai ser? A pequena texuga vai ter de passar fome até conseguirmos encontrar-lhe alimento na manhã seguinte? Fora de brincadeiras, e quem precisa das farmácias numa base recorrente, quem não pode deslocar-se quilómetros até à próxima farmácia?

Por isso, meus amigos, tudo a assinar a petição e a aderir ao movimento #salvarasfarmacias e a salvar a petição que está no site para não corrermos o risco de ficar sem a farmácia lá do bairro, que tanta falta me nos faz. Eu já assinei, tratem disso depressa!


Quem quer sentir vergonha da televisão nacional?

segunda-feira, março 11, 2019



Há uns tempos tirou-se do ar um programa que metia uma nanny a tentar educar criancinhas que, aparentemente, falharam o módulo de "introdução aos bons modos e à convivência civilizada". Que era uma afronta expor assim as crianças, que estávamos a estigmatizá-las, que estávamos a criar futuros marginais, etc e coiso e tal. Entendo a parte da exposição dos miúdos. São miúdos, não têm propriamente voto na matéria, nem discernimento, nem capacidade para aferir o que a aparição num programa destes pode (ou não) suscitar. E, por isso, percebo que o programa tenha sido cancelado, apesar de achar que havia ali um lado pedagógico que podia ser útil a outros pais e cuidadores. 

Mas ontem a televisão portuguesa decidiu brindar-nos não com um, mas com dois programas que expõem as mulheres como

Dez marcas infantis portuguesas que têm MESMO de conhecer

sexta-feira, março 08, 2019

A pessoa nem se dá bem conta da quantidade de marcas infantis que existem... até ser mãe. A maternidade é o passaporte para um mundo infinito de coisas fofinis e com grande potencial para nos arruinarem a carteira. Diz que no nosso tempo é diferente. Pelo menos, a minha diz que sim. Que só havia meia dúzia de "casas", por isso ia toda a gente aos mesmos sítios. Agora não, é uma fartura. Coisas mais cool, mais clássicas, mais sporty, mais caras, mais em conta... há de tudo. Escolhi dez das minhas marcas nacionais preferidas - de roupa, acessórios e decoração - mas facilmente podia ter aqui mais dez. Fica para a próxima

Xadrez às Riscas

O meu primeiro contacto com a marca foi quando, há um par de anos, me enviaram um candeeiro para o Mateus, em forma de carro. O miúdo adorou aquilo de tal maneira que se tornou no candeeiro de mesa de cabeceira do quarto dele. Mas só conheci melhor a Xadrez às Riscas recentemente, num dos mercados infantis, e fiquei maravilhada com as peças deles. Tudo produzido em Portugal, algures no norte, com óptimos materiais e um design cuidado e cheio de detalhes. Claro que não resisti e acabei por comprar mais um candeeiro para o Mateus. Se andam à procura de uma peça diferente para o quarto dos miúdos, vale mesmo, mesmo a pena espreitar a Xadrez às Riscas.

Fanar o look assim à bruta #1: Brooklyn Blonde

quinta-feira, março 07, 2019
Temos champanhe? Temos taças? Pronto, então está oficialmente inaugurada a rubrica "Fanar o look assim à bruta", em que vamos roubar feiamente o look de alguém. Caaaaaaalma, não vamos mesmo roubar, não há violência, armas brancas, ninguém fica sem os seus pertences. Vamos só tentar copiar - preferencialmente, de forma mais em conta - looks giros que andam por aí. Arrancamos com um da (giraaaaaaa) Helena Glazer Hodne, do blog Brooklyn Blonde. Mas se tiverem para aí outros looks que gostassem de fanar, é só dizer.

E esse Carnaval, meus foliões?

quarta-feira, março 06, 2019
Então, esse Carnaval, meus foliões? Foi uma loucura? Hmmmm? Andaram a abanar esses rabos em biquínis minúsculos, debaixo de um temporal, ou tiveram juízo e deixaram-se ficar no quentinho do lar? Pois que por aqui foi espectacular, ontem nem sequer pusemos o nariz fora de casa, que é sempre a atitude que me parece mais sensata num dia de Carnaval. Sobretudo com o tempo de merda que esteve e que levou ao cancelamento de não sei quantos desfiles. Que estranho, chuva e frio em pleno Inverno, nunca antes visto. Completamente inesperado. A malta não se convence que ou mudamos a data ou mudamos o conceito. Enquanto isso não acontecer, vão sempre ficando surpreendidos por - oh não! - chover no Inverno. 

E a criançada? Quantas princesas Frozen e quantos Homem-Aranha/Batman/Super Homem avistaram? Por aqui tivemos um Super Mário com um bigode que só aguentou mesmo o tempo de lhe conseguir tirar a foto ("faz cócegaaaaaaas!", "picaaaaaaaa", "arranhaaaaaa") e uma espécie de Dona Dolores/Kátia/Elma, assim uma espécie de homenagem às mulheres da família Aveiro. E, no fundo, um piscar de olhos ao Cristianinho, acho que era um partidaço para a Benny. Fica a ideia.



Há um novo desafio na internet. E é estúpido.

quarta-feira, março 06, 2019

Se um décimo da população usasse a criatividade que tem para coisas estúpidas para fazer qualquer coisa assim de realmente útil, não tenho qualquer dúvida de que viveríamos num mundo para cima de incrível. Mas não. Ao grosso das pessoas só lhe dá para a parvoíce e, pior, fazem questão de o partilhar, influenciando outros anormais a fazerem o mesmo. Ora bem, o mais recente desafio da internet é o quê, é o quê, é o quê? Atirar uma fatia de queijo à cara de um bebé. Sim, leram bem. Pegar numa fatia de queijo e espetar com ela nas fuças de uma pobre criança. Há as que ficam meio apardaladas, sem perceberem muito bem por que é que, de repente, têm uma fatia de flamengo na cara, e há as que se assustam e choram. Giro, não é?

Portanto, houve um ser que devia estar particularmente entediado e pensou "hmmmm... tenho queijo, tenho um bebé, por que não juntar uma coisa à outra só para ver no que é que dá? Mas primeiro deixa-me lá pôr isto a filmar, vai que se torna viral". E pronto, assim foi: criancinha a ver uma fatia de queijo a voar em direcção à sua cara e vídeo no YouTube, que a ideia é tão boa que vale a pena ficar registada. E eu nem sei quem é pior: se  pessoa que teve a ideia original, se os outros que viram depois e acharam que uma coisa mesmo fixe e decidiram fazer igual.

Pessoas, isto não tem nada de giro. É que nem sequer dá para esboçar um sorriso, assim ao de leve. Isto é só estúpido. Atirar comida à cara de um bebé? A mim só me dá vontade de atirar uma lata de Coca-Cola, cheia, à boca de quem faz estes vídeos. Assim uma espécie de bowling a ver quantos dentes vinham abaixo. Isso sim, era bem divertido e também dava para o YouTube. Agora queijo? Tenham juízo.

EuroDisney: tudo o que precisam de saber para não darem em doidos

segunda-feira, março 04, 2019

A Disney é um dos sítios mais incríveis à face da terra e acho que já disse aqui que toda a gente devia ter direito a lá ir pelo menos uma vez na vida. Acho até que devia ser uma coisa subsidiada pelo Estado, para aumentar os níveis de felicidade da população. Já lá tinha ido duas vezes: uma quando o Mateus tinha uns sete ou oito meses e outra quando tinha quase quatro. Adorei, fiquei doida com aquilo, mas sempre disse que para quem adora montanhas-russas e aquelas coisas todas (tipo eu), fixe, fixe devia ir sem miúdos, porque quando os levamos são eles que ditam a agenda, os horários, as coisas em que se pode andar, etc e tal.

Andava eu neste modo queixinhas quando, nos meus anos, recebo um postal do homem a dizer "vais à Disney sem miúdos!". Fiquei doida, não podia ter recebido melhor presente. E então, no fim-de-semana passado, lá fomos nós, deixando a criançada ao cuidado dos avós, como péssimos pais que somos. Fui publicando algumas fotos no Instagram e recebi 1063 mensagens com perguntas e conselhos sobre a Disney. Não sou propriamente uma doutrinada sobre o assunto, só lá fui três vezes, mas posso partilhar a minha experiência.

Qual a melhor altura para ir à Disney?
Ora bem, eu acho que é na Primavera, assim tipo final de Março, início de Abril. Por acaso, desta vez

Diz que está na moda #74: Tie Dye

sexta-feira, março 01, 2019


Pensavam que esta coisa da roupa que parece mal lavada na lixívia já estava ultrapassada, não era? Que tinha ficado algures entre o Sudoeste 93 e o Paredes de Coura 2002? Pois que, meus amigos, não podiam estar mais enganados. Aqui entre nós, culpo a Beyoncé, que não lhe bastava ser boua, boua, boua, ainda se lembra de ditar tendências. Nem todas espectaculares, mas é a vida. Foi ela que apareceu no verão do ano passado com um trapo todo em manchas coloridas, e então o mundo achou que era boa ideia replicar a ideia.

Depois disso, foi ver as marcas começar a botar peças com padrão tie dye nas suas coleções para este ano. E não tardou muito até as Zaras desta vida se lembrarem e também começarem a usar o tie dye em tudo quanto é peça. Há coisas verdadeiramente medonhas e que parecem o resultado de uma má experiência na aula de Fisico-Química do sétimo ano, mas também há por aí umas coisitas giras. Deixo-vos alguns modelitos para verem se gostam, digam de vossa justiça. 








Farmácias portuguesas: sempre lá para nós

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Como boa hipocondríaca que sou, a primeira coisa que faço quando mudo de casa ou quando vou de férias para uma nova zona é saber onde é que fica a farmácia mais próxima. Uma das coisas que mais sinto falta da minha zona antiga é precisamente da farmácia. Foram cinco anos de relação, uma pessoa afeiçoa-se. Já me conheciam, tinham paciência para me aturar quando eu chegava a dizer que estava cheia de tonturas. Ou dores de garganta. Ou de cabeça. Ou de barriga. Ou ouro achaque qualquer. Sabiam o meu historial, perguntavam pelo Mateus... enfim, faziam-me sentir em casa.  Mas pronto, na minha zona nova também já descobri uma óptima, por isso vai ser o início de mais uma bonita amizade. Dei os meus dados na primeira visita e já me enviam mails com informações, novidades ou promoções que acham que me podem ser úteis. Gosto disso. Ainda por cima tem um horário alargado, maravilha.



É engraçado, porque recuando no tempo sempre adorei a farmácia. Lembro-me de ser mínima e pedir para ir com a minha mãe, porque a senhora da farmácia dava-me umas miniaturas de sabonetes, que eu guardava religiosamente. Era uma relação um bocadinho interesseira, verdade, mas com aquela idade também não se podia exigir muito. Mas eu gostava de lá ir e ver os medicamentos todos arrumadinhos, e os frascos de vidro com produtos, era todo um mundo à parte.


Para muita gente a farmácia é muito mais do que só um sítio onde se compram medicamentos. É o sítio onde se pode dar dois dedos de conversa, pedir aconselhamento, ficar a conhecer outros produtos. Pela parte que me toca, sou super fã de "marcas de farmácia". Assim de repente, consumo uma data delas. Umas descobri porque ouvi falar, outras por aconselhamento dos farmacêuticos - que são uns fofinhos e várias vezes me dão amostras para experimentar. E quantas e quantas vezes a farmácia já não me safou quando, à última hora, preciso de leite ou papa para a Beni? Acho que os meus amigos não vão esquecer tão cedo esta última passagem de ano em que era quase meia-noite e eu os fiz andar a percorrer todas as farmácias de Sintra-Cascais em busca de uma lata de leite específica (e conseguimos!).



Acho que toda a gente tem um episódio assim mais divertido ou marcante com uma farmácia. Eu, por exemplo, lembro-me de onde comprei os testes de gravidez que confirmaram que vinham pequenos texugos a caminho. Por coincidência, ou não, foi na farmácia que fica mesmo em frente à igreja onde me casei. E não há como não me lembrar disso de cada vez que lá entro. Uma vez estive quase a partilhar essa informação com a farmacêutica que me vendeu o teste, mas depois achei que se calhar era informação a mais.



Há pouco tempo, numa conferência onde participei e na qual estavam presentes vários farmacêuticos, alguém sublinhava a importância de as farmácias terem memória e um contacto estreito e cada vez mais personalizado com os seus pacientes. Eu não sei se isto acontece em todas as farmácias, mas sempre senti isto naquelas que frequento mais e onde já me conhecem. Acho que se estabelece uma relação de confiança, o que é importante quando se trata da nossa saúde. Nunca senti que os farmacêuticos quisessem sobrepor-se aos médicos ou contrariar as suas indicações, mas já recebi conselhos muito úteis. Sobretudo naquelas situações em que o que temos não justifica uma ida ao médico/hospital. Acho que entro sempre na farmácia a acreditar que vão arranjar uma qualquer poção mágica para resolver o meu problema. E, muitas vezes, resolvem.



E por aí? Que histórias divertidas ou memoráveis têm para partilhar sobre as vossas idas à farmácia? E que produtos procuram por lá, além de medicamentos? Alguma descoberta assim mesmo, mesmo incrível? Contem-me tudo, não guardem nada para vocês!

Post em parceria com as Farmácias Portuguesas

Não se deixem dormir, o Carnaval está mesmo aí

terça-feira, fevereiro 26, 2019
Quem me acompanha no Instagram sabe que no último fim-de-semana andei pela Disney (depois haverá post sobre isso). E o que é que há na Disney? Princesas, muitas. Aquilo é toda uma concentração de pequenas Anas e pequenas Elsas e pequenas Brancas de Neves a saltarem de todos os cantos. Mínimas, nos seus vestidos enormes. E depois de ténis e kispo, que são princesas dos tempos modernos e precisam de calçado prático e de não passar frio. Também havia vários Darth Vaders, já para não falar da quantidade absurda de orelhas de Minnie. Ora ainda estava eu a recuperar disso quando chego a Lisboa e me deparo com a triste realidade: o Carnaval é já para a semana e tenho de arranjar um fato para o Mateus levar para a escola. 

O tema “Carnaval” é sempre susceptível de gerar alguma discussão, principalmente para quem tem daqueles putos irritantes que da primeira vez que se puxa o assunto querem ir de Darth Vader e dali a duas horas já querem uma chave de fendas para irem reparar canos como o Super Mario, e meia hora depois o que está mesmo a dar é o Homem Aranha

No ano passado, o Mateus foi

Bradley, Irina e Gaga: a verdadeira salada russa

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Tudo muito lindo. A entrega dos Óscares, os vestidos da passadeira, os discursos, a emoção, uma maravilha. Mas chutem tudo para o canto, que o fuzuê do dia (do mês? Do ano? Da vida?) vai directamente para as mãos da Lady Gaga e do Bradley Cooper. Parabéns, meus amores, são oficialmente o assunto do momento. Para os três de vocês que possam estar a ler sem fazer a mínima ideia do que é que estou a falar, eu explico. Então, toooooda a gente que viu o "A Star is Born" ficou a achar que havia ali qualquer coisa entre a Ga e o Bra. Claro que alguns alegaram que era tudo técnico: beijo técnico, amasso técnico, olhares técnicos, química técnica, "quero-tanto-saltar-te-para-cima-técnico". Eram só eles a desempenharem lindamente os seus papéis de actores, assim super convincentes. E técnicos, claro, sempre técnicos. Mas depois do filme começaram a

Óscares 2019: não tenho estudos para isto

segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Aposto bom dinheiro em como a SZA foi largada no altar e foi curtir a ressaca para os Óscares com este vestido low-budget que comprou no Say Yess to the Dress. A sério, há mínimos, deviam fazer uma espécie de teste do balão a esta gente, mas para medir o estilo em vez do álcool (se bem que, neste caso, parece haver claramente mais vinho do que estilo). A pessoa punha-se em frente a uma câmara e depois havia uma espécie de vídeo-árbitro que decidia se podia ou não pisar a passadeira vermelha. Cheira-me que esta Scarlett O'Hara do Missouri e a sua mama de fora eram barradas à entrada.

Óscares 2019: e lá vamos nós por aqui abaixo

segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Eu espero que, a esta altura, já tenham retirado, ilesas, as duas crianças de cinco anos que enfiaram debaixo do vestido da Gaga ali ao nível da anca. Este Alexander McQueen é a carinha dela, mas nem por isso deixa de ser péssimo. Se não tivesse aqueles acrescentos nas ancas era banal, mas comia-se, com acrescentos nas ancas, qual viúva vitoriana, é só mau. Mas quem é que quer saber de trapos quando se leva ao pescoço um pedregulho Tiffany's de quase 30 milhões de euros (que, by the way, a Audrey Hepburn também já tinha usado?). Eu acho que passava a noite com um camadão de nervos em cima, com medo que me fanassem o colar. Se um da Parfois não fazia o mesmo efeito! Pffff!

Óscares 2019: vestidos assim... tipo... nhé... coiso

segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Uau. Inédito. Inimaginável. Que pote de originalidade. Nãaaaaaao, filhos, a Amy Adams não está feia no seu Valentino. Está só chatinha. Aborrecida. Já vimos isto umas 324 vezes. 

Óscares 2019: vestidos "olha que bem que se apresentaram"

segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Pessoas, o que é que se passou este ano ao nível do cor-de-rosa que aquilo parecia o quarto de uma inglesa de quatro anos? E o pior é que era cada tiro, cada melro, tudo assim muito em péssimo. Mas depois apareceu a Gemma Chan neste Valentino, precisamente quando eu estava prestes a entrar em overdose de rosa, e recuperei um bocadinho a fé na humanidade. Acho que é um verdadeiro vestido à Óscares mas, como a Gemma Chan não está na primeira linha do estrelato, não vai ficar para a história. Depois de amanhã já ninguém se lembra. É pena.

Óscares 2019: foi difícil, mas há preferidos

segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Eu sei que tenho vindo a repetir-me de edição para edição, mas a culpa não é minha. A culpa é desta gente que nada em dinheiro, que tem à disposição os melhores estilistas, os melhores vestidos, os melhores maquilhadores, os melhores tudo, e depois teimam em apresentar-se nos Óscares como se fossem a rainha do Carnaval de Borba. Faltam-me estudos para perceber. Por isso, tenho de repetir-me: acho que isto anda cada vez mais fraco, mais aborrecido, mais previsível. De tal maneira que decidi fazer greve e não escrever uma linha sobre os trapos dos Óscares, a ver se começam a levar isto mais a sério. Mas pronto, foi uma greve curta, tipo a daquele senhor lá dos enfermeiros que fez uma greve de fome para aí de meia-hora. Já me passou, por isso aqui estou eu. Como sempre, vou começar pelos meus preferidos-dos-preferidos, coisa que foi particularmente difícil. Estive o tempo todo da passadeira-vermelha em expectativa, "ai, que é agora que vai aparecer um assim de cair para o lado" ou "ai, que é agora que vai aparecer uma Cate Blanchett/ Gwyneth Paltrow/Jennifer Lawrence", mas não. Tirando assim a Charlize Theron, a Emma Stone e mais uma ou outra, parece que mandaram só a segunda linha. Buuuuu. Mas pronto, para não dizerem que estou aqui de má vontade, vamos lá aos preferidos:

Se alguma vez na minha vidinha eu achei que Jennifer Hudson pudesse figurar nesta lista. As voltas que a vida dá. Mas pronto, tenho de dar a mão à palmatória, estava fofíssima neste Elie Saab que é assim um bocadinho a atirar para as festas de Nuestra Señora del Rocío, em Sevilha, mas que eu adoro.

Closet meu, closet meu #3

quinta-feira, fevereiro 21, 2019
E eis-nos chegados ao terceiro episódio da saga "Closet meu, closet meu". Yeaaaaaaah! Depois de vos ter falado de tuuuudo o que queria para o meu closet e de vos ter mostrado a minha incursão à IKEA, hoje é dia de vos mostrar como é que correram as montagens. Spoiler alert: correram lindamente! Porquê? Porque não fui eu a tratar do assunto, caso contrário a esta hora ainda andaria aqui às voltas com livros de instruções, parafusos, etc e tal. Esqueçam, não sou dada a estas coisas. Felizmente, a IKEA mandou uma equipa que percebe do assunto e que deixo tudo impecável. É ver o vídeo.

Post em parceria com a IKEA

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