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'Tava com saudades

quinta-feira, janeiro 31, 2013
Hoje comi um Bollycao, feiamente surripiado à criança lá de casa. Queria ver a que é que me sabia. Comi tantos, mas tantos, mas tantos durante a infância/adolescência que tinha curiosidade em perceber se a coisa se mantinha igual. E mantém. O mesmo pão que nem sempre está tão fofo como deveria, e o mesmo chocolate, que nem sempre está tão líquido como deveria. De facto, o Bollycao está longe de ser uma das sete maravilhas gastronómicas (é até um bocado enjoativo) mas, caramba, marcou uma geração. E quase me vieram as lágrimas aos olhos ao dar a primeira dentada. Recuei 15 anos no tempo. Infelizmente, já não traz os autocolantes do Tou, que faziam com que eu consumisse mais Bollycaos do que o recomendado. Traz um autocolante ranhoso qualquer, aposto que os putos de hoje não ligam nem metade do que nós ligávamos, devem ir directos para o lixo. E alguém se lembra dos fantasmas brilhantes que saíam nos pacotes da Matutano? E dos pega-monstros? E dos autocolantes do Beverly Hills?

Enfim. Foi um bonito flashback, mas penso que o assunto Bollycao está arrumado. Tou velha para isto.

 

Jantares Pipoquianos!

quinta-feira, janeiro 31, 2013
Pequenitos da minha alma, serve o presente post para vos informar que já temos datas e restaurantes para os jantares Pipoquianos. Ora então é assim: em Lisboa o jantar vai ser a 19 de Fevereiro no Sushi Café Avenida, o restaurante que continua a encabeçar, mas assim com uma larga distância, o meu top de japoneses.


No Porto o jantar vai ser a 23 de Fevereiro no restaurante Porto Novo, no hotel Sheraton. Não conheço, mas já espreitei a carta e... promete!


Posto isto, corram a participar. Hoje é o último dia! Prometo que vai ser LEGEND....(wait for it)... DARY!


Correr... e comer!

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Já disse ao homem que esta me parece uma boa corrida para nós. Ele vai correr, eu fico em casa à espera que ele me traga um pão de Deus de cada Padaria Portuguesa por onde passar. Parece-me bem. Se quiserem inscrever-se (ou mandar os vossos homens correr por vocês), podem fazê-lo aqui. Toca a participar, que é por uma boa causa. Eu acho que me vou inscrever para a caminhada de 6,5 quilómetros. Sempre dá para ir nas calmas e ir comendo uns bolinhos. =)

Somos os maiores...

quarta-feira, janeiro 30, 2013
... mais não seja em ondas.

Pôr a leitura em dia #2

quarta-feira, janeiro 30, 2013
Aproxima-se o final do mês e vai sendo hora de decidirmos o senhor que se segue. Ou seja, o livro que vamos ler quando acabarmos o "Anna Karénina" (sim, não pensem que se escapam). Calma, não fiquem nervosos, ainda têm mais duas semanitas para acabarem a empreitada russa (já estou quaseeee), mas temos de começar a pensar no próximo. Desta vez, deixo-vos cinco sugestões. A ideia é começar a ler a 14 de Fevereiro e acabar a 28. Sim, eu avisei, vamos começar a entrar no ritmo de dois livros por mês. Mas vamos às escolhas:



- Desta vez, temos a americana sensação Gillian Flynn com o seu "Em Parte Incerta", um thriller sobre uma mulher desaparecida. Está farta de arrecadar prémios, tirou o 50 Sombras de Grey do primeiro lugar no top americano (toma lá, E.L. James!) e é a nova menina querida da literatura. O "Em Parte Incerta" não é o primeiro livro dela, mas é o primeiro a ser traduzido para português e vai estar à venda por cá a partir desta semana;



- "Engano", o novo do Philip Roth. É um autor de que gosto muito, por isso acredito que este livro não vai defraudar. A história de "Engano" anda à volta de uma relação adúltera;


- Há muito tempo que quero ler alguma coisa do Rui Cardoso Martins, tenho mesmo muita curiosidade. Assim sendo, fica a sugestão nacional, "Deixem Passar o Homem Invisível", uma história sobre um homem e uma criança que, durante um temporal, são arrastados para um esgoto;




- "1984", do George Orwell. Comecei a lê-lo em tempos mas, não sei porquê, fiquei-me pelas primeiras páginas. É um clássico, uma leitura obrigatória, por isso é uma questão de o ler agora ou ler depois, mas tem mesmo de ser lido;


- "Entre os Dois Palácios". Este é o primeiro livro da Trilogia do Cairo, do egípcio Naguib Mahfouz. Vi-o na Fnac e chamou-me a atenção pela capa. Quando li a sinopse fiquei convencida (acompanha a história de uma família egípcia de classe média que vive sob os rigorosos princípios islamicos). E gosto muito de trilogias. Segundo o The Independent, a escrita do Nguib Mahfouz é "digna de um Tolstoi, um Flaubert ou um Proust". Ou seja, promete.

Posto isto, é só escolher, meus pequeninos, é só escolher!

Hoje deu-me para isto #92

terça-feira, janeiro 29, 2013




Casaco: Zara (colecção Outono/Inverno)
Camisola: H&M (colecção Outono/Inverno)
Saia: Forever 21
Botins: Zilian (colecção Outono/Inverno)
Malunfa: Louis Vuitton Neverfull GM


Vamos à Noruega?

terça-feira, janeiro 29, 2013
Meninas (e meninos), não se esqueçam que o passatempo Neutrogena está quaaaaaaase a acabar. Quase, mas ainda não acabou! Têm mais dois dias inteirinhos para puxarem pela imaginação e para se habilitarem a uma viagem à Noruega para duas pessoas. Já sabem, se me quiserem levar, sintam-se completamente à vontade, que eu sou uma maravilha de companhia, pouco espaçosa e não dou trabalho nenhum! Caso tenham dúvidas sobre a participação neste passatempo, podem sempre consultar o regulamento aqui. Ah, gostava também de vos informar, porque me parece importante, que este blog está inscrito e registado na Comissão Nacional de Protecção de Dados. Quer isto dizer que sempre que me enviam dados pessoais (moradas, telefones, etc), é como se os estivessem a enviar a Deus. Fica tudo na maior das confidencialidades. Podem contar-me pecados e tudo, que eu prometo não revelar.

Bom, então vamos lá participar no passatempo e não se esqueçam que este friozinho de cortar à faca pede HIDRATAÇÃO! Mãos, lábios, nariz, é tudo para proteger convenientemente. Até porque têm de chegar à Noruega no vosso melhor!







Hoje deu-me para isto #91

segunda-feira, janeiro 28, 2013
Prooooonto, aqui está o lookzinho do dia, a condizer com o fresquinho que se faz sentir. Eu sei, eu sei, vocês pedem muito, eu prometi que me ia esforçar, e estava em falta para com vocês. Vou tentar ser mais assídua.


  

Calças, botas e camisola: Zara (tudo antigo)
Casaco: Bershka (não entrava numa Bershka para aí desde 1987, mas esta foi uma das melhores compras dos saldos)
Chapéu: H&M
Óculos: Ray Ban
Malunfa: Prada

sábado, janeiro 26, 2013
Eu gosto muito da minha Tous Rose Bag vermelhinha, que gosto, mas as cores da nova estação são de se comer!











Ena tantas!

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Mais de 26 milhões de visitas. Isto até aos 30 milhões vai ser um tirinho. Obrigada, muito obrigada  todos!

Beijos e mais beijos

sexta-feira, janeiro 25, 2013


O meu primeiro beijo foi aos 14 anos. Já tinha dado aqueles de toca-e-foge, mas o primeiro, assim mesmo a sério, foi só aos 14. Nunca tinha andado propriamente a treinar, por isso, e graças ao nervosismo e parvoíce típicos da idade, estava assim a modos que em pânico. Estranhamente, a coisa correu bem, e dei por mim a pensar "olha, sim senhora, afinal isto até nem tem grande ciência". Foi bonito, à beira-rio, o miúdo era giro (apesar de ser um parvalhão de primeira) e a coisa foi boa enquanto durou. Acho que não há ninguém que não se lembre do seu primeiro beijo. Pode ter sido uma desgraça, pode ter sido épico, mas toda a gente guarda um ou outro detalhe do momento. Depois disso, muitos outros se seguiram. De muitos géneros. Ao longo de uma vida, vai-se apanhado de tudo. Beijos de cortar a respiração (de tão bons) e beijos que são uma vergonha (de tão maus). Pessoalmente, acho que os primeiros beijos são os melhores. Numa relação, não há nada como o primeirinho de todos. É claro que com o tempo e com a cumplicidade os beijos vão ganhando outro encanto, mas aquele primeiro, as borboletas no estômago, o não saber ao que se vai.... esqueçam, são incomparáveis. Os primeiros beijos são cinematográficos, e é por isso que nos filmes têm sempre um envolvimento espectaculares (como se todos os primeiros beijos fossem espectaculares). Há sempre música fofinho-coisa, fogo de artifício, passarinhos a chilrear, gatinhos a ronronar, e sabe-se lá mais o quê. Há quem diga que o primeiro beijo define tudo o que se segue. Se for bom, é provável que tudo o resto seja bom. Se for mau... ui, tudo estragadinho. A partir daí, será sempre a descer. Não há factos estatísticos nem científicos que o comprovem. A verdade é que há de tudo. Mas também é verdade que quando o beijo é para cima de bom, a coisa promete e criam-se expectativas devidamente fundamentadas (que, às vezes, saem goradas, e por isso mesmo deviam dar direito a pedido de indemnização). Lembro-me sempre de um episódio d'O Sexo e a Cidade em que a Charlotte foi sair com um tipo com bastante potencial e, ao fim da noite, proporcionou-se o primeiro beijo. Estava tudo a correr muito bem até ele começar a lamber-lhe a cara toda. Literalmente. Claro que ela ficou logo de pé atrás, mas deu-lhe outra oportunidade. E até lhe explicou como é que gostava de ser beijada, mas não resultou. Ele insistia na lambidela geral. Podia ser muito jeitoso, muito bom rapaz, muito simpático e atencioso, mas era um "bad kisser", o suficiente para ser arrumado na prateleira dos que não têm hipótese nenhuma. 



De facto, há beijos muito maus. Assim de repente, lembro-me do:
- Beijo com excesso de baba: a sério, é suposto ser um beijo, não é para matar a sede. Nem é para fazer uma transfusão de saliva. Uma pessoa sente que se está a afogar e, neste caso, a respiração boca-a-boca não ajuda, é a causa da morte!
- Beijo com excesso de língua: ok, está certo, quer-se uma língua minimamente activa, mas há limites. Não há paciência para uma língua que, basicamente, nos faz uma lavagem de dentes completa. Ou que não respeita os limites da nossa boca e, de repente, já está a lamber-nos o nariz e a testa. Menooooos!
- Beijo de peixe morto: este é dos piores. É aquela língua que está ali parada, qual fatia de sushi (mas em mau), que não interage, que não faz nada. Blhéc!
- Beijo pica-pau: é aquele beijo irrequieto, de boquinha espetada, que não consegue estar dois segundos quieto.
- Beijo de Rottweiller: meus amigos, uma coisa é uma dentadinha ou outra, assim ao de leve, outra é uma pessoa acabar com os lábios em sangue. 

Enfim, de certeza que há mais estilos que poderiam integrar a galeria de "beijos medonhos". Aliás, se quiserem partilhar alguns, sintam-se à vontade, que temos de ser uns para os outros e divulgar o que de mau se pratica por aí! E de bom também, claro. Já agora, se quiserem debruçar-se um bocadinho mais sobre esta coisa dos beijos, sugiro que participem no primeiro inquérito sobre a forma como os portugueses beijam. Demora dois minutos, é anónimo (nada temam) e é muito divertido. Estou mortinha para saber os resultados. Aposto que vamos descobrir coisas muito interessantes sobre este tema! =)


Deixem-nos ficar com o Fabrizio!

quinta-feira, janeiro 24, 2013
Apelo à justiça italiana para que deixe o paparazzo Fabrizio Corona (acusado de extorsão) cumprir pena em Portugal. Precisamos de marginais destes. E desde já me voluntario para lhe levar bolinhos e tabaco à prisão. Se for preciso dar um tau-tau, para que ele não volte a cair no crime, também faço o esforço.



Passatempo "Já Somos 100.000"

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Ora bem, eu avisei que vinha aí surpresa das boas quando o Facebook Pipoquiano chegasse aos 100.00. Porque vocês são, basicamente, os melhores leitores do mundo, merecem uma recompensa para cima de espectacular. E qual é, qual é, qual é? Então é assim: vou convidar dez leitores da zona de Lisboa e dez da zona do Porto para jantarem comigo (desculpem a limitação, mas não consigo mesmo alargar a coisa geograficamente). Os dois jantares ainda não têm data fechada, mas serão algures em Fevereiro. O que importa realmente saber é que, para além da oferta do jantar propriamente dito, tenho muitas e muitas surpresas para quem marcar presença. Não posso revelar muito, mas posso lançar algumas palavras para o ar. Por exemplo, Samsonite. Ou Caudalie. Ou Sephora. Ou Philips. Ou Zilian. Ou De Blanc. Ou Pampa Mia. Enfim. É só uma pequena amostra. Agora vem a pergunta que realmente vos interessa: como é que posso marcar presença num destes jantares? Ora então é muito simples: só têm de me provar que são realmente fãs d'A Pipoca Mais Doce, enviando uma foto/imagem criativa que responda à pergunta "até onde sou capaz de ir para jantar com a Pipoca?". Enviem mail para querojantarcomapipoca@gmail.com. No assunto, peço-vos que escrevam Lisboa ou Porto, conforme o jantar a que gostariam de ir. Têm até 31 de Janeiro para participar. Boa sorteeeeeeeeeee!


Eu só queria andar de metro...

terça-feira, janeiro 22, 2013
Não foi assim há tanto tempo que o passe de metro custava uns 15 euros. No espaço de dois anos, a coisa subiu cerca 50%. Tau! Houve uma altura em que me parecia que todos os meses pagava mais dois ou três euros, e não devo andar muito longe disso. Hoje lá fui eu carregar o passe, como faço a cada santo mês, e eis que a máquina dava erro. Nada de novo, é frequente. Experimentei outra e... nada. Achei aquilo esquisito, até porque tinha renovado o passe há pouco tempo. Ah, pois, convém explicar, para quem não é frequente nestas andanças, que os passes do metro são seres ultra sensíveis que se estragam à velocidade da luz, e é preciso renová-los umas duas vezes por ano (e pagar, claro, apesar de ainda estarem na data de validade). Contrariada, lá fui ter com a menina da caixa de atendimento (coisa que só faço em alto grau de desespero) e ela explicou-me que o meu passe era "dos antigos". Dos antigos? Oi? Como assim? "Pois, é que o seu passe é só de metro, e já não existe, foram extintos a 1 de Janeiro". Hã?? Perdão? Extinto? Pois. Então é assim. Alguém muito inteligente decidiu que não fazia sentido haver um passe só de metro. Vai daí, criou uma coisa chamada Navegantes (que bonito), que é um passe para o Metro, Carris e CP (dentro de Lisboa), assim mesmo, tudo juntinho. Isto era tudo espectacular e até louvável se o passe custasse o mesmo. Mas não. Passou para 35 euros. Inocentemente, ainda perguntei à menina "então... mas... e quem só anda de metro?". Claro que olhou para mim com alguma pena, perante a estupidez da pergunta, e disse-me qualquer coisa que, no fundo, queria dizer "olhe, é a vida, amanhe-se e passe para cá os 35 euros". Eu não ando de autocarro. E também não me lembro da última vez que apanhei um comboio para andar na zona de Lisboa. Eu só ando mesmo de metro. Todos os dias, várias vezes ao dia. Não é por nada de especial, nem é por ter uma grande aversão a outros meios de transporte (bem, tenho um bocadinho ao autocarro). É so porque o metro é o meu preferido, e é o que me dá mais jeito no percurso casa-trabalho-casa. Mas não. Aparentemente tenho de querer andar em TODOS os transportes. E, por isso mesmo, tenho de pagar mais seis euros de passe. Sou obrigada a pagar mais por um serviço que não pedi e que não me interessa. E isto mexe-me com os nervos. Sete contos de réis para andar de metro é dose!

Ler é o melhor remédio

segunda-feira, janeiro 21, 2013
Que Portugal é um país com poucos hábitos de leitura é coisa que já se sabia. Não faltam estatísticas a confirmá-lo. Uma das mais recentes diz que, no último ano, 42% dos portugueses compraram, em média, um ou dois livros. Não é brilhante, que não é. E desde que lancei a iniciativa "Pôr a Leitura em Dia" tenho recebido alguns comentários e mails que o atestam e que me preocupam um bocadinho. São muitas as pessoas que acham impossível ler um livro num mês. Ou que dizem não ter tempo. Ou não ter dinheiro. Ou que estão há um ano a ler o mesmo livro. Ou que não percebem como é que posso gostar de ler. Ok, está certo. Se calhar, para quem não tem hábitos de leitura frequentes, arrancar com as 800 páginas do Anna Karénina pode ser duro. É um livro denso, complexo, o facto de cada personagem ter dois ou três nomes diferentes também não ajuda mas, sinceramente, acho que muita gente desmotiva logo à partida ao olhar para o tamanho do calhamaço. E é pena, porque o livro é realmente bom. Para quem gosta de Eça de Queiroz vai encontrar ali parecenças no registo (apesar de eu achar que o Eça dá quinze a zero ao Tolstoi no que toca a ironia e sátira). Mas bom, vamos por partes:

Tempo para ler
Tal como tinha dito quando lancei esta iniciativa, percebi que o ano passado dediquei muito mais tempo à televisão do que à leitura. Pelas minhas contas, li uns dez livros, o que está longe de ser espectacular. Mas a oferta de séries e filmes é tanta e tão boa que é fácil uma pessoa desleixar-se com a leitura. Sobretudo quando se tem televisão no quarto. Não acho que o tempo dedicado às séries/filmes seja deitado ao lixo, muito pelo contrário. Há muita coisa boa e que merece ser vista. Mas sempre li e tenho pena de ter deixado esse hábito um bocadinho de lado. Quando é que eu leio, perguntam vocês. Ora bem, maioritariamente à noite. Durante o dia não tenho tempo para me refastelar no sofá e para me dedicar à literatura (com grande tristeza), por isso a coisa rende mais à noite (salvo seja). Mesmo que veja um filme ou um episódio de uma série, não me deito sem ler. Sou pessoa que adormece tarde (quase nunca antes da uma e meia, duas) e que não é facilmente dominada pelo sono, por isso consigo ler tranquilamente 40 ou 50 páginas sem começar a babar. Depois, aproveito também as viagens diárias de metro. Não são muito longas, mas dão para adiantar qualquer coisa. E como almoço muitas vezes sozinha, também sabe bem ter um livro por companhia. Não acredito em pessoas que dizem "não ter tempo para ler". Esse conceito não existe. O tempo arranja-se, nem que seja cinco minutinhos por dia. Como em tudo na vida, é uma questão de prioridades. E se, à partida, uma pessoa já não gosta de ler, é normal que ponha tudo e mais um par de botas à frente de um livro.

E como é que se lê um livro de 800 páginas em 30 dias?
Eu sei que ler sob pressão é uma chatice, mas acho que se impusermos objectivos torna-se mais fácil. Neste caso, e tratando-se de uma espécie de clube de leitura em que é suposto debater-se a obra em questão, tem de haver uma data limite, caso contrário em 2042 ainda haveria gente encalhada no segundo capítulo do Anna Karénina.  E olhem que estou a ser bem fofinha ao dar um mês. Daqui para a frente entramos no ritmo de dois livros por mês. Neste caso, e para me disciplinar, dividi o número de páginas pelo número de dias que tenho para as ler. Não é uma imposição, é só uma orientação. Dá 24 páginas por dia o que, convenhamos, não é nada. Não sejam mariquinhas. E a verdade é que o livro é tão cativante que todos os dias leio muito mais do que isso. E apago a luz contrariada, porque queria ler mais, mas depois no dia a seguir é que são elas.

E o caro que os livros são?
Sim, é verdade, comprar livros não sai barato, dificilmente custam menos de 15 euros. Mas a sensação de ter um livro novo é assim para cima de boa. O cheiro a papel, as páginas todas direitinhas, a sensação de o estar a folhear pela primeira vez. Enfim, é bom. Mas há sempre outras opções. Por exemplo, pedir emprestado, encontrar versões gratuitas (e legais) na internet, comprar em alfarrabistas (havia um no Chiado onde me fartei de comprar livros) ou recorrer à biblioteca mais próxima. No trabalho da minha mãe havia uma biblioteca e, para aí até aos 13 ou 14 anos, penso que fui a cliente mais fiel. Adorava ir lá e ter aquilo tudo à disposição, livros que não acabavam. Podíamos requisitar um máximo de três livros e eu passava a vida a ir buscar e a devolver. Confesso que já há muitos anos que não entro numa biblioteca (até porque gosto de ter os livros, gosto deles enquanto objecto), mas parece-me uma opção muito viável.

Mas tu gostas mesmo de ler?
Gosto, gosto mesmo. E acho esquisito alguém não gostar, do mesmo modo que o meu homem acha estranho que eu, por exemplo, não goste de desporto. São gostos, diz que não se discutem, mas eu acho estranho, pronto. A verdade é que isto vem logo de infância. Os meus pais sempre me fomentaram o gosto pela leitura e, que me lembre, nunca foi um martírio. Horas da minha infância/pré-adolescência. foram passadas a ler A Anita, Os Cinco, Uma Aventura, O Clube das Chaves ou as Viagens no Tempo. Cada livro era lido e relido umas cinco vezes. Depois vieram livros como A Lua de Joana, O Diário de Anne Frank, ou os Diários de Adrian Mole. Acho que não há nada que nos desenvolva tanto a imaginação como a leitura. Adoro a sensação de estar agarrada a um livro (o nível de abstracção que se atinge é incomparável), de ser difícil conseguir parar de ler, de pensar que fecho o livro e as personagens lá continuam, na sua vidinha, até que eu vá ter com elas novamente. Depois também há a parte má, que é acabar um livro muito bom e sentir dor e pesar,  pensar que nunca mais na vida se vai ler nada tão bom. E também há livros maus e penosos, claro, em que cada página é uma tortura. Pessoalmente, não sou de insistir. Se ao fim de vinte ou trinta páginas continuo a odiar, então siga e passemos a outro. Mas há tanta escolha, tantos autores, tanta variedade, que é impossível não se encontrar qualquer coisa que tenha a ver connosco.

Enfim, longe de mim estar aqui a tentar evangelizar-vos. Só queria explicar a minha visão e responder às muitas perguntas que me fizeram sobre este assunto. Acredito que nos vamos divertir com o "Pôr a Leitura em Dia" e que vamos todos descobrir belos livros. E, quem sabe, melhorar a média!


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segunda-feira, janeiro 21, 2013
Não sendo uma neurótica pela arrumação, tenho os meus limites. Quando a coisa começa a entrar num caos que já foge ao meu controlo, é porque está na hora de me dedicar à organização. E foi o que fiz este fim-de-semana. O meu escritório gritava por uma faxina geral, tarefa penosa que eu andava a adiar pela eternidade. Mas quando se chega ao nível de não se ter espaço para pousar o computador é porque, se calhar, o limite foi atingido. E pronto. Enchi-me de coragem e cá vai disto. Foram sacos e sacos cheios de objectos não identificados que rumaram ao lixo. Basicamente, livrei-me de tralha. O problema é eu ser uma pessoa de objectos. Tenho de estar rodeada de coisas que me são queridas, coisas que acho bonitas, coisas que me aquecem a alma. O meu espaço de trabalho está longe de ser clínico e minimalista. Preciso de objectos à minha volta, e é por isso que é fácil, de repente, isto virar uma feira. Mas pronto, agora está tudo arrumadinho e querido. E dá gosto passar aqui tempo.









domingo, janeiro 20, 2013
Eu juro que não quero exercer pressão, mas estou preocupada com a vossa leitura do Anna Karénina. Como é que isso está? Estão a cumprir ou andam a molengar? Tenho a dizer que já levo 300 páginas em cima e aquilo está muiiiito bom. Estou de olho em vocês, pequenos póneis. OLHO EM VOCÊS, hã?

Pépa? Quem é a Pépa?

domingo, janeiro 20, 2013

Confesso que até há meia hora nunca tinha ouvido falar deste blog nem desta menina, mas depois este vídeo começou a pipocar no Facebook e eu fui espreitar para ver do que se tratava. Fiquei presa aos primeiros segundos e dediquei-lhe nove minutos de bom grado. Sai um Óscar para a Sofia, já. E sai uma comissão de inquérito para o departamento de marketing da Fotosport.

Nove anos é muitáforte!

domingo, janeiro 20, 2013

Nove anos. Foi há nove anos que escrevi as primeiras palavras neste espacinho virtual. Já se passou tanta coisa, a minha vida mudou tanto nestes nove anos, e continua a ser uma alegria ser dona deste estaminé. É engraçado andar para trás no tempo, reler tudo o que por aqui escrevi. Tantas coisas que já nem me lembrava, mas que fazem parte da minha vidinha. Escrever com 23 e escrever com 32 não é, decididamente, a mesma coisa, mas acho  graça olhar para as várias etapas que fui passando, normais a qualquer pessoa. Não sendo tudo, este blog é uma parte importante da minha vida. Por isso mesmo, obrigada a todos os que estão desse lado a acompanhar as minhas venturas e desventuras. Obrigada aos clientes fiéis, mas obrigada também aos que chegam de novo. E que vão ficando. Ou não. Nove anos são muitos anos, mas quem escreve por gosto não cansa. E parece mesmo que foi ontem que isto começou.

O poder da feijoada

sábado, janeiro 19, 2013
Quando me juntei com o meu senhor, corria o ano de 1935, ele já vinha com Bimby. Fazia parte do dote dele. Eu trouxe o faqueiro (e sapatos), ele trouxe a Bimby, é justo. Aliás, moças solteiras deste meu País, se me estão a ler, acrescentem já à vossa lista de requisitos para tornar um homem em potencial marido esta condição imprescindível: ter Bimby. É meio caminho andado para reinar a paz no lar. Mas bom, dizia eu que esta pequena fada doméstica (a Bimby, não eu) já mora cá em casa há uns bons anos e sempre tivemos uma relação de amor-ódio. Minto. Estou a exagerar. A relação foi mais de indiferença de parte a parte. Lá lhe pego de vez em quando, para fazer uma sopa, um pratinho simples, mas nunca nos tornámos muito mais íntimas do que isto. Até hoje. Porque hoje foi o dia em que cozinhei...TXAN TXAN TXAN TXAN... uma feijoada de chocos! Antevejo olhares de desilusão desse lado. Eu sei, estavam seguramente à espera de um prato mais sofisticado, com mais glamour, qualquer coisa que, pelo menos, não metesse feijões e chouriço. Mas para mim, pessoa culinariamente inapta e que nunca se aventurou muito além das massas e bifes, uma feijoada representa todo um nível de complexidade que eu nunca pensei atingir.  Sempre achei que aquilo só podia meter fórmulas químicas altamente complexas e indecifráveis ao comum dos mortais. Talvez desconheçam esta sensação, mas mulher que consegue cozinhar uma feijoada sente que tem o mundo nas mãos. E eu consegui, meus amigos. Está certo, não deu trabalho nenhum. Encontrei a receita na net, fui às compras e depois foi só atirar os ingredientes para o copo e cumprir os tempos e temperaturas. Mas, quer dizer, é uma FEIJOADA! Mesmo com a papinha toda feita, muita coisa podia ter corrido mal. E não correu. O tempero estava bom, os ingredientes estavam todos cozidos e fui parabenizada cá em casa, o que é espectacular. Aliás, já se passaram umas seis horas e continuamos todos vivos e de boa saúde, o que só pode ser bom sinal. E pronto, era só isto. Queria só dizer que, aos 32 anos, cozinhei a minha primeira feijoada, um prato para o qual eu olhava e pensava "xinapá, que isto deve dar cá uma trabalheira, de certeza que só engenheiros da NASA é que conseguem fazer isto. Para além da minha mãe, claro". Próximo passo: cozido à portuguesa! Yes, i can!


Et voilá!

quinta-feira, janeiro 17, 2013


Já somos mais de 100 mil no Facebook. Muito e muito e muito obrigada a todos!

quinta-feira, janeiro 17, 2013
A página de Facebook pipoquiana está quaaaaaaaaaaaaase, quase nos 100 mil fãs. Só faltam 23 likes. E assim que lá chegarmos os festejos serão à altura. Vem aí surpresa das boas!
quarta-feira, janeiro 16, 2013
Eu não ligo assim muito a decoração (com pena minha), mas esta colecção de mesa feita em parceria entre a Vista Alegre e a Christian Lacroix deixou-me o coração a palpitar.








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