sexta-feira, dezembro 28, 2012
Entrei duas vezes na Zara e das duas vezes saí sem comprar nada. Ou sou eu que estou sem paciência ou são estes saldos que são um cocó. A única peça que realmente queria é um casaco que, em saldos, custa 89€, por isso deixei-o lá a marinar mais uns tempos. Tenho uns vales que me deram no Natal que guincham desesperadamente para serem trocados por qualquer coisa que se veja, mas ainda não vai ser hoje. De resto, estava a loucura absoluta. Quando entrei pensei "tu queres ver que a Zara pôs tudo a três euros e eu fui a última a saber?". Mas não. Muito fraquinho. Aguardemos.
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Sem ter a agenda à frente dos olhos para me lembrar tudo o que andei a fazer em 2012, acho que posso dizer que foi um bom ano. A verdade é que, à medida que os anos passam, uma pessoa também se vai tornando menos exigente. Basicamente, chegar ao fim de um ano com saúde, com amor, com a família toda e com bons amigos à volta, é tudo o que se pode querer. E isso, felizmente, eu tenho. Mas claro que houve outras coisas boas. Viajei muito (Rio de Janeiro, Búzios, Paris, Londres, Milão, Copenhaga, Nova Iorque, São Francisco), fui várias vezes para fora cá dentro (Porto, Comporta, Algarve, Leiria, Coimbra), tive belas jantaradas com os amigos, corri alguma coisa (não muito), não me faltou trabalho, comprei os primeiros Louboutin (um facto a assinalar na vida de uma mulher), lancei o meu segundo livro, a minha marca cresceu e... recebi o Manolo, o cão mais querido de todo o sempre e que faz com que pareça Natal todos os dias lá em casa. É por isso que não faço pedidos nem promessas para 2013. Basicamente, só quero que seja tão bom como 2012. E mesmo isso talvez já seja pedir muito.
Table & Friends
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Confesso que não estava à espera. Nestas coisas prefiro ir sempre com as expectativas rasteirinhas, mas a verdade é que foi para cima de espectacular. Sou sempre choninhas e introvertida quando estou com pessoas que não conheço, por isso aceitei o convite da Table & Friends um bocadinho a medo. Uma parvoíce, porque acabou por ser um dos jantares mais giros e divertidos onde já estive. O espaço ajudou, o belíssimo sushi do Origami também, mas o melhor foi mesmo a companhia. Uma mesa a abarrotar de pessoas simpáticas, bem dispostas e com as quais criei uma empatia instantânea. Parecia que tinhamos sido escolhidinhos a dedo. Foi uma noite cheia de conversa, de gargalhadas, de segredos (ah, pois é, meus amigos, tenho-vos na mão!), de fotografias, etc e tal. E só acabou porque, basicamente, o restaurante tinha de fechar. Mas, decididamente, é coisa para repetir. Ah, e não esquecer que, para além de tudo, ainda houve o lado solidário, com 50% do valor a reverter para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Obrigada a todos os que marcaram presença, vocês são espectaculares! =)
Blazer lantejoulas: Bazaar Chiado
Camisa: Zara
Camisa: Zara
Calças: Tommy Hilfiger (Snow Chic Collection)
Sapatos: Louboutin
Maquilhagem: Givenchy
Maquilhagem: Givenchy
Ainda o Natal...
quinta-feira, dezembro 27, 2012
Eu sei que já deve estar toda a gente um bocado enjoada do tema Natal (eu própria já não posso ver árvores, renas, luzinhas e coiso), mas ainda não tinha aqui publicado as fotos do jantar natalício de bloggers. E como o prometido é devido, aqui vai. O jantar foi no Hotel Real Palácio, que nos recebeu à lareira, e foi óptimo. De repente, veio-me à cabeça aquele creme de castanhas de babar e até me vieram as lágrimas aos olhos. Adiante. Foi uma noite muito divertida e com muita parvoíce pelo meio, que já se sabe que quando esta gente se junta não se pode esperar grande coisa. Pelo meio, tivemos direito a troca de prendas: eu recebi um vale da Chez Chemise, a Cátia recebeu um necessaire da Samsonite, a Margarida recebeu uma pulseira da Swarovski, a Mónica recebeu uma mala da Gloria Ortiz e o Roberto recebeu uma carteira da Montblanc. A Sónia estava ausente em modo fim-de-semana romântico, por isso não levou nada!
Vestido: Bazaar Chiado
Sapatos: Zilian
Colar e anéis: Swarovski
Maquilhagem: Givenchy
Fotos: Carlos Fernandes (Sem Asa)
Fotos: Carlos Fernandes (Sem Asa)
Manolo report
quarta-feira, dezembro 26, 2012
O Natal correu-lhe bem, não se pode queixar. Uma mantinha personalizada (oferta muito querida da Salsa), uma perna de frango de borracha (que apita e faz barulho comó raio), uma capinha para a chuva, um smoking (ainda está grande, não vai dar para este reveillon), um macacão de ganga (que ele odiou mas que me fez rir durante duas horas) e um tigre de peluche ao qual arrancou um olho ao fim de mais ou menos sete segundos. Eu dei-lhe uma coleira de cair para o lado, mas que ainda lhe fica a boiar. De resto, muito mimo e um bocadinho de peru que deixei a minha mãe dar-lhe depois de muitos protestos e muitos "coitadinho-é-Natal-e-não-o-deixam-comer-nada". Aposto que lhe deu rabanadas e bacalhau cozido às escondidas. De facto, as avós só deseducam!
A arte de bem usar o Facebook
quarta-feira, dezembro 26, 2012
Eu achei que tinha sido suficientemente directa. No meu Facebook pessoal escrevi "Pedido de Natal e desejo para 2013: que não me identifiquem em fotos onde eu não apareço. A sério, é tudo o que quero. Um grande bem-haja!". Simples! Fácil! Não dá trabalho e não custa dinheiro. Mas não! Nem um dia tinha passado, e tau!, já me estavam a identificar numa imagem qualquer. E isso irrita-me, porque depois passo o dia a receber comentários de pessoas que não conheço de lado nenhum e que estão a comentar uma imagem onde eu não estou e que não me interessa para nada (já para não falar na bateria do iPhone, que se vai num instante). Amigos e conhecidos fofinhos que me possam estar a ler, se calhar não fui explícita o suficiente, mas então cá vai:
1. Não me identifiquem nas vossas imagens de gatinhos queridos vestidos de rena;
2. Não me identifiquem no link para aquele concurso em que estão a participar para ganharem uma batedeira eléctrica (ou em QUALQUER OUTRO concuros);
3. Não me identifiquem em piadolas parvas sobre o Benfica quando temos o azar de perder um jogo;
4. Não me identifiquem na imagem daquela saia tão engraçada que vocês querem vender porque engordaram oito quilos e já não vos passa dos joelhos;
5. Não me identifiquem nas fotos do vosso bebé. O bebé é vosso;
6. Não me identifiquem em frases fofinhas e filosóficas do Dalai Lama, ou sobre o poder da amizade, ou a importâcia do amor acima de todas as coisas;
7. Não me identifiquem no postal de Natal da vossa empresa;
8. Eu apareço na foto? Não? Então não me identifiquem.
Ah, e se puderem evitar incluir-me naquelas mensagens de grupo das quais constam 648 pessoas, também agradeço muito. Não quero passar o dia a receber mensagens dos VOSSOS amigos e conhecidos a dizer se vão ou não ao vosso jantar de anos, ou à vossa venda de garagem, ou ao vosso bar mitzvah. Se tiverem alguma pergunta ou convite para me fazer, façam-no directamente. Já desamiguei algumas pessoas por serem demasiado chatas com estas coisas e vocês podem muito bem ser os próximos. Muaah ah ah ah ah ah (gargalhada maquiavélica). Por isso tenham juízo e vamos lá aprender a comportar-nos no Facebook, pode ser? Bem, bem.
1. Não me identifiquem nas vossas imagens de gatinhos queridos vestidos de rena;
2. Não me identifiquem no link para aquele concurso em que estão a participar para ganharem uma batedeira eléctrica (ou em QUALQUER OUTRO concuros);
3. Não me identifiquem em piadolas parvas sobre o Benfica quando temos o azar de perder um jogo;
4. Não me identifiquem na imagem daquela saia tão engraçada que vocês querem vender porque engordaram oito quilos e já não vos passa dos joelhos;
5. Não me identifiquem nas fotos do vosso bebé. O bebé é vosso;
6. Não me identifiquem em frases fofinhas e filosóficas do Dalai Lama, ou sobre o poder da amizade, ou a importâcia do amor acima de todas as coisas;
7. Não me identifiquem no postal de Natal da vossa empresa;
8. Eu apareço na foto? Não? Então não me identifiquem.
Ah, e se puderem evitar incluir-me naquelas mensagens de grupo das quais constam 648 pessoas, também agradeço muito. Não quero passar o dia a receber mensagens dos VOSSOS amigos e conhecidos a dizer se vão ou não ao vosso jantar de anos, ou à vossa venda de garagem, ou ao vosso bar mitzvah. Se tiverem alguma pergunta ou convite para me fazer, façam-no directamente. Já desamiguei algumas pessoas por serem demasiado chatas com estas coisas e vocês podem muito bem ser os próximos. Muaah ah ah ah ah ah (gargalhada maquiavélica). Por isso tenham juízo e vamos lá aprender a comportar-nos no Facebook, pode ser? Bem, bem.
Gosto muito...
segunda-feira, dezembro 24, 2012
... das almofadinhas da White Glam. São queridaaaaas! Tenho uma no meu escritório, que eu sou pessoa que já precisa de uma almofadinha na cadeira, por causa das dores nas cruzes. Podem espreitar estas e outras peças aqui.
Estilo em Londres
domingo, dezembro 23, 2012
O meu mainovo foi passear até Londres, mais precisamente à exposição do Victoria and Albert Museum e ao Palácio de Kensington, pelas mãos da Maria José! Obrigadaaa, o piqueno adorou.
Oh-valha-me-Deus
domingo, dezembro 23, 2012
A Brigadoce é a responsável por o meu rabo caminhar a passos largos para um tamanho bastante aproximado ao do rabo da Popota. É só o que tenho a dizer. Até porque as imagens falam por si.
Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #16
sexta-feira, dezembro 21, 2012
Uma das coisas que mais me pedem é que recupere a rubrica "Blog Meu, Blog Meu, Haverá Comentador Mais Parvo do que o Meu?". Para quem se lembra, era sempre à terça, e basicamente eu pegava num dos (muitos) comentários parvos que recebo, publicava-o e tecia os meus próprios comentários sobre a coisa. Era muito agradável, melhor do que qualquer terapia. Depois deixei-me disso, o que não quer dizer que os comentários parvos tenham acabado. Não, meus amigos. Eles andam aí e há fases particularmente criativas e recheadas, como esta. Não sei se é da proximidade do Natal e de andarem já a consumir açúcar em excesso, ou se é só da falta de uma vida para viverem ou se, simplesmente, é uma tenência genética para a parvoíce. Os motivos não sei, e longe de mim querer estar aqui a prestar apoio psicológico às almas perturbadas. Mas eles andam mesmo aí: nervosinhos, cinzentinhos, facilmente irritáveis e prontos a pegar e a chatear pela mínima merdinha. Como, por exemplo, ajudar uma instituição. Que ultraje! Que desplante! Que terror! Como é que alguém pode cometer uma atrocidade dessas? Onde é que já se viu, recolher quilos de papas, fraldas e chuchas para dar a uma instituição? De facto, quando chegamos a este ponto mais vale mesmo o mundo explodir e irmos todos pelos ares. É que se é para isto, para andarmos aqui a fazer solidariedade (que nojo!!), então não vale a pena. Bom, isto tudo porque eu ontem escrevi aquele post a dizer que eu e outros bloggers tínhamos organizado uma recolha solidária para a Ajuda de Mãe. O que eu fui dizer, meus amigos. Não faltou logo gente a querer apedrejar-me, a chamar-me hipócrita, a dizer que estava armada em boazinha e mimimimi. Entre os vários comentário parvos, houve um que me tocou especialmente no coração. Sou assim, tendo a comover-me com a parvoíce exacerbada. Ora aqui fica ele:
"Vale mais ser "futil", mas ser coerente. Ninguem tem o dever de ser "boazinha". Quem lhe diz que tem o dever de ajudar é que está a ser parvo. Não tem o dever nem moral nem legal de ajudar. Diria que apenas tem o "dever" de ser coerente. Mas esse "problema" infelizmente é generalizado. Na segunda estão a dizer que pagam 150 euros por produtos de beleza de 50ml etc e dois dias depois estão a fazer campanhas de solidariedade porque há pessoas que vivem com pouco mais do que esse valor por mês para viver. Simplesmente não bate certo. Nao faz sentido.
P.S - esse tipo de caridade é normal e até faz sentido se vier de pessoas que ganharam fama à custa de talentos reais. Nao me incomoda ver o Rui Veloso fazer campanhas destas . A fama dele vem exclusivamente do talento musical. NO seu caso parece-me que este tipo de iniciativas alem de hipocritas sao no minimo suspeitas.
Aaaaaaaaiiii! Isto tem tanto suminho que nem sei por onde começar. Bem, podia começar pela falta de acentuação nas palavras, mas esse é o menor dos problemas desta pessoa. Então vamos lá por partes:
P.S - esse tipo de caridade é normal e até faz sentido se vier de pessoas que ganharam fama à custa de talentos reais. Nao me incomoda ver o Rui Veloso fazer campanhas destas . A fama dele vem exclusivamente do talento musical. NO seu caso parece-me que este tipo de iniciativas alem de hipocritas sao no minimo suspeitas.
Aaaaaaaaiiii! Isto tem tanto suminho que nem sei por onde começar. Bem, podia começar pela falta de acentuação nas palavras, mas esse é o menor dos problemas desta pessoa. Então vamos lá por partes:
1- Ninguém me disse que tenho "o dever de ajudar". Sabe, querido anónimo, há pessoas que se dedicam ao voluntariado ou a outras formas de solidariedade só porque sim. Porque lhes apetece. Porque têm muito dinheiro. Porque têm pouco dinheiro mas bom coração. Porque têm muito tempo livre. Porque têm pouco tempo livre. Porque conseguem fazê-lo facilmente. Os motivos são muitos, cada um terá os seus e o meu está longe de ser um sentimento de obrigação. Para além disso, é realmente preciso uma justificação para se querer ajudar? Não pode ser só... porque ser quer ajudar? Se tenho meios para ajudar outras pessoas, se posso usar os contactos que fui recolhendo ao longo de anos de trabalho, por que não fazê-lo? Mas se quer mesmo ir por aí, pela explicação do "dever", então acho que sim. Acho que quem pode DEVE ajudar os outros. Deve esforçar-se. Deve fazer algo mais. Deve olhar mais à volta. Deve fazer a diferença. Daí a ser uma obrigação vai uma grande volta.
2- Sim. Uso cremes caros. Uns compro, muitos dão-me, tenho essa sorte. E? Qual é exactamente a relação disso com o exercer solidariedade? Se eu besuntasse a cara com creme do LIDL (marca que eu já defendi tantas vezes neste blog) já podia? Já era coerente? Só se eu vivesse no limiar da pobreza é que podia ter a intenção de ajudar alguém? Nesse caso, espero que já tenha enviado um mail agressivo a essa cabra da Angelina Jolie, que anda a fazer propaganda em África e depois vive numa mansão e usa jóias de milhões. E, como se não bastasse, ainda adoptou crianças! Onde é que já se viu tanta maldade junta? E a Oprah, essa víbora sem coração??? Ah, e tal, vou aqui fazer uma escolinha para as meninas sul africanas mas depois visto-me de caxemira da boa dos pés à cabeça e ainda faço programas que apelam ao consumo do primeiro ao último minuto. Gente incoerente e sem coração! Têm vidas espectaculares, nadam em dinheiro, e ainda acham que podem ajudar os mais carenciados. Fogueira com elas, já!
3- O PS. é a minha parte preferida no meio de tanta parvoíce . Comecemos por "este tipo de caridade é normal e até faz sentido se vier de pessoas que ganharam fama à custa de talentos reais". Ora bem, temos logo aqui um problema com o "talentos reais", um conceito um bocadinho difícil de definir. O meu talento (desculpem lá a falta de modéstia) é a escrita. Se me tornei "conhecida" foi pelo blog onde escrevo. Pelas crónicas que escrevi para várias publicações. Pelos livros que editei. O meu talento é, efectivamente, a escrita. E é da escrita que vivo. Se gostam do que escrevo, se se identificam, se acham bom ou uma merda, bem, isso já é outra coisa e nem sequer é problema meu. Mas o que me deu projecção foi a escrita. Lamento se aos olhos do anónimo fofinho isso não é um talento real. Se fosse astronauta já podia fazer "este tipo de caridade"? E se fosse, sei lá, agricultora ou polícia, ou tivesse uma qualquer outra profissão mais normal? Aí já não dava? Aliás, sempre que se contacta uma instituição a primeira coisa que nos perguntam é se temos algum "talento real". Deita fogo pela boca? Consegue mexer as orelhas? Sabe arrotar o abecedário? Não?? Ahhh, que chatice, então não vai poder ajudar, que pena. Se tivermos a pouca sorte de ser pessoas completamente anónimas ou, pior, se tivermos o azar de ter um blog, desligam-nos o telefone na cara imediatamente. Não sem antes nos dizerem "vá arranjar um talento e só nos volte a importunar quando já souber fazer qualquer coisinha que se veja. Odiamos ser ajudados por gente banal, blarghhh".
4- "Não me incomoda ver o Rui Veloso fazer campanhas destas. A fama dele vem exclusivamente do talento musical". Eh páaaaa! Rui Veloso, se me estás a ler, sente-te desde já um privilegiado. Passaste nos elevados níveis de exigência deste anónimo e, por isso mesmo, estás autorizado a dedicar-te à solidariedade. Eu tenho mais azar. Não tenho talento para cantar o Chico Fininho nem o Porto Sentido, por isso estou arrumada. Tenho mais é que estar quieta. De facto, sou uma bambi. Desconhecia que havia tantos pré-requisitos para se poder ajudar os outros, que havia formulários a preencher, que era necessário aferir o talento de cada um e que se usasse cremes caros devia cobrir-me de vergonha e perceber que isso era perfeitamente incompatível com a prática solidária. Mas lembrei-me agora que desde miúda que sei o Não Há Estrelas no Céu de cor. Será que já posso ofertar uma lata de atum a um sem-abrigo? Posso, posso, posso?
5- Depois vem o remate final. Brilhante. Ora atentem: "No seu caso parece-me que este tipo de iniciativas alem de hipocritas sao no minimo suspeitas". Podia, uma vez mais, insistir na falta de acentuação e de vírgulas, mas depois acusam-me de ser picuinhas e toda a gente sabe que as pessoas picuinhas não podem ser solidárias. Está nos estatutos (aqueles que eu não li e por isso é que fiz asneira da grossa ao achar que podia ajudar). Gosto da dupla acusação: sou hipócrita e, ao mesmo tempo, é lançada a dúvida de isto ser uma actividade suspeita. Uhhhhhhh! Ponham a PJ já de olho nestes cinco bloggers que decidiram contactar marcas para pedir produtos, porque de certezinha que isto não é nada do que parece. De certeza que estes atrasados mentais estão a usar esta iniciativa para uma qualquer lavagem de dinheiro, ou para comércio paralelo (desviámos fraldas que vamos agora vender a preços muito mais em conta), ou até para traficar os órgãos das criancinhas que dizem estar a querer ajudar. PATIFES! PULHAS!
Enfim, isto é tudo tão bom que, de facto, não havia como ignorar. Sabe, querido anónimo, eu podia não ter feito nada. A ideia inicial, tal como disse, era fazer só um jantar natalício de bloggers. E podíamos ter ficado por aí. Podíamos perfeitamente só ter ido jantar todos à borla (como fomos), podíamos só ter todos oferecido produtos que as marcas nos disponibilizaram (como oferecemos), podíamos só ter todos usufruído gratuitamente de maquilhagem e cabeleireiro (como usufruímos) e pronto. Ao fim da noite voltávamos para casa todos contentinhos. Mas não. Tivemos a ousadia de querer levar a coisa mais além. Podíamos ter estado quietos, fazíamos só um jantar tranquilo, mas não, achámos que era boa ideia ajudar uma instituição que precisasse e mobilizámo-nos nesse sentido. Fizemos os contactos, fomos recolher os produtos, tirámos uma manhã para ir à instituição. Podíamos perfeitamente ter ficado com os nossos simpáticos rabos alapados no sofá. Assim como assim, a única coisa que isto nos poderia dar era trabalho. Mas não. Deu-nos muito mais do que isso, mas também não lhe vou explicar, porque não acredito que possa perceber. Nenhum de nós voltou para casa com pacotes de fraldas, com chuchas, com produtos de maquilhagem ou com qualquer outro produto que tenha sido doado. Tudo o que conseguimos foi para dar aos outros. Esta foi uma acção visível, publicada no meu blog e em todos os outros que participaram (como é óbvio, as marcas envolvidas gostam de ver as suas ofertas reconhecidas), mas faço solidariedade a vários outros níveis, de forma totalmente anónima. Assim sendo, pode guardar as suas suspeitas. E pode usar o tempo que, claramente, tem a mais para, por exemplo, ir passar uma manhã a fazer voluntariado na Ajuda de Mãe. Eles agradecem. Ah, mas espere, é o Rui Veloso? Não? Oh, bolas, então não vai dar. Mas olhe que se fosse por mim estava desde já aprovado/a. É que o seu" talento real" é óbvio: debitar parvoíce como se não houvesse um amanhã. Não é para todos. Estamos quase no Natal. Esconda lá essa mesquinhez e azedume e, pelo menos, tente sentir-ser feliz por todos aqueles que foram ajudados por nós.
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Pedidos pralá de impossíveis #2
quinta-feira, dezembro 20, 2012
Hoje cruzei-me com o Papai Noel no El Corte Inglés e estive quaaaaase para me sentar no colinho dele e fazer-lhe os pedidos directamente, mas depois achei que era capaz de ser má ideia (sobretudo a parte de me sentar ao colo). Deste modo, e como sei que o Papai Noel é um homem moderno e atento aos blogs, vou continuar a dirigir-me a ele por aqui. Continuando na senda dos presentes impossíveis, hoje gostava de apelar ao coração do Papai Noel com um pedido especial e fofinho: a Santíssima Trindade. E o que é a Santíssima Trindade, perguntam vocês? Nada mais, nada menos do que uma Chanel 2.55, uma Prada Saffiano e uma Givenchy Antigona. Isto não uma coisa estanque, cada um terá a sua própria Santíssima Trindade, mas esta é a minha. E só conta mesmo se receber as três ao mesmo tempo, estamos entendidos? Não me venhas cá com uma este Natal, e depois outra em 2025, e depois a outra sabe-se lá quando (ou então, nenhuma, nunca!). Nada de trafulhices! A Santíssima Trindade só funciona se estiver junta, por isso não te faças de sonso. Também não vale a pena dizer que as três caixas não passam na chaminé, porque eu não tenho disso. Arranja um estafeta e manda entregar. Ia dizer "deixa-te de merdas", mas depois as pessoas ficam tristes por eu voltar a escrever "merda" em tão pouco tempo, por isso digo-te só para te deixares de fitas. Só tens trabalho uma vez por ano (estranha-me como é que a entidade patronal ainda não te pôs a andar), por isso é bom que cumpras quando é preciso!
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