Parte boa de termos deixado o Mundial
quarta-feira, junho 30, 2010
Acabaram-se as analogias jornalísticas com o cabo das Tormentas e o cabo da Boa Esperança.
Perguntem ao Carlos Queiroz
quarta-feira, junho 30, 2010
Cristiano Ronaldo chegou a um ponto na vida em que acredita que é suficiente parecer. Já não tem de provar nada a ninguém, já não está debaixo da atenção dos olheiros, já não sonha com contratações milagrosas. Já tem isso tudo, por isso acredita que é suficiente parecer. Parecer que é bom, que é empenhado, que é o melhor jogador do mundo. O problema é que para nós, portugueses que ainda acreditavam, mais do que parecer era preciso ser. Cristiano Ronaldo tinha de ser bom, tinha de ser empenhado, tinha de ser o melhor jogador do mundo. E não foi. Arrastou-se no campo, fez fitas, lamentou-se excessivamente, armou-se em diva, ficou no chão em lamúrias eternas. Os golos prometidos, os tais que chegariam como o ketchup, nunca chegaram. E por isso, ontem, o Queiroz tinha de ter tido a coragem de o tirar. Porque não estava a acrescentar nada à equipa, porque estava mais do que visto que não era ele quem iria resolver. E não tinha de ser. Não cabe a um jogador levar uma equipa inteira às costas. Mas o Cristiano tinha de ter feito mais. E a nós tinha de nos ter calhado em sorte um treinador com tomates à portuguesa, que não tivesse medo de ferir o ego do menino de ouro. Ter o Cristiano Ronaldo na equipa não passa de um título que o mundo inteiro percebeu não significar grande coisa. E a atitude no final do jogo foi reveladora da fraca formação do rapaz. "Perguntem ao Carlos Queiroz." Como se a culpa não fosse também dele, que não mexeu uma palha. E não, aquele golo ridículo contra a Coreia não contou. Para nada.
the Messenger test
terça-feira, junho 29, 2010
Quando eu andava de coração estraçalhado, esta senhora (que, na altura, vivia a apenas duas ou três secretárias de distância) era das maiores defensoras que aquela fase de ratazana-deprimida ia passar. Que dali a uns tempos ia olhar para trás com um grande amor ao lado e ia ficar a pensar no tempo perdido a lamentar uma relação falhada. E a sentir-me estúpida. Claro que aquilo me entrava por um ouvido e saía por outro. O único discurso que me fazia sentido era "vou ficar sozinha para toda a eternidade, sou a pessoa mais infeliz do mundo, de certeza que não há ninguém no planeta terra a sofrer tanto como eu, é completamente impossível, porque isto é uma forma de sofrer totalmente inovadora e nunca antes experienciada por ninguém". Hã hã. O que mais me fascina no maravilhoso mundo das relações é como é que pessoas por quem éramos capazes de dar um rim (ou os dois), ao fim de um tempo (que demora a chegar, mas chega sempre) se tornam completamente irrelevantes e indiferentes. Mas é uma indiferença sentida e real, não é aquela falsa indiferença do "agora vou-me armar em esperta e fingir que não quero saber mais nada de ti mas, na verdade, não quero eu saber de outra coisa". Não, falo mesmo da indiferença-indiferença, o deixarmos de ter interesse no que a outra pessoa anda a fazer, o que almoçou, com quem saiu, aquela coisa obsessiva e doentia que nos faz querer saber cada passo e que nos faz imaginar muitas histórias em torno disso (tipo, uma amiga disse-nos que o viu a lanchar às 17.30, mas ele lancha sempre às 18.00, se foi lanchar mais cedo é porque de certeza que já anda metido com outra, o cabrão!). Para mim, o grande teste da indiferença é se uma pessoa que já foi muito importante na nossa vida entra no messenger e isso não nos faz saltar o coração pela boca. Se já não ficamos ali naquela tensão do "falo-não-falo", se o estômago já não se contorce de ansiedade à espera que a outra pessoa meta conversa connosco, se não ficamos ali a analisar o nick que escolheu, se está no estado ausente ou ocupado. Quando a janelinha com o nome se abre e não estamos nem aí, então é porque a paixão se curou de vez. Caso contrário, se ainda há estremecimentos, palpitações, sensações de desmaio, então é porque a coisa está para durar. Parte boa: há um dia em que vai passar. Quando? Sabe Deus. Mas eu estou com vocês, hã?
segunda-feira, junho 28, 2010
Tarefa para quando chegar a casa:
- Tirar todos os vestidos do armário
- Juntar os vestidos que fui recuperar a casa dos pais
- Organizar tudo por cores
- Voltar a enfiar no armário
- Rezar a todos os santinhos para que caiba lá tudo
Lá para as três da manhã devo estar despachadinha.
- Tirar todos os vestidos do armário
- Juntar os vestidos que fui recuperar a casa dos pais
- Organizar tudo por cores
- Voltar a enfiar no armário
- Rezar a todos os santinhos para que caiba lá tudo
Lá para as três da manhã devo estar despachadinha.
segunda-feira, junho 28, 2010
Margarida Menezes, a virgem mais virgem de Portugal, começou a trabalhar à noite numa discoteca mas mantém o discurso fofinho: "Quem sabe se conheço aqui o meu príncipe encantado, entre uma olhadela e outra". Hã hã. É isso. Eu já não sei se a jovem é mesmo virgem e faz questão nisso, sob pena de perder a fama alcançada (quando deixar de ser virgem... já ninguém quer saber), ou se nos anda aqui a endrominar a todos. É que eu já a vi descascada em produções sensuais, agora trabalha numa discoteca, mas continua a dizer que ninguém lhe pega, que todos os relacionamentos dão para o torto. E se há coisa que a pequena tem é um ar fresquinho, fresquinho, muito mais a dizer "por favor, alguém que me salte para cima" do que "não, não, a virgindade é uma coisa muito bonita e eu vou guardar-me para o meu príncipe".E acha mesmo que é no Blues Café que vai encontrar o seu príncipe? A menos que ande à procura de alguém com o cabelo lambido a gel, camisa aberta até ao umbigo, cinto com fivela brilhante, calças justinhas e sapatos de biqueira quadrada. Ah, mas isso não é um príncipe, é um chulo! Pois, mas cheira-me que nessa disconaite é a única coisa que vai conseguir. Qualquer dia vai trabalhar para um puticlube e continua a dizer que é ali que vai encontrar o homem da sua vida. Mas não há uma mãe que lhe meta juízo? Duas chapadas bem assentes também costumam dar resultado.
Descobri a minha vocação
domingo, junho 27, 2010
Jiboiar à beira de piscinas que, por sua vez, ficam à beira de praias. Prevejo um futuro brilhante neste sector.
Brejeirice do dia
sexta-feira, junho 25, 2010
Pá, ó Cristiano, se fores assim tão frouxo com a Irina não te safas...
Boletim da Noiva #16
sexta-feira, junho 25, 2010
Sapatos comprados, véu e saiote pedidos emprestados a quem de direito, para a semana nova prova de vestido.
Mil e cinquenta convites por entregar, burocracias várias por tratar, e o cabelo? E a maquilhagem? (já agora, alguém tem por aí o contacto da Joana Moreira? Já mo tinham dado, mas não sei onde foi parar). E as ementas? E, ai, que entretanto vou de férias. E ai, que depois se mete Agosto e não se passa nada no país. E ai, que depois vai-se a ver e já é Setembro. E pronto, é isto.
Entretanto já escolhemos as músicas para a boda. Agora é esperar que o senhor padre aprove. Eu queria coisas muito alternativas para a cerimónia, mas o menino que vai cantar na igreja achou por bem dizer que já houve padres que o mandaram calar em plena igreja, alegando que os temas não se adequavam. Assim sendo, tive de refrear os meus impulsos e ir para coisas mais tradicionaizinhas. Mas claro que há limites. Assim que ouvi os primeiros acordes do Hallelujah do Jeff Buckley na versão portuguesa, pensei que mais valia não ter música a ter aquilo. Ia-me dando um fanico. Percebi que para dar cabo de uma música basta passá-la para português. É que é tiro e queda. Coitadinho do Jeff, não lhe fazia uma coisa dessas. Até o imaginava a dar voltas na tumba, desgraçado. Enfim, lá conseguimos chegar mais ou menos a consenso, com músicas religiosas qb, algumas delas "em estrangeiro", que sempre dá outro ar à coisa. O meu novo problema são as leituras. Queria qualquer coisa que não andasse à volta do "a mulher tem de estar subjugada ao homem". Não está fácil.
Mil e cinquenta convites por entregar, burocracias várias por tratar, e o cabelo? E a maquilhagem? (já agora, alguém tem por aí o contacto da Joana Moreira? Já mo tinham dado, mas não sei onde foi parar). E as ementas? E, ai, que entretanto vou de férias. E ai, que depois se mete Agosto e não se passa nada no país. E ai, que depois vai-se a ver e já é Setembro. E pronto, é isto.
Entretanto já escolhemos as músicas para a boda. Agora é esperar que o senhor padre aprove. Eu queria coisas muito alternativas para a cerimónia, mas o menino que vai cantar na igreja achou por bem dizer que já houve padres que o mandaram calar em plena igreja, alegando que os temas não se adequavam. Assim sendo, tive de refrear os meus impulsos e ir para coisas mais tradicionaizinhas. Mas claro que há limites. Assim que ouvi os primeiros acordes do Hallelujah do Jeff Buckley na versão portuguesa, pensei que mais valia não ter música a ter aquilo. Ia-me dando um fanico. Percebi que para dar cabo de uma música basta passá-la para português. É que é tiro e queda. Coitadinho do Jeff, não lhe fazia uma coisa dessas. Até o imaginava a dar voltas na tumba, desgraçado. Enfim, lá conseguimos chegar mais ou menos a consenso, com músicas religiosas qb, algumas delas "em estrangeiro", que sempre dá outro ar à coisa. O meu novo problema são as leituras. Queria qualquer coisa que não andasse à volta do "a mulher tem de estar subjugada ao homem". Não está fácil.
E por falar em Irina Shayk
quinta-feira, junho 24, 2010
Eu também tenho este conjunto da Intimissimi mas, pessoalmente, acho que me assenta melhor do que a ela. Não sei, acho que é do cabelo.
Mas porque é que nunca mostras a cara?
quinta-feira, junho 24, 2010
Esta deve ser a pergunta que mais gente me faz, o que me leva a crer que é uma dúvida que está a atormentar a população em geral. Se tens um livro, porque é que não mostras a cara no blog? Se já apareceste em jornais e revistas, porque é que não mostras a cara no blog? Se já foste várias vezes à televisão, porque é que não mostras a cara no blog? Ora bem, a resposta mais simples a todas estas questões poderia ser um "porque não quero, metam-se nas vossas vidinhas", e estava o assunto arrumado. Mas não, eu gosto de desenvolver o lado didáctico que há em mim e brindar os leitores com respostas que revelem toda a minha sapiência. Ou não.
Então é assim, este blog foi criado vai fazer sete anos. Xinapá, tantos anos. Nessa altura, nunca me passou pela cabeça andar a postar fotos da minha cara. E agora, sete anos volvidos, essa perspectiva continua a não me fazer sentido. Criei o blog para escrever os meus devaneios e parvoíces (coisa que tenho cumprido, sobretudo no que toca a parvoíces), e nunca achei que espetar aqui com a minha cara fosse um grande acrescento à minha escrita. Para além disso, ao fim de relativamente pouco tempo, percebi que há muita gente excessivamente opinativa, gente que acha que deve dizer de sua justiça mesmo que nada lhe tenha sido perguntado. E se já são tão opinativos (e fofinhos) sem eu mostrar a cara, imagine-se o que seria. Não faltariam os comentários do género "só escreves isso porque és muito gira" ou, o mais provável, "só escreves isso porque é um trambolho e ninguém te pega".
Nunca andei propriamente a hastear a bandeira do anonimato, do "ai, nunca na vida vão poder saber quem eu sou, faço ponto de honra nisso". Desde o início que qualquer pessoa minimamente atenta conseguia saber uma data de coisas sobre mim. E foi por isso que, quando lancei o livro, achei que fazia sentido mostrar a cara, nos sítios devidos. A ideia era promovê-lo, por isso não ia agora para a televisão de cara tapada e voz distorcida. E claro que assim que a minha cara foi aparecendo aqui e ali não faltaram comentários a dizer "aaaaaaah, agora já percebi porque é que nunca mostraste a cara, é porque és feia como uma mula". Bom, tudo bem. Em primeiro lugar, não me lembro de alguma vez ter escrito neste espaço que sou gira nas horas. Ou que sou gira, ponto. Em segundo, vivo bem com a minha aparência física, obrigadinha, e não sendo uma Irina Shayk, também não me sinto uma Odete Santos. Sou normalzinha, pronto, com uns dias bastante melhores do que os outros. E não é, seguramente, por medo de opiniões alheias que eu ponho ou deixo de pôr fotos minhas aqui. Nunca pus, em sete anos, não vou começar a pôr agora. Quanto a sapatos e roupinhas, é outra conversa. Acredito que tenha graça ver looks alheios (eu gosto, pelo menos), já a cara da pessoa em si... who cares? É exposição gratuita, não tem a ver comigo, por isso não vai acontecer.
Lembro-me de há um ano ou coisa assim ter recebido um mail de um "leitor" que dizia qualquer coisa como "eu lia o teu blog, mas vi-te na entrevista que deste ao DN e és feia, por isso não te vou ler mais". Achei graça à parvoíce, e até lhe respondi que se isso acontecesse com o Saramago o homem já não tinha leitores. Claro que levei logo com um mail a perguntar "como é que ousas comparar-te ao Saramago?????". Bom, se eu me estava a comparar ao homem era apenas na sua feiura, mas pronto, eu já devia saber que responder a descerebrados dava nisto.
Espero que tão elucidativa explicação tenha ajudado a resolver um dos maiores segredos da existência humana, logo a seguir aos três segredos de Fátima. Qualquer outra dúvida não hesitem, hã, que não estamos cá para outra coisa.
Então é assim, este blog foi criado vai fazer sete anos. Xinapá, tantos anos. Nessa altura, nunca me passou pela cabeça andar a postar fotos da minha cara. E agora, sete anos volvidos, essa perspectiva continua a não me fazer sentido. Criei o blog para escrever os meus devaneios e parvoíces (coisa que tenho cumprido, sobretudo no que toca a parvoíces), e nunca achei que espetar aqui com a minha cara fosse um grande acrescento à minha escrita. Para além disso, ao fim de relativamente pouco tempo, percebi que há muita gente excessivamente opinativa, gente que acha que deve dizer de sua justiça mesmo que nada lhe tenha sido perguntado. E se já são tão opinativos (e fofinhos) sem eu mostrar a cara, imagine-se o que seria. Não faltariam os comentários do género "só escreves isso porque és muito gira" ou, o mais provável, "só escreves isso porque é um trambolho e ninguém te pega".
Nunca andei propriamente a hastear a bandeira do anonimato, do "ai, nunca na vida vão poder saber quem eu sou, faço ponto de honra nisso". Desde o início que qualquer pessoa minimamente atenta conseguia saber uma data de coisas sobre mim. E foi por isso que, quando lancei o livro, achei que fazia sentido mostrar a cara, nos sítios devidos. A ideia era promovê-lo, por isso não ia agora para a televisão de cara tapada e voz distorcida. E claro que assim que a minha cara foi aparecendo aqui e ali não faltaram comentários a dizer "aaaaaaah, agora já percebi porque é que nunca mostraste a cara, é porque és feia como uma mula". Bom, tudo bem. Em primeiro lugar, não me lembro de alguma vez ter escrito neste espaço que sou gira nas horas. Ou que sou gira, ponto. Em segundo, vivo bem com a minha aparência física, obrigadinha, e não sendo uma Irina Shayk, também não me sinto uma Odete Santos. Sou normalzinha, pronto, com uns dias bastante melhores do que os outros. E não é, seguramente, por medo de opiniões alheias que eu ponho ou deixo de pôr fotos minhas aqui. Nunca pus, em sete anos, não vou começar a pôr agora. Quanto a sapatos e roupinhas, é outra conversa. Acredito que tenha graça ver looks alheios (eu gosto, pelo menos), já a cara da pessoa em si... who cares? É exposição gratuita, não tem a ver comigo, por isso não vai acontecer.
Lembro-me de há um ano ou coisa assim ter recebido um mail de um "leitor" que dizia qualquer coisa como "eu lia o teu blog, mas vi-te na entrevista que deste ao DN e és feia, por isso não te vou ler mais". Achei graça à parvoíce, e até lhe respondi que se isso acontecesse com o Saramago o homem já não tinha leitores. Claro que levei logo com um mail a perguntar "como é que ousas comparar-te ao Saramago?????". Bom, se eu me estava a comparar ao homem era apenas na sua feiura, mas pronto, eu já devia saber que responder a descerebrados dava nisto.
Espero que tão elucidativa explicação tenha ajudado a resolver um dos maiores segredos da existência humana, logo a seguir aos três segredos de Fátima. Qualquer outra dúvida não hesitem, hã, que não estamos cá para outra coisa.
Sugestões de presentes para a boda
quarta-feira, junho 23, 2010
Assim de repente, o que nos (me) faz mesmo falta é um cheque de compras vitalício da Zara. Também gostávamos muito de um cativo na Luz, acompanhado dos devidos bilhetes de época. Para já acho que é isto. Ajudou alguma coisa?
Olha aí a sushizada da Time Out
quarta-feira, junho 23, 2010
A Caras tem a feijoada, nós temos a sushizada. É já esta sexta-feira e vai ser para cima de espectacular.
terça-feira, junho 22, 2010
Depois de ter usado aparelho uns quantos anos (sim, uns quantos anos) fiquei com uma alergia crónica a dentistas. Achei que era boa ideia corrigir um dente de baixo que estava ligeiramente torto e acabei por andar uma vida de aparelho. Está certo que os dentes ficaram mais bonitinhos, mas também está certo que já estão a entortar outra vez, por isso, e a menos que se tenha uns dentes do demónio, não vale muito a pena o investimento. Bom, hoje resolvi fazer as pazes com os dentistas. Não ia a um para aí há uns dois anos, com medo que me quisessem arrancar os três sisos que vivem na minha boca e que estão lá muito bem, sem dar chatices. Já arranquei um, e a coisa não correu muito mal, mas se puder não ter de repetir o processo mais três vezes eu agradeço muito. Mas como dizia, hoje lá fui eu, decidida a voltar a ter uns dentinhos saudáveis (e, confesso, pôr o olho na dentista do meu homem, que dizia maravilhas dela). E só entrar naquela sala já me deixa com os nervos em franja. A cadeira, os aparelhos, os barulhinhos das brocas nas outras salas, e eu a pensar que os meus dentes estão muito bem como estão, estão uma maravilha, aliás. Mas não estão. Vou ter de tratar uma cárie e fazer mais um ou dois tratamentos pequenos. E o siso só sai se eu quiser. Gostei desta parte, do "se eu que quiser". A médica recomenda que um deles vá à vida, mas eu já me afeiçoei, criámos uma relação, somos amigos, por isso agora custa-me que o arranquem assim à bruta. enfim, mais um mês e os dentes estarão impecáveis. Até lá, vou tentar não pensar em agulhas, anestesias, brocas a perfurarem-me as gengivas e outras cenas assim fixes. Já agora, alguém já fez tratamentos de branqueamento? Sei que há vários, o que é que os meus pequenos trolls recomendam?
Passatempo Puma Suede/A Pipoca Mais Doce
terça-feira, junho 22, 2010
Alegria, alegria, eis mais um passatempo absolutamente espectacular, como é comum por estas bandas. Geralmente, os passatempos são mais para a menina do que para o menino (é assim, ninguém disse que a vida era justa), mas desta feita é para toda a gente. E é o quê? São três ténis Suede, oferta da Puma. Quem é de Lisboa deve tê-los visto espalhados em várias montras do Bairro Alto, em instalações alternativas em montras de cafés, papelarias, and so on. Agora chegaram à blogosfera e, dentro em breve, podem ir parar a vossa casa. Para se habilitarem a um dos três pares (cor à escolha), só têm de me dizer o que fariam com uns Puma Suede. Sejam criativos, sejam arrojados, sejam ramboieiros, que as três frases/sonetos/receitas culinárias mais originais serão as premiadas. Têm até dia 2 de Jullho para enviar as vossas participações espectaculares para apipocamaisdoce@gmail.com.
E agora?
sexta-feira, junho 18, 2010
Estava sempre a dizer que o Saramago não podia morrer sem escrever mais um livro. Só mais um. Pelo menos mais um. E agora ele morreu e eu não sei se o livro ficou ou não escrito. E ficámos sem o melhor escritor português. E agora, que eu já li quase tudo o que havia para ler dele?
Passatempo Braun- o resultado
quinta-feira, junho 17, 2010
Ora pois muito bem, foi uma alegria de passatempo! Pediram-se fotos originais e a malta aderiu. Claro que também houve quem mandasse fotos apenas de pernas boas e bronzeadas, mas a ideia não era essa. Assim sendo, vamos lá anunciar as três jovens que vão levar uma Braun Silk-Épil 7 para casa (enviem-me os vossos contactos, sivuplé).
Joana Pereira
Helena Pereira
Armanda Santana
Livro de reclamações
quarta-feira, junho 16, 2010
Aproveito a pausa para almoço para dissertar sobre três pequenas questões que me andam a dar cabo dos nervos:
1) Gelatinas da Royal
São a oitava maravilha e eu enfio duas no bucho todos os dias, mas o facto de as embalagens serem arredondas nos cantos (passo a expressão) irrita-me, porque não há maneira de lá chegar com a colher e sobra sempre gelatina. Acho que vou começar a lamber a embalagem.
1) Gelatinas da Royal
São a oitava maravilha e eu enfio duas no bucho todos os dias, mas o facto de as embalagens serem arredondas nos cantos (passo a expressão) irrita-me, porque não há maneira de lá chegar com a colher e sobra sempre gelatina. Acho que vou começar a lamber a embalagem.
2) Outra coisa que também se consome muito por estas bandas são os frasquinhos de Compal Essencial, uma boa maneira de comer fruta. Não será exactente a mesma coisa, mas para mim, que odeio fruta, já é um grande progresso. E tirar a tampa ao frasquinho? Uma pessoa torce-se, contorce-se, faz o pino, tenta com os dentes, e depois lá se resigna e acaba por pedir ao macho que se encontrar mais perto. E é giro vê-los a recorrer de toda a sua força para conseguirem abrir aquela merda (desistir é que não! Nunca!). Cada vez compro menos Compal Essencial à conta desta brincadeira, por isso se calhar já começavam a pensar noutra alternativa. Digo eu.
3) Estou há TRÊS semanas à espera que a Halcon me dê um orçamento para a lua-de-mel. Já pedi duas vezes por telefone e uma vez na própria da agência, e não há meio. Depois queixem-se que a Abreu e o El Corte Inglés vos passem a perna. É que esses dão orçamentos na hora, meus amigos.
E pronto, agora que já desabafei o que me vai na alma posso voltar ao trabalho.
Passatempo Quebramar- o resultado
quarta-feira, junho 16, 2010
Et voilá, o resultado de mais um passatempo. Desta feita, quem leva para casa o conjuntinho Quebramar é... a RAQUEL LIMA! Yeah! Quero ouvir essas palmas! Aqui fica a frase vencedora:
"Pois muito bem, levava este conjunto Quebramar numa das minhas visitas à sogrinha: nada melhor que uma roupa simples com um toque de sensualidade para lhe provar que (felizmente) nem todos os homens casam com mulheres idênticas às mamãs!!!!"
Raquel, agora é só enviar morada e telefone, sim? Obrigadinha.
"Pois muito bem, levava este conjunto Quebramar numa das minhas visitas à sogrinha: nada melhor que uma roupa simples com um toque de sensualidade para lhe provar que (felizmente) nem todos os homens casam com mulheres idênticas às mamãs!!!!"
Raquel, agora é só enviar morada e telefone, sim? Obrigadinha.
terça-feira, junho 15, 2010
Eu papo tudo, ou quase tudo, o que passa na SIC Mulher. Ele é Oprah, ele é Tyra, ele é Ellen, ele é Nigella (sobretudo quando cozinha e não se põe a dar palpites sobre batons e sombras de olhos), ele é Project Runway (americano, canadiano, venham eles, tanto faz), ele é America's Next Top Model, ele é Querido, Mudei a Casa, ele até é Dr. Phill quando estou meeeeesmo desesperada. Basicamente, e tirando o Mundo das Mulheres (antes arrancar os dentes sem anestesia), e aquele programa em que vão com umas senhoras para o Freeport e as vestem como se fossem para o carnaval de Cinfães do Douro (numa pretensa mudança de imagem muito radical e sofisticada), marcha tudo. Mas depois irrita-me que, de quando em vez, queiram fazer os espectadores passarem por parvos. Finda a segunda temporada do Project Runway Canada, estava curiosa para ver o que se seguiria. E o que se seguiu foi o programa do Tim Gunn. Que eu gosto muito, que gosto (make it work!), mas estes episódios já deram todos! E a SIC espeta-me com isto no horário principal, como se nada fosse. Está certo. Deve ser o meu alerta interior a dizer que me devo dedicar mais à leitura e menos ao visionamento de programas de merda.
sábado, junho 12, 2010
Table Mountain, Cidade do Cabo
Quando estive na África do Sul, em Setembro, a última coisa em que pensei foi na segurança ou falta dela. Achei a cidade do Cabo uma paz de alma, e Joanesburgo, apesar de parecer o Bangladesh, também não me pareceu nada por aí além (bom, quer dizer, quando andámos sozinhos na rua, à noite, ia sempre com um olho no burro e outro no cigano). E foi por isso que achei estranho as mulheres dos jogadores virem dizer que não iam assistir ao Mundial in loco, que era muito perigoso. Pois, pois, já ouvi desculpas melhores. Não querem é ir para um país onde vão morrer de tédio por não haver Vuitton nem Prada. Mas não. Ainda o Mundial não tinha começado e já havia jornalistas com armas apontadas à cabeça, jogadores assaltados, and so on, and so on. E, afinal, parece que ninguém está a salvo de sair de lá só com uma mão atrás e outra à frente. Percebo que seja um país com enormes, imensos fossos sociais, um país de gente que vive em mansões e gente que vive em barracas à beira da estrada, um país onde o apartheid, de alguma forma, continua a existir. E também percebo que quem promove estes assaltos e episódios de violência é porque precisa, sem querer saber se vai ou não passar uma imagem negativa do país. E também percebo que estes países precisem de oportunidades de desenvolvimento, de promoção, de infra-estruturas. Mas - e há sempre um mas - quem lá vai a trabalho, quem lá vai fazer os possíveis para mostrar ao mundo o melhor que a África do Sul tem, se calhar merecia poder estar descansado da vida, sem medo de acordar a meio da noite com dois mânfios no quarto. Porque se os jornalistas ou os jogadores decidirem que a falta de segurança é inadmissível, põem-se a andar e não há mundial para ninguém. E aí bem podem tocar nas vuvuzelas com fartura, que a imagem de país pouco civilizado já ninguém lhe tira.
sexta-feira, junho 11, 2010
Terça-feira andei à chuva. E quem anda à chuva molha-se. Eu molhei-me. Até aos ossos. Desde ontem já enfiei quatro Benurons no bucho, a tentar contrariar uma gripe que se está a querer instalar. A garganta parece uma lixa, a cabeça vai explodir a qualquer hora e o corpo parece ter sido espezinhado por um mamute. Dói-me tudo. Mas mesmo tudo.
Então foi assim:
sexta-feira, junho 11, 2010
Há umas semanas alguém me deixou aqui um comentário a dizer que em vez de responder a comentários parvos podia antes falar do meu percurso, das minhas opções em termos de estudos e de trabalho. E como logo a seguir a mails a dizerem "és uma puta!", o que mais recebo são mails a perguntar "vou ou não para jornalismo"?, decidi acatar o pedido. Mas só desta vez, que tem muito mais graça responder a gente parva e a minha vidinha não é assim tão gira. Não sou propriamente um case study.
Ora bem, corria o ano de 95 ou 96 quando os meus pais me "sugeriram" que fizesse testes psicotécnicos. Estava no 9º ano, tinha de escolher área a que seguiria no 10º, por isso lá fui fazer desenhos, responder a exercícios de lógica, ver que tal estava nas contas, etc e tal. Tal como eu desconfiava, os resultados apontavam para a área de letras. Sobretudo para direito, pela "capacidade de argumentação". Nunca tinha pensado em nenhuma profissão em específico, nem me lembro de ter decidido "já sei, é para jornalismo que eu vou". Percebi que gostava de escrever e queria estar ligada a isso. Sem ter de ir para professora de História. Ou para um escritório de advogados. Ou para um curso inútil de línguas. Como não sobrava muita coisa, Comunicação pareceu-me o melhor. E o menos chato. De entre todos os cursos que havia na área, decidi que queria ir para Ciências da Comunicação, na Nova. Por ser o mais antigo e, supostamente, o melhor (ah ah). Na folhinha de candidatura pus todos os cursos de comunicação do país e ainda uma opção de direito, just in case. Acabei o secundário com média de 17 e candidatei-me à faculdade com 16,7. As médias para a Nova sempre foram inexplicavelmente altas, mas deu para entrar. Nesse ano, a última pessoa que entrou tinha uma média de 16,2. Fui agora espreitar e a nota mínima de acesso está agor nos 16,8. Bonito. Assim que aterrei no curso e tive as primeiras cadeiras, vi logo que estava no sítio errado. Aquela ideia muito bonita que nos iam pôr a escrever e ensinar a ser grandes repórteres era uma grande treta. Apanhei com cadeiras como Semiótica, Lógica para as Humanidades ou Teoria do Texto e apeteceu-me bater com a cabeça violentamente contra uma parede. Como era um curso com uma média alta e para o qual as pessoas tinham marrado para conseguirem entrar, achei que tinha um espírito competitivo muito forte e que a maior parte das pessoas se levavam demasiado a sério. Ninguém estava ali para brincar, em vez de haver uma primeira fila com espertinhos havia várias filas de pequenos cromos. Como não me identificava muito com aquele ambiente, só punha os pés na faculdade para ir às aulas (e, e...), e cumpri os mínimos olímpicos para fazer o curso. Acabei com média de 14, o que me pareceu uma grande proeza para quem estudava na véspera dos exames. Achei o curso desinteressante, mal estruturado, excessivamente teórico, com muitas cadeiras que não tinham a mínima relevância, com muitos professores que davam fama ao curso mas não lhe davam nenhum proveito... e, sobretudo, achei que não saí de lá com nenhum conhecimento específico. É tudo tão geral e superficial que sinto que me licenciei em coisa nenhuma. Quem tira um curso de comunicação e aterra numa redacção, vai de mãos a abanar. A melhor parte do curso foi, sem dúvida, poder fazer Erasmus, experiência que recomendo vivamente a quem queira passar seis meses ou um ano a sair de segunda a segunda. Foi muito agradável. Sete mesinhos de férias em Itália, numa casa com mais sete pessoas de todas as nacionalidades e mais algumas, muito passeio e pouco, pouquíssimo estudo. Uma loucura.
Bom, concluído o curso era altura de escolher um sítio para estagiar. Apesar de ter muito mais queda para a escrita, decidi que era para a rádio que queria ir, por isso fui para a Antena 1 e, depois, para a Antena 3. Não deu para aprender grande coisa. Fiquei um bocado entregue aos bichos, não aprendi grande coisa, ninguém tinha tempo para dedicar aos estagiários. Ia para os estúdios gravar sons, escrevia umas noticiazecas, fazia inquéritos de rua, e pouco mais, quase sempre na base do auto-didacta. Entretanto, ainda estava na rádio quando um colega me avisou que estavam a pedir estagiários para o jornal A Capital (Deus o tenha em descanso), para a secção de cultura, e lá fui eu. De manhã na rádio, à tarde no jornal (e completamente morta). O estágio na rádio chegou ao fim e acabei por ficar no jornal. Como tinha sido a última a chegar e não tinha uma área específica, escrevia sobre música, televisão, cinema, teatro, and so on. Convidaram-me para fazer um estágio profissional de nove meses (dinheeeeeeeeiro) e depois entrei para os quadros. Entretanto, passei para a secção de Sociedade (onde cabe tudo e mais alguma coisa) e escrevia grandes reportagens. Pelo meio, tive direito à minha primeira crónica. Ao domingo, com foto e espaço para todas as minhas divagações.
Quando A Capital fechou já lá estava há mais de dois anos. Aproveitei a indemnização e decidi que estava na altura de voltar a estudar. Como me apetecia ir novamente laurear a pevide, escolhi Madrid. Suficientemente perto, mas suficientemente longe. E lá fui, fazer uma pós-graduação em Comunicação, Relações Públicas e Protocolo. Estava desiludida com o jornalismo, por isso queria começar a ter formação noutra área. Gostei do curso, gostei de viver em Madrid, mas tive de voltar. E voltei ao jornalismo. Como freelancer, a escrever para onde me pagavam, depois numa agência de conteúdos. Quando a agência fechou, fiquei novamente a escrever como freelancer (parece-me a melhor coisa do mundo, desde que se consigam várias colaborações e se tenha método de trabalho, coisa que me falha), até que surgiu a oportunidade de fazer um estágio pago no departamento de comunicação de um banco. E lá estive, um mês, a fazer vidinha das nove às cinco, até ter surgido o convite para a Time Out. Pensei 57 vezes, não sabia se queria voltar ao jornalismo, e caso ficasse no banco tinha mais perspectivas de carreira. Mas pronto, claro que vacilei e disse adeus ao banco. Claro que quando estou de mal com a vida acho que fiz uma má opção mas, regra geral, acho que sou muito mais feliz onde estou.
O ano passsado, comecei a sentir-me acéfala outra vez e lá comecei eu a pesquisar pós-graduações e mestrados. Uma vez mais, com a perspectiva de um dia vir a deixar o jornalismo, por isso escolhi Marketing Management. O primeiro ano foi puxadíssimo (vinte cadeiras em nove meses), o segundo está a ser feito às três pancadas, com uma tese pendurada. E já ando a inspeccionar mais um ou dois cursinhos que gostava a fazer. Haja tempo e dinheiro.
No meio disto tudo, fui sempre tendo colaborações: Nova Gente, Elle, O Jogo, Metro, Nós, I, 24 Horas, Playboy, Sábado online, and so on. Dão jeito pelo dinheiro e por se poder escrever sobre coisas diferentes.
Posto isto, e a toda a gente que me pergunta se vale a pena tirar um curso superior de jornalismo, eu digo logo que não. Que mais vale engolir pregos enferrujados. Acto suicída por acto suicida, venham os pregos. Se soubesse o que sei hoje, tirava um curso numa área mais específica. Direito, Economia, Relações Internacionais, qualquer coisa. E depois enfiava-me a tirar cursos no Cenjor (Centro de Formação para Jornalistas), que aí sim, aprende-se à séria. Fiz lá um curso de escrita e outro de rádio e acho que foram muito mais interessantes do que quatro anos de faculdade. Ouçam-me, futuros jornalistas, ouçam-me que eu sei do que falo. Salvem-se enquanto podem!
Ora bem, corria o ano de 95 ou 96 quando os meus pais me "sugeriram" que fizesse testes psicotécnicos. Estava no 9º ano, tinha de escolher área a que seguiria no 10º, por isso lá fui fazer desenhos, responder a exercícios de lógica, ver que tal estava nas contas, etc e tal. Tal como eu desconfiava, os resultados apontavam para a área de letras. Sobretudo para direito, pela "capacidade de argumentação". Nunca tinha pensado em nenhuma profissão em específico, nem me lembro de ter decidido "já sei, é para jornalismo que eu vou". Percebi que gostava de escrever e queria estar ligada a isso. Sem ter de ir para professora de História. Ou para um escritório de advogados. Ou para um curso inútil de línguas. Como não sobrava muita coisa, Comunicação pareceu-me o melhor. E o menos chato. De entre todos os cursos que havia na área, decidi que queria ir para Ciências da Comunicação, na Nova. Por ser o mais antigo e, supostamente, o melhor (ah ah). Na folhinha de candidatura pus todos os cursos de comunicação do país e ainda uma opção de direito, just in case. Acabei o secundário com média de 17 e candidatei-me à faculdade com 16,7. As médias para a Nova sempre foram inexplicavelmente altas, mas deu para entrar. Nesse ano, a última pessoa que entrou tinha uma média de 16,2. Fui agora espreitar e a nota mínima de acesso está agor nos 16,8. Bonito. Assim que aterrei no curso e tive as primeiras cadeiras, vi logo que estava no sítio errado. Aquela ideia muito bonita que nos iam pôr a escrever e ensinar a ser grandes repórteres era uma grande treta. Apanhei com cadeiras como Semiótica, Lógica para as Humanidades ou Teoria do Texto e apeteceu-me bater com a cabeça violentamente contra uma parede. Como era um curso com uma média alta e para o qual as pessoas tinham marrado para conseguirem entrar, achei que tinha um espírito competitivo muito forte e que a maior parte das pessoas se levavam demasiado a sério. Ninguém estava ali para brincar, em vez de haver uma primeira fila com espertinhos havia várias filas de pequenos cromos. Como não me identificava muito com aquele ambiente, só punha os pés na faculdade para ir às aulas (e, e...), e cumpri os mínimos olímpicos para fazer o curso. Acabei com média de 14, o que me pareceu uma grande proeza para quem estudava na véspera dos exames. Achei o curso desinteressante, mal estruturado, excessivamente teórico, com muitas cadeiras que não tinham a mínima relevância, com muitos professores que davam fama ao curso mas não lhe davam nenhum proveito... e, sobretudo, achei que não saí de lá com nenhum conhecimento específico. É tudo tão geral e superficial que sinto que me licenciei em coisa nenhuma. Quem tira um curso de comunicação e aterra numa redacção, vai de mãos a abanar. A melhor parte do curso foi, sem dúvida, poder fazer Erasmus, experiência que recomendo vivamente a quem queira passar seis meses ou um ano a sair de segunda a segunda. Foi muito agradável. Sete mesinhos de férias em Itália, numa casa com mais sete pessoas de todas as nacionalidades e mais algumas, muito passeio e pouco, pouquíssimo estudo. Uma loucura.
Bom, concluído o curso era altura de escolher um sítio para estagiar. Apesar de ter muito mais queda para a escrita, decidi que era para a rádio que queria ir, por isso fui para a Antena 1 e, depois, para a Antena 3. Não deu para aprender grande coisa. Fiquei um bocado entregue aos bichos, não aprendi grande coisa, ninguém tinha tempo para dedicar aos estagiários. Ia para os estúdios gravar sons, escrevia umas noticiazecas, fazia inquéritos de rua, e pouco mais, quase sempre na base do auto-didacta. Entretanto, ainda estava na rádio quando um colega me avisou que estavam a pedir estagiários para o jornal A Capital (Deus o tenha em descanso), para a secção de cultura, e lá fui eu. De manhã na rádio, à tarde no jornal (e completamente morta). O estágio na rádio chegou ao fim e acabei por ficar no jornal. Como tinha sido a última a chegar e não tinha uma área específica, escrevia sobre música, televisão, cinema, teatro, and so on. Convidaram-me para fazer um estágio profissional de nove meses (dinheeeeeeeeiro) e depois entrei para os quadros. Entretanto, passei para a secção de Sociedade (onde cabe tudo e mais alguma coisa) e escrevia grandes reportagens. Pelo meio, tive direito à minha primeira crónica. Ao domingo, com foto e espaço para todas as minhas divagações.
Quando A Capital fechou já lá estava há mais de dois anos. Aproveitei a indemnização e decidi que estava na altura de voltar a estudar. Como me apetecia ir novamente laurear a pevide, escolhi Madrid. Suficientemente perto, mas suficientemente longe. E lá fui, fazer uma pós-graduação em Comunicação, Relações Públicas e Protocolo. Estava desiludida com o jornalismo, por isso queria começar a ter formação noutra área. Gostei do curso, gostei de viver em Madrid, mas tive de voltar. E voltei ao jornalismo. Como freelancer, a escrever para onde me pagavam, depois numa agência de conteúdos. Quando a agência fechou, fiquei novamente a escrever como freelancer (parece-me a melhor coisa do mundo, desde que se consigam várias colaborações e se tenha método de trabalho, coisa que me falha), até que surgiu a oportunidade de fazer um estágio pago no departamento de comunicação de um banco. E lá estive, um mês, a fazer vidinha das nove às cinco, até ter surgido o convite para a Time Out. Pensei 57 vezes, não sabia se queria voltar ao jornalismo, e caso ficasse no banco tinha mais perspectivas de carreira. Mas pronto, claro que vacilei e disse adeus ao banco. Claro que quando estou de mal com a vida acho que fiz uma má opção mas, regra geral, acho que sou muito mais feliz onde estou.
O ano passsado, comecei a sentir-me acéfala outra vez e lá comecei eu a pesquisar pós-graduações e mestrados. Uma vez mais, com a perspectiva de um dia vir a deixar o jornalismo, por isso escolhi Marketing Management. O primeiro ano foi puxadíssimo (vinte cadeiras em nove meses), o segundo está a ser feito às três pancadas, com uma tese pendurada. E já ando a inspeccionar mais um ou dois cursinhos que gostava a fazer. Haja tempo e dinheiro.
No meio disto tudo, fui sempre tendo colaborações: Nova Gente, Elle, O Jogo, Metro, Nós, I, 24 Horas, Playboy, Sábado online, and so on. Dão jeito pelo dinheiro e por se poder escrever sobre coisas diferentes.
Posto isto, e a toda a gente que me pergunta se vale a pena tirar um curso superior de jornalismo, eu digo logo que não. Que mais vale engolir pregos enferrujados. Acto suicída por acto suicida, venham os pregos. Se soubesse o que sei hoje, tirava um curso numa área mais específica. Direito, Economia, Relações Internacionais, qualquer coisa. E depois enfiava-me a tirar cursos no Cenjor (Centro de Formação para Jornalistas), que aí sim, aprende-se à séria. Fiz lá um curso de escrita e outro de rádio e acho que foram muito mais interessantes do que quatro anos de faculdade. Ouçam-me, futuros jornalistas, ouçam-me que eu sei do que falo. Salvem-se enquanto podem!
Caralhinho para as vuvuzelas
quinta-feira, junho 10, 2010
Eu já achava que todos os portadores de vuvuzelas as deviam enfiar o mais fundo possível nos seus rabinhos (para abafar o som), mas acabei de ter um pequeno vómito ao ouvir uma música que a TVI fez em que rimam vuvuzela com Mandela e cantam que "é uma corneta singular". Não é singular, é só estúpida, e enervante e a pior invenção logo a seguir ao grito "oh, Elsaaaaaaaaaaaa".
E por falar em lista
quinta-feira, junho 10, 2010
A minha acaba de sofrer uma razia de vinte pessoas. Tau, assim, sem dó, nem piedade. Afinal, nem toda a gente fazia sentido ali. E ter gente só para enfeitar também não me parece, para além de que sai caro. Tenho agora um charmoso número de 90 convidados. A tendência será para descer, nunca para subir.
Caras pessoas que vão à minha boda
quinta-feira, junho 10, 2010
Por favor, decidam de uma vez por todas se namoram ou não namoram com os vossos respectivos, porque já fiz e refiz a lista umas quantas vezes e dá trabalho comó caraças. Ah, agora gosto, agora não gosto, agora estamos tão felizes, agora já não temos a certeza da nossa compatibilidade, agora acho que sim, agora penso que tenho de me enfiar num mosteiro de monges tibetanos para decidir o que é melhor para mim. O que sei é que em poucos meses a lista já deu voltas e mais voltas. Têm um mês para dizer de vossa justiça. E se decidirem que levam caras-metade, depois levam mesmo, estão a ouvir? Não quero saber se na altura não se podem ver à frente ou se vão andar à chapada na igreja. E também não quero saber se agora estão amuados e se na altura vão estar no auge da paixão, porque não vou ceder a súplicas de última hora. Eu quero é fechar a lista, por isso mexam-se.
quarta-feira, junho 09, 2010
Por causa das coisas, e por causa do carnaval que teve lugar no blog da Luna, também eu passei a ser um nobre membro da Inspecção Geral das Actividades Culturais. Ou seja, o blog está, finalmente, registado. Assim como todo o seu conteúdo. Já estava ligeiramente salvaguardada por ter um livro em meu nome com os textos do blog, mas agora tudo o que aqui mora está devidamente protegido. Já andava para o fazer há anos, mas como o IGAC é loooooooooooooonge (três portas ao lado do trabalho), fui sempre adiando. Agora já está. Por isso, vamos lá a ter juizinho com os plágios, sim?
Das desilusões
quarta-feira, junho 09, 2010
Quando eu era mais miúda e tinha desgostos amorosos (pronto, e já não tão miúda assim), lamentava profundamente não ter saído ao meu pai. Ao longo da vida, foram várias as vezes que eu o vi desligar-se completamente de pessoas que, de uma maneira ou de outra, não tinham sido correctas, que o tinham desiludido ou que lhe tinham falhado. E nessas coisas ele é implacável: corta o contacto e é como se a pessoa em causa nunca tivesse existido. E mesmo que, mais tarde, até pudesse voltar a haver uma aproximação, as coisas nunca mais eram as mesmas. E eu sempre tive pena de não ser assim. Dei por mim a perdoar coisas imperdoáveis, a namorados, ex-namorados, amigos, colegas, família, e a ser sempre a totó de serviço. Quantas e quantas e quantas vezes não engoli o orgulho, não dei o braço (e o corpo todo) a torcer, não arranjei desculpas para as idiotices alheias, não relevei coisas que me tinham magoado à séria. A verdade é que sempre odiei chatices, sempre odiei estar chateada com as pessoas, sempre odiei aqueles climas de não falar e fingir que os outros não existem. É desconfortável, por isso sempre preferi passar a mão no pêlo, dar o primeiro passo e fazer de conta que, afinal, não tinha importância nenhuma. No secundário a minha melhor amiga roubou-me o namorado e fiquei sentada ao lado dela, todos os dias, em todas as aulas, sem trocarmos uma palavra. E, claro, fui eu que lhe liguei ao fim de dois meses a dizer que tínhamos de voltar a ser amigas. E ainda hoje somos, apesar de eu achar que alguma coisa se estragou ali irremediavelmente.
Até que depois crescemos. Claro que quando crescemos, ou achamos que sim, regra geral já é tarde. Já fizemos todas as asneiras e mais algumas, já relevámos uma data de coisas daquelas que dizíamos "nunca na vida que eu perdoaria uma coisa destas", já fomos, uma vez mais, idiotas. E depois olha-se para trás e a pergunta "mas para que é foi aquilo tudo?" é inevitável. Eu tenho uma teoria de vida que, até agora, não tem falhado. Toda, mas mesmo toda a gente nos desilude um dia. Mãe, pai, irmãos, namorados, maridos, melhores amigos, é escolher. Porque todos, mas mesmo todos, vão falhar. Às vezes não tem grande importância, outras vezes tem e é completamente impossível voltar a olhar para as pessoas da mesma forma. E o melhor que termos a fazer é estarmos preparados para isso. Não vale a pena viver na obsessão de estar sempre a pensar de onde virá a próxima facada nas costas, mas cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. É isso e manter sempre as expectativas relativamente moderadas, seja em relação a quem for. Porque quando se acredita que alguém nunca será capaz de nos desiludir, geralmente a pancada é maior.
As pessoas desiludem-nos. De propósito, sem se darem conta, porque não têm capacidade para perceber os seus actos, porque são parvas, infantis, inconsequentes, levianas, egoístas, seja lá o que for. E nessa altura faz-se a triagem. Perdoa-se quem merece ser perdoado, expulsa-se das nossas vidas quem não interessa, quem não é um valor acrescentado, quem não está lá a fazer nada, quem não merece (porque é disso que se trata, merecer) a nossa amizade, o nosso amor, ou o nosso respeito. Acho que ao longo da vida se vai percebendo que não temos tempo de qualidade para dedicar a toda a gente que gostaríamos, por isso é uma parvoíce gastá-lo com quem não interessa. As pessoas são falíveis, e eu sei que também já desiludi algumas pessoas. Aliás, passo a vida a achar que o estou a fazer e a tentar remediá-lo o melhor que sei e posso. Mas também acho que estou mais intolerante. Ou mais esperta. E tenho a certeza que se alguém me falhar de forma incontornável, ganha um bilhetinho de saída para fora da minha vida. Sem regresso possível. Já não acho que tudo é admissível, que tudo é desculpável, que toda a gente é bem intencionada mas que, de quando em vez, tem um lapso, um descuido. Não é verdade. Para tudo na vida há sempre aquele segundo em que se pode optar. Sempre, sempre, sempre. Por mais que digam que não. Opta-se entre ir para a direita ou para a esquerda, entre comer carne ou peixe, entre fazer ou não alguma coisa que vai ter consequências, causar estragos, magoar alguém. Nada é ao acaso, por muito que dê jeito pensar que sim. Lamentavelmente, as pessoas não são todas boas. E, lamentavelmente também, há gente intrinsecamente parva que nos rodeia, que diz e faz parvoíces indesculpáveis, que o máximo que merece de nós é indiferença. Ou pena.
É raro o dia em que não recebo um ou outro mail, ou que não sei de uma história de alguém que tem o mundo virado do avesso por causa de outro alguém, e tenho pensado nisto. Nisto e na efemeridade da vida. Se calhar estou a ficar esotérica (medo), se calhar é da proximidade dos 30, o certo é que ando mais pensativa. E mais alerta. E se se pensa que alguém não tem lugar na nossa vida, provavelmente não é só uma dúvida. É uma verdade. E uma perda de tempo.
Até que depois crescemos. Claro que quando crescemos, ou achamos que sim, regra geral já é tarde. Já fizemos todas as asneiras e mais algumas, já relevámos uma data de coisas daquelas que dizíamos "nunca na vida que eu perdoaria uma coisa destas", já fomos, uma vez mais, idiotas. E depois olha-se para trás e a pergunta "mas para que é foi aquilo tudo?" é inevitável. Eu tenho uma teoria de vida que, até agora, não tem falhado. Toda, mas mesmo toda a gente nos desilude um dia. Mãe, pai, irmãos, namorados, maridos, melhores amigos, é escolher. Porque todos, mas mesmo todos, vão falhar. Às vezes não tem grande importância, outras vezes tem e é completamente impossível voltar a olhar para as pessoas da mesma forma. E o melhor que termos a fazer é estarmos preparados para isso. Não vale a pena viver na obsessão de estar sempre a pensar de onde virá a próxima facada nas costas, mas cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. É isso e manter sempre as expectativas relativamente moderadas, seja em relação a quem for. Porque quando se acredita que alguém nunca será capaz de nos desiludir, geralmente a pancada é maior.
As pessoas desiludem-nos. De propósito, sem se darem conta, porque não têm capacidade para perceber os seus actos, porque são parvas, infantis, inconsequentes, levianas, egoístas, seja lá o que for. E nessa altura faz-se a triagem. Perdoa-se quem merece ser perdoado, expulsa-se das nossas vidas quem não interessa, quem não é um valor acrescentado, quem não está lá a fazer nada, quem não merece (porque é disso que se trata, merecer) a nossa amizade, o nosso amor, ou o nosso respeito. Acho que ao longo da vida se vai percebendo que não temos tempo de qualidade para dedicar a toda a gente que gostaríamos, por isso é uma parvoíce gastá-lo com quem não interessa. As pessoas são falíveis, e eu sei que também já desiludi algumas pessoas. Aliás, passo a vida a achar que o estou a fazer e a tentar remediá-lo o melhor que sei e posso. Mas também acho que estou mais intolerante. Ou mais esperta. E tenho a certeza que se alguém me falhar de forma incontornável, ganha um bilhetinho de saída para fora da minha vida. Sem regresso possível. Já não acho que tudo é admissível, que tudo é desculpável, que toda a gente é bem intencionada mas que, de quando em vez, tem um lapso, um descuido. Não é verdade. Para tudo na vida há sempre aquele segundo em que se pode optar. Sempre, sempre, sempre. Por mais que digam que não. Opta-se entre ir para a direita ou para a esquerda, entre comer carne ou peixe, entre fazer ou não alguma coisa que vai ter consequências, causar estragos, magoar alguém. Nada é ao acaso, por muito que dê jeito pensar que sim. Lamentavelmente, as pessoas não são todas boas. E, lamentavelmente também, há gente intrinsecamente parva que nos rodeia, que diz e faz parvoíces indesculpáveis, que o máximo que merece de nós é indiferença. Ou pena.
É raro o dia em que não recebo um ou outro mail, ou que não sei de uma história de alguém que tem o mundo virado do avesso por causa de outro alguém, e tenho pensado nisto. Nisto e na efemeridade da vida. Se calhar estou a ficar esotérica (medo), se calhar é da proximidade dos 30, o certo é que ando mais pensativa. E mais alerta. E se se pensa que alguém não tem lugar na nossa vida, provavelmente não é só uma dúvida. É uma verdade. E uma perda de tempo.
Passatempo Soltrópico-Oásis Atlântico: o resultado
terça-feira, junho 08, 2010
Não foi fácil, meus amigos, não foi mesmo nada fácil. Depois de ler um documento com CINQUENTA E TRÊS páginas com as vossas participações, eis chegada a hora de anunciar quem vai para Cabo Verde. Não sei se tinha referido que o vencedor era obrigado a levar-me como acompanhante... vinha nas letrinhas pequenas do contrato. Claro que se preferirem levar outra companhia que não a minha, tudo bem. De certeza que não será uma pessoa tão ramboieira e espectacular, mas pronto, cada um sabe sim.
Tenho então a honra de anunciar que a vencedora foi... a CRISTINA LIMA! Yeaaaaaaah! Convenceu-me com uma bonita versão do "Mãe Querida". Sempre que a coisa mete Ágata viro um coração de ouro. Enfim. Cá vai o poema. Peço à vencedora que me envie um mail (apipocamaisdoce@gmail.com) para lhe passar umas informaçõezinhas.
PIPOCA QUERIDA
(para tautear com o som da saudosa música “Mãe querida, Mãe querida”)
Refrão:
Pipoca querida, pipoca querida
O melhor que a blogosfera tem
Não há outro doce na vida
Igual à nossa pipoca. Amén!
Feliz de quem possa dizer
Que tem ainda posts teus, para ler
Feliz de quem possa contar
Com o teu humor para se alegrar
Graças a Deus, que temos ainda
Passatempos teus, pipoca querida
Ele é Soltrópico, ele é Oásis, ele é Luisão
Tuas palavras enchem-nos o coração
Refrão:
Pipoca querida, pipoca querida
Esse teu brilho todo de onde vem
É da boda, mas não fiques exaurida
Porque vai ser bonito e com muitos cheques. Amén!
Feliz de ti que vais casar
E prendas aos outros andas a ofertar
Feliz de mim, que agora me ajoelho e vou jurar
Que se a viagem me calhar, do SCBraga para o SLB vou mudar
Louvado seja o Senhor, que tenho ainda
Uma ou duas ideias, minha querida
Junto uma malta nativa da Ilha do Sal
Visto a camisola do Benfica e mando-te um belo recuerdo para
Portugal
Refrão:
Pipoca querida, pipoca querida
Prometo e se for preciso selo a sangue também
Serei fiel ao teu Benfica para toda a vida
Para todo o sempre. Amén!
(E para rematar a cantiga)
Dia da pipoca devia ser
Todos os dias sem ninguém esquecer
Santa pipoquinha, nossa alegria
Abençoado o teu blog, viva a folia
Nunca na vida, por coisa alguma
Eu vou esquecer que pipoca há só uma
Feliz de quem possa dizer
Que como eu, vai ler as tuas rubricas até morrer
Tenho então a honra de anunciar que a vencedora foi... a CRISTINA LIMA! Yeaaaaaaah! Convenceu-me com uma bonita versão do "Mãe Querida". Sempre que a coisa mete Ágata viro um coração de ouro. Enfim. Cá vai o poema. Peço à vencedora que me envie um mail (apipocamaisdoce@gmail.com) para lhe passar umas informaçõezinhas.
PIPOCA QUERIDA
(para tautear com o som da saudosa música “Mãe querida, Mãe querida”)
Refrão:
Pipoca querida, pipoca querida
O melhor que a blogosfera tem
Não há outro doce na vida
Igual à nossa pipoca. Amén!
Feliz de quem possa dizer
Que tem ainda posts teus, para ler
Feliz de quem possa contar
Com o teu humor para se alegrar
Graças a Deus, que temos ainda
Passatempos teus, pipoca querida
Ele é Soltrópico, ele é Oásis, ele é Luisão
Tuas palavras enchem-nos o coração
Refrão:
Pipoca querida, pipoca querida
Esse teu brilho todo de onde vem
É da boda, mas não fiques exaurida
Porque vai ser bonito e com muitos cheques. Amén!
Feliz de ti que vais casar
E prendas aos outros andas a ofertar
Feliz de mim, que agora me ajoelho e vou jurar
Que se a viagem me calhar, do SCBraga para o SLB vou mudar
Louvado seja o Senhor, que tenho ainda
Uma ou duas ideias, minha querida
Junto uma malta nativa da Ilha do Sal
Visto a camisola do Benfica e mando-te um belo recuerdo para
Portugal
Refrão:
Pipoca querida, pipoca querida
Prometo e se for preciso selo a sangue também
Serei fiel ao teu Benfica para toda a vida
Para todo o sempre. Amén!
(E para rematar a cantiga)
Dia da pipoca devia ser
Todos os dias sem ninguém esquecer
Santa pipoquinha, nossa alegria
Abençoado o teu blog, viva a folia
Nunca na vida, por coisa alguma
Eu vou esquecer que pipoca há só uma
Feliz de quem possa dizer
Que como eu, vai ler as tuas rubricas até morrer
Boletim da Noiva #15
segunda-feira, junho 07, 2010
Na Conservatória do Registo Civil, à hora de almoço, demos por nós a ter de responder "então, e em que regime vão casar?". Ficámos a olhar um para o outro. Já tínhamos falado do assunto assim por alto, mas não tinha ficado nada decidido, e de repente lá estava à mulher a perguntar o que é que queríamos fazer da vidinha. No nosso caso, só havia duas opções: a comunhão de adquiridos ou o regime de separação de bens. Ele era pela primeira, eu era pela segunda. Ficámos ali a discutir o que era melhor, perante o olhar impaciente da mulher, que achou por bem espetar-nos um papel à frente dos olhos onde estavam explicados os vários regimes. Ele dizia que a comunhão de adquiridos é o mais comum, eu dizia que a separação de bens nos deixava mais protegidos, nomeadamente no caso de um de nós querer montar uma empresa e a coisa dar para o torto. Sei lá, se me apetecesse montar uma barraquinha de rissóis e aquilo corresse mal, ao menos só penhoravam os bens de um. Mas não, diz que é uma visão pouco romântica da coisa, diz que é egoísta, diz que é estar a pensar no pior. Eu só quero ver se no dia em que forem lá a casa arrancar-lhe a Playstation das mãos ele vai pensar o mesmo. A verdade é que, seja lá o regime que se escolha, é no pressuposto de que haverá um divórcio, caso contrário não se escolhia nada. A lei obriga e a malta tem de escolher. Quer isso dizer que se vão divorciar? Não, mas como o seguro morreu de velho é preciso deixar logo tudo muito bem explicadinho à partida. Eu, mulher visionária que sou, vou um bocadinho mais além e penso no amanhã. Não é no divórcio que eu penso, é nos nossos potenciais negócios. É melhor ficar só um na miséria do que os dois, mas pronto. Lá optámos pela comunhão de adquiridos mas, pelo sim, pelo não, e porque já deve ser batida nestas coisas, a senhora disse-me que até ao casamento posso ir lá alterar o regime. Enfim, logo se vê. O que eu sei é que saímos de lá 100€ mais pobres. E, caso tivéssemos mesmo optado pela separação de bens, a coisa subia para 200€. Compreende-se, dá muito mais trabalho escrever "separação de bens" do que "comunhão de adquiridos" no papelito que nos dão. Palavras com cedilhas encarecem logo qualquer coisa.
Fériaaaaaaaaaaaaaas!
quarta-feira, junho 02, 2010
Se é para ajudar a Madeira... nós ajudamos in loco, nos spas e restaurantes. Então com licença, sim?
Subir o decote e descer a bainha
quarta-feira, junho 02, 2010
Há um episódio no Sexo e a Cidade em que a Samantha fica responsável por escolher a roupa que a Carrie vai usar na capa do seu primeiro livro. Quando lhe apresenta os modelos, é tudo a atirar para o estilo lingerie-porquita. A Carrie odeia tudo e diz que tinha pensado numa coisa diferente. A Samantha argumenta que já a viu com roupas bem mais reduzidas e ela argumenta: "Não nos últimos tempos. E sabes porquê? Porque chega uma altura em que as senhoras da minha idade se devem cobrir".
Isto para tentar explicar, assim-assim, os meus comentários sobre quem já chegou a uma fase da vida em que não pode andar de mamas de fora e vestido que deixa ver o rabo. Como a Marta Aragão Pinto. Ou a Liliana Campos. Ou tantas que por aí andam. Podem ter corpos óptimos, que têm, mas algum dia vão ter de parar de se vestir como se tivessem 16 anos, sob pena de serem apenas... ridículas. Não tem a ver com sensualidade ou falta dela. Há mulheres que conseguem ser o cúmulo da sensualidade vestidas dos pés à cabeça. Tem a ver com a idade, com a postura na vida. Os anos não se atrasam por se usarem decotes até ao umbigo, por se dizer "bué" ou por se encher o cabelo de extensões. Regra geral, estas coisas só conferem um certo ar de vulgaridade, um certo ar de gaiteiras, gente que não percebe que o tempo passa... e as coisas mudam. Porque mudam, queira-se ou não. E ou se adaptam ou vão para a rua assim. Se podem? Claro que sim, força nisso, é para o lado que durmo melhor e até é coisa que me diverte.Mas há cinquenta mil formas de se ser sensual e mostrar as formas. Descer o decote e subir a bainha não estão no pacote, lamento. Apresentem-me fotos de uma Monica Belluci, de uma Penélope Cruz, de uma Gwyneth Paltrow, de uma Nicole Kidman ou de uma Zeta-Jones nestes preparos (que não sejam dos anos 80 ou de produções sensuais) and i rest my case.
Isto para tentar explicar, assim-assim, os meus comentários sobre quem já chegou a uma fase da vida em que não pode andar de mamas de fora e vestido que deixa ver o rabo. Como a Marta Aragão Pinto. Ou a Liliana Campos. Ou tantas que por aí andam. Podem ter corpos óptimos, que têm, mas algum dia vão ter de parar de se vestir como se tivessem 16 anos, sob pena de serem apenas... ridículas. Não tem a ver com sensualidade ou falta dela. Há mulheres que conseguem ser o cúmulo da sensualidade vestidas dos pés à cabeça. Tem a ver com a idade, com a postura na vida. Os anos não se atrasam por se usarem decotes até ao umbigo, por se dizer "bué" ou por se encher o cabelo de extensões. Regra geral, estas coisas só conferem um certo ar de vulgaridade, um certo ar de gaiteiras, gente que não percebe que o tempo passa... e as coisas mudam. Porque mudam, queira-se ou não. E ou se adaptam ou vão para a rua assim. Se podem? Claro que sim, força nisso, é para o lado que durmo melhor e até é coisa que me diverte.Mas há cinquenta mil formas de se ser sensual e mostrar as formas. Descer o decote e subir a bainha não estão no pacote, lamento. Apresentem-me fotos de uma Monica Belluci, de uma Penélope Cruz, de uma Gwyneth Paltrow, de uma Nicole Kidman ou de uma Zeta-Jones nestes preparos (que não sejam dos anos 80 ou de produções sensuais) and i rest my case.
O meu reino por uns sapatos
quarta-feira, junho 02, 2010
Ontem, pela primeira vez na vida, ia andando ao estalo por uns sapatos. Quer dizer, não ia andando ao estalo na verdadeira acepção da palavra, mas é preciso dar alguma emoção a isto, para manter os leitores presos à escrita. Andava eu às voltas na secção de sapatos do El Corte Inglés quando os meus olhos pousaram suavemente nuns Pura López que me pareciam perfeitos para a boda. Peguei num, vi que não me entrava no pé de troll, e fui dar mais uma voltinha, sempre com o sapato na mão. Até que uma funcionária se abeira de mim e pede para ver a referência do sapato. Aproveitei para lhe pedir o 38, e eis senão quando ela me diz "ah, mas já está ali uma senhora à espera de uns 38. Não sei se há dois". Lancei olhares fulminantes na direcção da jovem loira e sentei-me à espera. Claro que quando voltou do armazém, a funcionária anunciou que não havia nenhum 38. Só 39. E só um par. E claro que quando uma mulher quer muito um par de sapatos, até pode ser quatro números acima ou abaixo, que faz-se sempre um esforço para caber. Tudo é preferível a abrir mão dos sapatos. Bom, lá veio o 39 e ficámos ali naquela de quem é que o experimenta primeiro. Ai, não, primeiro a senhora. Não, por quem sois, a senhora primeiro. Não, esteja à vontade, que isto é para o MEU casamento, e tem de estar mesmo à medida. Pois, e eu é para o casamento do MEU IRMÃO e o vestido é exactamente desta cor. Bom, a rapariga lá os experimentou primeiro e ficavam grandes. Ainda ficou ali, vai não vai, mas ficavam a boiar. Depois experimentei eu e, mesmo sendo um tamanho acima, estavam perfeitos. Estavam só aquele largo-confortável, muito agradável para quando se tem de passar um dia inteiro em cima deles. No final - e depois de eu lhe rogar pragas levezinhas por pensar que ela me ia sacar os sapatos da boad -, íamos ficando melhores amigas. Eu sugeri-lhe um sítio onde fazem sapatos à medida, com a forma e a cor que se quer. Ela sugeriu-me uns autocolantes de silicone para evitar que o pé escorregue para a frente. E não, não trouxe os sapatos. Depois de tanta coisa, fiquei a achar que era capaz de encontrar outros ainda mais giros.
Passatempo Quebramar/A Pipoca Mais Doce
quarta-feira, junho 02, 2010
Quem nunca na sua adolescência usou um pólo ou uma sweat da Quebramar que se chegue à frente. Não é que eu possa fazer grande coisa quanto a isso: se não têm essas memórias, também já não há maneira de as terem. É a vida. Ainda assim, nem tudo está perdido, e têm aqui uma hipótese de vestir Quebramar dos pés à cabeça. Está certo que não é um pólo às riscas, mas também já não estamos nos anos 90. Assim sendo, a Quebramar tem para vos ofertar umas calças skinny brancas e um top cor-de-rosa (conjunto no valor de 80€). Só têm de se fazer fãs da Quebramar no Facebook e depois enviem uma frase para apipocamaisdoce@gmail.com a dizer onde é que levavam este conjunto a passear. A frase mais original... ganha. Têm até dia 13 de Junho.
Pequenas alegrias que fazem um cidadão feliz
quarta-feira, junho 02, 2010
Chegar às finanças da Loja do Cidadão e não ter uma única pessoa à minha frente. Nem uma para amostra. Ao ponto de as funcionárias estarem à conversa e tudo. Bom, mas isso também acontece quando têm gente para atender, por isso esta parte não é novidade.
Mais uma gala
terça-feira, junho 01, 2010
Desta feita, em homenagem aos 50 anos de carreira do Nicolau Breyner. Deixo-vos apenas com os melhores trajes. Que, por sinal, também são os piores. Espectacular.
Lili Caneças. Tenho lá para casa metros e metros de papel de prata e nunca me tinha lembrado disto. É só pôr um bocado à volta do corpo, atar com um cordel, e está feito. Ah, e aqui está um belo exemplo de como não usar sandálias com meias. Isto, meus amigos, isto é que é mau.
Marta Aragão Pinto. A mulher que não se quer mentalizar que já se vai exigindo algum decoro. Entre o tecido, os folhos e a cor amarelo-abelha, tudo é de bradar aos céus.
Sofia qualquer coisa. Se há pessoa totalmente a favor do silicone sou eu, mas isto é quase mais perigoso que um bombista suicida. E se uma daquelas mamas salta dali a alta velocidade e calha a vazar uma vista a alguém? Ninguém pensa nestas coisas? Sai-se assim à rua e pronto? (e a miúda é tão gira, mas tão gira que não precisava disto para nada)
Marisa Cruz. O estilo anos vinte era muito giro... nos anos vinte. Por isso, Mariza, vamos lá tirar o penacho da cabeça e descer o vestido ligeiramente, sim?
Se nos Globos de Ouro o problema parecia ser a gravidez, neste caso o problema é a pós-gravidez. Que afectou não só a mãe (Anna Westerlund, gira, gira) como o pai. A roupa dela é inexplicável. O bigode dele está ao melhor nível Artur Jorge (nos tempos em que ainda apanhava do Sá Pinto).
Uooooooooooh! No meio disto tudo, só a Dalila Carmo é que escapa (é tão fofinha). A Margarida Marinho achou que ia para um casamento indiano e foi de sari, a outra senhora (cujo nome não me lembro) parece não ter ouvido nada do que aqui se disse sobre vestidos com padrões. E, vai daí, escolheu um dos piores padrões de todos os tempos. Aaaaarghhh!
Alexandra Lencastre. Pronto, enlouqueceu. Só isso explica que se tenha apresentado de calções de ganga, galochas e mala de viagem. A única explicação minimamente plausível é que a senhora tenha acabado de aterrar vinda de um qualquer destino de férias e decidido ir dar um beijinho ao amigo Nico antes de ir para casa. De qualquer modo, mesmo para roupa de férias está do pior.
Imagens: Global Imagens
Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu? #12
terça-feira, junho 01, 2010
O que eu gostava mesmo, mesmo, mesmo era de arranjar maneira de introduzir esta rubrica ao som daquela música circense que apresenta os palhaços. Assim por palavras não consigo explicar qual é, mas acho que caía aqui que nem ginjas. Enfim. Vamos lá embora:
"Não tens namorado... Porquê esta necessidade de contar tudo. Isto não é um blogue é um confessionário."
Em primeiro lugar, é capaz de ser melhor rever a pontuação deste comentário, só para isto fazer algum sentido. Portanto, o que o pequeno anónimo queria escrever devia ser qualquer coisa como:
"Não tens namorado? Porquê esta necessidade de contar tudo? Isto não é um blogue, é um confessionário."
Prontinho, pontuação revista, vamos ao que interessa. Assim de repente, qual é a relação entre ter namorado e o contar tudo? Quem tem um namorado conta-lhe tudo e corta relações com o resto do mundo? Acho esta visão muito bonita, esta coisa de se partilhar tudo com a cara metade (um bocadinho a puxar ao século XIV, mas pronto), mas, lamentavelmente, tanto eu como ele gostamos de falar com outras pessoas. Família, amigos, colegas e leitores dos nossos blogs. Temos coisas a dizer ao mundo, o que quer? E nunca ouviu dizer que os blogs são os diários da modernidade? E nunca ouviu dizer que os blogs são... pessoais? Não nota aqui uma certa relação entre blogs/diários/confessionários? Hmmm? Está a fazer sentido? Ora se o blog tem vindo a ser meu... eu escrevo nele o que quero! Manias estranhas que eu tenho. Isto é uma vida cheia de liberdades: eu tenho liberdade de escrever o que quero. O anónimo (cheira-me a anónima, depois da bonita tese de dedicação total ao namorado) tem a liberdade de ler se quer. Também tem a liberdade de deixar comentários parvos. E eu tenho liberdade de lhes fazer um belíssimo delete. É o que uma pessoa leva desta vida... os delete. E, filho, se eu fosse contar tudo, tudo, tudo o que me vai pela cabecita, aí é que este blog virava um cabaret.
"fútil, completamente fútil. Deus dá nozes a quem não tem dentes... enquanto esta cretina exibe as sandálias há pessoas a passar fome"
Se há coisa que eu aprecio são comentários pontuados aqui e ali com ditados populares. Ditados esses cuja relação com o próprio do comentário é... nenhuma. Enfim. Começo por dizer que chamar-me fútil é mais ou menos a mesma coisa que chamar-me Ana. Ou Pipoca. Ou dizer que o céu é azul. É senso comum. É mais do mesmo. E grão a grão enche a galinha ao papo (só para verem que também sou capaz de enfiar para aqui ditados a propósito de coisa nenhuma. Tomem lá!). Sim, sou fútil, sim, farei os possíveis por aumentar os meus níveis de futilidade com mais sapatos, viagens e coisas do género. Sim, sou feliz, e sim, lamento com grossas lágrimas a rolarem-me pela cara que vocês sejam infelizes com isso. E mais vale um pássaro na mão que dois a voar (tomem lá mais outro).
Depois, o anónimo já se lembrou que enquanto deixa comentários parvos há pessoas a passar fome? Enquanto vê televisão há pessoas a passar fome? Enquanto respira há pessoas a passar fome? E que tal se cancelasse o seu contrato de internet, saísse da frente do computador e fosse fazer alguma coisa para combater esse mal? Eu mostro sandálias, logo não revelo preocupações com os problemas sociais. E o pequeno anónimo? Lembra-se disso quando está refastelado num restaurante? Quando vai de férias? Se calhar só não fala dessas coisas no seu blog, mas deixa de fazer alguma coisa só porque há fome no mundo? E coisas práticas, o que é que faz? Eu sei o que faço, e isso é quanto baste (e, sobre isso, não preciso de escrever no blog. Até porque se escrevesse não faltariam comentários do género "estás armada em generosa porquê? Vai mas é comprar sapatos". Previsível). Poderá o anónimo dizer o mesmo? Hmmmm... se calhar não. Até porque ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo (e aí está mais um!).
"Não tens namorado... Porquê esta necessidade de contar tudo. Isto não é um blogue é um confessionário."
Em primeiro lugar, é capaz de ser melhor rever a pontuação deste comentário, só para isto fazer algum sentido. Portanto, o que o pequeno anónimo queria escrever devia ser qualquer coisa como:
"Não tens namorado? Porquê esta necessidade de contar tudo? Isto não é um blogue, é um confessionário."
Prontinho, pontuação revista, vamos ao que interessa. Assim de repente, qual é a relação entre ter namorado e o contar tudo? Quem tem um namorado conta-lhe tudo e corta relações com o resto do mundo? Acho esta visão muito bonita, esta coisa de se partilhar tudo com a cara metade (um bocadinho a puxar ao século XIV, mas pronto), mas, lamentavelmente, tanto eu como ele gostamos de falar com outras pessoas. Família, amigos, colegas e leitores dos nossos blogs. Temos coisas a dizer ao mundo, o que quer? E nunca ouviu dizer que os blogs são os diários da modernidade? E nunca ouviu dizer que os blogs são... pessoais? Não nota aqui uma certa relação entre blogs/diários/confessionários? Hmmm? Está a fazer sentido? Ora se o blog tem vindo a ser meu... eu escrevo nele o que quero! Manias estranhas que eu tenho. Isto é uma vida cheia de liberdades: eu tenho liberdade de escrever o que quero. O anónimo (cheira-me a anónima, depois da bonita tese de dedicação total ao namorado) tem a liberdade de ler se quer. Também tem a liberdade de deixar comentários parvos. E eu tenho liberdade de lhes fazer um belíssimo delete. É o que uma pessoa leva desta vida... os delete. E, filho, se eu fosse contar tudo, tudo, tudo o que me vai pela cabecita, aí é que este blog virava um cabaret.
"fútil, completamente fútil. Deus dá nozes a quem não tem dentes... enquanto esta cretina exibe as sandálias há pessoas a passar fome"
Se há coisa que eu aprecio são comentários pontuados aqui e ali com ditados populares. Ditados esses cuja relação com o próprio do comentário é... nenhuma. Enfim. Começo por dizer que chamar-me fútil é mais ou menos a mesma coisa que chamar-me Ana. Ou Pipoca. Ou dizer que o céu é azul. É senso comum. É mais do mesmo. E grão a grão enche a galinha ao papo (só para verem que também sou capaz de enfiar para aqui ditados a propósito de coisa nenhuma. Tomem lá!). Sim, sou fútil, sim, farei os possíveis por aumentar os meus níveis de futilidade com mais sapatos, viagens e coisas do género. Sim, sou feliz, e sim, lamento com grossas lágrimas a rolarem-me pela cara que vocês sejam infelizes com isso. E mais vale um pássaro na mão que dois a voar (tomem lá mais outro).
Depois, o anónimo já se lembrou que enquanto deixa comentários parvos há pessoas a passar fome? Enquanto vê televisão há pessoas a passar fome? Enquanto respira há pessoas a passar fome? E que tal se cancelasse o seu contrato de internet, saísse da frente do computador e fosse fazer alguma coisa para combater esse mal? Eu mostro sandálias, logo não revelo preocupações com os problemas sociais. E o pequeno anónimo? Lembra-se disso quando está refastelado num restaurante? Quando vai de férias? Se calhar só não fala dessas coisas no seu blog, mas deixa de fazer alguma coisa só porque há fome no mundo? E coisas práticas, o que é que faz? Eu sei o que faço, e isso é quanto baste (e, sobre isso, não preciso de escrever no blog. Até porque se escrevesse não faltariam comentários do género "estás armada em generosa porquê? Vai mas é comprar sapatos". Previsível). Poderá o anónimo dizer o mesmo? Hmmmm... se calhar não. Até porque ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo (e aí está mais um!).
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