Pub SAPO pushdown

quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Putas e livros (e, eventualmente, vinho verde)

Nos últimos dias li aí umas três reportagens sobre antigas prostitutas que decidiram vir contar ao mundo as suas experiências sexuais. Começaram por blogs, e agora todas elas têm os seus belos livrinhos editados. Best-sellers, está bom de ver, que tudo quanto seja relato explícito de cenas de cama (ou de chão, ou de parede, ou de bancada da cozinha) vende que nem pãezinhos quentes. Ora eu, que tenho uma vidinha sexual mais deprimente que a de uma carmelita descalça, vejo gorada toda e qualquer hipótese de vir a ter um livro na secção de literatura do Pão de Açúcar assim nos próximos dez a quinze anos.
Há uns tempos um amigo dizia-me que o Pipoca devia falar mais de sexo, que isso prendia os leitores. Sim senhora, tudo muito bonito, mas a Pipoca pode lá competir com gente com nomes como Bruna Surfistinha que, entre outros grandes feitos, foi para a cama com oito senhores ao mesmo tempo e até diz que “não estava preparada. Fiz as contas e alinhei. Tive imenso prazer”????? Não, a Pipoca não vai nestas rambóias. A Pipoca é uma bambi. E por isso não vai ter um livrinho, que é para não se armar em espertinha e ver se arranja uma actividade sexual digna de registo.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Ah...

Diz que Cristiano Ronaldo vai escrever uma biografia (ou melhor, ditá-la) que não assenta nem na sua carreira, nem nas namoradas. O mundo aguarda suspenso os assuntos brilhantes que Cristiano Ronaldo terá para abordar.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Sobre os Óscares

Tenho duas horas de sono em cima, por isso as apreciações podem não ser as melhores, mas pronto. Não houve assim graaaaaaandes surpresas. Tirando o Scorsese que, não sendo totalmente inesperado, também podia perfeitamente não ter ganho. Ah, e tal, prémio de carreira. Tudo bem. Eu estava numa versão mais utópica, a torcer pelo Little Miss Sunshine. Ou pelo Cartas de Iwo Jima. Ou mesmo pelo Babel. Mas foi para o Departed, também não está mal entregue, não senhora.
Quanto a actores... Helen Mirren, Forest Whitaker, clap clap clap, o esperado. Nos actores secundários a porca torce o rabo. Alan Arkin, foi mesmo por estar com um pé para a cova. Gostei muito de o ver no Little Miss Sunshine, mas daí ao Oscar, vai dar uma granda volta. Estava pelo Jackie Earle Haley (Pecados Íntimos) ou pelo Djimon Hounson (O Diamante de Sangue), mas já percebi que votar com o coração não resulta. Errei tudo e mais alguma coisa (apesar do olhar compenetradíssimo a olhar para a folha das votações, como se pode ver na foto ...). Quanto à Jennifer-Mamalhuda-Hudson....enfim. Em três palavras: PI-RO-SA.

Passemos então ao que verdadeiramente interessa: os vestidos. Tenho a dizer que me senti completamente defraudada. Aquilo foi uma verdadeira lojinha de horrores. Modelos estranhos, cores improváveis. Nota muiiiiiiiiiiiiito negativa para a Jennifer Hudson (PI-RO-SA! um saquinho de batatas assentava-lhe melhor), para a Anna Hathway (sim, era um Valentino, mas nem isso a safou, minha querida), para a Kirsten Dunst (não gostei da manguinha à avó nem da pluma à cabaret no fim do vestido... e o azulinho cueca também não a favorecia), para a Naomi Watts (não fui à bola com o Escada em amarelinho desmaiado... e aquelas mangas também podiam muito bem ir à vida), para a Beyoncé (que nem enfiada num Armani perde o ar vulgarucho... e que também não perde uma oportunidade para mostrar o pernão. Quanto ao sapatinho... medonho!), e para a Cate Blanchet (esperava mais de sim, minha menina! O metalizado com brilhantes não lhe assenta!).










O benefício da dúvida vai para a Kate Winslet (amei o vestido, mas não estou muito segura quanto ao verde-água... hmmm), para a Reese Witherspoon (no seu Nina Ricci meio alforreca), para a Gwyneth Paltrow (modelo engraçado, cor estranha), para a Rachel Weisz (que estava simpática no seu Vera Wang dourado, não fosse praticamente igual ao da assistente que conduzia as pessoas ao palco. É chato), para a Cameron Díaz (um bocado noivinha demais) e para a Helen Mirren (depois do decote até ao umbigo apresentado nos Globos de Ouro, ontem esperava mais agitação. Era um vestido compostinho, próprio prá idade).




E agora os preferidos. Os eleitos. Os também-quero-um. O segundo lugar vai para..... rufar de tambores........ Nicole Kidman e o seu Balenciaga vermelho. Simples, despretensioso, mas com muita classe. Maravilhoso! Assentava-lhe que nem uma luva. Palmas! Palmas para a Nicole. Muito distinta! Quem sabe, sabe! E aquele laço... enfim. Um verdadeiro toque de cor numa noite demasiado pálida.





E o vencedor dos vencedores. Sou obrigada a dar a mão à palmatória. Não posso com ela, que não posso. Chamei-lhe cabra tantas vezes quantas apareceu no ecrã. Rezei às alminhas para que não levasse a estatueta. Ameacei rodar a baiana caso ela ganhasse. Mas o vestido era um sonho. De longe, o melhor desta edição. Era um Versace. Uma maravilhosa combinação de chiffon, organza e tule. Ainda balancei quanto à cor, mas foi só por um bocadinho. O melhor vestido é o dela. Senhoras e senhores... Penélope Cruz (cabra!)
sábado, fevereiro 24, 2007
Aos CABRÕES dos meus vizinhos de baixo:

É sábado. Ainda nem sequer é uma da tarde. E, ao contrário do que possam pensar, eu não tenho qualquer espécie de interesse em acordar com o André Sardet aos altos berros, que até o chão me treme. Estou a ficar farta de vocês. E até nem sou uma pessoa de vinganças, mas estou a preparar uma compilaçãozita para pôr a tocar segunda de manhã. Tipo oito. E bem alto! Não digo mais para não estragar a surpresa. Mas mete AC/DC e Moonspell!
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Constatação de uma 6ª feira de chuva

O estado "ausente" que algumas pessoas apresentam no messenger não é mais do que o estado em que estão na minha vida.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Algum bom intérprete de sonhos? Anyone?

Nas últimas duas noites sonhei:

1) que uma amiga estava na Imaginarium (aquela lojinha irritante para a criançada) há duas horas e que nunca mais se despachava, e quando eu comecei a dar sinais de impaciência ela responde-me "espera, já vamos, deixa-me só aqui comprar uns certificados de aforro";

2) vá-se lá saber porque raio, fui falar com a Naide Gomes antes de uma prova a perguntar se precisava de alguma coisa e ela responde-me "sim, que as gambas tenham menos sal e de um novo patrocinador".

Popcorn's life OST

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Música maravilhosa, vídeo encantador.Zero 7. Distractions. Depois do "Just in Time", da Nina Simone, esta é a que mais tem tocado por estas bandas. Uma média de cinco vezes por dia. Não é nova, mas é a mais recente paixão. Linda linda linda.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Não é preciso dizer "eu avisei", pois não?

"A administração da SIC não tinha grandes expectativas em relação ao novo programa de Herman José. Mas, mesmo assim, reconhece que o ‘Hora H’ necessita de ter mais graça e, por isso, conta que o humorista proceda a alterações já nos próximos episódios"

"A SIC não esconde. A estação quer que o ‘Hora H’, novo programa de Herman José, tenha mais e melhores audiências."
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Caros velhinhos deste meu Portugal:

Vamos lá a ver se isto ajuda. Se uma prima muitíiiissimo afastada, tipo 34º grau, de quem nunca ouviram falar na vida vos vier dizer que vem da parte da vossa filha mainova, lá de Lisboa, que são muito amigas, e que até lhe dava jeito umas centenas de euros, desconfiem. Se alguém vos bater à porta de casa com um papel a dizer que é das finanças/segurança social/o que quer que seja, e vos disser que devem rios de dinheiro e que têm que pagar já sob pena de verem todos os vossos bens penhorados e acabarem os vossos dias debaixo de uma ponte, desconfiem. Se vos tentarem impingir colchões, trens de cozinha, excursões a Badajoz, pelo amor da santa, leiam as letrinhas mais pequenas do contrato. E, caso não consigam, não assinem nada. Desconfiem. Vamos agora falar do conceito "banco". Ora bem, o banco é um sítio onde as pessoas costumam guardar as suas poupanças, por poucas que sejam. Claro que, nos tempos que correm, já nada é seguro, nem sequer um banco, mas entre isso e terem as vossas notinhas debaixo do colchão, na gaveta das meias, ou num porquinho de barro, parece-me que a opção "banco" é capaz de ser a melhor. E, neste caso, se alguém vos bater à porta a dizer que é do vosso banco, que é preciso proceder a umas alteraçõezitas não sei no quê para que a reforma lá vos caia ao fim do mês, desconfiem. E nunca, MAS NUNCA, aceitem ir dar uma voltinha até ao Multibanco. Agora parem é de ser burlados, sim??
Posto isto, sugiro que se transforme este meu post em panfletos e os distribuam entre os velhinhos. Sou um coração de ouro, sempre pronta a ajudar. Não tem nada que agradecer.

Um ano

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Foi um dia estranho

Aproveitei a folga para ir tratar de coisas práticas. Carro lavado, inspecção feita. Imbuída de um imenso e raro espírito de método e organização, resolvi voltar a meter no i-Tunes todas as músicas que, por lapso, apaguei. Quase 1500. Não foi pêra doce, mas agora o iPod já toca com alguma lógica. A chuva levou-me a vontade de sair. O espírito carnavalesco foi-se. Instalou-se-me uma melancolia e uma vontade de dizer aos amigos que gosto deles. Foi o que fiz. Entre mails e mensagens, com a devida advertência de "não bebi nem me vou matar". Porque é que é tão mais fácil dizer "não gosto de ti" do que o contrário?
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Gosto de ir ao cinema sozinha. So what?

Bom, eu sei que já aqui falei do tema, e nem sequer foi há tanto tempo quanto isso, mas perante a insistência, vejo-me obrigada a voltar a ele. Ora bem, alguém que me explique, então, porque é que é assim tão estranho uma pessoa pegar em si e ir ao cinema sozinha. É que acabo de chegar a casa, foi para aí a terceira ou quarta vez que fui sozinha ao cinema este mês, e não houve uma puta duma vez em que não tivesse que levar com a pergunta "quantos bilhetes???" ou, melhor ainda, "disse dois?". É que das duas uma: ou TODAS as funcionárias de bilheteiras são surdas, ou então é algo completamente descabido ir ver um filme sozinha e estou a incorrer numa falha gravíssima. A sério, quando é que se instituiu que ir ao cinema é uma actividade colectiva? É que, assim como assim, estamos numa sala a ver um filme, não há cá conversetas nem pausas para cafézinhos, aquilo não é propriamente um espaço para grandes debates. Ou o que preocupa verdadeiramente as senhoras do cinema é eu ir sozinha, meaning, sem namorado?? É isso?? Gosto de ir ao cinema sozinha, ou melhor, não me importo, nem me faz qualquer diferença. Se me apetece ir, se ninguém está para aí virado e se a mim me dá igual, porque raio hão-de sempre estar à espera que eu apareça no cinema tipo excursão? Há lá coisa melhor para distraír o espírito que nos enfiarmos numa salinha sem ninguém a chatear nem a querer roubar-nos as pipocas? Portanto, caras senhoras das bilheteiras, preocupem-se 'mazé' com os vossos penteados à anos 80 e com as vossas unhas de gel e não chateiem uma pobre alma, estamos entendidas?
domingo, fevereiro 18, 2007
Sinto-me profundamente feliz e realizada

Ontem à noite ofereceram-me a minha primeira tiara luminosa dos monhés. Pedi uma durante anos, mas só ontem se conseguiu regatear um preço jeitoso. Foi ver-me a iluminar as ruas do Bairro Alto com aquilo na cabeça. Estou feliz.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Ok. Vamo-nos deixar de merdas

Já nos conhecemos há uns tempos, acho que já se gerou aqui uma relação de confiança recíproca, já não temos nada a esconder. Sendo assim, digam-me sem reservas, sem medo do ridículo: para além da escola normal, frequentada pelo comum dos mortais, os homens frequentam uma outra, assim uma espécie de ordem secreta, com livros e uma cartilha pela qual todos se regem, não é? A sério, podem dizer, porque só falta mesmo a confirmação e, depois disso, todos seremos muito mais felizes e as coisas até se tornarão mais fáceis e compreensíveis.
Eu já desconfiava da coisa, mas a confirmação foi-me dada ontem, no meio de uma discussão telefónica em que um homem me disse "pára de me demonizar". Estagnei por segundos. Já tinha ouvido aquilo uma vez. E também da boca de um homem, está bom de ver. A primeira vez achei injusto e agressivo e demasiado forte. Ontem dei uma gargalhada interior (se exteriorizasse teria sido pior) e pensei "foda-se, é que são tooooodos igualitos". É uma frase bonita, este "pára de me demonizar". É dramática, pujante e, aparentemente, proferida por homens acima dos 30 que se sentem vitimizados, terrivelmente injstiçados e que não aguentam qualquer espécie de acusação. Por mais merecida que seja. Uns Bambis, no fundo. Por favor, preciso saber isto: já mais alguém ouviu ou disse uma coisa destas? É que é genial!
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Número...

...de ramos de flores que me passaram ontem à frente dos olhos: 100 a 120
...de gajos com cara de parvo e ramo de flores na mão, a pensar "bem, ela vai ficar surpreendida, de certeza que mais ninguém pensou nisto": pelo menos uns 12
...de gajas de olhar embevecido e ramo de flores na mão, a pensar "bem, ele deve gostar mesmo de mim": todas as que receberam ramos de flores... em Lisboa apontaria aí para umas boas 50 mil.
... de casais fofinhos e enamorados: 37 (dos quais aí uns 36 não se suportam)
...de campanhas idiotas: para cima de muitas. A pior foi aqui nas Amoreiras, com dois gajos vestidos de mariachis e outros dois vestidos de coração. Não percebi a ideia. Assim como não percebi a ideia do Amoreiras Plaza ao enfeitar todas as mesas com balões em formas de coração. Fumasse eu e era ver-me a saltitar de mesa em mesa, de cigarro aceso, a dar cabo de cada um daqueles balõezinhos horrorosos.
...de golos falhados pelo Nuno Gomes frente ao Dínamo de Bucareste : ui!
...de peças de sushi que eu engoli enquanto assistia ao jogo: 20 (mais teriam sido, mas não há dinheiro).
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Quero lá saber se não recebi prenda do Dia dos Namorados.

Acabou de aterrar um belíssimo pão-de-ló de Alfeizerão na minha secretária. Tudo o resto é irrelevante.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Just like Bogart and Bacall























Ontem o meu pai chegou-se ao pé de mim e disse "fiz um poema para dar à mãe, podes fazer uma coisa gira aí no computador?". E é por isso que hoje não me apetece arrasar o Dia dos Namorados, como vem sendo tradição. Continuo a odiar todo e cada casal gosmento que se arrasta pelas ruas de Lisboa numa tentativa de mostrar ao mundo o quão feliz é. Continuo a abominar as montras cheias de corações, e ursos, e almofadas e "i love you" por todo o lado, como se hoje em dia fosse assim tão fácil dizer "amo-te". Mas acho perfeito que alguém, ao fim de 30 anos de casamento, ainda se dê ao trabalho de escrever um poema. Que agradeça a presença da outra pessoa. Que a considere a melhor, a única, e que o diga.
Sou uma descrente do amor. Acho que foi chão que já deu uvas. Já não vão haver amores como o dos meus pais. Como o da Bacall e do Bogart. E acho que vivo bem com a ideia de que hoje em dia é tudo muito mais fugaz, inconsciente, inconsistente, desprendido, rapidamente consumível. Conformei-me. Se não há trabalhos para a vida, porque raio haveriam amores?
Acho muito bonito que as pessoas se apaixonem. Mas eu, que já parti a cara dúzias de vezes, estou com os dois pézinhos atrás. E por isso já não fico espantada com nada, já nada me apanha de surpresa, já nada me parece impossível. Refaço-me rapidamente do choque causado por mais uma desilusão, mais um desgosto, mais uma sensação de injustiça. Ainda magoa, mas é uma dor instantânea. Ainda tenho fé na espécie humana. Mas é pouca.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Caros homens,

Se querem fazer as pazes com uma mulher, a melhor abordagem não é, não foi, nem nunca será a pergunta "então? Ainda estás amuadinha?". Depois não digam que eu não sou amiga.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
É de mim...

...ou acabou de haver um terramoto em Lisboa?? Irra, que o meu computador abanou e bem! Medo!

E eis senão quando...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

...vai-se a ver e é sexta. Decididamente, foi a semana mais rápida dos últimos tempos. Dormi pouco, andei cansada, trabalhei mais, concluí o cursinho de culinária, fui aprovada com distinção, falei horas ao telefone, senti-me muito feliz, senti-me normalzinha, vi o Camané, tive vontade de me agarrar a ele aos beijinhos, concluí que não há paixões para a vida nem gente insubstituível, o que é bom, acho que fiz um amigo, o que é óptimo, a Nina Simone tocou mais do que nunca, descobri que tenho amigos muitíssimo sonsos, e até podia dizer nomes, mas se calhar é um bocado chato estar para aqui a dizer que a Menina, o Sôtor, o Menino e o Noddy são uns ingratos que não merecem o ar que respiram, o fim de semana traz cinema, e festas, e referendo, e muitas horas de sono, e leituras em dia e sabe-se lá mais o quê.

E para terminar em beleza, aqui fica uma musiquinha intemporal. Para dançar até as articulações começarem a doer.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Acabo de passar por uma experiência de quase morte

Fui à depilação.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Perguntinha

A atenção desmedida que a SIC está a dar ao novo programa do Herman é para nos tentar convencer a nós ou a eles mesmos que o senhor já deu o que tinha a dar, assim uma espécie de "por favor, por favor, por favor, vejam lá isto que é tão engraçado, a sério, por favor, já não sabemos que mais lhe fazer, ele não se quer pôr a andar para a reforma, temos que gramar com ele, por favor, por favor, digam que é bom e muito divertido, dizem??"? É que até o desgraçado do Luís Costa Ribas já fez uma reportagem de quinze minutos sobre o assunto. Do pouco que vi, temo o pior. Por favor, mas POR FAVOR: alguém meta um bocadinho de juízo na cabeça do senhor Herman, alguém lhe explique que tudo na vida tem um ciclo, e que o dele já passou, que estamos fartos de mais do mesmo, que não é por pintar o cabelo de louro platinado que fica com um ar mais cool, e que a sua presunção, ego exacerbado e valente dor de corno por ter sido ultrapassado saltam demasiado à vista. Senhores da SIC, se este correr mal, prometem nunca mais dar tempo de antena ao Herman? Prometem, prometem?? É que mais vale comprarem os episódios do Herman Enciclopédia à RTP e passarem-nos lá para as três da manhã. Garanto que vão ter mais sucesso.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Perguntinha

A pior expressão de todos os tempos é "lavar-se por baixo"?
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Passatempo Pipoca- o resultado

Ora bem. Em primeiro lugar, obrigada pelas participações. Folgo em saber que os meus leitores são pessoas interessadas nos eventos aqui do estaminé e que perdem tempo com as minhas idiotices. Bem sabem que nem todos podem ganhar, mas todos saem daqui vencedores. Até porque bonito é participar e essas merdas. A competição foi renhida, tanto o Saramago como o Günter Grass tiveram imensa dificuldade em escolher um só vencedor mas, ao fim de dias de ponderação, está tudo tratadinho. Escolhi um primeiro lugar, que levará para casa um bonito kit Pipoca, e atribuí uma menção honrosa... que não leva nada. Vê o seu nome aqui no Pipoca e já é uma sorte. Portantosss, a graaaaaaaaaaande vencedora do "Passatempo Pipoca 150 mil já cá cantam" é a.... (sim, é uma gaja)... PICAS!!!!! Clap clap clap. A razão é simples: é uma mulher que usa a palavra "paxacha" no meio de uma bonita composição poética. Acho lindo. Acho requintado. Revela nobreza de carácter, no fundo. Ora então aqui vai:

"Estou com uma dor no lombo que não me aguento
E uma pontada que me arrepanha o costado
Quando bazo do trabalho
E vou bezerrar pr’a outro lado

Sem ter nada para fazer
Senão tirar burriés do nariz
Decido ir às compras
Procurar sapatinhos de verniz

Com um prejuízo inexorável
E muita peninha de mim
Recambio-me para casa
No tempo de um perlimpimpim

Vou comer sande de coirato
E beber uma bjeca
Quando venho parar a este blog
E penso: “- Coa’breca!

Decidi tomar um banho
Levei o meu patinho de borracha
E de tanto cismar neste blog
Esqueci-me de lavar a paxacha (não dá outra rima, pá! Se quiseres, censura!)

E depois desta inspiração
Que me passou p’la moca
Vou recambiar esta pérola
Para a boa da Pipoca!"

Que dizer sobre isto? Uma jóia da poesia contemporânea! E quanto ao uso da palavra "burriés"??

Quanto à menção honrosa - que, não sei se já disse, não dá direito a coisíssima nenhuma- foi atribuída também a uma menina, a Maria João Saleiro, que se dispôs a partilhar com o mundo as suas memórias de infância. A Pipoca gostou muito mas, infelizmente, não encontrou a palavra "pachacha" no meio do texto, e isso é meio caminho andado para se ganhar qualquer coisinha nos passatempos Pipoca:

"O sonho (não) comanda a vida


Tony! Coa´breca! És mesmo tu?
Hoje, ao ouvir o Rei do Olympia (por acidente, claro está!), com o seu “Sonhos de Menino”, resolvi partilhar com a Pipoca os meus devaneios de criança…
Já partilhei sonhos secretos com a prima que mora longe (e que não tem muita oportunidade de os tornar públicos), com a mãezona toda openmind, até mesmo com a bela e fofa da almofada mas, agora, com uma pipoca?? Uma pipoca??? Hum…
Uns pozinhos de perlimpimpim e lá estou eu com sete aninhos… caracóis diabólicos, joelhos esfarrapados, calçõezinhos com padrões duvidosos e t-shirt dos Ninja! E ai de quem me tentasse alterar a “tóiléte”! Ninja inexorável!
Maria-Rapaz que só eu, nunca sonhei com o Príncipe que viesse à minha procura com o Sapatinho de Verniz (o de Cristal era caro, e até nos sonhos revelo humildade!), nunca quis ser médica nem cabeleireira, nunca ambicionei ser uma Posh Spice, nem tão pouco sonhei um dia vir a brincar com o Patinho de Borracha do Gianechinni, numa banheira cheia de rosas vermelhas… na altura, talvez me entusiasmasse mais Patinho do Becas! Ingénua! Estupidamente ingénua…
Em vez disso, tinha sonhos muito mais profundos!!! Partir uma perna era o maior deles todos! Ou melhor, andar de muletas… carregarem a minha mochila… e escreverem-me “João + Benfica = Amor”! Hum, que cena tirada de um sonho! Torcer ou partir o pulso direito também era coisa para me fazer feliz! Desde que houvesse gesso à mistura onde pudesse escrever aquelas filosofias todas… óptimo! :)
Mas os sonhos não se ficam por aqui… e usar aparelho? E óculos? Fui das únicas “piquenas” que nunca usou uma coisa nem outra, e talvez seja por isso que, quando me perguntam se tive uma infância feliz, sinto um aperto neste meu coração de águia e fico com aquela cara de “Estou com uma dor de lombo que não me aguento”. E, não! Aos sete, a dor de lombo ainda não era obra da chica… a minha Passarinha (né, Pipoca?) ainda voava feliz… mais inconsciente que a “Ceifeira” do Pessoa… mas esqueçamos este pormenor!
Para completar o bolo, só falta mesmo… a cereja! Cereja que é como quem diz, pontos na cabeça! Cabeça rachada! Ambulância! Pânico na cara da mamã! Pontos!!! Oh, os pontos!! “Quantos levaste, Zé? 5?? Txi… fraco… eu tenho 8!!ahahahahah”. O must era vir tudo de rajada… gesso na perna, aparelho, óculos e pontos, muitos pontos… quantos mais melhor!
Hoje, com mais algumas gramas (!) de juízo, agradeço nunca ninguém ter feito questão de satisfazer esses meus sonhos. E, assim, perante a não menos doce Pipoca&Associados, prometo reconsiderar o Patinho de Borracha do Giane… ai prometo, prometo!".
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Perguntinha*

As paixões proporcionam mais alguma coisa para além de úlceras nervosas?

* e eis-nos chegados ao 600º post.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Perguntinha

A única vantagem de haver vida depois da morte é podermos ver quem foi ao nosso funeral?

Nouvelle Vague - Don't go

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

sexta-feira, fevereiro 02, 2007
A mala está feita

Umas peças atiradas ao calhas, porque de manhã não dá para mais. Mal consigo pensar no que vou vestir no próprio dia, quanto mais num fim de semana inteiro. Fico sempre meia hora sentada na cama, com o olhar perdido no armário, a pensar nas 27 conjugações possíveis com apenas quatro peças de roupa. Também gravei um cd para a ocasião. Nina Simone, Blondie, Walkmen, Michael Bublé, LCD Soundsystem, Barry White e outras preciosidades. Estamos em contagem decrescente para a partida. Dentro de quatro horas, mais coisa, menos coisa, rumamos a norte, numa road trip de gajas. Cinco, para ser mais precisa. Num 206. Porto, Braga, Matosinhos, Guimarães, yo que sé. Here we go! Para que não fiquem muito, muito, muito tristes com a minha ausência, deixo-vos uma musiquinha ma-ra-vi-lho-sa. A música que vocês poderiam cantar para mim. Talvez assim me convencessem a ficar. Ou então não. Beijos, meus queridos, beijos.

Bom, ao que tudo indica, a música que eu aqui pus não funciona. Pode ser que ao long do fim de semana ela dê um ar da sua graça.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Sobre a infância ou como eu sou deprimente

A filha da minha colega de trabalho, que conta apenas cinco anos de existência, anunciou à mãe que andou aos beijos na boca aos amigos do infantário. Eu tenho mais 21 anos que essa criatura. Repito: cinco anos, beijos na boca, a vários putos. É que não foi só um. Eu, 26 anos, o resto já sabem.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
And so it is

Entre outras resoluções brilhantes que (não) fiz para 2007, a mais importante foi decidir cortar com algumas pessoas que, de uma maneira ou de outra, não corresponderam às minhas expectativas, me defraudaram nos sentimentos e amizades, falharam no momento em que eram mais precisas. Não foi uma decisão projectada, apenas foi acontecendo. Tem sido um processo pacífico. O que é diferente de fácil. Deixei de ter paciência para cobranças, para discussões rotundas sobre quem falhou no quê, para argumentações descabidas, para processos inquisitivos e consequentes vinganças. Simplesmente, desligo. Alguém partilhou comigo uma frase que transformei numa máxima. “As pessoas também são aquilo que deixam que os outros façam delas”. E eu percebi que não gostava daquilo que algumas pessoas faziam de mim. Ou do que eu fazia por elas. Para elas. Quando deixamos de ser nós para nos transformarmos em algo pior, que nos corrói, é hora de perceber que, se calhar, não vale a pena investir tempo. Muito menos sentimentos. Se pensamos que começa a ser demais, então é porque é mesmo. Não quero passar a vida à espera que alguém goste igualmente de mim. Que alguém seja igualmente bom amigo. Que alguém saiba, igualmente, dar-me uma e outra hipótese de cada vez que erro. A lista vai ficando mais reduzida, claro que sim. Mas, no final da filtragem, sei que se aproveitará apenas o melhor. Não preciso conhecer muita gente. Só preciso conhecer as pessoas certas.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Carta aberta às pessoas que regulam essas coisas do tempo

Por favor, tenham piedade e mandem lá vir mais calor. Pelo menos enquanto não se fizer roupa de inverno verdadeiramente gira.

AddThis