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sexta-feira, dezembro 29, 2006

Não tenho

Lamento, mas este ano é assim, não há cá resoluções de ano novo para ninguém. Assim como assim, nunca cumpro com aquilo que prometo, por isso mais vale estar caladinha e não estar para aqui a tentar endrominar os meus sensíveis leitores. Podia dizer que vou começar a ir ao ginásio, mas é mentira. É caro, é chato e o meu rabo já deu provas que nunca vai diminuir o seu (avultado) volume. É a lei da vida, não podemos contrariá-la. Ele que cresça para aí a ver se eu me ralo. Também podia dizer que vou comprar menos roupa e sapatos, mas isso também seria uma grande mentira. Não consigo, é uma doença para a qual ainda não existe cura e, enquanto não me cancelarem os cartões, é ver-me a saltitar alegremente de loja em loja. Posto isto, não vejo assim nenhuma grande resolução que possa ser efectivamente posta em prática. O que não implica que não tenha desejos para o ano que se avizinha. Isso é uma questão completamente diferente. Pois que gostava de ter estabilidade laboral (e, consequentemente, financeira), pois que gostava que 2007 fosse o ano de deixar a casa dos papás e alugar um T0 no Chiado, pois que gostava que fosse um ano calminho a nível emocional (que 2006 foi de bradar aos céus, pelo bom e pelo mau), nem sequer peço um namorado, que não tenho bem a certeza se quero um, quero mesmo é paz de espírito (e bom sexo, há que dizê-lo), pois que gostava que o Pipoca se metesse em mais altos voos, pois que gostava de voltar a Madrid, mas também não me chateia nada ir ao Rio de Janeiro ou a Nova Iorque, pois que gostava que a Segurança Social explodisse e, com ela, todos os registos que asseguram que eu tenho uma dívida de 3000 euros (mentiras, tudo mentiras, ladrõeeess!)... E pronto, não me parecem assim sonhos completamente impossíveis, pois não? Posto isto, resta-me desejar um bonito 2007 aos meus estimados leitores, não se enfrasquem na passagem de ano, que é feio e não tem estilo, continuem a visitar aqui o barraco e pronto, diz que é tudo. Até 2007!!!
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Desgostos musicais

Eu sou uma pessoa que acorda diariamente ao som de Feeling Good, uma musiquinha da Nina Simone na versão do Michael Bublé. Uma pessoa que tem como toque de telemóvel o Let's Fall in Love do Frank Sinatra. Mereço eu acordar ao som de Dzrt? Mereço? Não, pois não? Então alguém avise o meu vizinho de cima (ou de baixo, ou do lado, ou sei lá eu de onde) para pôr o som mais baixo. Especialmente às oito da manhã. Raisparta aos putos mais as férias de Natal.

Eu compreendo que as pessoas gostem de ouvir música alta nos transportes públicos. Aceito até que assobiem, trauteiem ou abanem a cabecita ao ritmo da música. Agora, meus amigos, quando ouvem versões remixadas do Phill Collins e batem palmas ao mesmo tempo, em pleno autocarro, aí pára tudo.
quarta-feira, dezembro 27, 2006















Então foi assim

Em 2006 experimentei a primeira massagem da minha vida.
Juntei todos os amigos na jantarada dos 25 anos.
Fui 33 vezes ao cinema, se a agenda não me falha. Gostei d'A Noiva Cadáver, do Volver, da Idade do Gelo II, do Breakfast on Pluto, do Infiltrado, do Romance e Cigarros, do Eu, Tu e Todos os Que Conhecemos, do Little Miss Sunshine, do Happy Feet, do Paris Je T'Aime…até da Pantera Cor de Rosa.
Vivi mais de metade do ano em Madrid. Dancei flamenco e fui à tourada.
Tornei-me praticamente íntima do Frank Sinatra. Tu cá, tu lá.
Desapaixonei-me.
Apaixonei-me. Assim à grande. E jurei para nunca mais. Podia tanto ser o homem da minha vida.
Aprendi a fazer peixe no forno. Uma especialidade. A única.
Fiz amigos novos e especiais. E descobri que gosto cada vez mais dos que já tinha.
Comprei sapatos. Muitos. Fui à loja do Manolo. Estive próximo da taquicardia.
Fui, finalmente, a Paris. Só faltam Nova Iorque e o Rio, para o trio de cidades de sonho estar completo.
Escrevi muito.
Vi o Padrinho e o Casablanca pela primeira vez.
Tirei centenas e centenas de fotos (que me arrisco a perder caso o meu computador não recupere do coma em que entrou há já uma semana).
Fiz a terceira tatuagem.
Vi o Joaquín Cortés ao vivo e a cores. Escorreu-me um pouco de baba, confesso, mas limpei-a discretamente.
Reforcei a paixão pelo sushi e descobri o rodízio no Quinjolas, às terças (agora também aos sábados).
O Benfica deu-me alegrias e tristezas. E a águia Vitória… cada vez mailinda.
Vi bons concertos (Nouvelle Vague, Madeleine Peyroux…)
Fui à ópera.
Perdi a inocência ao descobrir o funcionamento de entidades como a Segurança Social, o Centro de Emprego, as Finanças…
Vibrei com o mundial.
Andei em montanhas russas gigantes.
Fui a festas, dancei.
Voltei a ter franja.
Recebi alguns dos melhores beijos de sempre.
Viciei-me nos Friends. Vi e revi, e revi, e revi todos os episódios do Sexo e a Cidade.
Comecei um trabalho novo.
Li belos livros (O Crime do Padre Amaro, do Eça, As Pequenas Memórias, do Saramago, A Noite do Oráculo e as Loucuras de Brooklyn, do Paul Auster, Eu Carolina, de Carolina Salgado,…).
Subi e desci o Chiado vezes sem conta. E, se não voltar lá este ano, a última ida tem entrada directa para o top de encontros perfeitos.

Comparando com 2005, 2006 foi, apesar de tudo, um belo ano. E ainda faltam 4 dias. The best is yet to come. Se não vier... não faz mal. Já foi muito bom assim.
terça-feira, dezembro 26, 2006
Temos que ser unsprózoutros

Jornalista que se enganou na profissão e que, claramente, devia era estar casada com um qualquer homem rico e a ser bajulada até à exaustão, preferencialmente numa praia recatada e solarenga ali para os lados da Polinésia Francesa, paga com toda a sua amizade e gratidão eterna a quem tiver a bondade de lhe desgravar um par de entrevistas. É coisa pouca, aí em três, quatro horas despacham isso. A mim deixa-me com os nervos em franja (também costuma causar sonolência), a vocês não custa nada e sempre podem experimentar o melhor do mundo jornalístico. Adoraria poder retribuir este enorme favor com dinheiro, mas os saldos estão aí à porta, há muito sapatinho para comprar. Vocês percebem.
terça-feira, dezembro 26, 2006
Diz que foi assim

Depois de vinte sete sonhos, uma lampreia de ovos, 10 a 15 filhós e meio Toblerone dos grandes (esse doce natalício tão típico), parece-me que estou pronta a fazer o balanço de mais um Natal. Os quilos a mais devem estar garantidos. No que toca a prendas, preferia não ter que me pronunciar sobre tão lamentável assunto. Ok, o almejado casaquinho branco chegou, o perfume também, não faltaram livros e chocolates, um cachecol e umas luvas, uma caneca com gatos e estrelas que bem jeito me dá para os chás, a carteira da Audrey Hepburn... e assim de repente parece que é tudo. Sim, ok, não foi mau e escusam de vir com a conversinha de que há quem tenha tido muito menos. Mas não posso deixar de me sentir um tudónada indignada com o (sonso do) Pai Natal. Uma pessoa porta-se bem um ano inteiro, não bate em crianças que bem precisavam de uma boa chapada para assentar, não atropela velhinhas que se armam em espertas e passam com o vermelho... enfim, todo um conjunto de boas acções e depois é esta a paga. Tudo muito bem, senhor Pai Natal, está tudo muito bem.
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Méricrissemâs

Como até ao Natal não devo voltar a deleitar-vos com as minhas palavras (um espírito demoníaco baixou sobre o meu computador lá de casa, estarei arredada do mundo até voltar ao trabalho), deixo-vos com uma belíssima música natalícia, escolhida a dedo para os meus queridos leitores sem os quais não seria o que sou hoje (ou seja...nada). Senhoras e senhores, meninos e meninas, com vocês, Mr. Bing Crosby e Mr. Frank Sinatra. Feliz Natal.

terça-feira, dezembro 19, 2006
A menina não gosta

Portanto, tudo aquilo que eu disse sobre as prendas de Natal, todas as recomendações, todos os conselhos, todos os pedidos…tudo ignoradinho. Tudo ao lado, meus amigos, tudo-ao-lado! E quando nem nas melhores amigas se pode confiar para ter umas prendinhas de jeito, a quem vamos recorrer? Às tias? Às tias avós? Às próprias das avós?
Pois que ontem foi dia de troca de prendas entre as gajas. Eu com os meus belíssimos presentes, escolhidos a dedo. Prendinhas giras, personalizadas, tendo em conta os gostos e as necessidades pessoais de cada uma. E se eu disser que recebi um dvd, um livro, uns brincos, uma coisa da Audrey Hepburn, um cinto e uma mala, a coisa até nem parece má de todo, não é?. Mas se disser que recebi um dvd do Panda Tao Tao, o livro Anita no Dia de Natal, uns brincos que são um misto de Carnaval do Rio com medalhinhas de Nossa Senhora de Fátima, um AVENTAL da Audrey (um avental… a mim, que não ponho estes pezinhos delicados numa cozinha) um cinto de lantejoulas douradas e uma pequena mala verde que tanto pode ser vista como uma preciosidade dos anos 80 ou como uma malinha de avó, aí a coisa piora consideravelmente.
Perante este cenário (já estive mais longe de declarar o estado de calamidade), não podia ficar calada a simular que tinha adorado tudo, pois é claro que não podia. É por essas e por outras que as pessoas vão acumulando em casa todo um conjunto de coisas que não querem e que vão despachando nos Natais seguintes. Há que acabar com este ciclo de prendinhas indesejadas! A primeira prenda que abri foram os brincos… e vi-me obrigada a dizer “a menina não gosta”. Daqui a acabarmos todas a mandar à cara umas das outras aquilo de que não gostámos, foi um instantinho. E nem as minhas prendas brilhantes escaparam ao dedo crítico daquelas víboras. Uma porque não vai à bola com mini-saias (atenção, eu ofereci uma mini-saia a uma mulher de 25 anos que nunca teve uma na vida!! Isto não é uma acção natalícia mais relevante que mandar comida para as criancinhas órfãs do Botswana???), a outra porque só gosta de vestir camisolas XXXXL e se sentiu apertada num casaquinho TRINTA E OITO! A sério, só me dou com gente que não interessa a ninguém.
Quando pensei que a coisa não podia piorar, eis que chego a casa e me dedico a ler o postalinho de Natal que uma delas me escreveu. Podia ser um postal Unicef, um postal sóbrio mas, ainda assim, bonito. Não! Toma lá um postalinho das criancinhas que pintam com os pés, com as orelhas e com o nariz.

A sério. Amigas por quem eu dava um rim.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Perguntinha

Toda a gente tem assim uma listinha de contactos, digamos, de urgência, à qual sabe que pode recorrer em caso de carências afectivo-sexuais extremamente agudas? É que a minha, se existe, anda escassa e muito sumidinha!
sábado, dezembro 16, 2006
Festarolas

É certo e sabido que toda a gente tem um qualquer talento e que o irá descobrir mais cedo ou mais tarde. Eu descobri ontem a minha verdadeira vocação. Adeus escrita, adeus jornalismo, adeus a um futuro como editora da Vogue americana. Não, no que eu sou mesmo boa é a infiltrar-me em festas de empresa. Foi o que fiz ontem. E, esperta como sou, claro que me infiltrei logo numa festa à grande, nada de festarolas de empresas medíocres ao pior estilo jantar na Feira Popular (Deus a tenha em descanso). Local: Kais. Traje: casual chique (ainda que houvesse gente que parecia saída dum casamento real... ou mesmo uma versão pirosa da Audrey Hebpurn, de luvas e tudo. Só faltava a tiara!). Pipoca super distinta, como é hábito, no seu salto agulha preto, a admirar tudo do alto do seu metro-e-oitenta-e-picos (com saltos, ninguém me bate). Prometeram-me comida e homens giros, e foi só por isso que me arrastei de casa, com um frio que não se podia, e me fiz passar por uma Cláudia-qqr-coisa. Comida havia, e óptima. Alapei-me ao balcão do sushi e não mais dali saí. Homens giros, nem vê-los. Portanto, tudo o que o horóscopo da Elle disse sobre um possível caso arranjado numa festa de Natal se revelou um flop. Tudo mentiras!! P´ra cima de 400 engravatados, todos iguais, cinzentinhos, todos a controlarem que colega é que iam sacar. Como dizia a pequena Inuska, outra que não perde bebidas gráteees, mesmo que seja num velório, notava-se no ar aquele "ambiente cabrão" típico das grandes empresas. Todos se odeiam, todos tentam lixar a vidinha dos outros, o patrão é um pulha mas vai para o microfone contar piadas e todos se riem muito enquanto pensam "devias era caír do palco abaixo e partir os dentes todos e se possível rachar a cabeça e entrar em coma". Uma alegria, no fundo! Ainda tive esperança que me saísse a viagem que sortearam, destino à escolha, States aqui vou eu. Já me estava a ver a subir ao palco, a pegar no cheque gigante (sim, eles existem mesmo, estive na presença de um, não são um mito urbano!!) e a agradecer à empresa por todo o companheirismo, pelo incentivo que me têm dado ao longo dos anos de trabalho, e aos meus estimados colegas, sem eles não seria nada. Mas não, saiu a um ranhoso de um Vítor, que tinha todo o arzinho de quem ia escolher uma viagem ao Luxemburgo. Dá Deus viagens a quem não tem gosto nenhum.
Atafulhada de sushi e de recheio de sapateira, lá me pus eu a andar pró Lux. E se uma pessoa pensa que pode saír à noite descansadinha, gozar de momentos de privacidade, está bem enganada. Estava eu sentadinha, com os pezinhos de molho, a apreciar os meus belíssimos saltos e a atribuir pontuações aos outfits alheios, quando um desconhecido se aproxima e pergunta "tu és a Pipoca Mais Doce, não és?". Ok, eu já sabia que o meu estilo é inconfundível e reconhecido a léguas, mas nunca esperei por isto. Juro que é verdade! As coisas que os meus leitores sabem. Medo! Mas pronto, se todos os leitores forem como este, que mandam oferecer bebidas e tudo, meus queridos, nada de vergonhas, quando me encontrarem venham daí falar-me e oferecer-me qualquer coisinha. Em caso de dúvida, favor consultar a lista de prendas de Natal abaixo publicada.

Se não aparecer aqui nos próximos dias, não se assustem. Estarei apenas concentrada a ler o livro da Carolina Salgado que, finalmente, chegou a este lar. Então com licença, sim?
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Incroyable!

Um milagre está para acontecer. A duas semanas do fim de ano, não só já tenho sapatos, como até já sei onde os vou levar a passear. C'est incroyable! Geralmente, a coisa decide-se por volta do dia 30 de Dezembro e, à conta disso, acabo sempre numa qualquer festa manhosa, cheia de gente gorda e feia, que enche a boca de passas e à meia noite e um quarto já está tudo caído de bêbado. Este ano, meus bons amigos, estarei na Quinta do Lago. 'Tá certo que só fui convidada porque havia um lugar a mais e saía mais barato partilhar a gasolina, não foi propriamente por desejarem a presença da Pipoca mais do que qualquer outra coisa no mundo, mas pronto... qualquer coisinha, estarei de molho numa qualquer piscina aquecida ali prós lados do Algarve. E, meus meninos, quem entra num novo ano com uns saltos agulha pra'cima de 10 centímetros, SÓ merece ter um GRANDE ano.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Se alguém, uma vez na vidinha...

... quiser levar a sério os meus pedidos de Natal, aqui ficam eles. Agora, se é para ser a palhaçada do costume, uma pessoa pede uma coisa e depois recebe outra, então ficamos por aqui. Ou levamos as coisas com seriedade ou não levamos. Se é para brincar vai cada um para sua casa e não andamos aqui a perder tempo. Bom, agora que estamos entendidos, aqui vai então a lista.

- A caixa com TODOS os episódios dos Friends. Reparem, não quero só uma série ou outra, quero TODAS. Mas pronto, há que fazer cedências, não é? Então podem ser só as séries 7,8,9 e 10. O resto já vi.

- Roupa vária (um casaco castanho, outro branco, umas botas pretas, camisolinhas quentes mas estilosas, saias, um vestido Marc Jacobs maravilhoso- à venda em qualquer Loja das Meias-, uns Manolo ou uns Jimmy Choo, numa caixinha linda e embrulhados em papel de seda).

- Uma viagem ao Rio de Janeiro ou a Nova Iorque. Se estiverem numa de gastar mais dinheiro, também podem financiar-me uma visitinha à Austrália. Estejam à vontade.

- Um bilhete para um concerto da Fiona Apple em qualquer parte do mundo.

- Uma casa. Nada de grandes luxos, grandes vivendas com cães de loiça à porta. Um qualquer T2 no centro de Lisboa me aquece o coração.

- Todo um conjunto de cds e dvds e livros.

- Um cabaz (tamanho gigante) com produtos de maquilhagem, cremes e perfumes. E, já agora, pode ser também um queijinho da serra, amanteigado, que é coisa que embeleza qualquer cabaz.

- Um portátil novo e sem vírus. Se alguém se quiser disponibilizar para arranjar o meu e o pôr como novo, também não me importo.

- Um iPod com mais capacidade, que o meu está mais cheio que nem um ovo, já tenho que andar a apagar músicas e isso é algo que me molesta (sempre quis usar esta palavra).

- Um aumento salarial na ordem dos, digamos... 700%?

- Um jantar caliente com o menino do BPI, aquele que me fugiu de casa. Estou disposta a perdoá-lo. Afinal, estamos no Natal, não é?

Pronto, assim de repente parece-me que é tudo. Não se acanhem, meus amigos, cheguem-se à frente, nada de vergonhas. Se acharem que é demasiado, podem sempre enviar um envelopezinho com os vossos contributos. O que importa é DAR, que é disto que esta época se trata. Dar! Feliz Natal!
terça-feira, dezembro 12, 2006
Prioridades

Qual stress com as prendas de Natal! Qual preocupação por ainda não ter onde passar o fim de ano! Qual irritação por estar quase a chegar aos 26! O que me anda a consumir os nervos é ainda não ter o livro da Carolina Salgado, essa pérola da literatura portuguesa que, aparentemente, já todos leram menos eu! Estou morta por saber mais pormenores da história do Capuchinho Vermelho em versão Pinto da Costa! Alguém com conhecimentos influentes na D. Quixote??
terça-feira, dezembro 12, 2006
Es que no puedo con el corazón

A emoção é mais que muita. O Pipoca reconhecido no ilustre estaminé da Rititi. Um dos Prémios Rosa-Cueca 2006 - Gajedo Con un Par. "Pelos sapatos e pela graça", diz ela. É demais. Um grande bem haja, minha querida.
terça-feira, dezembro 12, 2006
É coisa para estar atenta

Afinal, quer-me cá parecer que vou começar a frequentar festinhas de Natal. Segundo o meu horóscopo traçado pela Elle, essa fonte de conhecimento e saber que nunca, em ocasião alguma, falha (sou Capricórnio, faço anos a 6 de JANEIRO) , "o ano começa sob o signo da paixão, quando um caso que pode ter começado numa festa de Natal aparece em todo o seu esplendor". Teme-se o pior.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Rectificação

Depois de ter passado o dia inteiro no Porto, reformulo o que sempre disse sobre não existir nada de jeito naquela cidade. Há, de facto, duas coisas maravilhosas: as francesinhas e o comboio para Lisboa.
domingo, dezembro 10, 2006
A grandeza de uma mulher...

... não se mede pela capacidade de arrastar uma barrigona durante nove meses, ver as ancas triplicarem e as estrias a abrirem caminho. Não se mede pela paciência desmedida que é aturar um homem, aguentar-lhe as crises de choro porque tem 36 de febre. Não se mede pela imaginação fervorosa para criar pratos novos todo o santo dia. Não se mede pela polivalência de ser mãe, mulher, profissional, dona de casa e sabe-se lá mais o quê. Não se mede pela eterna luta pela igualdade de direitos e oportunidades. Não se mede pela batalha travada diariamente contra a puta da calçada portuguesa, que tantos sapatos nos arrasa. Não, meus bons amigos, não é nada disto que revela uma grande mulher. A grandeza de uma mulher reside na capacidade de chegar a casa às seis da manhã, com um sapato em cada mão, em muitos casos com um teor alcoólico levemente acima do permitido por lei, a sonhar com o belíssimo mergulho que dará em direcção à sua king size bed, com roupa e tudo, e sabe-se lá de onde, subitamente arranjar forças para ir até à casa de banho e desmaquilhar-se ao melhor estilo "o algodão não engana", ou seja, até não sobrar um resquício de base na cara. Tudo para não acordar às manchas, tipo urso panda. Queridos leitores homens: se encontrarem uma mulher destas, agarrem-na com a vida.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Não tem nada que agradecer

O lado DIREITO das escadas rolantes é para quem quer ir ali a arrastar-se, para quem já não pode com o rabo ao fim de um dia de trabalho (eu), para quem quer ir a apreciar as vistas ou para quem é reformado e não tem nada mais interessante para fazer.

O lado ESQUERDO das escadas rolantes é para quem tem pressa, para quem quer correr escada abaixo arriscando-se a partir um salto e a ficar com os cabelos presos nos degraus e morrer mesmo ali, perante a passividade do pessoal do lado direito (é o meu pior pesadelo), para quem vê na escada rolante uma ajuda para descer ou subir mais rápido, e não para ir ali a engonhar qual passeio de teleférico versão (ainda mais) pobre.

Posto isto, o pessoal do lado DIREITO jamais poderá ficar especado no lado ESQUERDO, jamais poderá lançar olhares raivosos quando alguém mais apressado quer passar e lhe pedir que se desvie para o lado que lhe pertence, jamais poderá fazer excursões nas escadas rolantes, a não ser em filinha pirilau, todos uns atrás dos outros mas SEMPRE, repito, SEMPRE do lado direito. E sim, o conceito também se aplica às criancinhas do demónio.

Quanto ao pessoal do lado ESQUERDO, tem toda a legitimidade para abalroar qualquer indivíduo do lado direito que ocupe o lado ESQUERDO indevidamente. Não, tossir com um ar levemente irritado para chamar a atenção dos parasitas do lado direito não chega. Estão treinados para fingir que não ouvem e ali continuam até não sobrar nenhum degrau. Um empurrão violento ou um puxão (forte) de cabelos podem resolver a situação. Se, ainda assim, ousarem reclamar, só têm uma coisa a responder: "foi a Pipoca que mandou". E nunca mas NUNCA se resignem. Eles não hão-de vencer esta luta.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Natal 2006

Para que não haja indecisões, nem o habitual "o que é que queres receber?". Deixei lista na Dior. De Paris. Em nome de Pipoca. PI-PO-CA.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Em estágio

BENFICAAAAAAAAAAAAAAAA!

BANCADA SAPO
BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

BANCADA PT
BENFICAAAAAAAAAAAAA

PT
BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

BANCADA COCA-COLA
BENFICAAAAAAAAAAAAAAAA

BANCADA SAGRES
BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

COCA-COLA
BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAA

SAGRES
BENFICAAAAAAAAAAA

EM TODO O ESTÁDIO
BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

EM TODO O ESTÁDIO
BENFICAAAAAAAAAAAAAA

SLB, SLB...
SLB, SLB, SLBBBBBBBBBB
GLORIOOOOOOOSO, SLB
GLORIOSO SLB

clap clap clap clap

Bem sei que já ganhámos ao Sporting, que só acontece um milagre uma vez por ano, que já nos devíamos dar por satisfeitos, que é feio estar sempre a pedir, mas... podemos ganhar também hoje, podemos? É que sempre são mais uns trocos para alimentar a pequena águia Vitória, que aquilo é um bicho que come por quatro ou cinco. E assim sempre podíamos gozar com os sportinguistas mais uns dias e dizer coisas do tipo "porque não aproveitar a época natalícia para rifar o Ricardo?". Pronto, eu e mais seis milhões de benfiquistas (só em Portugal, claro está, que muitos outros há por esse mundo fora) ficamos, então, à espera que as nossas preces sejam atendidas. Um grande bem haja e muita saudinha.

Actualização
Ok, as preces benfiquistas não foram ouvidas, nada a que não estejamos já habituados. Podia ter sido pior. O Cristiano Ronaldo não marcou nenhum golito, mas passou com distinção no teste de "ora vamos lá aqui simular um penalty a ver se resulta". Está óptimo, um verdadeiro João Pinto. Infelizmente para ele, a brincadeira não só não resultou, como quando foi mesmo penalty o senhor árbitro achou que era mais uma encenação e mandou-o levantar o rabinho da relva. Ohhhhh!
Estamos, assim, prontíssimos para a Taça UEFA. Há que deixar a Liga dos Campeões para quem precisa mesmo de dinheiro, o que não é o nosso caso. Graças a Deus, temos quem o multiplique facilmente.
Apenas duas chamadas de atenção:
1- Alguma mente mais erudita que ensine o Fernando Santos a pronunciar Manchester em vez de Mânssster. Não é difícil, sô Santos. Vamos lá... MAN-CHES-TER. Tadaaaahh!
2- Alguém explique ao Nélson que não é bonito referir-se à equipa como "a malta".
terça-feira, dezembro 05, 2006
Procura-se

Este bebé vivia em minha casa. Era bem tratado. Nada lhe faltava. Amor, um tecto, roupa lavada, cozido à portuguesa aos domingos. A última vez que o vi foi a tomar o pequeno almoço na cozinha. Bebia uma caneca de leite com Ovomaltine e vestia apenas uns boxers pretos, justinhos, nham nham. De repente, dou com ele na televisão a dizer "eu fiz as contas, eu fiz as contas", qual papagaio amestrado. Está, concerteza, dopado. Raptaram-no e fizeram-lhe uma lavagem cerebral, para esquecer a vida humilde- mas feliz- que levava. O meu menino, o meu mais que tudo, cutxi-cutxi-coisinha-boa. Lanço aqui um apelo desesperado para que mo devolvam. Preferencialmente vivo e sem grandes estragos no corpo. Mas podem usar da força, que uma boa chapada também nunca fez mal a ninguém.
Ele pode tentar alegar que não me conhece, pode dizer que eu sou a louca desta relação, que nunca me viu na vidinha. Mas é mentira. Ele não está é bem, ele está fora de si, pode até estar a sofrer de um pouquinho de Alzheimer. Ignorem-no e tragam-no de volta. Ajudem esta pobre mulher desesperada- eu- que nunca mais foi a mesma desde que o viu a vender a alma ao BPI. Volto a insistir neste ponto: ignorem-no se ele gritar, espernear, disser que nunca me viu ou que vos manda prender. É uma pessoa doente, está em fase de negação e o lugar dele é nesta casa.
terça-feira, dezembro 05, 2006
Momento poético a meio da manhã

Tosse forte, fortemente
Como quem lhe salta um pulmão
Será da chuva, será do vento?
Do tabaco não é certamente
É uma enorme constipação
domingo, dezembro 03, 2006
Podia-nos ter dado para pior, é um facto

E eis senão quando quatro gajas com idades compreendidas entre os 25 e os 28 anos, com uma vidinha social pralá de deprimente, entendem que é uma boa ideia irem ao circo. A ideia partiu da Caty (a que diz kispo) que, sendo a mais velha, já devia ter idade para ter juízo, mas não! Ah, e tal, vai ser divertido, um momento revivalista. Disse que sim, mas com duas condições: ter bilhetes grátis e ir bêbada. A primeira arranjou-se facilmente, a segunda nem por isso, tendo em conta que o circo foi às duas e meia da tarde. Eu já devia saber que meter-me num sítio com 3500 crianças por metro quadrado não podia ser uma boa ideia. Muito grito, muito choro, muito encontrão, muito "ó Bernardo, venha à mãe". Quanto ao circo propriamente dito, preferia ter ido a um mais decadente do que ao Coliseu. Tudo muito compostinho. Não faltaram os palhaços, os malabaristas, os trapezistas, a mestra de cerimónias que fala sempre com aquele tonzinho de voz espanholado, os artistas com nomes como a Família Gaspaaaar, mas nenhum acontecimento assim verdadeiramente emocionante. O leão não se atirou à domadora, o malabarista não pegou fogo, o trapezista não se estatelou no meio da pista depois de uma queda de 15 metros. Enfim, muito fraquinho. Mas faltou pouco para largar à chapada a umas criancinhas do demo que estavam sentadas atrás de mim. É que o raio das miúdas não pararam um segundo. Creio que me levaram um terço do couro cabeludo, tamanhos os puxões de cabelo que me deram. Tinham todos nomes muito chiques, e umas mães muito benzocas e de voz nasalada que não paravam de gritar "oh, Teresinhaaaa", "oh, Carlotaaaaaa", "oh, Vitóriaaaaaa", mas manter os putos quietos é que nem por isso. Que mania esta de levarem as crianças ao circo.
O único facto a reter e que poderá até levar a que me "aliste" num circo, é que nenhuma das gajas tem celulite. São bimbas que só elas, mas celulite, nem vê-la! Como dizia a Caty, quais ginásticas, quais dietas, o circo é que está a dar. Pró ano lá estaremos.

Como não podia deixar de ser, uma pequena nota sobre a grandiosíssima vitória do Benfica em Alvalade. Clap clap clap. Soberba.

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