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sexta-feira, abril 28, 2006

Um problema de rede



Em tempos idos, os requisitos mínimos para se andar com alguém eram a idade, a localização geográfica e, vá, alguma cumplicidade intelectual. Mas agora uma nova pergunta veio juntar-se à infindável "lista de perguntas a fazer quando se conhece alguém com quem nos apetece mais do que um simples cafezinho". E a pergunta, que já está no top 3, logo a seguir ao "como é que te chamas?" e "quantos anos tens?" é....txaraaaaaaaaaaaammm... "qual é a tua rede?". Pois é, ser TMN, Vodafone ou Optimus pode ser extremamente decisivo na hora de sacar uma pessoa e, até mesmo, de manter uma relação... ou dar cabo dela. Ora como eu sou uma pessoa que tem muito em que pensar, tempo para o fazer, e me dou com gente que alimenta a minha imaginaçãozinha (não é, Mary, sua grande querida que faz anos hoje???), ontem dei por mim a ir deixar a babe a casa depois de uma volta pelo Bairrinho e a pensar nisso. Já nem me lembro como é que a conversa começou, acho que foi por a Mary ter dito que teve um caso qualquer com um 96 (sendo ela 91), e que por isso as chamadas eram só feitas para casa. E que quando se chega a um ponto sério na relação, um deles tem que mudar. "Sim, porque é que achas que mudei de 96 para 91? Por causa do Pedro!". Fiquei sentida, que fiquei, porque achei que tinha sido por minha causa, mas tudo bem, recuperei, não dei sinais de fraqueza nem de mágoa e continuei a conduzir como se nada se tivesse passado.
O meu primeiro telemóvel foi um 96, que tive dois ou três anos até me ter fartado. Mudei então para a Vodafone (velhinha Telecel), mas sem que houvesse qualquer assunto do coração por trás disso! Muito mais tarde arranjei um TMN, por causa de um gajo. Deixei-o (a ele e ao telemóvel), e passei a reactivar o bicho conforme os gajos 96 que ia arranjando. Neste momento acho que já passou da validade novamente... e cheira-me que vai ficar quieto por uns bons tempos. Acho que os senhores da TMN até já me conhecem. Quando ligo paras lá a reactivar o cartão devem dizer uns prós outros "pronto, já sacou mais um caso 96, a cabra".
Os problemas de andar com alguém que não tem a mesma rede que nós começam na altura em que alguém tem que mudar. Ora isso é uma coisa que ninguém quer fazer, por isso acaba por ser a gaja a comprar outro telemóvel. Sim, porque A GAJA tem mala, por isso A GAJA pode levar dois telemóveis, a bolsa de pinturas, outro par de meias, a agenda, as chaves de casa e do carro... ah, e claro, a carteira e o telemóvel DELE! Mas, mais cedo ou mais tarde, esse problema acaba por vir ao de cima, porque quando a gaja sair com uma mala muito pequena e tiver que escolher um telemóvel... meus amigos, é certo e sabido que o que fica em casa é o telemovel que for da mesma rede do do namorado. E, está-se mesmo a ver, isso vai acabar em chatice.
Se, por acaso, o feliz casalinho optar por manter os telemóveis que já tem...não dou um mês para a relação ir à vida. Porque há um que se vai queixar que liga mais, que gasta mais dinheiro, que se soubesse que ia ser assim não se tinha metido naquilo... o afastamento é inevitável a cada mês que a conta chegar lá a casa.
Portanto, a conclusão a que se chega é que só nos devemos relacionar com pessoas da mesma rede que nós. E, mesmo isso, é meio caminho andando para uma relação falhar, porque ser da mesma rede implica tarifários reduzidos, mensagens gratuitas e a certeza que a outra pessoa será bombardeada a cada cinco minutos. Ou seja, um enjoo pegado que também acaba em três tempos.
Já sei.. procurem alguém que NÃO tenha telemóvel! Isso sim, é uma raridade nos dias que correm. Evitam-se chatices desnecessárias, dinheiro mal gasto e ataques de nervos. Tivesse eu coragem e o meu ia já pela janela.
quinta-feira, abril 27, 2006
Juro que parto a cara...

...ao próximo gajo que me disser "és tão querida, tão gira, tão divertida, tão cutchi-cutchi, tão especial... porque é que não tens namorado?"

ou..

... ao próximo gajo que me disser "és tão querida, tão gira, tão divertida, tão cutchi-cutchi, tão especial... mas, infelizmente, não dá!"
quarta-feira, abril 26, 2006
E quando é que se percebe que dois homens não percebem nada de moda? *

Quando ao verem-me passar na rua, um diz para o outro, com um ar quase dramático e estupidamente incrédulo, "aaaahhhh, tem as calças rasgadas". Obrigada, meu grande querido, por tão pertinente observação. É que não tinha MESMO dado conta que tinha um rasgão no joelho. Se soubesse, jamais teria saído de casa nesse estado. Graças a Deus que imediatamente a seguir ouvi um "Lisboa está cada vez melhor". Fiquei logo com outra disposição!

* pequena correcção: em vez "dois homens" este título deve ser lido: "e quando é que se percebe que OS HOMENS não percebem nada de moda?"
quarta-feira, abril 26, 2006
Eeeerrrrr....

Em pleno Chiado, a Leididi fez-nos aproximar as cabeças alegando ter uma coisa para nos contar. Pensei logo num novo namorado, numa gravidez indesejada, numa compra compulsiva, em alguma coisa assim de grandioso e que merecesse ser partilhado com as melhores amigas. Olhou em volta, certificou-se que mais ninguém estava a ouvir, e disse em voz baixa "acho que gosto duma música dos Anjos". A Mary mudou rapidamente de assunto, com um inteligentíssimo "pois é, diz que amanhã é quinta feira", mas a Leididi voltou à carga: "nem querem saber qual é a música???". Não, de facto não queriamos, mas mesmo assim ela achou que devia erguer a sua voz para os céus, desrespeitar a memória dos belíssimos croissants que tinhamos acabado de engolir na Benard, e cantar qualquer coisa como "uooooohhhoooooo....a vida faz-me beeeeem". E é nestas alturas que uma pessoa repensa as suas amizades.
quarta-feira, abril 26, 2006
What a Wonderful World...indeed!

Mais não seja porque nos dedicam musiquinhas lindas e que nos dão logo outro ânimo para o dia (para a vida). Ao André do almost, almost famous Achtung Baby, um besito e muchas gracias! Nos vemos en Madrid!
terça-feira, abril 25, 2006

Foi o facto de a minha amiga Mary me ter dito "pára de ouvir Jeff Buckley... ou então ouve, ouve tudo de uma vez, ouve também Antony and the Johnsons... mas ouve tudo hoje", que me fez perceber que não tenho feitio para ficar a amargar por muito tempo. Ou melhor, ter até tenho, é a história da minha vida, não tenho é paciência. Continuo triste, continuo de mal com a vida, mas ficar para aqui a amarrar o burro é que não está com nada. E deixar o Pipoca ao abandono parte-me o coração, porque passo a vida a pensar em coisas que me apetece aqui escrever. Assim sendo, estou para aqui a ouvir todas as músicas deprimentes que tenho na playlist, a bater no mais fundo que posso, já chorei o que havia para chorar, pr'ámanhã acordar fresca e recomposta qb, apanhar os caquinhos todos, colá-los o melhor possível e preparar-me para despedaçar o coração uma vez mais, que eu só estou bem assim.

Estou em Lisboa, a ressacar, que estar em Madrid e ainda por cima triste, é o fim da picada! Os últimos dias não foram maus no que toca a novas amizades. Um novo amigo belga, uma francesa, um Tomás-bem-jeitoso-vizinho-de-cima-e-arraçado-de-portugueses com quem meti conversa na escada ao ouvir falar português, o rapaz do bar por baixo de minha casa, que me viu hoje de malas aviadas e me disse "ohhh, já te vais embora?", uma mensagem no hi5 de um tuga que me viu num bar madrileno a ver o glorioso SLB e que por acaso até trabalha na Adolfo Dominguez e que POR ACASO até tem desconto de 30 por cento...enfim, de repente parece que toda a gente em Madrid se lembrou de fazer amiguinhos, o que poderá tornar o meu regresso menos penoso.

Entretanto, hoje no aeroporto consegui fazer a proeza de perder o bilhete de avião. E vi-me perante um dilema: esperar que me chamassem pelos altifalantes e passar pela vergonha de todo o aeroporto saber que eu tinha dado sumiço ao bilhete ou ir de novo ao balcão da TAP, onde tinha estado há cinco minutos, e pedir para me darem um novo. Por momentos pensei que a senhora me ia pôr uma pulseirinha, qual criança de quatro anos, e dizer "vá, agora veja já se não perde este também", mas limitou-se a dar-me um bilhetinho novo, sem perguntas nem sermões.

De manhã, quando estava a preparar-me para sair de casa, dei por mim a repensar todo o meu o outfit em função das malas que levava. Ou melhor, em função de achar que podia ter excesso de peso e que, por isso, convinha estar girita, no caso de ser um gajo a fazer o check in e de eu precisar de recorrer a todo o meu charme (que é imenso, por acaso). Sim, porque da última vez levava peso a mais, eram gajos a atender e não houve problema nenhum. No regresso a Madrid apanhei uma cabra fria e insensível no check in, que me disse com um ar quase feliz "tem excesso de peso, vai ter que pagar". Mas lixou-se à grande, porque esvaziei uma das malas para um saco que levei comigo e a malinha foi rigorosamente vazia! Toma lá, nojentorra! Enfim, para me precaver lá fui eu passar um blushzinho pela cara e um lápis pelos olhos. Por acaso calhou-me uma gaja, mas também só tinha 1,5kg de excesso, nada que pudesse pôr em risco a vida dos estimados passageiros. A sério, é uma tristeza que uma mulher tenha que se pintarolar (e rezar para que seja um gajo a tomar conta do processo) para que lhe perdoem dois ou três quilinhos de bagagem! Ao que o mundo chegou! Mas se são estas as regras do jogo... nós jogamo-lo como ninguém!
domingo, abril 23, 2006
É que nem de propósito...

Continuo fechada para balanço, mas não posso deixar de partilhar esta mensagem que recebi no meu hi5. É o fim!

"Oi linda!

Olha primeiro pedimos desde ja desculpa pela abordagem que pode nao ser do teu agrado. somos um casal de namorados com 22 e 23 anos juntos ha cerca de um ano e meio e queremos concretizar a fantasia de sexo a 3 com uma mulher. somos da zona centro mas temos disponibilidade para nos deslocar se acharmos que vale a pena e essa experiencia seria num hotel pago por nós por isso nao terias que te preocupar. procuramos alguem fisicamente interessante ao nosso nivel como tu e que inspire confiança. usamos a net para encontrar uma pessoa assim porque queremos discrição e numa primeira fase podemos desta forma manter o anonimato. apesar disso, se quiseres pensar no que propomos, pedimos-te que confies em nós e que nos adiciones no msn para podermos falar melhor. o ideal seria teres webcam mas se nao tiveres podemos falar na mesma. o nosso mail é: --------------@-----.--- tambem nos podes enviar uma mensagem por aqui antes de nos adicionar que teremos todo o gosto em responder. se ainda estás a ler, mais uma vez as nossas desculpas pela ousadia da nossa proposta. beijos* "
sábado, abril 22, 2006
O Pipoca, ou melhor, a Pipoca vai parar uns tempos para balanço (pessoal). Há alturas em que não apetece escrever uma linha que seja. Esta é uma delas. Ti jei.
quinta-feira, abril 20, 2006
Cenas a três

Se há coisa que passa pelo imaginário de todo o homem, é meter-se numa cena a três...sexualmente falando, está claro. Homem que é homem, tem como objectivo de vida dormir com duas gajas. Mas quando se menciona, ainda que por alto, a ideia de irem para a cama com uma gaja e um gajo, aí pára tudo. Álaber: eu sou gaja, não tenho, nem nunca tive, qualquer tendência homossexual, não olho para uma gaja e penso "bem, dava-lhe umas voltas", mas também não penso numa potencial ida para cama com uma gaja como um grandessíssimo nojo! Aliás, a ir para a cama com duas pessoas, mais depressa iria com uma gaja e um gajo do que com dois gajos. A minha questão é: porque é que faz tanta confusão a um homem uma cena a três... com outro homem? É que isso não implica que tenham que saltar para cima do outro gajo, nem pregar-lhe uns beijos valentes. Aliás, a missão de dois gajos é entreterem a piquena com quem forem para a cama! Mas se se quiserem comer, só para ver como é, também não vem mal ao mundo por isso! Qual é o vosso medo? Gostarem tanto que se podem passar para o outro lado? Quando um homem me diz "ir para a cama com outro gajo?? É que nem pensar! Blarrrghhhh!", é porque não está muito confiante na sua veia heteressoxual! Ou é isso ou então tem medo de estar perante uma pilinha maior do que a dele! Só pode!

quarta-feira, abril 19, 2006
É só a mim que isto acontece?

Tenho um problemazinho que me aflige imenso e para o qual não há solução...acho eu. O que se passa é que muitas vezes, quando estou a dormir, é como se eu acordasse mas o corpo não. Ou seja, sinto tudo o que se passa à minha volta, consigo ouvir se alguém estiver a falar, mas não me consigo mexer, nem abrir os olhos, nem falar. É aflitivo, e tenho que fazer imensa força nos músculos para me mexer e acordar completamente! Isto acontece-me, sobretudo, quando durmo à tarde... sim, que eu sou dessas de fazer umas siestas curtas, aí de duas ou três horas! Então e se um dia pensarem que eu me passei para o outro lado mas eu continuar vivinha da silva, hein?? É que já estou a imaginar a pegarem em mim e eu ali, a ver tudo, sem poder emitir um sonzinho, sem tempo para me despedir sequer das malas e sapatos, sem poder dar uma indicação de como quero ver os meus pertences distribuídos. Pelo sim, pelo não, acho que vou escrever uma notazinha e deixá-la na minha mesa de cabeceira: "aviso: caso ache que eu fui desta para melhor, aconselho-o/a a certificar-se convenientemente disso, porque às vezes estou só a ter um daqueles meus ataques. Ah, e pense bem antes de me roubar o que quer que seja, não vá eu acordar subitamente e ter que lhe bater. Estou de olho em si, grande sonso/a".
terça-feira, abril 18, 2006
Gracias, Nivea!

Et voilá, finalmente alguém ouviu as minhas preces e resolveu fazer alguma coisa por mim e por muito mulherio deste mundo. Então não é que essa grande marca que dá pelo nome de Nivea acaba de lançar um verniz que seca em 45 segundos?? Ok, não são exactamente 45 segundos, é para aí um minuto e qualquer coisa, mas para quem costumava estar mais de meia hora com as mãozinhas imobilizadas, esta é uma grandiosa inovação. A questão é: foi preciso chegarmos a 2006 para descobrirem uma fórmula de verniz que secasse tão depressa? Foi preciso eu dar cabo da manicure aí umas 359 vezes? Foi preciso eu saír toda a santa vez do cabeleireiro e espetar logo uma unha no tecto do carro? Heiiinnnn?? Digam-me! Foi preciso isto tudo?? Cambada de incompetentes, é o que é! Se me provocarem muito ainda lanço um processo contra a Nivea, por não terem pensado nisto mais cedo. Enfim, apesar de tudo... um pequeno passo para o mundo, mas uma grande ajuda à gaja que gosta de ter o seu unhame arranjadinho!
domingo, abril 16, 2006
Volver

Voltei, volteeeeeei, voltei de lá, ainda há um bocadinho de nada estava em Lisboa, e agora já estou cáaaaaaa! Pois é, meus grandes queridos, de novo em Madrid. Desta feita, só voltarei no fim de Junho e já de vez. Isto se o Centro de Emprego não acordar do sono em que tem andado envolvido e resolver armar-se em espertinho. Se for avante aquela medida que eles querem implementar para fazer com que os pobres dos desempregados se apresentem no Centro de Emprego de quinze em quinze dias, estou completamente "jodida". Mais um bocadinho e mais valia apresentarmo-nos na esquadra da área de residência... ou então ponham-nos uma pulseirinha electrónica e controlem todos os nossos movimentos. Desde que a pulseira vá bem com a minha roupa, não me importo nada! Sonsos!!!!
Bem, estes últimos dois mesitos aqui servirão para conhecer o potencial das esplanadas madrilenas, assistir ao Mundial, passear as roupitas de Verão e, se houver tempo, fazer o trabalho de final de mestrado. Mas só se houver tempo, não é uma prioridade. E, pelo sim, pelo não, vou começar a dar uma vista de olhos nos classificados espanhuelos...sabe-se lá quando é que não há para aí um trabalhinho de sonho à espera da Pipoca...!
sábado, abril 15, 2006
Breakfast on Pluto


'Tá bem que 2006 ainda nem sequer vai a meio, mas este filme, meus meninos é, até à data, o filme do ano! Se alguém me quiser oferecer a banda sonora, não se sintam envergonhados! Um grande bem haja e muita saúdinha.


Robin 1: She doesn't look anything like Mitzi Gaynor! Robin 2: What do you know about Mitzi Gaynor?
Robin 1: Nothing. But as Oscar Wilde said, "I love to talk about nothing. It's the only thing I know anything about."
quinta-feira, abril 13, 2006
Abaixo os coletes reflectores!


Ontem estava a passar no Marquês de Pombal e deparei-me com um carro avariado. Até aqui tudo muito bem, não fosse a condutora do dito estar no meio da estrada, ao telemóvel, com o belo do colete reflector posto. E é precisamente este ponto que me preocupa, o colete reflector, que não só era gigantesco como amarelo, cor que, toda a gente sabe, não favorece ninguém. E dei por mim a pensar que mais do que temer um acidente ou uma avaria, o que me atemoriza mesmo e me faz conduzir com precaução é a simples ideia de poder ficar empanada em pleno centro de Lisboa com aquela coisa vestida. Meus amigos, eu sou uma pessoa que tem um estilo a manter, uma pessoa de cujo o guarda roupa não fazem parte cores fluorescentes, portanto esses coletezinhos ranhosos não ficam bem com nada! E é mesmo isso que eu penso alegar quando for apanhada pela polícia sem o colete reflector. "Senhor polícia, olhe bem para mim e olhe para um colete reflector. Acha que tem alguma coisa a ver? Não tem, pois não? Então troque-me mas é aí o pneu e deixe-se de observações parvas". Enquanto não fizerem coletes em tamanho XS, cintadinhos e em cores da moda (assim um verdinho garrafa, por exemplo), temos pena, mas recuso-me a usá-los. Eu lá uso coisas que se podem comprar em lojas de chineses, hã??? A DGV que faça mas é um acordo com a Zara, por exemplo, para que comece a produzir coletes de jeito e de acordo com as mais recentes tendências da moda! Até lá, prefiro ser atropelada por uma camião TIR!
quarta-feira, abril 12, 2006
Hoje mandaram-me este poema...

... e como eu até nem sou nada egoísta e o poema é lindo e trouxe luz ao meu dia (que não foi animado por aí além), partilho-o com vocês.

Tentei fugir da mancha mais escura

Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que me sai, sem voz, do coração.

David Mourão Ferreira

terça-feira, abril 11, 2006
Pânicos

Acedendo ao repto lançado pela Rititi (um beijinho, minha grande querida) aqui estou eu pronta a confessar os meus pânicos. Depois das manias, seguem-se os medos, e temo o que poderá vir depois. Mas pronto, vamos lá embora a isto.

1- Tenho medo de ataques cardíacos, enfartes, apoplexias nervosas, dearrames cerebrais e afins. Ou seja, tenho pavor de estar muito bem a fazer a minha vidinha e, de repente, puf, me dar uma coisa. No outro dia estava pronta para dormir e comecei a sentir o lado direito do corpo dormente. Ora como eu tinha ouvido num sítio qualquer que corpo dormente é um dos indícios de enfarte, deu-me um ataque de nervos e não dormi mais... fiquei ali, sossegadita, só à espera que o coração explodisse e eu fosse desta para melhor. Felizmente, estava eu envolvida nestes pensamentos quando adormeci e tudo correu pelo melhor!

2- Nos últimos tempos, vá-se lá saber porquê, tenho medo de ir a conduzir a 140 e levar com um carro em contramão. Parece que agora é moda entre os velhotes, é assim uma espécie de prova entre eles para ver quem é o mais rebelde. Cá para mim, tudo quanto tivesse mais de 40 aninhos era logo proibido de conduzir! Abaixo os avós ao volante!

3- Incêndios! Aí uma vez por mês acordo com cheiro a queimado, mas é só na minha cabecita (devem ser os poucos neurónios que me restam a queimar-se)! Tenho um medo que me pelo de que a minha casa possa arder. E se em caso de incêndio a prioridade são os idosos (nunca percebi esta!) e as crianças, cá em casa a ordem é outra: as primeiras coisas jogadas pela janela são roupa e sapatos! Não vá a coisa dar para o torto e eu ter que fazer escolhas à pressa (e, consequentemente, erradas), tenho a roupita toda organizada em montinhos distintos: o montinho "totalmente indispensável, posso morrer, mas isto morre comigo", o montinho "ok, destas consigo abrir mão, mas não sem verter uma lágrima" e o montinho "ardam para aí a ver se eu me ralo". Depois é só abrir a janelinha e... jerónimoooooooooooo! Cá vai disto! Outro dos meus grandes medos é que haja daquelas gajas aproveitadoras, que as há sempre, mesmo numa ocasião tão triste, que já esteja lá em baixo a fanar-me a roupinha antes de eu ter tempo de lá chegar. Enfim, um pesadelo!

4- Tenho medo de prendas... ou melhor, tenho medo da minha reacção ao receber prendas. Quer adore, quer deteste, faço sempre aquele sorrisinho amarelado que não deixa a outra pessoa perceber se amei ou abominei. Ok, se forem uns Manolo darei saltos de alegria inconfundíveis, mas a maior parte das vezes não vibro assim muito, não sou muito efusiva (mesmo que goste). Confesso que quando me passam uma prenda para as mãos eu já vou a tremer, a pensar se será uma coisa pavorosa, e depois eu não vou ter coragem de dizer que é um nojo e que quero trocar já, imediatamente, e acabo por voltar para a casa com a prendinha debaixo do braço, a amaldiçoar-me por não ter dito nada e a amaldiçoar a pessoa que me deu aquela merda por achar que era a minha cara! Tipo, tinha um namorado que não acertava com uma prenda, era tudo ao lado. Desde o Swatch Ursinhos (que foi logo trocado por outro) a uma mala com o cão dele estampado (eu nem gosto de cães, calha bem), não houve uma que me maravilhasse, e uma pessoa fica traumatizada com estas coisas. Portanto, se até estavam a pensar "ah, e tal, bora lá oferecer uma prenda à Pipoca", perguntem-me directamente o que é que eu quero receber... ou então mandem cheques.

5- Tenho medo dos cabeleireiros e das suas imaginaçõezinhas fervorosas e sempre prontas a criar! É que não há um que faça aquilo que lhe é pedido! E nem vale a pena levar uma fotozinha e dizer "é isto que eu quero", porque no final olha-se para a foto e olha-se para o meu cabelo e não tem nada a ver com nada! Alguém nos devia contar a verdade e dizer que "é só para acertar as pontas" significa outra coisa em linguagem de cabeleireiro. Ou seja, nós dizemos "é só para acertar as pontas" e eles ouvem "meu grande querido, corte para aí à sua vontade, estou consigo, estou com Deus, força aí nessa tesoura!". O lado bom é que é sempre uma aventura ir cortar o cabelo, porque NUNCA se sabe como é que se vai saír de lá! Obrigada pelos momentos de adrenalina, senhores cabeleireiros!

E pronto, diz que é isto. Passo agora a bola a cinco bloguistas:
- Mia, do Pulpfashion
- Guedes, do Para Não Estar Calado
- Rita, do Boas Intenções
- Tó do Samouco, do Samouco ao Rubro
- Kiss Me, do Beijo na Boca
segunda-feira, abril 10, 2006
Bugigangas!!!

A minha Leididi, prendada que só ela, acabou de dar início a um negócio de bijuteria. É coisa mais para gaja, mas os gajos também poder dar uma vista de olhos e comprar uns recuerdos para as suas gajas. Esta belíssima pregadeira que eu tenho posta foi ela que fez (ver foto um bocadinho ali mais pra baixo), mas isto é uma miúda que ela faz brincos, ela faz fios, ela faz anéis, ela é tudo e mais alguma coisa. Os preços são simpáticos (claro que a qualidade também deixa a desejar, e que se desfaz tudo à segunda utilização....brincadeirinha!!!) e a grande querida da Leididi está aberta a sugestões. E até vos manda os produtos para casa, embrulhadinhos num papel todo querido. Enfim, para mais informações, vão até ao Bugigangas!




Nota: não pensem que se fazem ao desconto com a desculpa de que são leitores do blog dela (O Blog do Desassossego). Eu, que sou a amiga preferida, tive que desembolsar quatro euritos.
segunda-feira, abril 10, 2006
O caos

Quatro dias! Quatro dias foi o tempo necessário para desfazer as três malas que trouxe de Madrid, re-ordenar o armário tendo em conta a colecção Primavera-Verão e pôr alguma ordem no quarto, que se assemelhava bastante à feira de Carcavelos. Tudo isto para daqui a menos de uma semana estar de novo a fazer as malinhas de regresso. Começo, finalmente, a dar valor à vidinha de emigrante. Qualquer dia é ver-me ao volante de um mercedes branco, com uma vivenda em Freixo de Espada à Cinta (com os devidos cãezinhos de louça à entrada) e Dino Meira no leitor de cassetes com o êxito Meu Querido Mês de Agosto. Deixo-vos com uma imagem aterradora do meu quarto, logo após a passagem do Katrina. Aceitam-se voluntários que, em missão humanitária, queiram cá vir dar uma ajudinha!

sexta-feira, abril 07, 2006
Mais analogias

Assisto aos jogos do Benfica mais ou menos da mesma maneira que entro numa relação: já sei que, mais cedo ou mais tarde, vai dar para o torto, por isso nunca me entusiasmo demasiado. E quando chega ao fim, apesar de custar sempre um bocadinho, penso sempre que não era nada de que já não tivesse à espera.
quinta-feira, abril 06, 2006
De volta a Lisboa...

...mas, desta feita, de avião (olhá fotozinha jóia!) ! Ah, pois é, amiguinhos! Pela primeira vez desde que fui para Madrid (e já lá vai meio ano, atenção!), pus-me em Lisboa em apenas uma hora. Entrei no aeroporto de Barajas e até me vieram as lágrimas aos olhos, de emoção! Claro que, neurótica como só ela, a Caty quis comparecer no aeroporto 500 horas antes ("não vá acontecer algum imprevisto"), pelo que demorei praticamente o mesmo tempo como se viesse de autocarro, mas pronto, o importante foi ter arranjado um lugarito en el avión (sim, porque com estas companhias low-cost uma pessoa nunca sabe se não vai acabar a viajar no porão) e de não me terem cobrado o excesso de peso (só uma das malitas pesava 18 kilos). Ok, confesso que que tive que fazer olhinhos ao gajo do check in para ele se fazer de mosquinha morta e fingir que eu não estava a levar quase 40 kilos de bagagem... e graças a Deus que era um gajo, porque as gajas são umas víboras e iam-me obrigar a pagar até ao último cêntimo ou a ter que estar ali em pleno aeroporto a escolher que roupas iam e que roupas ficavam. Isto enquanto eu choraria desalmadamente, claro está, porque nenhuma mãe escolhe qual é o filho de que mais gosta!
A viagem foi um tirinho, ainda o avião tinha acabado de descolar e já estavam a anunciar a chegada a Lisboa. Mal tive tempo de lhe tomar o gosto! Claro que não serviram nada a bordo, nem um copinho de água. Já se sabe, viajar em voos baratos dá nisto. Uma pessoa pode estar ali a desfalecer de fome, a ter afrontamentos, mas se quer uma sandocha tem que desembolsar.
E depois é sempre aquela alegria de chegar a solo português, esperar meia hora pelas malas e ver figuras tão relevantes da nossa sociedade como... os Anjos! Ah....country, sweet country!
terça-feira, abril 04, 2006
Dá pra trocar??

Sou da opinião de que todas as lojas de roupa deviam proporcionar aos seus clientes um período de experimentação dos artigos. Sim, porque uma coisa é experimentar uma pecinha em frente a um daqueles espelhos manipulados que nos fazem parecer a Gisele Bünchen, mas outra é andar pela rua com a dita peça. Na loja tudo fica bem, cai que é uma maravilha, mas em casa a história é outra. Deste modo, apelo (mais um apelo pertinente) às Zaras e afins deste mundo que nos deixem usar a roupa umas três ou quatro vezes, só mesmo para termos a certeza que é mesmo aquilo que queremos ou que as nossas amigas nos digam que nos fica a matar. E se chegarmos à conclusão que afinal aquela compra se revelou um verdadeiro flop, só têm mais é que nos deixar devolver, mesmo que a roupa já vá com umas nódoas de molho, um rasgãozito ou uns arranjos! Porque senão obrigam-me a fazer o que vou fazer agora a seguir, que é ir devolver umas calças depois de já as ter usado duas vezes. Sim, percebi que não gostava de me ver com elas, em apenas duas utilizações alargaram imenso, parece que comprei quatro números acima do meu! Temos pena, meus amigos, mas vão levar com as calças novamente e já com duas utilizações em cima. Esperta como sou, nunca deito fora etiquetas, sacos e talões, já a pensar em situações como estas. E agora deixa-me lá ir à Zara que se faz tarde!

Nota: na próxima edição explico-vos como trocar etiquetas em lojas sem que se dê por nada.
domingo, abril 02, 2006
E viva a Primavera em Madrid!

domingo, abril 02, 2006
Levem-me tudo menos os sapatos!

"Nas próximas semanas, os portugueses que tenham carregado ou descarregado ilegalmente músicas na internet irão receber uma carta a convidá-los a pagar uma indemnização por desrespeito dos direitos de autor ou, em alternativa, enfrentar um processo judicial."

Fonte: Público
sábado, abril 01, 2006

E o sol chegou à cidade...

Ahhhhhhhhhhh, finalmente posso começar a dar uso à roupa de Verão! Aos poucos, e sem abusos, que o tempo está bom mas ainda não estão 30 graus (só 22). Faz sol, faz tanto sol, em Madrid que apetece andar na rua e fingir que não passámos os últimos meses a bater o queixo de tanto frio! Sai-se de casa e vem aquela brisa assim já a atirar para o quentinho, já montaram todas as esplanadas e mais algumas e parece que há ainda mais gente na rua. Coisa que me irrita um bocado, porque passo a vida aos encontrões e só me apetece bater em quem fica especado no meio do passeio a olhar para uma montra com presuntos e enchidos! Mas pronto, ao menos ainda não cheguei ao ponto da Caty, que dá com sacos em criancinhas, mas só naquelas que ainda não têm idade suficiente para se queixarem aos pais! É este o tipo de gente com quem eu sou obrigada a dividir casa! Enfim, fiquem mas é com umas fotos de Madrid: o sol a bater na Gran Vía e o céu de Madrid à noite (atentem no pormenor da lua...vê-se mal, mas está lá!).

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