Casamentos sucks!
Este mês tenho mais um casamento. O segundo do ano e o oitavo da família da parte da minha mãe, ou seja, dos primos. Não me lembro do primeiro casamento, era piquena, tinha dois ou três anos, mas lembro-me bem do segundo, o do primo Luís. Nessa altura a mesa dos primos solteiros era grande, penso que nem deviamos caber lá todos. Era divertido, a malta ria-se muito, alambazava-se à grande na mesa dos queijos e dos camarões e voltávamos para casa contentinhos da vida. Até era giro ir a casamentos nessa altura. De repente, de um momento para o outro, os primos passaram-se todos e largaram a casar como se o mundo estivesse à beira do fim. Só entre Maio do ano passado e Setembro deste ano três primas decidiram dar o nó. O último casamento foi deprimente. Fui recambiada para a mesa dos solteiros, na qual já só constava eu, uma prima dois anos mais velha, um primo de 30 (encalhado, coitadinho), dois mais novitos, aí com 13 ou 14 anos, e a tal que se vai casar agora este mês, com o respectivo apêndice (e que, daqui em diante, figurará nas ilustres mesas de gente crescida e casada).
Ir a casamentos tornou-se um verdadeiro suplício. Não há boda em que não venha de lá a tia perguntar "então o namorado? Não veio?". E a pergunta repete-se, insistentemente, ao longo do dia fatídico. Os primos já casados, antes solteiros e bons companheiros, também já não ajudam. Na verdade, acho que são os primeiros a chegar ao pé de nós, com o cônjuge pelo braço (para mostrar que, finalmente, alguém lhes pegou), e a perguntar com um arzinho meio cínico "então... quando é que é a tua vez?". E nestas alturas só há três coisas a fazer:
1- Contar até dez, esboçar um largo sorriso, dizer "vou ver se os croquetes estão bons de sal" e dar meia volta;
2- Responder com um vago e bonito "um dia serei eu a afortunada";
3- Passar-me de vez e cortar todos os laços familiares com um "ah! Então ninguém vos disse que eu sou lésbica? Pois é, enquanto os casamentos entre homossexuais não forem legalizados cá em Portugal, não há cá comes e bebes para ninguém! Mas prometo que no próximo enlace familiar vou trazer a minha gaja, e em vez daquela seca da valsa nós podemos sempre fazer um show lesbiano ao vivo, que vos parece?"
Casamento após casamento a pressão aumenta, como se eu tivesse 47 anos, um peso acima dos 90 kilos e uma verruga peluda, factores que me impedirão de arranjar um bom partido. Família, hello??? Eu tenho 24 anos, sou uma verdadeira bomba, e se vocês soubessem da minha vidinha amorosa dava-vos um fanico que nunca mais se recompunham. Por isso não se preocupem, se eu não levo ninguém aos casamentos é só para os poupar de mais um dia de pura seca. E também, para levar um namorado diferente a cada casamento e ficar para todo o sempre rotulada de" grandessíma doida e inconsciente que nunca mais assenta", mais vale estar quietinha e ir só avec papá e mamã! Claro que já estive mais longe de passar o copo de água na mesa das crianças, mas entre isso e os casaizinhos melosos, venha o diabo e escolha!
segunda-feira, agosto 29, 2005
Clichés dos filmes de terror:
1- Quase todos se passam em casarões enormes e de ar sinistro, não há cá filmes de terror em T zeros. Logo no início do filme têm um ar querido e familiar, mas rapidamente se descobre que estão todas assombradas;
2- Também no início do filme faz sempre um sol deslumbrante, que torna tudo fofinho. Basta anoitecer para começar a trovejar como se não houvesse amanhã;
3- Não há filme em que não falte a luz (e consequente cena à luz das velas) ou que o telefone não seja cortado ou mesmo desligado da ficha;
4- Os personagens são sempre muitíssimo destemidos. Nos filmes de terror ninguém tem medo de se meter em sítios completamente obscuros, tipo caves, grutas ou sotãos. Andar no meio de esqueletos ou de pessoas esventradas e com os olhos arrancados é peanuts para eles... como se houvesse alguém assim na vida real. Hã hã...
5- Nos momentos de maior suspense há sempre uma porta que bate com imensa força. Também acontece com frequência a música aumentar de intensidade, como se a personagem fosse ser morta a qualquer instante, e depois não acontece nada. Era só brincadeirinha...
6- Os maus chamam as suas vítimas sempre com aquela vozinha irritante que eu agora não consigo descrever por palavras (desculpem, hoje estou nula de onomatopeias). Mas nos dois últimos filmes de suspense que vi, os mauzões da fita andavam sempre atrás dos bonzinhos da fita a chamá-los assim (vejam lá se percebem): 1- Charliiiiiiiiiiieeeeeeeee..... 2- Caroliiiiiiiine... é assim uma voz delicodoce, mas completamente pisocopata, que deixa adivinhar que dali não vem coisa boa;
1- Quase todos se passam em casarões enormes e de ar sinistro, não há cá filmes de terror em T zeros. Logo no início do filme têm um ar querido e familiar, mas rapidamente se descobre que estão todas assombradas;
2- Também no início do filme faz sempre um sol deslumbrante, que torna tudo fofinho. Basta anoitecer para começar a trovejar como se não houvesse amanhã;
3- Não há filme em que não falte a luz (e consequente cena à luz das velas) ou que o telefone não seja cortado ou mesmo desligado da ficha;
4- Os personagens são sempre muitíssimo destemidos. Nos filmes de terror ninguém tem medo de se meter em sítios completamente obscuros, tipo caves, grutas ou sotãos. Andar no meio de esqueletos ou de pessoas esventradas e com os olhos arrancados é peanuts para eles... como se houvesse alguém assim na vida real. Hã hã...
5- Nos momentos de maior suspense há sempre uma porta que bate com imensa força. Também acontece com frequência a música aumentar de intensidade, como se a personagem fosse ser morta a qualquer instante, e depois não acontece nada. Era só brincadeirinha...
6- Os maus chamam as suas vítimas sempre com aquela vozinha irritante que eu agora não consigo descrever por palavras (desculpem, hoje estou nula de onomatopeias). Mas nos dois últimos filmes de suspense que vi, os mauzões da fita andavam sempre atrás dos bonzinhos da fita a chamá-los assim (vejam lá se percebem): 1- Charliiiiiiiiiiieeeeeeeee..... 2- Caroliiiiiiiine... é assim uma voz delicodoce, mas completamente pisocopata, que deixa adivinhar que dali não vem coisa boa;
domingo, agosto 28, 2005
Lista de músicas para todo o sempre...
... e não necessariamente por esta ordem:
1- Hope There's Someone- Antony and the Johnsons
2- Amsterdam- Coldplay
3- #41- Dave Matthews Band
4- Fly Me to the Moon- Frank Sinatra
5- Kissing You- Desree
6- Tracys Flaw- Skunk Anansie
7- The Leavers Dance- The Veils
8- The Scientist- Coldplay
9- The Blowers Daughter- Damien Rice
10- Symphaty for the Devil- Rolling Stones
11- Freedom- George Michael
12- Kids- Robbie Williams & Kylie Minogue
13- Get Gone e todas, mas mesmo todas as da Fiona Apple
14- In the Waiting Line- Zero Seven
15- Corner of the Earth- Jamiroquai
16- Lover, You Should Have Come Over- Jeff Buckley
17- Hallelujah- Jeff Buckley
18- Walking on Sunshine- Katrina and the Waves
19- O Meu Amor Existe- Jorge Palma
20- Take me Out- Franz Ferdinand
21- Bonfire- Lamb
22- The Time is Now- Moloko
23- Cinderela- Carlos Paião
24- Jura- Rui Veloso
25- Roads- Portishead
26- Hey Ya- Outcast
27- Take Your Mama- Scissor Sisters
28- Fields of Gold- Sting
29- Eu Sei que Vou te Amar- Tom Jobim
30- One- U2
31- You're the First, the Last, My Everything- Barry White
32- Angel Song- Silence 4
33- Creep- Radiohead
34- Wish You Were Here- Pink Floyd
35- Emotion- Destiny's Child
36- She's the One- Robbie Williams
37- Another Like You- Miska
38- Velha Infância- Tribalistas
39- Secret Smile- Semisonic
40- Poses- Rufus Wainwright
41- Old Whore's Diet- Rufus Wainwright
De certeza que me vou lembrar de muitas mais, mas estas estão, sem dúvida, entre as preferidas.
... e não necessariamente por esta ordem:
1- Hope There's Someone- Antony and the Johnsons
2- Amsterdam- Coldplay
3- #41- Dave Matthews Band
4- Fly Me to the Moon- Frank Sinatra
5- Kissing You- Desree
6- Tracys Flaw- Skunk Anansie
7- The Leavers Dance- The Veils
8- The Scientist- Coldplay
9- The Blowers Daughter- Damien Rice
10- Symphaty for the Devil- Rolling Stones
11- Freedom- George Michael
12- Kids- Robbie Williams & Kylie Minogue
13- Get Gone e todas, mas mesmo todas as da Fiona Apple
14- In the Waiting Line- Zero Seven
15- Corner of the Earth- Jamiroquai
16- Lover, You Should Have Come Over- Jeff Buckley
17- Hallelujah- Jeff Buckley
18- Walking on Sunshine- Katrina and the Waves
19- O Meu Amor Existe- Jorge Palma
20- Take me Out- Franz Ferdinand
21- Bonfire- Lamb
22- The Time is Now- Moloko
23- Cinderela- Carlos Paião
24- Jura- Rui Veloso
25- Roads- Portishead
26- Hey Ya- Outcast
27- Take Your Mama- Scissor Sisters
28- Fields of Gold- Sting
29- Eu Sei que Vou te Amar- Tom Jobim
30- One- U2
31- You're the First, the Last, My Everything- Barry White
32- Angel Song- Silence 4
33- Creep- Radiohead
34- Wish You Were Here- Pink Floyd
35- Emotion- Destiny's Child
36- She's the One- Robbie Williams
37- Another Like You- Miska
38- Velha Infância- Tribalistas
39- Secret Smile- Semisonic
40- Poses- Rufus Wainwright
41- Old Whore's Diet- Rufus Wainwright
De certeza que me vou lembrar de muitas mais, mas estas estão, sem dúvida, entre as preferidas.
sábado, agosto 27, 2005
Há piropos e piropos
Os homens são tão, tão, mas tão cobardes que só merecem ser desprezados. Ou então um tal enxerto de porrada que deixem de uma vez por todas de ser sonsos e se assumam como homens que são (ou não). Ora a questão do dia é: porque raio os homens só têm coragem de lançar piropos às raparigas (básicos, por sinal) quando:
a) estão com amigos;
b) a rapariga está a 4 kms de distância;
c) vão a passar de carro;
É que tirando um ou outro espécimen raro, nunca nenhum gajo foi capaz de lançar um piropo na minha cara. Ainda no outro dia ía na rua com uma das babes quando avistámos um grupinho de 3 ou 4 marmanjos. Claro que já vinham de sorrisinho afiado e se previa uma qualquer boca originalíssima, do tipo "ooohhh, boooaaas", mas foi preciso nós passarmos por eles para, no segundo a seguir", largarem o tal "oohhh, boooaaas" nas nossas costas. Discretíssima como sempre, nem sequer olhei para trás, era o que mais faltava.
A verdade é que os homens perdem oportunidades belíssimas de conhecer meninas hiper mega interessantes (aqui como a je), só porque não sabem abordá-las de forma directa e original. É por isso que as mulheres são muito mais low-profile. Em primeiro lugar (e a menos que morem na Buraca, na Damaia ou na Cova da Moura), não andam aí pela rua a dizer a um gajo "que granda cu". Se uma mulher vê um homem que acha giro na rua, guarda a informação para si ou partilha-a com as amigas, discretamente. Ok, às vezes lá deixa escapar um olharzinho para trás, mas sempre com imensa classe, claro. Se for num espaço fechado, nada como uma intensa troca de olhares que pode sempre acabar em troca de contactos.
Já agora, aqui deixo o top dos elogios mais engraçados que me lançaram....poucos, mas felizes:
1- (no Lux) "Apesar do ar negligée, és a mulher mais interessante que aqui está;" (uuuuuuuhhhhhh, pena ele não ser nada de jeito, senão tinha-me levado para casa e já tinhamos quatro filhos);
2- (na rua e a olhar para mim- muito importante!!) "Isso é que é estatuto, princesa!"
3- (esta é um bocado nojentinha, mas eu fartei-me de rir) "Com esse rabo deves cagar bombons"
Aproveito a deixa para vos pedir que enviem (meninos e meninas) as bocas mais originais ou pirosonas que vos lançaram. Podemos estar aqui a iniciar um importante estudo sociológico!
Os homens são tão, tão, mas tão cobardes que só merecem ser desprezados. Ou então um tal enxerto de porrada que deixem de uma vez por todas de ser sonsos e se assumam como homens que são (ou não). Ora a questão do dia é: porque raio os homens só têm coragem de lançar piropos às raparigas (básicos, por sinal) quando:
a) estão com amigos;
b) a rapariga está a 4 kms de distância;
c) vão a passar de carro;
É que tirando um ou outro espécimen raro, nunca nenhum gajo foi capaz de lançar um piropo na minha cara. Ainda no outro dia ía na rua com uma das babes quando avistámos um grupinho de 3 ou 4 marmanjos. Claro que já vinham de sorrisinho afiado e se previa uma qualquer boca originalíssima, do tipo "ooohhh, boooaaas", mas foi preciso nós passarmos por eles para, no segundo a seguir", largarem o tal "oohhh, boooaaas" nas nossas costas. Discretíssima como sempre, nem sequer olhei para trás, era o que mais faltava.
A verdade é que os homens perdem oportunidades belíssimas de conhecer meninas hiper mega interessantes (aqui como a je), só porque não sabem abordá-las de forma directa e original. É por isso que as mulheres são muito mais low-profile. Em primeiro lugar (e a menos que morem na Buraca, na Damaia ou na Cova da Moura), não andam aí pela rua a dizer a um gajo "que granda cu". Se uma mulher vê um homem que acha giro na rua, guarda a informação para si ou partilha-a com as amigas, discretamente. Ok, às vezes lá deixa escapar um olharzinho para trás, mas sempre com imensa classe, claro. Se for num espaço fechado, nada como uma intensa troca de olhares que pode sempre acabar em troca de contactos.
Já agora, aqui deixo o top dos elogios mais engraçados que me lançaram....poucos, mas felizes:
1- (no Lux) "Apesar do ar negligée, és a mulher mais interessante que aqui está;" (uuuuuuuhhhhhh, pena ele não ser nada de jeito, senão tinha-me levado para casa e já tinhamos quatro filhos);
2- (na rua e a olhar para mim- muito importante!!) "Isso é que é estatuto, princesa!"
3- (esta é um bocado nojentinha, mas eu fartei-me de rir) "Com esse rabo deves cagar bombons"
Aproveito a deixa para vos pedir que enviem (meninos e meninas) as bocas mais originais ou pirosonas que vos lançaram. Podemos estar aqui a iniciar um importante estudo sociológico!
sexta-feira, agosto 26, 2005
Tum-tsss-tumm
Isto de estar parada no trânsito no trânsito é do melhor. Depois da cena com o senhor da CAIS, hoje estaquei exactamente no mesmo sítio. Como vizinhos de fila, calhou-me um daqueles casais de bimbos até à medula. A música, africana, pois então, estava tão alta que fazia o meu 206 tremer como se sofresse de Parkinson, coitadinho. Entredentes, que eu bem vi, a gaija lá ia pedindo ao esposo que pusesse a música mais baixo, mas quando eu olhava directamente ela punha-se a abanar a cabeça toda contentinha, como se estivesse a adorar a kizombada. O carro, um bonito renault não sei das quantas de um azul entre o cueca e o petróleo, estava completamente kitado, feio que só ele. Esta gente suscita-me alguma curiosidade. Será que eles põem a música assim porque acham que é tão boa, tão boa que não a devem guardar só para eles? Que raio de mania! Quando vejo gente desta só me apetece saír do carro, aproximar-me e pregar-lhes estalos até que rogassem perdão e engolissem a merda dos cds de música pirosona. É que estes são os tais bimbos que têm muito gosto em sê-lo.
By the way, viram a maneira como eu consegui reproduzir no título os sons referidos no post??? É a chamada onomatopeia! Só sabedoria!
Isto de estar parada no trânsito no trânsito é do melhor. Depois da cena com o senhor da CAIS, hoje estaquei exactamente no mesmo sítio. Como vizinhos de fila, calhou-me um daqueles casais de bimbos até à medula. A música, africana, pois então, estava tão alta que fazia o meu 206 tremer como se sofresse de Parkinson, coitadinho. Entredentes, que eu bem vi, a gaija lá ia pedindo ao esposo que pusesse a música mais baixo, mas quando eu olhava directamente ela punha-se a abanar a cabeça toda contentinha, como se estivesse a adorar a kizombada. O carro, um bonito renault não sei das quantas de um azul entre o cueca e o petróleo, estava completamente kitado, feio que só ele. Esta gente suscita-me alguma curiosidade. Será que eles põem a música assim porque acham que é tão boa, tão boa que não a devem guardar só para eles? Que raio de mania! Quando vejo gente desta só me apetece saír do carro, aproximar-me e pregar-lhes estalos até que rogassem perdão e engolissem a merda dos cds de música pirosona. É que estes são os tais bimbos que têm muito gosto em sê-lo.
By the way, viram a maneira como eu consegui reproduzir no título os sons referidos no post??? É a chamada onomatopeia! Só sabedoria!
terça-feira, agosto 23, 2005
É a Cais! É a revista dos tresloucados!
Pois é, estava eu hoje atolada no trânsito das seis e meia da tarde, a rever mentalmente todos os ingredientes que ia enfiar no esparguete do jantar, quando vejo passar o senhor das revistas CAIS, aquele amarelinho, com um ar completamente furioso. Instintivamente, como quem não quer a coisa, fiz um arzinho de sonsa e fechei a janela antes do senhor chegar à minha viatura. Eu até gosto da CAIS, que gosto, mas o senhor parecia muito nervoso... ou bebâdo. Então não é que o homenzinho se passou, mandou as revistas todas para o chão e largou aos berros?? Claro que aí tive que abrir um bocadinho a janela, para ouvir bem os impropérios proferidos e vos poder relatar tudo ao máximo pormenor! Por azar o sinal abriu, mas ainda pude ouvir um bonito "que puta de país é este??? Há dinheiro para comprar grandes carros mas não há dinheiro para comprar uma revista, hã?". Enfim, Portugal no seu melhor!
Pois é, estava eu hoje atolada no trânsito das seis e meia da tarde, a rever mentalmente todos os ingredientes que ia enfiar no esparguete do jantar, quando vejo passar o senhor das revistas CAIS, aquele amarelinho, com um ar completamente furioso. Instintivamente, como quem não quer a coisa, fiz um arzinho de sonsa e fechei a janela antes do senhor chegar à minha viatura. Eu até gosto da CAIS, que gosto, mas o senhor parecia muito nervoso... ou bebâdo. Então não é que o homenzinho se passou, mandou as revistas todas para o chão e largou aos berros?? Claro que aí tive que abrir um bocadinho a janela, para ouvir bem os impropérios proferidos e vos poder relatar tudo ao máximo pormenor! Por azar o sinal abriu, mas ainda pude ouvir um bonito "que puta de país é este??? Há dinheiro para comprar grandes carros mas não há dinheiro para comprar uma revista, hã?". Enfim, Portugal no seu melhor!
segunda-feira, agosto 22, 2005
Planos para o que ainda resta de 2005:
- Ler um livro por semana;
- Arrumar a roupa todas as noites e declarar o estado de calamidade pública quando deixar de ver a secretária e a cadeira;
- Ir ao ginásio 3 a 4 vezes por semana, beber dois litros de água por dia e aplicar a merda dos cremes refirmantes de manhã e à noite;
- Ir mais vezes ao cinema, ao teatro e a exposições;
- Tentar comprar menos roupa ou aumentar o tamanho do armário;
- Deixar de vez todos os sumos (HÁ TRÊS MESES QUE NÃO BEBO COCA COLA) e passar a beber só aguinha (isto se ela não acabar de vez!);
- Mudar as fotos dos três placards de cortiça;
- Fazer uma grande fogueira com os livros do liceu e os apontamentos da universidade;
- Ler um livro por semana;
- Arrumar a roupa todas as noites e declarar o estado de calamidade pública quando deixar de ver a secretária e a cadeira;
- Ir ao ginásio 3 a 4 vezes por semana, beber dois litros de água por dia e aplicar a merda dos cremes refirmantes de manhã e à noite;
- Ir mais vezes ao cinema, ao teatro e a exposições;
- Tentar comprar menos roupa ou aumentar o tamanho do armário;
- Deixar de vez todos os sumos (HÁ TRÊS MESES QUE NÃO BEBO COCA COLA) e passar a beber só aguinha (isto se ela não acabar de vez!);
- Mudar as fotos dos três placards de cortiça;
- Fazer uma grande fogueira com os livros do liceu e os apontamentos da universidade;
domingo, agosto 21, 2005
Coisa dji póbri
Este está a ser o Verão mais longo de todo o sempre... parece que Agosto está a durar três anos em vez dos habituais 31 dias. Fui de fim de semana com as babes mas já estou de volta para mais duas semanas de puro tédio até voltar a ir passar mais uns diazitos a qualquer lado. Acreditem, meus grandes queridos, de férias forçadas e sem dinheiro é do pior que há!
Este está a ser o Verão mais longo de todo o sempre... parece que Agosto está a durar três anos em vez dos habituais 31 dias. Fui de fim de semana com as babes mas já estou de volta para mais duas semanas de puro tédio até voltar a ir passar mais uns diazitos a qualquer lado. Acreditem, meus grandes queridos, de férias forçadas e sem dinheiro é do pior que há!
segunda-feira, agosto 15, 2005
Silêncio na praia, please- parte II
Ok, confirma-se: não há mesmo nenhuma vez em que vá para uma praia e fique ao lado de gente normal. Estava eu hoje em plena Costa a giboiar no lombo do meu babe, que é como quem diz de papo para o ar a apreciar o panorama, quando os meus olhos e ouvidos se detiveram por momentos nas vizinhas da toalha do lado. Pois que as três jovens estavam tão entusiasmadas a conversar que nem deram por uma abelha que tinha acabado de aterrar na mão de uma delas. Claro que com estes meus olhos de falcão topei logo a abelha a uns 300 metros, mas não ia chegar ao pé da miuda e dizer "olhe, desculpe, mas se não abrir a pestana rapidamente pode estar prestes a levar uma ferroada que nunca mais se vai esquecer na vida". Sonsa que só eu, deixei-me estar refastelada a ver no que é que aquilo ia dar. Por fim, quando a abelha já devia estar a dar pulos de contente por ter finalmente encontrado alguém que não se punha a assobiar ou bater palmas (técnicas vulgarmente utilizadas para afastar abelhas e que, na maioria das vezes, não têm qualquer resultado prático), a parva da miuda acordou para a vida e desatou aos gritinhos. Claro que a desgraçada da abelha se pôs a andar (voar) para outras paragens. Mas o melhor estava para vir, ou seja, a explicação de uma das amigas para o facto da abelha ter pousado na mão da gaija: "pois, tu estavas a fumar e as abelhas gostam do quentinho. Se estiveres toda nua, só com uma tanga e uma tocha na mão, as abelhas não te picam. Vi isto no Discovery...".
Portanto, meus amigos, nada mais fácil. Se uma abelha assassina estiver prestes a atacar-vos, é coisa para tirarem a roupa toda, menos a interior, procurarem uma tocha e deixarem-se estar no relax. É que não há abelha que vos toque!
Ok, confirma-se: não há mesmo nenhuma vez em que vá para uma praia e fique ao lado de gente normal. Estava eu hoje em plena Costa a giboiar no lombo do meu babe, que é como quem diz de papo para o ar a apreciar o panorama, quando os meus olhos e ouvidos se detiveram por momentos nas vizinhas da toalha do lado. Pois que as três jovens estavam tão entusiasmadas a conversar que nem deram por uma abelha que tinha acabado de aterrar na mão de uma delas. Claro que com estes meus olhos de falcão topei logo a abelha a uns 300 metros, mas não ia chegar ao pé da miuda e dizer "olhe, desculpe, mas se não abrir a pestana rapidamente pode estar prestes a levar uma ferroada que nunca mais se vai esquecer na vida". Sonsa que só eu, deixei-me estar refastelada a ver no que é que aquilo ia dar. Por fim, quando a abelha já devia estar a dar pulos de contente por ter finalmente encontrado alguém que não se punha a assobiar ou bater palmas (técnicas vulgarmente utilizadas para afastar abelhas e que, na maioria das vezes, não têm qualquer resultado prático), a parva da miuda acordou para a vida e desatou aos gritinhos. Claro que a desgraçada da abelha se pôs a andar (voar) para outras paragens. Mas o melhor estava para vir, ou seja, a explicação de uma das amigas para o facto da abelha ter pousado na mão da gaija: "pois, tu estavas a fumar e as abelhas gostam do quentinho. Se estiveres toda nua, só com uma tanga e uma tocha na mão, as abelhas não te picam. Vi isto no Discovery...".
Portanto, meus amigos, nada mais fácil. Se uma abelha assassina estiver prestes a atacar-vos, é coisa para tirarem a roupa toda, menos a interior, procurarem uma tocha e deixarem-se estar no relax. É que não há abelha que vos toque!
segunda-feira, agosto 15, 2005
U2
Acabo de chegar a casa, vinda do concerto dos U2. Estou surda de um ouvido e quero ver quem é que se vai responsabilizar por isto! Probleminhas à parte, o concerto foi liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo de sonho. E pensar que me passou pela cabeça vender o meu rico bilhetinho! Tss tss tss! E, no final, sempre tive a quem ligar durante o One! ;)
Acabo de chegar a casa, vinda do concerto dos U2. Estou surda de um ouvido e quero ver quem é que se vai responsabilizar por isto! Probleminhas à parte, o concerto foi liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo de sonho. E pensar que me passou pela cabeça vender o meu rico bilhetinho! Tss tss tss! E, no final, sempre tive a quem ligar durante o One! ;)
quinta-feira, agosto 11, 2005
Heeeeeeeeeeeeeeeeeelp
A Pipoca está desempregada e aborrecida. A Pipoca precisa que lhe arranjem uma ocupação (laboral, bem entendido!) com urgência! Se alguém souber de alguma coisa fáxavor de me dizer. Pode ser uma trabalhito só para dois ou três meses! Mais uma tarde em casa a ver o Quem Quer Ganha com a Iva Pamela e sou acometida de depressão aguda.
A Pipoca está desempregada e aborrecida. A Pipoca precisa que lhe arranjem uma ocupação (laboral, bem entendido!) com urgência! Se alguém souber de alguma coisa fáxavor de me dizer. Pode ser uma trabalhito só para dois ou três meses! Mais uma tarde em casa a ver o Quem Quer Ganha com a Iva Pamela e sou acometida de depressão aguda.
segunda-feira, agosto 08, 2005
Silêncio na praia, PLEASE!
É que não há uma puta de uma vez que eu vá à praia e não me calhe gente histérica ao lado! Desta feita estava eu com as minhas babes em Porto Côvo, a descansar de um Sudoeste intensivo, quando começo a ouvir uma pessoa chorar. Assim logo à primeira, ainda meia a dormir, pensei que se tratava de um sonho (pesadelo??), mas depois acordei e constatei que era verdade. Pois que a miuda do chapéu do lado se tinha perdido da tia, e então chorava que nem uma Madalena, como se a vida tivesse acabado. Convém dizer que a "pequena" era uma texuga aí com dez ou onze anos que, após se ter perdido da tia, voltou para o chapéu, onde estava a chorar baba e ranho junto a outra tia.
Passados uns minutos, eis que chega a tia desaparecida, afogueadíssima e pronta a contar a sua versão do "rapto". Expressiva que só ela, com um timbre de voz que metia a Júlia Pinheiro a um canto, lá começou a dizer que andava nas barracas dos ciganos, a ver os farrapos, quando disse à miúda que ia à casa de banho "fazer cocó". Foi então que enquanto a senhora estava a aliviar as tripas, a Patrícia (era o nome da miuda) se perdeu. "E fiquei logo nervosa, que aquilo era só ciganos, e o meu miudo começou a dizer "oh, mãe, e se roubaram a prima?" E eu só gritava "oh, Patrícia, oh Patrícia!". Mas fizeste bem em vir para aqui [dizia ela à Patrícia], e isto serve para eu abrir os olhos. Prá próxima, quando andarmos a ver farrapos não sais "dópé" de mim, ouvistessss?".
Finda a história do desaparecimento, começou o relato das compras nos ciganos. "Comprei uns chinelos pro Fernando [o marido], pra ele usar quando vai prá piscina, uns pro Gonçalo [o puto], e uns pra mim. Pra mim comprei um 39 que eu gosto deles grandes. Todos a 3,5 euros. Havia de 4,5, mas eu disse logo "isso é que era bom, os de 3,5 servem bem". Mas os ciganos devem achar que os portugueses são pobres, vendem tudo tão barato!!!".
Bom, depois chegou a hora de berrar com os putos. Duas da tarde, um calor de morte, e a senhora entendia que não devia deixar o miudo ir para a água. "Vais mais daqui a bocadinho. Vai jogar às raquetes para DESMOER a comida", gritava ela. Enfim, está bom de ver que com uma vizinhança destas não há quem consiga dormir a sua sesta descansadinha.
Vou ver se desencanto aí uma praia de surdos mudos... ao menos o silêncio é garantido.
É que não há uma puta de uma vez que eu vá à praia e não me calhe gente histérica ao lado! Desta feita estava eu com as minhas babes em Porto Côvo, a descansar de um Sudoeste intensivo, quando começo a ouvir uma pessoa chorar. Assim logo à primeira, ainda meia a dormir, pensei que se tratava de um sonho (pesadelo??), mas depois acordei e constatei que era verdade. Pois que a miuda do chapéu do lado se tinha perdido da tia, e então chorava que nem uma Madalena, como se a vida tivesse acabado. Convém dizer que a "pequena" era uma texuga aí com dez ou onze anos que, após se ter perdido da tia, voltou para o chapéu, onde estava a chorar baba e ranho junto a outra tia.
Passados uns minutos, eis que chega a tia desaparecida, afogueadíssima e pronta a contar a sua versão do "rapto". Expressiva que só ela, com um timbre de voz que metia a Júlia Pinheiro a um canto, lá começou a dizer que andava nas barracas dos ciganos, a ver os farrapos, quando disse à miúda que ia à casa de banho "fazer cocó". Foi então que enquanto a senhora estava a aliviar as tripas, a Patrícia (era o nome da miuda) se perdeu. "E fiquei logo nervosa, que aquilo era só ciganos, e o meu miudo começou a dizer "oh, mãe, e se roubaram a prima?" E eu só gritava "oh, Patrícia, oh Patrícia!". Mas fizeste bem em vir para aqui [dizia ela à Patrícia], e isto serve para eu abrir os olhos. Prá próxima, quando andarmos a ver farrapos não sais "dópé" de mim, ouvistessss?".
Finda a história do desaparecimento, começou o relato das compras nos ciganos. "Comprei uns chinelos pro Fernando [o marido], pra ele usar quando vai prá piscina, uns pro Gonçalo [o puto], e uns pra mim. Pra mim comprei um 39 que eu gosto deles grandes. Todos a 3,5 euros. Havia de 4,5, mas eu disse logo "isso é que era bom, os de 3,5 servem bem". Mas os ciganos devem achar que os portugueses são pobres, vendem tudo tão barato!!!".
Bom, depois chegou a hora de berrar com os putos. Duas da tarde, um calor de morte, e a senhora entendia que não devia deixar o miudo ir para a água. "Vais mais daqui a bocadinho. Vai jogar às raquetes para DESMOER a comida", gritava ela. Enfim, está bom de ver que com uma vizinhança destas não há quem consiga dormir a sua sesta descansadinha.
Vou ver se desencanto aí uma praia de surdos mudos... ao menos o silêncio é garantido.
quinta-feira, agosto 04, 2005
Capital, sweet Capital
É certo que estava sempre a falar mal do meu trabalho, é certo que já estava a pensar em pôr-me a andar, é certo que nos últimos tempos dizia asneiras entredentes sempre que empurrava a porta da Capital e que andava quase, quase a roçar uma depressão... mas agora que já assinei o contrato de rescisão (milionário, deixem-me que vos diga) e que estou oficialmente desvinculada do meu jornalito, parece que custa mais assimiliar a ideia que já não há A Capital.
Hoje levei as últimas coisas para o carro... não eram muitas, mas dividi-as em duas caixas, só para parecer que era muito. Foi mesmo aquela cena à filme, estar a meter tudo em caixas de cartão. Só não tinha uma foto de família na secretária, para depois olhar para ela durantes quinze segundos, a enfiar na caixa, saír da sala e fechar a porta. Na, nada disso. Um ou outro livro, a caneca das canetas (herança de uma colega que já tinha deixado o jornal há uns bons meses), o suporte de telemóvel em forma de vaca, o prontuário, o livro da sôdona Edite Estrela (assim se fala em bom português!), cds manhosos, a agenda, a agenda de contactos, dvds do Sexo e a Cidade (finalmente voltam para casa!) e muita, muita papelada. Não tenho espaço no quarto para tanta tralha. Ainda nem sequer desfiz o saco das férias, quanto mais! Uma das caixas está no corredor, a outra ficou mesmo logo ali no hall. Não tenho paciência para arrumações, nem sei onde vou enfiar tudo aquilo...
Já sinto saudades de coisas tão insignificantes como dar 20 voltas ao quarteirão à procura de lugar, cometer aquela transgressãozinha diária ali em Sete Rios, ir tomar o pequeno almoço, o almoço e o lanche ao XPTO, ir muito raramente ao Baloiço e ser atendida por aqueles empregados que mais parecia que estavam inseridos num programa de reinserção social, deixar o carro na Capital para ir sair à noite, empurrar a porta de vidro da entrada e mandar o elevador para o "2", mas que na verdade era o "3"... enfim, tanta coisa....
E os coleguinhas... ai, os coleguinhas...
É certo que estava sempre a falar mal do meu trabalho, é certo que já estava a pensar em pôr-me a andar, é certo que nos últimos tempos dizia asneiras entredentes sempre que empurrava a porta da Capital e que andava quase, quase a roçar uma depressão... mas agora que já assinei o contrato de rescisão (milionário, deixem-me que vos diga) e que estou oficialmente desvinculada do meu jornalito, parece que custa mais assimiliar a ideia que já não há A Capital.
Hoje levei as últimas coisas para o carro... não eram muitas, mas dividi-as em duas caixas, só para parecer que era muito. Foi mesmo aquela cena à filme, estar a meter tudo em caixas de cartão. Só não tinha uma foto de família na secretária, para depois olhar para ela durantes quinze segundos, a enfiar na caixa, saír da sala e fechar a porta. Na, nada disso. Um ou outro livro, a caneca das canetas (herança de uma colega que já tinha deixado o jornal há uns bons meses), o suporte de telemóvel em forma de vaca, o prontuário, o livro da sôdona Edite Estrela (assim se fala em bom português!), cds manhosos, a agenda, a agenda de contactos, dvds do Sexo e a Cidade (finalmente voltam para casa!) e muita, muita papelada. Não tenho espaço no quarto para tanta tralha. Ainda nem sequer desfiz o saco das férias, quanto mais! Uma das caixas está no corredor, a outra ficou mesmo logo ali no hall. Não tenho paciência para arrumações, nem sei onde vou enfiar tudo aquilo...
Já sinto saudades de coisas tão insignificantes como dar 20 voltas ao quarteirão à procura de lugar, cometer aquela transgressãozinha diária ali em Sete Rios, ir tomar o pequeno almoço, o almoço e o lanche ao XPTO, ir muito raramente ao Baloiço e ser atendida por aqueles empregados que mais parecia que estavam inseridos num programa de reinserção social, deixar o carro na Capital para ir sair à noite, empurrar a porta de vidro da entrada e mandar o elevador para o "2", mas que na verdade era o "3"... enfim, tanta coisa....
E os coleguinhas... ai, os coleguinhas...
quarta-feira, agosto 03, 2005
Então e as crianças com 3 ou 4 anos?
Uma vez que estou de férias e desempregada (ou melhor, estou de férias em consequência de estar desempregada) tenho tido imenso tempo para pensar em coisas extremamente importantes. Ora aqui vai uma das questões que mais me atormenta neste momento:
Já repararam que nas telenovelas só entram ou recém-nascidos ou crianças a partir dos cinco ou seis anos? Pois é, nunca há criancinhas de 2 ou 3 anos, que só fazem asneiras e dizem disparates! Quando as novelas começam só há duas hipóteses possíveis: casais que já têm crianças grandotas ou casais que vão ter um filho mesmo no final da novela! Ah, pois é! Sou mesmo perspicaz! E nas novelas em que logo ao princípio entram bebés, quando há avanços na história são logo de 4 ou 5 anos, para não apanhar os putos naquela fase estúpida em que são incapazes de decorar uma frase que seja. Assim os bebés saltam logo para os 6 anos de idade, para não haver cá azares, cenários destruídos e baba por todos os lados.
Mandasse eu nisto e criava já aí o sindicato das crianças entre os 1 e os 5 anos que não podem entrar nas novelas, pra desgosto das famelgas, que contam enriquecer à conta dos putos ranhosos.
Uma vez que estou de férias e desempregada (ou melhor, estou de férias em consequência de estar desempregada) tenho tido imenso tempo para pensar em coisas extremamente importantes. Ora aqui vai uma das questões que mais me atormenta neste momento:
Já repararam que nas telenovelas só entram ou recém-nascidos ou crianças a partir dos cinco ou seis anos? Pois é, nunca há criancinhas de 2 ou 3 anos, que só fazem asneiras e dizem disparates! Quando as novelas começam só há duas hipóteses possíveis: casais que já têm crianças grandotas ou casais que vão ter um filho mesmo no final da novela! Ah, pois é! Sou mesmo perspicaz! E nas novelas em que logo ao princípio entram bebés, quando há avanços na história são logo de 4 ou 5 anos, para não apanhar os putos naquela fase estúpida em que são incapazes de decorar uma frase que seja. Assim os bebés saltam logo para os 6 anos de idade, para não haver cá azares, cenários destruídos e baba por todos os lados.
Mandasse eu nisto e criava já aí o sindicato das crianças entre os 1 e os 5 anos que não podem entrar nas novelas, pra desgosto das famelgas, que contam enriquecer à conta dos putos ranhosos.
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