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quinta-feira, setembro 23, 2004
FODAAAASSSSSEEEEEEEEEEEEEEE
É a única coisa que me apetece dizer neste momento. Como não posso gritar, tenho que a escrever aqui.
quarta-feira, setembro 22, 2004
Dia Europeu com MILHÕES de Carros

Eu sabia que ia pagar caro por não ter aderido ao Dia Europeu Sem Carros. Uma pessoa quer ser original, andar de carrinho quando não é suposto e pimba!, a divina providência encarrega-se logo de nos castigar da forma mais cruel possível. Não sei por que raio, mas todos os lisboetas devem ter pensado que no Dia Sem Carros era coisa para aproveitar e ir de pópó para o trabalhinho. "Ah, deve haver pouco trânsito e tal...". Engano. Engano dos GRANDES!!! O trânsito estava pior do que nunca, compacto, todos coladinhos, o senhor do carro ao lado espirrou e conseguiu atingir-me com a sua baba! E depois a rádio não ajudava em nada. Dei por mim paradinha na Calçada Carriche a ouvir os Ozone e o seu "breshna breshna, iú maiú mai ê". Pior! Dei por mim a ouvir os Ozone e a abanar a cabecita de um lado para o outro, cantarolando no meu melhor romeno!

Entretanto, fiquei a saber que o Ministro dos Transporte, numa reconhecida atitude de solidariedade para com o Dia Europeu Sem Carros, foi a pé do Camões até ao Cais do Sodré. Um gesto nobre como poucos. O que o senhor não deve ter suado naqueles dois minutos e meio de caminhada, sempre a descer.
quarta-feira, setembro 22, 2004
Gratos pela informação

Numa dessas revistas doutoradas em "assuntos da treta", a brasileira Deborah (grande sonsa) Secco afirma, orgulhosamente, que concretizou o sonho de casar virgem. Finalmente percebo porque é que a gaja deu o nó aos 4 anos.
domingo, setembro 19, 2004
MUST HAVE

Para além das minhas reconhecidas capacidades de sexóloga, também tenho muitas cartas a dar no campo do aconselhamento de imagem. Assim, caras amigas, e para que não passem a vida a perguntar-me como podem mudar de visual (até porque, na sua grande maioria, são casos irremediavelmente perdidos), a Pipoca revela o elixir do eterno bem vestir.

Eu nem vos devia estar a revelar isto, suas pirosonas, mas pronto, aqui vão os grandes MUST HAVE da estação:
- Cahecóis, echarpes, lenços, etc, etc... Mas não é para esperar até ao Natal! É para usar JÁ, com tops e camisolas de manga curta;
- BOINAS, MUITAS BOINAS!!!
- Trench-coat (gabardines) e casacos compridos
- Sapatinhos bicudos ou sabrinas redondinhas
- Leggings (collants sem pés), com micro-saias
- Quanto a materiais, a bombazine e o veludo são as apostas. As cores...infelizmente este ano está mais a dar para os castanhos, mas pode-se sempre contornar isso.

Mas pronto, isto é o mesmo que dar pérolas a porcos, porque se não houver uma predisposição para tentar ser um nadita mais moderninha, minhas amigas, nada feito! E depois isto também é uma coisa que vem de dentro, não é?, uma coisa inata, de instinto! PORTANTO NÃO ME ABORREÇAM COM AS VOSSAS PERGUNTAS E CONTINUEM A SER AS MESMAS BÁSICAS DE SEMPRE! Grandes sonsas.



quinta-feira, setembro 16, 2004
O Sexo e a Pipoca- Caso I: "Estou de férias...!"

Estou feliz! Ainda há tão pouco tempo anunciei as minhas qualidades de sexóloga e avaliadora de relações e já recebi o meu primeiro caso. E este é mesmo à 'Sexo e a Cidade'.

A minha "cliente" (que requer o anonimato, como é facilmente entendível... estamos a falar de assuntos do fundinho do coração), é emocionalmente instável, desequilibrada até e assumidamente insatisfeita com aquilo que tem (como isto me soa autobiográfico...). Enfim, avancemos para o caso propriamente dito. Quando a dita quase fez uma declaração de paixão a um homem, quando quase pensou em mudar a vida por causa dele, quando pensou que nele estaria concentrada toda a sua felicidade futura, quando percebeu que ele sim, era aquele "que a queria, e maaaaaaaais ninguém", levou com um balde de água geladérrima em cima. Ainda ela estava à procura das melhores palavras para lhe confessar "baby, you're the one" quando ele, talvez inspirado pela passagem de Madonna e do seu célebre tema "Holiday", lhe cortou o discurso com um seco "depois falamos nisso. Estou de férias". Coitada, foi o fim. Por momentos até diz ter visto tudo branco. Foi posta a andar com um "estou de férias" (o que, aqui para nós, até foi muitíssimo bem feita. Andou a dar mole, agora azarucho, já foi chão que deu uvas).

A questão é... (no Sexo e a Cidade há sempre a parte da questão e são sempre do género da que se segue):

- Estarão os sentimentos condicionados por períodos de férias? "Agora não posso falar de paixão, porque estou sentado aqui no meu sofá a coçar a micose, e pronto, férias, sabes como é... se quisesses falar daquela receita de sopa de beldroegas ou da posição do dólar, arranjava uns minutinhos, mas assim... É de sentimentos que queres falar, não é? Pois, isso agora é que não dá mesmo jeito nenhum, nas férias cancelo sempre todos os assuntos desse género. Mas depois marcas uma reunãozita com a secretária...daqui a quinze dias, dá-te jeito? Pronto, então não te esqueças do que ias dizer-me e depois logo falamos, pode ser? Um grande beijinho, minha querida. Amo-te muito."

- Não é suposto estarmos mais livres nas férias? E se um dia eu ligar para a minha melhor amiga, a chorar baba e ranho por um qualquer drama amoroso e ela me disser: "oh, pronto, conta lá o que se passou. Ai, espera, esquece lá isso. Estamos em Setembro, já devias saber que em Setembro não falo destas coisas". E pimba, desliga-me o telefone na cara e "até Outubro".

- Será este um mal que se está a generalizar ou este foi apenas um caso, facilmente controlável? Podemos pôr o dito ingrato em quarentena, isolado num qualquer hospital, na esperança que o mal não se propague.

Quanto à minha cliente... continua em estado de choque, voltou à sua vidinha de sempre, fez por o esquecer e até diz que se ele algum dia der notícias, já tem resposta pronta: "estou de férias, bebé. E para ti... são eternas!". O que lhe custa mesmo admitir é que as férias dele estão a ser bem mais animadas... com um verdadeiro avião nos braços!

Amanhã, n'O Sexo e a Pipoca: porque têm os homens tanto medo de usar a palavra paixão?



domingo, setembro 12, 2004
Caros senhores dos correios:

Já faltou mais para eu prescindir dos vossos serviços e vos substituir por pombos correios. Bem vistas as coisas, demoram o mesmo tempo a voar do que vocês de carro, entregam-me as cartas em mão e têm a enormíssima vantagem de não falar, o que evita diálogos desesperantes.
Uma destas manhãs, estava eu embrenhadíssima no meu sono, quando me tocam à porta, mal o sol tinha nascido!!! Arrasto-me até ao intercomunicador e, do outro lado da linha, uma voz anuncia: "CORREIOOOOO, tem uma carta para assinar". Lá digo que sim, que suba, mas passaram-se minutos, horas, cheguei mesmo a dormir encostada a uma parede do hall, e do representante dos Correios nem sombra. Pensei: "pronto, isto de entrar num prédio e apanhar o elevador é uma coisa realmente complicada, devia ter ido eu lá abaixo". Ainda preocupada com o que teria acontecido ao senhor carteiro e à minha rica carta, voltei para a cama. Quando, horas mais tarde, saí de casa, resolvi abrir a caixa de correio, numa ínfima esperança que pudesse haver qualquer coisinha para mim. E sim, realmente havia. Lá bem no fundinho, um postal dos correios aguardava-me, explicando-me porque raio a minha carta registada não tinha sido entregue: "não estava ninguém em casa", motivo pela qual teria que a ir levantar à estação, a 400 mil kilómetros!! Desde esse dia que menosprezo os carteiros, posso mesmo afirmar que TENHO NOJO dessa classe! E agora podem tocar à porta à vontadinha, porque jamais voltarei a levantar o (pesado) rabo da cama, seus fascistas!

Num outro episódio, deixaram-me novamente um postal para ir levantar uma carta à estação. E eu, desconfiada como sempre (que estas coisas dos correios têm sempre que se lhe diga), lá fui. A carta, essa, não constava dos registos, nem sequer sabiam onde poderia estar. Enervadíssima (era um documento importante), ameacei a senhora do modo mais violento que pude, gritando-lhe quem é que me ia tratar de arranjar um documento novo, quem é que ia pagar as despesas, como é que era possível perderem uma carta registada, etc e tal. E o modo mais inteligente que a funcionária encontrou para me acalmar foi dizer "a carta não está perdida, só não sabemos onde está".

Valham-nos os pombos correios...
sábado, setembro 11, 2004
O Sexo e a Pipoca

Eu sei que tenho andado um bocado ausente, sei que até já há uma ou outra pessoa que reclama o meu regresso mas, de quando em vez, tenho estas crises de criatividade e não há volta a dar-lhe. Ora, isto revela o meu fracaso e a minha nulidade artística ao seu maior nível o que é uma verdadeira vergonha. O meu problema nem é escrever, é mais arranjar temas. Não percebo esses pseudo-escritores que dizem que tudo os inspira para escrever. Ou melhor, percebo. Percebo porque é que surgem tantas obras sobre temas tão inspiradores como "o amontoar de papeis em secretárias ou a arte da arrumação", "plasticina, Deus ou o Diabo?", etc e tal. Mas eu não sou assim, a minha veia ainda não está desenvolvida a esse ponto e é raro ter momentos iluminados. Assim sendo, acho que vou transformar o Pipoca Mais Doce num site de orientação sexual, uma espécie de Sexo e a Cidade em versão net. Exponham as vossas dúvidas e inquietudes, a sexóloga Pipoca responde.
sábado, setembro 11, 2004
Constatações

Cada vez que, por um triste acaso do destino, calho a vislumbrar a parte de trás do meu corpo num qualquer espelho, vem-me sempre à memória aquele célebre fado: "Tudo isto EXISTE, tudo isto é TRISTE, tudo isto é RABO".

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