Que sódádes dos kéfrô
Pois é, longe vão os tempos em que os primeiros kéfrô nos deliciavam com as suas perfumadas rosas misturadas com o devido cheiro a caril. Eram poucos, vendiam única e exclusivamente flores e até era giro negociar com eles! Mas agora não! Os kéfrô originais perderam-se para sempre! Agora, na naite, o que está a dar são monhés equipados com o mais variado material. Ele é aneis e brincos que piscam (quando pensarem que estão a ver um semáforo com cores fora das habituais a caminhar para vocês, é um monhé enfeitado com aquela tralha toda a piscar), ele é tiaras (que dão sempre jeito em qualquer ocasião), ele é patos que se apertam e soltam um som de "pato-a-morrer-sufocado" e depois, pelo meio daquela tralha toda, lá se vislumbram umas quantas rosas, já meio murchas! Portanto, o kéfrô deu lugar a qualquer coisa como "Kéfrôbrincoánéltiáraepátu". E, bem pesquisado no meio dakela confusão, ainda somos capazes de ter a sorte de ser brindados com meia dúzia de chamuças.
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